terça-feira, setembro 16, 2014

Câmara de SJB remarca audiência com a Prumo para discutir avanço do mar no Açu

Depois de pedir adiamento da reunião pública anteriormente marcada para o dia 3 de setembro, hoje a Câmara de SJB remarcou com a Prumo (ex-LLX) controladora do Porto do Açu, a data de para o próximo dia 1 de outubro às 19 horas. Abaixo o release enviado pela Câmara de Vereadores de SJB ao blog:

Reunião pública na Câmara de SJB dia 01 sobre avanço do mar no Açu
A Câmara de São João da Barra vai promover no dia 01 de outubro, às 19h, uma reunião pública a fim de esclarecer questionamentos do vereador Franquis Arêas se as obras do Porto estariam causando a erosão e o avanço do mar na praia do Açu. O pedido foi feito pelo vereador, por meio de requerimento aprovado em plenário no dia 05 de agosto. No documento, Franquis solicitou informações sobre o assunto à Empresa Prumo Logística Global, atual responsável pelas obras do empreendimento.

Em contato com o presidente da Câmara, Aluizio Siqueira, o Relações Institucionais da Prumo, Caio Cunha, confirmou presença ao encontro e informou que a empresa vai apresentar ao público, o estudo denominado “Sobre a evolução da linha de costa adjacente aos molhes do Terminal TX2 do Porto do Açu e a necessidade de transposição de sedimentos”.

O estudo – enviado pela empresa à Secretaria da Câmara na última segunda-feira (15) – foi coordenado pelo engenheiro Paulo César Colonna Rosman, que também estará presente ao encontro. Rosman é professor do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ e do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ.  

Segundo o vereador Franquis, que mora no Açu, o mar avançou muito e a praia já não tem mais orla, o que anda preocupando os moradores do 5º Distrito. “Não estou afirmando que esse avanço está sendo causado pelo porto, mas precisamos estar atentos e esta reunião será muito importante para tirarmos todas as dúvidas”, destacou Franquis.

A reunião pública estava marcada para o dia 03 de setembro, mas teve sua data transferida porque um dos representantes da Prumo não poderia estar presente na data. 

Atualizado às 17:46 e 17:54: Veja aqui a postagem com diversas fotos publicada em nota deste blog no último sábado mostrando o avanço do mar sobre a consta no balneário de Barra do Açu, junto ao porto. Acrescentado uma das fotos do avanço do mar no sábado.

28 comentários:

Anônimo disse...

O avanço do mar na praia do Açu e de Atafona tem como causa a redução da vazão do Rio Paraíba do Sul.

Atafona sofre com o problema há décadas, mais precisamente desde a inauguração a usina hidrelétrica de Santa Cecília em 1952 que alterou a vazão do rio substancialmente. Atafona é mais sensível ao problema porque está muito próxima ao delta do rio.

Este ano a vazão do rio Paraíba foi reduzida ao mínimo histórico por causa da intensa seca (a mais severa dos últimos 59 anos) e por causa da decisão do governo de São Paulo de desviar a agua para abastecer a capital. O somatório de fatores levou o problema para outras praias de SJB, como a do Açu.

As inúmeras usinas hidrelétricas existentes ao longo do Paraíba (e seus afluentes) têm reduzido a vazão das represas por conta do baixo nível dos reservatórios.

Abaixo segue uma reportagem do jornal Valor do dia 15.8.2014 informando que a Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou a usina de Santa Cecília a reduzir sua vazão a níveis abaixo do MÍNIMO por tempo prolongado.

http://www.valor.com.br/brasil/3654994/ana-vazao-do-paraiba-do-sul-para-barragem-sta-cecilia-segue-reduzida

O porto não é a causa do problema. E ao contrário do que muitos pensam, ele não está imune ao avanço do mar. As pedras colocadas ao longo do porto para protegê-lo contra a maré alta retardaram a erosão, mas se o mar continuar avançando o empreendimento também estará ameaçado.

A Prumo deve estar tão preocupada (ou pelo menos deveria) como a população que vive no Açu.

Infelizmente, não há nada que se possa fazer no curtíssimo prazo. Um rio Paraíba com vazão extremamente reduzida já deve estar a caminho de SJB. Leva-se um tempo até percorrer toda a distancia de SP até o mar. Muito provavelmente o mar invadirá a Av. Atlântica e as casas da praia do Açu até o final do ano.

Deus queira que eu esteja errado.

Anônimo disse...

Se o motivo fosse a reduzida vazão do Rio Paraiba do Sul, certamente a cidade de São Joao da Barra não mais existiria. A devastação ambiental que está em prática para a construção desse maldito porto é a grande causadora do avanço do mar sobre a Praia do Açu. Já venho falando que o mar ainda dará sua resposta a toda agressão que vem sendo praticada contra a natureza nessa região. Infelizmente inocentes vão ser atingidos com a perda suas residências e propriedades. Tudo para beneficiar àquele que era considerado o dono do Brasil e que está deixando esse rastro de destruição.
Que progresso é esse em que primeiro o poder constituído deixa destruir para depois tentar consertar.
Essa reunião vai ser apenas mais uma que não explica nada, não soluciona nada. É PURA ENGANAÇÃO
Pobres dos moradores da Praia da Açu que foram enganados.
Perguntem aos moradores da praia que dá nome a esse maldito porto quais os benefícios introduzidos naquela comunidade. Nenhum. E agora a praia está sendo destruída. É o chamado tiro no próprio pé. Que triste fim.

Anônimo disse...

Prefeitura de SJB - 17/08/2014

CONTENÇÃO DO AVANÇO DO MAR EM ATAFONA É VIÁVEL

INPH apresentou projeto que já foi desenvolvido com sucesso em outros pontos do litoral brasileiro.

“A recuperação da orla de Atafona é possível e viável”. A declaração é do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), o engenheiro Domenico Accetta. O projeto conceitual foi apresentando na última terça-feira, 12, no auditório da prefeitura e contou com a presença do prefeito José Amaro de Souza Neco e de vereadores e secretários. Segundo Accetta, o projeto final deve ser entregue dentro de cinco meses e a previsão é que a obra seja orçada entre R$ 140 e 180 milhões.

