quarta-feira, outubro 29, 2014

Evolução da erosão na Praia do Açu e acúmulo de sedimentos no T2

Abaixo o blog publica um vídeo elaborado pelo Denis Freitas Toledo, morador do Açu sobre o problema. Denis é técnico e pequeno empresário e se destaca na defesa do que considera ser direitos da comunidade do Açu.

Denis Toledo, participou ativamente das diversas audiências públicas sobre os empreendimentos, debateu sobre a potencialidade e sobre os impactos que deveriam surgir com a implantação do Porto do Açu e das empresas que junto estão vindo para a localidade. Nesta linha, ele mostrado preocupação especial com a erosão e o avanço do mar sobre o balneário de Barra do Açu.

Foi com este propósito que ele elaborou e montou o clipe abaixo mostrando como o acúmulo de sedimentos (areia) junto ao molhe (quebra-mar) do Terminal 2 (T2) do porto do Açu, a grande erosão que vem ocorrendo em "escala nunca vista pelos moradores da Praia do Açu desde que se iniciou a construção dos grandes quebra-mares para proteger o empreendimento". Sobre o assunto ele tem repetido que "é bom lembrar que isso já era previstos nos Estudos de Impacto Ambientais e estão descritos claramente no RIMA apresentado para o licenciamento".

Confiram o vídeo que tem pouco mais de 3 minutos. Ele mostra de forma evidente os impactos previstos inicialmente. Cabe à empresa, ao Ministério Público Federal e a Prefeitura de São João da Barra, na condição de autoridades a busca de soluções para o problema.

Por tudo o que está se percebendo o problema tende a aumentar à medida que se avança na construção do quebra-mar com a instalação de novos caixões conforme foi informado ontem pela própria empresa responsável pelo porto, a Prumo Logística Global S.A. em nota que o blog publicou aqui neste espaço.

18 comentários:

Anônimo disse...

Desculpem a minha ignorância nesse assunto.
Quais seriam as providências para reverter a suturação?

Anônimo disse...

Gostaria de saber a opinião do bloggeiro diante desta publicação de 2009, que denota erosão na Praia do Açu ANTES do início da construção do T2 do Porto do Açu, que só teve início em 2011?

http://andreambiental.blogspot.com.br/2009/05/praia-do-acu-mais-uma-vez-sofre-com-as.html

Anônimo disse...

Desculpem a minha ignorância.
Mas quais seriam as providências para reverter a situação, de forma que a Praia do Açu volte a ser como era antes?

Roberto Moraes disse...

Vou deixar que o Denis fale.

Anônimo disse...

Muito oportuna essa questão da erosão que ocorreu em 2009, agradeço ao leitor que tenha trazido esse ponto para discussão.

É bom que fique claro que os moradores e especialistas não dizem que nunca houve erosão na Praia do Açu, isso é um fato, em determinadas épocas do ano havia sim erosão, em pontos isolados da praia, inclusive essa de 2009 no ano seguinte boa parte da areia foi reposta naturalmente (pela própria natureza) e a prefeitura nesse local refez a estrada que ali havia, quem conhece o Açu sabe muito bem disso. Essa matéria do “Andre Ambiental” só reforça que com a construção dos quebra-mares do T2 (Terminal 2) esse fluxo natural da areia foi interrompido.

Depois do início da construção dos Molhes do T2 (em 2011, como lembrou o leitor) o que vem ocorrendo na Praia do Açu é uma perda contínua de areia em praticamente toda a orla, o que antes ocorria em parte apenas do litoral, sendo reposta naturalmente (que fique claro isso). Há dois grandes quebra-mares além de um canal artificial que é dragado continuamente que interrompeu o fluxo das areias pela praia, atualmente a areia só vai em direção ao T2 e não volta mais por conta dos grandes quebra-mares e possivelmente também por conta da dragagem contínua, pescadores (sem instrução, mas com conhecimento adquirido tão grande como de especialistas, de 50, 60, 70 anos afirmam que nunca viram o que vem ocorrendo) compartilham dessa opinião também, há 2 relatórios que indicam a mesma coisa, além do próprio estudo de impacto ambiental que já dizia isso e considerava como MUITO ALTO o risco da erosão.

