sábado, outubro 11, 2014

Avaliação de economista alemão sobre a real situação do Brasil

Tem uma turna euro-centrada, mas que faz seleção do que pretende ouvir, quase sempre repetindo a ladainha e a cantilena neoliberal. Para estes e outros vale conferir o que disse o economista alemão Kurt Neuer:

"Economista alemão indignado escreve 7 motivos para o Brasil reeleger Dilma"
Kurt..Neuer ,ECONOMISTA

"Li nos últimos dias que a presidente do Brasil corre o risco de não ser eleita efiquei chocado com a notícia. Nos últimos 10 anos o governo atual mudou a maneira como o Brasil é visto na Alemanha. Se antes víamos apenas um país de terceiro mundo, agora nós sabemos que o Brasil é uma potência econômica.

Para os brasileiros eu diria 7 simples motivos para reeleger o atual governo.

1. Durante a crise mundial (2008-2013) a economia brasileira cresceu quase 5 vezes mais que a alemã.

2. A taxa de desemprego na alemanha duplicou durante a crise mundial enquanto a brasileira surpreendentemente abaixou. Na Itália, por exemplo, 12.3% das pessoas estão desempregadas e na Espanha 24.5%. O atual governo brasileiro protegeu o emprego das pessoas enquanto as nações europeias protegeram o dinheiro dos bancos.

3. Apesar de a Alemanha ter um bom governo, em 2014 a economia brasileira vai, de novo, crescer mais que a alemã.

4. Durante a crise mundial (2008-2014) o IDH alemão diminuiu de 0.940 para 0.911. EUA diminuiu de 0.950 para 0.914, o espanhol de 0.949 para 0.869. Enquanto as maiores economias do mundo sofreram esses efeitos, Brasil aumentou seu IDH de 0.710 para 0.744. Ainda distante do primeiro mundo? Sim. Mas no caminho certo de ascensão.

5. A desigualdade social cresceu em todos os países europeus enquanto diminuiu no Brasil. Continuando no mesmo caminho, em apenas 10 anos o Brasil alcançará o nível de desigualdade dos EUA.

6. O discurso de Roussef nas Nações Unidas inspirou o mundo inteiro contra a espionagem dos EUA. Depois disso, nossa primeira-ministra Merkel e outros líderes nacionais se pronunciaram contra Obama. Pela primeira vez um país de terceiro mundo teve coragem para enfrentar o governo estadunidense.

7. O atual governo de Lula e Roussef mudou a maneira como o Brasil é administrado. Se antes era um país de terceiro mundo trabalhando para os EUA e o mercado financeiro, hoje trabalha para as pessoas.

A alemanha tem corrupção. Na europa temos corrupção assim como nos EUA e no Brasil e, infelizmente, isso nunca vai mudar, não importa quem esteja no governo. Mas se há um país que enfrentou a crise mundial e melhorou a vida das pessoas como nenhum outro no mundo, esse é o Brasil. E isso deve ser levado em conta."


Kurt..Neuer,ECONOMISTA Gesucht: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tec00115

http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG

PS.: Traduzido por Plantão Brasil.

7 comentários:

Anônimo disse...

Tem fonte do economista aí?

Renato Saldanha Lima disse...

http://www.spiegel.de/forum/politik/praesidentenwahl-brasilien-rousseff-muss-die-stichwahl-thread-163717-1.html

Comentário #9

Anônimo disse...

Qualquer governo é como uma grande empresa, que tem donos, sendo que esses proprietários somos nós, povo e contribuintes.

O governo não é de um grupo de políticos, mas, do povo.

Suponha que você tenha uma empresa, e que seu gerente de "confiança". passou a desviar(roubar) dinheiro dessa empresa. Mesmo assim você manteria esse gerente na direção de sua empresa ?

Certamente vc, iria demiti-lo, assim como eu. já que existem muitos profissionais no mercado, querendo uma oportunidade.

Com a política, nós eleitores, devemos proceder do mesmo modo. Se o político se corrompeu, se roubou dinheiro do povo, não merece mais nosso voto e nem continuar no cargo.

Alexandre disse...

