67 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
terça-feira, maio 06, 2008
1ª Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos
Organizada pela revista Visão Social coordenada pelo jornalista Martinho Santafé, o evento acontecerá no Macaé Centro, nos dias 13, 14 e 15 de maio, das 14 até 21 horas. Mais detalhes da programação você pode ver aqui.
Este blogueiro estará participando da primeira mesa-redonda cujo tema será: "O Desafio da Sustentabilidade Regional – uma reflexão sobre os royalties do petróleo e sua influência no desenvolvimento regional sustentável”.
Além deste blogueiro foram convidados:
- Rodrigo Serra, doutorando em Economia pelo IE-Unicamp, professor de Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Universidade Cândido Mendes (UCAM);
- Alfredo Renault, ex-superintendente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), atual superintendente regional do IBP e da Onip;
- Almy Júnior Cordeiro de Carvalho, reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF);
- Décio Hamilton, ex-superintendente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e atual consultor da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro).
Ta na hora de mudar o Muda Campos!
Atendendo a alguns pedidos, o blog republica abaixo o texto "Ta na hora de mudar o Muda Campos" originalmente publicado aqui, no último dia, 28 de abril:
Ta na hora de mudar o Muda Campos
Esgotou-se. Não cumpriu o prometido e desvirtuou-se a serviço de um projeto político pessoal. A cidade neste período se enriqueceu e se empobreceu simultaneamente. Os royalties que inundaram a cidade, especialmente nos últimos dez anos, fizeram crescer o interesse pelo controle do poder por parte daqueles que tinham e ainda têm demandas privadas. Junto aumentou a pobreza e a dependência.
Os empregos não vieram, mas felizmente aumentou a capacidade daqueles que podem fazer e construir algo novo, além de ajudar na partilha do governo. A população não quer um déspota e nem um “banana” que vive a gritar pela Paz. Demandamos políticas públicas mais transparentes e eficientes com os generosos recursos que o município dispõe.
O Muda Campos já completou mais de 20 anos e seu tutor continua a querer tutoriar pedindo mais outros vinte, fingindo-se de alternativa.
Nem criador, nem criatura, o povo já tem agora uma outra cultura e não suporta mais miniatura. Tem-se hoje tantos cifrões quanto senões.
Novas pessoas, novos métodos para a busca de boas e eficientes políticas públicas que acabaram sendo deixadas de lado, enquanto aumentava apenas o disse-me-disse, em meio ao emaranhado de agressões pessoais e de desvios de recursos e de sonhos.
Há muitos municípios pelo país avançando nas suas gestões com muito menos recursos financeiros ou técnicos. Seriedade, rigor, trabalho árduo e abertura de espaços para novos gestores, numa máquina mais enxuta e profissional na prefeitura de Campos podem produzir melhorias inimagináveis.
A oportunidade faz a ocasião. O fato de não se ter criado forças políticas alternativas, para ocupar o espaço surgido em meio aos desmandos e, a esta falsa polarização, poderia ser um problema, se a conseqüência fosse uma paralisia, mas por diferentes caminhos, ela está sendo rompida, não sem a ajuda dos dois pólos que continuam a se digladiar falando mal um do outro, sem nada de novo apresentar ou oferecer a àqueles a quem pedem apoio para seus novos vôos.
Um novo caminho é irreversível, mas não há porque ter açodamento e nem se pode aguardar desenlaces naturais. O caminho há que ser construído no próprio caminhar. Campos merece algo melhor!
segunda-feira, maio 05, 2008
Vereador Marcos Alexandre perde mandato em decisão agora no TSE
O Plenário do TSE acaba de negar recurso do vereador de Campos, Marcos Alexandre contra desaprovação de suas contas de campanha. Aqui no site do TSE está dito:“O TSE negou seguimento ao Agravo Regimental no Agravo de Instrumento (Ag/RG no AG 6835) interposto pelo vereador de Campos dos Goytacazes (RJ), Marcus Alexandre dos Santos Ferreira (PMN). O parlamentar pedia a reforma da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que rejeitou sua prestação de contas da campanha eleitoral. O relator do processo é o ministro Marcelo Ribeiro”.
“O Regional entendeu que as contas da campanha de Marcus Ferreira deveriam ser desaprovados porque ele não movimentou os recursos financeiros por meio de conta bancária específica, impedindo a Justiça Eleitoral de verificar a real movimentação financeira. Além disso, o vereador teria falsificado extrato bancário e não emitiu os recibos eleitorais”.
"Em sua defesa, o vereador sustentou que as suas contas não poderiam ser rejeitadas pela simples ausência de movimentação dos recursos na conta bancária específica da campanha. Ele alegou que houve violação aos artigos 7º e 20 da Resolução do TSE 21.609/2004 na decisão. Marcus Ferreira se justificou informando que teria utilizado, na campanha eleitoral, somente recursos próprios, não sendo obrigatória a emissão dos recibos eleitorais. Para os ministros do TSE, não cabe Recurso Especial contra decisão relativa à prestação de contas, por ser esta de natureza administrativa”.
PS.: Foto do ministro relator, Marcelo Ribeiro - do site do TSE .
Atualizado às 20:58 e 21:08: Marcos Alexandre foi eleito em 2004 pelo PMN com 3.656 votos, o décimo quinto mais votado na eleição para vereador em Campos, que escolheu 17 vereadores, ao contrário do que ocorreu até a eleição de 2000 quando a Câmara possuía 21 cadeiras. Na oportunidade seu partido, o PMN compunha a Frente Renovadora junto com o PTC que apoiou o candidato Pudim do PMDB. Esta coligação havia eleito, além de Marcos Alexandre, o verador Sadi que teve 2.952 votos. Com esta decisão do TSE, a vaga de Marcos Alexandre será assumida pela primeira suplente que é a Maria Cecília Ribeiro Gomes, que em 2004 alcançou 2.901 votos. O blog avalia que o TSE deverá, nas próximas horas, oficiar o presidente da Câmara de Vereadores de Campos para dar posse à primeira suplente.