Para referendar a sua ideia, Domenico Accetta mostrou casos similares onde o INPH conseguiu recuperar, como Marataízes e, principalmente, Conceição da Barra, que também é um pontal, ambas no Espírito Santo. O engenheiro também apresentou detalhes do projeto inicial. A princípio seriam recuperados quatro quilômetros de praia, no sentido Atafona -Grussai, e aumentada a faixa de areia em cerca de 100 metros.

“Realizamos um estudo sobre a viabilidade de um projeto que possa conter o processo de avanço do mar em Atafona, na foz do rio Paraíba do Sul. O projeto é complexo devido aos diferentes locais de erosão e assoreamento na foz, mas é totalmente viável. Foram dias de trabalho que vão valer a pena”, ressaltou Domenico.

Segundo o prefeito José Amaro de Souza Neco, esta nova possibilidade renova a esperança dos moradores de Atafona.

“Estamos torcendo muito para que dê certo. Nós sabemos quantas pessoas perderam casas em Atafona. Esse projeto renova a esperança da população. Sempre pedimos ajuda para resolver a situação, mas não tínhamos um projeto para apresentar. Agora, com esse excelente trabalho do INPH vamos buscar os recursos nas esferas estadual e federal para darmos início a esta nova etapa”, ressaltou.

Processo erosivo- As primeiras observações do processo erosivo foram há 40 anos. O mar avança sobre a cidade desde os anos 70 e vem destruindo ruas inteiras. O problema foi intensificado com a falta de pressão do volume de água do rio Paraíba do Sul, que corta a cidade de São João da Barra a caminho do mar.

O técnico em Turismo, André Pinto atuou como colaborador do projeto “Erosão de Atafona”, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo André, o distrito tem características peculiares que fazem com que ali sejam sentidas estas transformações mais drásticas.

“A forte dinâmica das correntes marinhas, a formação geológica e por ser o ponto de tensão dos ventos vindos do nordeste, além da construção irregular nas faixas do rio e do mar, fazem com que Atafona viva este problema com tanta intensidade”, disse.

A ruína mais impactante de Atafona é o “hotel do Julinho”. Construído pelo empresário Júlio Ferreira da Silva em 1973, o empreendimento também foi uma mercearia. O jornalista João Noronha, no livro “Uma Dama Chamada Atafona”, descreve o prédio como “o primeiro supermercado da cidade, dotado de bar, padaria e lanchonete”. Na parte superior, foram construídos 48 apartamentos com suítes em três andares. O prédio veio abaixo em abril de 2008, numa nova aproximação do mar. Ninguém se feriu. Meses antes a Defesa Civil Municipal havia interditado o local.

Segundo os moradores mais antigos, o avanço do mar acontece desde os anos 70. Estima-se que o mar avançou sobre cinco ruas, totalizando cerca de 500 casas. Isso equivale, pelos cálculos da prefeitura, a 40 campos de futebol. “O mar avança cerca de três metros por ano”, diz André Pinto. Tanto que o mar é proibido para o banho devido à presença de vergalhões e restos de construções escondidas sob as águas barrentas. “A cor, aliás, em nada tem a ver com poluição – é pela vizinhança com o rio”, ressaltou.

http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-3254/contencao-do-avanco-do-mar-em-atafona-e-viavel

Anônimo disse...

A QUESTÃO DA EROSÃO DO LITORAL NA REGIÃO DO AÇU, NESTE MOMENTO, NADA TEM HAVER COM A EROSÃO DE ATAFONA PELO CONTRÁRIO, A EROSÃO DELA É QUE REABASTECIA DE AREIA O AÇU E O RESTO DA REGIÃO.
SE OLHARMOS A GEOGRAFIA DA COSTA VEREMOS A FOZ DO PARAÍBA ONDE NATURALMENTE COM O PASSAR DE ANOS ACUMULOU SEDIMENTOS QUE FORMARAM A REGIÃO QUE É GEOLOGICAMENTE NOVA. PELA PERDA DE VAZÃO DO PARAÍBA A CORRENTEZA MARINHA QUE NA REGIÃO FAZ O ARRASTO DE MATERIAL DE NORTE PARA SUL COMEÇOU A DIMINUIR A FAIXA DE AREIA DE ATAFONA E ISSO CONTINUA.
NO AÇU A EROSÃO EXISTIA DE MANEIRA MUITO LENTA POIS A AREIA QUE ERA RETIRADA AO MESMO TEMPO ERA REPOSTA PELA MESMA CORRENTE QUE TRAZIA DA FOZ DE ATAFONA. COM O CANAL PROFUNDO QUE FOI FEITO INTERROMPEU O FLUXO DE AREIA QUE VINHA DE ATAFONA PARA O AÇU E AGORA A EROSÃO NESTA LOCALIDADE ACELEROU MUITO. NAS FOTOS QUE FORAM TIRADAS EM FRENTE DA CASA DE CLAUDIO RANGEL (TODOS DO AÇU CONHECEM)A PRAIA TINHA A MESMA FAIXA DE AREIA A MAIS DE 20 ANOS. FALO POIS CONHEÇO O LUGAR DESDE CRIANÇA. E ME LEMBRO DO PROFESSOR SOFIAT EM UMA AUDIENCIA PÚBLICA RELATANDO A SUA CONVERSA COM OS ENGENHEIROS DA EMPRESA ONDE ELE GARANTIU QUE ISSO ACONTECERIA. HOJE INFELIZMENTE ESTÁ ACONTECENDO AGORA OS MORADORES QUE SE ACHAM PREJUDICADOS DEVERIAM PARAR DE ESPERAR OS POLÍTICOS QUE SÃO QUASE EMPREGADOS DO GRUPO FAZEREM ALGUMA COISA E PROVOCAREM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL A OBRIGAR A EMPRESA A CUMPRIR O PREVISTO NO ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS. ISSO SE A IMPRESA NÃO QUEBRAR DENOVO POIS MINÉRIO DE FERRO ESTÁ CAINDO INTERNACIONALMENTE E A CHINA NÃO ESTÁ COMPRANDO TANTO. SE A MARINA GANHAR NÃO ACREDITO QUE VÁ FICAR SEGURANDO A ONDA DESSA EMPRESAS PRINCIPALMENTE QUE PROVOCAM DESASTRES AMBIENTAIS COMO A LLX AGORA PRUMO. E SE ISSO ACONTECER QUEM VAI REPARAR ESSE DESASTRE.
É HORA DE APROVEITAR E IMPURRAR MAIS PROCESSOS NAS COSTAS DE EYKE E SUA TURMA.

