quarta-feira, julho 23, 2014

Reflexão sobre a participação cidadão e a civilização em que vivemos

Espanta-me a proliferação de conselhos comunitários de segurança, enquanto outros conselhos no âmbito dos municípios e do estado estejam esvaziados de interesses e decisões.

Parece haver dificuldade em compreender que a causa de más políticas públicas setoriais entopem de problemas outras áreas.

Participação comunitária sempre é bem-vinda. É também evidente que a Segurança Pública é um direito nosso de cidadão, mas, o esvaziamento no debate, fiscalização, e planejamento de boas políticas em outros setores pode ajudar tanto quanto intervenções policiais e de repressão.

Neste processo é bom pensar que sociedade estamos criando.

Que civilização é esta em que estamos envolvidos?

Macaé já tem mais de 100 mil veículos licenciados

Depois de divulgar e comentar as estatísticas do número de veículos licenciados no município de Campos, agora o blog traz estas mesmas estatísticas no município de Macaé, RJ. Em junho de 2014, Macaé possuía um total de 107.146 veículos licenciados, assim distribuídos:

Automóveis – 60.653
Moto – 19.870
Motoneta - 3.989
Ciclomotor – 1.945
Triciclo – 105
Ônibus – 1.000
Microônibus – 1.126
Caminhonete – 5.874
Caminhoneta – 5.261
Caminhão – 3.131
Caminhão Trator – 847
Trator de rodas - 62
Trator de Esteira – 2
Trator Misto – 19
Reboque – 1.440
Semi-reboque – 962
Side car – 7
Utilitário – 853
Total – 107.146 veículos

Proporcionalmente o número de veículos em Macaé cresceu mais do que em Campos. Em 2001, Macaé possuía 80 mil veículos licenciados. Em 2007, 59 mil veículos, já em 2014, um total de 107 mil, ou seja, um crescimento desde 2001 de 3,3 vezes (ou 230%) no número de veículos licenciados. Enquanto isto em Campos, entre 2001 e 2014, o crescimento de 80 mil para 201 mil veículos licenciados significou um crescimento de 2,5 vezes (ou 150%).

A relação entre número de veículos licenciados e a população em Macaé é também maior do que em Campos com aproximadamente um veículo para cada dois habitantes, considerando a população de 224 mil habitantes. Em Campos, esta relação é de um veículo licenciado para cada 2,3 pessoas.

Esta diferença nem tão acentuada, se explica pelo maior poder aquisitivo médio da população macaense, em relação ao número de moradores em Campos, além de ser a sede da base da Petrobras na região e de toda uma cadeia de empresas do setor de óleo e gás.

Considerando a pouca extensa área central urbana de Macaé, esta densidade de veículos licenciados explica as dificuldades do trânsito e também da mobilidade no vizinho município.

O fato também não diverge muito de outras cidades de médio porte brasileiro, quando se trata do transporte público que afeta tanto aos trabalhadores e comunidades, quanto ao próprio crescimento econômico do município.

Enfim, problemas muito similares que mereceriam estudos e ações compartilhadas. A Ompetro (organização dos municípios produtores de petróleo) poderia estar incentivando o debate e a busca consorciada de soluções para a questão da mobilidade urbana entra tantas outras políticas públicas, ao invés de continuar quase exclusivamente voltada à defesa da receita dos royalties do petróleo. 

Alguns avanços de busca de pensar a região de forma integrada foi dada na reunião da última segunda feira, em Rio das Ostras, mas, é preciso ir muito para além do discurso em período pré-eleitoral.

Campos possui 201 mil veículos licenciados no Detran

Em maio, o município de Campos dos Goytacazes ultrapassou o número de 200 mil veículos licenciados. Na estatística do mês de junho de 2014, a última disponibilizada pelo Detran, RJ, a quantidade exata é de 201.526 veículos, assim distribuídos:

Automóveis – 122.424
Moto – 34.577
Motoneta – 10.622
Ciclomotor – 61
Triciclo – 63
Ônibus – 1.488
Microônibus – 1.018
Caminhonete – 8.607
Caminhoneta – 8.105
Caminhão – 7.259
Caminhão Trator – 784
Trator de rodas - 162
Trator de Esteira – 1
Trator Misto – 10
Reboque – 4.587
Semi-reboque – 1007
Side car – 12
Utilitário – 699
Total – 201.526 veículos.

Alguns números chamam a atenção. É oportuno recordar que os milhares de veículos licenciados no estado vizinho do Espírito Santo, de proprietários locais, não estão nesta contabilidade. Há quem estime que este número seja da ordem de 10 a 15 mil veículos. Há uma década gerentes de concessionária afiançaram a este blogueiro que sete em cada dez carros novos eram emplacados no Espírito Santo.

Desta forma, pegando o número por baixo significa que temos cerca de 150 mil veículos circulando na cidade, entre carros de passeio e caminhonetes. Um número que ajuda a explicar o problema no trânsito que agora não se dá mais apenas na hora do rush.

Outro número que chama a atenção é o de motos e motonetas de 45 mil circulando na cidade e que é responsável por um grande número de acidentes, inclusive fatais.

Também chama a atenção o número de ônibus (e microônibus) de 2,5 mil, licenciados no município diante da ausência dos mesmos nas linhas urbanas e distritais da cidade. 

Estes números deveriam servir para nosso gestores planejarem nossa cidade. 

Há quase quinze anos, em 2000, eu pela primeira vez levantei estes dados oficiais sobre número de veículos licenciados na cidade que já crescia na razão de aproximadamente 5 mil veículos a cada ano. 

Para se ter uma ideia, por esta mesma base de dados, em 2001 Campos tinha 80 mil veículos licenciados. No início de 2007, 114 mil veículos licenciados e agora, em 2014, um total de 201,5 mil veículos licenciados.

Na ocasião, em alguns estudos que divulguei e em debates, eu disse que o município teria que urgentemente atuar em duas principais frentes: o transporte público para desafogar e impedir que nossas ruas (estreitas) se entupissem diariamente de carros; a segunda, urgentemente construir as perimetrais que permitissem que as pessoas que moram num extremo não precisassem circular na área central para chegar ao seu destino. 

Foi preciso quase uma década para que a avenida Artur Bernardes projetada há quatro décadas saísse do papel e virasse realidade. Outras perimetrais ainda continuam no papel. O transporte público continua sendo problema e soluções também continuam no papel.

Enfim, na ocasião não olhamos para frente, será que agora continuaremos não olhando a realidade para projetar a logística e a mobilidade urbana diante da realidade que potencializa a cada dia os problemas? Sei não, parece que o município e a região continuam vendo a banda passar, independente do nosso orçamento bilionário.

TSE lança aplicativo para divulgar os candidatos às Eleições 2014

TSE lança aplicativo para divulgar os candidatos às Eleições 2014. O núcleo de tecnologia da informação do TSE desenvolveu e lançou um aplicativo voltado para as Eleições: "Candidaturas". O programa disponibiliza informações dos candidatos que disputam as Eleições Gerais de 2014. As consultas podem ser feitas por cargo e unidade da federação. O aplicativo é de graça e está disponível no Google play e na Apple store para o sistema Android e iOS.

terça-feira, julho 22, 2014

Nova pesquisa do Ibope dá Dilma no 1º turno 38% x 37% soma dos demais candidatos - Em votos válidos Dilma 50,6% x 49,4%

A nova pesquisa do Ibope divulgada há pouco pela Globo e pelo Estadão confirmaram a hipótese da vitória de Dilma no primeiro turno já que possui 38% da intenções de votos, contra 37% da soma dos demais candidatos.

Aécio tem 22%, Campos 8% e Everaldo 3%. Os demais candidatos somam 3%. Brancos e nulos são 16% e indecisos, 9% totalizando 25%.

Na simulação de segundo turno Dilma ganharia de Aécio com 8% de diferença para Aécio e contra Campos de 12%. Na pesquisa espontânea, Dilma Rousseff é citada por 26% dos eleitores. Aécio Neves é mencionado por 12% e Eduardo Campos, por 4%. Outros somam 2%, brancos e nulos, 17%, e 39% não sabem ou não responderam. Taxa de rejeição Dilma 38% x 16% Aécio.

Em votos válidos que é a forma como a Justiça Eleitoral tabula o resultado, sem os indecisos e as intenções de votos brancos e nulos a presidenta Dilma tem 50,6% x 49,4% da soma dos demais candidatos, o que lhe daria a vitória no primeiro turno, embora, não de forma garantida por conta da margem estatística de erro.

Uma inovação foi a pergunta do Ibope sobre quem vai ganhar a eleição. Segundo o Ibope a maioria absoluta dos eleitores acredita que Dilma vai se reeleger em outubro, mas o Ibope não divulgou que % de maioria é esta. Para 16%, Aécio Neves, é o favorito na disputa. Apenas 5% acreditam que o próximo presidente será Eduardo Campos. Quase um quarto dos eleitores (24%) não soube responder à questão.

