domingo, abril 20, 2014

Eike escolhe falar para agência e jornal americano para dizer que não teme investigação da Polícia Federal

O empresário Eike Batista preferiu falar para agência de notícias e ao jornal americano The Wall Strret Journal sobre o inquérito aberto pela Política Federal para investigar suas operações no mercado de capitais.

A entrevista aconteceu ontem por telefone, e só neste sábado à noite é que sites de jornais e revistas brasileiras repercutiram sua entrevista. Ele disse:

"É excelente que tudo seja esclarecido", disse Batista em entrevista pelo telefone à Agência Dow Jones. "Estou muito calmo. Deixemos que eles investiguem".

A revista Exame divulgou ainda sobre a entrevista de Eike ao WSJ: "

Eike Batista afirmou ainda que não foi procurado pela Polícia Federal e negou que tivesse cometido qualquer crime. Ele reconheceu que vendeu ações da OGX no passado, mas observou que sempre informou as autoridades reguladoras sobre tais transações. "Todas as vendas foram declaradas", afirmou. "Tudo relacionado as minhas companhias abertas sempre foi revelado ao mercado".

Veja abaixo a manchete da matéria no jornal americano The Wall Strret Journal:























PS.: Atualizado às 00:58: Aproveitando a ocasião da notícia sobre o empresário Eike Batista, e ainda revirando arquivos e anotações, o blogueiro localizou uma matéria do jornal O Globo, do dia 19 de janeiro de 2013, página 29, que informa sobre a confirmação da entrada do empresário da Firjan, Eduardo Eugênio Vieira, na condição de "segundo" de Eike, aceitando o cargo criado para ele de vice-presidente da holding EBX. Na mesma reportagem, Eduardo Eugênio declarou que "empresa grande é a minha cancha". O grupo apresentava alguns problemas, mas, ainda não vivia a fase de sufoco.

Menos de dois meses depois, para ser mais exato, 46 dias, no mesmo momento em que Eike anunciava o acordo com André Esteves do banco BTG Pactual para ajudar a contornar os problemas estruturais e financeiros de suas empresas, Eduardo Eugênio deixa o grupo EBX alegando divergências sobre o  modelo de administração.









PS.: Atualizado às 00:40: Aproveitando o tema e ainda revirando uma série de documentos arquivados, o blogueiro encontrou uma matéria do jornal O Globo, de 19 de janeiro de 2013, em que o presidente da Firjan confirmava que tinha aceitado ser o "segundo" de Eike, na condição de vice-presidente da holding EBX. Na reportagem, Eduardo Eugênio fala ainda que "empresa grande é a minha cancha". No final das contas, o presidente da EBX ficou exatos 46 dias no grupo EBX, pedindo para sair logo depois que foi anunciada a entrada do André Esteves do Banco BTG Pactual, já para tratar de uma tentativa de reestruturação já com a crise iniciada. Na ocasião 

sábado, abril 19, 2014

Mão de aluno faz reclamação contra escola municipal em Campos

O blog recebe por email a reclamação de pais de aluno sobre o funcionamento de um escola municipal em Campos. O blog, como sempre faz, abre espaço para que a direção da escola ou, a própria Secretaria de Educação da PMCG possam se manifestar sobre a reclamação abaixo. A identificação dos reclamantes foram preservados por solicitação dos próprios:

"Boa tarde prezado Prof. Roberto Moraes, sou mãe de aluna do 1º ano da E.M Francisco de Assis localizada no Matadouro e gostaria de relatar o descaso da SMECE com a Educação Pública de Qualidade que minha filha e outras crianças vivenciam na referida escola. Relatarei então alguns pontos importantes para se pensar se o direito à uma educação de qualidade é garantido: 1) Os alunos só podem entrar até as 7h30 e os professores chegam somente após às 8h00; 2) Falta de professores por dia, muitos alunos voltam para a casa; 3) Até a presente data a direção da escola nunca está na unidade escolar, somente a vice. 4) Os uniformes entregues vieram pela metade (faltando peças), e ainda, alguns alunos receberam e outros não. Qual o critério na entrega? 5) Os livros são usados pela metade, ou seja, várias unidades não são trabalhadas e assim, são deixadas de lado no processo de ensino-aprendizagem das crianças. Nesse sentido pergunto: Como pensar uma educação pública de qualidade se vários direitos são negados aos nossos filhos? Quais condições de igualdade minha filha e as crianças estão submetidas? Como pensar a execução do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa - PNAIC se minha filha tem poucas aulas e o acompanhamento é inadequado? Grata pela publicização.

Por favor reservar minha identidade na publicação."

Campos em 1960, era a segunda maior arrecadação de ITR entre os municípios brasileiros

Coincidência ou não, folheando diversos documentos para aprofundar os estudos sobre a realidade do nosso estado, eu acabei me deparando com mais uma informação relevante para a região.

Na Revista Brasileira dos Municípios, Nº 59/60, Ano XV, Julho/Dezembro de 1962, do IBGE (Conselho Nacional de Estatística), eu me deparei, entre as páginas 197 e 207 da publicação, com uma lista sobre arrecadação do Imposto Territorial Rural (ITR) referente ao ano 1960, de todos os municípios brasileiros.

O município de Campos, RJ aparece como a segunda maior arrecadação Cr$ 9,1 milhões. Campos ficou atrás apenas do município de São Paulo, a capital paulista. Deduz-se que mesmo já bastante urbanizada, a A cidade de São Paulo ainda tinha incorporado como seu território, áreas que hoje devem ser onde estão localizadas as cidades de sua região metropolitana.

Interessante observar que nem importantes cidades do interior paulista, mineiro ou paranaense chegavam perto da arrecadação obtida pelo tesouro, no município fluminense de Campos, cidade do Estado do Rio de Janeiro, sem a Guanabara, cuja fusão aconteceu apenas no ano de 1974.

Este é um dado interessante para se observar e aprofundar.

Entre outras coisas, o município de Campos sempre teve muita riqueza circulando, embora, isto não significasse - nem antes e nem hoje - que a miséria e a pobreza não estivessem presentes.

Campos, cidade rica, povo pobre - com o doce açúcar ou o forte royalty do petróleo!

sexta-feira, abril 18, 2014

Países ricos voltam a elevar imposto de renda

Se fosse aqui imaginem a chiadeira. Um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) levantou que os trabalhadores de renda média estão pagando, nestes últimos três anos, impostos mais elevados. O caso acontece em 25 dos 34 países-membros da OCDE (cuja maioria é de países ricos) e, evidentemente, está relacionado às consequências da crise de 2008.

