sábado, setembro 13, 2014

Mar volta a avançar no balneário do Açu

O problema aumenta a cada dia. A empresa nega que tenha interferência nele. A Câmara Municipal já arguiu o Inea e a empresa Prumo. Uma audiência chegou a ser marcada na Câmara com os vereadores, mas a empresa desistiu da presença.

Os moradores questionam que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para o licenciamento ambiental do Distrito Industrial de São João da Barra e o estaleiro da OSX já identificavam os riscos da construção do terminal e o quebra-mar construído para o terminal 2. Monitoramento ambiental da costa litorânea e ações para sua proteção estão sendo ignorados e o problema só aumenta.

Na tarde deste sábado, o mar jogou água na rua do DPO, perto do Posto de Saúde do Açu e também na rua da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza. Veja abaixo o registro do problema. 

É bom frisar que o problema identificado hoje não se deu com vento sul que normalmente piora as consequências. A proteção natural de areia já foi desfeita e a rua do litoral está sendo destruída. A população percebe que o em questão de dias as suas casas serão atingidas.


Avenida Atlântica

Avenida Atlântica
Avenida Atlântica

Rua do DPO

Rua da Escola Municipal

Área de shows e eventos no Verão

12 comentários:

Anônimo disse...

Tenho acompanhado este blog, e gostaria de saber ao senhor blogueiro, pq tanta prioridade em destacar notícias negativas sobre este grande projeto que trará "também" benefícios para a região, que tantos anos ficou a Mercer de politicagens e intelectuais barreiristas do progresso. Região esta que esta tendo a oportunidade de se alavancar com grandes projetos, mas infelismente ainda sofre com politicagens e especulações negativas. Espero tudo dar certo neste grande projeto!

Anônimo disse...

Prezado anônimo das 09:34 PM: se me permite, informo que o "blogueiro" não está dando prioridade em destacar notícias negativas. O professor está divulgando fatos reais que a "mídia oficial" nem sempre apresenta ou, muitas vezes quando apresenta, apresenta de maneira bastante parcial. Posso falar com conhecimento de causa, pois sou um dos desapropriados e apesar de ser um tanto suspeito para afirmar isto, a região ainda continua a mercê de politicagens que se intensificarão. O Açu ainda não ganhou nada que compense os impactos que vêm sofrendo e acredite: dificilmente a população loca será inserida nesta grande empreitada. Tudo oque vi até agora é que alguns especuladores e políticos e apenas algumas pessoas se beneficiaram às custas da coletividade... até mesmo quem até bem pouco tempo se empenhou neste complexo. Não somos contra o progresso, mas num processo como este deve haver responsbilidade socio-ambiental e acredite: Estamos torcendo para que dê certo, MAS PARA TODOS!

Anônimo disse...

O problema do avanço do mar ocorre em São João da Barra há 40 anos e não tem relação com o Porto do Açu.

O distrito mais atingido é Atafona.

O Secretário Municipal de Planejamento, Sidney Salgado, em recente entrevista concedida ao Globo, aponta a diminuição da vazão do Rio Paraíba do Sul como principal causa.

Esse ano o fenômeno deve ter piorado por conta da forte seca e do desvio de água feito por São Paulo para abastecer a capital.

O link da reportagem é este aqui:
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/transposicao-do-rio-paraiba-pode-agravar-avanco-do-mar-em-atafona-13012525#ixzz3DFOftaxB


Tenho acompanhado o blog e tenho a mesma impressão do colega acima. O blogueiro tem se esforçado para passar uma imagem negativa do porto. O ponto de vista tem sido completamente parcial. Parece ser contra o empreendimento. Talvez tenha raiva do progresso por causa da ideologia petista.

Anônimo disse...

