A divulgação feita pelo secretário estadual de Fazenda das principais despesas do ERJ neste ano de 2015, no valor de aproximadamente R$ 65 milhões, me chamou a atenção:
Pessoal ativo: R$ 23 bilhões;
Pessoal inativo: R$ 16 bilhões;
Transferências: R$ 10 bilhões;
Serviço da dívida: R$ R$ 8 bilhões;
Despesas gerais: R$ 8 bilhões.
Total: R$ 65 bilhões.
Um dos pontos de indagação é porque o estado faz questão de separar o gasto de pessoal entre ativos e inativos (ou aposentados). Não é difícil intuir que por aí está sendo pensado formas de redução.
Sobre o déficit de caixa, os valores também seguem sem explicação. Desde o início do ano o governador e o secretário de Fazenda alegavam que o déficit somava R$ 13,5 bilhões.
Eu me indagava de onde vinha, já que a perda com a receita total dos royalties (+ PE) equivaliam a aproximadamente R$ 4 bilhões. A perda estimada com a receita do ICMS (a maior receita disparada do estados) decorrente da contenção da economia giraria em torno de R$ 5 bilhões.
Daí que a soma deste dois déficits equivalia a R$ 9 bilhões e não R$ 13,5 bilhões, que são "apenas" 50% a mais de déficit. Agora, o governo estadual divulgou que o déficit teria subido para R$ 16 bilhões e que a diferença de receita do ICMS seria de R$ 6 bilhões e não R$ 5 bilhões.
Daí que somado aos R$ 4 bilhões de déficit da receita dos royalties, elas totalizariam R$ 10 bilhões e assim, a diferença, que seria o "novo déficit" seria de R$ 6 bilhões. Porém, a "black friday" de impostos estaduais e dívidas ativas que o governo estadual fez teria gerado receita de R$ 3 bi, o que novamente trouxe o déficit para R$ 3 bilhões.
A pergunta que fazemos é: qual a origem desta diferença de R$ 6 bilhões? Ela não tem a ver com a crise econômica atual. Então há algo a ser explicado.
Outro ponto interessante de ser analisado nas contas públicas estaduais são os diversos "incentivos" fiscais dado a empresas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico que era dirigida com tanta "boa vontade" pelo secretário que agora comanda a Fazenda e estuda e propõe cortar direitos de servidores e trabalhadores.
Quem fez as contas com cuidado diz que os incentivos somados ultrapassam a quantia de R$ 6 bilhões que reporia o atual déficit, eliminaria a necessidade dos descontos exagerados nas dívidas dos sonegadores, e ainda daria alguma folga ao governo estadual, para voltar a investir no estado, mesmo diante da atual realidade econômica.
Entender esta questão é chave para não se ficar apenas na repetição de obviedades que não explicam a realidade atual e muito menos aponta soluções para superar o momento cíclico decorrente, inclusive, da forte dependência que o estado passou a ter da cadeia produtiva do petróleo, que hoje seria responsável por cerca de 1/3 do PIB estadual do ERJ.
67 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
segunda-feira, dezembro 14, 2015
sexta-feira, dezembro 11, 2015
Entrevista ao Instituto Humanitas sobre Infraestrutura logística portuária e sua relação com o Estado e as corporações
O blogueiro nesta semana atendeu a uma solicitação do Instituto Humanitas (Unisinos) - IHU On-Line para uma entrevista que relacionasse a questão da exploração mineral (incluindo o petróleo), o sistema portuário, o desenvolvimento e a relação de tudo isto com Estado brasileiro e as corporações globais.
É um tema abrangente, multiescalar e por decorrência uma entrevista relativamente longa. Abaixo está a apresentação da mesma, mas o seu teor na íntegra pode ser lido aqui.
O pesquisador ressalta ainda que há diferenças importantes entre corporações globais e multinacionais. As corporações globais, sobretudo as que comercializam petróleo, consideram o mundo como um bloco único, não respeitando as fronteiras e diferenças entre os países. “Neste contexto, estas corporações globais do setor de petróleo quase não enxergam e não se submetem ao nacional, o que torna a questão da relação petróleo-porto um tema singular e temeroso, no esforço de desenvolvimento e de inserção global do Brasil”, explica.
É um tema abrangente, multiescalar e por decorrência uma entrevista relativamente longa. Abaixo está a apresentação da mesma, mas o seu teor na íntegra pode ser lido aqui.
Infraestrutura logística portuária: O Estado cooptado pelo setor privado e a população à mercê do capital. Entrevista especial com Roberto Moraes Pessanha
“As regiões e os territórios usados pelas corporações decidem o que, quando e como fazem, sem que as pessoas e comunidades tenham capacidade de influir neste processo”, aponta o pesquisador.