Na maior parte destes países, o que elevou os impostos foi a retirada de deduções, isenções de impostos e incentivos fiscais. Os aumentos são maiores para trabalhadores solteiros e sem filhos e com maiores rendas, como foi o caso na Irlanda, Suécia e Eslovênia. Na França, Reino Unido e República Tcheca as altas atingiram também trabalhadores com filhos.

Impostos temporários também foram criados para pessoas com rendimentos muito elevados, com a finalidade de ajudar a cobrir déficits públicos decorrente da crise.

Desta forma, a França lançou uma nova alíquota, de nada menos que 75%, que incide sobre salários anuais superiores a 1 milhão de euros, equivalente a aproximadamente R$ 230 mil mensais Dividindo o valor anual de R$ 3,2 milhões por treze salários incluindo o 13º salário.

Ou seja, quem este valor por mês na França entrega cerca de R$ 240 mil para o fisco ficando com R$ 60 mil. Imaginem uma decisão como esta no Brasil, embora, em nosso caso, a questão dos impostos, para fazer mais justiça, há que se taxar as grandes fortunas e o capital financeiro e não, o trabalho.

Sei que o tema vale um grande debate, assim, mesmo, em meio ao devagar dias destes feriado, o blog chuta a bola.
Fonte das Informações: Jornal Financial Times de Londres.

PS.: Atualizado às 21:56 e 22:04: Para acrescentar dados à conversão de moeda (pelo valor exato 1 Eu = R$ 3, 21) e também a divisão do salário anual pelo mensal a partir de sugestão do leitor-colaborador Evando Monteiro.

quinta-feira, abril 17, 2014

Polícia Federal investiga Eike por crimes contra o mercado de capitais

A matéria está no Valor Online. Assim, a investigação sai apenas da área administrativa e vai para esfera criminal onde a punição pode levar à prisão conforme seus desdobramentos e evidências:

Polícia Federal investiga Eike Batista por três 


crimes contra o mercado de capitais

RIO  -  O empresário Eike Batista está sendo, a partir de hoje, investigado pela Polícia Federal por crimes contra o mercado financeiro. O inquérito acaba de ser instaurado, segundo a PF, e vai apurar a possível prática de manipulação de mercado, negociação de ações com informações que não são de conhecimento público (“insider trading”) e lavagem de dinheiro.
Os possíveis crimes estão relacionados à atuação do empresário na negociação de ações da petroleira OGX, que ele controla.
Conforme informou o Valor no último dia 11, a investigação da PF parte de pedido do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, e tem como ponto de partida a investigação administrativa conduzida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), apontando indícios de dois crimes.
Segundo a CVM, Eike vendeu grande quantidade de ações da OGX poucos meses antes de a empresa anunciar no mercado que grande parte das reservas de petróleo identificadas anteriormente não tinha viabilidade comercial para produção.
Além disso, de acordo com a autarquia, ele estimulou investidores, por meio de sua conta no Twitter, a comprar ações da empresa quando ele já dispunha de informações sobre o menor volume recuperável de reservas.
Os dois delitos são previstos na Lei 6.385/76, que trata de crimes contra o mercado de capitais. A pena para manipulação de mercado é de 1 a 8 anos de prisão, mais multa. Para insider, a pena é de 1 a 5 anos e multa.
Os indícios de lavagem de dinheiro foram identificados pelos policiais da Delegacia de Crimes Financeiros. O crime é previsto na Lei 9.613/98 e prevê pena de 3 a 10 anos de reclusão.
Além de responder a inquérito policial, Eike também responderá a processo administrativo que corre na CVM, com julgamento ainda não marcado. As penalidades podem incluir multa e inabilidade para atuar como administrador.
Anteontem, a respeito do anúncio da PF de que iria abrir inquérito sobre o caso, o empresário Eike Batista havia comentado que “em nenhum momento houve má fé ou uso de informação privilegiada”.
Disse, ainda, que a venda de ações identificada pela CVM visava cumprir compromissos com credores da EBX e que, “se tivesse acesso a informação privilegiada na época questionada e intenção de se valer disso, Eike Batista poderia ter vendido toda sua participação”.
Em novembro passado, a Folha de S.Paulo publicou que, desde 2012, a empresa sabia que as reservas eram bem menores do que a empresa havia informado ao mercado e que alguns campos não eram economicamente viáveis. A reportagem levou investidores minoritários a levar as reclamações à CVM.
A CVM chegou a identificar, em sua investigação, a ocorrência de uma terceira irregularidade, prática não equitativa, mas, após avaliação da Procuradoria Federal Especializada, decidiu descartá-la na acusação.
Outras oito investigações na CVM apuram atos relacionados a executivos do grupo EBX. Eike é um dos investigados em cinco delas.
Mergulhada em dívidas, a OGX encaminhou seu plano de recuperação judicial à Justiça do Rio em fevereiro.

Nova pesquisa do Ibope: Dilma 60% x 40% demais candidatos em votos válidos

A pesquisa divulgada hoje repete a divulgada ontem na relação entre Dilma e os demais candidatos, na apuração da intenção de votos válidos, excluindo os indecisos e brancos e nulos. Em votos válidos os percentuais indicados pelo Ibope: Dilma 59,7%; Aécio 22,6%; Campos 9,7%; Demais candidatos somados 8,1%.

Sem contabilizar os votos válidos, considerando os 24% de brancos e nulos, mais, 13% de indecisos, Dilma alcançou 37%; Aécio 14%; campos 6%; Demais pré-candidatos 5%. Com estes percentuais a presidenta Dilma seria reeleita no primeiro turno.

O levantamento foi feito entre os dias 10 e 14 de abril, em 140 municípios, e entrevistou 2.002 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

22 questões para refletir a grave realidade do transporte público e sua relação com o poder & a política em Campos

O número antes de ser interpretado como uma provocação é apenas uma coincidência e reflete a enorme teia de questões, que embora extensa e cruzada, pode ser facilmente compreendida. E, mais que isto, comprovada e corrigida. Vamos por item para facilitar a exposição e a leitura do que chamo como reflexões iniciais sobre o assunto:

1) Há a necessidade de se aprofundar as razões que levaram o transporte público em Campos a chegar ao ponto caótico que se encontra hoje. Há use compreender quais e quem são os possuem interesses neste processo.

