terça-feira, maio 20, 2014

Conclusão do mineroduto do Sistema Minas-Rio

O blog apurou que os 525 quilômetros de extensão do mineroduto, do Sistema Minas-Rio, entre os municípios de Conceição de Mato Dentro, em Minas Gerais e a localidade do Açu, no município de São João da Barra, no Norte Fluminense estão sendo concluídos.

Unidade em Conceição de Mato Dentro, MG, onde está
a mina e se inicia o mineroduto até o Açu.
Agora os testes continuam a ser realizados e só a identificação de problemas é que exigirá a presença de equipes técnicas que implantaram o mesmo ao longo de 32 municípios. As obras do mineroduto são tocadas pela Construtora Camargo Corrêa.

A ligação da linha com todo o sistema da mina, em Conceição do Mato Dentro tem previsão de ser assistida, pelo presidente da Anglo American. A data prevista para o ato seria o dia 2 de junho 2014.

A licença para operação do mineroduto e todo o sistema já foi solicitada ao Ibama, mas, ela só é concedida depois de realizado todos testes. Segundo informações, técnicos do Ibama estão vistoriando a extensão do mineroduto, a mina e também a unidade de filtragem junto ao Porto do Açu. Ainda se trabalha na montagem de dois imensos tanques junto à mina em Conceição de Mato Dentro.

O período de testes e de conclusão da unidade de filtragem junto ao Porto do Açu ainda dependem de diversas etapas. A mesma fonte diz que a meta é para que até o Natal, já haja condições para chegar minério ao Porto do Açu, embora haja quem faça esta estimativa de que as exportações só aconteçam próximo ao final do primeiro trimestre do ano que vem. A conferir!
PS.: Atualizado às 02:42.

10 comentários:

Anônimo disse...

os ecochatos foram vencidos!... o projeto Minas-Rio atropelou todos aqueles que tentaram inviabilizar este mega empreendimento... a Anglo com o Minas-Rio irá gerar muitos empregos, renda e impostos para o Brasil...

Fabio Nunes disse...

Muitos empregos, renda e impostos mas um passivo ambiental incalculável. Principalmente no que se refere a água usada no mineroduto.

Anônimo disse...

Caro Fábio Nunes:

Você está certo. O passivo ambiental existirá.

Faremos o quê, enquanto sociedade?
A sua casa, o seu carro, o seu computador, o seu telefone celular e tudo que usamos tem aço em seu componente ou de alguma maneira está ligada à cadeia produtiva do aço. Obviamente você sabe de onde vem o aço.

Talvez até saiba que o teor de hematita do nosso minério é infinitamente superior a média mundial. Sem contar que está a profundidades muito mais acessíveis que o vale do Ruhr, na Alemanha, por exemplo.

Você não quer abrir mão do seu conforto. Nem eu. Nem o blogueiro. Nem ninguém que eu conheço. Daqui a 1000 anos seremos lembrados como a sociedade viciada em conforto que se lambe o tempo inteiro.

Pois bem. Quase ninguém está disposto a pagar mais por produtos menos agressivos ao meio ambiente. Os alimentos orgânicos são a prova disso. Sem falar nos problemas de escala e produção destes produtos "ambientalmente corretos", que na prática, não existem. Termos nascido, Fábio, já modifica o meio ambiente.

O nosso sistema aponta para onde estamos indo porque nós queremos que seja assim, mesmo que alguns bravos combatentes como você deseje o contrário. A questão é que desejar não basta. Estamos usando roupas do Sri Lanka e Bangladesh, sapatos do Vietnam, celulares com Coltan minerado no Congo à custa de 5 milhões de mortes e uma infinidade de mimos que adquirimos com a boca escancarada, cheia de dentes. Muitos sabem como estes produtos são fabricados mas outros não querem nem saber. Mas todos usam.