Atualizado às 23:20: Nova decisão do TSE, também nesta noite impossibilita, um novo recurso do ex-vereador Marcos Alexandre. Ainda nesta noite, o Plenário do TSE confirmou entendimento de que não cabe recurso contra decisão administrativa de TRE.
“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na sessão extraordinária desta noite (5) o entendimento de que não cabe recurso especial ou ordinário contra acórdão de Corte Regional que analisa prestação de contas de candidatos, por tratar-se de matéria puramente administrativa”.
“O relator acatou o pensamento majoritário da Corte, que “assentou o não-cabimento de recurso especial ou ordinário contra acórdão de Corte Regional que analisa prestação de contas de candidatos, haja vista tratar-se de matéria puramente administrativa”. Assim, para o ministro Carlos Ayres Britto, “em decisões regionais que versem sobre questão incidente, em processos dessa natureza, também não cabe o apelo especial”, razão pela qual não conheceu o recurso. O Plenário confirmou o entendimento do ministro, mantendo sua decisão”.
Se desejar ler esta nova decisão clique aqui.
PS.: Foto do plenário do TSE na reunião desta noite. Do dite do TSE.
Petróleo a US$ 120 o barril
A comemoração onde se recebe os royalties do petróleo só não é maior porque o dólar está com cotação mais baixa diante do real. Em valores mais precisos a cotação fechou a US$ 119,97, o barril. Ou seja, hoje o salário mínimo mensal vale pouco mais que dois barris de petróleo.
Troca-troca e pagamento na PMCG
Algumas informações sobre o troca-troca nas nomeações já estão confirmadas outras ainda não. Já confirmada na Secretaria de Comunicação Social sai Roberto Barbosa que vai para a Gerência do Cidac e entra a jornalista Jane Nunes mais próxima de Arnaldo Vianna.
No CCZ sairia o médico Luiz José de Souza para volta de Vera Cardoso de Melo, parece que também sob influência de Arnaldo. Na FMIJ sairia Paulo Vizela e ainda não se sabe, nem de cochicho, quem o substituiria. Estas duas últimas ainda não confirmadas.
Outra informação da PMCG foi divulgada pelo secretário de Administração, Carlos Morales, é que na sexta-feira será feito o pagamento dos contratados pelas fundações. Há previsão de pagamento apenas para os que receberam no mês passado.
Manifestação dos guardas municipais
Como este blog informou ontem, integrantes da guarda municipal da prefeitura de Campos participaram de um ato em frente à sede da corporação, na avenida Beira-Valão. Eles revindicaram um comando próprio da corporação e "a extensão dos serviços à distritos e localidades mais afastadas" .Eles dizem que "a Guarda hoje só trabalha no trânsito e na área central e o serviço é feito só pra atender o lado político". Eles se maifestaram com faixas, apitos e nariz de palhaço a exemplo do movimento dos blogs que no último dia 26 abril percorreua s ruas do centro da cidade no ato público "Chega de Palahaçada".
PS.: Foto do SiteBom.
"Curiosidades eleitorais"
O blog Outros Campos vem trazendo nos últimos dias algumas notas de uma série a qual deram o título de "Curiosidades eleitorais nas eleições de 2004". Aqui vai uma:
Nem a mulher!
"1.959 candidatos tiveram apenas um voto. É 1. Apenas um. O que é mais interessante é que 54,3% (1.063) destes são casado(a)s... Isso significa que... com certeza um dos cônjuges não votou no seu parceiro(a). Pode ser até que os dois não votaram, mas...!"
Para não resgatar o tempo que diz ter perdido
Para quem diz que pretende recuperar o tempo perdido, as publicações no Diário Oficial do município de Campos, no jornal Monitor Campista foram repetidas e as mesmas, por três dias consecutivos: sábado, domingo e hoje, segunda-feira. Quem vai pagar por esta centimetragem? Além disso, não parece um bom indicativo para quem ficou sem trabalhar durante 45 dias.
Sai abacaxi e maracujá e entra manga e goiaba
Há sete anos e não é conta de mentiroso o programa Frutificar chegava ao Norte Fluminense. O governo estadual emprestaria dinheiro aos produtores que tivessem terras apropriadas e se interessassem em plantar, inicial e basicamente dois tipos de frutas abacaxi e maracujá.
Até uma empresa chamada integradora teria sido “estimulada” a vir para cá para industrializar e beneficiar parte desta produção, o que seria a garantia da manutenção de um mercado para os produtores. Os resultados de tudo isto vocês conhecem. Os produtores devendo pelo dinheiro pego emprestado, a empresa, a MPE, na estrada Campos-São Fidélis fechada, etc.
Agora, o mesmo secretário de agricultura, que é tido como um bom gestor volta à carga com uma nova empresa, a Sufresh. A empresa que beneficia frutas para extração de sucos estaria interessada na produção de manga e goiaba.
O leitor poderia pensar, e não estaria errado que, em mais este caso, especialmente em nossa região em que um prefeito é chamado de banana, que a salada de frutas está na gestão e não no tipo de suco a ser produzido. Que algo de bom possa realmente frutificar.
domingo, maio 04, 2008
O caso do diretor da Medicina da Bahia
A velha mania de culpar o outro
O episódio do diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia de culpar a leniência e a preguiça dos baianos, como causa dos maus resultados na prova do Enade/MEC, mais do que o execrável e já rechaçado preconceito contra baianos e negros, embute no raciocínio do professor, uma velha máxima de quando se quer discutir qualidade do ensino e avaliação nas escolas: a de colocar a culpa no outro.