2) O problema é antigo, mas, estava circunscrito e tinha uma outra dimensão. A urbanização acelerada, embora, já percebida desde a década de 90 de forma acentuada, começou a ganhar os contornos atuais, ao final da primeira metade da década passada (pelos idos de 2004/2005).

3) Assim, cresceu a demanda pelo transporte urbano, quase na mesma proporção em que reduziu a demanda para o complexo e variado transporte distrital.

4) O fenômeno coincide com a entrada das vans neste circuito de serviços de transportes chamado de alternativo, nascido para tender demandas dos bairros afastados até o centro comercial na área urbana. Aos poucos se expandiu para os distritos com dezenas, depois centenas de vans vindos de fora da região.

5) Outro ciclo deste processo se iniciou em 2009, quando a prefeita eleita Rosinha começa a colocar em prática o chamado transporte cidadão, a passagem de um real. O caos dos primeiros dias foi sendo administrado com o "estratégico" cadastramento da população dos bairros urbanos e dos distritos.

6) A decisão foi os poucos produzindo mudanças previsíveis para quem pensa a cidade e se preocupa com sua realidade e com os seus cidadãos. Novas possibilidades de mobilidade geram novos fluxos, relações de trabalho, mudança de hábito de consumo, etc.

7) Isto significou, de um lado oportunidades de trabalho (positivo) pelo barateamento das passagens e o ir-e-vir diário entre o distrito e o centro e de outro (negativo), o esvaziamento ainda maior da população distrital, em função das novas relações sociais geradas por estas mudanças.

8) Além disso, o comércio distrital foi se reduzindo e sendo paulatinamente amofinado, até à sua extinção, diante das facilidades geradas pelo fluxo diário (ir-e-vir) das pessoas trabalhadores e estudantes, que aproveitando a passagem a valor reduzido de (R$ 3, 4, 6, 7 para R$ 1) em qualquer trecho em direção ao centro da área urbana.

9) Os geógrafos chamam este fenômeno de fator de aglomeração que tende a gerar adensamento e concentração.

10) Na maioria das cidades é um fenômeno com características bem impactantes do que num município como Campos dos Goytacazes com 4 mil km². Não há nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste município com tamanha área, apenas nas extensas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil.

11) Além da grande área territorial, o município de Campos tem enormes distâncias entre seus limites territoriais. Próximas de 120 km e 130 km (por exemplo distância entre Morro do Coco e Serrinha -direção norte-sul - ou Farol e Santo Eduardo - na direção leste-oeste.

12) Junto deste processo a partir também de 2005 há um fenômeno nacional com repercussões locais, muito significativas, especialmente, em cidades-pólo regionais como Campos, a questão econômica gerada pela inclusão social (programas de renda mínima), redução gradual do desemprego, crescimento de renda com economia informal, etc.

13) O fato gerou, quase naturalmente, o aumento da mobilidade e do fluxo de pessoas, superior à realidade anterior. Pessoas com renda, interesses em trabalho, estudo, sonhos, etc. demandam mais transportes para locomoção, efeito este que se soma aos citados anteriormente.

14) Mais renda, mais consumo, mais consumo com maior sofisticação, significando novamente centralização pela procura do comércio central onde se encontra este produtos. Agora o efeito não apenas ligada ao fator de aglomeração, mas também ao fator de dispersão consumo, conhecida dos planejadores urbanos.

15) Outra consequência de mais trabalho e renda foi a ampliação da frota de veículos licenciados no município. Em 2005, eu tive a oportunidade de novamente alertar as autoridades, em atuação no Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo que a razão de crescimento do número de veículos licenciados era de mais de 5 mil por ano, fora, os "capixabas". Na época donos de concessionárias de veículos informaram a este blogueiro que, na ocasião de cada dez carros novos comprados, sete eram emplacados como sendo do ES. Mais este fato ajudou a entupir as nossas estritas ruas e avenidas de carros. Os engarrafamentos de raros passaram a ser rotina e não apenas os carros ficam engarrafados, mas também os ônibus. Assim, eles andam menos e as pessoas esperam mais para pegá-lo e muito mais para chegarem espremidas aos seus destinos.

16) As autoridades sabiam e continuam sabendo disto. Eu mesmo tenho registrado aqui no blog e em outros espaços textos e estudos com estas análises e alertas. Diversos outros estudiosos vêem fazendo o mesmo. Ainda assim, o descaso permaneceu durante todo este tempo.

17) A administração atual apostou que o subsídio da passagem a um real e a nova e ampliada "fonte de receita" das empresas de ônibus seriam suficientes para dar conta do problema. Deste, 2009, a prefeitura colocou nestas empresas quase meia centena de milhões de reais. Os resultados são pequenos diante da realidade modificada e resumidamente descrita acima.

18) A gestão atual apostou ainda nas vans como respiro para este sistema, ao mesmo tempo, que, da mesma forma que na área de obras públicas do município, passou a se articular com grandes empresas de ônibus de fora para avaliar a possibilidade atacarem o problema no atacado. Chegaram a começar a este processo com a Viação Itapemirim atendendo a ligação para o Farol durante o verão. O esquema com as vans repetiu que já havia ocorrido na região metropolitana fluminense, de forma especial entre 2003 e 2006.

19) O desdobramento natural disto foi “encomendar” a gente ligada a estas empresas o desenho de um edital de licitação que valorizasse as empresas grandes e pudesse criar condições para as empresas locais se juntarem de forma depende às maiores para continuarem a operar no município. Da mesma forma que nas licitações de obras públicas, onde as grandes empresas e consórcios ganham as licitações e terceirizam para as construtoras menores locais. A prefeitura articulou e imaginou que as pequenas empresas locais aceitariam o processo da mesma forma que as empreiteiras locais. Parece que não e a luta contra o edital de licitação que começou com questionamentos de técnicos e advogados com conhecimento de direito público foi aprofundada por gente ligada às empresas de ônibus local em acompanhamento do processo no Tribunal de Contras do Estado (TCE-RJ).

20) Difícil acreditar que a população mais esclarecida no município não consiga compreender o desenrolar deste processo.

20) Também não é difícil estimar que há interesse em deixar conflitos se instalarem para diante do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) forçar a solução que interessa neste instante, tanto sob o ponto de vista político para colocar responsabilidades em outros, quanto, de vantajosos contratos com grandes empresas. Acompanhem os desdobramentos que se seguirão para conformar ou não a hipótese acima.