Anônimo disse...

O fenômeno é o mesmo em Atafona e no Açu.

Você não pode afirmar que são coisas diferentes porque estão muito próximas uma da outra. Geologicamente a distância é muito pequena.

Outra coisa é que um canal pequeno JAMAIS conseguiria provocar um avanço do mar tão grande por uma distância tão grande. O que está acontecendo é um fenômeno generalizado.

Tem que tomar cuidado com opinião do professor tal, engenheiro não sei quem e outros pitaqueiros de plantão. O máximo que eles fazem é chegar na beira da praia, olhar e concluir uma besteira qualquer. A maioria das opiniões estão fundamentadas em ideologias partidárias. Uma pequena pesquisa na internet e qualquer um consegue desenhar o perfil ideológico do fulano. Eles pecam por não terem fundamentação científica. Seguem a ideologia do partido. Tem que ter estudo sério para concluir qualquer coisa.

O Eike não é mais controlador do porto. Hoje ele é sócio minoritário e está isento de qualquer responsabilidade. Ele controla apenas a OSX.

Roberto Moraes disse...

Interessante as digitais do comentário acima. Ele diz que é preciso ter cuidado com as opiniões de professores e "pitaqueiros de plantão", rs.

Fica evidente que para o comentarista só a análise que lhes é favorável é científica. As demais seriam interessadas, como se esta emitida não fosse o mesmo.

Fica evidente que se trata de um investidor, sim, minoritário, que está atrás só de lucros em papeis.

Por aí se percebe que o discurso da sustentabilidade dos projetos acaba sendo "para inglês ver".

O blog não é contra projetos de desenvolvimento econômico para o país e para a região, mas pensa que isto não pode ser feito por cima de tudo e todos.

O caso do litoral é claro. O discurso que a vazão do Paraíba reduziu é uma tentativa de encobrir o problema que o próprio EIA/Rima previu.

Aqui na Europa se vê proteções feitas no litoral para preservar as coisas. Olhe que o mar Mediterrâneo é mais protegido. Mesmo em locais onde não há porto há quebra-mar para proteger a costa. os exemplos são em quantidade enorme.

Se desejar se poder ver tudo isto pelo Google-Earth.

O que é diferente então? É que mesmo na crise os empreendimentos imobiliários na costa do Mediterrâneo possuem "valor" e seus interessados possuem poder de pressão. Enquanto isto no Açu há quem deseje a apropriação da área seja com a salinização e desertificação do solo rural, seja com o avanço do mar na área vizinha ao empreendimento. Assim, não se precisaria nem de decreto para desapropriação.

O blog não abdicará de mostrar as possibilidades e oportunidades de nova dinâmica econômica que o empreendimento traz, mas, nunca deixará de mostrar os problemas e impactos que podem e devem ser mitigados, compensados.

Esta não pode ser uma região de ninguém a ser invadida.

Há que se ter diálogo e a construção de soluções para cada problema. Os governos nas três escalas não podem governar apenas para ao poder econômico. Se assim fosse se entregaria por completo o Estado para os donos da empresa.

Assim, continuaremos trazendo ao espaço informações e debates que qualificam o desenvolvimento econômico, mesmo que na maioria das vezes eles pareçam uma pura ilusão diante do que seria apenas crescimento econômico para poucos.

Sigamos em frente!

Anônimo disse...

Professor o senhor arrebentou e fechou o assunto pois o açu está sendo desertificado pelo sal, o prefeito só faz grandes investimentos fora daqui e a região ficou limitada entre o parque da lagoa do açu, que ainda não se sabe como vai administrar a questão da propriedade das terras (desapropria ou engessa na mão dos atuais donos) e do outro lado tem o porto doido para conseguir mais terras por um precinho.
O grande culpado disso tudo, penso eu, é o governo Cabral que aumentou a voracidade do empreendimento.
o comentário do professor ao meu ver foi perfeito. muito legal.

Anônimo disse...

quer dizer que a salinização do solo e o avanço do mar é uma tentativa da Prumo de se apropriar das terras sem decreto de desapropriação ?

a empresa está pretendendo invadir terras no Açu? é isso mesmo, professor?

vou mandar um email para o RI da Prumo perguntando se isso é verdade.

Roberto Moraes disse...

Oh meu caro,

Como investidor deveria ter coragem para se identificar e discutir como gente grande, coerente e com argumentos.

Não há porque falar em questões científicas a argumentos "legais" escondido. Fica feio assim.

Além do mais é preciso usar um pouco mais a inteligência para interpretar o que está efetivamente escrito.

Agindo assim não é difícil compreender que quando não se trata de trabalhar pelo desenvolvimento com sustentabilidade social e ambiental (que é possível) tem-se inúmeros exemplos no sistema capitalista do qual estamos falando e não de outras hipóteses. Desta forma, deixar que um ambiente frágil como de restinga se degradar, interessa a que seu uso possa ser investido completamente, para além do que já foi feito com as desapropriações e isto interessa a quem? Não serão aos pequenos meu caro.

É risível perguntar ao RI sobre estas questões. A relação desta é com donos e a conversa é só de lucros, dos quais não tenho problema, desde que respeitado as questões sociais e ambientais.

É disto que tratamos e não do velho capitalismo selvagem e troglodita do lucro a qualquer custo.