Os professores reclamam da estrutura e dos baixos salários da classe, a escola dos professores que pouco se dedicam, os alunos reclama dos dois e desestimulado estudam menos, por conta de métodos e conteúdos cada vez menos atraentes.
Enfim, é preciso romper o preconceito como o do diretor, ter a capacidade de reconhecer os erros próprios e assim estimular as outras partes a fazerem o mesmo. Sem isso, o absurdo da afirmação ficará única e exclusivamente na merecida crítica à baboseira dita, mas com pouco avanço prático. Que os gestores reflitam sobre isso.
Comemorações rubro-negras na Pelinca
As comemorações na avenida Pelinca se estendem, da rua Voluntários da Pátria até depois da Rua do Barão. Nesta última, como já é tradicional, é onde se concentra o maior número de torcedores. O trânsito está completamente congestionado. Cada vez chega mais gente para as comemorações e não há um único policial e nem nenhum membro da Guarda Civil Municipal. Os sinais de trânsito não são respeitados e tem-se que pedir a "Papai-do-Céu" para que nenhum problema ocorra. Deveria ser sabido e planejado que, com qualquer resultado as comemorações no local seriam intensas. Já que a incompetência e o pouco caso da Polícia Militar e da GCM campeiam vamos torcer para no final dar tudo certo.
Dá-lhe Flamengo!
Sindipetro NF - duas chapas e 22 dias de eleições
Começa na próxima quinta-feira, dia 8 e irá até o dia 29 de maio a eleição para um novo mandato da diretoria do Sindipetro-NF. Um total de 6.700 sindicalizados terão direito a voto para escolher entre duas chapas, aquela que irá comandar para o importante sindicato, o maior sindicato de petroleiros da América Latina, no próximo triênio. Cada chapa tem vinte nomes.
A discussão e a decisão da escolha cabe à categoria, mas, externamente, é possível indentificar que a atual diretoria sob o comando de José Maria Rangel, faz um bom trabalho com avanços no processo de renovação de quadros dirigentes, de enfrentamentos de outros temas importantes para além das discussões salariais, não apenas para a cetegoria de petroleiros, mas para os demais tralhadores, como é o caso das cobranças pelo aumento dos requisitos de prevenção à segurança e à sáude dos trabalhadores.
Guardas municipais estão organizando manifestação amanhã contra a chefia
Está marcada para amanhã, às 9 horas, em frente à sede da Guarda Civil Municipal de Campos, na avenida, José Alves de Azevedo, uma manifestação contra o descaso e mau gerenciamento da corporação vinculada ao poder executivo em Campos. Entre outras coisas, eles reclamam de terem que oberdecer a um comandante que está em exercício como militar da ativa. Mesmo assim, ou há muita coragem, ou estes guardas estão munidos de informações e razões para esta rebelião.
PS.: Atualizado às 12:54.
Complexo Portuário do Açu no Estadão
O jornalista e correpondente do jornal O Estado de São Paulo no Rio, Alberto Komatsu é o responsável pela matéria publicada hoje no caderno de economia como os seguintes títulos e sub-títulos "Complexo do Açu já muda a vida no norte do Rio Emprego deve crescer na região, mas impacto na segurança e no meio ambiente preocupa".
Um trecho: "O dono do empreendimento, o empresário Eike Batista, já negocia investimentos de pelo menos US$ 12 bilhões só para a instalação de uma siderúrgica. Uma montadora e uma termelétrica também deverão integrar o projeto, que já rende bons resultados para estabelecimentos comerciais locais e até uma cooperativa de costureiras. Moradores foram beneficiados com as melhorias da estrada de terra que leva ao porto, que antes tinha alagamentos".
Se desejar leia aqui a íntegra da matéria. E aqui você pode ler outro trecho da mesma reportagem que tem como título e subtítulo: "Plano inclui montadora e siderúrgica na região LLX já assinou com grupo de Cingapura protocolo de intenções para instalação de termoelétrica".
Um trecho desta segunda parte: "Três empreendimentos já estão sendo negociados para se instalarem no Porto do Açu. Um protocolo de intenções para a construção de uma termoelétrica já foi assinado com a holding Temasek, de Cingapura. Eike Batista também negocia com o grupo ítalo-argentino Techint a instalação de uma siderúrgica. O empresário mantém ainda conversas com os indianos da Tata para uma montadora de automóveis".
"A negociação com a Tata envolve a venda de até 50% do sistema AVG, jazidas de minério de ferro localizadas em Serra Azul (Minas Gerais). Elas foram adquiridas por US$ 224 milhões em julho do ano passado. De acordo com Eike, como contrapartida pela negociação, a Tata construiria uma montadora no Porto do Açu. Os investimentos e prazos para esse empreendimento, porém, não foram revelados pelo terceiro homem mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 6,6 bilhões, segundo a revista Forbes".
sábado, maio 03, 2008
Bolsa o quê?
A notícia está na revista Época que vai para está indo neste final de semana para as bancas. Gonzalo Navarette Muñoz, prefeito da cidade chilena de Lo Prado, anunciou “um jeito curioso de melhorar a qualidade de vida dos idosos do lugar. Vai distribuir comprimidos de Viagra para os homens com mais de 60 anos. Cada um terá direito a quatro pílulas por mês”.A criatividade dos prefeitos não tem fim, mesmo que não tenham petróleo e nem royalties! Daqui há pouco o assunto vai virar tema de campanha. Gonzalo já entusiasmado com a repercussão já diz que “se o programa der certo, ele pretende sugerir à presidente Michelle Bachelet a implantação em todo o Chile”.
