quinta-feira, junho 30, 2011

IFF terá campus em Itaboraí, Santo Antônio de Pádua e Arraial do Cabo

O anúncio dos novos campi dos IFs deverá ser feito agora em julho pela presidenta Dilma Roussef. Os dois primeiros, Itaboraí é o município sede do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, terão que ser construídos. Já o terceiro é atualmente vinculado ao IFRJ, mas, deverá ser transferido ao Instituto Federal Fluminense (IFF) por uma questão de ordenamento territorial, já que na região da Baixadas Litorâneas (Região dos Lagos) o IFF já tem implantado e em funcionamento o campus Cabo Frio.

Além disso, o campus avançado de Quissamã passará à condição de campus como os demais, não sendo mais considerado como campus avançado com um custeio compartilhado com a prefeitura. Enquanto isto, o Núcleo Avançado de São João da Barra continuará no processo paulatino de gestão compartilhada com a Prefeitura, como aconteceu com Quissamã, até que se tenha autorizado a sua federalização. Em Cambuci, numa fazenda que funcionava como Experimental do MInistério da Agricultura e que foi transferido para o patrimônio do IFF, o Campus Bom Jesus atua com cursos de extensão e o IFF tem projetos de expandir.

Em cursos de Educação à Distância (EaD) o IFF tem ou está estruturando núcleos nos municípios de SJB, Miracema e Casimiro de Abreu. Além deles, o IFF atua com cursos em Cambuci e Segundo a reitora, professora Cibele Daher o desafio é continuar a expansão de forma paulatina e responsável, atendendo às demandas da população do interior fluminense, com a principal preocupação de manter a qualidade na formação nos diversos níveis de ensino em que o Instituto atua, desde a educação básica até a pós-graduação com cursos de mestrado.

Garimpo ilegal no Rio Paraíba do Sul foi embargado pela SEA-RJ

Os riscos para a saúde do uso do mercúrio são grandes

Numa operação promovida ontem pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) foi embargado um garimpo que funcionava sem licença ambiental no Rio Paraíba do Sul, no município de Carmo, divisa do Estado com Minas Gerais.

A SEA usou caminhões com guindastes para apreender duas balsas e também máquinas com compressores de ar que vinham sendo usadas para extração irregular de ouro no Paraíba do Sul. No local do garimpo ilegal, foram detidos 15 trabalhadores.

Segundo a SEA a atividade sem licença configura crime ambiental porque, além de provocar o assoreamento do rio, os garimpeiros também contaminam a água com mercúrio, metal pesado utilizado para separar o ouro das partículas de areia e argila.

Goytacaz 0 x 0 Duquecaxiense

Na sua luta no Campeonato Estadual da 3ªDivisão, acabou agora, no estádio Ari de Oliveira e Souza mais um jogo do Goyta. O time continua invicto em 2011, mas não venceu em casa como esperava sua torcida.

Estaleiro da EBX tem demandas de outras empresas

O estaleiro OSX nasceu basicamente para fazer as plataformas fixas e os navios de produção (FPSO) para a OGX, empresa de petróleo da holding EBX.

O planejamento é para seis plataformas tipo FPSO (conversão de navios para produção de petróleo) e oito plataformas fixas que operarão em pequenas profundidades, mais perto o litoral. Além disso, o projeto prevê dois grandes navios petroleiros para transporte de petróleo e também, possivelmente, de duas a quatro sondas de perfuração.

A OSX informou que a possibilidade de atender encomendas de empresas de fora da holding, só deve ser possível a partir em 2015 ou 2016, até lá o trabalho seria exclusivo para a OGX.

O estaleiro da OSX começará a ser construído agora no 2º semestre deste ano e tem previsão de de conclusão de uma parte, no primeiro semestre de 2013 e definitiva em 2014. Inicialmente, a demanda externa por construção é para sondas de perfuração.

Algo me diz que os municípios perderão

As conversas e discussões sobre uma proposta consensual sobre o novo rateio dos royalties só estão indo adiante por conta da ideia, nada original, em se avançar sobre a parte da União. É óbvio que ela não vai querer entregar sozinha a fatura, daí que não é difícil compreender que a parte mais frágil nesta contenda são os municípios chamados de produtores, até em função dos diversos exemplos de mau uso desta receita. A conferir.

Dragagem & compensações ambientais e sociais no Açu

Abaixo os objetivos e porte da dragagem no Complexo do Açu. Se desejar ver as imagens em tamanho maior clique sobre elas. Junto da licença de instalação do estaleiro da OSX liberada na segunda-fira pelo Inea, foi aprovada que uma das contrapartidas da empresa será o investimento de R$ 34 milhões em saneamento no município de São João da Barra. Além disso, também foi determinado a destinação de R$ 37 milhões para implantação e manutenção de unidades de conservação na área, além da obrigação de criar a RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural com área de 3.845 hectares de restinga, além de ser obrigada a oferecer capacitação para as comunidades do entorno do empreendimento, e ainda, apoio à pesca e à agricultura daquela região. Bom que se acompanhe e cobre a realização desta medidas de e compensação ambiental e social do empreendimento. A conferir!

Fla: no semestre só uma derrota

Foram muitos empates, mas, de uma forma ou outra, o desempenho merece destaque: num semestre inteiro, o Flamengo só perdeu uma partida, contra o Ceará, no primeiro jogo entre os dois times pela Copa Brasil, no Rio de Janeiro por 2 x 1. Como o próximo jogo do Flamengo, pelo Brasileirão, só acontecerá em julho, a boa marca estará mantida. Ainda assim, o time com as duas últimas vitórias, é apenas o quinto, faltando ainda os jogos de hoje da mesma rodada.

PS.: Nota de ontem à noite só liberada agora.

Atualização só via e-mail

A única forma de postagem aceita está sendo via e-mail como a foi a anterior e esta. Os comentários sequer estão chegando para serem liberados.

Provedor blogspot com problemas para atualização

Desde o final da noite de ontem o proveddor blogspot, ou blogger da Google, apresenta instabilidade e problemas que impedem a atualização. Esperamos retornar assim que o sistema estiver normalizado.

