domingo, junho 17, 2007

Ainda sobre a PMCG, mas leve, para descontrair!

Sabe como, os prestadores de serviço da prefeitura, que têm vínculo como a Fundação José Pelúcio Ferreira, chamam a referida fundação, porque consideram mais fácil guardar o nome do seu novo patrão? Resposta: Fundação Toni Ramos.
Abaixa o pano!

A imagem da semana

Xô piratas dos royalties e dos sonhos!

É final de semana e vale a pena relembrar o MPB-4 cantando com Chico Buarque: Roda Viva! Essa roda gigante há de girar. A luta continua!

sábado, junho 16, 2007

Quem diria, Greta Garbo acabou no Irajá!

Os mesmos que em 2004, não quiseram ajudar a construir uma alternativa fora da mesmice entre o padrinho e um de seus afilhados, respectivamente, Garotinho e seu indicado e Arnaldo e Mocaiber, agora defenderam com unhas, dentes e o que mais fosse necessário, o apoio a Mocaiber com ocupação de cargos. Particularmente, como ando, por razões diversas, afastado das discussões partidárias, não comparecei a esta votação a que teria direito como membro do Diretório Municipal. Para quem ainda tem dúvida, o meu voto seria contrário por razões óbvias e fáceis de saber, para quem acompanha sistematicamente este blog. No geral, acompanharia a posição que teve o companheiro professor Fábio Siqueira, que encaminhou a este blog a nota abaixo. Quando tiver mais tempo tecerei mais comentários sobre o absurdo deste apoio extemporâneo, a um governo envolvido em acusações graves feitas pelo próprio TCE-RJ, que não guarda transparência e nem a participação popular para uso dos generosos recursos dos royalties e que tem usado e abusado da cooptação política e partidária com interesses exclusivamente eleitorais. Leia abaixo a nota do Fábio Siqueira. "PT dividido aprova composição com o prefeito" "O Diretório Municipal do PT aprovou na noite de ontem a composição política com o governo de Alexandre Mocaiber (PSB). A decisão, contudo, não foi consensual. A posição defendida pelosecretário-geral do partido Fábio Siqueira, contrária à participação no governo, obteve apoio de 15 membros do Diretório. A participação no governo foi aprovada com 19 votos." "Fábio Siqueira considerou inoportuna a entrada do PT no governo neste momento em função da perspectiva manifestada pelo prefeito nas negociações com o partido, que condiciona esta composição ao apoio à sua reeleição. Para o secretário-geral petista, é prematura uma perspectiva que fragiliza a possibilidade de candidatura própria e constrange o diálogo com outros partidos, como o PDT, com vistas às eleições de 2008." "Em sua opinião, é importante fortalecer a possibilidade de uma candidatura própria petista, hipótese que permanece, incondicionalmente, até a convenção eleitoral do próximo ano. Além disso, boa parte do Diretório tem uma visão crítica do governo, não apenas em função da pouca transparência na gestão orçamentária e da dificuldade de diálogo com a sociedade civil, mas também em razãode questões recentes como o episódio envolvendo a Universidade Candido Mendes, o pequeno reajuste anunciado para os servidores públicos municipais e os questionamentos manifestados pelo conselheiro José Graciosa do TCE."

Novo site para hospedar vídeos

Apareceu um concorrente para o YouTube. Recebi semana passada, um convite para hospedar meus vídeos que já têm uma visitação superior a 27 mil acessos, em outro servidor. O Motiono que você pode acessar aqui tem algumas vantagens e outras desvantagens em relação ao YouTube. Com ele você algumas vezes tem dificuldades de fazer “uploads” se você estiver usando o programa Internet Explorer. Se você passar para o navegador Mozzila do FireFox, o problema se resolve. O Motiono faz um upload mais rápido e você pode assistir o vídeo enquanto abaixa o arquivo. Duas outras desvantagens do Motiono é que ele, ainda não disponibiliza a ferramenta para você poder postar o vídeo diretamente no blog. Outra dificuldade é para reconhecer a grafia da nossa língua com acentos e cedilha. Às vezes é preciso repetir a edição do texto. A qualidade da imagem disponibilizada parece melhor, do que a do YouTube. Infelizmente, vou ter que continuar com a opção do YouTube, porque para a mim, a utilização deste recurso tem a principal função de poder disponibilizar o vídeo direto aqui no blog. Aliás, os especialistas dizem que esta ferramenta que disponibiliza o vídeo direto no site ou blog do assinante é até hoje, o principal motivo do sucesso do YouTube em relação aos seus concorrentes.