Então é aquilo, nem a empresa tem dúvidas que há relação, o que eles estão tentando fazer é postergar a solução e para isso fizeram um relatório que não diz nada, foi assinado por um renomado especialista que analisou imagens de satélite desatualizadas (pasmem, em visita técnica fez) e considerou cerca de 2 km apenas ao sul e ao norte dos quebra-mares, sendo que a área direta de impacto é de cerca de 8 km ao norte e ao sul e não foi levada em conta, e para quem não conhece é exatamente a área que vem ocorrendo a erosão.

Enfim, não sou especialista, mas convido quem tenha alguma dúvida para que venha fazer uma visita na praia, posso servir de guia no dia de domingo que estou de folga e vão ver a curvatura que a orla vem fazendo em direção ao T2 e como não há como negar que há relação.

Abraços e obrigado pelo espaço professor Roberto!

Denis Toledo

Anônimo disse...

Denis,

Entendo seus pontos, mas não concordo com algumas partes.

Como você mesmo mencionou e as fotos de 2009 provam, o fenômeno erosivo cíclico já existia no Açu, inclusive causando danos (maiores do que apenas o calçamento). Há relatos de moradores mais antigos que até mesmo uma igreja já foi levada pela força do mar. Como você mesmo falou, com o próprio tempo, a própria natureza fazia a recomposição dos sedimentos, quando o fluxo das ondas mudava de sul-norte para norte-sul. Em específico, essa mudança ocorre em junto com as mudanças de estação, sendo certo afirmar que o fluxo sul-norte acontece durante o inverno e o fluxo norte-sul durante o verão. Esses são fatos científicos, que podem ser observados e confirmados com qualquer pescador - que concordo - possuem grande conhecimento empírico.

Dito isto, me parece precipitado decretar que os sedimentos não estão retornando quando tão pouco tempo passou desde a ocorrência da erosão. O fluxo de ondas ainda nem teve tempo de se inverter, como naturalmente acontece. Como prever que os sedimentos não estão voltando se ainda não houve tempo e condições físicas para tal?

Outro ponto que não faz sentido é sua afirmação de que os quebra-mares estão segurando os sedimentos e que estes estão sendo retidos pela dragagem. Oras, se os molhes estão segurando a areia (e as fotos mostram que estão ao sul do molhe sul), como as dragas que estão operando DENTRO dos molhes e ACIMA destes pode estar dragando este sedimentos (que ficaram retidos ao sul do molhe sul)? Isso não faz sentido nenhum.

Outra coisa, tive acesso a todos os estudos públicos e li com calma. Não entendo porque alguns deles não se tornaram públicos ainda, mas isso são outros quinhentos. Você está disseminando uma informação NÃO VERDADEIRA quando trata do estudo da COPPE. Diz que o especialista (o maior do país - diga-se por sinal) não foi em campo para fazer seu estudo. Pois os dados de satélite foram usados de maneira complementar EM CONJUNTO com todo os dados de monitoramento da costa que foram feitos pela OSX e posteriomente pela PRUMO, estes sim, obtidos EM CAMPO. Isso está lá na introdução do relatório. E francamente, a ciência está aí para nos dar respostas para fenônemos que muitas vezes não vemos, mas podemos entender. Ou você tem dúvidas que a Gravidade da Lua é menor do que a Gravidade da Terra? Você foi lá para saber disso? Nem eu, mas a ciência explicava isso antes do homem pisar lá. Não creio que o maior especialista do país esteja sendo descreditado em sua hipótese por nunca ter pisado na praia local, mas de posse de dados obtidos naquela área. Isso é um argumento sem o menor sentido.

Eu acho que essa história tem que ser mais estudada sim, mas lendo todos os estudos, vejo pontos muito falhos quando se atribuem ao Porto a causa do problema. Todos os argumentos são como os seus, empíricos, sem nenhuma base científica. O próprio prof. Pedlowski, o Prof. Sofiatti e o Prof. Bulhões não vão a fundo do ponto de vista científico e produzem hipóteses completamente baseadas no empirismo, no achismo. O Prof. Pedlowski então, junta inclusive fotos de 2010 no seu relatório mostrando supostamente o início da erosão e esquecendo que o Porto só começou a ser construído 1 ano depois....

Tenho pena dos moradores, assim como dos administradores da Prumo que estão levando a culpa sem razão aparente. Acho que todos devem se unir para atender emergencialmente o problema e sim, estuda-lo para identificar a real causa, salvo contrário, a comunidade vai ficar à mercê do problema, só gritando e demandando soluções a curto prazo, recomposições e repaveamentos e nunca vai solucionar de fato a questão. Sem saber o porquê, jamais o problema será devidamente sanado.