22) Diante de todo este quadro, não há como não repudiar o pouco caso dos que dirigem a mais de 1/4 de século, desde 1989, de forma direta ou indireta, este município. Eles conhecem bem toda esta realidade. Efetivamente, não parece, mais uma vez, existir muito interesse em alterar e modificar esta realidade do transporte público no Município de Campos dos Goytacazes. Mais uma vez, percebe-se interesse sim, em manter a cidade como reduto eleitoral e depois, como uma espécie de capitania hereditária, e ainda, como fonte e base poder político e econômico, interessada em seu grande orçamento (caixa), sendo o 14º maior orçamento entre as 5,5 mil cidades brasileiras, em função das receitas dos royalties do petróleo.

Conclusões:
Como se vê o problema não surge assim de uma hora para outras. De mais a mais a grande maioria esmagadora dos que estão aí trabalhando na gestão sabem de tudo isto muito bem. Ou teriam a função e o salário para isto. Parece que que há uma leniência, um descaso em se dedicar às questões do município (visto como província) em função de outros e sabidos interesses. É importante que a população como um todo reflita sobre isto.

Eles não dedicam tempo e estudos para ler estes cenário da realidade municipal (apenas brevemente exercitada acima) para a busca de soluções parciais e principal para reduzir o sofrimento da população. No máximo observam onde e de que forma eles podem manter as relações econômicas que lhes interessam, junto do controle político absoluto sobre o eleitorado em seu reduto.

O caso do transporte público não é único (pode-se citar a educação e a saúde) com problemas pendentes e graves necessitando que a gestai tenha olhar e ação de quem cuida e não de quem usa a população. O município tem dinheiro, mas, tem escasso corpo técnico (há o que se tem chamado de déficit de governo) e zelo e amor pela nossa terra e pelos campistas.

A disputa eleitoral estadual é um direito, mas, falando de forma cidadã, não há como desejar voos mais altos, se o dever de casa não está sendo cumprido, tendo o município tanto dinheiro e condições de assim fazer. Caso contrário, daqui a pouco anos, o discurso em relação à outra e mais alta esfera de governo o discurso se repetirá. 

Diante dos graves problemas graves que afligem a nossa população que continua diariamente sofrendo, agora ela começou a se manifestar, porque já identificou que sem pressão não haverá solução rápida e nem adequada.

Este texto tem a simples função de juntar diversas pontas no campo técnico e político, evidentemente sob a minha ótica, mas em diálogo com diversos interlocutores, e entendendo que não há discussão e nem solução sem as duas abordagens (técnica e política), para um maior enfrentamento da questão. 

É oportuno ainda que atentemos para o fato de que necessitamos ainda sair do debate polarizado e maniqueísta, raso e superficial, que não ajuda a entrar no âmago e no mérito destas graves e urgentes questões.

Junho de 2013, com os debates e manifestações nascidas das demandas de transporte e mobilidade urbana retornou em 2014, mais cedo em Campos do que em outros locais.

Porto do Açu no Google agora em abril (imagens aéreas em vídeo)

Transporte coletivo em Campos: gargalo e desrespeito começam a ser enfrentados com manifestações

O blog vai voltar ao tema já que a repetição tem justificativa e é justa. A população está sofrendo e se manifestando. Nesta quarta duas manifestações pipocaram.

Ambas fora da área urbana. Uma em direção ao sul, no caminho para a Lagoa de Cima e outra na direção Leste, em Ponta do Coqueiros na Baixada Campista.

O blog recebeu novos comentários em sua postagem aqui na terça-feira. A última o blog transcreve e ela reproduz o aumento da indignação:

"Roberto na Baixada Campista não está diferente as vans lotadas onibus lotados, hj viajei de Baixa Grande a Campos em pé tanto na ida quanto na volta, na volta de van em pé também e o motorista ainda reclamava das bolsas que as pessoas traziam pois queria colocar mais gente na van que já estava lotada, os horarios de onibus diminuiu e muito enfim é por isso que está tendo manifestação direto, não demora muito vão começar a por fogo em onibus ai o que vai ser, prefeita toma atitude, há me esqueci ela não depende de onibus!!!".

Diante desta realidade não está difícil identificar o Judas a ser pendurado nos postes neste sábado de aleluia.

quarta-feira, abril 16, 2014

Vox Populi: Dilma 60% x 40% demais candidatos somados na intenção de votos válidos

Em pesquisa divulgada hoje à noite pelo Instituto Vox Populi, a presidenta Dilma Roussef alcançou 40% contra 16% de Aécio, 8% de Campos e 2% do Pastor Everaldo.

Como a soma destes percentuais alcança apenas 66%, sendo as demais tabulações de indecisos, nulos e brancos, isto significa, numa regra de três, que nos votos válidos Dilma tem 60% e os demais candidatos somados 40%.

A variação em relação à pesquisa anterior é muito pequena e dentro da margem de erro. Dilma e Aécio, menos 1% e Eduardo Campos 2%, alterações abaixo dos 2,2% da margem de erro. A pesquisa ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios, há cerca de uma semana, entre os dias 6 e 8 de abril.

Por esta nova pesquisa Dilma continua levando a eleição no primeiro turno, ainda com boa margem de diferença.

Nissan em Resende: R$ 1,3 milhão por emprego

Vejam o custo de geração de emprego em uma montadora de automóveis na atualidade, diante da realidade de um processo industrial altamente automatizado e robotizado.

A fábrica japonesa da Nissan inaugurada ontem, no município do Sul Fluminense, Resende, necessitou de R$ 2,6 bilhões de investimentos para implantação da planta com capacidade para produzir 200 mil carros por ano.

Neste início trabalham 1,5 mil trabalhadores, devendo a força de trabalho chegar a 2 mil trabalhadores, segundo o presidente mundial da empresa Carlos Ghosn.

Desta informação podemos deduzir que o custo para gerar um posto de trabalho foi de exatos: R$ 1,3 milhão.

Mesmo que sejam empregos mais qualificados para lidar com máquinas e sistemas de tecnológicos, e portanto com salários um pouco maiores, fica evidente que a repercussão econômica de uma montadora de automóveis na vida de uma cidade é muito menor do que já foi no passo, mesmo, que ela gere ao seu redor toda uma cadeia de fornecedores e prestadores de serviços.

O empresário Eike Batista no auge dos anúncios das empresas de sua holding EBX, chegou a anunciar a possibilidade da montadora ser instalada no Distrito Industrial de São João da Barra, na retroárea do Porto do Açu.