O problema não é simples e não significa que não devamos cobrar dos empreendedores medidas de mitigação e reparação de danos socioambientais. Mas é preciso ter em mente que jamais haverá dano zero. Um ou outro bichinho azulado deve desaparecer e isto poderá implicará em algum desconforto para nós ou custar até a vida ou a saúde de alguns. Podemos ter menos água e até morrer de sede a longo prazo. Mas estas são escolhas nossas. E até o momento temos feito estas que estão aí.

O inferno não são os outros.

Anônimo disse...

Ao anônimo das 11:53 da manhã e ao Fábio Nunes.

Bom existir esse debate, pois a grande realidade é que de fato tem que existir algum meio de exploração e consequentemente o transporte do derivado.
Fabio Nunes, não podemos tentar ser uma potência mundial e igual a China e USA poluindo o meio ambiente e influenciando não somente seu país mais de forma global. O que podemos fazer é conceder, facilitar, buscar compensações, dar infra-estrutura ao município e aos municípios circunvizinhos esquecidos pelos estados principalmente em Minas Gerais onde escola, hospital (precário), programas de qualificação e inclusão da sociedade no empreendimento.
Este é um dos vários empreendimentos que fazem isso inclusive este.
Se existe minério, como fazemos para explorar?
Linha férrea? Agride ao meio ambiente
Dutos? Agride o meio ambiente
Transporte terrestre? Agride o meio ambiente além de tornar as estradas piores do que são e aumento do tráfego.

Qual seria a sua forma de explorar?

Nunca estará bom para todos, afinal cada um pensa de uma forma e muitos tem interesses próprios.

Antes do início dos empreendimentos impactantes ao meio ambiente, existe audiência pública e esta é divulgada para participação da comunidade. Sabe o que fazem ? Não vão. Depois que começa o empreendimento é que começam as reclamações. A sociedade civil tem que ser mais participativa e sair um pouco e esquecer o BBB e a sequência de novelas da rede globo. Assim ter voz ativa e chegar a um denominador que fique bom para todos.

Como é feita a distribuição do gás natural? Por dutos. Porque quando é obra da Petrobrás não se cria tanta resistência quanto a empreendimentos de multinacionais que compensam muito mais as comunidades do que a própria Petrobrás.

Que venha o minério e segunda linha seja ela de água ou de minério.

Anônimo disse...

Pelo último comentário a culpa pela salinização do solo e das águas dos canais e também suspensão das medidas de compensação social e ambiental é do povo.

Povo pobre desgraçado está sempre atrapalhando os riscos a ganharem dinheiro.

A desgraça é que precisam deles para trabalhar (porque ricos, só mandam)e depois para consumir o que produzem.

Deve ser difícil professor que os donos da casa grande entendam isto.

E olhe que o senhor vem mostrando no dia a dia neste blog, tudo que foi sendo feito.

Passaram por cima dos pequenos enquanto deixavam ser roubados por empresas grandes e até de forma do Brasil.

Anônimo disse...

Em resposta ao último comentário.

O que você quer que exista ?

lojas, shopping, bancos, comércio, praia, pousada. Em qual dessa atividade você quer trabalhar?
Ou quer ser dono.

Deve-se fazer um estudo procurar a origem da salinização, compensar de toda a comunidade e consertar os erros.

Existia sim terras inativas, herdadas por pessoas que não tem competência para qualquer tipo de atividade. Gados morrendo, nenhum tipo de plantação e fazendeiros milionários da região com grandes terras usando 35 a 40 % destas.

Roubar os pequenos e o Brasil?

O Brasil é de fato fácil de ser roubado?
Se fosse realmente roubado não tomaria de volta.

Por que você acha que não existe empresa pública explorando minério?

Se realmente as medidas de compensação social e ambiental é do povo foi suspensa, então tem que notificar.

Em Campos não existe salários altos a não ser os concursados de anos.

Em São João da Barra não existe comércio em sua única rua de comércio.

Em São Francisco...aaaa em São Francisco... continua isolado devido a essa ponte governo "tanto tem interesse" ainda permanece uma Roça.