Homenagem proposta no orkut

Na comunidade do Goytacaz, mais precisamente, no site de relacionamento orkut foi formulada por Gustavo Rangel, uma proposta de homenagem a ser feita ao ex-jogador alvi-anil e da seleção brasileira, Amarildo recém –regressado ao Brasil. O blog concorda e endossa a boa idéia. Veja o texto:

“Homenagem justa!”
“Acho que os dirigentes do Goytacaz poderiam fazer uma homenagem ao Amarildo, o Possesso, que está na cidade e que além de cria do Goytacaz é o último grande craque em evidência do nosso futebol, depois de Didi! Ele merece e seria de bom grado pelo que já fez ao futebol e ainda pode fazer pelo nosso clube! Vai a dica!”

Universidades públicas divulgarão nota em defesa da autonomia universitária em Campos

As quatro instituições públicas de ensino superior e pesquisas que atuam em Campos, divulgarão de hoje para amanhã, uma Nota Conjunta mostrando a perplexidade e o repúdio contra a pressão da prefeitura de Campos, sobre resultados de pesquisas acadêmicas e científicas desenvolvidas na região. A nota referendará ainda, uma manifestação de solidariedade a Ucam Campos e aos seus professores-pesquisadores atingidos no episódio provocado pelo secretário de Comunicação da prefeitura de Campos.

Verticalização e comércio imobiliário

Antes mesmo de começar a construção, a incorporadora responsável por duas torres de 15 andares que terá lugar, na rua Voluntários da Pátria, vizinho a uma igreja evangélica, com a oferta, de um total de 150 apartamentos, de dois e três quartos, conseguiu vender mais de 60% das unidades colocadas à venda. Bom para o setor da construção civil e para a geração de empregos que esta atividade gera, mas, vamos ver até onde a Pelinca agüenta. Este blog, pelas informações que dispõe, julga que nem, as exigências do novo Plano Diretor do município darão conta, de conter os exageros que estão sendo projetados para aquela área, hoje, ainda chamada de nobre.

sexta-feira, junho 15, 2007

O Pirata que não é do Caribe

Acabei de postar na seção ao lado "Meus últimos artigos" o texto abaixo que o mesmo título desta nota e que foi publicado na Folha da Manhã de hoje. Leia, critique, conteste, discorde e se até for caso, concorde e complemente-o no espaço destinados aos comentários abaixo da postagem. Todos eles serão bem-vindos:
O pirata que não é do Caribe Pirata do olho de vidro e da perna de pau. Tem um olho tapado para não enxergar o que não interessa e o outro bem aberto para buscar “oportunidades”. Como caolho olha a cidade sem querer enxergá-la. Caminha pelas ruas com as pernas de pau que não sustentam meio jogo de capoeira. Sem o tapa-olhos talvez visse e comunicasse melhor atendendo assim, as exigências legais e morais que dá ao cidadão, o direito de saber para onde está indo o seu, o meu, o nosso dinheirinho. Talvez o pirata não saiba, o dinheiro público é de todos. Não sendo só dele está impedido de depositar no Banco Cédula, apostar no bicho e financiar campanha eleitoral de “amigos”. Considero um investimento razoável o que é feito com as bolsas que antes eram pertenciam a um programa chamado de “Probo” e que agora teve a sua denominação trocada para ProCampos. Desculpe, se há algum trocadilho embutido nesta história. Não coloquem a culpa neste articulista. Também considero que o auxílio pago aos estudantes deveria exigir uma contrapartida de prestação de serviços agora ou no futuro, ou mesmo, um ressarcimento, mesmo que sem correção, especialmente, para aqueles, que conseguem com tal apoio galgar, vários degraus em suas carreiras profissionais. Sempre defendi que o paternalismo tem sido a madrasta, de algumas de nossas doenças mais crônicas e cruéis, com as quais somos obrigados a conviver em nossa comunidade. Porém, nunca imaginei, que nem mesmo um pirata pudesse exigir compromissos não-republicanos em troca deste investimento humano. Aliás, nossas instituições de ensino, que pesquisam, ao invés de viajar como os piratas, nunca misturaram estas bolsas, com pesquisas bancadas com recursos próprios ou de órgãos de fomento como: CNPQ, Capes, Faperj e outros Sendo assim, a qualidade e a quantidade dos resultados produzidos por estas pesquisas já são altamente auditados, fiscalizados e suas contas apuradas. Portanto, não há como se falar, sequer em pesquisas financiadas pela prefeitura local, que infelizmente, apesar da abundância de recursos, até hoje, nunca cogitou de ter uma política de ciência & tecnologia que viesse aproveitar, fomentar e usufruir dessa magnífica massa científica existente em nosso município, sem querer tutelá-la. Melhor ainda, que o tema da execução orçamentária tenha sido levantada pelo pirata caolho. Imagino que com o olho tapado e a perna de pau tenha querido esconder o volume de R$ 16,8 milhões que tem para se comunicar. Talvez até tenha que voltar para o Caribe buscar um jeito de explicar aonde e com quem vem gastando esse dinheiro que é equivalente, ao que é pago anualmente, aos bolsistas universitários das nove instituições de ensino superior. Este pirata não é do Caribe. Se fosse você, eu pegava o ticket do cinema do shopping e assistia a um outro filme. Quer uma sugestão? “Um crime de mestre”.