Desabafo de morador de SFI

O blog recebeu por e-mail: "Bem professor Roberto Moraes , Estão Brincando com a saude do povo em São Francisco Do Itabapoana está faltando tudo na UMS de São Francisco do Itabapoana que funciona no centro da cidade uma vergonha total falta medicamentos basicos para pressão arterial , algodão, água para injeção, soro fisiológico , seringas, equipos de soro que pasmem estão sendo reaproveitados um absurdo fui ao posto de saúde essa semana e pude presenciar a falta total de tudo no posto, a água de injeção esta sendo substituida por soro na diluição da medicação oque compromete sua eficacia isso é brincar demais com a saude das pessoas. cade a camara de vereadores para ver isso gente ? um absurdo total, como sofre a população de um dos municipios mais pobres do estado do Rio, chamado São Francisco Do Itabapoana so para lembrar a pobreza do local contrasta com as super mansões que sao erguidas pelas figuras da politica local e assim como seus carrões de alto luxo que circulam pela cidade. Atenciosamente Morador Revoltado de São Francisco do Itabapoana."

quarta-feira, junho 29, 2011

Gol de lateral (com as mãos) e por baixo das pernas

Este gol do Salgueiro de Pernambuco contra a Ponte Preta é inusitado demais. Difícil de acreditar se alguém lhe contasse, por isso só vendo o lance. Foi o segundo do Salgueiro. Ainda assim, a Ponte Preta venceu de 3 x 2, mas, o goleiro, depois desta é difícil aprumar, heim? Alémd e tudo como não há gol de lateral na súmula o nome dele ficará marcado como gol contra de um goleiro, o que já seria inusitado, mas, num lateral... é de doer... o nome do goleiro: Julio Cesar, e olha que é nome de goleiro, mesmo...

terça-feira, junho 28, 2011

SFI é o município fluminense com mais moradores na classe E

26,4% dos moradores de São Francisco do Itabapoana (SFI) estão nesta classe E e 32% na classe D. Assim, quase 60% da população de SFI estão nas classes D e E. Este dado indica que a população de SFI é mais pobre de todo o nosso estado. Os moradores de SFI também tem a menor renda média entre os municípios fluminense com R$ 389 e com este valor é 3.568º no ranking entre todos os 5,5 municípios brasileiros, incluindo o Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

PS.: Os indicadores são do CPS/FGV com dados do Censo 2010 do IBGE divulgados nesta segunda-feira no Rio de Janeiro

Campos tem a 1.033ª renda média do Brasil com 47% na classe C

Com um dos maiores orçamentos públicos entre os municípios brasileiros e com um PIB alto, por conta dos royalties, a cidade de Campos tem apenas 33ª maior renda média de seus moradores, entre os 92 municípios fluminenses com R$ 736. No plano nacional Campos fica na 1.033ª posição entre os 5,5 municípios brasileiros. 47,2% de sua população do município de Campos está na classe C.

Para esta média de renda estar neste baixo patamar, com tantos moradores do município atuando profissionalmente na Bacia de Campos, na cadeia produtiva do óleo & gás que paga um salário médio mais alto, isto indica que há um contingente grande desempregados e outros com baixos salários no município.

PS.: Os indicadores são do CPS/FGV com dados do Censo 2010 do IBGE divulgados nesta segunda-feira no Rio de Janeiro.

Uma bela manhã!

segunda-feira, junho 27, 2011

Rio das Ostras é a 3ª cidade do estado com mais moradores da classe A

Ficou atrás apenas de Niterói com 30% e Rio de Janeiro com 19%. Rio das Ostras tem 12% dos seus moradores na classe A. A seguir Macaé com 11%. Rio das Ostras fica em 47º no ranking nacional e Macaé em 62º. Se juntar as classes A e B, Niterói tem 42%, Rio 28%, Rio das Ostras 22% e Macaé com 20%.

Com as classes A e B juntas, os menores percentuais da presença destas classes entre a população dos municípios fluminenses é São Francisco do Itabapoana com 2,89%

Os indicadores são do CPS/FGV com dados do Censo 2010 do IBGE divulgados nesta segunda-feira no Rio de Janeiro.

O crescimento da classe "C" no Brasil

O Centro de Políticas Sociais (CPC) da Fundação Getúlio Vargas parece ter mais capacidade em produzir novos e importantes pesquisas e análises do que a nossa em estudá-los, conhecê-los e colocar em prática alguns dos cenários ali apontados. Quem permentemente moniora estes estudos é o filósofo e professor do IFF, Gustavo Carvalho, que enviou ao blog o link destes resultados. Aqui neste endereço veja detalhes desta pesquisa cujos resultados foram hoje divulgados. Abaixo veja o vídeo sobre o que ela representa:

Vídeo da Pesquisa "Os Emergentes dos Emergentes" - CPS/FGV Veja abaixo dois gráficos extraídos da apresentação dos resultados que dão bem a noção desta belíssima notícia:

Feira de Construção & Infraestrutura 2012 em Macaé

Macaé quer se firmar com a localização intermediária da nova região metropolitana do petróleo e como centro de referência também por conta da existência do seu grande centro de convenções.

E março acontecerá a EstheticShow, uma feira que vai reunir todo o setor de beleza, estética. Já em junho de 2012, também no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé está agendado e já sendo negociado, os espaços para a Expo PredialTec 2012, uma feira de Edificações, Construção e Infraestrutura. Para divulgar o evento é citada a localização privilegiada como base do pré-sal e entre três grandes cidades como, Rio de Janeiro, Campos e Vitória e os empreendimentos do Comperj, de Barra do Furado e do Açu. Clique aqui e veja mais detalhes da proposta da exposição que está também na imagem ao final desta nota.

A formação de uma nova região

O blogueiro tem exposto aqui neste espaço e debates sobre o desenvolvimento da região que os empreendimentos da divisa do estado do ES, do Açu, de Barra do Furado, da Petrobras em Macaé e do Comperj em Itaboraí, tendem a criar uma nova dinâmica econômica e social, que de certa forma tende a colocar Macaé e Rio das Ostras no meio deste processo.

Um planejamento não mais de cidades e sim de região, especialmente com análise de logística e de transporte de pessoas e mercadorias são urgentes. Os fatos como desta e outras feiras só estão confirmando esta perspectiva. É inconcebível que o governo do estado esteja tão pouco presente nos estudos e nas ações estruturantes para esta grande região que está se formado.

PS.: Clique aqui e veja o artigo publicado por este blog em 22 de outubro de 2010 cujo título é “Oportunidades e ameaças com o adensamento dos empreendimentos de grande porte no litoral/interior fluminense".