Sobre a situação econômica do país só 25% consideram a situação econômica está ruim ou péssima. A maior parte 48% dos eleitores classifica a atual situação econômica do Brasil como regular. 24% avaliam que a economia está boa ou ótima.

Outro dado interessante: p Ibope também perguntou aos eleitores sobre suas expectativas para a economia do País em 2015. A maior parte (41%) acredita que a situação estará no próximo ano igual a como está hoje. Outros 34% acreditam que estará melhor, e 18%, que ficará pior do que em 2014.

O levantamento do Ibope foi realizado entre os dias 18 e 21 de julho com 2002 entrevistas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Como o blog comentou em nota hoje aqui neste espaço as pesquisas e mais esta do Ibope confirmam uma grande estabilidade dos números o que deve permanecer até o início dos programas eleitorais na televisão e da realização de alguns debates.

Há chances da presidenta Dilma vencer no primeiro turno, inclusive por quem dispõe de quase o triplo do tempo de exposição de sua propostas e das ações de seu governo contra o seu principal concorrente Aécio Neves. Porém, deve-se aguardar. Há exatos 74 dias até o dia da realização do primeiro turno. A conferir!

PS.: Atualizado às 23:36: Na simulação de 2º turno na pesquisa do Ibope, mas computando apenas os votos válidos, portanto sem os indecisos e a intenção de votar nulo ou branco tem-se os números: Dilma: 55% x 45% Aécio.

Consórcio Integra solicita área de mais 120 metros de cais junto ao Porto do Açu

O blog tem comentado aqui sobre as empresas que estão se instalando no Porto do Açu. Entre estas há o Consórcio Integra que é formado por duas empresas, a Mendes Jr. e a OSX, sendo a primeira detentora de 51% das ações e a OSX com 49%.

Em área na entrada do canal do Terminal 2 do Porto do Açu (veja a imagem abaixo), o consórcio monta módulos para depois serem integrados em plataformas. Trata-se de encomendas da Petrobras feita através de outro consórcio que organiza as demandas de embarcações encomendadas à indústria naval brasileira.

Depois dos problemas das empresas do grupo EBX, incluindo a OSX, o consórcio ficou patinando. Chegou-se a cogitar a hipótese destas montagens de módulos serem transferidas para outro estaleiro.

Porém, hoje, parece que esta possibilidade está definitivamente descartada. Aliás, a organização do canteiro no Porto do Açu que se vê na imagem comprova esta realidade. O blog recebeu informações que por conta do cronograma de atividades do Consórcio e tendo em vista os prazos, duas medidas foram recentemente tomadas:

1- Ampliar a área de construção naval junto ao porto com mais 120 metros de cais;

2 - A contratação em até dois meses organizar um contingente de cerca de mil funcionários para dar conta das atividades de montagem industrial que envolve especialmente montadores,  encanadores, soldadores, eletricistas e pessoal de automação.

Enquanto a OSX não decide o que fazer do que foi construído para ser seu estaleiro, Unidade de Construção Naval (UCN) em área também do terminal 2 do Porto do Açu, o Consórcio Integra é a única atividade de construção naval que se tem junto ao Porto do Açu.

















PS.: Atualizado às 19:54: Abaixo imagens do trabalho de montagens dos módulos de plataforma que está sendo realizada pelo Consórcio Integra, em área junto do terminal 2, do Porto do Açu:




Doação para vítimas das enchentes no PR e SC

A Luana e o André Nunes solicitaram ao blog a divulgação da campanha de doação às vítimas das enchentes no Paraná e Santa Catarina que foi organizada pelo Sesc Campos. O blog atende o pedido divulgando o endereço e telefone indicado: Local de entrega Sesc de Campos na avenida Alberto Torres, 397, centro. Tel. de contato: 2725-6683.





A pouca mudança nos números das pesquisas da eleição presidencial

Ao contrário do que intentam produzir como interpretação (e/ou análise) observando os números das pesquisas de intenção de votos nos últimos 100 dias, tendo no meio a Copa do Mundo, e mesmo em diferentes institutos, a variação efetiva é muito pequena.

A única constante nestas pesquisas é a quase solidez dos números. Eles quase não variam além da margem de erro. Isto é fato. A análise pode ser diversa, mas, os fatos com mais ou menos desconfianças de como poderiam os institutos estar mexendo nestas margens de erros e ainda na estranha simulação para um hipotético segundo turno.

Desde o início de abril, Dilma varia entre 36% e 40% (média de 38%). Aécio entre 16% e 20% (média 18%) e Campos entre 8% e 11% (média 9%). Podem observar isto nas últimas cinco pesquisas dos diversos institutos, independente da interpretação que quiseram dar a cada uma delas.

Assim, Dilma ficou sempre dentro dentro da análise da margem de erro entre ganhar ou não no primeiro turno. Aécio parece ter se fixado no patamar dos 20% desde o início de maio. Campos, que almejava disputar com Aécio a ida ao segundo turno, parece ter se embaralhado com a aliança com Marina, após esforço de se mostrar agradável aos mercados. Assim, não consegue se mostrar como alternativa, mesmo diante de um universo de indecisos e intenções de brancos e nulos, situado entre um quarto e um terço dos eleitores.

Os eleitores apontam desejo de mudanças e melhoria da gestão, porém, sentem-se estáveis em seus empregos que não existiam na mesma proporção antes. Parece não enxergar propostas e nem confiança em que prega mudanças gerais e como candidato deixa transparecer mais desejo de poder do que guardião de propostas efetivas de mudanças, que melhore as suas vidas e não ameace as conquistas mais recentes.

Há indagações sobre o que poderia ser alterado nestes próximos trinta dias, antes do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, prevista para 19 de agosto, apesar das campanhas já estarem nas ruas. Salvo catástrofes nada tende a se alterar substancialmente até lá.

Caso esteja correto este diagnóstico-estimativa, estaríamos falando que em 35 dias (de 20 de agosto a 4 de outubro, já que a eleição será no dia 5 de outubro) o quadro se definiria. Neste período estão previstas quase três dezenas de pesquisas cujos resultados (manipulados na margem de erro como já é comum) também podem alterar alguma coisa, assim como os debates na televisão.

Esta será sétima eleição presidencial depois da redemocratização do país. Por quatro vezes tivemos segundo turno (entre estas, a três ultimas eleições: 2002; 2006 e 2010). Por conta disto, muitos asseguram que esta seria a maior probabilidade, agora, também para a eleição presidencial de 2014.

Porém, a estabilidade dos números e a ausência de de alternativas que agrade a quem quer mudanças pode também levar a uma eleição resolvida no primeiro turno, como forma de liquidar a fatura, o que reforça a hipótese é a nova polarização PT x PSDB. A eleição até o primeiro turno é uma. Um eventual segundo turno é outra. A conferir!

PS.: Atualizado às 14:10: Por sugestão do professor José Luis o blog traz abaixo o link de matéria da Rede Bandeirantes que reforça a análise acima, contabilizando apenas os votos válidos, excluindo os indecisos e as intenções de votos brancos e nulos.

Veja mais detalhes e a matéria em vídeo aqui. Aqui você pode também ver a opinião do analista também confirmando que agora o maior trunfo de Dilma é o tempo de propaganda no rádio e na televisão que é `três vezes maior do que o de Aécio e equivalente à soma de todos os demais candidatos.

"Índice Band: Dilma tem 50% dos votos válidos"
"Ferramenta foi apresentada no programa "Band Eleições", que estreou nesta segunda-feira e vai ao ar todas as segundas-feiras.

A cobertura da disputa eleitoral da Band tem uma ferramenta especial em 2014, para ajudar o eleitor a entender como anda a evolução dos candidatos.

Trata-se do Índice Band, novidade do "Band Eleições", programa que estreou nesta segunda-feira e irá ao ar todas as segundas-feiras, após o CQC. O índice vai mostrar semanalmente a evolução de votos na disputa presidencial com base nos dados de vários institutos de pesquisa.

Na primeira análise, o índice aponta que, se a eleição fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) teria 50% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) teria 27% do total das urnas, enquanto Eduardo Campos (PSB) ficaria com 14% da preferência dos eleitores e o Pastor Everaldo (PSC), 4%.

O responsável pelo Índice Band é o cientista político Antonio Lavareda, que analisa as pesquisas registradas e divulgadas, sempre fazendo uma média ponderada – ou seja, sintetizando todos os dados em um único índice, apenas com os votos que seriam válidos."

segunda-feira, julho 21, 2014

Petróleo offshore: realidade cada vez mais presente no mundo

Por mais que os esforços sejam ampliados para superar, em nível mundial, a matriz da energia com uso amplamente majoritário do carbono (petróleo e do gás), através da adoção das chamadas energia alternativas, o uso do petróleo, num horizonte próximo a meio século, ainda será muito forte e hegemônico.

