sábado, fevereiro 26, 2005

100 mil veículos em Campos

Desde que citei em público que Campos possuía mais de 100 mil veículos licenciados, muita gente vem estranhando, julgando exagerado este número. Mesmo com as concessionárias de veículos na cidade informando que, de cada dez veículos novos comprados no município, sete são emplacados no Espírito Santo, nossos números vêem crescendo. No ES o proprietário paga IPVA de 2% do valor dos veículos à gasolina, enquanto no estado do Rio de Janeiro, desde que Garotinho assumiu em 1998, o IPVA foi aumentado para 4% neste tipo de veículo.. A Fundação CIDE que trabalha com dados e indicadores dos 92 municípios fluminenses vem divulgando os seguintes números de veículos licenciados em Campos, incluindo carros de passeio, ônibus e caminhões: 1997 - 66.242 1999 - 75.331 2002 - 93.212 2004 - 97.226* * Número contabilizado até 18/05/2004. Este número indica a necessidade urgente de reformulações no trânsito urbano e de investimentos públicos para a construção das perimetrais que tirem o trânsito das vias centrais entre outras medidas.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Vai acabar sobrando para os royalties

Entre outras coisas mais pesadas que o presidente Lua falou ontem no Espírito Santo, mais precisamente em Jaguaré onde a Petrobras tem uma unidade de exploração de petróleo, o presidente disse: "o petróleo na verdade é uma propriedade de 180 milhões de brasileiros".
O jornalista Toni Marques de O Globo classificou a declaração como uma crítica sutil, à governadora Rosinha, por insistir no slogan "A refinaria é nossa" inspirada na campanha de 1947 "O petróleo é nosso". Não se espantem se ao final desta celeuma acabar sobrando para os royalties.

Ainda a UENF

Sobre o assunto do post anterior veja aqui artigo "SOS UENF" publicado hoje na Folha da Manhã.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

SOS UENF

Nos próximos dias os docentes da UENF completarão quatro meses ou cento e vinte dias de greve. A sociedade campista e regional deveria estar mais preocupada com esta situação. Não se trata apenas de uma reivindicação de classe. A UENF é um patrimônio do nosso povo. Está sendo articulado por dirigentes das instituições de ensino superior, que atuam na região, um manifesto e um ato de solidariedade institucional a UENF. É preciso construir saídas democráticas para superação da atual situação.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

César Maia cada vez mais à direita

O prefeito do Rio de Janeiro, parece não resistir à tentação que aponta espaço político para uma liderança à direita na política nacional. Além de pedir, no espaço do PFL na TV, a presença do exército nas ruas para dar segurança à população, ação, que ele e qualquer um sabe que não funciona, a não ser em situações especiais e pontuais, agora ele diz que só vai abrigar os moradores de rua que forem cariocas. Imagine se o César Maia fosse europeu, o que não faria com os imigrantes terceiro-mundistas? Como pode um político que se diz nacional e com interesses na presidência da república tratar desta forma outros brasileiros?Para terminar o assunto, a informação de que a maioria dos moradores de rua, que não é oriunda dos municípios da região metropolitana, tem sua origem em Campos. Como se vê o fluxo migratório, apontado há mais de cinco décadas oriundo do interior para a capital, continua ainda hoje, mesmo com a chegada dos milhões dos royalties do petróleo. Está na hora do estado pensar o seu desenvolvimento de forma integrada e não mais de forma exclusiva na região metropolitana. O problema da cidade do Rio de Janeiro só será resolvido com ações integradas e prioritárias no interior do estado. Como se imaginava não adiantou eleger um governador do interior do estado para que esta situação se alterasse.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Blog antenado!