O blog assinado e com espaço reconhecido há uma década, até por investidores (minoritários ou não) se propõe a fazer o que a mídia comercial paga pelos interessados no lucro não fazem.

Disto não abriremos mão e seguimos em frente.

Da forma que age só traz mais reações da comunidade local, da academia, de técnicos e ainda do Ministério Público. Melhor fariam se dialogassem e buscassem corrigir desvios e erros.

Mais uma vez vejo que neste e em outros casos, falta não apenas inteligência, mas, capacidade em se compreender a realidade regional em sua dinâmica para além da econômica. Não é difícil compreender isto. Bastaria seguir 10% que fosse daquilo que os EIA/Rima e os relatórios de sustentabilidade escreveram.

Continuemos o diálogo com identificação e publicarei na íntegra como nota o que aqui está exposto e que é difícil que alguém possa considerar como crível.

Sds.

Anônimo disse...

Pois é, professor, a interpretação destas frases suas aqui é bem clara.

Quem deseja salinizar o solo e avançar o mar para invadir terras sem decreto de desapropriação?

"Enquanto isto no Açu há quem deseje a apropriação da área seja com a salinização e desertificação do solo rural, seja com o avanço do mar na área vizinha ao empreendimento. Assim, não se precisaria nem de decreto para desapropriação."

"Esta não pode ser uma região de ninguém a ser invadida. "


Parece mais uma campanha político partidária contra o porto. É o que eu acho.

O porto foi instalado numa área legalmente concedia para desenvolver suas atividades. Área do porto é completamente lícita. Não é à toa que já foram gastos R$ 8 bilhões em melhorias. Amanhã a Prumo terá uma assembléia para aumentar seu capital. Ela planeja investir pelo menos mais R$ 2 bilhões em São João da Barra.

Você devia ter um pouco mais de consideração com a empresa e por tudo que ela representa para o município.

Roberto Moraes disse...

Mais do mesmo. Sem coragem e nem argumentos para se identificar ou sair do discurso único da questão econômica e dos lucros.

Relatório de Sustentabilidade é visto como burocracia, assim como o EIA/Rima. O investimento como favor, quando o lucro e só ele, por cima dos discursos falsos sobre sustentabilidade.

Quando os fatos mostram a incoerência no discurso sobre a propalada modernidade ele é considerado político e inadequado. Quando é para criar as condições para o lucro ele é científico e adequado.

Quanto mais se manifesta mais evidente fica a falta de proposta e compromisso com o lucro, mesmo que parcialmente sustentável.

Bom que os leitores muito para além dos que apenas pensam nos seus papéis e no seu dinheiro perceba como o processo se desenrola, independente de quem seja investidor e/ou controlador.

O blog segue seu percurso exatamente como se propôs, esclarecendo, chamando a atenção para fatos obscuros e defendo as causas que considera justas e possíveis para um desenvolvimento inclusivo e responsável.

Anônimo disse...

que lucro ?

do que é que você está falando?

desde o início do investimento o porto só deu prejuízo. São 7 anos de prejuízo e provavelmente completará o 8 no vermelho.

sem falar que o todo o dinheiro que foi investido (os R$ 10 bilhões, já contando o novo aumento de capital) só deverá ser recuperado dentro de 20 anos ou mais. Antes disso não tem lucro algum. Isso se tudo der certo e a atividade se mostrar lucrativa. Existe um grande risco envolvido no empreendimento que suas críticas não consideram.

pode ter o lucro contábil que é calculado para pagar imposto, principalmente o imposto de renda.

mas o lucro do investidor é bem diferente do lucro contabilizado para imposto. O investidor deve ficar uns 20 anos recuperando apenas o que investiu (o que não é lucro).

o seu argumento segue uma ideologia vazia. Lamentável.

quem está colhendo os benefícios imediatos do porto é a comunidade de SJB. Já foram criados inúmeros empregos com as empresas instaladas e outras estão em vias de se instalar. A arrecadação do municípios já aumentou 4000% e está em escala ascendente. Estado e União também estão se beneficiando com o aumento da arrecadação de impostos.

Anônimo disse...

Prezado Roberto, concordo e apoio sua atuação democrática e independente sobre os problemas da erosão da costa na zona de influência do delta e corrente costeira do Rio Paraíba do Sul superimpostos pelas obras da ponte, quebra mar e canais de aprofundamento de acesso ao Porto e inclusive o que cortou a orla da praia pública no local de entrada do TS2. Os problemas são interligados. Primeiro, pelo decréscimo da vazão do Parnaíba, pela transposição de suas água para abastecimento nos Estados de origem e que percorre - São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. As represas das Barragens na própria Bacia, não diminuem a vazão no decurso do tempo, inclusive servem para controlar as enchentes e regularizar a vazão. Neste ano de seca máxima dos últimos 60 anos as reservatórios estão nos índices críticos, mas não provocaram os problemas de Atafona que são anteriores e os da Praia do Açu também já vinham sendo agravados pela erosão. Neste caso as interferências antropogênicas - obras do Porto -, conforme o EIA/Rima de maneira evasiva já previa que iriam ocorrer estão agora bem caracterizados. Os anteparos construídos, bem como os canais abertos e dragados provocam novas direções e deflexões nos sentidos e forças de erosão e sedimentação. Estes processos podem ser previstos, avaliados e antes que o quadro fique mais complicado estudados os estragos e a melhor forma de contenção, recuperação.O mar dá e o mar tira e geralmente não aceita bem as intervenções humanas.Abraço e bom proveito na Espanha que tem muita experiência nos portos, Everaldo Gonçalves.

Roberto Moraes disse...

É meu caro Everaldo,

Veja que os argumentos são terríveis. São trágicos.

Sim, lucro depois dos investimentos. Queriam o quê?

Lucro antes dos investimentos só nos papéis e na especulação que o Eike os enganou, rs.

Nos imóveis já lucram e quanto.

Sim, mas isto não é problema. Cabe questionar e exigir a fiscalização e a regulação que é papel dos estados. Por isto, querem um Estado de quatro e com o Banco Central independente e com a venda do pré-sal.