Boa sorte a todos os envolvidos. Tanto para a galera da comunidade, quanto para o pessoal da Prumo. Ambos, vitimas do que parece, para mim, um fenômeno natural....

abs a todos.

Anônimo disse...

Veraneio desde criança em Açu e o mar sempre avançou (década de 80 e 90)!

Anônimo disse...

Seria interessante que assinasse o comentário para sabermos com quem falamos, assim como eu assinei, mas vamos lá...

Pois bem, a erosão contínua que vem ocorrendo em toda a orla se deu com mais agressividade de 2 anos pra cá, justamente quando iniciou-se a construção dos quebra-mares e a dragagem, posso não ter sido mais claro nessa questão, antes houve uma dragagem onde foi aberto um canal artificial que dragou muita areia, até hoje se a empresa não manter de tempos em tempos a dragagem do canal, a sua entrada pode se assorear, se você buscar nas imagens de satélite verá que quando a draga iniciou a dragagem mais para dentro do continente o próprio mar fechou a "boca" do canal natural. Sei porque moro e convivo com o dia-a-dia da comunidade.

Quanto ao especialista contratado pela empresa, não estou desmerecendo o estudo dele, sei que ele é renomado, tanto que mencionei esse fato, o mínimo que ele poderia ter feito era vim a campo, ou mandar alguém da sua equipe técnica, e em audiência na câmara ele disse claramente que não conhece o Açu e não sabe a causa da erosão aqui, falou vagamente de algumas outras praias, mas do Açu ele disse que não poderia da qualquer parecer pois ele não estudou o caso do Açu, se caso tivesse presente na audiência veria isso, mas a empresa deve ter a filmagem da audiência. Oras se ele não estudou o caso específico da erosão no Açu o que ele foi fazer na audiência, ele mesmo disse que analisou os dados que empresa passou para ele e produziu o relatório em poucos dias. Como pode tal conclusão em tão pouco tempo?

O processo da erosão está contínuo agora, em 2009 e em outros anos, por exemplo, apenas parte da praia sofreu com esse fenômeno e depois a areia voltou, o que não vem mais ocorrendo e tudo indica que há relação, a empresa prometeu que não via ficar as costas para a localidade e como falei na audiência, quando eles compraram os ativos trazem junto os passivos, os filhos feios também tem mãe e algo tem que ser feito. Do fundo do meu coração queria que nada disso ocorresse, principalmente porque a comunidade é abandonada pelos poderes públicos que teriam mais responsabilidades, inclusive ao dar a licença onde diziam que o problema poderia ocorrer e consideravam com o risco MUITO ALTO.

Mas é isso, eu coloquei vários argumentos, e posso entender os quais fazem você, seja lá quem for, defender a tese. Espero profundamente que os estudos contratados pela prefeitura sejam eficientes em trazer uma solução, muito mais do que achar os culpados, caso contrário o problema tende a se agravar, agora não posso esperar o mar tombar minha casa para dizer que eu sabia de tudo e não fiz nada, estou fazendo o meu dever de cidadão que acompanhou todas as audiências e sei como as coisas funcionam além do conto de fadas que muitos dizem.

Passar bem e encerro minha participação na postagem agradecendo novamente ao professor Roberto que em seus artigos vem publicando a algum tempo esse problema que preocupa boa parte da localidade!

Att,

Denis

SOUZA disse...

Prezado Roberto, como já mencionei em outra ocasião, frequento a Praia do Açu desde quando lá existiam mais casas de palha do que qualquer outras construções, isso já se vão mais de 40 anos e nunca houve avanço do mar como está ocorrendo após o início da construção do porto.
Nenhuma igreja foi levada pela força do mar. A igreja que existia no lugar da existente hoje, na beira do mar ( Nossa Senhora da Penha ), existia em posição de fundos para a praia e era muito pequena não comportando os fiéis. Foi então desmanchada e NO MESMO LUGAR foi construída a igreja hoje existente em sentido lateral para o mar.
Conforme o Sr Denis falou e com muita propriedade, não devemos nos calar e nem procurar culpados uma vez que a nossa justiça é extremamente injusta.
Devemos é reivindicar dos poderes constituídos, sim, aqueles mesmos que permitem, apoiam, acobertam, incentivam, concedem licenças para as mais diversas formas de destruição, que se façam presentes e atuantes na solução do problema.
A comunidade da Praia do Açu, ordeira, pacífica e trabalhadora não merece ser tratada com reuniões que nada resolvem. É pura enganação.
Enquanto isso, o minério começa a ser exportado, atendendo somente aos interesses que não são os dos moradores da Praia do Açu.
Dizer que o porto já está gerando divisas para o município é querer acobertar uma problema que não pode se arrastar e requer solução urgente.