O jornalista Ricardo Noblat que hoje exerce a função apenas em seu blog, mostra que é um dos mais antenados jornalistas sediados em Brasília. Enquanto o outro bom jornalista político Franklin Martins dizia hoje por volta de 01:00 no Jornal da Globo que dificilmente o resultado deixaria de apontar o deputado Luiz Eduardo Greenhalg como o vencedor na disputa pela presidência da Câmara Federal, no máximo obrigando a realização de um segundo turno, Ricardo Noblat, no domingo dia 13 de fevereiro, às 19:00 dava a seguinte nota:
Sucessão na Câmara: Ninguém é de ninguém (1)
O bicho pegou. Depois do festival de almoços e de reuniões promovidas hoje pelos candidatos à Mesa da Câmara dos Deputados, ouvi de cabeças coroadas da maioria dos partidos, sob o compromisso de preservar suas identidades, pelo menos duas conclusões quase unânimes: * tem forte cheiro de traição no ar capaz de prejudicar o candidato oficial do PT à presidência, o deputado Luiz Eduardo Greenhalg; * o adversário mais forte de Greenhalg deixou de ser o dissidente Virgílio Guimarães (PT-MG). Agora é o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), candidato do chamado "baixo clero" - a massa cinzenta de deputados que raramente aparece na mídia".
Veja mais posts do blog do Noblat aqui.

Diferenças de atuação e a importância do apoio ao pequeno empreendimento!

Quando se trata de investimento que gerem emprego e desenvolvimento todos sabemos que a disputa é sangrenta. Muito se tem falado sobre o assunto da instalação da refinaria desde o final de 2002. Alguns estados e/ou regiões trabalharam técnica e estratégicamente o assunto. Procuraram entender suas deficiências e suas vantagens comparativas para se credenciarem junto aos investidores públicos ou privados para terem chances de abocanharem tal investimento. O nordeste manteve a disputa entre os estados, mas traçaram uma estratégia de se juntarem caso tivessem a ameaça de algum da região perder tal investimento. Mais. Se prepararam técnicamente. O governador de Pernambuco, no início de 2004, levou uma comitiva de empresários e políticos para negociações na Venezuela. O Espírito Santo adiantou negociações com os árabes ao mesmo tempo que fazia estudos de viabilidade técnico-econômica e ambiental. O estado do Rio de Janeiro o que fez além de um desfile de moda e um ato na CDL aqui em Campos?
Em todo investimento um dos pontos fundamentais são as condições para transporte da matéria prima para os produtos acabados. Neste sentido, pergunta-se quais condições de infra-estrutura foram criadas para atender a tal investimento? A chamada malha modal, com transporte marítimo, ferroviário e rodoviário hoje atenderia o empreendimento desejado? Condições da BR-101? Quais parceiros foram conseguidos para a empreitada? Quais estudos técnico-econômicos e técnico-ambientais foram realizados ?
Pior do que tudo isso é não se ter o investimento de grande porte e não se fazer o dever de casa com os investimentos de pequeno porte de apoio ao pequeno e médio empreendimento que podem ser mais sustentável tanto sob o ponto de vista econômico, como ambiental e que têm maior capacidade de gerar emprego e renda. Neste sentido, nossas prioridades devem ser pautadas na infra-estrutura e na ampliação e aperfeiçoamento do FUNDECAM.

Outras informações sobre a refinaria!

O colunista econômico George Vidor de O Globo, especialista em assuntos relacionados a investimentos em energia, ontem em sua coluna afirmou que acredita até na construção de mais de um empreendimento no Brasil para a produção de derivados do petróleo. Ele disse: "A produção de petróleo pesado continuará respondendo pela maior parte da produção da Petrobras, aumentando nos próximos cinco a seis anos, pois já estarão em plena operação as plataformas gigantes encomendadas para os campos de Marlim, Marlim Sul, e Roncador na Bacia de Campos. Como as refinarias nacionais estão quase no limite de sua capacidade para processar óleo pesado, grande parte da produção se destinará à exportação". Vidor afirma que a exportação tenderá a ser mal negócio pois o aumento crescente da produção e exportação deste tipo de petróleo tenderá a reduzir seu preço no mercado internacional tornando-o desinteressante para exportação e interessante para processamento no próprio país o que demandaria outra planta no país. Vidor não comentou o fato que só ontem foi noticiado do acordo com a PDVSA, mas adiantava que para o país uma planta é interessante para atender principalmente a demanda, segundo ele urgente de óleo diesel, da qual o país é deficitário. Esta planta seria para atender também a produção de outros insumos petroquímicos. Neste ponto Vidor diz que: "essa "refinaria petroquímica" possivelmente ficará em Itaguaí, porque lá existe uma área reservada a esse fim, com macrodragagem concluída e estudos de impacto ambiental adiantados, que é considerado meio caminho andado". Vidor termina dizendo que "as novas refinarias (veja que é no plural) se tornaram, então, uma questão estratégica para a Petrobras. O retorno do investimento nessas instalações não é dos mais atrativos, mas sem elas a companhia perderá muita receita com o óleo pesado. A discussão política virou coisa do passado e, atualmente, a questão é econômica".
Como se vê, ou lê, tem muita gente blefando sobre a questão!