Landim perde para Eike

Deu no blog do Ancelmo: "Eike vence ação contra Landim

O juiz Mauro Pereira Martins, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou o pedido do superexecutivo Rodolfo Landim contra o empresário Eike Batista.

Landim, que era o braço direito de Eike, pedia indenização de uns US$ 270 milhões "por descrumpimento de contrato".

Informe da LLX/EBX e questões suscitadas

A assessoria de imprensa da LLX na região enviou ao blog informações sobre a capacitação de micro e pequenas empresas, que será feita pela LLX em acordo com o Sebrae e o CDL de SJB para fornecimento de produtos e serviços nas obras de construção do Superporto do Açu.

Chamou a atenção no release:

1) A informação na abertura do release da LLX “empresa de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista”.

Questão: Não recordo, mas, antes os releases eram institucionais e falavam nas empresas, ou na holding EBX, sem falar em seu acionista majoritário;

2) Diz que a capacitação pretende atender mais de 800 micro e pequenas empresas do município.

Questão: onde tem estas 800 empresas todas?

3) Informa que o empreendimento do Açu terá: “área de 130 km2, terá um Complexo Industrial contíguo para a instalação de indústrias, com atração de investimentos previstos de US$ 40 bilhões.

Questão: nos releases anteriores, a área citada era de 90 Km², e era informado que equivalia a área da ilha de Manhattan, em Nova York, EUA. A pergunta é: será que está sendo considerado em um ou outro caso o Distrito Industrial que teoricamente é de propriedade da Codin, em áreas desapropriadas pelo estado?

Abaixo o release na íntegra enviado pela LLX/EBX:

LLX e SEBRAE iniciam capacitação de fornecedores para beneficiar micro e pequenas empresas de São João da Barra

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, inicia nesta terça-feira (dia 28) a primeira etapa do Programa de Capacitação de Fornecedores de São João da Barra. A iniciativa visa habilitar micro e pequenos empresários do município para fornecimento de produtos e serviços nas obras de construção do Superporto do Açu.

O Programa, realizado através de parceria com o SEBRAE e a Câmara de Dirigentes Lojistas de São João da Barra vai atender mais de 800 micro e pequenas empresas do município.

Durante o Programa de Capacitação o SEBRAE vai promover cursos para a melhoria da competitividade de micro e pequenas empresas fornecedoras (efetivas e potenciais) para inserção dessas empresas na cadeia de suprimento do Complexo Industrial do Superporto do Açu através de cursos de gestão empresarial (planejamento, qualidade, recursos humanos, processos, financeira, meio ambiente) nas empresas do setor de comércio e serviços. Para esta ação, será realizado um Censo Empresarial em São João da Barra para consolidação de base de dados que apresente os segmentos e as empresas formalmente instaladas.

Através da disseminação da cultura empreendedora, com cursos e palestras, o SEBRAE vai proporcionar orientação e capacitação para candidatos a empresários e empresários com objetivo de estimular a geração de trabalho e renda nos novos negócios ou atividades produtivas e criativas.

Superporto do Açu

O Superporto do Açu é um Complexo Portuário Privativo de Uso Misto, com dois terminais, um offshore e outro onshore, em construção em São João da Barra, norte fluminense, próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil, sendo o maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina. Com 17 km de píer e até 40 berços de atracação de navios.

Com um projeto inovador, que utiliza modernas práticas de engenharia, construção e operação, o Superporto do Açu será comparado aos mais modernos e eficientes portos do mundo, como os da Ásia e Europa, preparado para receber navios de grande porte, como o Capesize, VLCC e navios Chinamax, que transportam até 400 mil toneladas de carga.

Atualmente, mais de 2 mil pessoas trabalham nas obras do superporto. O empreendimento, com área de 130 km2, terá um Complexo Industrial contíguo para a instalação de indústrias, com atração de investimentos previstos de US$ 40 bilhões. A LLX possui cerca de 70 memorandos de entendimento assinados ou em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no superporto.

Composto por dois conjuntos de terminais com 17 km de cais: TX1, para terminais offshore, com profundidade que chega a 26 metros, e TX2, canal interno de navegação com 3,5 km de extensão, 300 m de largura e até 18 m de profundidade, o Complexo Industrial do Superporto do Açu deve movimentar cerca de 350 milhões de toneladas por ano entre exportações e importações, posicionando-se entre maiores complexos portuários do mundo.

O TX1 contará com berços dedicados a minério de ferro e petróleo. Já o TX2, contemplará 30 berços para granéis sólidos como produtos siderúrgicos, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos, carga geral e veículos. O TX2 deve movimentar cerca de 190 milhões de toneladas de produtos.

A previsão de início de operação do Superporto do Açu é para o final de 2012."

MPF se posiciona sobre queimadas e trabalho escravo

Através de uma nota o MPF em Campos se posiciona sobre a questão, tratando não apenas das queimadas, mas também do trabalho escravo nas lavouras canavieiras em nossa região. Os grifos são do blog: "MPF quer políticas públicas contra trabalho escravo e queimadas no Norte Fluminense" "Procurador pede campanhas educativas e programas de assistência aos trabalhadores"

"O Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) recomendou à presidente Dilma Rousseff que seja criado um grupo de trabalho multidisciplinar e pluriministerial para mapear as condições adversas a que estão submetidos os trabalhadores nos canaviais no Norte Fluminense. O objetivo é incentivar medidas governamentais para a mecanização da colheita como forma de combater as queimadas da cana-de-açúcar e erradicar o trabalho em condições análogas à de escravo.

O MP Federal também pediu a inserção e/ou a criação de programas de assistência sócio-financeira para os trabalhadores como forma de atenuar e absorver os impactos da substituição da colheita manual da cana. Para isso, o Ministério do Trabalho e Emprego foi orientado a providenciar o cadastramento de todos os trabalhadores dos canaviais no Norte Fluminense, com suas respectivas famílias.

Além disso, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, autor da recomendação, quer que o Governo Federal instale um Núcleo da Defensoria Pública na região, com sede no município de Campos, e insira em sua verba orçamentária, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, uma campanha nacional pelo etanol e pelo açúcar limpos. Os órgãos têm 60 dias para informar como e quando as medidas serão adotadas. A recomendação foi encaminhada ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, via ofício, para que ela seja encaminhada à presidente Dilma.