Pessoal de Quissamã, a maioria vão trabalhar em Macaé.

Os únicos altos salários de Campos são de pessoas que trabalham fora e na atividade de petróleo muitas delas... que também tem sérios danos ao meio ambiente. Só sabemos do que é divulgado e quando é divulgado.

Você é contra ou a favor do empreendimento no Açú ?

Anônimo disse...

O Anônimo das 8:06 personifica a nossa tradição de que a culpa sempre é dos outros. Se há mesmo salinização (parece não haver consenso sobre isto) e o empreendimento deu causa, que sejam cobradas as medidas para mitigar as consequências. Que sejam cobrados as medidas socioambientais viáveis.

Não o conheço, sr. Anônimo, mas desconfio de quem se opõe a qualquer coisa sob o argumento de amor aos pobres. Geralmente amam a humanidade e desprezam o semelhante, as pessoas comuns.

Desconfio de gente assim, que, vistos de perto fazem o oposto do que dizem defender. Talvez tenha um empregado sem carteira assinada, talvez não forneça equipamentos aos seus, talvez sonegue impostos, quem sabe tenha um emprego público e não cumpra suas obrigações corretamente. Será que utiliza produtos ilegais, será que pode se considerar acima de qualquer suspeita?

Como disse, o problema não é simples e não significa que não devamos cobrar dos empreendedores medidas de mitigação e reparação de danos socioambientais.

Portos são necessários para sustentar o nosso modo de vida. Sobretudo no Brasil que prescinde de infraestrutura. Temos que faze-los de um jeito ou de outro. É provável que alguns tenham sido injustiçados na implantação do complexo. É provável que alguns animais sofreram e algumas plantas tenham sido dizimadas. Mas como disse, estas são nossas escolhas como sociedade.


Anônimo disse...

Também não conheço você, porque quer me conhecer. kkkk aqui só o professor e o Fábio são conhecidos. Você fala um monte de coisas quer dizer como tem que ser o mundo fala um montao de coisas sem dizer nada. Diz que eu falo uma coisa e faço outra e contnua falando um monte de coisa sem nocao e tambem me acusar mas gozado defende os poderosos porque diz que tem que ser assim mesmo kkkk

eu que digo que pra que gente assim.Temos que gerar emprego sim mas nao precisa passar por cima das pessoas e das coisas. voce não debate nada parece mandao, ditadorzinho

Vânia Musse disse...

Senhores,

Li os comentários e pareceu-me que nenhum de vocês foi atingido por esse projeto. Desculpem-me se não estiver correta.

Mas, falar sobre essa questão sem ser um dos massacrados pela Anglo pode não condizer com a realidade.

Na região de Carangola, fomos a única família que não aceitamos a indenização e estamos na luta contra essa mineradora desde 2008.

Obviamente, não somos contra o progresso. A nossa luta está focada na preservação da natureza, da cultura e da arqueologia, elementos esses que se encontram na Fazenda Santa Cruz.
Além disso, a forma com que essa mineradora age e a omissão dos órgãos públicos são revoltantes.

Só vivenciando a situação para sentir na pele a falta de respeito com os "superficiários", a falta de transparência, as estratégias utilizadas pelos funcionários, a mentira, a maldade contra os que reagem contra, a falta de apoio de uma comunidade anestesiada.

O que a Anglo promoveu nessa fazenda pode ser considerado um crime ambiental, arqueológico e cultural oficializado.

Anônimo disse...

so no Brasil mesmo; a destruição do meio ambiente em troca de meia dúzia de políticos e grande empresários beneficiados com toda essa destruição,sem falar da agua que é usada pra mandar esse mineiro ate o porto que alguns mentem que retorna.Se ela retornasse tornaria o mineroduto inviavele a gente aqui de minas tendo que racionar agua pelo menos 30 por cnto do que consumíamos.Que pais é esse