Americanas – go home!

O comércio de pequenas lojas de varejo do centro de Campos sofrerá um baque considerável, com a chegada das lojas Americanas. Este blog já comentou sobre isso, quando da chegada das Lojas Leader na cidade. Itaperuna, município conhecido pela produção “formal e informal” de roupas de enxoval sofreu um grande baque com o fechamento progressivo da maioria das lojas deste tipo de comércio naquela cidade. Por lá, o impacto só não foi desastrosa por completo, porque uma pequena parte da produção local acabou absorvida pela rede de lojas que iniciou suas atividades em São Gonçalo. Este, porém, não seria o caso de Campos, que do ramo de confecções o que vem conseguindo se manter, pelo que se sabe é na área de produção de jeans. Quem está de orelha em pé é a mídia local que vê neste novos negócios uma chance de pegar uma beiradinha das suas verbas de publicidade. Mas, será que não seria melhor manter a pequena propaganda do comércio local? Estas grandes redes de lojas preferem investir em mídia nacional do que espalhar propagandas locais. Sobre as Lojas Leader, consta, que estaria muito satisfeita com a praça de Campos, confirmando no dia-a-dia, o extraordinário resultado de sua primeira semana de funcionamento na Pelinca quando vendeu cerca de R$ 2,5 milhões.

O pirata

Todo pirata sabe que a riqueza vem do mar. Alguns até "olham para a cidade", porém, por causa da venda que lhe fecha um dos olhos, ele acaba por só olhar para um lado. Precisando navegar arrumou embarcação e seguiu para o litoral. Dizem que está atrás de um tesouro como tantos outros piratas. Acossado atira a esmo em todo e em qualquer canto. Não costuma ser leal com sua tripulação. Sonha com uma ilha.

Quer saber mais sobre a vida dos piratas leia o que está na enciclopédia digital wikipédia:

“Os piratas eram hábeis em recolher bens e riquezas espantosas nas suas incursões no oceano. As principais riquezas obtidas pelos piratas eram metais preciosos (ouro e prata), dinheiro, jóias e pedras preciosas. Mas a maioria pilhagens era feita aos mercadores, de quem roubavam linhos, roupas, comida, âncoras, cordas e medicamentos. A carga pilhada aos mercadores incluía artigos raros, tais como especiarias, açúcar, índigo e quinina. Os tipos de bens pilhados variavam consoante os navios encontrados, assim, alguns piratas eram muito selectivos nos navios que atacavam, tendo a certeza de que o saque iria cobrir os riscos da batalha, logo também era importante escolher uma boa área para bater.”

Acidente e pouco caso

Passava um pouco das 4 horas da manhã, quando no PU (Posto de Urgência) de Guarus, uma cama beliche desmoronou causando pânico em três profissionais de saúde que estavam no repouso. Pelo menos, uma delas sofreu escoriações no ombro. No entanto, a maior reclamação é contra a administradora do posto de saúde que teria dito, que o acidente de trabalho se tratava apenas de uma fatalidade.

Este blog já disse, mas repete: é um erro se atribuir à fatalidade a ocorrência de acidentes. Todo acidente tem causa e como tal pode e deve ser prevenido, desde o mais simples, aos mais dramáticos. Uma ocorrência relativamente simples como esta, poderia trazer conseqüências mais sérias. Aliás, por falar em investimentos e prevenção no setor público, seria bom que a gente se aprofundasse para saber melhor, sobre onde e em quê, o dinheiro do nosso município vem sendo investido.