Diversos autores que estudam com freqüência o assunto e a geopolítica do petróleo e da energia trazem dados que confirmam esta realidade. Goste-se ou não esta é a tendência.

Evidentemente, preferiríamos que esta realidade fosse diferente. Porém, a previsão é de que cheguemos a 2025 com a China e os EUA consumindo juntos, mais de um terço das reservas mundiais de petróleo e isto ajuda a explicar boa parte dos conflitos mundial de poder.
Assim, a procura por petróleo e gás em terra, preferencialmente, e no mar alternativamente (offshore) tendem a se ampliar, demandando usos de novas tecnologias e infraestruturas inovadoras de logística. Novos materiais e equipamentos resistentes e flexíveis já estão tendo seus usos ampliados e aperfeiçoados.
Neste processo, de forma especial, as estruturas e os sistemas portuários serão cada vez mais amplos. A relação petróleo-porto para a exploração e porto-petróleo para a movimentação da carga líquida de petróleo a granel, antes, ou depois de ser processado, exigirão grandes e articuladas bases portuárias juntas a variados tipos de embarcação.
A indústria naval para atendimento ao setor de exploração de petróleo se ampliará ainda mais do que se conhece hoje, tanto no Brasil, como em outras partes do mundo, especialmente na Ásia: Coreia, Cingapura e Japão.
A exploração offshore até há pouco tempo, se dava basicamente em três principais áreas: no Mar do Norte, na Europa, nos países baixos e Reino Unido (Holanda, Escócia e Noruega), no Atlântico Norte, no Golfo do México, no litoral deste e dos EUA e no litoral brasileiro, agora enormemente ampliado com as reservas do pré-sal que já possibilitam a produção de mais de meio milhão de barris por dia.

Mais recentemente cresce a exploração também Atlântico Sul, na costa da África, mais centrada em Angola e na Nigéria. No Mar Cáspio (que seria o maior lago do mundo) no litoral da Rússia e na costa de Baku, no Azerbaijão, onde se fala em reservas de 10 bilhões de barris de petróleo. Também ao sul da China, no Mar da China e ao redor das diversas ilhas, já há indicativos e prospecção em fase avançada.
Aliás, nesta breve reflexão, vale relembrar que as primeiras iniciativas de exploração de petróleo foram na China três séculos antes de Cristo, na busca por salmoura (sal). Agora, a China, depois de aprender com a aquisição da canadense Nexen, explorando petróleo no Mar do Norte, já prospectou poços a até 1.500 metros de profundidade.

Em maio deste ano, a China colocou em funcionamento a sua primeira plataforma para exploração em águas profundas (até 5 mil metros) no litoral de Hong Kong, mesmo em meio a tufões e potenciais conflitos territoriais com o Vietnã, Malásia e Filipinas.
Além disso, há uma semana as petrolíferas russas Rosnef e Zarubezhneft, assinaram contrato com a CubaPetróleo para explorar o chamado bloco 27 em águas profundas da ilha na América Central, também nos limites do Golfo do México já explorado pelos mexicanos e americanos.
Imagem que mostra simbolicamente a forma
de exploração offshore de óleo & gás

Os especialistas dizem que a produção de petróleo no mar, hoje, só seria viável a um custo de aproximadamente US$ 75. Com o avanço e o domínio mais amplo de novas tecnologias, a tendência é que este custo de produção se reduza e a exploração avance a velocidades maiores do que as imaginadas há alguns anos.
Ao contrário do que se imaginava, o avanço deste processo estaria hoje, mais fortemente ligada aos estados regionais que controlam as maiores petrolíferas do mundo, do que às grandes empresas e corporações privadas do setor.
Estes fatos, superada a fase da visão neoliberal da economia e da política, que imaginava um estado mínimo, deixaram evidenciados que o setor de óleo & gás, pela sua estratégia e pela alta necessidade de investimentos, não tem como ser feita e conduzida, sem a forte presença do Estado.
Assim, retoma-se a ideia de um estado planejador, não apenas regulador e controlador, mas, também executor de políticas, onde a presença dos oligopólios e das corporações força a maximização de lucros, exploração do trabalho e maltrato do ambiente, tornando-se altamente predatórios à sociedade.
Neste quadro, tornou-se necessário um estado (hoje alternativamente e de forma híbrida com uma forma em transição, de capitalismo de estado) para estruturar políticas públicas, e avanços, com ou sem a participação mais operacional do setor privado, que no caso do petróleo tende a ser menor no processo de exploração e produção, e de forma “híbrida”, um pouco maior no beneficiamento (refino) e na distribuição.

A ampliação da exploração offshore em diversas partes do mundo, como extensamente citado, oferece ao Brasil, hoje, o maior conhecedor deste processo, oportunidades estratégicas na chamada geopolítica do petróleo. Tudo isto vai muito para além, de nossa capacidade em explorar a camada de pré-sal, que tudo leva a crer que seja parte uma única jazida que se estende às reservas do outro do Atlântico, na África.
PS.: Parte do texto e exposição feita por este blogueiro em 18 de julho de 2014, a partir de convite do Sindipetro-NF para participar da  do 10º Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense (10º Congrenf), em Macaé, na mesa-redonda cujo tema foi: “A atual conjuntura e as perspectivas da indústria do petróleo e da Petrobrás”, junto com o economista Henrique Jager e o coordenador geral do Sindipetro-NF, José Maria Rangel. Aqui repercussão sobre as exposições e debate feita pela Ascom do Sindipetro-NF.

domingo, julho 20, 2014

Pelas intenções de voto do DataFolha Dilma ganharia no 1º turno no ERJ

Analisando mais detalhadamente os números da pesquisa do DataFolha divulgado na última quinta-feira, a presidenta Dilma no estado ganharia dos demais candidatos no primeiro turno. (Veja a pesquisa integral aqui)

No estado o percentual de indecisos (13%) somado aos das intenções de votos brancos e nulo (19%) no total de 32% é maior que a nível nacional em que esta soma alcançou 27%.

No estado do RJ os percentuais de intenção de votos para presidente da República foram:
Dilma - 34,8%; Aécio - 17,2%; Campos - 6,5%; Pastor Everaldo - 5,7%. Outros candidatos somaram 3,8%. No total: Dilma 34,8% x 32,8% da soma de todos os candidatos. Em votos válidos estes percentuais seriam de: Dilma 51,2% x 48,2% o que lhe daria a vitória no 1º turno.

Como se vê nos números acima, os percentuais de todos os candidatos no ERJ é menor do que a nível nacional, em função de um maior número de intenções de votos brancos, nulos e indecisos. A exceção é o Pastor Everaldo, beneficiado pela intenção de votos dos candidatos a governador Crivella e Garotinho.

Assim, até agora, a vantagem de ter três candidatos a governador oficialmente fechados com Dilma e um outro "dividido" que é o Pezão, se manifesta, como era de se esperar, até agora, antes da propaganda no rádio e na televisão de forma misturada e "razoável".

Ainda assim, o quadro parece melhor para Dilma, apesar dos apoios de Garotinho e Crivella oferecer à presidenta, o mesmo percentual de votos que seus eleitores registram para presidente ao Pastor Everaldo, em função da origem evangélica.

O quadro que se terá a partir da propaganda eleitoral que será iniciada no dia 19 de agosto é que mostrará a tendência. Não me refiro apenas ao fato somente da propaganda eleitoral em si e ao seu conteúdo comparado aos dos diversos candidatos. É que a chegada da propaganda no rádio e especialmente, na televisão, sinaliza para a a população que está chegando a hora para ela prestar atenção e escolher seu candidato.

Funciona como uma espécie de sinal de alerta em que as "antenas eleitorais" são levantadas e aí as pessoas (eleitores) passam a conversar sobre o assunto, prestar atenção ao que é dito, trocar ideias com parentes e colegas de trabalho e, desta forma, vai construindo a sua decisão para o futuro.

Por tudo isso, os cerca de 20 dias, após o início da propaganda é tão importante. Depois dela iniciada até a campanha de rua (corpo-a-corpo) ganha outra dimensão. Enfim, continuemos conferindo!

Perseguição na rede estadual de educação

O professor do Liceu de Humanidades de Campos, Fábio Siqueira está numa peregrinação mostrando a perseguição que sofre ao ser proibido de voltar à sala de aula, depois da greve feita junto da categoria dos professores da Rede Estadual de Educação, entre 12 de maio e 27 de junho.

A Coordenadoria Regional de Educação vinculada à Secretaria Estadual de Educação estaria assim, descumprindo o que determina o Decreto 44.877 publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 16 de julho segundo, o professor Fábio Siqueira.

Outros 189 professores da rede estadual sofrem a mesma perseguição similar à da época da ditadura. A secretaria de Educação alega que a greve foi considerada ilegal e que por isto teria chamado outros docentes concursados para o lugar dos grevistas que agora seriam realocados em outras escolas da Coordenação Regional. 