Porém, o que resta de democracia ainda dá espaço para a resistência e a busca de que o social e ambiental não seja letra morta dos EIA/Rima e dos relatórios de sustentabilidade somente.

Esta luta é do dia a dia.

Percebe-se pelos argumentos tratar-se daquilo que foi chamado de pré-capitalismo.


Percebe-se que os minoritários, assim como os gerentes tendem a ser piores que os donos dos dinheiros. Para fazerem carreira e lucrarem um pouco sobre o pouco que têm vendem a alma ao diabo, enquanto, alguns "grandes" pensam pelo menos no discurso.

Enfim, sigamos em frente.

Nos trópicos ou nos meridianos a luta é a mesma, só que nos trópicos, não aceitam que se possa querer oferecer à humanidade, em termos de civilização, o mínimo daquilo que ficou conhecido como "bem-estar".

o blog segue porque percebe que sua leitura e o debate que seus temas sugere é muito mais amplo do que os alguns destes "trolls" sugerem.

Anônimo disse...

Parabéns professor pelo apoio que tem dado com clareza aos fatos que estão ocorrendo. A comunidade é grata.

Reinternado que ninguém aqui é contra ao "desenvolvimento", mas excluir os moradores dele é injusto, principalmente por conta da quantidade de dinheiro público que foi investido no projeto, os danos ambientais que o mesmo vem causando e as desapropriações desenfreadas e absurdas sofridas com o aval dos poderes públicos em benefício a um projeto que foi superdimensionado.

Ao investidor sugiro a ele que tome muito cuidado é com a grana que ele investiu no projeto, até agora só Eike teve lucros e continua mandando apesar dos pesares.

Tenho uma sugestão de um pergunta para o investidor fazer ao RI da Prumo, aliás duas:

1 - Quantos milhões eles estão jogando fora destruindo cerca de 20 mil corelocs que seriam usado para o quebra mar e não serão mais, gerando prejuízos incalculáveis a empresa?

2 - Quantos milhões eles vao gastar agora revestindo mais de 1000 (um mil) colunas da ponte que estão sofrendo fortes degradações?

Essas perguntas devem ser respondidas pelo RI da empresa e isso pode interferir nos lucros seus e de quem pretende investir. Estou querendo ajudar. Acho que seria prudente que vcs como investidores também estejam preocupados com os problemas tanto da obra quanto ambientais.


Morador do Açu

Anônimo disse...

Professor, falta seriedade no seu discurso.

Depois que você afirmou que a Prumo estava avançando o mar e salinizando o solo de propósito para invadir terras no Açu, eu não consegui mais levar mais a sua filosofia vazia a sério.

Vejo que tem repetido o mantra do EIA/Rima a todo instante para afirmar que a culpa é somente do porto. Pois bem, esse é um argumento sem sensatez.

O “EIA/Rima” a que você se refere foi elaborado há anos atrás e ele não contempla a catástrofe natural pela qual está passando o Rio Paraíba do Sul com a atual seca que é a mais severa dos últimos 59 anos. O documento também não contempla as intervenções absurdas do governo de São Paulo no desvio de água e nem a manutenção da vazão abaixo do mínimo permitido pelas represas que foram construídas ao longo do Paraíba. De forma que todos estes eventos alteraram significativamente a vazão e a quantidade de segmentos que ajudam a controlar o mar em SJB.

Tendo São Paulo como parâmetro, estimo que deva ter levado uns 2 anos para água baixar tanto na represa que abastece a capital a ponto de chegar ao volume “morto”. Sendo assim, são pelos menos 2 anos de seca. Duração mais do que revelante para ser considerado em qualquer estudo ambiental.

Todos são eventos de força maior que não foram provocados pelo porto, mas pela natureza e por terceiros. E nenhum deles faz parte EIA/Rima por serem completamente imprevisíveis. Da mesma forma que nenhum deles faz parte dos seus argumentos.

Não considerar estes fatos e ficar fazendo discurso em cima de um documento desatualizado que foi elaborado há tanto tempo não é postura de gente séria.

Tudo bem que você seja sustentado pelo governo e não tenha capacidade e nem talento empreendedor. Mas devia pelo menos refletir melhor sobre as besteiras que anda falando.

Roberto Moraes disse...

Se há um mantra aqui é o falso argumento de que é a atual redução da vazão a causadora do problema do avanço do mar no Açu.

O EIA/Rima é o documento oficial que a empresa usou par ao licenciamento do empreendimento onde assumiu que o empreendimento produzia riscos para o avanço do mar que por isto carecia de monitoramento. Isto é fato.

Tenho boa vontade e espírito democrático para o contraditório sem problema. Se não fosse por isto, não haveria um blog com mais de uma década de espaço para o debate.

Quanto a seriedade ou não do blog e seus comentaristas eu deixo para os leitores julgarem. Como sempre fiz.

E vamos em frente.

Roberto Moraes disse...

Ao morador do Açu,

realmente, impressiona o fato de se quebrar e transformar em resíduos os milhares de corelocs que seriam usados para a construção do quebra-mar, depois substituído pela tecnologia dos caixões e, sequer, pensar no seu uso para proteger a balneário da Barra do Açu, independente, até sobre a responsabilidade maior ou menor do empreendimento (nos terminais 1 e 2) sobre o fato real.

Prefere-se quebrar os mesmos a utilizarem a serviço da comunidade.

Vê-se aqui na Espanha dezenas de áreas litorâneas que tem suas faixas de areia protegidas por quebra-mar, mesmo sendo o Mediterrâneo, um mar menos intenso, de menores onda e ventos. Solução há. O que não há é interesse pelo problema dos moradores sejam lá quem forem.

E aí repito, na verdade, quanto mais agredidos eles forem, mais fácil tenderá a ser a sua saída dos locais deixando o espaço entre as unidades de conservação abertas para o uso que se pretende que seja dado. Não é por outro motivo que moradores vizinhos ao empreendimento começaram a ser procurados.

Não há nada de novo na questão, mas é sempre bom colocar os pingos nos "is".