Nem tudo depende da prefeitura
O empresariado local precisa pensar seus negócios de forma independente do poder público. O blog tem um bom exemplo para isso. Um conhecido há cerca de dez anos, observando o cenário, identificou o crescimento do comércio de motos e fragilidades no atendimento a este setor no município.
Arregaçou as mangas, montou uma pequena empresa de venda de peças para o setor. Enfrentou os concorrentes com aproximação aos prestadores de serviço de manutenção. Montou uma rede informal nos distritos e localidades do interior observando que o “cavalo de aço” já estava substituindo o tradicional.
Um negócio enxuto, mas que foi expandindo com franquias e passou a absorver já uma posição de atacadista. Hoje, já se estrutura para uma venda mais ampla pela internet. O pequeno empresário está feliz com o que está conseguindo. Seus negócios foram muito pouco alterados com a crise política pela qual, ainda passa o município de Campos.
Usa uma Hillux automática de custo superior a US$ 100 mil e diz que buscou apenas conforto. Diz não querer aparências e até já pensa em estruturar um projeto social sem envolvimentos com convênios públicos. Uma estrutura pequena com foco numa boa e forte educação e na emancipação social.
Sobre a política diz ter vergonha da situação local, mas não desdenha o poder que ela tem de produzir mudanças na sociedade e para isso torce para que o município tenha um novo rumo. O relato é apenas um exemplo de que é preciso estimular e não necessariamente com dinheiro, pessoas empreendedoras que independam do poder público geram renda, oferecem empregos e avançam. Para estes casos, muitas vezes não atrapalhar já é uma excelente contribuição.
17,5 mil trabalhadores da Construção Civil no NF
José Carlos Eulálio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Norte Fluminense, informou na última semana que muitas empresas de fora já estão operando na região. Empresas do Rio, Minas e São Paulo já se registraram no sindicato. Hoje já seriam 168 empresas cadastradas no sindicato executando obras.
Já o número de trabalhadores do setor da Construção Civil, no Norte Fluminense, mais que dobrou nos últimos três anos. Segundo Eulálio, em 2005 eram cerca de 7 mil trabalhadores na região, hoje este número já é de mais 17,5 mil trabalhadores.
O sindicato estima que até o final do ano, este contingente chegue a 20 mil trabalhadores e quer através de mobilizações e, se for o caso, de paralisações pressionar os empresários do setor a aumentar o piso da categoria que está defasado há últimos anos.
Nossa Uenf
Este é o nome da excelente revista da nossa universidade que você poder abaixar o arquivo e ler aqui. São 5.000 alunos matriculados em 17 cursos de Graduação e 22 de pós-graduação e mais de 1.000 teses defendidas.PS.: Foto de Paulo Damasceno.
sexta-feira, maio 02, 2008
"Considerações à professora Arlete"
O nosso articulista e universitário de direito, Bruno Lindolfo, mandou seu novo artigo aqui no blog, com um autêntico e compreesível desabafo:
"Considerações à professora Arlete"
"Na época ainda era "Tia" Arlete. Faz tempo, um tempo saudoso de uma escola da qual guardo apenas coisas boas de pessoas maravilhosas. Se não me engano, era de sua autoria a singela musiquinha que nos ensinava a verdade como talismã, acompanhada de palmas e estalos dos dedos, que não consigo estalar até hoje. Mas o talismã ficou, e em nome dele me sinto à vontade para fazer algumas observações, com esperança, alegria e amor na certeza do sucesso do amanhã, para que ele seja, também para nossa Campos, a consubstanciação de um sonho que se fez.
Foi com grande pesar e tristeza que recebi a notícia da adesão da professora Arlete ao governo que entrará para a história da cidade como o mais corrupto, cínico e dissimulado. Convites travestidos de "vontade de acertar" ao apagar das luzes de um governo que propositalmente locupletou-se nos erros é querer o verniz da vergonha alheia para quem sabe salvar do soçobro o combalido e moribundo (des)governo que naufraga.
Não se questiona a competência e a vontade de acertar da professora Arlete. Questiona-se o tempo, que não é hábil para desenvolver qualquer projeto, e a adesão a quem escolheu desde sempre o caminho tortuoso da imoralidade, emprestando um brilhantismo galgado por conta própria, a servir de esteio ético e moral a quem nunca os teve, nem ao menos como artigo de luxo.
O momento sem precedentes da história do município só demonstra o erro cometido há 20 anos e que necessita de urgente reparo. Um mesmo grupo que hoje fragmentado, mas unido pelos laços genéticos da politicagem por congregar os mesmos vícios imanentes. Urge colocá-los para fora, na construção de um projeto sério, comprometido com a ética no trato da coisa pública e a com grandeza que a cidade possibilita por sua infinidade de recursos.
Esse é o momento de unirmos as pessoas de bem da cidade, como a professora Arlete, para pensarmos um projeto novo, um novo caminho, uma nova ordem; não é o momento para socorrer quem não merece e insistir nos mesmos erros infinitamente.
Lastimável e lamentável o silêncio da academia durante tantos anos e em face de tantos desmandos, e um lampejo de ação tardio, inapropriado e em momento inoportuno. Melhor seria permanecer silente.