Trata-se de retaliação e perseguição inaceitável, além de um descumprimento de uma decisão legal (decreto) que determina o abono das faltas, desde que o professor faça a reposição das aulas, evidentemente, na mesma escola em que estava lotado.

Assim, vai cada vez pior o Pezão seguindo os problemas de Cabral. Além da violência contra os professores nas manifestações de rua, agora parte para a perseguição dos líderes grevistas. Nem Chagas Freitas, ousou agir assim, contra as famosas greves do Sepe, no final da década de 70, início dos anos 80.

Intenção de votos espontâneos e outras questões sobre a eleição para governador no ERJ

Na pesquisa do DataFolha divulgada na última quinta-feira (aqui) veja a declaração espontânea de votos em que apenas 39% dos entrevistados manifestou por candidatos. Os números mesmo sendo referentes a apenas 39% da massa de entrevistados traz surpresas:




















Relembre abaixo os números da pesquisa entre intenções de votos e rejeição. Percebe-se que se trata de uma eleição muito disputada, talvez a maior nos últimos vinte anos.

O quadro geral é interessante porque os dois atuais líderes (Garotinho e Crivella) possuem os menores tempos de propaganda de rádio e televisão que se inciará no próximo dia 19 de agosto. Pezão terá cerca de 11 minutos, Lindbergh, 5 minutos, Garotinho, 2 minutos e Crivella, 1 minuto.

Garotinho e Pezão mostram mais força nas cidades menores do interior, enquanto, Crivella tem sua maior força na capital, assim como Lindbergh que possui melhor votação com pessoas de maior renda: Lindbergh, 19% x 18% de Pezão x 15% Garotinho x 13% de Crivella. Porém, é na capital que se tem a maior intenção de votos brancos e nulos, praticamente, o dobro do interior.

Por tudo isto e ainda pelo poder de campanha que alguns candidatos possuem em relação a outros, assim, como os apoios que recebe e oferece aos candidatos à Presidência da República, a eleição promete forte emoções, para saber quem irá ao segundo turno que é a única certeza que se tem.

sábado, julho 19, 2014

Mais votados em Campos em 2002, 2006 e 2010

Uma semana depois de encerrada a Copa do Mundo de futebol é quase natural que as eleições gerais tome aos poucos uma parte da atenção das pessoas.

Assim, o blog resolveu trazer para este espaço a votação dos mais votados na eleição para deputado federal e estadual no município de Campos, nas eleições de 2002, 2006 e 2010. Desta forma, foram listados os três mais votados em 2002 e 2006 e os (seis mais votados na eleição mais recente de 2010) no município de Campos para o cargo de deputado estadual e deputado federal:

2002
Deputado Federal:
Paulo Feijó - PSDB - 47,8 mil votos;
Manoel Costa - PPB - 23,4 mil votos;
Francisco Dorneles - PPB - 13,6 mil votos;

2006
Deputado Federal: 
Geraldo Pudim - PMDB - 59,4 mil votos;
Alexandre Cardoso - PSB - 13,6 mil votos;
Eduardo Lopes - PSB - 6,6 mil votos;

2010
Deputado Federal
Garotinho - PR - 66,4 mil votos;
Sérgio Diniz - PPS - 13,9 mil votos;
Paulo Feijó - PR - 11,3 mil votos.
Adrian Mussi - PMDB - 7,2 mil votos.
Vitor Paulo - PRB - 6,1 mil votos.
Chico Dangelo - PT - 5,2 mil 

2002
Deputado Estadual
Claudeci - PMDB - 28 mil votos;
João Peixoto - PSB - 15,8 mil votos;
Paulo Albernaz - PSB - 15,6 mil votos.

2006
Deputado Estadual
Wilson Cabral - PSB - 41,4 mil votos;
Claudeci - PMDB - 26 mil votos;
Paulo Albernaz - PMDB - 14,4 mil votos.

2010
Deputado Estadual
Roberto Henriques - PR - 28,5 mil votos;
Geraldo Pudim - PR - 22,2 mil votos;
Marcos Bacelar - PTdoB - 18,2 mil votos;
Professora Odete - PCdoB - 12,2 mil;
Claudeci - PSL - 9,1 mil votos;
Clarissa - PR - 7,9 mil votos.

Algumas leituras e análises podem ser feitas a partir da observação destas votações em três seguidas eleições estaduais e nacional, num espaço temporal de 12 anos. Interessante ainda é relacionar estas votações com as candidaturas de governador e presidente da República a cada eleição.

No plano nacional Lula foi eleito em 2002, reeleito em 2006, e Dilma eleita em 2010. No plano estadual, em 2002, Rosinha foi eleita governadora, enquanto em 2006 e 2010 Sérgio Cabral foi eleito e reeleito governador do estado do Rio de Janeiro.

Presidente da República em 2002, 2006 e 2010 - Votações no 1º e 2º turnos em Campos:
Em 2002:
1º Turno: Garotinho - 111 mil; Lula - 81 mil; Serra - 18 mil.
2º Turno: Lula - 162 mil; Serra - 52 mil.

Em 2006:
1º Turno: Lula - 115 mil; Alckmin - 65 mil; Heloísa - 43 mil.
2º Turno: Lula: 154 mil; Alckmin - 67 mil.

Em 2010:
1º Turno: Dilma - 92 mil; Serra - 77 mil; Marina - 69 mil.
2º turno: Serra - 124 mil; Dilma - 110 mil.

Governador RJ em 2002, 2006 e 2010 - Votação no 1º e 2º turnos (Duas eleições 2002 e 2010) decididas num único turno)
Em 2002:
1º Turno: Rosinha - 136 mil; Benedita - 51 mil.

Em 2006:
1º Turno: Cabral - 92 mil; Crivella - 62 mil; Denise Frossard - 45 mil;
2º turno: Cabral - 151 mil; Frossar - 56 mil.

Em 2010:
1º Turno: Cabral - 92 mil; Crivella - 62 mil; Denise Frossard - 45 mil.

Reclamação contra empresa prestadora de serviços da PMCG

O blog reproduz abaixo um email que recebeu questionando procedimentos da empresa Biomed, prestadora de serviços da Prefeitura de Campos. Como sempre faz o blog abre espaço para a empresa ou
o poder público se manifestarem sobre a reclamação. A identidade da pessoa reclamante, embora, conhecida pelo blog será preservada para evitar retaliações:

"Bom Dia,
É com imensa tristeza que viemos através deste email informar à situação que os auxiliares de creche estão enfrentando, desde que a BIOMED ganhou a licitação na Prefeitura e nos contratou. Há três meses estamos passando por dificuldades em relação as nosso pagamento, um grupo recebe numa determinada data e outro depois de 15 dias, não estamos entendendo o porquê, temos muitas exigências a serem executadas somente para o lado da empresa como horário de entrada e saída. Os nossos direitos trabalhistas não estão sendo devidamente repassados. E quando ligamos para a firma para sabemos de alguma coisa, somos ainda ameaçados em termo de demissão. A única coisa que eles sabem falar e que o dinheiro está no banco e o banco que está liberando o dinheiro gradativamente. Será que este dinheiro está realmente no banco? Onde foi para esse dinheiro dos auxiliares? Será que somos nós que temos que pagar por esse erro que nós nem sabemos de onde está partindo? Trabalhamos o mês todo para honrar com nossos compromissos e até a presente data não recebemos.. O pagamento é no Quinto dia útil. E pedimos para que as autoridades competentes fossem até a firma BIOMED para checar de perto essa situação e que de uma resposta positiva para os auxiliares.

Esperamos uma resposta imediatamente, as auxiliares.
Por favor, não relevar minha identidade, pois, tenho medo.
Campos dos Goytacazes."

Mar avança no Açu sobre beira-mar no acesso ao porto

Não há como não identificar relação entre o avanço do mar (o estreitamento da faixa de areia no balneário) e a instalação dos píeres e quebra-mar do porto no Açu. O avanço acontece em área próxima onde está instalada a área urbana da localidade e possivelmente estes impactos são decorrentes da instalação dos terminais portuários naquela área.

Os EIAs/Rimas dos empreendimentos do complexo X previam este avanço entre o local das instalações do porto e a comunidade em direção ao Farol. Nas audiências públicas a comunidade exigiu ações de prevenção para o problema. Nada até agora teria sido feito e o avanço do mar prossegue com consequências que podem ser vistos nas duas últimas fotos abaixo.

Veja a primeira imagem que mostra o efeito deste avanço. As demais imagens mostram uma parte deste avanço nesta sexta-feira (19/07) que derrubou a estrada beira-mar e postes e se aproxima de casas ali instalada na avenida Litorânea.

O blog espera que a empresa Prumo Logística S.A. possa se manifestar sobre a questão.




 


sexta-feira, julho 18, 2014

O imbróglio da relação da OSX com a Prumo no processo de recuperação judicial

O blog tem falado aqui sobre a complexa (e às vezes estranha) relação entre a Prumo Logística S.A. e a OSX em diversas questões. Quando faziam parte do mesmo grupo (holding) EBX as conversas eram mais fáceis, apesar de já haver reclamações de acionistas de uma ou outra empresa que reclamava de interesses específicos.