E assim seguimos!

Anônimo disse...

Nem ia comentar mais, mas vamos lá.

“se há um mantra aqui é o falso argumento de que é a atual redução da vazão a causadora do problema do avanço do mar no Açu”

- O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) fez um estudo para a própria prefeitura de SJB onde demonstrou a correlação existente entre a vazão do Paraíba e a erosão das praias.

Infelizmente o estudo não foi feito no cenário atual de grave seca. Mas pode-se deduzir efeitos infinitamente maiores num cenário de calamidade como o que estamos vivendo.


O EIA/Rima é o documento oficial que a empresa usou par ao licenciamento do empreendimento onde assumiu que o empreendimento produzia riscos para o avanço do mar que por isto carecia de monitoramento. Isto é fato.

- O único fato que existe é que há uma grande diferença entre risco e dano efetivamente causado.

O empreendimento pode representar risco e mesmo assim não ter contribuído para o dano. Esse cenário você não contempla na sua análise porque você exclui os outros eventos relevantes (desvio da água pelo governo de São Paulo, diminuição da vazão das represas e seca histórica).
Além de excluir elementos relevantes, você teima em concluir que a culpa é exclusiva do porto. Um erro a meu ver.

Os maiores causadores de danos ambientais do Rio Paraíba são os governos das 3 esferas. O que mais tem ao longo do rio e seus afluentes é represa, tanto em direção a São Paulo quanto a Minas. E nenhum órgão ambiental fiscaliza corretamente o governo.

EIA/Rima está desatualizado. Já deve ter uns 7 anos (meu chute) e ele não contempla o cenário catastrófico atual do Paraíba.

Roberto Moraes disse...

Ainda continuo perdendo meu tempo.

Mas, vamos lá.

O EIA/Rima é antigo, mas,o estudo do "Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH)" não.

É a tal história científico e válido só os que dão ao empreendedor razão para não tratar dos impactos. Os demais não valem e não são sérios (sic).

Esta visão precisa ser alterada. Ela é antiga e sem sustentação. Ao invés de dizer que não tem nada a ver com isto, um empreendimento que se pretenda sustentável e sério agiria, independente de usa culpa direta ou não.

E ainda pensar que pretendiam fazer o que chamavam de "Gestão Integrada do Território".

Veja, que ao menos problema a preocupação é única de dizer que não tem nada a ver com o problema.

Lamentável. É por isto que ninguém acreditou na tal Gestão Integrada do Território. Os técnicos foram todos mandados embora junto com a crise.

Vamos mais:
"Os maiores causadores de danos ambientais do Rio Paraíba são os governos das 3 esferas".

Sim o erro sempre é e unicamente dos governos e da população. O discurso velho de sempre. Isto é que é empreendedorismo? Moderno?

Os governos sim têm responsabilidade nas três esferas, mas, não unicamente. E ainda querem enfraquecê-los ainda mais e acabar com sua regulação.

Temos que aperfeiçoá-los. Corrigir as distorções. Os erros. A corrupção e também dos empreendedores que agem apenas pensando no lucro e em seus papéis como no velho capitalismo selvagem que reclama de quem dá voz aos atingidos para que se possa ter uma sociedade menos desigual e com mais bem-estar.

Enfim. Perda de tempo porque isto é diálogo de surdos. Para defender o que propõe e sustenta não seria preciso mídia democrática. A mídia comercial já faz a defesa todo o dia e tempo do que repete como mantra igual à Globo, Miriam Leitão e cia.

O blog está a serviço de uma outra lógica. Caso contrário não faria sentido a perda de tempo.

Bom que nossos leitores e colaboradores conheçam e possam entender melhor a lógica que impera no mundo real. Só isto justifica o tempo de interlocução. Ou melhor deste diálogo de surdos.

Interessante que aqui tem voz e espaço, mas, pergunte se na mídia comercial que defende estes mesmos interesses há espaço para o contraditório?

Encerro por aqui.

Anônimo disse...

Roberto Moraes, aja paciência com esse povo viu, gente que não conhece o Açu, acha até que o Açu deve ser o Porto, pois não sabem que existe uma comunidade com mais de 2 mil habitantes, uma escola municipal com mais de 500 alunos funcionando em 3 turnos e que não comporta a demanda atual...

Abra o google earth pelo menos e veja o que ocorreu de 2011 para cá, o estudo é de 2011, é da UCN e não do Porto. As imagens de satélite estão desatualizadas, só esse ano com o avanço da construção do Molhe do T2 ao Sul, a faixa de areia proxima ao Quebra-mar cresceu mais de 200 metros, enquanto toda a orla do Açu encolheu mais de 40 metros por cerca de 2 km, o que era pontual em algumas partes da praia e que a natureza recompunha em boa parte do Açu não ocorre mais por conta do quebra mar e isso afetou praticamente toda a orla da praia e infelizmente só dente a aumentar.

Moradores e empreendedores não queriam que isso ocorresse, mas as intervenções feitas estão SIM causando e agravando demasiadamente o problema. O quanto antes se admitir isso e intervir, mais barato ficará e menos pessoas serão afetadas.

O funcionário da prefeitura de SJB e/ou investidor do Porto se faz de sonso. Tenha paciência com tamanha ignorância! O que é mais fácil ocorrer, uma obra colossal que está a 5 km da praia provocar o que vem provocando ou um Rio que está a mais de 30 km? Tenha paciência, tem gente que tem a cabeça fechada e não enxerga nada...

Roberto Moraes disse...