Os esforços do Brasil para expandir a economia e se inserir no mercado internacional necessariamente passam pela ampliação de infraestrutura de transporte de mercadorias. No caso brasileiro, essa condição se intensifica pelo perfil das atividades econômicas do país, que tem na exportação de matérias-primas uma de suas principais bases. Conforme acentua o engenheiro elétrico, professor e pesquisador Roberto Moraes Pessanha, esse modelo de expansão econômica se configura como uma opção dentro do capitalismo contemporâneo, uma vez que, tanto para o Brasil quanto para outros países da América Latina que sofrem com a opressão das corporações globais, “fugir da primarização é uma tarefa difícil e parece apenas uma isca que complementa a teoria de que, para existir o centro, seria sempre necessário ter a periferia supridora de matérias-primas dependente e subordinada”.
| Imagem: opensat.com.br |
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line,Pessanha aborda as principais dimensões que envolvem a ampliação e funcionamento da infraestrutura logística brasileira para a circulação de mercadorias, principalmente o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que começou a operar em 2014, gerando uma série de impactos socioeconômicos e ambientais na região. O pesquisador alerta para a importância econômica e política do setor de logística, o qual é fundamental para fazer circular grandes somas. “A indústria do transporte produz valor, por se tratar de uma esfera da produção material que vende a mudança da localização como seu produto. Assim, a circulação do capital seria assegurada por um pujante e eficiente sistema de transporte que, espacialmente integrado e hierarquizado, em diferentes escalas é puxado pelas corporações globais, naquilo que acabou nomeado como um processo de desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo. É nesta lógica que devemos nos esforçar para compreender onde o Brasil entra neste processo”, frisa.
Sobre a situação do país nesse contexto, chama a atenção para as relações institucionais entre o Estado e o setor privado na normatização da implantação e gestão da logística, principalmente no que tange à concessão de licenças e regulação fiscal. “Nessa interação o Estado é cooptado e o capitalismo liberado para suas ações, embora ainda se sustente o discurso de que através do planejamento se possa reduzir os riscos dos movimentos especulativos no tempo e no espaço, onde o capital fixo se instala. Neste sentido, o caso da tragédia produzida pela mineradora Samarco, no município de Mariana, Minas Gerais, é um exemplo real, concreto e lamentável do que estamos comentando conceitualmente”, analisa.
Clique aqui e leia a entrevista na íntegra no portal IHU On-Line.
Fusão entre duas empresas da cadeia de petróleo (Technip e FMC) pode trazer mudanças na região
Ainda na grande onda de fusão das grandes corporações no mercado mundial, o setor de petróleo no ano passado, acompanhou a decisão da fusão entre a Baker Hughes e a Halliburton, num negócio de US$ 34,6 bilhões.
Apesar do órgão americano de trustes ter autorizado o negócio, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) do Brasil propôs a impugnação da fusão, por considerar prejuízo para o país, em função dos riscos de oligopólio. (Ver nota do blog em 07/12 aqui)
Agora a notícia divulgada há dois dias pela Reuters (aqui) é de que a empresa francesa Technip e a americana FMC Technologies estão estudando uma fusão de operações.
O objetivo seria também o de enfrentar a crise e realidade na indústria global de petróleo e gás, decorrentes das seguidas e crescentes quedas nos preços do barril de petróleo.
Apesar do órgão americano de trustes ter autorizado o negócio, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) do Brasil propôs a impugnação da fusão, por considerar prejuízo para o país, em função dos riscos de oligopólio. (Ver nota do blog em 07/12 aqui)
Agora a notícia divulgada há dois dias pela Reuters (aqui) é de que a empresa francesa Technip e a americana FMC Technologies estão estudando uma fusão de operações.
O objetivo seria também o de enfrentar a crise e realidade na indústria global de petróleo e gás, decorrentes das seguidas e crescentes quedas nos preços do barril de petróleo.
Assim, a agência Reuters informa sobre as negociações da possível fusão. A Technip e FMC Technologies, que têm capitalizações de 5,3
bilhões de euros (US $ 5,8 bilhões) ainda não chegaram a um acordo sobre termos e
não possuem certeza sobre o fechamento do negócio.
A Technip também vem mantendo conversações com outros
potenciais compradores ou parceiros. Technip tentou fazer um acordo com outra
empresa francesa CGG SA no ano passado, mas as negociações não avançaram, por conta de valores.
A Technip e a FMC Technologies já possuem negócios juntos, através de uma joint venture, formada no início deste ano, cujo nome é “Forsys
Subsea”. Esta empresa trabalha em projetos de redução de custos através da exploração de
petróleo, com atividades e equipamentos submarinos (subsea).
A possível fusão de mais duas do setor de petróleo, verticalizaria ainda mais o setor
de fornecimento de materiais, equipamentos e serviços desta cadeia produtiva,
onde as corporações globais se oligopolizam, numa velocidade absurda, impulsionada,
por mais uma crise cíclica.
![]() |
| Base portuária que Edison Chouest constrói no Porto do Açu com fábrica da Technip já em funcionamento na vizinhança (ao fundo) |
Sob o ponto de vista nacional e regional, a fusão entre a
Technip e FMC pode trazer mudanças nas bases operacionais que as duas empresas hoje possuem
no estado do Rio de Janeiro, em especial, em Macaé e junto do Porto do Açu, município de São
João da Barra.
O fato reforça a informação obtida pelo blog de que a americana
FMC Technologies estaria em conversações com a também americana, Edison Chouest
que monta base portuária no Terminal 2 do Porto do Açu para atender contrato
obtido em licitação com a Petrobras. A conferir!
Alerj aprova taxa sobre exploração de petróleo no ERJ: 1 Ufir - R$ 2,71 por barril
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, ontem, em segunda discussão a criação de uma taxa de uma UFIR-RJ (R$ 2,71) sobre cada barril de petróleo extraído.
Diante das dificuldades financeiras do governo estadual, há uma expectativa que a taxação gere uma receita de entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões por ano para o Estado. Este é o objetivo do projeto de lei 1.046/15 que a Alerj aprovou.