Todos sabem que a OSX tem dois braços. Uma é a parte de afretamento de embarcações (plataformas) que atende à empresa de óleo (OGX, hoje OGPar) que era também controlada pela EBX e hoje não mais. O outro braço é o estaleiro do Açu, a Unidad de Construção Naval que está com as obras paradas. A OSX tenta, mas, até agora não conseguiu nenhum interessado em assumir o seu controle com entrada de novos interessados, especialmente para o estaleiro, num momento que existem tantas demandas para a indústria naval.

Pois bem, para continuar acompanhando estas coisas vejam matéria do Valor Online de hoje sobre esta relação, inclusive de aluguel de áreas entre a Prumo (ex-LLX) e OSX, sobre as dívidas e sobre possibilidades:

OSX negocia com a Caixa para votar plano em 


agosto

Por Francisco Góes | Do Rio

A OSX, empresa de Eike Batista, está em negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para tentar assegurar o apoio do banco à aprovação do plano de recuperação judicial da companhia. A expectativa é que o plano seja submetido à assembleia geral de credores da OSX, para ser aprovado, entre os dias 15 e 25 de agosto. A cerca de um mês da reunião ainda não está claro, porém, se a CEF vai votar a favor ou contra o plano. A Caixa é uma das maiores credoras da OSX, companhia que tem dívidas totais de US$ 2,7 bilhões.
OSX tem direito de uso de 3,2 milhões de metros
 quadrados no porto do Açu, no norte do Rio, em contrato de 40 anos
com a Prumo, ex LLX, dona da terra
O plano de recuperação judicial foi apresentado à 3ª Vara Empresarial da Comarca do Rio em 16 de maio e envolve três empresas do mesmo grupo: a OSX Brasil, a holding de capital aberto, a OSX Construção Naval, que tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados no porto do Açu (RJ), e a OSX Serviços. Esta empresa atende com tripulação a OSX Leasing, que tem três plataformas de petróleo (OSX1, OSX2 e OSX3). A OSX 1 e 3 atendem a OGPar, ex OGX. Já a OSX 2 está na Malásia à espera de cliente interessado em utilizá-la.
A OSX Leasing ficou de fora do processo de recuperação judicial e responde, sozinha, por cerca de US$ 1,3 bilhão em dívidas ou 48% do total dos débitos das empresas OSX. No plano, a OSX previu que se conseguir vender alguma dessas plataformas e o dinheiro obtido for maior do que a dívida dessas unidades com bancos e financiadores (detentores de bônus) a diferença será usada para antecipar o pagamento da dívida. O plano da OSX prevê o pagamento da dívida em 25 anos, com três anos de carência, e correção pelo IPCA.
No plano, a Caixa aparece como credora da OSX Construção Naval com um crédito de R$ 461,4 milhões relativo a um empréstimo de curto prazo. Está também listado outro crédito em favor da Caixa, mas classificado como "extraconcursal" de US$ 307,1 milhões. Este crédito refere-se a um empréstimo repassado pela Caixa à OSX Construção Naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), linha de longo prazo para o setor naval. O empréstimo conta com garantias fiduciárias e não foi incluído no plano de recuperação.
Mas a Caixa teria tentando levar esse crédito para dentro do plano para ter um peso ainda maior no processo de recuperação judicial. Juntos, os dois créditos da Caixa somam cerca de R$ 1,2 bilhão. Hoje, três credores detêm mais de 50% da dívida da OSX Construção Naval, que é de cerca de US$ 870 milhões, excluindo os US$ 307,1 milhões "extraconcursais" da Caixa. Além da Caixa, essa lista inclui a Acciona, com R$ 300 milhões, e o Banco Votorantim, com R$ 588,7 milhões. Procurado, o Votorantim não se pronunciou.
Um dos critérios para conseguir aprovar o plano é a OSX obter maioria por volume de crédito, daí a importância de ter o apoio desses três credores. Também é considerada a maioria por número absoluto de credores. Neste ponto, a OSX parece estar tranquila pois no plano anunciou que serão pagos até R$ 80 mil a todos os credores quirografários (sem garantias) da OSX Construção Naval e até R$ 25 mil a todos os credores quirografários da OSX Brasil, a holding.
A Caixa fez o pedido de inclusão do crédito "extraconcursal" no plano ao administrador judicial, o que não foi aceito. Apesar da negativa, a Caixa estaria insistindo no pedido. Procurada, a CEF disse, via assessoria, que só vai se manifestar nos autos do processo, deixando em aberto qual será sua posição.
Até ontem não podia-se descartar, portanto, uma eventual tentativa da Caixa de impugnar o plano de recuperação judicial da OSX, embora o diretor financeiro da OSX Brasil, Claudio Zuicker, não acredite nessa hipótese. O executivo afirmou que a empresa está refinando para a Caixa o plano de negócios que pretende implementar na OSX Construção Naval, no porto do Açu. No local, a OSX tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados por 40 anos, renovável. Pelo contrato, a OSX tem de pagar um valor por metro quadrado à Prumo Logística, antiga LLX, que é a dona da terra.
A Prumo também é credora da OSX, mas não poderá votar na assembleia de credores pois é parte relacionada uma vez que Eike Batista ainda tem participação acionária na companhia. Zuicker disse que, além dos investimentos já feitos no estaleiro do Açu, será preciso fazer um investimento adicional entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. A holding da OSX controla a unidade de Construção Naval com 90% e a Hyundai Hevay Industries tem 10%. A ideia é utilizar a área para desenvolver atividades de construção naval, alugando o terreno para empresas a partir de R$ 70 por metro quadrado.
Outra possibilidade seria que companhias investissem recebendo em troca descontos no aluguel. A receita de aluguel será usada para pagar a dívida com os credores. "Nosso esforço é mostrar que podemos pagar os credores de forma antecipada vendendo ativos (plataformas) e buscando uma reestruturação da Unidade de Construção Naval. Nesse trabalho, a OSX tenta acordo com a Prumo. No plano, a previsão é ter 100% da área ocupada até 2018.

quinta-feira, julho 17, 2014

Pesquisa DataFolha: Dilma 36% x 20% Aécio x 8% Campos - Dilma 36% x 36% demais candidatos

Dilma: 36%; Aécio: 20%; Campos: 8%; Everaldo 3%; Demais candidatos somados 5%. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 16 de julho e o Datafolha ouviu 5.337 eleitores em 223 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. O percentual de indecisos (14%), brancos e nulos somam (13%). Assim, a intenção de votos válidos seria 73%, ainda bastante alta.

Simulação de 2º turno Dilma 44% x Aécio 40%.
Simulação de 2º turno Dilma 45% x Campos 38%.

PS.: Atualizado às 21:16: Em votos válidos desconsiderando os 14% de indecisos e os 13 de intenções de votos brancos e nulos, que é a forma como a Justiça Eleitoral tabula os resultados teríamos:
Dilma: 49,3%;
Aécio: 27,4%;
Campos: 11%;
Demais candidatos: 11%.

Por estes números e considerando a margem de erro de 2% Dilma com valor entre 51,3% e 47,3% poderia der eleita no primeiro turno.

Rejeição: Dilma 35%; Aécio: 17%; Campos 12%.

PS.: Atualizado às 21:54: A deturpação do resultado da pesquisa pela mídia comercial foi imediata. Se for considerar a margem de erro para a manchete eles teriam que dizer que pela intenções de voto do 1º turno, Dilma pode ganhar sem precisar do segundo turno. Então este seria o fato mais importante.

Ao contrário, a Folha de São Paulo e O Globo preferiram a manchete igual e combinada: "Dilma lidera com 36%, mas empata com  Aécio no 2º turno". Em O Globo: "Datafolha: empate técnico entre Dilma e Aécio no 2º turno". Se há empate técnico no 2º turno, quando Dilma teria 44% e Aécio 40%, o mesmo teria que ser falado das intenções de voto do 1º turno quando Dilma tem 36% x 36% dos demais somados, não precisando nem usar os 4% (2% + 2%) da margem de erro.

PS.: Atualizado às 21:58: Outro fato relevante é a diferença entre Dilma e os demais candidatos num universo em que há 27% de votos entre brancos, nulos e indecisos. Quase um terço dos votantes. É bom lembrar que em todo este universo. Dilma precisaria apenas de 0,1% entre os 27% de indecisos, brancos e nulos para ganhar no 1º turno. Incrivelmente. Isto não é notícia! Muito menos manchete! Mais do mesmo!

PS.: Atualizado às 23:12: Para corrigir a informação sobre segunda simulação de 2º turno que é Dilma x Campos (45% x 38%).

Pesquisa do DataFolha no Rio: Crivella e Garotinho com 24%

Crivella e Garotinho com 24%. Pezão com 14% e Lindbergh com 12%. Tarcísio do Psol 2% e Daisi do PSTU 1%. Indecisos (7%) e nulos e brancos (16%) somam 23%.






