A montadora japonesa fez opção pelo polo metal-automotivo já instalado no sul fluminense, antes mesmo da crise mundial no setor siderurgia ter feito a ítalo-argentina, Ternium, e depois a chinesa Wisco, desistirem de suas plantas em SJB, em 2010, e em 2013, as empresas X entrarem na crise puxada pela empresa de óleo OGX. As instalações da Nissan em Resende começou a ser construída em 2011.

A Nissan amplia para os mercados chamados de emergentes (Brasil, China, Rússia e Índia) sua produção. No caso do Brasil, em específico, projeta  ampliar sua participação no mercado de aproximadamente 2% para 5% num prazo de três anos.

Foto Divulgação da Nissan de sua fábrica em Resende, RJ.

terça-feira, abril 15, 2014

FCC, empresa espanhola que atua nas obras do Porto do Açu, demitiu 100 e reduziu um turno de trabalho

Terminal -1 do Porto do Açu onde a FCC executa as obras do
quebra-mar e píeres visto na imagem. Fonte: Prumo S.A.
No meio da semana passada, a FCC, empresa espanhola de construção FCC, que atua nas obras de construção de píeres e quebra-mar do Porto do Açu da empresa Prumo Logística Global S.A. (ex-LLX) demitiu cerca de 100 trabalhadores e eliminou um turno de trabalho, reduzindo o ritmo das obras em seu canteiro.

Junto disto, o blog apurou que mais de 50 caminhões que atuavam no transporte de pedras entre a pedreira e Campos e o Açu foram desmobilizados desta atividade, sob a alegação de grande estoque de pedras e limitação de área para este fim, junto as obras de infraestrutura dos dois terminais do Porto do Açu.

O blog fez contato com a Assessoria de Imprensa da Prumo S.A. e aguarda sua posição.

Transporte Público em Campos: um acinte, verdadeiro descaso com a população!

Hoje, eu não cito uma fonte, mas, foi este próprio blogueiro que presenciou a realidade nua e crua.

Ontem, por volta das 19:30, na avenida 28 de março, pude ver num ponto de ônibus uma van, fazendo transporte chamado de alternativo, na direção Penha-Pecuária.

Eu contei 15 pessoas em pé, fora as que estavam sentadas. No total, aproximadamente 30 pessoas transportadas numa van. Repito: numa van.

Certamente entre eles estudantes que não pagariam nos ônibus de linha e trabalhadores que teriam a passagem de R$ 1. Se usam o "alternativo" e nestas condições é porque a opção dada pela gestão pública é pior seja, pelo tempo e regularidade, seja pela própria qualidade.

A desculpa do horário de pico não funciona, porque todos sabemos que há que se ter mais veículos neste horário, simples assim.

Além da questão da segurança, pois não há a minima, no caso de uma freada mais brusca e, ainda pior no caso de um choque com outro veículo, as consequência serão trágicas.

Uma auxiliar descia a cada ponto para ajudar a "empurrar" as pessoas para dentro do veículo. Diante da realidade, não é possível falar de transporte coletivo cidadão nesta cidade.

É na verdade, um acinte, uma tremenda falta de consideração com o cidadão. Ouvindo algumas pessoas, há relatos de problemas semelhantes em outras linhas no horário de pico.

É incrível que numa cidade rica como a nossa, a situação do transporte público continuar calamitoso como a situação atual.

Um edital de licitação está em curso há algum tempo. O poder público reclama resistência das empresas e estas de armações. Um edital aparentemente copiado e com alguns vícios que nem a intervenção do TCE-RJ está sendo capaz de dirimir. Enquanto isto o povo continua sofrendo, a despeito dos discursos.

A população de nossa cidade não merece este tratamento que me faz questionar se nesta minha cidade, o amor pelo cidadão é apenas uma questão de slogan e de eleições.

PS.: Atualizado às 13:34: Para incluir na postagem foto enviada pelo professor Hélio Gomes Filho. Imagem tirada às 17:23 do dia 10 de fevereiro de 2014. Na imagem se identifica a linha (Centro-Ururaí) e o número da van. A foto serve para ilustrar o problema citado, confirmando que não se trata de caso isolado,mas, de um problema crônico e de uma enorme falta de respeito com o trabalhador e o cidadão campista morador das áreas mais afastadas do centro, entregues, literalmente, à própria sorte no seu ir e vir diário. Insisto não há como falar em transporte cidadão e amor pela cidade diante desta realidade. Como já falei, estão criando as condições para trazer para o município as grandes empresas de transporte como a Itapemirim e 1001. Espera-se que haja reações e mobilizações contra esta realidade para que as mudanças sejam realizadas.




















PS.: Atualizado às 13:52 com alguns comentários feitos no blog e no perfil do blogueiro no Facebook:
"Te convido para a linha JOCKEY-STA ROSA no ponto em frente ao Superbom da 28 com rua do Gás +- 17:30 h e venha conosco fazendo o percurso até pelo menos a escola Lions no sta Rosa, mas faça isso em vários dias.Ane.

"Onde estão os fiscais do ultimo concurso para o imtt?"

Marília Siqueira Isso que vc viu ja é, com certeza um absurdo, desrespeito. Mas garanto que tem coisa pior... ;/


Josélia Santana Muito pior ainda,é não poder contar com as vans( sempre lotadas)!!!A Empresa Conquistense que faz linha para Uenf está numa situação precária.Ninguém toma uma providência.O itinerário para uma universidade onde alunos e funcionários dependem exclusivamente de dois ou três ônibus.E a cada 50 mim ou hora.Uma vergonha!!!

Cesar Paes Caro professor, parabéns pelo assunto abordado. Realmente é um absurdo o que vem ocorrendo no transporte público de Campos. É bom lembrar, que esse drama no transporte existe desde quando eu tinha 10 anos de idade e estudava no saudoso Externato Regina da querida Dona Leda Boynard. Ao longo desses 43 anos, em nenhum momento ví melhora. Não sou muito à favor da estatização em atividades como essa. Mas do jeito que esses empresários do transporte coletivo em nossa cidade se comportam, penso que é preciso que a prefeitura de Campos tome uma atitude radical para tentar solucionar o problema. Cria-se a empresa pública de transportes urbanos e mandamos os donos de empresas de onibus, cuidar dos jardins de suas casas.