Caro Roberto Moraes, não conheço seu blog, mas vejo acho muito suspeito qualquer uso de fontes como plantão brasil. O senhor já entrou na fonte mencionada? este texto apresentado e traduzido pelo plantão brasil é apenas um comentário sobre um post em um desses fóruns, que qualquer um pode comentar, mais especificamente, é o Post #9... Aconselho a entrar em seu perfil e olhar todas as suas respostas. São 3 respostas idênticas sobre a mesma coisa. Além do sujeito ser extremamente suspeito, uma opinião de um economista desse porte vale tanto quanto a opinião de um recém formado no Brasil. Por que o senhor não tira as próprias conclusões buscando os dados por conta própria? seria de mais credibilidade que um post traduzido de um zé ninguém. Não precisa aprovar o meu comentário, mas se quiser ser levado a sério e não ter seu nome queimado como quem posta qualquer coisa em seu blog, por favor leve em consideração.

Roberto Moraes disse...

Caro Alexandre,

Se vê pelo seu comentário que não conhece mesmo o blog que tem uma década de existência e com arquivo histórico disponível na seção ao lado.

Imagino sua irritação com posição diversa. Mas, é assim mesmo. A desqualificação do contraditório e não do seu conteúdo é uma das formas de se travar um debate público.

Sei que para muitos melhor seria se tivéssemos se continuássemos a ter só as mídias comerciais trazendo suas informações selecionadas conforme seus interesses e fazendo a intermediação entre o que julgam real e a interpretação que pretendem que as pessoas tenham.

Sei que a posição do conteúdo da postagem trouxe incômodos às hostes tucanas.

Estou na Espanha há quase dois meses e por aqui, mas um vez confirmo que a grande maioria das pessoas reconhecem os avanços de nosso país, ao contrário, do que nesta resta final, empolgada pela onda de ter conseguido superar Marina e ir ao segundo turno, o candidato tucano passou a falar.

Isto é coincidente com o que fala.

Há muitos equívocos e erros a serem superados na administração pública federal, e também e talvez mais, nas doutras duas instâncias de governo, porém, eles não estão na direção da preferência em atendimento às classes mais baixas visando a sua inclusão e ao caminho longo e só levemente inciado daquilo que passou a ser chamado de welfare-state, ou estado de bem estar social.

O que o conteúdo diz versa por estes caminhos. Evidentemente, que a comparação que o texto faz não é sobre a dinâmica e a pujança econômica da milenar Alemanha e o nosso Brasil, mas, aponta que avançamos posições em velocidade bem maior do que a esperada, considerando a maioria das análises que se faz em organismos nacionais. O mesmo não posso dizer, por exemplo da The Economist que com seus interesses econômicos e vinculação ao esquema da "caixa neoliberal" já pontificou seu apoio e torcida ao candidato tucano. Acho que isto só fez atrapalhar as coisas, ao contrário do texto aqui postado e que tanto lhe incomoda.

Por falar em incômodo, lhe informo que não tenho nenhuma preocupação com sua ameaça de que teria meu "nome queimado" com tal divulgação. Como já disse há uma década vivo com o contraditório. Como uso a dialética como método de estudo e análises, aproveito mais os questionamentos e críticas do que com eventuais concordâncias. Como você disse que não conhece o blog, eu entendo a sua preocupação, mas as dispenso, não sem agradecer.

Por fim, a resposta já longa, tem sempre a finalidade de dar atenção e chamar ao debate à reflexão outros e crescentes leitores que chegam ao blog, talvez porque apreciem as chamas da queima que atribui ao mesmo.

Para não perder o tom de humor e mesmo irônico que o "ambiente informal do blog", eu pensei aqui, este meu interlocutor pode também ser apenas mais um dos muitos perfis falsos criados pelos milhares de robôs coreanos, contratados para contrapor ideias e opiniões contrárias ao do candidato tucano e da mídia comercial.

Ainda assim, sejam sparrings penduráveis ou leais e bem intencionados contendores de ideais, o contraponto é sempre uma boa maneira de apurar o faro para o embate das ideias que é o que verdadeiramente interessa.

Sds.

William de Oliveira Mori disse...

Caro Roberto,

E o que reiterar a repeito do desastre" referente ao ano de 2015? E as péssimas perspectivas para o atual ano de 2016?

Roberto Moraes disse...

Cada um lê a realidade como deseja. Há problemas e não são poucos diante da conjuntura mundial, para além dos problemas nacionais. Há saídas até porque o quadro é muito menos pior do que a mídia comercial pinta diariamente.