"Até a completa mecanização, a cana pode ser colhida sem a queima, desde que os trabalhadores estejam devidamente protegidos por equipamentos. O que não é mais possivel é agravar-lhes a saúde e abreviar-lhes a vida com um método tão nocivo e arcaico quanto as queimadas. Queimada é crime e os criminosos devem pagar pelos danos que causam aos trabalhadores, ao meio ambiente e à imagem do Brasil no exterior" afirma o procurador.

Recentemente, a 2ª Vara Federal de Campos proibiu cinco usinas de receberem cana-de-açúcar após a queima da palha, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Com a ordem judicial, apenas a cana verde poderá ser recebida pelas usinas açucareiras. A decisão foi motivada pela ação civil pública (2011.51.03.000680-2), movida pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, no último dia 7, e faz parte do combate do MPF às queimadas no Norte Fluminense."

Manifestação pela liberação do corte de cana queimada em Campos

O blog recebeu de um colaborador as imagens da manifestação na manhã desta segunda-feira, na Praça São Salvador, em Campos organizada pelos representantes das usinas, dos produtores rurais e alguns trabalhadores do campo pedindo a validade da lei estadual que aprovou a suspensão paulatina das queimadas da cana para corte e questionando recomendação do Ministério Público Federal que obriga a imediata suspensão das queimadas e a proibição de que as usinas recebam canas queimadas para moagem. Para ver as imagens em tamanho maior clique sobre elas:

domingo, junho 26, 2011

O futuro partidário de Marina Silva

Do Estadão: "Marina Silva deve anunciar saída do PV na terça-feira"

"Dois anos após trocar o PT pelo PV, a ex-senadora Marina Silva deve anunciar na próxima terça-feira (dia 28) sua saída do Partido Verde. Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo, após reunião com o Movimento Marina Silva, grupo apartidário que atuou na campanha presidencial da ex-senadora no ano passado.

Marina deve falar em nome de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente do diretório estadual do PV-SP, Maurício Brusadin, o ex-coordenador da campanha presidencial do PV, João Paulo Capobianco, o ex-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young, e o empresário Guilherme Leal, que foi seu vice na chapa presidencial. Os aliados da ex-senadora devem retomar o Movimento Brasil Sustentável, de onde pretendem fazer a articulação política para 2014. O objetivo não é fundar um partido para disputar as eleições em 2012 - uma vez que não há tempo hábil para disputar a eleição municipal do próximo ano -, mas fazer com que o Movimento tenha potencial para se tornar um novo partido."

O corte de cana pela ótica do bóia-fria

A boa e sucinta matéria do jornalista Luiz Gustavo Schmitt está em O Globo de hoje. Seu complemento está no caderno Norte Fluminense que saiu junto da edição deste domingo. O Globo 14 anos depois encontrou o mesmo personagem de uma matéria de 1997, fazendo o mesmo trabalho. A reportagem fotográfica de Domingos Peixoto que pode ser vista aqui pelos não assinantes, mostra o retrato do setor contada por uma ótica pouco comum. Ela começa assim: "As mãos do boia-fria Antônio Luiz dos Santos, de 59 anos, são ásperas como a palha da cana. Ele tem os olhos fundos e tristes, de quem passou mais de quatro décadas no corte. E a voz, doce, é de quem aprendeu que o dia a dia no canavial exige o pouco que tem de alegria. Em 1997, a história de Negão, como é carinhosamente conhecido, foi retratada nas páginas de uma reportagem do GLOBO que fazia a radiografia da cultura canavieira no Norte Fluminense.

No início deste mês, uma equipe do Caderno Norte Fluminense, do GLOBO, voltou à região para entender o atual quadro da economia sucroalcooleira e o reencontrou.

- A minha vida não mudou. A gente vive da cana. Se o corte for bom, trabalho a safra toda por seis meses. No período seguinte, tento receber auxílio-desemprego. Quando não consigo, me viro como biscate - conta o trabalhador, que é assalariado e vive sozinho num barraco de quarto e sala, sem banheiro nem água encanada, em Travessão, na zona rural de Campos"

O ex-ministro Paulo Renato Souza

Durante os cinco anos e meio (de julho de 94 a janeiro de 2000) em que fui diretor-geral do Cefet tive como ministro, o economista e professor Paulo Renato Souza.

Enfrentamos alguns bons embates. Inicialmente, o pensamento de estadualizar as então Escolas Técnicas federais. Alegava seus “altos custos” e entendia que muitos que ali se formavam iam para o vestibular e não para as empresas.

Depois trouxe para o MEC a ideia da publicização, de transformar autarquias em organizações sociais. Mais adiante, tendo abandonado estas primeiras possibilidades, diante das pressões e ainda estimulado pelo seu assessor, Claudio Moura Castro, resolveu separar o ensino médio dos cursos técnicos. Imaginava assim se ver livre dos poucos que faziam um curso técnico pensando no vestibular, um problema mais concentrado em algumas ETFs, das maiores capitais e não na rede como um todo.

As pressões desta vez não redundaram no impedimento. Por decreto o governo implementou sua proposta. Neste caso, as pressões serviram para abrir negociações para uma transição de cinco anos, naquilo que o decreto presidencial determinava de acabar com o ensino médio nas ETFs, mesmo sendo este nível de ensino, referência, para as escolas de igual nível, tanto do setor público quanto do privado.

A compreensão de que o problema era a economia do país, a pouca geração de empregos e a conseqüente baixa demanda por técnicos e que fazer ensino de qualidade sempre custou mesmo um pouco mais, só veio lá na frente. Espantou-se, quando mostramos que nossos custos acima da média do que era gasto nos estados também com o ensino médio, era abaixo daquilo que os melhores colégios particulares cobravam de seus alunos.

A compreensão de todo este quadro só veio adiante. Assim, Paulo Renato, conseguiu compreender as possibilidades desta rede e aceitou regulamentar a lei que transformava as ETFs em Cefets. Isto já foi entre 1998 e 1999. No nosso caso, fomos transformados em Cefet em janeiro de 1999.

Nesta nova fase, percebeu a importância da interiorização e expansão da rede e assim viabilizou a criação/expansão das então unidades descentralizadas. Só que, imaginou e pretendeu que empresas e prefeituras bancassem o custeio delas, o que não foi pra frente.

Estas passagens servem para mostrar os embates com o ex-ministro falecido nesta última noite. Os diretores das ETFs e nem os reitores das universidades federais nunca tiveram proximidades com o ministro, ele guardava um pouco a auto-suficiência de quem foi reitor da Unicamp e integrante do Banco Mundial, de onde veio para ser ministro no Brasil.