PS.: Atualizado às 19:58: Rejeição: Garotinho: 39%; Pezão 19%; Lindberg 17% e Crivella 16%. Na pesquisa espontânea 61% diz não saber em quem votar Garotinho tem no interior 31% x 16% de Crivella e nas cidades com mais de 200 mil habitantes (32%). Na capital: Crivella 26% x 16% de Garotinho. Margem de erro para mais ou para menos 3%.. Pesquisa feita entre 15 e 16 de julho com 1.137 eleitores de 31 municípios fluminenses.

Atualizado às 20:12: Em votos válidos que é a forma de apuração usada pela Justiça Eleitoral, excluindo os indecisos e as intenções de votos  brancos e nulos: Crivella: 31%; Garotinho 31%; Pezão: 18%; Lindberg: 16%.

Produção de petróleo por estado

Os dados são os mais recentes divulgados pelo Boletim da Agência nacional de Petróleo (ANP) referente ao mês de maio de 2014. Observem que relativamente (em termos %) a produção fluminense, mesmo que não tenha se reduzido em termos absolutos, com o aumento da produção total nacional, o nosso estado que já chegou a 80% da produção brasileira, agora em maio, foi de penas 67% com 45 campos produtores.

O estado do Espírito Santo segue em segundo lugar na frente de São Paulo e do Rio Grande do Norte. Apesar disto, com a instalação do Comperj em Itaboraí que agrega novas possibilidades e arrecadação de imposto, além da produção de embarcações e plataformas pela indústria naval fluminense, e também da ampliação das bases e sistemas portuários de apoio à exploração offshore, a economia fluminense segue cada vez mais atrelada e dependente da economia do petróleo.

É ainda oportuno recordar que a produção no estado do Rio de Janeiro envolve não apenas a Bacia de Campos, mas também parte da Bacia de Santos que se localiza do litoral de Maricáaté o limite sul fluminense. Confira os dados da ANP:


quarta-feira, julho 16, 2014

Outra empresa que tinha projeto de se instalar no Complexo de Barra do Furado tem problemas

No mesmo dia que a prefeita de Campos, Rosinha, assinou com o governo federal dois termos de compromisso para financiamento para implantação do Complexo Farol-Barra do Furado, através do ministro dos Portos, César Borges, com previsão de investimentos de R$ 112,15 milhões na primeira fase 1 e R$ 231,84 milhões na segunda fase, a séria crise do estaleiro EISA veio à tona.

O Estaleiro Ilha S.A. (EISA) do empresário Germán Efromovich que tem sua maior base instalada na Praia Rosa, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, onde tem 3,2 mil trabalhadores que atuam em projetos de US$ 1,6 bilhão, passa por uma grave crise, estando com suas atividades paralisadas há quase um mês.

Nesta quarta-feira, o Valor Online informou aqui que o empresário estaria interessado em vender o estaleiro e evitar uma falência. A empresa tem em carteira 26 contratos com financiamentos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) que estaria travado por problemas junto à Caixa Econômica Federal que é o banco repassador do dinheiro do FMM.

O EISA não avançou em seu projeto de modernização necessário para atender os contratos que seriam para cinco navios porta-contêineres e dois graneleiros para bauxita. O EISA também teria créditos com empresas que não teriam sido pagos.

O EISA tem área adquirida na entrada do Canal das Flechas. No dia 9 de abril de 2014, o blog já tinha informado em notas aqui e aqui sobre a desistência de outra empresa que tinha interesse em se fixar no Açu, a Edson Chouest (Eco) que anunciou contrato de arrendamento para instalação junto ao terminal 2 do Porto do Açu.

Assim, o projeto do porto e estaleiros em Barra do Furado estariam hoje mais vinculado às possibilidades da holding, BROffshore Investimentos e Participações ligado a fundo de investimentos. A BROffshore que tem uma área de de 115.000 m² em Barra do Furado, pretende viabilizar naquele local projetos de infra estrutura, serviços, logística e suprimentos para a cadeia de prospecção, exploração e produção de óleo e gás offshore.

Em 2012, o grupo chegou a anunciar investimento estimados em R$ 450 milhões para viabilizar o empreendimento que tem ainda a participação minoritária das prefeituras de Quissamã e de Campos, além do governo estadual.

As obras iniciais em Barra do Furado estão sendo conduzidas pelo consórcio que envolve as empresas de engenharia Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS, tendo sido inciada em fevereiro de 2012, incluindo a implantação do "by-pass" já teria consumido a importância de R$ 133 milhões vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).

Abaixo área prevista para uso do empreendimento segundo divulgação da BROffshore:


Ainda sobre a manifestação dos caminhoneiros que atuam nas obras do Açu e outras questões correlatas

A manifestação na BR-356 e na estrada de acesso ao Porto do Açu foi encerrada há pouco, com promessas da empresa Tracomal, contratada da Prumo Logística S.A., em avaliar a situação dos caminhoneiros que lhe prestam serviços.

Porém, a situação deve ser analisada por uma ótica mais ampla do que da discussão pontual entre contratantes e contratados, embora, por si só a questão já tenha relevância em si, na relação entre empresas e motoristas donos de caminhões autônomos.

O que leva a estas situações de arrocho nas contratações verticalizadas que chegam às quarteirizações? A contrante principal a Prumo Logística S.A. (ex-LLX) alega sempre estar cumprindo os contratos, o que parece presumir que outros não o fazem.

Quem arca com os prejuízos da paralisação de quase seis milhares de trabalhadores de dezenas de empresa que atuam no Porto do Açu? Por baixo, considerando apenas salários e não outros atrasos em cronogramas específicos pode-se estimar em cerca R$ 400 mil.

Além disso, e mais importante para a sociedade é imaginar quais os problemas decorrentes o transporte de cargas em volume bem superiores ao definido em lei? Perdem os motoristas com as multas, mas, perde a sociedade com os estragos, que conhecemos nas estradas de acesso de uso comum nosso e bancado com os nossos impostos.

Mais do que isto há que se considerar os riscos que vivemos nestas estradas que contornam áreas urbanas com estas carretas, também chamadas de "trem-minhão". Carretas com excesso de peso, são de direção mais arriscada para seus motoristas e para os demais que cruzam as estradas e também para os pedestres.

Mais do que a quantidade e diversidade de manifestações de prejudicados (atingidos) pelos impactos pela implantação do empreendimento, o caso traz à tona outras questões a serem desbravadas, sobre as condições de trabalho nestas pedreiras.

Sobre o assunto veja o comentário que o blog recebeu hoje alertando sobre outros problemas localizados
há quase 100 quilômetros do porto, mas, também impactado pela realidade de sua implantação.

"Como a sempre nesse país o trabalhador levando a pior, chefes de família que dependem do trabalho PESADO e sempre discriminado e não respeitado do caminhoneiro. Em nossa localidade Cardoso Moreira, muitas famílias vivem do transporte de cargas e homens que saem de casa 2 horas da manhã,retornando muitas vezes às 23 horas obrigados a andar pesados pois as contas de um caminhoneiro são PESADAS, uma carreta anda com 22 pneus já viu o preço de 1 pneu. Nenhum deles gostariam de andar tão pesados,pois não é só de pneus que um caminhão é constituído,o sistema é que os obrigam a isso. Se por falta de pagamento de seus compromissos os juros cobrados são exorbitantes nas prestações dos autos.Sabemos que a RODOVIÁRIA deve fazer o seu trabalho,não somos contra, mas e por nós CAMINHONEIROS só DEUS com sua misericórdia."

O desenvolvimento e a geração de empregos é sempre bem-vinda, mas, há que se viabilizá-lo de forma a que todas partes sejam igualmente beneficiadas. O território, aí considerado também as pessoas, sua vida em sociedade, não pode ser um espaço de ninguém sem regulação, sem fiscalização para que o processo de construção e implantação do porto possa ser algo diverso do que tem sido ao longo destes sete anos, decorridos desde seu início no ano de 2007.

Nova manifestação bloqueia acesso e paralisa obras no Porto do Açu

Um nova manifestação, hoje, feita no acesso ao porto do Açu feito pelos caminhoneiros que transportam pedras para as obras de diques e quebra-mar para o Porto do Açu. Eles fecharam a estrada de acesso provocando grande engarrafamento desde o início da manhã desta quarta-feira (16/07). Além de fogo com galhos, eles atravessaram diversas carretas na estrada.

Vários ônibus ficaram retidos desde o trevo da BR-356 (Campos-SJB) em Caetá. A partir das 9 horas os trabalhadores foram autorizados a voltarem para suas casas. A informação que vem do Açu é que está tudo praticamente parado nas obras do Porto do Açu, onde hoje trabalha cerca de 6 mil pessoas.
Foto do SJB Online.