SOUZA disse...

Prezado Roberto, como já mencionei em outra ocasião, frequento a Praia do Açu desde quando lá existiam mais casas de palha do que qualquer outras construções, isso já se vão mais de 40 anos e nunca houve avanço do mar como está ocorrendo após o início da construção do porto.
Nenhuma igreja foi levada pela força do mar. A igreja que existia no lugar da existente hoje, na beira do mar ( Nossa Senhora da Penha ), existia em posição de fundos para a praia e era muito pequena não comportando os fiéis. Foi então desmanchada e NO MESMO LUGAR foi construída a igreja hoje existente em sentido lateral para o mar.
Conforme o Sr Denis falou e com muita propriedade, não devemos nos calar e nem procurar culpados uma vez que a nossa justiça é extremamente injusta.
Devemos é reivindicar dos poderes constituídos, sim, aqueles mesmos que permitem, apoiam, acobertam, incentivam, concedem licenças para as mais diversas formas de destruição, que se façam presentes e atuantes na solução do problema.
A comunidade da Praia do Açu, ordeira, pacífica e trabalhadora não merece ser tratada com reuniões que nada resolvem. É pura enganação.
Enquanto isso, o minério começa a ser exportado, atendendo somente aos interesses que não são os dos moradores da Praia do Açu.
Dizer que o porto já está gerando divisas para o município é querer acobertar uma problema que não pode se arrastar e requer solução urgente.

Roberto Moraes disse...

Não parece difícil imaginar a origem dos questionamentos de quem tenta sustentar a hipótese (longe da tese) de que o terminal e os quebra-mares do Porto do Açu nenhuma relação guarda com o avanço (sem igual) do mar na localidade do Açu que empresta nome ao empreendimento portuário.

Problemas similares na costa fluminense ou brasileira são em proporções distintas da que se está vendo no Açu.

No mundo inteiro construções semelhantes foram acompanhadas de obras de engorda nas praias vizinhas.

Estou há dois meses na Europa estudando e pesquisando sobre portos.

Já vi e vou postar depois obras de engorda nas praias de Barcelona e Tarragona que foram feitas por dois a 3 anos seguidos para reduzir impactos da construção de píeres e quebra-mar de ampliação destes portos espanhóis.

Está evidente que pessoas ligadas à empresa (não se pode acreditar que com autorização da mesma, já que agem de forma anônima) e possivelmente acionistas minoritários, que frequentam este blog com assiduidade (com argumentações iguais) atrás das informações reais sobre a implantação do empreendimento tentam desqualificar, de forma simultânea, tanto professores e pesquisadores, quanto moradores atentos e participantes de todos os debates e audiências sobre o empreendimento de forma até irresponsável.

Mesmo não me detendo em análise aprofundada sobre o tema, mas, veiculando as diversas informações, de todas elas que circularam por aqui, a que me pareceu mais sem propósito, foi exatamente ao do professor da UFRJ que chamou o Açu de cidade e, equivocadamente, comparou com Cabo Frio, alegando que teria sido feito no Açu obras e construções na beira-mar que explicariam agora a retomada da faixa de areia. E que isto teria relação com o aumento da população local. Isto não é verdade. Nenhuma construção em direção ao mar foi feita, muito menos de casas. A ampliação de residências no Açu é mínima desde o início das obras de implantação do porto. A única obra de maior porte na localidade foi da implantação do alojamento da empresa espanhola Acciona, já há muito praticamente desativado e bastante longe do mar e cujo fundo se dá para a Lagoa do Salgado.

Esta afirmação é completamente despropositada, já que há décadas nenhuma casa foi construída além da avenida.

Enfim, o debate sobre as causas por de continuar. O fato da erosão é real e crescente.

Evidente que os interesses são distintos.

Caberá às autoridades do Ministério Público Federal e Justiça Federal arbitrar quais seriam as causas, os seus eventuais responsáveis e como seriam restituídos os prejuízos dos atingidos, assim como, a prevenção urgente para que o problema não se amplie.

