quinta-feira, outubro 03, 2019

Pré-sal já alcança quase 2/3 da produção total de petróleo e gás no Brasil

A produção de petróleo nas reservas do Pré-sal já alcança quase 2/3 do total no Brasil. Em números redondos 2,4 milhões de barris de óleo equivalentes por dia (MMboe/d - óleo + gás) para um total de 3,8 MMboe/d.

É essa joia da coroa que está sendo entregue e preço de final de feira.

Por bacia, a de Santos já produzi hoje mais de 60% do total. Enquanto isso, a Bacia de campos hoje fica apenas com 36% da produção nacional de petróleo e 14% da produção de gás natural do Brasil.

Esses resultados foram construídos lá atrás em termos de planejamento, ganhos de eficiência em termos da redução do tempo de construção dos poços entre outros.

O grande trunfo do pré-sal é a grande produtividade dos seus poços que nem os geólogos mais otimistas sonhavam. Um desses casos é o poço de 7-BUZ-10- RJS no Campo de Búzios que sozinho produziu 58,5 mil barris de óleo equivalentes por dia.

















Um total de 5 poços poços produzem acima de 50 mil barris de óleo equivalentes por dia e 30 poços com produção acima de 30 mil barris de óleo equivalentes por dia. Só os poços do campo de Lula alcançam a produção de 1,3 milhão de barris de óleo equivalentes (óleo + gás) do Brasil.

As petroleiras estrangeiras já estão produzindo quase 1 milhão de barris equivalentes (óleo + gás) por dia no Brasil. Só a Shell, a segunda tem quase metade disso 470 mil bpd.

Na imagem ao lado a tabela com as dez maiores produção por petroleira que atua no Brasil, segundo Boletim Mensal de Produção (agosto, sempre dois meses depois) liberado nesta semana pela ANP.

Um colosso! Uma pena que boa parte dessa riqueza esteja sendo entregue sem atender a boa parte dos brasileiros!

Queda da atividade industrial nos EUA e no mundo sinaliza nova recessão. A conferir!

É certo que a participação da indústria na economia como um todo é cada vez menor em todo o mundo.

Porém, a indústria ainda detém enorme capacidade de arrasto sobre todos demais setores.

Até por isso, a queda vertiginosa do setor industrial em todo o mundo é um forte indicador de que podemos já estar no início de enorme recessão global.

A queda do setor industrial nos EUA é a mais acentuada, a maior na última década.

O primeiro dos dois gráficos abaixo mostra que essa queda do setor industrial já se aproxima dos níveis vividos no auge da crise financeira (subprime), entre 2008 e 2009.

O segundo gráfico mostra que o fenômeno se repete em outras economias centrais, embora, ainda em menor grau na China.













A se manter por mais algum tempo essa realidade em parte vinculada á guerra comercial EUA x China (que também reduz em níveis acentuados os níveis do comércio global), mas também às disparidades regionais, os países que vivem das exportações de commodities (minerais e agronegócios em especial) como é o caso do Brasil devem sofrer ainda mais, porque a tendência é que os preços delas caiam. A conferir!

Os gráficos são muito claros. Eles foram produzidos pelo Financial Times, mas traduzido junto com reportagem divulgada pelo Valor (02/10/2019, P. A13).