Samba da refinaria doida!

Uma série de desencontros marca a decisão sobre investimentos em refino de petróleo no país. O anúncio antecipado dos números previstos de US$ 30 bilhões de investimento para a Petrobras em 2005 (30% maiores que os de 2004) estimados pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, José Sérgio Gabrielli e que serão confirmados, ou não, até abril quando a empresa revê suas metas no seu Planejamento Estratégico, geraram expectativas no setor que acabaram sendo ampliadas pela decisão do acordo entre a PDVSA (a empresa estatal de petróleo venezuelana) e a PETROBRAS de construírem no Brasil uma refinaria provavelmente no Nordeste. Enquanto o ministério nega a definição sobre a localização do empreendimento, políticos pernambucanos comemoram o anúncio pelo quais forças políticas diferenciadas trabalham junto ao governo venezuelano, há mais de um ano. Por outro lado, o Estado do Rio de Janeiro que não trabalhou nenhuma alternativa técnica e estratégica, tenta mais uma vez politizar a questão dizendo que o anúncio dos recursos para este ano contempla um pólo petroquímico no estado do Rio de Janeiro. O secretário estadual de Petróleo e Energia anuncia, mais uma vez, a construção de um porto na região do Açu em São João da Barra. Em setembro de 2000, o mesmo secretário, com pompas e circunstâncias anunciou tal empreendimento que serviria de base para outros investimentos. Hoje a ausência do porto, pesa tecnicamente no item infra-estrutura para definir a região como a ideal para a localização dentro do estado do Rio de Janeiro.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Opinião & debate

Os artigos, a meu juízo, não têm a intenção apenas de apresentar opiniões, mas sim, suscitar o debate. Desta forma, relembro aqui os dois últimos artigos publicados na Folha da Manhã. Veja aqui o primeiro Petróleo Branco, publicado em 28 de janeiro e o último, publicado no dia 4 de fevereiro, Nem Petisco, nem Tira Gosto!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Plano Diretor - Discussão obrigatória nas cidades!

Se é que há alguém interessado na discussão sobre a necessidade das cidades reestruturarem seus Planos Diretores de acordo com o Estatuto da Cidade, Lei Fedral 10.257/2001, o Ministério das Cidades está defendendo que estes sejam feitos de forma participativa. Quem quiser ter acesso a documentos, textos e publicações, acesse aqui:

Volta!

Depois de trinta dias mais o carnaval estamos de volta ao blog tendo que reaprender a usar o computador e o blog. Não se pode retornar a todo vapor é preciso um tempo para readaptação à vida, dita, normal! Mais diretamente só depois da segunda-feira. Na verdade só se pode recomeçar alguma coisa depois deste pequeno-grande recesso numa segunda-feira.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Férias!

Até o carnaval estarei de férias. Apenas um ou outro post esporádico poderá aprecer neste período. Blog é bom, mas nada melhor do que as férias depois de dois anos.

terça-feira, dezembro 28, 2004

Economia aquecida!

