quinta-feira, março 12, 2015

Empreendedores do porto Itaoca, em Itapemirim, ES, contratam empresa italiana para construção do terminal

O projeto a ser implantado no município de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, já era considerado por muitos como descartado, diante da falta de novos investidores e das perspectivas maiores do projeto do Porto Central a ser implantado no vizinho município de Presidente Kennedy.

Em meio à crise das commodities e do baixo preço do barril de petróleo no mercado internacional, imagina-se que não seja simples a mobilização de investidores para atividades de apoio offshore de exploração de petróleo no litoral.

De outro lado, não é difícil visualizar que o anúncio da contratação da construtora possa estar ligado à disputa entre do Estado do Espírito Santo com o ERJ pela centralidade de logística relacionada a estas bases de apoio logístico, que atualmente, vive uma forte contenda entre os municípios de SJB e Macaé, inclusive com ações judiciais, exatamente, na disputa para sedear novas bases de apoio offshore.

O valor estimado de R$ 450 milhões para a implantação do terminal do Itaoca parece reduzido diante do que tem sido visto em outros projetos portuários, considerando inclusive a localização em mar aberto conforme a imagem ao lado.

A licença de instalação (LI) do Itaoca já foi concedida, segundo diz matéria abaixo do Valor. Segundo seus empreendedores as obras preveem a contratação de cerca de mil trabalhadores. A área de implantação do projeto se situa no distrito de Itaipava às margens da Rodovia do Sol e da Rodovia do Penedo, que faz ligação com a BR-101. O projeto do Itaoca Terminal Marítimo está sendo desenhado e articulado desde 2011.

Aqui você pode ter mais informações sobre a construtora italiana que executaria as obras e aqui outras informações sobre o projeto. Confiram abaixo a reportagem do Valor:
"Terminal Itaoca contrata a italiana Piacentini Tecenge para obra no ES"

"O Itaoca Terminal Marítimo, projeto para atender o setor de óleo e gás do país nas bacias de Santos e Espírito Santo, acaba de contratar a italiana Piacentini Tecenge do Brasil para fazer a construção do empreendimento. A base de apoio logístico offshore da Itaoca será localizada em Itapemirim, sul do Espírito Santo.

A decisão de contratar a Piacentini foi tomada após avaliações de tecnologias e processos construtivos de obras como a do terminal, disse Álvaro de Oliveira Júnior, diretor de operações da Itaoca Offshore. Segundo ele, a italiana tem larga experiência em obras offshore, visando principalmente garantir requisitos econômico, ambiental e social.

O terminal, idealizado em 2010 e formatado em 2012, foi na época orçado em R$ 450 milhões. O Itaoca é controlado por três grupos brasileiros de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro: Catalina Participações, BH Value Inn Negócios e Mauer Engenharia. Esses grupos contam com diversos investidores brasileiros.

A obra está com seis meses de atraso em relação ao cronograma original ­ início de outubro. A nova previsão, segundo o acordo com a Piacentini, é o começo do segundo semestre deste ano e está condicionada principalmente ao fechamento da estrutura de capital. "Mudou o cenário da economia e tivemos de nos adaptar a ele", afirmou o executivo.

O Banco Modal atua como assessor financeiro da Itaoca para atrair sócios estratégicos e investidores institucionais para o terminal. "Já estamos conversando com potenciais sócios desde o início de 2014", disse Leonardo Horta, diretor­executivo. Ele admite que, devido à situação delicada do país, todos estão mais cautelosos. O projeto vai também buscar financiamento do BNDES.

Definida essa questão ­ primordial para pôr o projeto de pé ­, o prazo de execução da obra é estimado em dois anos. Assim, se tudo começar dentro do previsto, o Itaoca Offshore inicia operação no segundo semestre de 2017.

Segundo a empresa, o projeto já tem a licença de instalação do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) do Espírito Santo. O próximo passo será a licença de instalação. O terminal é composto por área continental de 660 mil metros quadrados, que será ligada por uma ponte à área offshore (90 mil metros), 11 berços de atração simultânea e um cais de serviços.

A construtora vai adotar o método de estacas metálicas tipo prancha, perfis metálicos e estacas tubulares, que dá mais rapidez à obra. Ela será responsável pelas obras civis e de montagem da parte marítima do terminal, que é 80% do investimento total.

A aposta do investidores se baseia na expansão da exploração de óleo e gás no país, com foco no pré­sal. Além da Petrobras ­ que vive uma crise interna e está com investimentos em revisão ­ outras multinacionais já atuam no país e são usuárias desse tipo de serviço. O faturamento anual previsto do Itaoca é de R$ 250 milhões."

6 comentários:

jose rodrigo polonini disse...

gostaria de saber se a prioridade de contratação nesta obra é de moradores de itapemirim e se os demais municípios vizinhos também estão dentro a área de abrangência do porto

kelpper luiz machado disse...

Uando vai começar o recrutamento para inicio das obras?

Soldado Laeber disse...

quando irar começar o recrutamento das obras!

Robinson da Silva disse...

Quais empresas serão responsáveis pela contratação dos serviços de hospedagem e alimentação dos trabalhadores que atuarão na construção nestes primeiros 2 anos?
As Pousadas de Itaoca e Itaipava terão prioridade no primeiro momento?
Em que data serão efetivados os contratos com as pousadas e hotéis?

Ismael Jesus disse...

Tudo mentira essa obra e só de boca vai demorar mais uns 2 anos pra começar . e quando começar vai ser difícil terminar .

aderes oscip disse...

ESSE PROJETO FOI CLONADO E PLAGIADO! PERTENCE AO GRUPO INFOCOM E ADRENNERJ NA QUAL FOI COLOCADO UMA PEDRA FUNDAMENTAL NO DIA 5 DE SETEMBRO 2008 ! E AS INFORMAÇÕES FORAM VAZADAS PELA PREFEITURA DO ITAPEMIRIM ES NA ATUAL GESTÃO ! QUE VERGONHA ITAOCA OFF SHORE !