É engraçado ouvir de gente que não mora na localidade e que não conhece os problemas falar que essa notícia é negativa para o empreendimento. Ela é negativa e deixa a população local apreensiva porque está sendo afetada diretamente com uma obra que esta causando sérios impactos ambientais na localidade, isso é um fato e a empresa e autoridades Incompetentes terá que responder. Todo o respeito ao Sr. secretário, mas ele está fazendo de desentendido, pois sabe que o problema aqui é grave e é causado pelo empreendimento que já havia anunciado esse problema nas audiências e os poderes "públicos" fingiram não ouvir. As pessoas não estão preocupadas com quem vive aqui e ficam defendendo esse empreendiemento a qualquer custo e isso é imoral, pois não respeitam que estava aqui antes do Porto. É injusto a população local receber até agora apenas as coisas RUINS e as boas ficarem para uma meia dúzia que hoje mora em Campos, pois SJB não tem infra estrutura nenhuma para comportar a demanda do porto. Na ultima década a prefeitura arrecadou bilhões e nem um asfalto até a localidade do Açu foi capaz de fazer,quem fez foi o pessoal do Porto e isso custa muito pouco em relação ao impacto que eles estão causando. Então antes de falarem besteira venham ver como é a localidade abandonada e o município Rico com pessoas pobres!

Anônimo disse...

Essa raça ruim de puxas sacos do grupo empresarial acham que dinheiro é tudo. Talvez o que eles NÃO sabem é que o estudo de impactos ambientais prévia essa falta de sedimentos chegando ao açu para repor o arrasto dessa areia que se dá de norte para sul e que com o canal foi interrompido.
Atafona é sim a diminuição da vazão do paraíba. Quanto ao Sidney falar alguma coisa, alguém acha que os políticos da região vão contra o dimdim. E ele mesmo deu entrevista ao documentário do Fernando gabeira dizendo que a população tinha ciência dos riscos quando das audiências públicas. Esses comentários são de funcionários do empreendimentobque não estão nem aí para os acontecimentos desde que possam tirar algum proveito. Nem todo mundo é MERCENÁRIO.

Anônimo disse...

Essa é boa.

Se há 40 anos existe esse problema do mar avançando sobre a praia, então, não tem que culpar o porto por isso. O problema já existia há décadas.

Vão contar outra história para boi dormir.

Arrisco dizer que é um ciclo da mãe natureza. Quando a vazão do rio diminui, o mar avança sobre a costa. Ciclo que tem se repetido por séculos e mais séculos.

A baixa vazão atual do Rio Paraíba está sendo causada pela seca histórica e pelo desvio de água para abastecer a cidade de São Paulo.

Tem que parar com essa choradeira de querer culpar o porto que nada tem a ver com a situação.

Só para esclarecer, não sou funcionário do porto. Sou investidor minoritário deste maravilhoso empreendimento que é o Porto do Açu.

Anônimo disse...

Seguem alguns trechos da reportagem do jornal Ururau falando sobre a tentativa do MPF de Campos de impedir a transposição do Rio Paraíba do Sul pelo Estado de São Paulo. A ação será julgada pelo STF.

A mesma reportagem informa que a seca atual é a pior dos últimos 59 anos.



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AÇÃO DO MPF CONTRA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL VAI PARA NO STF

14.8.2014

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TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA

Em maio desse ano, o MPF em Campos moveu ação civil pública, com pedido de liminar, contra a União, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Estado de São Paulo e o Ibama para impedir a transposição do Rio Paraíba do Sul. O projeto do governo paulista é de interligação do reservatório Jaguari, localizado na bacia do Rio Paraíba do Sul, ao reservatório Atibainha, que integra o Sistema Cantareira, localizado na bacia do Rio Piracicaba. A proposta de São Paulo pode significar prejuízos ambientais e falta de água para população fluminense, pois a Bacia hidrográfica é a principal fonte de abastecimento do Rio de Janeiro.

Na ação, o MPF quer que a Agência Nacional de Águas não dê qualquer autorização para a implementação da obra pretendida por São Paulo, enquanto não realizados os estudos ambientais necessários e abrangentes por parte do Ibama, além de suspender eventual autorização para tal projeto. Já ao Estado de São Paulo, o procurador quer que se abstenha de implementar obras no sentido de transpor/captar águas do Rio Paraíba do Sul.