Crítica extensiva aos demais grupos da sociedade civil organizada e, também, à Igreja que, como a academia, há muito dissociou corpo e espírito, cuidando desse e esquecendo que aquele também sofre os augúrios terrenos, afastaram-se do púlpito, esqueceram de prelecionar o pecado do roubo e foram tomados pela letargia cômoda que pode conduzir a qualquer lugar, exceto à imortalidade.
Constrói-se, assim, a conjuntura que permanecerá segregando os mortais da academia, esses que estudam nas escolas com os piores índices de educação do estado, convivem com os piores índices de geração de emprego, os piores índices de capacitação, os piores índices de IDH, da falta de planejamento urbano, administrativo, industrial, da carência de pólo de trabalho, da eterna e promíscua dependência do poder público, deitados em berço esplêndido e embalados ao som tilintante de 1 bi e meio.
Campos merece mais, e a professora Arlete também".
Há alguma coisa errada nos números do Programa de bolsas universitárias do ProCampos
Aproveitando o fato de que o Ministério Público Federal, assim como a Polícia Federal acessam com alguma regularidade este blog seguem aí informações oficiais da própria prefeitura que se contradizem. Duas antes e uma depois do último dia 11 de março. As divergências carecem de explicações e justificativas.
Numa matéria de 2 de maio de 2007 no site da PMCG foi dito que as inscrições no programa de bolsas para universitários teria atingido ao número de 9.500. (veja aqui)
Depois se falou em 26 de junho de 2007, também aqui em notícia do site da PMCG que “O município manteve as 6.500 bolsas já existentes e abriu 2.000 novas vagas este ano beneficiando um total de 8.500 universitários. Foram inscritos para as vagas 9.500 candidatos que passaram por rigoroso levantamento do ProCampos”. Esta notícia saiu aqui no site da PMCG com o seguinte título: “Prefeitura encaminha resultado das bolsas às faculdades”
Agora, no último dia 20 de abril (veja aqui) o mesmo site diz que os atendidos no programa de bolsa, o ProCampos seriam de 4.500 universitários. O blog desconfia de que neste angu tem caroço. Todas as matérias são do site oficial da prefeitura.
Se desejar revisar veja abaixo o três endereços das matérias citadas. Bom apurar nome por nomes, endereços e conferir com visitas em casas dos bolsistas atendidos pelo programa, assim como os percentuais que eles recebiam. Estudantes atendidos e rejeitados e que conhecem detalhes da execução do programa garantem que há distorções. O blog acredita que os gestores das instituições universitárias também podem explicar esta divergência de números. Afinal, o número total de bolsas concedidas, antes de 11 de março, eram de 8.500 ou 4.500?
Atualização às 12:54: Nova notícia aqui no site da PMCG foi publicada ontem, com o título "Bolsas universitárias: recadastramento até dia 8" e confirma o número de 4.500 bolsas e a diferença com o número anterior de 8.500 bolsas concedidas.
http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=10630
http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=11245
http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=14245
http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=14322
PS.: Os auxiliares do blog mandam avisar que não adianta retirar estas notícias do site porque suas páginas e códigos de acesso já foram devidamete copiados.
Dois registros
Sobre as notícias do dia-a-dia e que merecem alguma reflexão:
A primeira sobre o nome da favela, no bairro do Recreio no Rio de Janeiro, em que uma mulher morreu e duas outras ficaram feridas: Cesar Maia;
A segunda sobre o percentual de “quase 99% dos entrevistados pela sondagem CNT/Sensus afirmaram que acompanham o caso Isabella Nardoni pela mídia”. Segundo o Observatório da Imprensa é o maior percentual em perguntas deste tipo obtidas até hoje em pesquisas de opinião pública.
Vale a conferida
No artigo da última quarta-feira de Zuenir Ventura no jornal O Globo:
"A resistência mineira"
Zuenir Ventura
"Na terra de Tiradentes, onde me encontro e que tem uma história de desobediência às ordens do poder central, o PT desafiou esta semana a direção nacional do partido e aprovou a indicação do deputado petista Roberto Carvalho para candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Marcio Lacerda, do PSB, e apoiada pelo PSDB. O comando do PT havia proibido a iniciativa para impedir a aliança do prefeito Fernando Pimentel com o governador tucano Aécio Neves, os dois políticos mais bem avaliados em Minas, ambos com mais de 80% de aprovação popular, bem mais até do que Lula. O documento de repúdio ao veto acusa o diretório nacional de assumir uma posição “autoritária, antidemocrática, sectária, preconceituosa e predeterminada”.
Conversei com Aécio e Pimentel separadamente e, por mais que se saiba que o acordo pode reforçar as pretensões de um à Presidência da República e do outro ao governo estadual, não há como não admitir como legítimo o objetivo deles de transformar a administração do estado e da cidade num modelo para o país. A criação desse pólo não deixa tranqüilo o PT paulista — aliás, nem o PSDB.“A paróquia paulista”, diz o deputado federal Virgílio Guimarães, petista que aprova a coligação, “acha que pode aprovar uma resolução que vale só para uma cidade. Isso é um absurdo”! Ele se refere às dezenas de municípios onde foram ou estão sendo feitas alianças semelhantes sem a objeção do diretório nacional.
O governador mineiro tem dito a amigos que a ele só interessa a Presidência da República se puder chegar a ela de maneira diferente de FHC, que se tornou refém do PFL, e de Lula, igualmente prisioneiro do PMDB. Ele está obcecado pela idéia de um amplo projeto de união nacional. Acredita que só um movimento juntando os homens de bem, independentemente de suas siglas, pode evitar o que está acontecendo no país, onde as “forças periféricas” e marginais dominam o centro da política através de expedientes de barganhas de cargos e de outros interesses escusos.