Lamentável para o blog é perceber que um empreendimento que dizia que queria fazer a GIT (Gestão Integrada do Território) de forma sustentável e socialmente justa, agora esteja se ausentando da questão, assim como de várias outras ações de compensação ambiental e social acordadas em contrapartida aos licenciamentos ambientais, concedidos de forma fragmentada aos mesmos.

Bom que a comunidade permaneça acompanhando de perto as consequências e suas causas.

Melhor ainda é se o empreendimento mudasse a forma de se posicionar sobre o tema, em confronto com a comunidade.

Esta é a posição do blogueiro.

Anônimo disse...

deram para mentir descaradamente agora nesse "bloguinho".

existe reportagem de tv mostrando que o mar avançou e a igreja do Açu foi obrigada a mudar de local há 10 anos atrás. E agora está sendo ameaçada novamente. Tudo com depoimentos de moradores do Açu.

o avanço do mar na praias de SJB existe há decadas. Não é fato novo.

os pitaqueiros daqui se fazem de desinformados. Não se sabe com que intenção.

Anônimo disse...

Apenas um comentário: quando do início da dragagem do canal do T2, não foi o "o mar que fechou a "boca" do canal natural". Primeiramente pois o canal não era natural e foi dragado, segundo pois trata-se de um método construtivo. Fecha-se, utilizando máquinas, propositalmente o canal para a draga trabalhar abrigada. O canal foi fechado mecanicamente e pela empresa que estava fazendo a dragagem. É assim em qualquer construção semelhante ao redor do mundo.

Esse tipo de afirmativa "Sei porque moro e convivo com o dia-a-dia da comunidade" é que tem que ser observada com cautela, como o colega anonimo acima mencionou. Trata-se de empirismo.

As pessoas ACHAM que sabem, porque moram na localidade e convivem dia-a-dia, mas pelo visto, não conhecem muito de dragagem.....

Vários outros argumentos aqui colocados seguem no mesmo sentido. Hipóteses geradas através de achismo, inexoravelmente baseadas em premissas completamente equivocadas do ponto de vista científico....

Roberto Moraes disse...

Os comentários acima são da mesma pessoa. O IP indica isto, embora queira se passar por dois.

Vemos assim o motivo de tanta preocupação com o "bloguinho".

Quem tem poder econômico pensa que é só trocar verbas por verbos.

Deveriam estar se relacionando diferente com a sociedade.

Estão no século XV se tanto.

Por isto tanta diferença vemos em outras bandas.

Aqui em Roterdã acabei de ver hoje, que mesmo com diversos problemas, a Autoridade Portuária que aqui é publica (o município é dono do porto) se tem uma relação diametralmente oposta com o que se está vendo no Açu.

A cidade e sua população importa, não é algo a ser tratorado, literalmente.

Capitalismo selvagem é pouco.

Assim, se vê o que se continua a buscar um confronto ainda maior entre a comunidade e o porto.

O blog lamenta posição tão medíocre e tacanha.

Diante de quadro como este o Ministério Público Federal terá mesmo que agir diante da Justiça Federal.

Nosso bloguinho segue seu caminho e continuará acompanhando todo este processo.

Anônimo disse...

É realmente lamentável tal ignorância desse cidadão oculto. Fica no anonimato desmerecendo o trabalho e opinião alheia, mas Roberto Moraes, são esses mesmos que buscam as boas informações aqui, não ligue, pois essas pessoas que buscam lucro fácil ou acham que estão defendendo a empresa que trabalham não tem compromisso nenhum, quando vêem seus empregos ou ganhos ameaçados começam a mudar de opinião e foi assim com a crise que desmontou parte do castelo de areia do Sr. Eike.

É bom que fique claro, conheço o Açu a mais de 35 anos, comprei 2 terrenos onde as obras do estaleiros estão abandonadas, até hoje não recebi nenhum centavo e não concordo com os valores que eles dizem valer a área, pois pela lei teriam que pagar o valor de um terreno que eu pudesse comprar do mesmo em uma área próxima, coisa que não da pra comprar nem em favelas.

Apesar de estar longe do Açu sempre gostava de frequentar a praia e era fazer um sol junto com um bom feriado que saía de Campos para ir ao Açu, verão, inverno, nunca vi isso que vem ocorrendo na praia hoje, o que ocorre é sem precedente e do meu ponto de vista, assim como ocorreu em Barra do Furado, tem sim ligação com a intervenção que fizeram na praia.