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PIOR SECA DOS ÚLTIMOS 59 ANOS
O Rio Paraíba do Sul vive a sua pior seca dos últimos cinquenta e nove anos, com o nível abaixo de 4,80m, segundo relatos de especialistas. Como consequência, “coroas” de areia se formam ao longo do leito do rio, que percorre aproximadamente 1.150km até desaguar no Oceano Atlântico, na Praia de Atafona, no município de São João da Barra, onde a população já sofre com a redução no abastecimento de água. Devido ao processo de sedimentação, é possível caminhar no leito do rio. A prefeitura de SJB abriu caminhos na areia para que a água chegue até a entrada dos canais, mas o abastecimento deles só é possível com o auxílio de bombas.

http://www.ururau.com.br/cidades48035_A%C3%A7%C3%A3o-do-MPF-contra-transposi%C3%A7%C3%A3o-do-Rio-Para%C3%ADba-do-Sul-vai-parar-no-STF

Anônimo disse...

Tem um monte desses "defensores" a qualquer custo que gostam de culpar a população local pelos processos negativos do Complexo, acham quem tudo são flores, esse pessoal estava meio sumido depois da crise, mas volta a aparecer por achar que as coisas começam a dar SERTO... Essas pessoas não conseguem enxergar muito além de um palmo a frente do nariz!

Anônimo disse...

Bom dia. Mudando de assunto mais continuando no município de SJB. Noticia do site SJB Online:
Maconha, cocaína e crack em Grussaí

A polícia, em patrulhamento de rotina na praia de Grussaí, no final da tarde de sábado, 13, apreendeu duas mariolas de maconha, oito sacolés da mesma droga, 18 sacolés de cocaína e 10 pedras grandes de crack.

Segundo a polícia, dois homens estavam na Avenida Atlântica, do outro lado da lagoa, sentados em uma moto em frente ao quiosque do Baiano e quando viram a polícia se aproximar fugiram pela orla de moto. Nenhum suspeito foi detido.

Pergunto: Em Grussaí, na orla trecho de areia, existe antigos pontos comerciais abandonados que serve para usuários de drogas, porque estes pontos não podem ser demolidos?

Anônimo disse...

Comentários como alguns acima mostram o pensamento de Eyke batista e sua turma quando fizeram o porto da forma que foi feito e como foi dito, eles não são nada a mais de mercenários.
vocês moram no açu???? e se moram o fazem a quanto tempo ???? conheço essa praia a quase minha vida toda e digo que o processo de erosão foi agravado e já existe estudos sim que provam isso se não o fosse, o PRÓPRIO GRUPO EMPRESARIAL NÃO TERIA ASSUMIDO NO ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS QUE FOI INCLUSIVE DISTRIBUÍDO PARA OS MORADORES (TENHO UM COMIGO)ISSO IRIA OCORRER. SE QUEREM PUXAR O SACO PUXEM DIREITO, ATAFONA NÃO É O MESMO PROBLEMA DO AÇU. Não devemos nem perder tempo com essa galera de fora que venderia a mãe para ganhar dinheiro. É isso !

Anônimo disse...

15 anos atrás ninguém conhecia esse tau de Açu. Agora tem aparecido um monte de defensor da natureza. peguem suas seus molambos de roupa e se mudem para o centro. " CENTRO DA AMAZONIA ".

Anônimo disse...

São Paulo está desviando água do Rio Paraíba por causa da seca desde o início do ano. A consequência dessas intervenções estão chegando agora em São João da Barra porque a água demora um certo tempo para percorrer o seu trajeto de SP até SJB.

As usinas de energia também estão diminuindo a vazão por causa da seca.

Para piorar, choveu muito pouco até agora. Faltam 3 meses e meio para terminar o ano e tudo indica que a chuva vai demorar a chegar.

A julgar pelo que tem acontecido, provavelmente os moradores do Açu estarão com o mar dentro de casa até o final do ano. A Avenida Atlântica deve desaparecer engolida pelo oceano.

A situação só deve melhorar lá em 2016 quando o Paraíba recuperar a sua vazão. Isso se São Paulo NÃO aprovar a lei que permitirá desviar definitivamente a água do rio Paraíba. Se a lei for aprovada, a praia do Açu deve sumir definitivamente e os moradores terão que ir para outro lugar.

O porto não tem relação alguma com o tem acontecido com o Rio Paraíba do Sul e com seu efeito sobre o avanço do mar.