“Por que não podemos nos aliar com quem temos afinidade ética? Por que temos de aceitar determinadas companhias só porque são de um partido aliado?” No discurso dos dois se nota uma preocupação com a dimensão ética. Não usam a “governabilidade” e o “pragmatismo” como pretexto ou álibi para justificar acordos com o que há de pior em termos morais. Parece haver de fato uma firme disposição de romper com a polarização e o maniqueísmo ideológico.
Esse jeito de fazer política estabelecendo acordos acima dos partidos não agrada a todo mundo.Mas deixa quem vive no Rio com uma certa inveja. Ter um bom governador e um bom prefeito unidos por pacto ético para transformar o estado e a cidade em modelos de administração pública é um velho sonho nosso.Não queremos mais nada".
Lembre: qualquer semelhança não terá sido uma simples coincidência!
quinta-feira, maio 01, 2008
Daria uma boa matéria
Solitário olha a água no terreno, onde circula, conta e joga uma das britas onde está sentado e pensa na vida. Sua família? Seus sonhos? Suas expectativas? Pensaria ele na música “Cidadão” do Lúcio Barbosa cantada pelo Zé Ramalho:
Tá vendo aquele edifício, moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição, era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje, depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão...
Pensaria ele nos royalties? Aos amigos jornalistas que estão aí na redação, o blog faz esta singela sugestão de matéria. Apenas uma sugestão, que não tem nada de originalidade, apenas curiosidade e, talvez, uma pequena pitada de humanidade. Se cumprirem o blog ficará satisfeito e disponibiliza a imagem ao lado e em troca quer saber o nome deste trabalhador e, mais que isso, os seus sonhos...
Tudo isso, me faz recordar de uma época em que estudava e trabalhava no Rio. Vizinho ao prédio onde morava, havia outro em construção, como tantos outros que conhecemos. Recordo-me como se fosse hoje, em meus ouvidos, as canções nordestinas que eles cantavam misturadas a um choro embalado pela cachaça que ajudava a anestesiar a dor da alma daquele que abandonava seu lugar e sua gente para sobreviver. O resto do sábado depois do trabalho e todo o domingo eram quase sempre assim. Nunca me incomodei com os lamentos e nem com as festas destes homens que conhecia apenas de vista e mais profundamente na alma. Agradeço a eles parte da formação humanística que não obtive nos livros. Aos trabalhadores do Rio e ao solitário operário da rua Manoel Teodoro, mais uma vez os parabéns pelo seu dia!
Pensaria ele nos royalties? Aos amigos jornalistas que estão aí na redação, o blog faz esta singela sugestão de matéria. Apenas uma sugestão, que não tem nada de originalidade, apenas curiosidade e, talvez, uma pequena pitada de humanidade. Se cumprirem o blog ficará satisfeito e disponibiliza a imagem ao lado e em troca quer saber o nome deste trabalhador e, mais que isso, os seus sonhos...
Tudo isso, me faz recordar de uma época em que estudava e trabalhava no Rio. Vizinho ao prédio onde morava, havia outro em construção, como tantos outros que conhecemos. Recordo-me como se fosse hoje, em meus ouvidos, as canções nordestinas que eles cantavam misturadas a um choro embalado pela cachaça que ajudava a anestesiar a dor da alma daquele que abandonava seu lugar e sua gente para sobreviver. O resto do sábado depois do trabalho e todo o domingo eram quase sempre assim. Nunca me incomodei com os lamentos e nem com as festas destes homens que conhecia apenas de vista e mais profundamente na alma. Agradeço a eles parte da formação humanística que não obtive nos livros. Aos trabalhadores do Rio e ao solitário operário da rua Manoel Teodoro, mais uma vez os parabéns pelo seu dia!
PS.: Se desejar ouvir a música Cidadão na voz do inconfundível Zé Ramalho clique aqui.
Atualizado às 23:42: O jornalista Gustavo Rangel e o professor Hélio Gomes Filho, o primeiro em comentário abaixo e eo segundo por e-mail corrigiram este blog na informação de que o Zé Ramlho seria o autor da música Cidadão. Veja o que o Helinho disse:
"Esta canção foi imortalizada por Zé Geraldo. Um cantor menos famoso, mas que tem a sua pouca fama creditada a esta música. Na verdade a gravação de Zé Ramalho é recente num disco de sucessos, tentando requentar a sua carreira". Taí a correção e a dica também do Helinho sobre o vídeo do Zé Geraldo cantando a música Cidadão. Assista aqui.
No lugar de cinco casas e dois terrenos
Entre as ruas Voluntários da Pátria e Manoel Teodoro, no coração da Pelinca em Campos surgirá um prédio de 17 andares de salas, três pisos de garagens e alguns pontos de comércio. As informações são de que entre aquisições terrenos e permutas a quantia é próxima de R$ 6 milhões, num investimento que deverá superar R$ 15 milhões e ter um faturamento bruto da ordem de R$ 25 milhões.
Depois das demolições, o serviço foi de estaqueamento, que pode ser visto nas laterais do terreno que permitiram a retirada de centenas de caminhões de terra que darão espaço para o subterrâneo da construção. O buraco de três metros de profundidade está há uma quinzena, desde as fortes chuvas do dia 15 de abril, acumulando uma água que não consegue abaixar por conta do lençol freático e que já está parcilamente verde. Nada disso será problema, diante de mais este impacto produzido, na região da Pelinca, onde as construções verticais de todo o tipo e tamanho, não param de subir.
PS.: Corrigido às 15:08.