Espero que a justiça olhe por aquela localidade tão querida e esquecida pelas autoridades, o Açu pouco recebeu de melhorias, assim como o 5º distrito de São João da Barra e ainda foi muito prejudicado pelas desapropriações, é triste passarmos por quilômetros de terras abandonadas sem nada que servem para a especulação da empresa.

Marcos Henriques Toledo disse...

H TOLEDO,

Srs., não sou conhecedor de hidrologia, oceanografia e muito menos de técnicas de construção de portos,mas ao longo dos meus 50 anos nunca ví o mar do Açú avançar do jeito que está avançando.

Reforço a informação de que nunca houve destruição de igreja na praia do Açu, pelo movimento das marés e sim a construção da nova igreja de Nossa Senhora da Penha, que fica no mesmo local da antiga.

O avanço do mar nas prais de São João da Barra começou pelo Pontal de Atafona, sendo contínuo a medida que o rio Paraíba tinha o seu volume hídrico diminuido por represamento rio ascima e outra variantes da natureza.

O avanço do mar no Terminal pesqueiro Farol de São Tomé/ Barra do Furado, com perda significativa na linha costeira pelo lado da Praia do Farol, se deu após a construção do quebra-mar lá pelos anos 80.

Então, só não vê que, o que está acontecendo na Praia do Açú, se intensificou após o início da dragagem ainda no T1. Onde se fazia necessário o aumento da lâmina d´água para que, barcos de grande calado pudéssem alí transitar. Logo,com a retirada da areia para manter a profundidadede no canal de navegação, a areia, pelo próprio movimento das marés, era reposta e dragada novamente, se tornando cíclico. Desta forma a areia dragada era descarregada em alto mar e as áreas adjascentes, por sua vez cedendo material (areia) para reposição no canal dragado. Com bastante intensidade no lado sul do T1 e agora T2.

Srs. sou plenamente a favor do sucesso do empreendimento. Mas que seja bom para todos, empresas e sociedade. Com responsabilade social, ecológica e civil.

Gostaria que os Srs. conhecedores do assunto, explicassem melhor os fatos por mim relatado? Visto que estamos numa sociedade democrática, onde todos tem o direito de se expressar, de trocar idéias para que se chegue a um denominador comum.

Prof. Roberto Moraes, o seu blog é muito bom! Tem muita informação útil. É um BLOGÃO!

Sds, H TOLEDO.

Marcos Henriques Toledo disse...

H TOLEDO,

Srs., não sou conhecedor de hidrologia, oceanografia e muito menos de técnicas de construção de portos,mas ao longo dos meus 50 anos nunca ví o mar do Açú avançar do jeito que está avançando.

Reforço a informação de que nunca houve destruição de igreja na praia do Açu, pelo movimento das marés e sim a construção da nova igreja de Nossa Senhora da Penha, que fica no mesmo local da antiga.

O avanço do mar nas prais de São João da Barra começou pelo Pontal de Atafona, sendo contínuo a medida que o rio Paraíba tinha o seu volume hídrico diminuido por represamento rio ascima e outra variantes da natureza.

O avanço do mar no Terminal pesqueiro Farol de São Tomé/ Barra do Furado, com perda significativa na linha costeira pelo lado da Praia do Farol, se deu após a construção do quebra-mar lá pelos anos 80.

Então, só não vê que, o que está acontecendo na Praia do Açú, se intensificou após o início da dragagem ainda no T1. Onde se fazia necessário o aumento da lâmina d´água para que, barcos de grande calado pudéssem alí transitar. Logo,com a retirada da areia para manter a profundidadede no canal de navegação, a areia, pelo próprio movimento das marés, era reposta e dragada novamente, se tornando cíclico. Desta forma a areia dragada era descarregada em alto mar e as áreas adjascentes, por sua vez cedendo material (areia) para reposição no canal dragado. Com bastante intensidade no lado sul do T1 e agora T2.

Srs. sou plenamente a favor do sucesso do empreendimento. Mas que seja bom para todos, empresas e sociedade. Com responsabilade social, ecológica e civil.

Gostaria que os Srs. conhecedores do assunto, explicassem melhor os fatos por mim relatado? Visto que estamos numa sociedade democrática, onde todos tem o direito de se expressar, de trocar idéias para que se chegue a um denominador comum.


Sds, H TOLEDO.

Waldir Oligaço disse...

"O amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males" - Testemunha Paulo