Podem falar, esbravejar, mas não foi só o Natal que mostrou o aquecimento da economia. Neste último final de semana as praias da região estiveram apinhadas de gente. Os bares e restaurantes superlotados. Tá certo que foi o primeiro dia verdadeiramente de sol, depois de mais de dez dias de chuvas insistentes. Também é verdade que o atendimento demorado e deficiente não é nenhuma novidade nos restaurantes de "San Juan", mas a verdade é que diversas pessoas depois de peregrinarem por mais de quatro ou cinco deles, desde Atafona, Grussaí e São João da Barra, voltaram para almoçar no início da noite em Campos. Todos os argumentos podem ser verdadeiros, mas também é inquestionável que não só a classe média, mas a população da base da pirâmide social, está com um pouquinho mais de dinheiro para o lazer. Sei que os teóricos radicais vão dizer que isto é teoria de botequim, e, eu não negarei. Dirão mais: que não estão analisando a condição de vida dos mais pobres, e, eu não negarei. Mas, insisto, é impossível negar que as coisas melhoraram. Também para não deixar os teóricos radicais tão tristes nestes últimos dias do ano, vou concordar em dizer que, resta saber se as coisas vão continuar a melhorar, mesmo que vagarosamente. Mas que tá melhor, isso tá!

Nem só de royalties...

Nem só de reportagens sobre o mau uso dos royalties, a BR-101 e ainda as fraudes das eleições vive nossa região. Muito boa a matéria de capa e do caderno principal de O Globo deste domingo, 26 de dezembro, de Paulo Roberto Araújo com fotos de Rômulo Campos sobre o nosso Parque Nacional de Jurubatiba, localizado nas proximidades de Quissamã e Carapebus. Além de realçar a enorme biodiversidade existente no parque, em plena região sudeste, a mais densamente habitada do país, a reportagem trouxe a explicação para o nome do parque que não era do meu conhecimento: união dos nomes de duas espécies que existem em grande quantidade no parque - o coqueiro "jiriba" e a palmeira "tiba" que unidos viraram o conhecido Parque Jurubatiba. Para quem, como leigo, ainda tem dificuldades de reconhecer a diferença entre coqueiro e palmeira valeu o registro e a programação para uma futura visita.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Feliz Natal e até ontem!

Poderia ser um sábado qualquer. Mais um outro, mas não será. Os crédulos mais ou menos religiosos se relacionam com o Natal de diferentes formas. Para uns, por ser perto da virada de ano, serve para balanço. O que restou ou o que ainda restará do ano que em uma semana findará? Para outros uma data marcada para ser solidário homengeando o aniversariante. Para aqueles que como contadores gostam de fazer balanço com entradas e saídas ou receitas e despesas, como os balanços oficiais, quase sempre o que resta é muito pouco. Não falo de patrimônios ou finanças, pois senão para a grande maioria será ainda menor. Para não parecer, o que não estou achando, e muito embora os críticos da política monetária do Paloci (assim que se escreve?) continuem a reclamar e as diferenças sociais ainda sejam enormes, o frisson das ruas, bares e restaurantes sinalizam que há mais dinheiro na praça e o povo, de uma forma geral, parece mais animado, não usarei a palavra feliz, não por preconceito, mas porque não sou prepotente a ponto de fazer este tipo de julgamento coletivo, hi! Falei demais, num post que objetivava dizer apenas, aos que ainda insistem em perder tempo para ler este blog, Feliz Natal e até amanhã, quando o hoje já será ontem, parafraseando Cony que disse em seu livro "Quase memória - O que seria um amanhã agora? Tudo fora um amanhã e tudo já era ontem".

quarta-feira, dezembro 22, 2004

terça-feira, dezembro 21, 2004

Hora do almoço

A comida ainda é uma das formas de fuga utilizadas na plataforma. Apesar de todas as platestras de nutricionistas e até de médicos cardilogistas - há uma prevista para hoje na SIPAT (Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho) realizada aqui na P-27 - percebe-se que a alimentação é uma das principais fugas, até pelo convívio no refeitório que um dos sete horários permite. Café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, lanche, ceia, café da manhã ... é a rotina. Para não parecer mais estranho me juntarei agora a eles, mas é bom lembrar que isso ajuda a passar o tempo para a hora do desembarque...