Quando o inusitado enxerga longe, sem ter vergonha

Alegro-me com o recebimento do jornal São João da Barravdo parceiro Carlos de Sá. Não sou sanjoanense, mas aprecio nossa região e com isso rompo, sem me incomodar os limites dos nossos municípios com prazer, seja pelo litoral ou pelo interior. O jornal agora mensal sempre traz novidades, entre notícias boas e ruins. Espero que continue livre e sem tutelas, apesar de ver gente rondando o agrião com interesses de quem como os piratas, guarda um olho tapado, para não ver o que não interessa enquanto mantém o outro aberto no aguardo de oportunidades. Nesta última edição, logo na página 2, Carlos Sá (que é como sempre eu o chamei) conta que “a Câmara Municipal de São João da Barra, depois de eleger seu atual presidente José Amaro Martins (Neco) num pleito ocorrido 10 meses antes do final do mandato do seu antecessor – por coincidência no dia da abertura do carnaval da cidade” - como também fez a Câmara Municipal de Campos com a eleição do vereador Marcos Bacelar, agora desta vez extrapolou: aprovou uma emenda à Lei Orgânica do município autorizando “um improvável mandato tampão nos municípios caso haja prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores” na reforma política que ainda será votada em Brasília.

quinta-feira, junho 14, 2007

Royalties em Campos dos Goytacazes, RJ e as universidades!

Luiz Felipe Muniz de Souza que é petroleiro, psícólogo, ecologistas e tambem articulista deste blog, além de possuir o seu próprio (veja aqui) mandou o texto abaixo, que além de ir para a seção ao lado dos articulistas, pelo tema em voga aqui também será exposto para enriquecer o debate: A discussão - ou monólogo público?? - sobre o uso adequado dos royalties está levando à linda baixaria que quase sempre predominou nas rodas dos debates sobre o que fazer com a outrora promissora: Campos dos Goytacazes/RJ!!! Por mais que alguns poucos "obstinados" e "devotos" do exercício democrático tentem, o fato é que não conseguimos sair da mesmice, da pasmaceira de sempre, dos egos em excessos - locais e provincianos - que embalaram e ainda fazem a história desta terra miserável de Escravos, de Engenhos e de Royalties do Petróleo. Nos últimos anos o que tivemos em excesso foram radialistas no poder, falastrões egocêntricos e um retrocesso radical dos movimentos sociais. Hoje as universidades locais - e são muitas!! - não mais conseguem fomentar as renovações fundamentais e nem as revoluções urgentes do pensamento e das ações públicas. Boa parte deste caos se deve porque há nelas de fato um certo - e talvez profundo - enredamento, um entrelaçamento pouco ético com os poderes da administração pública local e regional, fatos que tendem a partidarizar politicamente tudo que se passa e se pensa no seio da comunidade acadêmica, deixando órfãos de idéias e ideais os cidadãos e cidadãs da Campos dos Goytacazes de hoje. A maneira como um Secretário Municipal de Comunicação conduz a discussão pública e a crítica de um segmento universitário - chamando todos para uma cervejada num boteco de esquina - ao uso dos royalties, nos dá a nítida dimensão da precária condição político-administrativa do atual prefeito, ao mesmo tempo que esgarça para toda a comunidade a pouca reputação de muitos indivíduos que fazem política por aqui!! É dito em "boca pequena" por aí que boa parte das bolsas universitárias pagas pela prefeitura de Campos - à título de "investimento" segundo o Secretário de Comunicação - é destinada a muita gente de alto poder aquisitivo e influente na Administração Municipal!!! Ora, Senhor Secretário - seria esta uma boa oportunidade para a Secretaria de Comunicação Municipal - ao invés da cerveja no boteco - apresentar uma lista completa dos beneficiários das bolsas bancadas pelos royalties do petróleo - com o nome completo de pais e renda bruta - para que a sociedade avalie bem se de fato trata-se de um investimento ou mais um "caixa dois" da administração pública no Brasil!!!
Luiz Felipe Muniz de Souza

"As máscaras sempre caem, as fantasias também!"

Mais um interessante e inteligente comentário do sempre atento Bruno que o blog traz para este espaço, digamos que, de maior visibilidade: "Hoje o secretário resolveu seguir tragicomicamente o exemplo do Rei Luis XVI, no derradeiro monárquico: travestiu-se com o intuito de dissuadir o povo e fugir.Sob a ode Guevariana, com finalidades menos nobres, vestiu-se de general. Humildemente pego minha fantasia de palhaço e, me junto aos outros palhaços do povo, até mesmo aqueles que ainda não se descobriram, palhaços." "Juntos, vamos rir de nós mesmos e gracejar nossa desgraça. Resta o consolo histórico de que os maus sempre sucumbem à verdade. E, no mais tardar, toda essa gente que hoje sofre da síndrome da mosca azul em estado terminal, cairá." “Hoje quando ele aí cai, de áloe e cardamomo Na cabeça, com ar taful Dizem que ensandeceu e que não sabe como Perdeu a sua mosca azul.” As máscaras sempre caem, as fantasias também.

