quinta-feira, junho 26, 2014

A conflituosa relação de Pezão com a reeleição de Dilma

A matéria abaixo é do Valor Online agora às 23:06:

Após bronca do Planalto, Pezão muda discurso 


sobre apoiar Aécio no RJ

Após pressão do Palácio do Planalto, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), mudou o tom em relação ao seu palanque triplo e afirmou nesta quinta-feira (26) defender a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Adotando um tom bem diferente daquele apresentado na segunda-feira (23), quando PSDB e DEM oficializaram o apoio à sua candidatura ao governo fluminense, Pezão disse que trabalhará por Dilma no Estado.
Até então, ele não havia garantido apoio à presidente. Antes, chegou a afirmar que seu palanque estava aberto tanto a Dilma quanto a dois de seus adversários, o senador Aécio Neves (PSDB) e Pastor Everaldo (PSC), cujos partidos apoiam a candidatura do peemedebista.
A declaração contrariou o Planalto. O ministro Gilberto Carvalho conversou com Pezão na manhã de quarta-feira (25) e cobrou posicionamento favorável a Dilma. No dia seguinte, o governador disse apoiar a reeleição dela.
"Eu sou Dilma, não vou cuspir no prato que comemos por sete anos e cinco meses. Vou trabalhar pela presidente", afirmou Pezão nesta quinta-feira, durante a convenção do PMDB-RJ que oficializou sua candidatura.
Na segunda-feira, ele havia dito: "Meu palanque no Rio de Janeiro vai ser com os três candidatos [Aécio, Dilma e Pastor Everaldo]".
Grande parte dos deputados, prefeitos e vereadores do PMDB do Rio farão campanha por Aécio, defendendo a chapa "Aezão".
O movimento surgiu após a confirmação da candidatura de Lindbergh Farias (PT) ao governo do Rio. A aliança com PSDB e DEM foi selada após o acordo entre PT e PSB no Estado ser avalizado pela Direção Nacional petista.
A ordem no PMDB é dar cada passo em direção a Aécio sincronizado com as ações do PT no Rio. "A cada ação é uma reação", disse um dos estrategistas da campanha peemedebista.
Durante a convenção, deputados do PMDB defenderam a chapa "Aezão" antes da chegada do governador. Único presidenciável no evento, Pastor Everaldo (PSC) discursou ao lado de Pezão e defendeu a chapa.
O Planalto avalia que o movimento "Aezão" é irreversível na base do PMDB fluminense. Contudo, quer manter o apoio declarado de Pezão apostando num isolamento de Aécio em eventual segundo turno contra Dilma --o tucano não tem candidato de sua base formal a governador, enquanto a presidente tem quatro.
Ministros já haviam atuado para garantir o apoio do Pros a Anthony Garotinho (PR) e obter, em contrapartida, o apoio do deputado.
Na segunda (30), Dilma participará de inaugurações no Rio ao lado de Pezão.

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