Dois mundos

Uma coisa é igual a 1993 aqui na plataforma: a separação dos mundos, o mundo do trabalhador embarcado e o mundo real do continente. A sensação que tive onze anos atrás se repete. A proximidade do Natal e a impossibilidade daqueles que embarcaram ontem junto comigo de passarem o Natal e o Ano Novo em família, fazem com que busquem tratar de outros assuntos diferentes destes. Só quem fala do tema é quem vai desembarcar nos próximos dias. "Ideologia Defensiva" era o nome que o francês Cristophe Dejour deu a este ato quando tratou do tema "A Loucura do Trabalho". Apesar da grande população embarcada, de aproximadamente 150 trabalhadores, volto a ressaltar que o clima aparentemente é de camaradagem e de muito menos pressão do que há onze anos atrás.

"Bom embarque professor"

Convivendo por anos com nossos alunos petroleiros do CEFET dizendo que não farão provas e que precisam de prazo para a segunda chamada ou para entrega dos trabalhos, desta vez ouvi de alunos e ex-alunos, desde o heliporto no Farol até a chegada na P-27 a mesma saudação, com se fosse alguém da casa: "bom embarque".

11 anos depois!

Por coincidência na mesma plataforma, que antes era a SS-8 e estava no Campo de Bonito e agora é a P-27 e está no Campo de Voador, localizado no chamado complexo de Marlim. Aqui estou eu. Acabei de visitar a área industrial. Os separadores trifásicos, a área de geração de energia e entrar pela primeira vez numa baleeira que tem a função de permitir a evacuação de uma plataforma em caso de pane. Minha palestra foi ontem a tarde. Surpreendi-me com o interesse da platéia que por quase duas horas se manteve atenta e interessada com formulação de diversas perguntas sobre o tema que foi a Responsabilidade Social (SA-8000) e sua relação com a Segurança, Meio Ambiente e Saúde. O tema dos royalties, o Programa Fome Zero desenvolvido por voluntários da Petrobras e pela Ong Cidade 21 foi ampla e profundamente debatido. Há que ser ressaltado o clima informal da plataforma, neste ponto, bastante diferente do que vi em março de 1993. Aguardo agora o vôo de desembarque previsto para 15:30.

domingo, dezembro 19, 2004

Palestra em plataforma

Atendendo convite, estarei amanhã embarcando na plataforma P-27 para fazer uma palestra na SIPAT (Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho). Embarcarei amanhã 9 da manhã, farei palestra tarde e retorno na terça 15 horas. O tema será O setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) e a responsabilidade social da empresa. Depois de ter ficado exatos 10 dias em 5 diferentes plataformas em março de 1993, para a realização da pesquisa de campo da dissertação de mestrado defendida na COPPE/UFRJ sobre "O trabalho off shore" terei o prazer de devolver um pouco o conhecimento que, especialmente os operadores de produção, me passaram. O tema que será abordado permitirá enfocar o trabalho realizado pela Ong Cidade 21, através do Programa Petrobras Fome Zero, em parceria com voluntários da Petrobras junto à comunidade do Matadouro em Campos.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Mais royalties

A aprovação ontem de nova proposta do senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) na Comissão de Assuntos Econômicos, mudando critérios da distribuição dos royalties e participação especial sobre a produção de petróleo, entre estados e municípios, acentua a necessidade do acompanhamento permanente sobre o assunto. Neste sentido, vale a pena uma conferida no site: http://www.royaltiesdopetroleo.ucam-campos.br para ver o Boletim de número seis lançado hoje na internet. A recomendação se dá não pela presença de um texto , do autor deste blog sobre o orçamento de Campos, mas pela qualidade das outras matérias e também da apresentação gráfica deste e dos demais cinco boletins já lançados. Parabéns a Rodrigo Serra e Denise Cunha.

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Audiência da BR-101 em Brasília

Veja aqui no Blog da ONG Cidade 21, informações sobre a Audiência Pública que está sendo realizada em Brasília como etapa preliminar do processo de concessão de oito trechos de rodovias federais no país, incluindo os 320 Km da BR-101 no Rio de Janeiro.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Tá na hora da OMPETRO!