A cesta da política

Calma gente, não estou me referindo ao meio de transporte, que alguns usam para esconder o vil metal alheio. A cesta aqui citada é a do basquete. Este blog confessa, como já é do conhecimento de muitos, sua dificuldade em assimilar o jeito de fazer política do alcaide carioca César Maia. Isto, contudo, não impede de observar que algumas de suas análises merecem respeito e reflexão. Hoje no seu blog, agora sob a forma de e-mail, ele dá um conselho aos gestores públicos que talvez tenha validade aqui na terrinha. Veja: “Política não é futebol onde se ganha de 2 a 1 ou algo assim. Política é jogo de basquete onde se ganha de 105 a 84, ou algo assim. É inevitável levar cestas. Por isso tem-se que fazer mais cestas que os adversários.” Desconfio que por aqui se esteja fazendo gols e levando cestas. Este palpite é do blog, mas a conclusão é sua Taffarel!

quarta-feira, junho 13, 2007

Diretora do CCH da Uenf também repudia pressão

A professora, pesquisadora, chefe do LEEA e diretora eleita do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Uenf, Teresa Peixoto Faria também se manifesta de forma serena, mas firme dizendo: "sugerir que a participação de uma Universidade, no caso específico, da UCAM a um programa de apoio ao ensino da Prefeitura deva estar condicionada ao apoio incondicional ao grupo político que está à sua frente, e até mesmo à omissão de dados de pesquisa e da análise científica dos mesmos, é autoritarismo, é mais do que ferir, é manipulação, é crime contra a independência da pesquisa científica e autonomia da Universidade." Veja a íntegra de sua nota de Apoio à UcamCampos: O artigo do senhor Roberto Barbosa, Secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, é uma ofensa à Universidade e á pesquisa científica, pois questiona, sem o menor embasamento, resultados de estudos sérios desenvolvidos por uma equipe de pesquisadores de alto gabarito da Universidade Cândido Mendes, parceiros em pesquisas e no Programa de Pós-graduação em Políticas Sociais da UENF, justamente porque são reconhecidos no meio acadêmico científico pelos seus trabalhos, inúmeros já publicados e apresentados em eventos nacionais e internacionais. Além disso, o autor fere a autonomia universitária, quando tenta subjugar a pesquisa científica aos interesses do poder dominante e à política partidária mais vil que é a praticada aqui em Campos dos Goytacazes, onde os responsáveis pela gestão municipal utilizam os cargos mais em seu próprio benefício do que em prol da coletividade. Ora, sugerir que a participação de uma Universidade, no caso específico, da UCAM a um programa de apoio ao ensino da Prefeitura deva estar condicionada ao apoio incondicional ao grupo político que está à sua frente, e até mesmo à omissão de dados de pesquisa e da análise científica dos mesmos, é autoritarismo, é mais do que ferir, é manipulação, é crime contra a independência da pesquisa científica e autonomia da Universidade. Por fim, gostaria de saber de fato para onde mais, então, estão indo os recursos dos Royalties, pois eu, enquanto estudiosa do processo de urbanização e pesquisadora da cidade de Campos dos Goytacazes, só tenho constatado desigualdades no seu espaço urbano. Enquanto bairros centrais recebem obras de urbanização, inúmeras favelas vêem aumentar seus “barracos”, sem água, esgoto, os bairros periféricos continuam sem praças, sem arborização, sem ruas pavimentadas, sem saneamento básico, comprometendo a saúde pública. Além disso, o nosso patrimônio artístico, cultural e arquitetônico vem sendo destruído, entre inúmeros outros problemas, conhecidos não só por nós estudiosos da cidade e do urbano, mas por toda a população, sobretudo a mais carente. Se os royalties estivessem sendo aplicados devidamente, esta nossa cidade seria um exemplo não só para o Brasil, mas para o mundo e ainda estaria estruturada para abrigar as gerações futuras! Todo apoio à UCAM que muito tem contribuído para o avanço da pesquisa e do debate – democrático, claro - acadêmico-científico e também político. Teresa Peixoto Faria Professora da UENF Chefe do LEEA Diretora eleita do CCH.

O povo quer saber

Aproveitando as deixas do pedido do Bruno, cujo comentário foi postado em nota abaixo e também, as novas considerações do professor Rodrigo Serra, sobre a fórmula usada para elaborar a tabela em que analisa a proporção da receitas dos royalties que são usadas pra investimentos, este blog aproveita para indagar a quem deveria comunicar estes e outros dados oficiais como sua função pública, sobre os gastos municipais que são considerados investimentos pela Portaria Interministerial elaborada pela Secretaria do Tesouro Nacional - STN/SOF n° 163/01, como por exemplo: Consultorias; Aquisição de imóveis; Obras e instalações; Passagens e despesas com locomoção; Serviços de pessoa física e jurídica; Equipamentos e Material Permanente; Diárias; Sentença judiciais, etc. Aliás, como este tipo de classificação gera sempre discussão técnica, o bom, ou melhor, o correto seria a divulgação “comunicação” de tudo que se está sendo pago com o seu, o meu, o nosso dinheirinho. Bom lembrar o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal em seus artigos 48 e 49 descritos abaixo: Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos. Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.