De acordo com o projeto aprovado, cada barril de petróleo ou unidade equivalente de gás natural extraído no estado, passará a ser taxado em R$ 2,71, valor da UFIR-RJ para 2015. A falta de pagamento poderá ter a aplicação de multa de 20% sobre o valor da taxa.
O valor incide também para as reservas do pré-sal que estariam fora da receita dos royalties, com a receita sendo da União. Neste caso a taxa de fiscalização poderá ser cobrada e quanto maior a produção, maior será a arrecadação para o Estado.
O texto está seguindo para o governador Luiz Fernando Pezão, que terá 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto. Caso seja sancionada, a cobrança já valerá a partir de 2016.
Diante das dificuldades financeiras do governo estadual, há uma expectativa que a taxação gere uma receita de entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões por ano para o Estado. Este é o objetivo do projeto de lei 1.046/15 que a Alerj aprovou.
De acordo com o projeto aprovado, cada barril de petróleo ou unidade equivalente de gás natural extraído no estado, passará a ser taxado em R$ 2,71, valor da UFIR-RJ para 2015. A falta de pagamento poderá ter a aplicação de multa de 20% sobre o valor da taxa.
O valor incide também para as reservas do pré-sal que estariam fora da receita dos royalties, com a receita sendo da União. Neste caso a taxa de fiscalização poderá ser cobrada e quanto maior a produção, maior será a arrecadação para o Estado.
O texto está seguindo para o governador Luiz Fernando Pezão, que terá 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto. Caso seja sancionada, a cobrança já valerá a partir de 2016.
As fusões entre as corporações globais seguem esticando a corda!
Segue a onda de fusões na economia global, neste momento de crise internacional, onde os oligopólios ganham força no desejo monopolístico, no setor privado que alardeia a concorrência como premissa básica do capitalismo.
Como sabemos, o monopólio de atribuições, mesmo no sistema capitalista deveria ser exclusivo do Estado e a favor do cidadão e não do lucro e da acumulação.
Assim, agora as gigantes americana do setor químico Dow Chemical e DuPont anunciaram hoje a fusão entre ambas para a criação uma nova corporação de US$130 bilhões, ainda mais gigante, que deixa fora, entre as grandes da área, só a alemã Basf.
A Dupont atualmente é a segunda maior do mundo no setor. A primeira é a Basf e a Dupont a oitava.
Elas atuam na produção de produtos químicos, de agrotóxicos, polímeros (plásticos), nylon, teflon, etc.
Como se vê em todos os setores produtivos os oligopólios estão presentes eliminando chances de concorrência. A isto a crises cíclicas do capitalismo servem.
Assim, o capital financeiro (sem cara) através dos fundos se enlaçam com o capital produtivo em busca dos lucros eliminando chances de empresas das nações periféricas se inserirem nas cadeias globais de valor.
A corda segue esticando!
Como sabemos, o monopólio de atribuições, mesmo no sistema capitalista deveria ser exclusivo do Estado e a favor do cidadão e não do lucro e da acumulação.
Assim, agora as gigantes americana do setor químico Dow Chemical e DuPont anunciaram hoje a fusão entre ambas para a criação uma nova corporação de US$130 bilhões, ainda mais gigante, que deixa fora, entre as grandes da área, só a alemã Basf.
A Dupont atualmente é a segunda maior do mundo no setor. A primeira é a Basf e a Dupont a oitava.
Elas atuam na produção de produtos químicos, de agrotóxicos, polímeros (plásticos), nylon, teflon, etc.
Como se vê em todos os setores produtivos os oligopólios estão presentes eliminando chances de concorrência. A isto a crises cíclicas do capitalismo servem.
Assim, o capital financeiro (sem cara) através dos fundos se enlaçam com o capital produtivo em busca dos lucros eliminando chances de empresas das nações periféricas se inserirem nas cadeias globais de valor.
A corda segue esticando!
quinta-feira, dezembro 10, 2015
Preço do petróleo desce mais para US$ 39,6: consequências para a região
Ontem o preço do petróleo tipo "brent" já tinha rompido, para baixo, a barreira dos US$ 40. Neste momento ele segue cotado a US$ 39,62, o barril. Os analistas dos bancos abaixaram ainda mais, as suas projeções para o preço do petróleo, no primeiro semestre do ano que vem, entre US$ 5 e US$ 10.
Para a região com municípios petrorrentistas e dependentes da economia dos royalties, o caso é ainda mais complicado, pois as receitas da produção de hoje é paga dois meses depois, portanto, em fevereiro. Sendo assim, serão ainda menores que os valores atuais.
Além disso, há que se recordar que estes municípios petrorrentistas, já terão as receitas dos royalties reduzida em janeiro, por conta da menor produção, decorrente do período da greve dos petroleiros, em novembro passado, que atingiu e paralisou, especialmente, os campos do pós-sal da Bacia de Campos.
Enquanto isto, o debate nestas cidades petrorrentistas parece continuar limitado à disputa pelo poder, sem um debate mais consequente e responsável sobre as alternativas e sobre a formulação das políticas públicas com menos recursos à disposição do gestor.
Para a região com municípios petrorrentistas e dependentes da economia dos royalties, o caso é ainda mais complicado, pois as receitas da produção de hoje é paga dois meses depois, portanto, em fevereiro. Sendo assim, serão ainda menores que os valores atuais.