Coincidência ou não investigando a realidade do sistema portuário espanhol um dos mais antigos do mundo com 28 portos me deparo com a informação sobre a regão do porto de Tarragona que visitei na última quarta-feira, me deparei com a informação sobre cuidados com a questão ambiental tomadas pela Autoridade Portuária a respeito da "estabilização da praia de Pineda ao lado deste porto:

(Já traduzido)
"Estabilização da praia de Pineda"
"Para corrigir os possíveis efeitos das ampliações do dique de abrigo do Porto de Tarragona, na estabeilidade da praia de Pineda, a Autoridade Portuária de Tarragona realizou durante as duas últimas décadas, sucessivos aportes de areia para a estabilização da praia. No ano de 2002, a Autoridade Portuária pôs em marcha o projeto "Atuações corretoras da estabilização da Praia de Pineda que consiste no crescimento de 210 metros do espigão da praia, situado no extremo norte da praia e o aporte de 150.00 metros cúbicos de areia. Esta ação foi complementada com a construção de um "espigão" de Del Racó que consiste na construção de um espigão de "escollera" de 260 metros de longitude no extremo sul da praia. Pelo mesmo documento a previsão é que este aporte de areia seja feito durante um período de 20 anos e de 100.000 metros cúbicos por ano, nos primeiros cinco anos."

Interessante observar, também num sistema capitalista, uma forma forma diversa de tratar os investimentos, considerando os efeitos e impactos das expansões, como parte do negócio. Veja que a descrição começa falando de uma ação considerando "os possíveis efeitos".

É provável que nosso comentarista julgue que este não é também um documento sério. (sic)

Trata-se da revista "Puertos" del Estado, edição outubro-dezembro de 2011, páginas 26 e 27.

Anônimo disse...

Professor, acho que o senhor vai levar pau na sua tese de doutorado porque não consegue sustentar uma argumentação coerente. Os argumentos usados levam a conclusões falsas. Lamentável.

Não vou comentar todas as besteiras vomitadas porque são muitas, apenas as mais evidentes.

(1) ”O EIA/Rima é antigo, mas,o estudo do "Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH)" não.”

- É lógico professor. Caso não saiba o EIA/Rima caminha para os 10 anos de vida, enquanto o estudo do INPH é recente. O senhor que é pesquisador devia saber disso. Mais desinformado impossível.

Inclusive o instituto tem experiência. Andaram recuperando praias no Espiríto Santo. Aposto que o senhor também não sabe disso.

(2) “É a tal história científico e válido só os que dão ao empreendedor razão para não tratar dos impactos. Os demais não valem e não são sérios (sic).”

- Científico e válido é o que é feito com estudo, pesquisa de campo e profissionais especializados.

Não pode ser válido os pitacos ideológicos de pseudos “entendidos” que fazem análises apenas olhando o mar da areia. Cuspindo o famoso achômetro, acha que é isso, acha que é aquilo. Tudo sem estudo e pesquisa. Realmente é difícil de engolir.

(3) Sim o erro sempre é e unicamente dos governos e da população. O discurso velho de sempre. Isto é que é empreendedorismo? Moderno?

- Não professor, não é empreendedorismo, é irresponsabilidade.

É hora de cobrar os “cumpanheiros” de partido sobre o que andaram fazendo com o Rio Paraíba do Sul durante tanto tempo. A natureza está cobrando a conta. Nunca estudaram o impacto das inúmeras represas construídas ao longo do rio. Nunca questionaram o impacto ambiental e nem as licenças de implantação.

Será que os governos apresentaram EIA/Rima para cada obra que fizeram ao longo do rio ? É óbvio que não. Foi tudo feito na marra, sem estudo.

A responsabilidade dos governos deve ser questionada sim porque SJB está sofrendo com os danos.

(4) Os governos sim têm responsabilidade nas três esferas, mas, não unicamente. E ainda querem enfraquecê-los ainda mais e acabar com sua regulação.

- Ninguém quer enfraquecer ninguém e nem acabar com a regulação. Você inventa fatos quando faltam argumentos, e vice versa. Se fizer isso na tese de doutorado, você vai ser reprovado. Tome cuidado.

A única coisa que se pede é que se avalie os impactos das inúmeras obras que foram feitas no Paraíba. Não é pedir demais que se faça um estudo científico que nunca foi feito. A recusa só tem fundamento quando se quer ocultar a verdade.

(5) Temos que aperfeiçoá-los. Corrigir as distorções. Os erros. A corrupção e também dos empreendedores que agem apenas pensando no lucro e em seus papéis como no velho capitalismo selvagem que reclama de quem dá voz aos atingidos para que se possa ter uma sociedade menos desigual e com mais bem-estar.

- Sim ! Vamos aperfeiçoá-los. Corrigir as distorções. Os erros. A corrupção dos “cumpanheiro” que estão saqueando a Petrobrás e também dos funcionários públicos que agem pensando apenas na teta do governo que os sustenta e posam como defensores do povo usando ideologias falidas como se alguém os houvesse concedido uma procuração. Só assim teremos uma sociedade menos desigual e com mais bem-estar.

Roberto Moraes disse...

Como se vê mais do mesmo.

O “troll neoliberaco” não consegue pensar fora do seu “quadrado” sustentado no deus mercado que tem ojeriza aos governos, discursam que aceitam a “regulação”, mas, querem única e exclusivamente fazer o que querem pensando em poucos e tomando o “resto” como seus súditos, assim como Cesar, em Roma.

Tem-se aí uma aula do que se propõe e como age o neoliberalismo real. Finge uma neutralidade como a mídia comercial, mas, só considera o que lhe interessa, pelo vil metal.

Não é gratuito que isole o que fala o morador do Açu e o geólogo Everaldo e ainda a citação da revista “Puerto”.

Não é sem razão que tenta discutir com quem se expõe há uma década, escondido. Não, isto não é casual, é a prática real dos “trolls neoliberacos”.

Mais do mesmo e somente. Trata os governos como se todos fossem iguais porque sonha com um mundo sem eles com os oligopólios e monopólios tomando conta dos seus mercados. É por isto que defende Banco Central independente e querem entregar o pré-sal. Rejeitam a legislação que pune os que empresários que corrompem como seus intermediários instalados nos governos. Ou é “inocenteeee” e esquece que os corrompedores dos antigos esquemas da Petrobras agem sozinhos? Ah, inocente!

Repito este tipo de troll reflete uma concepção mental de mundo, que a maioria dos liberais já tentam esconder. Não foi suficiente a crise do sub-prime de 2008, evidência do modelo neoliberal, para mostrar os riscos que representam ao mundo.