Daniel Barcelos Roberto Moraes , a situação que você relata se repete aqui no P. Califórnia/Horto/Uenf também. A empresa Conquistense, que faz essa linha, está funcionando apenas com 3 ônibus, assim, a espera pela chegada do mesmo tem durado entre 1 hora e 1 hora e meia. Dessa forma, os ônibus tem circulado SUPERLOTADOS, isso quando não dão defeito no meio do caminho, como aconteceu ontem. Depois de quase 2 horas aguardando do Conquistense - Circular- o ônibus deu defeito na pracinha do Flamboyant, as 22 horas. Está uma situação crítica. Outro agravante é que aqui, no P. Califórnia/ Horto/Uenf, não tem o tal transporte alternativo que em caso como estes seria uma alternativa, mesmo que de forma precária e desumana."

PS.: Atualizado às 15:32: Para postar alguns novos comentários com reclamações:
"Thayro Silva Já fiquei 2h 30 várias vezes hehe. Hj tem um pouco mais de vans aí melhorou um pouco, mas são daquele jeito né, pra subir um tem que descer quatro.

Maurício Quitete Quem tá na máfia circula como quer: pode usar trabalho infantil, pode estar com documento atrasado, pode estar transportando o que quiser (espero que entendam), quem não está não roda. A lei do transporte coletivo de Campos é essa Danielly. Mas cadê nós, estudantes, para pedir coisas pontuais como essas quando nos manifestamos?

Débora Fujimoto Ontem também fiquei um tempão esperando o ônibus pra conseguir ir pra casa... passaram dois extremamente lotados e por fim eu desisti e peguei um lotado também. Só consegui chegar em casa quase 8 da noite, sendo que estava no ponto de ônibus desde 18.

Victor Hugo Arêas Constatação do que já é antigo nessa cidade. Não é de hoje mesmo que o transporte e precário, mas 'é a um real', então tá valendo, né!? Porra nenhuma! Imagina quem precisa disso para levar comida pra dentro de casa. Um verdadeiro terror.
Arthur Medrado Minha cidade, meu amor. #sqn.

Hélio Gomes Eu gostaria de insistir na criação de uma Agência Municipal de fiscalização dos serviços concedidos. Com conselho comunitário de técnico e usuários. Só assim pra abrir as caixas pretas da Águas do Paraíba e das empresas de transporte. "

PS.: Atualizado às 19:42: Abaixo vídeo com matéria da InterTV que mostra de maneira evidente a realidade descrita acima pelo blog e por diversos comentaristas. A reportagem é de cerca de duas semanas atrás (02/04) o que demonstra ainda mais o pouco caso com a realidade vivida pela população que sofre sem dó e sem amor. O problema é antigo e repetimos, não há como chamar o transporte público do município de cidadão. Confira a boa reportagem de 4 minutos que mostra a lamentável situação de nossa pobre cidade rica.

video

Apelo contra a falta de segurança e violência em SJB e Baixada Campista

Abaixo o desabafo de uma pessoa da comunidade que por questões de segurança pediu para não ser identificada:

"Prezado Roberto Moraes,

É com muita tristeza e preocupação que venho através desta, solicitar que divulgue e também cobre das autoridades competentes as providências necessárias visando um basta na violência que está se alastrando por toda a baixada Campista e interior de São João da Barra.

Será que estão esperando acontecer o que está se passando na Capital do Estado para só depois retomarem o território?

Os moradores das diversas localidades da Baixada Campista e interior de São João da Barra estão alarmados, apavorados e se sentindo impotentes tamanha a onda de assaltos, roubos, furtos, assassinatos, estupros, tráfico de drogas, pessoas nunca antes vistas passando a residir da noite para o dia e com comportamentos e condutas estranhos aos hábitos locais, falta de transporte público, enfim, tudo de ruim está acontecendo e ao mesmo tempo o poder constituído está totalmente ausente, omisso e inoperante.

Seja de dia ou de noite, não existe mais tranquilidade e, infelizmente, não temos a quem recorrer, uma vez que a politicagem é o que importa para os nossos mandatários.

A ausência do poder constituído foi a consequência do que está se passando na Capital do Estado e em outras Cidades.

A baixada Campista e o Interior de São João da Barra, lugares de povo ordeiro, pacífico e trabalhador, estão se tornando terreno fértil para tudo de ruim que pode acontecer a essa boa gente.

Meu Caro Roberto, é urgente que providências sejam tomadas antes que seja tarde.

Admiro muito o seu trabalho e como pessoa séria que acredito ser, confio que você poderá levantar esta bandeira, não a da retomada de um território, más a bandeira da dignidade de um povo que não merece o que está acontecendo.

Um abraço."

segunda-feira, abril 14, 2014

Sobre a saúde de Armando Carneiro

O blog informou no início da tarde desta segunda-feira sobre o AVC sofrido pelo ex-prefeito de Quissamã, Armando Carneiro. No final da tarde, ouvindo outra fonte o blogueiro foi informado que o diagnóstico sobre seu estado de saúde não tinha confirmado o AVC.

Agora no meio da noite, a fonte anterior, confirmou ao blogueiro que em contato com a esposa do Armando, a Alexandra ela confirmou que foi descartado o diagnóstico de AVC, embora sem que um novo diagnóstico tenha sido fechado sobre a doença que o acomete. Há uma suspeita sobre uma infecção aguda, também conhecida por doença do carrapato.

Torcemos para uma evolução do quadro de saúde do Armando. Os comentários aqui e no Facebook demonstram as boas relações construídas por Armando a quem desejamos Saúde!

PS.: Atualizado às 11:30: Novas notícias sobre a saúde de Armando Carneiro são boas. Seu estado melhorou bastante segundo seu primo Haroldo. O diagnóstico é mesmo de uma infecção que criou um quadro geral muito semelhante ao de uma isquemia que foi descartada. Com o antibiótico que passou a tomar ontem, o quadro infeccioso está regredindo e as expectativas são de melhora gradual.

As falas do Felipe, goleiro do Flamengo e o futebol artificial dos nossos dias!

Engraçado, eu acho que ando entendendo algumas coisas diferentes da maioria.

A fala do jogador (goleiro) Felipe do Flamengo após o jogo decisivo de ontem, dizendo que "com gol roubado é mais gostoso", ao mesmo tempo que reclamava da provocação dos jogadores adversários, antes do fim da partida, me soou, como uma autêntica comprovação de que o futebol com suas idiossincrasias (mesmo em meio às maracutaias) ainda tem muito de originalidade, espontaneidade e saudável brincadeira após uma disputa emocionante como aquela de ontem. 