Além disso, há que se recordar que estes municípios petrorrentistas, já terão as receitas dos royalties reduzida em janeiro, por conta da menor produção, decorrente do período da greve dos petroleiros, em novembro passado, que atingiu e paralisou, especialmente, os campos do pós-sal da Bacia de Campos.
Enquanto isto, o debate nestas cidades petrorrentistas parece continuar limitado à disputa pelo poder, sem um debate mais consequente e responsável sobre as alternativas e sobre a formulação das políticas públicas com menos recursos à disposição do gestor.
Este novo quadro exige ainda mais eficiência e uma ampliação da relação direta destes com a população, para a construção destas boas políticas públicas.
Já nem refiro mais a planejamentos e programas, tão mal visto e desleixado pela política local/regional. Faço referências à forma de pensar o papel do poder público no atendimento das crescentes demandas de nosso povo.
Já nem refiro mais a planejamentos e programas, tão mal visto e desleixado pela política local/regional. Faço referências à forma de pensar o papel do poder público no atendimento das crescentes demandas de nosso povo.
Prefiro um diálogo para um nova construção mental do que fazer do que a listagens de ações levantadas por tecnocratas distantes do povo. Um conjunto ideias de corrente desta nova realidade, visando servir ao povo a quem os eleitos deveriam representar.
Sigo em frente crítico desta anomia contaminante.
Sigo em frente crítico desta anomia contaminante.
Petromonarquias do Oriente Médio discutem guerra e produção de petróleo
Enquanto preço do barril de petróleo brent chegou a descer à barreira dos US$ 40, batendo até US$ 39,81, embora ficasse em torno do baixo valor de US$ 40, ontem os países as lideranças das nações do Oriente Médio (que alguns chamam das Petromonarquias) começaram ontem, uma "cumbre" ou cimeira, em Riad, na Arábia Saudita.
Um dos temas é a guerra na Síria e no Iêmen, mais o preço do petróleo, como não poderia deixar de ser. A reunião tem a denominação de Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). O evento foi marcado ontem e hoje (quinta) e reúne os líderes da Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Segundo cobertura do jornal espanhol El País os países querem passar uma imagem de unidade e de que se organizam para enfrentar os desafios sociais, econômicos e de segurança que as monarquias do petróleo vivem.
A reunião é presidida pelo rei Salman, que chegou ao poder em janeiro passado, após a morte de seu meio-irmão Abdullah. Desde então, o país adotou uma política regional mais ativa.
Segundo ainda o El País, parte do rei Salman da Arábia a decisão de manter a produção de petróleo que tem contribuído para a queda dramática dos preços do petróleo em um momento de aumento de fornecimento (graças a fracking) e contenção da demanda (devido à desaceleração da economia chinesa).
O assunto da crise na Síria e a posição sobre o Irã é um dos temas. A maioria das monarquias do petróleo e opositores sírios exigem a saída de Assad, a quem eles consideram responsáveis pela guerra que deixou 250.000 mortos e milhões deslocadas desde março de 2011.
Assim, observaremos se prossegue a manutenção da liderança da Arábia Saudita na região, em meio aos conflitos. Um sucesso do encontro significará a manutenção da alta produção de petróleo, deixando de lado, a posição da Opep, que defende a limitação da produção, em função da demanda, para produzir um reajuste no atual valor do barril de petróleo. A conferir!
Um dos temas é a guerra na Síria e no Iêmen, mais o preço do petróleo, como não poderia deixar de ser. A reunião tem a denominação de Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). O evento foi marcado ontem e hoje (quinta) e reúne os líderes da Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Segundo cobertura do jornal espanhol El País os países querem passar uma imagem de unidade e de que se organizam para enfrentar os desafios sociais, econômicos e de segurança que as monarquias do petróleo vivem.
A reunião é presidida pelo rei Salman, que chegou ao poder em janeiro passado, após a morte de seu meio-irmão Abdullah. Desde então, o país adotou uma política regional mais ativa.
Segundo ainda o El País, parte do rei Salman da Arábia a decisão de manter a produção de petróleo que tem contribuído para a queda dramática dos preços do petróleo em um momento de aumento de fornecimento (graças a fracking) e contenção da demanda (devido à desaceleração da economia chinesa).
O assunto da crise na Síria e a posição sobre o Irã é um dos temas. A maioria das monarquias do petróleo e opositores sírios exigem a saída de Assad, a quem eles consideram responsáveis pela guerra que deixou 250.000 mortos e milhões deslocadas desde março de 2011.
Assim, observaremos se prossegue a manutenção da liderança da Arábia Saudita na região, em meio aos conflitos. Um sucesso do encontro significará a manutenção da alta produção de petróleo, deixando de lado, a posição da Opep, que defende a limitação da produção, em função da demanda, para produzir um reajuste no atual valor do barril de petróleo. A conferir!
quarta-feira, dezembro 09, 2015
Razões das mudanças na direção da Prumo são escamoteadas
Junto da decisão do fundo financeiro americano EIG que controla a holding Prumo Logística Global e é dona do Porto do Açu promovendo medidas para fechar seu capital financeiro, a assembleia geral ordinária informou a troca de seu diretor-presidente (CEO) do grupo no Brasil.