Os manifestantes exigem a presença de representantes de sindicato, do Ministério Público do Trabalho e da empresa para suspender a manifestação. Eles reclamam de pesadas multas que estão recebendo pelo excesso de cargas transportadas que seria exigência da empresa Tracomal que presta serviços para outra empresa FCC e esta para Prumo Logística S.A. (ex-LLX).

A Polícia Rodoviária Federal tenta desbloquear a rodovia. A maioria dos trabalhadores já foi autorizada pelos seus supervisores a não comparecer mais hoje ao trabalho no Açu.
PS.: Atualizado às 09:50 e 09:56 e 09:58 e 10:20:

PS.: Atualizado às 10:26: Leia aqui uma postagem de maio de 2013, no auge da crise das empresas "X" sobre o drama dos caminhoneiros contratados pelas empresas que investiram na compra das carretas e tiveram seus serviços suspensos por um bom período naquela época. A maioria fretava os serviços com caminhões próprios. Na ocasião muitos foram trabalhar em obras na região metropolitana no Rio para pagar suas dívidas.


PS.: Atualizado às 10:58: O blog vai repetir aqui o que escreveu ontem sobre o assunto.
Um empreendimento de porte como este não pode estar tão constantemente gerando, direta ou indiretamente, problemas de natureza tão básicos, para o porte dos negócios que projetam.

Ocorrências pontuais poderiam ter uma interpretação, mas, não esta sequência de fatos. Aguarda-se que a contratante maior, a Prumo Logística S.A. (ex-LLX) que acaba de receber novo grande financiamento do BNDES que totalizam R$ 2,3 bilhões venha a público explicar posição tão descabida.

PS.: Atualizado às 12:26: A empresa Tracomal mandou representante para negociar com os caminhoneiros. Mais cedo, os manifestantes liberaram a passagem de carros pequenos. A empresa diz que os caminhoneiros não possuem vínculos trabalhistas com a empresa. Seriam prestadores de serviços autônomos com seus veículos agregados. Os caminhoneiros reclamam da forma de pagamento e das exigências de volume a ser transportado o que estaria gerando multas da Polícia Rodoviária Federal que chega a R$ 15 mil. A manifestação desta manhã teria levado à paralisação de cerca de 200 carretas.

terça-feira, julho 15, 2014

Caminhoneiros que transportam pedras para obras do Porto do Açu fazem manifestação

Pedreira em Cardoso Moreira
Caminhoneiros que transportam pedras de uma pedreira do município de Cardoso Moreira para as obras do quebra-mar e píeres do Porto do Açu fizeram na tarde hoje, uma manifestação colocando fogo em galhos de árvores, parando o trânsito na rodovia federal, BR-356, na altura da localidade de Sapucaia, no trecho entre Itaperuna-Campos.

Os caminhoneiros são contratados pela empresa Tracomal proprietária da maioria das carretas que presta serviços para as empresas espanholas FCC e Acciona, por sua vez contratada pela Prumo Logistica S.A. (ex-LLX).

A reclamação se relaciona a multas da Polícia Rodoviária Federal por transportes de cargas acima do peso, exigência feita pela contratante.

Além de manifestação dos pequenos produtores rurais atingidos pelo empreendimento, tem sido uma constante as paralisações de trabalhadores que reclamam direitos e condições de trabalho das empresas contratantes, terceirizadas ou não, que atuam nas obras de implantação do Porto do Açu.

Os caminhoneiros que prestam um serviço essencial para a conclusão das obras que precisam ser concluídas no terminal 1 reclamam também uma questão básica: cumprir a lei e não transportar cargas acima do permitido, o que tem lhes trazido multas pesadas.

Um empreendimento de porte como este não pode estar tão constantemente gerando, direta ou indiretamente, problemas de natureza tão básicos, para o porte dos negócios que projetam.

Ocorrências pontuais poderiam ter uma interpretação, mas, não esta sequência de fatos. Aguarda-se que a contratante maior, a Prumo Logística S.A. (ex-LLX) que acaba de receber novo grande financiamento do BNDES que totalizam R$ 2,3 bilhões venha a público explicar posição tão descabida.
PS.: Atualizado às 21:26 e 21:41.

Uso das pedras nas obras do Porto do Açu

Prumo (ex-LLX) recebe o maior crédito do BNDES em 2014

A matéria está no Valor Online. Este novo volume de recursos de R$ 1,8 bilhão foi contratado em fevereiro deste ano, volume dividido em R$ 900 milhões para renegociação de empréstimos e outros R$ 900 milhões em dívida nova. Ao todo a Primo (ex-LLX) fica com um c´redito contratado ao BNDES de R$ 2,3 bilhões.

Hoje, o fundo (banco) de investidores controla 52% do capital do Porto do Açu e, o empresário Eike batista, seu antigo controlador tem apenas 11,6% da empresa. A Prumo diz que até maio de 2015 os investimentos no Porto do Açu deverão estar concluídos.

Observem que a reportagem ainda trata projetos descartados ou adiados (sine-dia) como importação e movimentação de cargas de carvão (o projeto da Usina Termelétrica a carvão da ex-MPX, atual Eneva, teve sua licença ambiental caçada e o grupo alemão E.ON. controlador atual da Eneva, nada fala sobre o projeto da UTE à gás), e de produtos siderúrgicos (já que as duas siderúrgicas que forma desenhadas para o Distrito Industrial (DISJB), a Ternium e a Whuan desistiram dos seus projetos com a oferta em demasia de aço no mercado mundial.

Prumo tem maior contrato de crédito do BNDES 


no ano

Por Fábio Pupo | De São Paulo
A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, de acordo com balanço divulgado nos últimos dias pela instituição. O montante de R$ 1,8 bilhão, contratado em fevereiro, reforça a política da instituição de dar prioridade a infraestrutura. Mas o mercado e o próprio banco veem o financiamento dos investimentos no setor como um desafio nos próximos anos.
A campeã Prumo faz as obras de implantação do porto de Açu, no município de São João da Barra (RJ), dedicado à movimentação de cargas gerais (carvão mineral, produtos siderúrgicos, granito e contêineres) e a serviços de logística para o setor de óleo e gás na Bacia de Campos.
O empréstimo do BNDES aprovado para a Prumo se divide entre R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado.
Ao todo, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. Além disso, emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são capital próprio (chamado de "equity"). Segundo a Prumo, o montante de empréstimos se justifica pelo porto ser "um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em execução no país atualmente".
O novo empréstimo do BNDES vem após mudança de controle. Antes, a empresa era comandada pelo empresário Eike Batista, cujo conglomerado (o EBX) recebeu vários empréstimos do banco de fomento nos últimos anos - o que chegou a ser alvo de críticas do mercado. Hoje, o grupo americano EIG controla a Prumo (com 52% do capital) e Batista tem uma fatia minoritária de 11,6% da companhia.
A expectativa da Prumo é que os investimentos sejam terminados em maio de 2015, mas a operação já está ocorrendo com autorizações pontuais. "Esperamos, dentro de algumas semanas, obter todas as autorizações necessárias para o início da operação", diz nota enviada pela assessoria de imprensa da Prumo. Nove empresas já assinaram contrato para instalação no Açu - entre elas, Anglo American, BP e GE.
Além da Prumo, outros exemplos contribuem para a força da infraestrutura na carteira do BNDES. Dos 15 maiores contratos do banco no ano (a análise se baseia no relatório mais recente disponível, sobre o primeiro trimestre), nove estão relacionados ao setor. Entre os responsáveis por influenciar os números, estão as recentes concessões em logística.
O segundo colocado no ranking do BNDES é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Foram dois contratos que somam R$ 1,5 bilhão. Outra concessionária, a do aeroporto de Brasília, obteve quase R$ 800 milhões para as obras de expansão. Ainda foram contempladas a concessionária da BR-101 no Espírito Santo e parte da Bahia (controlada pela EcoRodovias), que conseguiu R$ 267 milhões, e a concessionária de ferrovias MRS Logística (com R$ 114 milhões).
O peso maior da infraestrutura na carteira do banco no começo deste ano é uma tendência iniciada há cerca de três anos. Em 2010, por exemplo, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos, contra 31% da infraestrutura. Neste ano (dados até abril, os mais recentes), o cenário está invertido: a infraestrutura tem 37% de participação nos desembolsos, enquanto a indústria, 26%.
Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, vê como um movimento natural o fato de a infraestrutura ocupar mais espaço no cenário do banco - o que pode ser explicado também por uma baixa demanda de crédito da indústria. "A indústria está indo mal e o setor de comercio e serviços também não está 'bombando'. O que está acontecendo de maneira mais significativa são as obras de infraestrutura, impulsionada também por conta da Copa", diz.
Apesar de ainda haver crescimento de desembolso neste ano em relação a um ano antes, a preocupação do mercado com a falta de fôlego do banco continua. "Eu sou um pouco cético no ritmo de o banco sustentar esse desembolso. A grande questão é se é sustentável. Acho que o problema maior será em 2015, por causa do progressivo deterioração da situação fiscal do país", diz Frischtak. O economista se refere à preocupação sobre as contas públicas do país, já que o Tesouro Nacional tem feito repasses ao BNDES para garantir a liquidez da instituição.
Recentemente, foram mais R$ 30 bilhões repassados. Segundo Claudio Leal, superintendente de planejamento do BNDES, o montante foi "fundamental" para dar tranquilidade ao banco frente aos investimentos.
Leal afirma que é um desafio o volume de investimentos exigido pelas obras de infraestrutura no país, impulsionado pelas concessões. "É um desafio inclusive para o país. É preciso mecanismos alternativos e o desenvolvimento do mercado de capitais", diz.
Apesar de haver prioridade ao setor de infraestrutura, Leal esclarece que essa política se refere a melhores condições de apoio, como em maiores níveis de participação no financiamento, mais prazo e menos custos. "Jamais haveria uma opção do banco de reduzir empréstimo para a indústria, que é algo tão importante", diz.
Para Leal, a redução dos desembolsos para indústria reflete o momento econômico da atividade privada. "Os projetos de infraestrutura são definidos muito pelo calendário de licitações. Então o ritmo parte de definições regulatórias, ao contrário da definição privada da indústria de investir."
PS.: Atualizado às 17:12 e 17:20.

