domingo, outubro 04, 2015

FPSO da OSX está sendo desmobilizado para ser vendido em partes na Norugega

O blog foi informado que no próxima terça-feira (6 de outubro), a plataforma da OSX-1 será desmobilizada para seguir para a Noruega, onde seria desmontada e vendida em partes. Desde abril havia a previsão de desmobilização da plataforma da OSX, empresa que se encontra em processo de recuperação judicial. Os cerca de 80 tripulantes serão demitidos.

O FPSO OSX-1 está no Campo de Tubarão Azul, onde sua produção foi interrompida efetivamente no final de agosto e desde então está sendo desmobilizado pela empresa VSHIP. Sua retirada completa está prevista para o final de outubro e seguirá para a Noruega, onde seria desmontada e vendida em partes.

O FPSO OSX-1 tinha uma expectativa de produzir 80.000 bbl/d, mas teria frustado as expectativas e no último mês de produção (agosto) produziu uma média de apenas 3,4 mil bbb/dia.

Já o FPSO OSX-3 que está no Campo de Tubarão Martelo, tinha uma expectativa de produzir 100 mil bbl/dia e hoje estaria produzindo apenas 8,5 mil bbl/d.

A OSX possuía ainda mais dois FPSOs que seriam também, utilizados pela OGPar (ex-OGX). O FPSO OSX-2, está na ilha de Karimun (Malásia). Segundo informações, em junho a OSX transferiu o controle desse FPSO para a fundação "Fundação orfã", que é dirigida pelos credores, que durante quase 2 anos ficou em lay-up na Malásia e Singapura à venda, mas não se conseguiu apurar interessados.

Ainda, segundo fontes do blog, "a estratégia da OGPar para o futuro seja, o descomissionamento do FPSO OSX-3 devolvendo-o à OSX sendo que temporariamente poderá escoar o petróleo produzido pela sonda semissubmergível Atlantic Zephyr (SS-11), da Petroserv, que está alocada no Campo de Tubarão Martelo desde fevereiro de 2014".

No mercado há quem ainda creia que os problemas da OGPar (ex-OGX) não seja ausência de petróleo em seus campos e sim as tecnologias mal utilizadas nestes FPSOs, mal construídos e a "toque de caixa", com módulos de produção pouco amigáveis entre si que impossibilitam maior capacidade de extração de petróleo.

Estes creem que a plataforma a SS-11 no lugar do FPSO OSX-3 poderia escoar até 20.000 bbl/dia para um navio petroleiro aliviador. Os mesmos dizem que entre 2016 e 2017, os atuais credores da OGPar que controlam suas ações poderiam substituir todo este esquema por uma plataforma fixa (jaqueta) que teria custo 60% abaixo do FPSO.

Esta versão da existência de grande reservas de petróleo no campo, no entanto é contestada por outros técnicos que conhecem a geologia da bacia de Campos e consideram que estes campos, que já foram da Petrobras, seriam "xoxos" em termos de rendimento na extração de petróleo.

No auge da valorização em 2010, a OGX chegou a valer R$ 75 bilhões e prometia estar produzindo este ano, um volume total de 730 mil barris diário de petróleo.

No entanto, em julho deste ano a produção total de OGPar alcançou 409 mil barris só que mensais, ou 13,6 mil barris de petróleo por dia. Com a atual realidade do mercado de petróleo, com o barril valendo abaixo de US$ 50, a situação da OGX é cada vez mais crítica. A conferir!

PS.: Ainda sobre o assunto leia aqui nota do blog em 8 de setembro.

3 comentários:

Anônimo disse...

Curioso é que TODAS as petroleiras que atuam aqui na Bacia de Campos conseguem produzir com altos volumes e pq a OGX não consegue?

Evandro Gomes Monteiro disse...

Anônimo, para refrescar a memória: Eike assumiu campos mapeados pela Petrobras, contratou equipes de engenheiros e geólogos idem, dando ao mercado a falsa impressão que a petrolífera nacional deixou para trás gordas fatias de óleo e gás, os quais seriam explorados por pessoal competente apoiado por ele, causando forte impressão no mercado acionista. Diversos profissionais topo de linha foram contratados da Petrobrás a peso de ouro, isso causou expectativa até mesmo entre nós petroleiros, de que algo grande ia acontecer. Realmente foi um grande fiasco.

Roberto Moraes disse...

perfeito Evandro.