Assim, sugaram massas de recursos públicos para salvar bancos, empresas e até as montadoras americanas, até então símbolos do modelo da chamada livre e liberal iniciativa. Assim, precisam dos governos para fazer o que querem. Rejeita-os a todos se agem diferentes. Coopta no mundo da política que se oferece para executar suas intenções. Isto vale para a mídia e também para candidatos avulsos a presidentes, como governos dos Estados.

Sim, o blogueiro tem lado. Não é anônimo e nem neutro. Sei o quanto incomoda a estes um blog independente que informa e debate, propondo que se faça isto fora daquilo que a velha mídia comercial faz todos os dias.

Vejo que os mesmos que bancam a mídia comercial, incomodados com outros espaços de informação e debate querem aqui repetir a mesma ladainha da “óia”, “plim-plim” e de seus “colonistas” pagos.

A luta é boa. Disposição não falta.
Sigamos em frente!

Anônimo disse...

Que cara chato, repete a mesma coisa 10 vezes, ele nem sabe que o RIMA do Estaleiro tem pouco mais de 3 anos e relata exatamente o que vem ocorrendo na orla no entorno do empreendimento.

Só quero saber uma coisa dele, onde mora e trabalha, não precisa da o endereço, só o Bairro e qual emprego tem? Deve ganhar bem para defender tanto com argumentos.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco para esse povo, pegue o seu carrinho e vá to T2 a praia do Açu, tem estrada ainda, aproveite e veja qual processo vem ocorrendo na região, frequento a praia a mais de 30 anos e nunca vi a erosão em toda orla como vem ocorrendo agora com o avanço do quebra mar do estaleiro. Só espero que não ocorra como que vem ocorrendo em Barra do Furado, caso contrário os moradores estarão em apuros.

Anônimo disse...

EIA/RIMA do estaleiro só tem 3 anos...hahahaha...só tem comediante neste blog !

O complexo como um todo tem uma infinidade de EIA/RIMA. Dá pra escolher ano e mês que preferir.

Mas se o seu problema é somente com o estaleiro da OSX, vá reclamar com o Eike e esqueça o porto e a Prumo.

Caso não saiba, OSX e Prumo são empresas diferentes.

Na contagem do próprio autor deste blog, em 2011 já existiam 11 EIA/RIMAS.

1) Porto do Açu;

2) Pátio Logístico e de Operações Portuárias do Porto do Açu;

3) Complementar do Pátio Logístico e Operações Portuárias do Porto do Açu;

4) UTE (Usina Termelétrica) I;

5) UTE- II;

6) Linha de Transmissão do do Açu; 7) Complemento de Linhas de Transmissão do Açu;

8) UCN (Unidade de Construção Naval - Estaleiro) do Açu - OSX;

9) Siderúrgica Ternium; 10) Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB);

11) Terminal Sul do Porto do Açu.

http://www.robertomoraes.com.br/2011/10/11-eiasrimas-sobre-os-empreendimentos.html

Souza disse...

Eu frequento a Praia do Açu desde a época das casas de palha, isto já se vão mais de 40 anos e durante todos esse anos nunca vi o mar avançando sobre a praia, até a implantação desse maldito porto, como está acontecendo de poucos anos para cá. É preciso que haja responsabilidade no trato do assunto e não que fiquem dissertando sobre EIA isso, RIMA aquilo e outras falácias que mais parecem discursos de politiqueiros. Falar que a pouca vazão do Rio Paraiba é o causador do avanço do mar sobre o Açu é querer desviar o assunto de uma causa muito maior. O estupro cometido contra a natureza está começando a ser cobrado, infelizmente quem pagará a conta será a comunidade da Praia do Açu, que por sinal não teve nenhum benefício com a instalação desse porto. Ao contrário, tudo de ruim chegou com o porto: insegurança, desocupados, violência, assaltos, roubos, furtos, estupros, assassinatos; salinização das terras e das das águas dos rios e lagoas, devastação ambiental, desmatamento ( a começar pela destruição dos cajueiros - que coincidência a destruição dos cajueiros lá bem no início ), desapropriações feitas á força e injustas, TUDO PARA BENEFICIAR A UM PARTICULAR QUE PRETENDIA SE TORNAR O MAIS RICO DO MUNDO. Agora criaram o Parque da Lagoa do Açu para compensar tal destruição. Os poderes constituídos são coniventes, acobertam, favorecem, permitem a destruição e depois vem com a história de compensação.
O que está acontecendo é só o começo da reação da natureza pelas agressões que vem sofrendo.
E vejam que esse maldito projeto está deixando um rastro de destruição que vai longe, com a construção do mineroduto ( quanta destruição, quantas nascentes e rios foram destruídos e agora estamos vendo também a falta de água por diversos Estados da Federação.
É esse o desenvolvimento que queremos?
Devemos nos preparar também para a falta de água cada vez mais acentuada na região do entorno do porto pois para que esse projeto dê resultados, muita água vai ser consumida, de onde vão tirar tanta água? do mar?

Anônimo disse...

PROFESSOR O SR É UM HOMEM QUE TEM SE MOSTRADO BEM DEMOCRÁTICO MAS TUDO TEM LIMITES. CORTA OS COMENTÁRIOS DESSE ADVOGADO DO GRUPO.
ISSO DAÍ DEVE SER ALGUÉM PAGO POR ESSES GRANDES GRUPOS PARA VERIFICAREM NAS MÍDIAS SE ALGUÉM FALA MAL DO SEU PRODUTO E CRIAR DEBATES SEM FIM PARA DEIXAR NA DÚVIDA O LEITOR. OU SÓ PUBLICA SE ELE SE IDENTIFICAR. ABRAÇOS E PROFESSOR O SR MERECE UM PRÊMIO (ME PERDOE PELA EXPRESSÃO NÃO ACADÊMICA)...SACO DO ANO.... SÓ TENDO MUITO SACO PARA ATURAR O COMENTÁRIO DESSE CHATO.