A primeira Escola Técnica Federal que visitou como ministro, empossado em janeiro de 1995, foi a de Campos, em abril daquele ano, na oportunidade em que também conheceu e visitou a Uenf pelo convite de Darci Ribeiro.

Paulo Renato foi ministro da Educação nos oito anos de FH. Com todos os embates e algumas difíceis negociações, na condição inclusive de presidente do Conselho Nacional dos Dirigentes das ETFs e Cefets, não posso dizer que o ministro não tinha boas intenções, mas, era evidente que a agenda do governo era de um estado mínimo e neste sentido, descentralizar (estadualizar), o que já era visto como estratégico para o país e limitar seu crescimento se mostrou como um equívoco.

Assim, as coisas caminharam e hoje tudo isto é apenas parte da história. Paulo Renato teve méritos com a criação do Enem e o esforço de colocar a Educação na agenda do governo.

Paulo Renato tentou ser o candidato de FH em 2002, mas, o Serra, já era o Serra que se conhece e não deixou. Paulo Renato tentou ser governador ou senador e se elegeu deputado federal. Continuou sempre tucano de carteirinha. Lutou pelas suas ideias e posições e, mesmo que discordemos delas, isto marca uma vida. Este foi o Paulo Renato Souza que conheci e que faleceu de infarto fulminante nesta última noite.

PS.: Foto da visita de Paulo Renato ao IFF, então ETFC, em abril de 1995.

No twitter circula a informação da morte por infarte do ex-ministro Paulo Renato

sA informação ainda não está nos portais e sites de notícias. Entre sábado e domingo as redações, quanto mais, junto aos feriados, ficam meio adormecidas. A informação é que o ex-ministro da Educação do governo FHC, Paulo Renato Souza, estava passando o final desemana, em São Roque onde teria sofrido um infarte fulminante e teria falecido. Quem posta a informação no twitter é um ex-assessor se no ministério, que eu conheci em Brasília, o jornalista e também tucano, Raul Christiano. PS.: Atualizado às 02:20: O portal Terra agora confirma a morte do ex-ministro Paulo Renato, diz que ele era gaúcho, tinha 66 anos e que o seu velório será na Assembléia Legislativa de São Paulo.

sábado, junho 25, 2011

Transparência opaca na PMCG

A promessa de campanha não se concretizou. O que existe não atende nem à exigência legal. Informações soltas, pontuais, pouco compreensíveis até para técnicos da área. Completamente diferente do Portal da Transparência do governo federal. Nas despesas você só tem acesso ao detalhamento de uma semana e a planilha geral por rubricas pouco informa. Pelas poucas informações é possível saber que até maio a PMCG já arrecadou este ano R$ 950 milhões. Se a média se mantiver nos próximos sete meses do ano, o orçamento anual deverá fechar em torno de 2,2 bilhões. Nos pagamentos da semana entre 16 e 22 de junho: Viação Caiçara (Itapemirim) - R$ 380 mil; Plano Ases - R$ 574 mil; Ong Nova Sociedade - R$ 347 mil; Odebrecht Construtora - R$ 10,8 milhões; IMBEG - 1,5 milhão. Se fosse pelo Portal da Transparência dos recursos do governo federal você teria acesso a todos os valores pagos por dia, além da descrição resumida da finalidade dos pagamentos.

Delta Construções venceu privatização de estrada feita por Garotinho em 1999

A Delta junto com a Oriente num consórcio venceram a licitação da concessão de rodovia Itaboraí – Friburgo – Macuco em 1999. Portanto, o conhecimento com a Delta é antigo.

A estrada de 138 quilômetros de extensão tem, desde à época da concessão, 4 praças de pedágio, cada um deles com a tarifa básica de R$ 3,70, valor para carros de passeio (2 eixos). A data de revisão destas tarifas será daqui a pouco mais de um mês, no dia 02/08/2011.

O certame licitatório feito pelo governo Garotinho foi o CN nº 001/99 promovido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro - Poder Concedente, através da Fundação de Departamento de Estrada de Rodagem do Rio de Janeiro – DER-RJ, para a “Exploração e Operação do Sistema Viário Itaboraí – Nova Friburgo – Macuco”, composto pelas rodovias RJ 104, a partir do Viaduto de Duques, na BR 101, até o entroncamento com a RJ 116, no km 0,00, numa extensão de 1,70 km, e da RJ 116, entre o km 0,00 e o km 138,76, numa extensão total de 140,40 km. Em 16 de março de 2001, a Rota 116 assumiu a administração do Contrato de Concessão no 08/2001. O prazo total da Concessão é de vinte e cinco anos, contados a partir da Ordem de Serviço expedida em 21/03/2001. A Rota 116 iniciou a cobrança da Tarifa Básica de Pedágio - TBP a partir da conclusão dos serviços iniciais que ocorreu nos dias 28/11/2001 (inauguração da Praça de Pedágio P1 – km 1,9, em Itaboraí), 06/02/2002 (inauguração da Praça de Pedágio P2 – km 48,8, em Cachoeiras de Macacu, e da Praça de Pedágio P3 – km 90,3, em Nova Friburgo) e em 20/04/2002 (inauguração da Praça de Pedágio P4 – km 122,3, em Cordeiro).

Uma observação a melhorias citadas não incluem duplicação da rodovia. O blog repete: são 4 praças de pedágio, para um total de 138 quilômetros, ou seja, um pedágio a cada 35 quilômetros, conhece algo parecido?

Em novembro de 2001 diante de inúmeras reclamações de moradores, o governador insensível manteve a concessão. Só neste feriado a concessionária está estimando o fluxo de cerca de 150 mil veículos.

Clique aqui e leia sobre reclamações dos moradores e autoridades da região serrana sobre a rodovia.