A onda de reportagens, agora capitaneadas pelo O Globo, que questionam a qualidade dos investimentos feitos pelas prefeituras da região com os royalties, merecem, além de reflexões, ações dos atores envolvidos. Não resta dúvidas, que a qualidade e quantidade de investimentos merecem ser aperfeiçoados, em uns casos enquanto em outros devem ter suas prioridades invertidas. É mais que perceptível, mesmo ao leigo e desatento que há uma pressão crescente de questionamento do aumento das dotações das cidades chamadas de "produtoras de petróleo" enquanto a grande maioria das mais de 5 mil cidades brasileiras vivem dependentes de migalhas para executarem as políticas públicas para seus munícipes. Matérias como essas do O Globo poderão ajudar a aperfeiçoar estes gastos e/ou aumentar a pressão por mudanças na legislação que hoje promove o repasse e o rateio dos royalties gerados pela exploração. Está na hora da OMPETRO deixar de ser apenas uma organização de convescotes dos prefeitos destas cidades, para gerar ações que aumentem a transparência da utilização dos recursos dos royalties, além de políticas de integração destes municípios que passaram a ter em comum, pelo menos, o rateio desta grandes somas de recursos. A estruturação de Câmaras Técnicas para discutir estas políticas, ao mesmo tempo em que divulgam as "boas práticas" com os recursos oriundos dos royalties feitas por estes municípios, seria um bom começo. Fica a dica!

domingo, dezembro 05, 2004

Boato ou notícia escondida?

Anda circulando na cidade "estória" de que uma criança de 5 anos, aluno do CEFA, ao brincar na piscina de bolas do Mac Donalds em Campos instalado na Beira-valão, teria reclamado com a mãe de um choque que levado ao pular no brinquedo. Duas horas depois a criança morre por envenenamento identificado posteriormente como mordida de cobra. Segundo a versão os responsáveis pelo estabelecimento ao tomarem conhecimento do fato teriam feito uma vistoria no brinquedo e encontrado um cobra e mais dois filhotes. O restante da versão que circula é que a empresa preocupada com a repercussão do fato estaria tentando encobertar a divulgação do caso.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Coronel Ponciano

Enquanto aguarda finalização de seu filme, o Coronel parace ter tomado gosto pela escrita, e mandou nova missiva, fazendo deste blogueiro, mais uma vez, o seu portador. Veja aqui o conteúdo da mesma publicada hoje na Folha da Manhã.

Mais fatias no bolo dos royalties

A nova decisão do STJ - Superior Tribunal de Justiça, que manteve a decisão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, favorável ao direito de ampliação ao recebimento dos roylaties do petróleo a mais 16 prefeituras do estado, sinaliza de forma clara e inequívoca a posição do judiciário em relação a repartição do bolo destes recursos, antes mesmo de qualquer nova mudança na lei atual, cujas propostas estão sendo debatidas no Congresso Nacional. A disputa entre 39 municípios antes contemplados (produtores e limítrofes) e estes 16 da região metropolitana, foram vencidos pelos últimos, que pertencem à região metropolitana, incluindo a capital. A cidade do Rio de Janeiro com isso passa a receber repasse mensal de R$ 3 milhões, aproximadamente, o mesmo de Niterói, que desta forma multiplica por 214 vezes o valor que até então recebido R$ 14 mil mensais. Isto pode ser bom ou ruim. Explico. Bom se avaliarmos que a ampliação da quantidade de recebedores aumenta a grita contra a possível alteração da legislação hoje vigente. Por outro lado, é ruim, porque cada vez estimula mais o aumento de fatias do bolo dos royalties a serem repartido.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

"Mandamentos para blogueiros"

Veja aqui na página de "Internet e Tecnologia" de O Dia On Line, os cuidados que o blogueiros devem tomar ao usar textos e imagens que não sejam de sua autoria.

Sonho de 25 vereadores

Sonho a notícia que os jornais de hoje trazem de mudança de dezessete para 25 vereadores na Câmara Municiapal. É até possível, mas pouco provável, o retorno ao número de 21 cadeiras . Porem, o acréscimo para 25 vereadores no legislativo municipal, parece não só impossível, mas, exagerado.