domingo, agosto 24, 2014

A chegada o minério de ferro no Porto do Açu

Como comentamos aqui na nota abaixo hoje os testes para operação do sistema do mineroduto de Minas Gerais até o Açu funcionou e pela primeira vez a polpa (mistura da água e do minério) chegou até o Porto Açu.

Como se sabe, na retroárea do terminal 1 estão instalados os filtros e as áreas para armazenamento do minério, para posterior envio por correias transportadoras até o terminal para ser embarcado nos navios e também os tanques para armazenamento da água para decantação do resídio de minério, antes da mesma ser descartada no mar.

Confiram as imagens abaixo da saída do minério depois da filtragem caindo na área de armazenamento transportado pelas correias. É oportuno lembrar que o sistema está em fase de testes treinamento operado em pela empresa Arcadis Logos.











































PS.: Atualizado às 11:26: A chegada mesmo que em fase de testes do minério de ferro depois de circular 525 quilômetros pelo mineroduto deste o município de Conceição de Mato Dentro, MG até o Açu, passando por 32 cidades, acontece no momento de um dos menores preços desta commoditie desde sua enorme valorização no início da segunda metade da primeira década ano 2000.

Em 2008, no pico da alta com a explosão de demanda da China, a tonelada chegou a valer US$ 150 a tonelada com pico de até US$ 180. Em junho a tonelada de minério chegou a valer US$ 89 a tonelada no mercado chinês.

Na semana que passou a tonelada foi comercializada a US$ 90 a tonelada segundo a agência de notícias Reuters (confira aqui). Desde o início do ano o recuo do preço está acima dos 30%. Este ano o preço médio da tonelada é de US$ 108.

Analistas avaliam a tendência é de este preço cair ainda mais com a redução de custos que as mineradoras australianas (Rio Tinto, BHP Biliton e Fortescue Metals, as maiores do mundo depois da Vale) conseguiram com novos esquemas de logísticas.

A previsão é que no longo prazo, a partir de 2020, a tonelada se equilibre num preço médio em torno de US$ 85. A brasileira Vale (com subsidiárias) é a maior mineradora do mundo e ano passado só do Brasil em seus 4 terminais exclusivos para exportação de minério de ferro, exportou 284 milhões de toneladas de um total de 330 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no ano passado (2013).

Com os projetos que estão em fase de conclusão e expansão, o Brasil se prepara para ampliar em curto espaço de tempo, em cerca de 30% o volume exportado de minério de ferro. Esta commoditie se caracteriza como uma das três fronteiras de expansão da economia nacional, com riscos de primarização, mas, na tentativa de aproveitar a oportunidade da grande valorização deste mineral no mercado internacional.

Adiante o blog voltará trazendo um análise destes novos projetos na economia fluminense, observando ônus e bônus.

PS.: Atualizado às 11:44: Em email enviado agora no final da manhã, em conjunto pela Assessoria de Imprensa da Anglo American e Prumo Logística, as empresas confirmam os testes de ontem e  chegada do minério de ferro ao Porto do Açu, ontem, como informamos em nota aqui neste espaço, inicialmente, às 20:06, em complemento à nota sobre a montagem de plataformas pelo Consórcio Integra no terminal 2 do Porto do Açu e depois nesta nota postada ontem às 23:28, depois de checada todas e diversas fontes. Na parte essencial do release as assessorias dizem:

"Primeiro carregamento de minério de ferro do Projeto Minas-Rio chega ao Porto do Açu"
"A Anglo American anuncia que o comissionamento do Projeto Minas-Rio continua a alcançar metas importantes para a realização do primeiro embarque de minério de ferro no final de 2014. Como parte do cronograma de testes e de comissionamento do empreendimento, a empresa confirma que foi realizada ontem, dia 24 de agosto, a chegada segura ao Porto do Açu, no Rio de Janeiro, da primeira polpa de minério bombeada por meio do mineroduto de 529 km e provenientes da mina e da planta de beneficiamento, em Minas Gerais. As operações do terminal de minério de ferro do Porto do Açu são gerenciadas pela joint-venture Ferroport, com participação de 50% da Anglo American e 50% da Prumo Logística.

Como confirmado ao mercado no dia 25 de julho de 2014, a Anglo American está no processo final para a realização do primeiro embarque do Projeto Minas-Rio no final de 2014. Nos próximos meses, todo o trabalho de comissionamento e de testes continuará a ser realizado na mina, planta de beneficiamento, mineroduto e nas instalações do porto para garantir a entrega segura do empreendimento."

10 comentários:

Anônimo disse...

Sr. Roberto parabéns pelas imagens e texto sobre o minerio a Anglo e por do Açu, isso vai ajudar o BRASIL a crescer!

Parabéns!

Anônimo disse...

Ótima notícia!!!

Anônimo disse...

Agora é que veremos o que o vento e nordeste e leste trará para a planície goitacá. O povo da capital e do sul capixaba sofre há décadas com o pó do minério suspenso no ar, que poluem as casas e os pulmões das pessoas.Trocamos a fuligem das canas pela fuligem das pelotas de minério de ferro.