Saiu Eduardo Parente e entrou José Magela Bernardes. No comunicado obrigatório ao mercado, por exigência da Ibovespa, a empresa alegou opção profissional do presidente que sai. É possível.
Saiu Eduardo Parente e entrou José Magela Bernardes. No comunicado obrigatório ao mercado, por exigência da Ibovespa, a empresa alegou opção profissional do presidente que sai. É possível.
Porém, o caso não parece isolado há pouco mais de um mês a diretora de operações Prumo, Cristiane Marsillac, cuja contratação há um ano e meio, tinha sido tão divulgada, também saiu, sem que nada tenha sido explicado.
Diante destes casos é quase impossível não relacionar estas três decisões tomadas pelos americanos que envolvem o Porto do Açu.
Ente os trabalhadores da empresa, alguns com cargos altos há muitas hipóteses sendo comentadas. É pouco provável que elas não venham à tona. É também muito comentado sobre quem na gestão do fundo EIG - fundo financeiro que você sabe onde e quando e quanto investe, mas não quem são seus investidores - teria poder e cacife para forçar estas decisões.
Mineradora Anglo American demitirá 85 mil trabalhadores
A mineradora britânica Anglo American, dona do Sistema Minas-Rio, que extrai minério de ferro, no município de Conceição do Mato Dentro, MG e exporta através do Porto do Açu, anunciou, numa apresentação, feita ontem a acionistas que demitirá 85 mil trabalhadores, dois terços de um total de 135 mil empregados.
O anúncio aconteceu ontem, terça-feira, dia em que a tonelada de minério de ferro caiu para US $ 39,60, seu nível mais baixo em 10 anos. depois de ter atingido um pico de quase US $ 200 em 2011, segundo informa matéria do jornal espanhol El País.
Ainda segundo nunciou a Anglo American, a empresa vai vender cerca de 35 minas. O objetivo é terminar o ano de 2017 com apenas 20 áreas de extração e 50.000 funcionários.
O anúncio aconteceu ontem, terça-feira, dia em que a tonelada de minério de ferro caiu para US $ 39,60, seu nível mais baixo em 10 anos. depois de ter atingido um pico de quase US $ 200 em 2011, segundo informa matéria do jornal espanhol El País.
Ainda segundo nunciou a Anglo American, a empresa vai vender cerca de 35 minas. O objetivo é terminar o ano de 2017 com apenas 20 áreas de extração e 50.000 funcionários.
A empresa britânica diz que não é a única mineradora embarcou em tais processos devidos aos baixos preços das commodities, mas a sua dependência do minério de ferro tornou-a particularmente vulnerável. Não há notícia sobre quais negócios da empresas serão vendidos.
terça-feira, dezembro 08, 2015
Sondas de perfuração de poços de petróleo seguem sendo desativadas no Brasil e no mundo: quem lucrará adiante?
Na semana passada, eu tive a oportunidade de conversar com um ex-aluno, que atua em um destas sondas de perfuração de petróleo na Bacia de Campos. Segundo ele, algumas estão "encerrando os poços", seguindo determinação e regras da ANP, para depois serem desativadas, ou como dizem os técnicos, entrarem em "hibernação", ancoradas em estaleiros.
Na última quinta-feira, 3 de dezembro, o blog informou aqui sobre a sonda da Odebrecht ODN TAY IV SS-85, que prestava serviços para a Petrobras e tece o seu contrato suspenso e foi ancorada no Porto do Açu.
O blog acredita que a maioria que acompanha o blog saiba que as sondas têm função de perfurar os poços no mar, em busca de petróleo e gás. Enquanto isto, as plataformas têm a finalidade de produzir petróleo, a partir dos poços e campos declarados comerciais. Antigamente, havia plataformas que realizavam as duas funções.
Pois bem, aprofundando o assunto sobre a desatição de sondas de perfuração neste momento de redução das atividades de exploração, decorrente do baixo preço do barril de petróleo (ontem o preço chegou ao menor nível dos últimos 7 anos, a US$ 40,6, o barril do tipo brent), o blog foi atrás de outras informações.
Assim, o blog obteve a informação de a Petrobras já desativou duas sondas próprias, P-10 e P-23, que já pararam seus trabalhos. A sondas P-16 e P-17 estão "encerrando os poços" e serão logo após "hibernadas". A sonda P-12 também estaria sendo parada e seguirá em seguida para o estaleiro. O pessoal da Petrobras que trabalha nestas será remanejado para outro trabalho.
O quadro geral previsto, segundo matéria de ontem, da agência Reuters, indica que no mundo cerca de 100 plataformas serão retiradas do mercado, para evitar que tenham os valores de seus contratos, ainda mais reduzidos pelas petroleiras contratantes.
Das cem, 40 já foram desativadas, outras 60 ainda estão sendo "desmobilizadas", diferente de "hibernada", que ficam paradas ou ancoradas, mas mantidas, para voltar a ser mais rapidamente operadas, conforme demandas e contratos.
Perceba como se trata de uma atividade globalizada, onde as corporações globais tomam suas decisões tendo como referência o mundo e não uma ou outra nação.
Quem conhece o setor diz que existiria no mundo, um total de 350 sondas de perfuração de petróleo offshore. Por conta da crise o valor do aluguel desta sondas caiu mais que 50% nos últimos dezoito meses.
Uma sonda para trabalho em águas profundas que em 2013 chegou a ser alugada por US$ 700 mil por dia e uma semi-submersível (SS) a US$ 600 mil por dia.