"O argumento quando pressentido falho, tem como passo seguinte a acusação pessoal e, posteriormente, a negação"

Um comentário que acaba de ser feito no blog “Autonomia universitária em Campos” por Bruno (gostaria de conhecer melhor sua identificação) merece análise mais aprofundada. Por isso este blog o trouxe também para este espaço: “O secretário também fez em seu programa de hoje observações bastante elucidativas para o debate. A retórica nos ensina que o argumento quando pressentido falho, tem como passo seguinte a acusação pessoal e, posteriormente, a negação. A negação quase sempre vem em forma de inversão de papéis, onde acusador porta-se como vítima. O fato de ser jornalista, portanto, não escusa ou exime o secretário de suas palavras. Além de jornalista, ocupa também um cargo público, que, aliás, subscreve todos seus textos, como o fatídico e dispensável artigo que iniciou todo este imbróglio. O fato de ocupar cargo público deveria denotar, portanto, mais cuidado e responsabilidade com seus escritos. Pois, ao falar em nome do poder público, o qual representa, e, assinando não apenas como jornalista, mas também com o que parece um brasão real, podemos também suspeitar e deduzir que manda no governo, sendo sua opinião partilhada por todos. Como democrata e jornalista, o mais sensato, desde o início, seria abrir o canal do programa que faz parte para o debate direto com aqueles pesquisadores que critica. Ao invés de vociferar de forma baixa, infeliz e infantil num programa com grande audiência na cidade, sem direito de resposta em mesmo nível. Desta forma não se constrói democracia. É desproporcional. A população quer saber.

Contribuindo para o debate

O professor Rodrigo Serra foge do bate-boca e da baixaria mostrando-se, no entanto, disposto a discutir a essência da questão sobre a pesquisa da UcamCampos. Para isso remeteu para o blog o seguinte esclarecimento:

"Caro Roberto

Para precisar o debate, estou anexando o Plano de Contas que define os critérios para definição dos gastos com investimentos, segundo normas federais, portanto, extensivas ao conjunto dos municípios brasileiros.

Trata-se de uma norma federal: Portaria Interministerial STN/SOF n° 163/01.

Assinalei em azul todas as despesas que são classificadas como de investimento.

É desta fonte, vale lembrar, que sai a definição de despesas com investimento, utilizadas nos estudos da Ucam para o conjunto dos municípios brasileiros. Este sistema de classificação orienta as agregações feitas pelas prefeituras, pelos próprios TCEs, bem como pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A UCAM, para quem não pegou o debate desde o início, não classifica gasto nenhum de qualquer prefeitura, toma-o pronto na Secretaria do Tesouro Nacional, ou junto ao TCE, quando as prefeituras são inadimplentes à STN, como é o caso em Campos.

Tomara que possa aclarar o debate."



PS.: Se desejar ver a tabela em tamanho maior clique sobre ela.

"O fato e o malfeito"

Coincidência? Não há outro motivo para explicar o porque deste blog ter encontrado esta nota no blog do jornalista Mino Carta. Leia e retire sua opinião analisando-a com base no que vemos em nossa terrinha:
"O Fato e o malfeito" "Como bem disse ontem Paulo Henrique Amorim em palestra aos jornalistas do iG, a verdade factual é aquela que se distingue dos milhões de verdades defendidas por cada um. Em jornalismo, o fato é o primeiro alvo. Já a interpretação do fato depende das nossas opiniões. Paulo Henrique dissertou sobre a busca da imparcialidade, que há de figurar entre as preocupações do profissional. Do meu ponto de vista, a única chance de imparcialidade está no registro correto do fato, com precisão integral e sem a omissão de quaisquer pormenores. A omissão, em jornalismo tem periculosidade muito próxima da mentira. Às vezes confunde-se com ela. Confesso que outra imparcialidade não conheço, pois, a partir daí, partirei para a interpretação ditada por minha visão da vida e do mundo, a por em ação o espírito crítico. E este é indispensável ao exercício do jornalismo. Não se exija do profissional a objetividade, a qual é própria apenas das máquinas. Minha Olivetti, por exemplo. Se no meu batuque diário introduzo desastradamente um dedo entre as teclas em lugar de percuti-las com suave firmeza, ela não se nega à objetividade de sacramentar meu erro. Exija-se do jornalista a honestidade. Subjetivo sim, mas honesto, até as últimas conseqüências. Ou seja, mesmo na hora de admitir o engano sem meias palavras.