Depois das demolições, o serviço foi de estaqueamento, que pode ser visto nas laterais do terreno que permitiram a retirada de centenas de caminhões de terra que darão espaço para o subterrâneo da construção. O buraco de três metros de profundidade está há uma quinzena, desde as fortes chuvas do dia 15 de abril, acumulando uma água que não consegue abaixar por conta do lençol freático e que já está parcilamente verde. Nada disso será problema, diante de mais este impacto produzido, na região da Pelinca, onde as construções verticais de todo o tipo e tamanho, não param de subir.
PS.: Corrigido às 15:08.
Homenagem ao 1° de maio
Em época de democracia e crescimento econômico, a data passa a ter sentido diferente daquelas em que, muitos de nós nos acostumamos nos anos pesados dos governos militares. Particularmente, eu sempre me lembro da véspera do 1° de maio de 1981.Nesta data, o dia 30 de abril de 1981, na condição diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE) participei no centro do Rio de pequenas manifestações seguidas de passeatas. Recordo-me de pequenos discursos em megafones portáteis ou de viva-voz na Cinelândia e arredores. Alguns companheiros decidiram então ir à noite ao show do 1º de Maio no Riocentro.
Ao contrário, decidi aproveitar o feriado para vir visitar a família em Campos. Viajei de madrugada e no dia seguinte fiquei sabendo da notícia das duas bombas que explodiram no Riocentro no show em comemoração ao 1º de Maio, que tinha a participação de vários cantores de música popular brasileira. A cantora Elba Ramalho abria a noite com o show promovido pelo Centro Brasil Democrático. A segunda bomba explodiu depois, na casa de força do Riocentro e um terceiro artefato, que não explodiu, foi recolhido pela perícia no carro destruído.
O restante da história a maioria já conhece. A partir daí, para mim esta data, em qualquer ano, passou a ter esta lembrança viva de um ato de força pretendido contra a democracia que acabou vingando em nosso país, aos trancos e barrancos, porém, mais vigorosa, embora não menos complexa do que antes.
Estas singelas memórias são minhas, mas as homenagens são aos trabalhadores que continuam com o seu esforço de classe produzindo a riqueza que infelizmente ainda está enormemente concentrada. Parabéns aos trabalhadores!
Outras nomeações
Estão no D.O. (Monitor Campista) na edição deste 1° de maio:
Cristina Lima para a presidência da Fundação Teatro Municipal Trianon. Para a secretaria de Transportes Ronaldo Gomes Paixão e na Secretaria de Petróleo e Bioenergia, Alexandre Pena de Freitas.
A nomeação de professora Arlete Sendra, presidente da Associação Campista de Letras para gerente Cultura, anunciada por auxiliares do prefeito, ainda não foi publicada, enquanto o gerente adjunto Cultural, Deneval Siqueira já foi oficializado no cargo.
Obituário
O blog lamenta o falecimento do engenheiro e professor Gerson Cecílio Fontoura, ocorrida no último domingo, 27 de abril. Como profissional da engenharia civil, o professor Gerson Fontoura atuou em diversos projetos das prefeituras de nossa região, além do exercício de docente, por décadas, na então Escola Técnica Federal de Campos, onde lecionou aulas de Topografia, entre outras disciplinas da área de Construção Civil, até ser aposentado, na chamada compulsória, ao completar 70 anos de idade.
Porto do Açu – impactos do consórcio de empreendimentos
Na última terça, este blogueiro foi entrevistado pelo jornalista Alberto Komatsu do jornal O Estado de São Paulo, a respeito da opinião, sobre os impactos ambientais e sociais dos empreendimentos do grupo EBX na região do Açu.
Ao fazer suas perguntas na matéria que deverá ser publicada no próximo domingo, o jornalista falou das informações obtidas com o Eike Batista em que este dava como certo a instalação de pelo menos uma siderúrgica e que está perto de um acordo com o grupo indiano Tata que em troca de sociedade com a MMX em uma mina no norte do país no Amapá instalaria no distrito industrial do Porto do Açu uma montadora de automóveis.
A informação dava conta de que a primeira siderúrgica do empreendimento estaria fechada com o consórcio ítalo-argentino da Techint e uma segunda poderia ser possível. Porém, o entrevistado era o blogueiro que se posicionou com preocupações sobre o tamanho dos impactos sobre toda a região e na apenas sobre o município de São João da Barra, sede do empreendimento.
Mesmo reconhecendo alguns esforços de mitigação e compensação dos impactos que as empresas do grupo EBX estão prevendo nos estudos e projetos contratados junto à prestigiadas consultorias especializadas na área, o porte dos investimentos e o fato de que o desenho, o tamanho e os tipos deles ainda estão sendo fechados em grandes negociações comerciais aumentam e tornam exponenciais seus resultados para o ambiente natural e social nesta área próxima ao litoral da região norte fluminense.
Estes impactos não representam a soma do impacto de um mineroduto, uma unidade de beneficiamento e exportação pelo porto do Açu de minério de ferro, mas junto já está aprovado, uma termelétrica à carvão, uma siderúrgica, etc. Todo o contato com a comunidade e a discussão dos impactos têm-se dado de forma separada, onde acaba se perdendo a noção da interligação dos impactos, seja da implantação quanto do funcionamento e da operação de cada um e de todos os empreendimentos.
As formas de mitigação e de compensação precisam ser mais bem discutidas junto à comunidade.
Uma boa medida implantada reduziu alguns impactos que foi, a não construção de alojamentos únicos e centralizados para os trabalhadores como queria a empresa. Os problemas gerados por eles são bastante grandes e já conhecidos em análises de situações similares. As ocupações de imóveis diversos em pontos diferentes ao redor das obas mitigam os problemas e as demandas sociais. A outra é a tentativa de contratação do menor número possível de gente de fora da região.