Restauração do prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia é inaugurada em SJB

Prédio do século XVIII teve sua restauração inaugurada ontem com diversas homenagens:

Copacabana em 1890

Para os que apreciaram a imagem da nota abaixo, lá vai mais uma para se ver o que o impacto de pouco mais de um século sobre a orla carioca. Abaixo outra imagem da orla de Copacabana-Leme vista do Copacabana Pálace. Não há identificação da data da foto. Se gostou e desejar ver outras imagens do Rio antigo clique aqui. Além do sabor da viagem pelo tempo, o deleite permite imaginar como poderá ser o nosso litoral de nossa região, depois do porto e de tudo que está projetado no seu entorno.

sexta-feira, junho 24, 2011

Copacabana em 1921

Da série Imagens da História que circula em ppt pela internet:

quinta-feira, junho 23, 2011

Ferrous obtém Licença Prévia (LP) para mineroduto MG - Presidente Kennedy, ES

A Ferrous Resources do Brasil obteve a Licença Prévia (LP) para o Projeto Mineroduto, que ligará a mina de Viga, em Congonhas, Minas Gerais, até o porto que será construído pela empresa em Presidente Kennedy, no Espírito Santo.

A obtenção da Licença Prévia do mineroduto é o primeiro passo para a empresa. Após a obtenção da licença prévia do mineroduto, a Ferrous terá que obter a Licença de Instalação (LI), para iniciar a construção. A empresa tem expectativa de que isso ocorra ainda no segundo semestre de 2011.

O mineroduto terá aproximadamente 400 quilômetros e passará por 22 municípios (17 em Minas Gerais, 3 no Rio de Janeiro e 2 no Espírito Santo), com capacidade para transportar 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano a partir de 2014.

A Ferrous fez parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) para a elaboração de um diagnóstico socioeconômico de todas as famílias cujas propriedades fazem parte do traçado do mineroduto. Segundo a empresa, “com este estudo ela pôde conhecer de forma aprofundada as características e necessidades de cada família, e sistematizar os dados em um Índice de Vulnerabilidade Familiar”.

O traço do Aroeira

quarta-feira, junho 22, 2011

Boris Casoy ganha na Justiça indenização de R$ 9 milhões da TV Record

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou sentença de primeira instância que determina que a TV Record pague indenização ao apresentador Boris Casoy, 69 de idade, por rompimento de contrato. O jornalista foi demitido em 2006. Atualmente ele é apresentador da TV Bandeirantes. Na sentença de primeiro grau foi reconhecido o valor de R$ 6,5 milhões - cifra com a qual a Record teria concordado, tanto que fizera o depósito judicial do dinheiro. Mas houve apelação. De acordo com o advogado do apresentador, Carlos Eduardo Regina, o valor final deve ainda ter o implemento de correção monetária e juros, podendo chegar a R$ 9 milhões.

Belíssima grana, heim?

Fonte: Blog do Luiz Nassif.

TJ concede liminar e suspende cobrança de iluminação pública no Rio

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio concedeu liminar para suspensão da cobrança da taxa de iluminação pública no município do Rio de Janeiro. A decisão é do juiz Eduardo Antonio Klausner, da 7ª Vara da Fazenda Pública e deverá ser D.O. da próxima. no caso da capital, a ação trata de abuso de poder e atos administrativos e tem como réu a Câmara dos Vereadores do Rio. Sobre a decisão ainda cabe recursos. Legislação idêntica foi proposta e aprovada pela prefeita Rosinha para o município de Campos dos Goytacazes onde se cobra todo mês o valor de R$ 3,50.

Informe da Autopista Fluminense: BR-101 interrompida em Silva Jardim

Informe da Ascom da Autopista Fluminense por e-mail: "14h15 - Rodovia bloqueada"

"A rodovia BR-101/RJ Norte está bloqueada no km 228, região de Silva Jardim, devido a um vazamento de gasolina de um caminhão tanque, que está no acostamento da pista Norte (sentido Espírito Santo). Equipes da concessionária, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros já realizaram a contenção do combustível e trabalham na limpeza e liberação das pistas. O INEA (Instituto Estadual do Ambiente) e a SUATRANS (Empresa especializada na contenção e limpeza de produtos perigosos) também foram acionados. Há 1,5 quilômetro de retenção nos dois sentidos da rodovia."

Urbanização da Lagoa do Vigário

O projeto de urbanização abaixo foi feito e pago pela PMCG onde andará? Quem desejar saber um pouco mais sobre a Lagoa do Vigário no município de Campos dos Goytacazes clique aqui e leia a monografia: "Lagoa do Vigário: Um tesouro formal engolido pela informalidade" da Dayana Rodrigues Coutinho Vilaça, que concluiu o curso de Licenciatura em Geografia do IFF com este trabalho:

Nilo Peçanha, patrono da EPT

O Adriano Barros é que manda a informação da Lei Federal aprovada e sancionada declarando o campista e ex-Presidente da República, Nilo Peçanha:

terça-feira, junho 21, 2011

A polarização das opiniões e posições na internet

Os leitores do blog já perceberam que os assuntos relacionados à mudança de usos, costumes, valores, relações de trabalho e forma de vida, produzidos pelo uso intensivo da internet e das chamadas novas mídias, é um de seus interesses deste espaço. Assim, há poucos dias, um artigo sobre a tendência à superficialidade, por parte dos maiores usuários da grande rede, foi aqui republicado. Hoje, um assunto correlato, mas de natureza distinta, é que está merecendo a exposição e o debate: a polarização política, a procura pelas opiniões iguais e a dificuldade do debate (ou não) de quem tem opiniões divergentes é o tema, neste bom artigo do Pedro Doria, de quem aliás, o blog tem algumas divergências, mas não ao ponto do que o seu artigo trata. Por isto, por julgar que vale o debate o mesmo vai também republicado abaixo: "Quando a rede nos radicaliza"

Aqui no Brasil, assim como nos EUA, a internet parece estar no centro de um processo de polarização política. A conversa, na rede, favorece os radicais. O adversário vira inimigo muito rápido e todo o incentivo está em ler aqueles com quem concordamos. Só eles. Lá nos EUA, diferentemente daqui, há um grupo de intelectuais debruçados sobre a questão. E há pelo menos uma jornalista, Brooke Gladstone da Rádio Pública de Nova York, reunindo já faz uns anos o trabalho dos pensadores que se dedicam ao tema.

Foi Cass Sunstein quem abriu este campo de estudos. Professor de Direito da Universidade de Chicago, Sunstein é casado com Samantha Powers, autora da biografia do embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Ele é também, hoje, o capo do setor de regulamentação da Casa Branca. Seu livro sobre o processo de radicalização política da rede se chama Going to Extremes - Indo a Extremos -, publicado em 2009.