Digo isto até porque se tivesse mesmo esquema, que ele conhecesse e reconhecesse como roubo, jamais estaria verbalizando isto naquele exato momento e muito menos preocupado com as provocações anteriores dos adversários. 

Evidentemente, não sou favorável aos esquemas de arbitragens. 

A reclamação dos torcedores do Vasco é justa pelo gol irregular, mas, é difícil imaginar que se fosse o inverso o juiz fosse agir diferente naquele instante do jogo decisivo. 

Ainda assim, ao contrário de quase todos, relevei a fala do goleiro. Porém, aquiesci e me mantive quieto, repensando, minha opinião. 

Só que agora há pouco, eu leio na internet, uma nova declaração do goleiro dizendo que "um atleta profissional não pode falar o que falou". 

Desta forma, mesmo compreendendo tudo que cerca o apaixonado campo das torcidas no futebol, eu vejo que o esquema de artificialidade, deste para mim "falso profissionalismo" acaba aos poucos, e de forma impensada, tirando o pouco de autenticidade que ainda insistia em existir, neste ambiente do chamado "futebol profissional", cada vez mais artificial, fonte de riquezas com pouca relação com o povo. 

Não espero apoio à minha opinião, mas, não posso deixar de emiti-la, da mesma forma, como fiz, no dia final da Copa de 2006, quando todos condenavam Zidane pela sua expulsão, no jogo final da Copa do Mundo que acabou por levar a França à derrota, eu insisti em chamá-lo, pelas mesmas razões de agora: "Zidane, o humano!" (Clique aqui e leia o artigo em 11 de julho de 2006)

Repetindo a frase, eu a atualizo com: Felipe, o humano! Que tenhamos melhores arbitragens, mas, não deixemos estragar o resto de autenticidade que o futebol ainda tenta manter, em meio às fragmentações, superficialidades, falsos profissionalismos e distanciamento entre o virtual (digital) e a vida real e humana.
PS.: Publicado originalmente (agora com pequenas alterações) em meu perfil no Facebook.

Acervo do Monitor Campista

Em meio a problemas, uma boa notícia. Parabéns à Câmara de Vereadores de Campos pela decisão e ao jornalista Vitor Menezes, pela luta incessante que levou para a Associação de Imprensa Campista que atualmente preside. A solenidade que marca o retorno do acervo acontecerá na próxima quarta-feira, 16 de abril às 17 horas, na Câmara Municipal de Campos.


Ex-prefeito de Quissamã Armando Carneiro sofre AVC

O ex-prefeito de Quissamã e atual sub-secretário estadual de Agricultura, Armando Carneiro sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral Vascular) na manhã de sábado. Armando passa bem e está internado no Hospital Alberto Torres em São Gonçalo. Seu estado é estável. A família e amigos agradecem o carinho e a solidariedade neste momento.

PS.: Atualizado às 14:26 para acrescentar foto à postagem.

O incêndio em Valparaíso no Chile

Valparaíso é uma belíssima cidade portuária. Onde aliás, se situa, no litoral, de frente para o Pacífico, a mais bonita das casas "Museu Pablo Picasso" no Chile. Valparaíso era a localidade de preferência do grande poeta e político da América Latina. As colinas atingidas pelo fogo foram motivos de diversas de suas poesias.

Segundo o jornal espanhol El País, as chamas começaram no sábado por volta das 16h30 no Chile, no Camino La Pólvora, uma das estradas de acesso à cidade. "O incêndio florestal, no entanto, propagou-se rapidamente para zonas habitadas, principalmente pelo calor e o vento intenso. A presidenta informou que um primeiro cadastro indica que existem cerca de 500 casas totalmente danificadas e que o desastre se concentra nas colinas Mariposa, El Vergel, La Cruz, El Litre, Las Cañas, Miguel Ángel e Mercedes.

Valparaíso é uma cidade portuária composta por 42 colinas na orla do oceano Pacífico e é uma das que tem maior população no Chile. As ruas são estreitas e inclinadas, o que dificulta o acesso dos órgãos de emergência. Especialistas em urbanismo, como Iván Poduje, explicaram pela televisão local que entre os problemas que contribuíram para a propagação do incêndio estão o lixo das ruas, a falta de um plano adequado para enfrentar este tipo de tragédia e a construção de casas em locais não permitidos. Ao chegar à cidade, a sensação é de que nem uma agulha entra nessas colinas habitadas."

Clique aqui e veja uma galeria de fotos (com a de baixo do site do El País). E aqui para ler uma entrevista com o urbanista chileno Iván Poduje sobre o incêndio suas causas e consequências, na única cidade chilena que é declarada como Patrimônio da Humanidade.

É, talvez, oportuno recordar dos riscos semelhantes em morros do Rio de Janeiro. Não faz tanto tempo que um incêndio no Morro da Catacumba (ou Morro dos Cabritos conforme o lado), no dia 20 de junho de 2010, não tão pequeno assim que pode ser relembrado aqui neste link e na foto abaixo.

Valparaíso, Chile, em 13-04-2014






















Morro da Catacumba - Rio em 20-06-2010

E a 1001 problemas?

O Pezão vai seguir Cabral e continuar embromando a licitação para as linhas intermunicipais que hoje garantem à Auto Viação 1001, não apenas o monopólio, mas, o maior valor de passagem por quilômetro percorrido de todo o Brasil na linha Campos-Rio?

Num processo de quase uma década, o judiciário finalmente determinou a realização de licitação. Muitos governos passaram e o problema permanece, ou melhor se amplia. Até aqui nada? Nenhum prazo? Nenhuma discussão sobre o tema?

O blog já comentou aqui que o edital precisa ser discutido com as comunidades da região. Por que pode-se optar pelo critério de menor preço por quilômetro para escolher o vencedor, mas, de outro lado, pode-se garantir a manutenção do monopólio.

Linhas com mais movimento como Campos-Rio, Campos-Macaé, Macaé-Rio, Rio-Cabo Frio e outras comportam mais de uma empresa como operadoras. Este critério pode se somar ao de menor valor da tarifa, que pode ser oferecida pelas empresas que se interessarem pela disputa.

