quarta-feira, junho 25, 2014

Ferrovia Vitória-Rio e suas conexões regionais

O projeto que o governo do estado apresentou hoje pela manhã, na reunião do Comudes, Conselho Municipal de Desenvolvimento de Campos, trata-se do projeto de interligação ferroviário que fará a ligação do Espírito Santo com o Rio de Janeiro - Ferrovia Vitória-Rio (EF 118.

A previsão é que este trecho seja leiloado ainda neste ano, pois faz parte do segundo do pacote das licitações ferroviárias, dentro do Plano Nacional de Logística e Transportes do governo federal, conforme comentamos aqui no blog no último dia 3 de junho.

A discussão com a PMCG se deveu ao traçado do Corredor Logístico do Açu que pretende se interliga a esta ferrovia, devendo também possibilitar a interligação com diversos outros projetos portuários nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, como é também o caso do Porto Central, no município de Presidente Kennedy, ES.

O projeto apresentado hoje foi bancado pelos dois governos e teve a participação de técnicos de diversas prefeituras dos municípios a serem cortados pela mesma. Representantes destes empreendimentos privados (Porto de Açu e do Porto Central) também participaram do projeto colocando e defendendo suas propostas e necessidades.

O blog não sabe informar a cargo de quem ficará a construção e ou financiamento destes ramais de interligação da ferrovia, ou, se os mesmos serão totalmente bancados pelos recursos pela concessão, que aparenta ser o mais provável.

Na prática se dá aquilo que é conhecido com a construção das “Condições Gerais de Produção” por parte do Estado para a viabilização dos empreendimentos.

O município de Campos solicitou corretamente que o traçado da ferrovia no trecho do município não corte a área urbana. Assim, o desenho optado não mais passaria entre a Tapera e Ururaí e sim interligaria Barra do Furado e o Açu, a partir de Dores de Macabu e Tócos, que segundo os técnicos também reduziria o traçado original do Corredor Logístico anteriormente desenhado para ser executado pela LLX.

Espera-se que tenha sido considerada a viabilidade de uso para transportes de passageiros entre estes trechos facilitando o movimento chamado de pendular (ida e volta diária) de trabalhadores.

Resta saber, com este novo traçado como ficaria o decreto estadual anterior que desapropriou diversas propriedades rurais na Baixada Campista que tinha o propósito de viabilizar o Corredor Logístico. Pelo que está se deduzindo, um novo decreto estadual será necessário para desapropriar as novas áreas que atenderão ao novo traçado.

A interligação ferroviária fazendo a chamada intermodalidade é um dos principais itens que podem efetivamente dar grande dinâmica aos projetos portuários da região e sua interligação a outros pontos.

Os técnicos em logística trabalham com a regra básica e geral que até mil quilômetros a via de transporte mais adequada é a rodoviária. Entre mil e dois mil quilômetros a ferroviária e acima disto a marítima. Evidentemente há exceções e cada caso é um caso, como da opção do uso das dutovias que comentamos aqui em postagem ontem também deste blog.

Pelo novo projeto para a ligação Vitória-Rio, uma parte do traçado original da RFFSA da EF 118 que hoje está sob a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (empresa vinculada a Vale) será aproveitada, só que com nova bitola. A concessão deverá ser retomada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O trecho principal terá ligação também em Macaé e Itaboraí, permitindo interligação com o Comperj e daí ao Porto de Itaguaí, onde se vinculará ao traçado nacional, hoje operado pela MRS em direção a Minas Gerais e ao Porto de Santos em São Paulo.

Pelo que o blog está deduzindo, a intenção dos dois governos estaduais é que a licitação inclua os dois ramais de interligação ao Porto do Açu no RJ e ao Porto Central no ES, pela EF 254, na licitação geral. O fato tiraria dos empreendedores portuários os gastos necessários para a construção destes ramais.

Por fim, é bom lembrar que boa parte destas negociações foram feita com o ministro César Borges que foi hoje trocado pelo Paulo Sérgio Passos que já havia sido ministro dos Transportes.

6 comentários:

Anônimo disse...

Mudando da água para o vinho, eu lí uma mentira deslavada, a prefeitura deveria ser clara: será paga a terceira parcela da progressão dos professores e não dos profissionais da Educação. As centenas de auxiliares de secretaria não foram incluídos no plano de progressão de cargos e salários até hoje, então não venha a prefeita falar que será pago aos profissionais da educação, seja clara, será paga aos professores, só.

Matéria MENTIROSA que lí: que a Prefeitura de Campos inicia nesta quinta-feira, dia 26, o pagamento dos servidores referente ao mês de junho e a primeira parcela do 13º salário. Que a prefeita Rosinha Garotinho destaca que serão injetados R$ 93,7 milhões na economia local durante os três dias de pagamento. O valor da folha de pagamento é da ordem de R$ 68.969.427,70, incluindo a terceira parcela da progressão dos profissionais da Educação.

(SÓ AOS PROFESSORES, EXCLUÍDOS FORAM OS AUXILIARES DE SECRETARIA, QUE DEVERIAM CRUZAR OS BRAÇOS)

Anônimo disse...

boa tarde, seria de muita valia se o sr. publicasse em primeira mao o mapa desse corredor, se possível com o traçado de desapropriação, pois caso seja igual ao açu, com terras saindo com valores insignificantes, os moradores dessas áreas se previnirao

Marco Alexandre disse...

Muito bom saber que estão encarando o Porto do Açu como um investimento sério, e que as ferrovias voltaram a ser consideradas no Brasil.

Na onda da mobilidade urbana, na qual eu torço pro uso de passageiros na mesma ferrovia, eu pergunto - Não está na hora de um metrô aqui em Campos? Pelo tamanho da cidade, não seria algo exagerado. E pelo orçamento da mesma, nada impossível. Poderia ter uma estação do Shop Estrada até Goitacazes, e do Parque Aurora até Guarus, com possível interligação com o trem, usando a ponte de ferro.

Imagina o cara que desce em Campos na rodoviária e pode pegar um metrô com estações no Alzira Vargas, na Praça São Salvador, na UENF, naquele terreno ao lado do Comfort(O cara desce a negócios e tem um metro do lado do Hotel, em frente a um shopping e na principal avenida da cidade. Se não ali, próximo do local, ali atrás da Nilo Peçanha), em Goitacazes, e, como um sonho de mobilidade, no Aeroporto de Campos.

Victor de Alameida e Silva disse...

O mapa que foi solicitado acima:

http://polosvto.com.br/wp-content/uploads/2014/09/dia-2209.pdf

Victor de Alameida e Silva disse...

passaram as eleições o pezão já deu marcha ré no metrô de Niteroí vamos ver se vai dar ré aí também.

Roberto Moraes disse...

Muito bom Victor.