Sarkozy impulsionado pela vodka de Puttin no G8

O professor Hélio Gomes mandou para o blog um link deste vídeo que já foi visto por mais de 1 milhão de vezes com a seguinte observação: "Sarkozi dando uma coletiva, bêbado feito um gambá, depois de uma reunião regada à vodka com Puttin. Imagina se fosse Lula?"

terça-feira, junho 12, 2007

O fato, a versão e a inversão de posição

O fato Segundo as prestações de contas encaminhadas ao Tribunal de Contas (TCE-RJ) pelos municípios produtores de petróleo, no ano de 2005, Campos colocou em rubricas consideradas como investimentos apenas 14% dos recursos recebidos dos royalties. São João da Barra 10%, Casimiro de Abreu e Carapebus 11%, Quissamã 16%, Cabo Frio 30%, Macaé 32% e Rio das Ostras 58%. Bom lembrar que as informações são do município. A versão A baixaria e a falta de argumentos do jornalista-secretário hoje, em seu programa de rádio mostrou o despreparo para o exercício da função de gestor público. Usar a força da autoridade para impor resultados em pesquisas é tão atroz, quanto ameaçar punir alunos que ainda estão aprendendo a dura realidade das barganhas da vida real. Compreendo a posição do Vitor Menezes quando ele diz, que já não se espanta com mais nada. Mas insisto que como cidadãos e especialmente, como educadores, não podemos admitir que a força do dinheiro de bolsas ou, do que quer que seja, sirva como instrumento de força que tenta, pela pressão econômica, calar vozes dissonantes que resistem ao pensamento único. A inversão de posição O normal é o jornalismo ser vítima da força do poder. Por aqui, a força do dinheiro produz o inverso: permite o jornalista investido do poder de secretário ter acesso a todos os meios para falar mal e tentar achincalhar àqueles que “ousam” falar aquilo que imagino deveria estar sendo dito e repetido, de que a gestão pública não tem andado por bons caminhos, embora se possa conviver com acertos pontuais e erros abissais. Querer viver sem críticas e calar os questionadores é próprio de governos totalitários. Neste caso há até aqueles que ignoram a marca vendida, através da própria mídia, como sendo de um governo de paz, quando a força do dinheiro não consegue comprar os argumentos que lhe apraz.

Contradições

Um programa de rádio que desinforma numa rádio Educativa. Uma cidade rica com seu povo pobre. A beligerância como arma num governo que se diz de paz. Tudo isso só se explica, pela exposição da ferida do que é a tentativa de uso do dinheiro dos royalties para cooptar e comprar a alma e a mente das pessoas que não estão à venda, num esforço totalitário de implantação do Pensamento Único.

Disputa entre pessoas e não de idéias

Em Campos, assim como em muitos outros lugares, não há disputa política. O que existe é briga de pessoas pelo poder. Não há disputa por idéias ou projetos para a rica cidade, mas a briga pelo controle da chave do cofre dos royalties.

Isto pode não ser muito novidade, mas parece que o dinheiro em abundância tumultua ainda mais o processo. Ano que vem estaremos completando vinte anos que este jogo começou e não podemos ter clareza de quando irá acabar. A única certeza é que quando não houver mais recursos dos royalties os concorrentes serão poucos ou quem sabe...

segunda-feira, junho 11, 2007

Diretor da Uff Campos também rechaça chantagem de secretário

O professor José Luis Vianna da Cruz acabou de expor sua opinião no espaço "Em defesa da autonomia universitária em Campos" e este blog fez questão de trazer para cá sua qualificada opinião: Estava fora e só hoje tomei conhecimento da violência contra a liberdade na produção do conhecimento, de pensamento e de expressão cometida pelo Secretário de Imprensa da Prefeitura de Campos. Graças, principalmente, aos estudos da UCAM-Campos, o Brasil hoje pode acompanhar o que acontece na região brasileira do petróleo, com isenção, profundidade e competência. É para isso que servem as Universidades. Esta é sua obrigação, assim como é a do Poder Público investir na pesquisa e na produção do conhecimento para revelar os dados da realidade, torná-los públicos e participar da discussão sobre eles. Apoiar as universidades com recursos é dever do Poder Público, investir no estudo da realidade também. Discutir, de igual para igual, com a sociedade, sobre as informações produzidas é o que se espera de Poder Público. Chantagear, deixando claramente que usa o Dinheiro Público com a intenção de submeter, cooptar, reprimir e calar os cidadãos é crime contra a Constituição e merece denúncia e processo legal. Todo apoio à UCAM-Campos e repúdio à atitude do Secretário Municipal de Imprensa! José Luis Vianna da Cruz - Diretor da UFF

O quadro que deu origem à chantagem do secretário da PMCG à Ucam




Resumidamente alguns comentários:


1) A discussão sobre o que é investimento e o que é custeio é bem-vinda, até para a PMCG mostrar de forma clara e permanente onde gasta o nosso dinheirinho, mas isto é diferente da chantagem que faz o gestor que discorda dos dados e assim deseja punir a instituição e os seus alunos com o corte das bolsas.