O blog abre novamente o assunto, porque as reclamações sobre a péssima qualidade dos serviços e o alto preço continuam. Até quando? Até depois das eleições? Quem prometeu e não fez perdeu a vez!

domingo, abril 13, 2014

Encontro de voo livre em Campos

O Morro do Itaóca é uma das belezas de nosso município. Por pelo menos três vezes subi ao morro para lá de cima ver a belíssima imagem de nossa planície. Em dias de baixa nebulosidade e mais limpo é possível ver bem mais que a área urbana e Lagoa de Cima que já nos encantam.

Nestes dias, sem queimadas, olhando na direção do mar se enxerga a Lagoa Feia e seu encontro com o litoral. Do lado sul é possível ver Serrinha e sua proximidade com Rio Preto e o Imbé.

Quem nunca foi vale a pena tirar uma manhã para este belo passeio.

Este foi o meu sentimento ao ver a foto do Roger Coutinho, publicada hoje em seu perfil no Facebook, mostrando a Área de proteção Ambiental (Apa) da Serra do Itaóca durante I Encontro de Voo Livre, promovido pelo Clube de Voo Livre de Campos.



PS.: O blog tem uma seção ao lado chamada "Álbum de Fotos" onde diversas imagens da região estavam hospedadas num provedor gratuito, que infelizmente foi retirado do ar. Lá existiam classificados por local, dezenas de fotos pouco conhecidas de nossa região, entre elas do Morro do Itaóca. 

As fotos permanecem guardadas em nosso acervo, mas, terão que ser novamente selecionadas e postadas num destes aplicativos em nuvens, mais modernos, tipo Instagram e outros. Quando tivermos tempo faremos este trabalho dos álbuns que constantemente é solicitado por leitores-colaboradores. 

Os que apreciaram a imagem do Morro do Itaóca podem ver outras postagens do blog sobre este belíssimo local, o ponto mais alto do nosso município que majoritariamente é uma planície:
AquiAqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Elas são de 2007, 2009 e 2011.

sexta-feira, abril 11, 2014

Sobre a Edison Chouest (Eco) no Açu e não no projeto de Barra do Furado

O blog comentou sobre este assunto aqui na última quarta-feira, quando divulgou a informação passada pela Prumo (ex-LLX), sobre o acordo de implantação de sua base de apoio offshore junto ao Terminal 2 (Sul) do Porto do Açu.

Na ocasião comentei que isto poderia fragilizar o projeto do Porto de Barra do Furado. Porém, conversando com o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Quissamã, Haroldo Carneiro, ele me confirmou que a empresa americana Edsion Chouest participou das negociações do projeto, mas, depois se afastou.

Além de sua atuação no Rio já comentada na nota citada acima, a Eco (Edison Chouest) estava em discussão sobre a implantação de bases portuárias no estado do Espírito Santo: nos municípios de Itapemirim e outro em Vila Velha.

Assim, a opção pela instalação no Porto do Açu, deve ter influência na disputa que o ERJ trava com o ES na estruturação da maior base de logística para apoio às operações de exploração offshore.

É oportuno também registrar que a ECO está participando como operadora, de processo de licitação que estão sendo feitas pela Petrobras para escolha de quem vai operar bases de operação offshore em nosso litoral. A Eco está indicando o Porto do Açu como uma de suas bases. O fato caso se concretize, tenderá a aproximar o Porto do Açu da Petrobras, objetivo que a LLX perseguiu por um bom tempo.

Quanto ao projeto de Barra do Furado, o projeto tem problemas, bem maiores que o acesso à região. Seu custo é bem maior que o estimado. As questões técnicas do by-pass não são simples como se cogitou.

Além das prefeituras de Quissamã e Campos com apoio dos governos estadual e federal, hoje, os grupos interessados em sua execução é o Estaleiro Ilha S.A. (IESA) e o Fundo de Investimentos, a BR Offshore Investimentos e Participações. (Veja imagem abaixo da maquete da BR Offshore para Barra do Furado)

Mesmo que o impacto seja menor, já que a Edison Chouest já tenha desistido de Barra do Furado, não há como considerar que o aprofundamento da atuação do Porto do Açu, como base de apoio offshore acaba por inibir, outros projetos na região com o mesmo objetivo. Ainda assim, vale acompanhar os desdobramentos deste processo.
Projeto da BR Offshore para Barra do Furado (terminal e estaleiro)

Seminário de catadores de lixo e reciclagem

Atendendo ao pedido da professora Erica Almeida da UFF o blog publica abaixo o folder da programação do "Seminário Catadores, Lixo e Reciclagem na Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos - desafios e perspectivas" previstos para os dias 29 e 30 de abril, na sede do Polo da UFF, em Campos. Para ver as imagens do folheto da programação do seminário em tamanho maior clique sobre elas.




Bolsa de Valores: "Eike usou informações privilegiadas"

A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) concluiu em investigação que Eike Batista e administradores da OGX levaram dez meses para informar mercado sobre inviabilidade de campos de petróleo. O assunto é matéria de capa da edição desta sexta-feira do jornal Valor que republicamos parte abaixo. A reportagem na íntegra da jornalista Ana Paula Ragazzi pode ser lida aqui.

OGX levou dez meses para divulgar 


inviabilidade de campos, diz CVM

Por Ana Paula Ragazzi | Do Rio
Investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que Eike Batista e os administradores da OGX sabiam da inviabilidade comercial de campos da empresa pelo menos 10 meses antes de a petroleira declarar essa condição, em 1 de julho de 2013. Em processo ao qual o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a CVM aponta que os administradores falharam ao não divulgar ao mercado informações relevantes e que Eike negociou ações de OGX e OSX com informações não públicas e potencialmente negativas para ambas. Ao mesmo tempo, deu declarações otimistas via Twitter.
O ponto central da investigação foi a declaração de inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em 1º de julho de 2013 e que marcou a derrocada da petroleira OGX, culminando com a recuperação judicial.
A CVM diz que, entre 2009 e 2011, a OGX fez uma série de divulgações a respeito do potencial desses campos, sempre com perspectivas positivas. Depois de um comunicado de julho de 2011, a próxima divulgação só ocorreu em março de 2013, quando a petroleira declarou a comercialidade das acumulações Pipeline, Fuji e Illimani, que receberam conjuntamente o nome de Tubarão Areia. Quase três meses depois, fez a já citada declaração de inviabilidade comercial dos quatro campos.
O termo de acusação, elaborado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, destaca que essas foram as informações divulgadas pela OGX ao mercado. No entanto ao solicitar esclarecimentos adicionais da petroleira, a autarquia reuniu informações internas da companhia, que não chegaram ao público.