Todos preferimos exposição a argumentos com os quais concordamos, ele diz. Em sociedade, convivemos com gente com ideias as mais diversas. Para que a relação pessoal seja possível, tendemos a conversar com amenidade. A internet é diferente do mundo. Nela, escolhemos com quem vamos conviver. Numa rede social ou blog no qual só está presente gente que concorda com um mesmo ponto de vista, o incentivo é por ser aquele com menos dúvidas, com mais clareza. Os puros. Os radicais. A rede polariza.

Eli Praiser, fundador da ong de esquerda Move On, é autor de um livro recém lançado que vai um quê além. Se chama The Filter Bubble, algo como A bolha do filtro. O código de sites como Facebook e Google, segundo Praiser, força a polarização. Ele cita um exemplo pessoal. Preocupado em ter contato com gente que pensa diferente, ele se tornou amigo, na rede social, de gente interessante de direita. O Facebook, no entanto, acompanha os usuários com os quais conversamos mais. E sào eles que aparecem em nosso mural. Quando se deu conta, Praiser percebeu que o sistema só mostrava para ele os comentários de gente com afinidades. Dos outros, não. O filtro cria uma bolha e nos põe lá dentro.

Jacob Weisberg, diretor de redação da Slate, uma das mais tradicionais revistas online, discorda de Praiser. Sim, ele diz, este filtro que nunca nos apresenta aquilo com o que discordamos é possível. Mas não está ativo ainda. Se ele é mais forte no Facebook, é muito leve no Google, fonte de informação da maioria de nós.

Clay Shirky, professor cult da Universidade de Nova York, discorda de Sunstein usando argumento distinto. Ele acha que a internet polariza, sim, mas é por outro motivo. Blogs políticos em braços diametralmente opostos do espectro político incluem links um para o outro a toda hora. Situação e oposição se lêem. Nossa tolerância humana pela contínua exposição a argumentos opostos é que é baixa. Na rede, a radicalização não nasce da falta de oposição e sim do excesso.

Entre tantos pensando, há pelo menos uma pesquisa. É do Instituto Pew, que acompanha há mais de uma década o comportamento dos americanos na internet. Há diferença entre a pesquisa de 2008 e a de 2010. Por um lado, mais pessoas dizem que se informam por sites com uma linha editorial que acompanha suas ideias. Por outro, usuários de internet mais sofisticados, habituados com a rede, têm se preocupado mais em buscar fontes de informação variadas. Há uma década, 20% dos americanos não viam nenhuma notícia em um dia. Hoje este número caiu para 10%. Segundo o estudo, 55% dos americanos considera que a internet aumenta a influência de ideias políticas radicais à esquerda e à direita. E 56% considera que a internet torna mais difícil descobrir o que é verdade e o que não é. A pesquisa confirma que há radicalização, sim, mas também sugere que as pessoas têm mais acesso a informação. Aparentemente contraditório, mas parece fazer todo sentido.

O mundo está mais radical. Aqui, nos EUA, na Europa. Mas entender que aquele do qual discordamos só pensa diferente, que não é por má fé, é uma arte. Depende, no fim das contas, dum esforço pessoal."

Além de .com.br, .com, .gov ou .org, agora teremos .apple, .cocacola, etc.

Se alguém se iludiu que a rede era para horizontalizar algo se enganou. Nem nos registros (endereços) na internet, que ainda guardavam uma coisa mais ou menos uniformizada, por grupos, a partir de 2012, já será poderá ser cada um com o registro dos seus nomes. Mas não pense que você poderá sair por aí criando os seus domínios. O conselho ou corporação que faz os registros de nomes e números na internet, o Icann, já aponta que vai cobrar e muito para fazer isto. Estima-se que as novas taxas de registro destes domínios genéricos se aproximem dos U$ 200 mil.

Mais um Boletim "Petróleo, Royalties e Região"

É o de número de 32, agora de junho de 2011. Ele já foi divulgado pelo Vitor Menezes, lá no Urgente, mas, este blog insiste, em amplificar a divulgação. É mais uma ótima edição deste boletim que orgulha a produção acadêmica local, comprometida com o nosso território e o nosso povo, e, acima de tudo, contribui com o aprofundamento de temas e questões importantes para uma boa e qualificada governança, proposta do curso de mestrado em Gestão de Cidades da Ucam-Campos. Em época não muito distante, o boletim e a instituição foram alvos de pressões contra os resultados destas mesmas pesquisas produzidas para que a região, a academia, os gestores e a população pudessem ter elementos mais densos para análise e debates sobre a nossa realidade. Este número além da matéria de capa sobre a relação inversa entre receita de royalties e transparência pública, há dois outros artigos, sendo um sobre o ambiente institucional do arranjo produtivo de petróleo & gás em Macaé, e outro, que analisa a repercussão e articulação da Ompetro na mídia local sobre as mudanças que serão geradas com a chamada Emenda Ibsen. Clique aqui, acesse e copie o boletim para o seu computador.

A decisão da localização do Comperj em Itaboraí e não em Campos

O blog usando um tempo para pesquisa sobre os Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Complexo do Açu e do Comperj, que está sendo instalado em no município de Itaboraí, na região metropolitana do estado, resolveu trazer para este espaço uma informação que julga interessante. Ela não é tão profundamente técnica, e por ter relação com a nossa região, o blog julgou que mais pessoas pudessem se interessar sobre ele.

O blog está falando sobre a explicação resumida que consta de um documento oficial, o Rima do Comperj, sobre os motivos que levaram a Petrobras fazer a escolha por Itaboraí, em detrimento de Campos e Itaguaí. O blogueiro não quer retomar a discussão que à época se envolveu mais diretamente, e anterior, à conformação que ganhou ganhando o empreendimento do Açu.

O blog entende, que a simples leitura deste resumo dos pontos positivos e negativos de uma das três opções (Itaguaí, Campos e Itaboraí), dá para perceber, sem precisar de muitos conhecimentos técnicos, como as opções, são essencialmente políticas, no melhor sentido que isto possa ter, e não o inverso como se tenta passar nos dias atuais.

Nesta linha, a falta de condições de saneamento e pessoal, qualificado, que para muitos seria um empecilho, para a atração do empreendimento, se transforma, segundo a ótica desejada, num ponto positivo, já que com a instalação do empreendimento, se criará condições de reverter os problemas atuais de saneamento (água e esgoto) e de qualificação da população.

Neste caso, observe que está dito que a opção da localização em Campos foi descartada, acredite, que foi considerado problema a proximidade aos campos de petróleo (a matéria prima do Comperj) e “impactos negativos sobre os melhores cultivos de cana-de-açúcar”.