LG disse...

Esse é um grande momento para o empreendimento de uma forma geral. Melhor ainda será quando acontecer o primeiro carregamento. Quanto ao problema citado acima, existe um equipamento que reduz o carreamento do pó de minério pelo vento, chamado wind defense, basta que seja instalado no entorno do pátio.

Anônimo disse...

Parabéns Roberto, por repassar essa matéria em primeiríssima mão.

Esse fato é histórico para nossa região e deveria ser documentado.

Anônimo disse...

Sei que em Vitória e Vila Velha, no ES, esse problema do pó de ferro nas casas e apartamentos é visível, constante e diário. Mas isso decorre do complexo de Tubarão, que está muito próximos daquelas cidades. Já em Guarapari, por exemplo, não se percebe pó de de ferro, nem do terminal de exportação de UBu.

Parece-me, não tenho certeza, que o pó de ferro chega quando o volume é muito grande e quando se está até cerca de 10 quilômetros de distância.

De qualquer forma, é o caso de os órgãos ambientais controlarem esse processo e exigirem os equipamentos de contenção.

Roberto Moraes disse...

Sobre o assunto comentado do risco do forte vento nordeste levantar parte do minério e arrastá-lo até a vizinhança, quem acompanhou de perto as audiências públicas do empreendimento durante o processo de licenciamento recorda que junto da unidade de filtragem e área de armazenagem era previsto uma proteção "natural" com o plantio de um corredor de árvores que formariam um paredão, reduzindo a incidência do vento nordeste da área de restinga e beira mar sobre os estoques de minério na área de secagem, onde seria armazenado para posterior embarque nos navios através da correias transportadoras.

Na correria para colocar o projeto em funcionamento este planejamento parece esquecido.

Quem conhece a Samarco em Anchieta, no Terminal de Ubu, ES, instalado há quase quarenta anos sabe que por lá foi construída esta proteção.

Acompanhemos.

Anônimo disse...

Prezado Roberto, parabéns pela postagem. Entre outros comentários que tenho feito e por fazer a água doce da Serra do Espinhaço lá do Centro de Minas Gerais não deveria depois de ter sido devidamente filtrada e purificada lançada como um efluente no mar carioca. O problema de água na Bacia do Paraíba do Sul é gravíssimo com disputa de uso de água para a população, saneamento e geração de energia, com baixa vazão e invasão do mar rio acima e inclusive salinização de aquáfero na região do Açu. Ainda que não tenha sido pensado antes não seria o caso de aproveitar esta agua que vem de Minas para uso da população de São João da Barra e até mesmo Campos? Ao menos para projetos de irrigação? Há estudo sobre a influência da água doce no plâncton marinho? Por ora é o suficiente, mas desejo sucesso ao projeto. O pó de ferro, uma vez que a dunas nômades na área costeira devido fortes ventos é preocupante, pois pode poluir como ocorre em Vitória. At. geólogo Everaldo.

Souza disse...

Primeiro foram as desapropriações injustas, estuprando a moral e a dignidade dos moradores do 5º Distrito de SJB não dando nenhuma opção de se negarem a serem expulsos de suas propriedades utilizadas para favorecer a um particular que se dizia ser o dono do Brasil. Deu no que deu.
Agora vem a próxima etapa com o sopro do vento nordeste que soprará o pó do minério para poluir o ambiente de toda a planície Goitacá.
É ISSO QUE VAI AJUDAR O BRASIL A CRESCER?
Quantas nascentes de água e rios foram destruídos para a construção desse mineroduto? Quanta água será utilizada para fazerem esse maldito porto e mineroduto funcionarem?
ESTÁ FALTANDO ÁGUA EM SÃO PAULO, O RIO SÃO FRANCISCO ESTÁ SECANDO, O RIO PARAÍBA DO SUL ESTÁ DO JEITO QUE ESTÁ.
ESTÃO BRINCANDO COM A NATUREZA.
Destruíram tudo quanto foi vegetação para construir o porto, começou pelos Cajueiros. Agora querem compensar criando o parque da Lagoa do Açu.
Os poderes constituídos são coniventes, acobertam e apoiam tudo de ruim que está acontecendo. Como sempre, deixa acontecer os erros para depois tentar consertar.
Que vergonha.

Anônimo disse...

Parabéns às pessoas do Brasil que deixaram a Anglo investir neste pais.

Pouquíssimos estrangeiros o fazem, e infelizmente o governo e as empresas brasileiras têm grande dificuldade nisto, seja pela corrupção, seja por uma legislação que defende interesses pessoais acima de tudo, sempre arquitetada em Brasilia e às escuras.

Sabem que passarão o que a Anglo fez, tendo que suportar sozinhos inúmeros aproveitadores que ganham dinheiro sob a sobra de comissões derivadas da expressão meio ambiente (o custo brasil).

As vezes esquecemos que o lado social é de suma importância. Neste pais, muito mais que o lado ambiental ... A Anglo fez a sua parte e pagou caro pelo que fez. O Governo não fez a sua parte e agora vai se aproveitar das beneficies sociais em cima do que a Anglo investiu.