Por outro lado, outros problemas já surgem como, o estrago nas estradas e vias de acesso ao Porto do Açu, onde caminhões de transportes de pedras, desde Ibitioca estão provocando danos à pavimentação destas estradas que são grandemente utilizadas pelos campistas e pelos são-joanenses.
Os resíduos gasosos oriundos das queimas do carvão, o aquecimento da água do mar que será utilizada na refrigeração de equipamentos da termelétrica, o uso em abundância de água dos aqüíferos locais, o adensamento populacional em torno dos empreendimentos, tudo isso preocupam aqueles que desejam o desenvolvimento, mas temem as conseqüências geradas pelo porte e pela quantidade de empreendimentos que vão sendo paulatinamente sendo viabilizados em acordos comerciais feitos mundo afora.
Nestas negociações, o grupo EBX apresenta suas vantagens comparativas montadas e disponibilizadas aos futuros sócios e parceiros, como a cessão da área já adquirida, junto de uma infra-estrutura que está montada, com proximidades e facilidade acesso a insumos e ao escoamento pelo porto das mercadorias produzidas potencializam o interesse em novos
negócios que vai tornando o empreendimento em algo gigantesco.
O porto do Açu tem previsão de início de operação para o começo de 2010. Na retroárea do Porto do Açu, será construída uma zona industrial para abrigo de um complexo siderúrgico, uma usina termoelétrica, até quatro usinas de pelotização de minério e áreas para tancagem de granéis líquidos e para processamento de petróleo.
O Complexo Portuário do Açu terá berços para movimentar minério de ferro, granéis sólidos e líquidos, contêineres, carga geral e produtos siderúrgicos, além de área de serviços complementares prestados por empresas especializadas, como expedição, integração intermodal, armazenagem e desembaraço aduaneiro.
Só a retroárea destinada para o depósito de minério de ferro é de três milhões de metros quadrados. Ao lado foi reservado uma área de 75 milhões de metros quadrados para futura instalação de um parque industrial ou consórcio de empresas. O porto terá um calado de 18,5 metros e capacidade para receber navios com capacidade de até 220 mil toneladas por viagem.
Ao fazer suas perguntas na matéria que deverá ser publicada no próximo domingo, o jornalista falou das informações obtidas com o Eike Batista em que este dava como certo a instalação de pelo menos uma siderúrgica e que está perto de um acordo com o grupo indiano Tata que em troca de sociedade com a MMX em uma mina no norte do país no Amapá instalaria no distrito industrial do Porto do Açu uma montadora de automóveis.
Mesmo reconhecendo alguns esforços de mitigação e compensação dos impactos que as empresas do grupo EBX estão prevendo nos estudos e projetos contratados junto à prestigiadas consultorias especializadas na área, o porte dos investimentos e o fato de que o desenho, o tamanho e os tipos deles ainda estão sendo fechados em grandes negociações comerciais aumentam e tornam exponenciais seus resultados para o ambiente natural e social nesta área próxima ao litoral da região norte fluminense.
Estes impactos não representam a soma do impacto de um mineroduto, uma unidade de beneficiamento e exportação pelo porto do Açu de minério de ferro, mas junto já está aprovado, uma termelétrica à carvão, uma siderúrgica, etc. Todo o contato com a comunidade e a discussão dos impactos têm-se dado de forma separada, onde acaba se perdendo a noção da interligação dos impactos, seja da implantação quanto do funcionamento e da operação de cada um e de todos os empreendimentos.
As formas de mitigação e de compensação precisam ser mais bem discutidas junto à comunidade.
Por outro lado, outros problemas já surgem como, o estrago nas estradas e vias de acesso ao Porto do Açu, onde caminhões de transportes de pedras, desde Ibitioca estão provocando danos à pavimentação destas estradas que são grandemente utilizadas pelos campistas e pelos são-joanenses.
Os resíduos gasosos oriundos das queimas do carvão, o aquecimento da água do mar que será utilizada na refrigeração de equipamentos da termelétrica, o uso em abundância de água dos aqüíferos locais, o adensamento populacional em torno dos empreendimentos, tudo isso preocupam aqueles que desejam o desenvolvimento, mas temem as conseqüências geradas pelo porte e pela quantidade de empreendimentos que vão sendo paulatinamente sendo viabilizados em acordos comerciais feitos mundo afora.
Nestas negociações, o grupo EBX apresenta suas vantagens comparativas montadas e disponibilizadas aos futuros sócios e parceiros, como a cessão da área já adquirida, junto de uma infra-estrutura que está montada, com proximidades e facilidade acesso a insumos e ao escoamento pelo porto das mercadorias produzidas potencializam o interesse em novos
negócios que vai tornando o empreendimento em algo gigantesco.O porto do Açu tem previsão de início de operação para o começo de 2010. Na retroárea do Porto do Açu, será construída uma zona industrial para abrigo de um complexo siderúrgico, uma usina termoelétrica, até quatro usinas de pelotização de minério e áreas para tancagem de granéis líquidos e para processamento de petróleo.
O Complexo Portuário do Açu terá berços para movimentar minério de ferro, granéis sólidos e líquidos, contêineres, carga geral e produtos siderúrgicos, além de área de serviços complementares prestados por empresas especializadas, como expedição, integração intermodal, armazenagem e desembaraço aduaneiro.
Só a retroárea destinada para o depósito de minério de ferro é de três milhões de metros quadrados. Ao lado foi reservado uma área de 75 milhões de metros quadrados para futura instalação de um parque industrial ou consórcio de empresas. O porto terá um calado de 18,5 metros e capacidade para receber navios com capacidade de até 220 mil toneladas por viagem.
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