Pois bem, a Reuters informou da Noruega, que na semana passada, uma empresa daquele país, alugou da Transocean Offshore (empresa bem conhecida por prestar serviços no Brasil) uma sonda semi-submersível, a uma taxa diária de US$ 179 mil. Uma sonda que antes estava alugado a US$ 373 mil.
Já vimos aqui no blog informações sobre interrupção de atividades de perfuração e produção que afeta também contratos das empresas de apoio, que prestam serviços ao setor de petróleo e gás. Como se vê, nestes diversos dados e indicadores, o quadro é mundial. Poucas corporações deste mercado têm a expectativa que o quadro se altere para 2016. Talvez 2017.
Menos perfurações significam retomadas de produção mais lenta no futuro. Nesta linha, as petroleiras, como a Petrobras, que possui mais ativos mapeados e com alta produtividade, como a dos poços e campos da reservas do pré-sal, tenderão a levar enorme vantagem adiante.
Não é por outro motivo que surge dia a dia, mais e mais pressões, para aproveitar este momento de crise econômica e política, para que as corporações privadas do setor consigam ter acesso a estes ativos no pré-sal brasileiro.
Conhecer e aprofundar as informações desta realidade, é a uma das formas de ter mais condições para interpretar a situação e compreender, o que de mais valioso, está em jogo no enfrentamento da conjuntura atual na política brasileira. A conferir!
Na última quinta-feira, 3 de dezembro, o blog informou aqui sobre a sonda da Odebrecht ODN TAY IV SS-85, que prestava serviços para a Petrobras e tece o seu contrato suspenso e foi ancorada no Porto do Açu.
O blog acredita que a maioria que acompanha o blog saiba que as sondas têm função de perfurar os poços no mar, em busca de petróleo e gás. Enquanto isto, as plataformas têm a finalidade de produzir petróleo, a partir dos poços e campos declarados comerciais. Antigamente, havia plataformas que realizavam as duas funções.
Pois bem, aprofundando o assunto sobre a desatição de sondas de perfuração neste momento de redução das atividades de exploração, decorrente do baixo preço do barril de petróleo (ontem o preço chegou ao menor nível dos últimos 7 anos, a US$ 40,6, o barril do tipo brent), o blog foi atrás de outras informações.
Assim, o blog obteve a informação de a Petrobras já desativou duas sondas próprias, P-10 e P-23, que já pararam seus trabalhos. A sondas P-16 e P-17 estão "encerrando os poços" e serão logo após "hibernadas". A sonda P-12 também estaria sendo parada e seguirá em seguida para o estaleiro. O pessoal da Petrobras que trabalha nestas será remanejado para outro trabalho.
O quadro geral previsto, segundo matéria de ontem, da agência Reuters, indica que no mundo cerca de 100 plataformas serão retiradas do mercado, para evitar que tenham os valores de seus contratos, ainda mais reduzidos pelas petroleiras contratantes.
Das cem, 40 já foram desativadas, outras 60 ainda estão sendo "desmobilizadas", diferente de "hibernada", que ficam paradas ou ancoradas, mas mantidas, para voltar a ser mais rapidamente operadas, conforme demandas e contratos.
Perceba como se trata de uma atividade globalizada, onde as corporações globais tomam suas decisões tendo como referência o mundo e não uma ou outra nação.
Quem conhece o setor diz que existiria no mundo, um total de 350 sondas de perfuração de petróleo offshore. Por conta da crise o valor do aluguel desta sondas caiu mais que 50% nos últimos dezoito meses.
Uma sonda para trabalho em águas profundas que em 2013 chegou a ser alugada por US$ 700 mil por dia e uma semi-submersível (SS) a US$ 600 mil por dia.
Pois bem, a Reuters informou da Noruega, que na semana passada, uma empresa daquele país, alugou da Transocean Offshore (empresa bem conhecida por prestar serviços no Brasil) uma sonda semi-submersível, a uma taxa diária de US$ 179 mil. Uma sonda que antes estava alugado a US$ 373 mil.
Já vimos aqui no blog informações sobre interrupção de atividades de perfuração e produção que afeta também contratos das empresas de apoio, que prestam serviços ao setor de petróleo e gás. Como se vê, nestes diversos dados e indicadores, o quadro é mundial. Poucas corporações deste mercado têm a expectativa que o quadro se altere para 2016. Talvez 2017.
Menos perfurações significam retomadas de produção mais lenta no futuro. Nesta linha, as petroleiras, como a Petrobras, que possui mais ativos mapeados e com alta produtividade, como a dos poços e campos da reservas do pré-sal, tenderão a levar enorme vantagem adiante.
Não é por outro motivo que surge dia a dia, mais e mais pressões, para aproveitar este momento de crise econômica e política, para que as corporações privadas do setor consigam ter acesso a estes ativos no pré-sal brasileiro.
Conhecer e aprofundar as informações desta realidade, é a uma das formas de ter mais condições para interpretar a situação e compreender, o que de mais valioso, está em jogo no enfrentamento da conjuntura atual na política brasileira. A conferir!
Fundo EIG aciona mercado para fechar capital da Prumo
O temor que os acionistas minoritários da Prumo controladora do Porto do Açu tinham parece que está caminhando para se tornar realidade. Desde o ano passado tal hipótese era comentada (ver nota aqui do blog em 31-12-2014)
Segundo a agência Reuters informou há pouco, o fundo financeiro americano EIG Global Energy Partners está tomando providências para ampliar as suas ações de forma a fechar o capital da holding que até aqui estava em 74,3%.