Exposição de artes plástica no Sesc Campos

O professor e engenheiro Marcos Guimarães Maciel é também um artista plástico com um olhar astuto e uma enorme sagacidade para as coisas do cotidiano e para os materiais que circundam as nossas vidas, enquanto humanos. Sua produção é vasta e antiga, embora só agora com a aposentadoria como docente, lhe tenha sobrado tempo para cuidar do seu atelier.

Depois da produção de sua irreverente "churras-bike", churrasqueira móvel, apresentada como criatividade ímpar a nível nacional, a sua obra "Ferro Velho" estará na exposição "Artes Integradas" do Sesc Campos entre os dias 18 e 31 de julho.

Para o dia da abertura (sexta-feira, 18/07, às 19 horas) haverá um coquetel para os convidados. As outras duas exposições do "Artes Integradas" no Espaço Plural e Casarão das Artes no Sesc Campos serão: "O Mercado e o Tempo" de Angela Codeço e Elisael Barros e "Mata Atlântica - Floresta Sufocada" de Érico Hitler.


 

Brasil recebe visitantes de 203 nacionalidades durante a Copa

Um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo informa que o país recebeu turistas de 203 nacionalidades durante o Mundial. A maioria (61%) ainda não conhecia o país.

Os itens mais bem avaliados foram a hospitalidade e a gastronomia, com 98% e 93% de aprovação, respectivamente. A pesquisa revela ainda que os brasileiros são mais críticos que os estrangeiros.

O atendimento e a receptividade são considerados positivos para 90,5% dos turistas domésticos. Os turistas estrangeiros, que permaneceram em média 13 dias no país, estiveram em 378 municípios brasileiros, incluindo as cidades-sede.Uma média diária de 485 mil passageiros passou pelos 21 aeroportos nas 12 cidades-sede.

De acordo com o estudo, um total de 3.056.397 brasileiros circularam pelo país durante a Copa. São Paulo foi o principal estado emissor, com 858.825 pessoas. A pesquisa ouviu 6.627 estrangeiros e outros 6.038 brasileiros desde o início do Mundial.

Além dos turistas, a pesquisa ouviu a opinião da imprensa internacional. Os atrativos turísticos foram o quesito mais bem avaliado, com 98,4% de aprovação, seguida da diversão noturna e da informação turística, com 96,2% e 90%. Praticamente todos (96,5%) os profissionais de mídia recomendariam uma viagem ao Brasil para amigos e familiares.
Fonte: Agência Brasil.

segunda-feira, julho 14, 2014

"Os chineses não têm o gene de invasão nem de hegemonismo no seu sangue"

Pode ser retórica política, mas, quem o faz pode também silenciar e ser menos ousado. A fala pode ter passado despercebida para alguns, mas, não para mim.

A afirmação foi feita pelo presidente da China, Xi Jinping, ontem, em entrevista à mídia brasileira, sobre sua visita ao Brasil e sobre a participação da China no acordo dos Brics que cria o "Banco do Desenvolvimento", porém mais conhecido como Banco dos Brics, uma resposta das chamadas economias emergentes ao FMI e ao Banco Mundial.

Sua fala teria pouco significado se não tivesse relação com a realidade, porém, a China, até agora, a despeito da sua enorme expansão econômica, proporcionalmente, muito pouco de recursos tem dedicado à defesa nacional, para além das disputadas de limites do seu mar e de algumas ilhas, como vizinhos como o Vietnã, Filipinas e Malásia.

Também por isto vale conhecer a fala completa do Xi Jinping que parece querer se diferenciar em relação à realidade americana que a todo o tempo, pós segunda guerra, fez questão de se colocar como potência hegemônica em mundo unipolar. Trata-se e uma fala e de uma realidade atual. Ainda assim, muito significativa, porque esperançosa. Confiram o trecho retirado de matéria do Valor Online:

"A China não tem pretensões hegemônicas no mundo. Os chineses não têm o gene de invasão nem de hegemonismo no seu sangue", afirmou. Ele definiu como deve ser conduzida essa participação nas questões externas: "Vamos nos dedicar a promover o aprimoramento do sistema de governança global, sobretudo o aumento da representatividade e o direito à voz dos países em desenvolvimento. Vamos propor mais projetos chineses e contribuir mais com a sabedoria chinesa, além de oferecer mais produtos públicos para a comunidade internacional", assim como desempenhar melhor o papel de "um grande país responsável".

Segundo o líder chinês, todos os Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul - "enfrentam a necessidade de promover a reforma da estrutura econômica e o desenvolvimento inovador" e almejam defender os interesses comuns dos emergentes e em vias de desenvolvimento. Para que possam suprir com mais dinamismo a falta de crescimento das economias ricas, os Brics terão que aprofundar a "confiança mútua política, intensificar os consensos, e propor mais planos".

domingo, julho 13, 2014

Cúpula dos Brics e o uso de moedas nacionais em suas transações

Há uma decisão mais importante que o fundo, ou o banco de desenvolvimento que o Encontro dos Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul) que os presidentes destes países vão consagrar, nesta próxima semana, em Fortaleza.

Trata-se da decisão da cooperação entre estas nações chamadas de emergentes, em avançar em acordos usando moedas nacionais nas transações financeiras entre eles, no lugar do dólar.

Esta parece ser uma das muitas possibilidades desenhadas desde 2012 que podem alterar relações econômicas mundiais, evitando pressões e especulações gerando uma certa "segurança econômica", superando uma longa dependência.

Hoje já há comércio bilateral entre a Rússia (com o rublo) e a China (com o yuan) que devem totalizar só este ano a soma equivalente a US$ 100 bilhões. A ampliação desta prática na relação entre os demais países dos Bric deve alterar profundamente a geopolítica mundial. A conferir!

Duas pesquisas eleitorais até 4ª feira

Os institutos Sensus e DataFolha divulgarão até quarta-feira suas pesquisas eleitorais. O Sensus já está neste final de semana percorrendo residências para ouvir as preferências dos eleitores para a disputa eleitoral de outubro para a Presidência da República. Já na terça e quarta, o DataFolha além da pesquisa de intenções de voto para a eleição nacional, também coletará as intenções de votos para os governos estaduais do Rio e de São Paulo. A conferir! 

Mais sobre os negócios no futebol

Já que hoje temos a final da Copa no Brasil e no campo, o futebol não nos ajudou, eu resolvi trazer duas informações que estão acima do interesse das torcidas e das nações e que me chamaram a atenção de como o futebol mexe com atividades lucrativas:

1) A Liberty Seguros se tornou mais popular por um lance inusitado: a mordida que o craque uruguaio Luis Suárez deu no italiano Giorgio Chiellini, no jogo da primeira fase da competição. O “lance”, que acabou virando hit na internet e foi reproduzido à exaustão, ocorreu bem em frente a um dos painéis de publicidade que ficam ao redor do gramado com a marca da seguradora. Apenas um dos muitos vídeos do lance no YouTube tem quase três milhões de visualizações.

2) A Adidas comemora a vitória sobre a Nike por visibilidade na Copa do Mundo, já que é a patrocinadora das seleções que fazem a final neste domingo: Alemanha e a Argentina. Enquanto isto, sua maior rival na disputa pelo mercado esportivo, a Nike, ficou com o patrocínio das que ficaram em terceiro e quarto lugares: Holanda e Brasil. No total das 32 seleções, a Nike patrocinou 10 seleções contra 9 da Adidas.

As duas grandes marcas, uma europeia(alemã Adidas) e a outra americana (Nike) que estima-se que concentrem 80% do dinheiro que circula de material esportivo no mundo, devem ter um faturamento total de cerca de US$ 5 bilhões só com a Copa do Mundo.