2) Por que a PMCG não paga as bolsas aos alunos?

3) Quais os critérios para atender de forma mais significativa uma instituição que outras?

4) Seria interessante a divulgação, melhor, entendo que obrigação, publicar no Diário Oficial, uma lista de todos os alunos contemplados, especificando o aluno, sua instiuição e o valor da bolsa. O MPE e TCE deveriam fazer este tipo de exigência ao poder público municipal.

5) Na verdade, a bolsa poderia ser para os universitários que mais precisam independente da instituição onde estudam, que assim deixariam de ser chantageadas, como faz o agora o secretário de Comunicação.

6) Por que não há contrapartidas? O governo federal desde o antigo "crédito educativo" cobrava a devolução do dinheiro por parte dos alunos que cresciam profissionalmente.

7) Dizer que comprar ambulâncias para repor, as quase uma centena delas, que se encontram deterioriadas, é a confirmação da completa ignorância da sapiência que não possui.

8) Por último, bom lembrar que os pesquisadores da UcamCampos que elaborararam a tabela acima, a fizeram com base nos dados apresentados pela própria PMCG, aos Tribunais de Contas, que há muito tempo, como todos sabem, vem questionando a qualidade desta prestação de contas.


PS.: Sigamos o debate, mas sem baixarias e sem ameaças à autonomia universitária e volto a lembrar: o silêncio das demais instituições soa à sociedade, como concordância de alinhamento político, atitude inaceitável para quem pretende ser visto como educador. Da mesma forma, o silêncio do prefeito anuncia que o secretário de Comunicação age desta forma em seu nome.

Legislação Municipal

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, numa boa medida, criou uma Comissão Especial com o objetivo, de reformular toda a legislação municipal tentando também reduzir o número de leis em vigor. Segundo os vereadores seriam 4.560 leis atualmente em vigor e certamente muitas delas caducas e sem uso. Seria uma boa medida, uma semelhante ação, deste quase inerte, legislativo campista. Num ano, em que o Plano Diretor, uma das mais importantes legislações municipais deverá ser votada, seria uma boa hora, para se levantar toda a legislação ainda em vigor, ver o que ainda é atual e necessário, enxugar, validar e dar publicidade em material impresso e on-line na internet aos munícipes. Dinheiro e nem tempo não acredito que sejam problemas.

Contrapartidas ambientais

"Particularmente sou contra a confrontação burra entre desenvolvimentistas e ecologistas. Nesta questão fico com o mestre Celso Furtado que como desenvolvimentista já defendia que “o crescimento econômico não é uma necessidade inexorável, muito menos se observarmos os limites físicos do planeta”. É neste contexto que aclamo a alternativa das contrapartidas ambientais." Desta forma comecei este último artigo publicado na Folha da Manhã de sexta-feira em que trago à luz a discussão, sobre a nova forma de atuação da Secretaria Estadual de Ambiente comandada pelo deputado estadual, Carlos Minc. Acabei de postar o artigo na seção ao lado "Meus últimos artigos". Se desejar ler o artigo na íntegra clique aqui.

No ar, algo além dos aviões de carreira, ou melhor, nos caminhões ao invés do trens...

Aproveitando o tema da nota abaixo este blog vai expor aqui os questionamentos sobre a situação da FCA (Ferrovia Centro Atlântica) que desistiu ou abandonou, a concessão no transportes ferroviário de cargas antes feito pela RFFSA entre o Rio de Janeiro e Campos. Os cometários que rolam é de que há coisas difíceis de serem explicadas. Para as pessoas de bom senso é difícil admitir, que o transporte rodoviário possa sair mais em conta, do que o transporte ferroviário. A desconfiança aumenta quando se sabe que basicamente o transporte que vinha sendo feito nos últimos tempos era quase que apenas de combustíveis. Algo próximo de 200 mil litros semanais. Haveria algum motivo para se preferir fazer este transporte de maneira parcelada por caminhões ao invés de vagões até o Poll de Cacomanga na Tapera? Deixo com os inteligentes leitores a interpretação e explicação para tal decisão.