O valor ofertado por ação é de 1,15. Nesta segunda feira a ação da Prumo chegou teve pico de 1,06, mas fechou no valor de R$ 1,04. Segundo fontes que operam na Ibovespa, o limite para operar empresas de capital aberto no país é de 75% das ações. Saindo da Bolsa a empresa deixa de ter que prestar informações aos acionistas que é aberta à sociedade. Resta saber o que estaria por trás desta decisão. Há muitas especulações.
Veja abaixo a matéria da Juliana Schincariol da Reuters:
"Controladores da Prumo pretendem fazer OPA para fechar capital"
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os controladores da Prumo Logística PRML3.SA pretendem realizar oferta pública de aquisição (OPA) de ações para cancelamento de registro de companhia aberta, em uma operação que pode movimentar mais de 800 milhões de reais.
O preço máximo a ser ofertado é de 1,15 real por ação, disse a empresa em fato relevante nesta segunda-feira, o que representa um prêmio de 10,6 por cento sobre o fechamento do papel na Bovespa nesta segunda-feira, de 1,04 real.
Considerando o preço máximo e as 713,165 milhões de ações em circulação da companhia, a operação pode movimentar até 820 milhões de reais. Segundo a Prumo, o preço máximo por ação representa um prêmio de 40 por cento sobre a média ponderada do preço de fechamento durante um período de 90 dias até 4 de dezembro.
O grupo norte-americano EIG possui 74,3 por cento da companhia, enquanto o fundo de investimentos Mubalada, de Abu Dhabi, detém 6,7 por cento. Outros acionistas minoritários representam 19 por cento, de acordo com informações no site da companhia.
O Conselho de Administração da Prumo também aprovou a eleição do José Magela Bernardes como diretor-presidente interino da companhia no lugar de Eduardo Parente Menezes, que deixou a empresa, disse a companhia.
(Por Juliana Schincariol)."
Segundo a agência Reuters informou há pouco, o fundo financeiro americano EIG Global Energy Partners está tomando providências para ampliar as suas ações de forma a fechar o capital da holding que até aqui estava em 74,3%.
O valor ofertado por ação é de 1,15. Nesta segunda feira a ação da Prumo chegou teve pico de 1,06, mas fechou no valor de R$ 1,04. Segundo fontes que operam na Ibovespa, o limite para operar empresas de capital aberto no país é de 75% das ações. Saindo da Bolsa a empresa deixa de ter que prestar informações aos acionistas que é aberta à sociedade. Resta saber o que estaria por trás desta decisão. Há muitas especulações.
Veja abaixo a matéria da Juliana Schincariol da Reuters:
"Controladores da Prumo pretendem fazer OPA para fechar capital"
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os controladores da Prumo Logística PRML3.SA pretendem realizar oferta pública de aquisição (OPA) de ações para cancelamento de registro de companhia aberta, em uma operação que pode movimentar mais de 800 milhões de reais.
O preço máximo a ser ofertado é de 1,15 real por ação, disse a empresa em fato relevante nesta segunda-feira, o que representa um prêmio de 10,6 por cento sobre o fechamento do papel na Bovespa nesta segunda-feira, de 1,04 real.
Considerando o preço máximo e as 713,165 milhões de ações em circulação da companhia, a operação pode movimentar até 820 milhões de reais. Segundo a Prumo, o preço máximo por ação representa um prêmio de 40 por cento sobre a média ponderada do preço de fechamento durante um período de 90 dias até 4 de dezembro.
O grupo norte-americano EIG possui 74,3 por cento da companhia, enquanto o fundo de investimentos Mubalada, de Abu Dhabi, detém 6,7 por cento. Outros acionistas minoritários representam 19 por cento, de acordo com informações no site da companhia.
O Conselho de Administração da Prumo também aprovou a eleição do José Magela Bernardes como diretor-presidente interino da companhia no lugar de Eduardo Parente Menezes, que deixou a empresa, disse a companhia.
(Por Juliana Schincariol)."
Crescem as matrículas no ensino superior
As matrículas no ensino superior cresceram 7,1% e atingiram 7,83 milhões de alunos de graduação no ano passado em relação ao ano anterior. Este é o dado divulgado do último Censo do Ensino Superior feito pelo Inep/MEC, referente ao ano de 2014.
O maior percentual de crescimento foi nas matrículas nas universidades particulares que cresceu 9,2%. Nas universidades públicas, onde atualmente estudam um quarto dos universitários da graduação, o aumento foi de 1,5%.
Do total de 5,8 milhões de alunos no ensino privado, 1,9 milhões (33% ou 1/3) são de alunos com o Fies, matriculados em cursos presenciais.
O Ensino à Distância (EaD) teve um crescimento de 16,3% e chegou a 1,3 milhão de alunos.Cerca de 2,3 mil instituições oferecem ensino superior no Brasil.
É muito significativo o número de estudantes do ensino superior no noturno, um total de 63% das matrículas.
Diante da freada que a crise exigiu que fosse feito com o Fies é provável que os números de 2015 que só serão tabulados ano que vem deixe de apresentar estes seguidos aumentos de matrícula.