Para o blog este trecho do Rima, do Comperj, deveria ser guardado e debatido como objeto de estudo nas universidades que discutem planejamento e desenvolvimento. Se o assunto não lhe interessa, passe para outra nota, mas o blog vai publicar este resumo na íntegra sem cortes ou acréscimos. Os grifos são do blog:

“Foram realizados estudos dos aspectos técnicos, econômicos, ambientais e sociais dos estados e municípios, para avaliar a viabilidade do empreendimento ao longo dos anos.

O Estado do Rio de Janeiro apresentou as melhores condições para a implantação do COMPERJ devido:

- à proximidade com a Bacia de Campos, que fornecerá matéria-prima;

- ao acesso fácil ao maior mercado consumidor de produtos da segunda geração, formado por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro;

- à disponibilidade de infra-estrutura adequada, representada pelos terminais portuários, pela malha rodoviária e ferroviária;

- proximidade de diversas universidades, inclusive do Centro de Pesquisa Leopoldo Miguez de Mello – CENPES, responsável pelo aperfeiçoamento de grande parte das tecnologias que serão empregadas no empreendimento.

O COMPERJ processará 150 mil barris por dia de petróleo pesado do campo de exploração de Marlim, produzido na Bacia de Campos. A utilização dessa matéria prima não convencional para a produção de petroquímicos mostrou-se uma alternativa tecnológica, econômica e ambientalmente viável, inédita e desenvolvida no país.

Em 2005, partindo-se da escolha do Rio de Janeiro, foram, primeiramente, préavaliadas diferentes alternativas locacionais:

Duas em Itaguaí, uma em Itaboraí, uma em Cachoeiras de Macacu,uma em São Gonçalo, duas em Campos dos Goytacazes.

Desta pré-seleção foram selecionadas três alternativas: Itaguaí, Itaboraí e Campos dos Goytacazes.

A avaliação tomou como premissa uma área de terreno superior a 11 quilômetros quadrados, mínimo indispensável para acomodar o complexo.

A área total para o complexo incluiu uma região para projetos de revegetação e recuperação ambiental de forma a proteger as comunidades próximas ao COMPERJ.

As avaliações contaram com visitas técnicas, entrevistas e levantamentos de informações. Foram consideradas ainda questões relativas a liberações de gases, fornecimento de água, efluentes, passivos ambientais e existência de áreas protegidas.

O estudo contemplou, dessa forma, informações básicas sobre os meios físicos,biológico e socioeconômico de cada local, avaliando a inserção do projeto em cada contexto regional e consolidando os aspectos associados à sua implantação, permitindo a análise da sua viabilidade ambiental em cada local específico.

As três áreas analisadas estão assinaladas na figura a seguir: Norte Fluminense (Campos/Travessão), Itaguai e Itaboraí.

Opção Itaguaí

No caso de Itaguaí, apesar da proximidade ao Porto de Sepetiba, tiveram que ser considerados:

- presença de empreendimentos já instalados e em implantação (pelo menos duas grandes usinas siderúrgicas nos próximos anos);

- previsão de crescimento urbano, por conta dos investimentos associados ao porto;

- saturação iminente da bacia aérea por poluentes atmosféricos;

- restrições geotécnicas;

- considerações jurídicas do processo de licenciamento nessa localização.

Assim sendo, foi descartada a alternativa Itaguaí.

Em relação ao Norte Fluminense, as maiores desvantagens são:

- problemas geofísicos;

- impactos negativos sobre os melhores cultivos de cana de açúcar;

- dificuldades e custos de implantação de um terminal portuário;

- distância em relação aos grandes centros consumidores.

- A proximidade aos campos de petróleo para o crescimento da economia regional foi superada pelas desvantagens apontadas, levando ao abandono desta alternativa.

Acrescenta-se também que a i m p l a n t a ç ã o d o c o m p l e x o e m Campos/Travessão conflitaria com uma fronteira econômica tradicional de cana-de-açúcar, interferindo com o plano de extensão e reativação do álcool na região (etanol).

Do ponto de vista logístico, as alternativas Itaguaí e Itaboraí eram as que possuíam a melhor viabilidade, devido à malha portuária e rodoviária existente, e a proximidade aos mercados consumidores de São Paulo, principal centro urbano-industrial do País.

Em termos ambientais, as alternativas de Campos/Travessão e Itaboraí também mostraram-se viáveis. Apenas Itaguaí apresentou restrições relacionadas à qualidade do ar, que impossibilitariam, inclusive, a expansão do empreendimento.

Itaboraí foi considerada a localização mais adequada por:

- possuir área modificada em processo de degradação, sem grandes restrições geotécnicas, que poderiam acolher o empreendimento sem maiores danos ambientais;

- esta área não possui concentração de poluentes no ar, pois o seu relevo e correntes do vento contribuem para a dispersão, minimizando impactos diretos e indiretos na qualidade do ar;

- existência de tubos para abastecimento e escoamento de produtos;

- a histórica carência da água na região foi identificada como oportunidade para que o empreendimento contribua para a construção de soluções técnicas e políticas para o bem comum;

- dispor de infra-estrutura logística adequada, a ser potencializada pelo Arco Metropolitano;

- proximidade com outras petroquímicas;

- possuir área disponível para uma já prevista expansão do Complexo;

- apresentar um caráter estratégico para a recuperação da economia da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e da sua porção leste em particular;

- dispor de mão-de-obra carente de oportunidades, e que será capacitada para inserção no empreendimento e nas empresas que surgirão.”

A energia elétrica está quase universalizada

Ainda pelo Censo 2010, em Campos foi identificado pelo IBGE apenas 240 domicílios sem energia elétrica. Isto equivale a 0,1% dos 142 mil domicílios do município.

Em Quissamã apenas 8 domicílios de 6,2 mil não tinham energia elétrica. Em SJB, 27 de 10,6 mil, e em SFI, 74 de 13,4 mil.

Estes números mostram que o esforço dos programas de eletrificação rural, luz no campo, etc. efetivamente trouxeram resultados para a população, mesmo que os problemas com as concessionárias, não sejam pequenos. O caso já não vale para a área de saneamento.

Tendo luz, o morador tira água do poço, se vira, mesmo de forma ainda inadequada, mas, sem luz, a coisa é, ou melhor, era brava.