Mesmo lamentando o crescimento via o apoio ao financiamento da rede privada, há que se saudar a quantidade de brasileiros que estão tendo possibilidade de avançar em seus estudos, muitos atendidos pelo Fies ou pelo ProUni.
Há esperanças de que a retomada da expansão da exploração offshore de petróleo no pré-sal, abasteça o Fundo Soberano com recursos dos royalties, e os investimentos no ensino público possa representar um significativo aumento.
O maior percentual de crescimento foi nas matrículas nas universidades particulares que cresceu 9,2%. Nas universidades públicas, onde atualmente estudam um quarto dos universitários da graduação, o aumento foi de 1,5%.
Do total de 5,8 milhões de alunos no ensino privado, 1,9 milhões (33% ou 1/3) são de alunos com o Fies, matriculados em cursos presenciais.
O Ensino à Distância (EaD) teve um crescimento de 16,3% e chegou a 1,3 milhão de alunos.Cerca de 2,3 mil instituições oferecem ensino superior no Brasil.
É muito significativo o número de estudantes do ensino superior no noturno, um total de 63% das matrículas.
Diante da freada que a crise exigiu que fosse feito com o Fies é provável que os números de 2015 que só serão tabulados ano que vem deixe de apresentar estes seguidos aumentos de matrícula.
Mesmo lamentando o crescimento via o apoio ao financiamento da rede privada, há que se saudar a quantidade de brasileiros que estão tendo possibilidade de avançar em seus estudos, muitos atendidos pelo Fies ou pelo ProUni.
Há esperanças de que a retomada da expansão da exploração offshore de petróleo no pré-sal, abasteça o Fundo Soberano com recursos dos royalties, e os investimentos no ensino público possa representar um significativo aumento.
segunda-feira, dezembro 07, 2015
Conselho de defesa econômica do Brasil quer impugnar fusão de empresas gigantes de serviços na área de petróleo: Halliburton e Baker
A informação é do Valor Online. A região produtora de petróleo do ERJ conhece bem as duas empresas e sabem o que a fusão redundará. Diversos ex-alunos do IFF são empregados das empresas que ainda são concorrentes. A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU).
A fusão significará desemprego para os empregados e custos dos serviços mais caros para a Petrobras. A decisão sobre o aprovação da fusão das empresas ainda está sendo avaliada em outros países. Leia mais detalhes na matéria:
"A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sugeriu ao tribunal do órgão a impugnação do ato de concentração referente à aquisição da Baker Hughes pela Halliburton.
Segundo informações do Cade, trata-se de uma operação mundial notificada em diversas jurisdições, como Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e Austrália.
As empresas são grandes fornecedoras de produtos e serviços para a indústria de óleo e gás, tendo a Petrobras como principal cliente no Brasil.
Segundo nota divulgada nesta segunda-feira, 7, pelo Cade, após a análise de informações obtidas junto às partes, concorrentes e clientes, a Superintendência do Cade verificou que Halliburton e a Baker Hughes estão entre as três principais rivais no mercado de produtos e serviços para a indústria de óleo e gás, com participações de mercado significativas em diversos produtos e serviços ofertados a essa indústria, tanto nacional quanto internacionalmente.
"De acordo com o parecer, diversos fatores indicam que a operação poderá resultar em aumento de preços em diversos mercados de atuação da empresa, pois há elevadas barreiras à entrada no setor e baixa competição em um cenário pós-aquisição. Entre as dificuldades verificadas para a entrada de novos concorrentes destaca-se a retração da demanda esperada nos próximos anos, a necessidade de experiência na execução dos serviços e o acesso a determinadas tecnologias essenciais protegidas por patentes, que hoje são controladas pelas requerentes e por apenas mais uma empresa", afirma a nota do Cade.
O parecer, ainda segundo o Cade, concluiu que a "capacidade da Halliburton e da Baker Hughes de ofertar uma ampla gama de serviços e produtos de forma integrada (em pacotes), além da existência de apenas uma concorrente com porte e capacidade tecnológica competitiva, indica que a empresa resultante da operação deterá poder de mercado e poderá atuar de forma coordenada nos mercados analisados".
De acordo com a nota, em razão das potencialidades anticoncorrenciais, a Superintendência do Cade entendeu que a aprovação da operação, da forma como foi apresentada, poderia resultar em aumento dos preços em diversos mercados, além de redução dos incentivos à inovação, o que impactaria de forma direta o segmento de óleo e gás no Brasil.
"Desse modo, o órgão impugnou o ato de concentração perante o Tribunal do Cade, que será responsável pela decisão final sobre a aprovação, reprovação ou adoção de eventuais remédios que afastem os problemas identificados. As determinações do Tribunal podem ser aplicadas de forma unilateral ou mediante acordo com as partes", diz a nota do Cade."
A fusão significará desemprego para os empregados e custos dos serviços mais caros para a Petrobras. A decisão sobre o aprovação da fusão das empresas ainda está sendo avaliada em outros países. Leia mais detalhes na matéria:
"A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sugeriu ao tribunal do órgão a impugnação do ato de concentração referente à aquisição da Baker Hughes pela Halliburton.
Segundo informações do Cade, trata-se de uma operação mundial notificada em diversas jurisdições, como Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e Austrália.
As empresas são grandes fornecedoras de produtos e serviços para a indústria de óleo e gás, tendo a Petrobras como principal cliente no Brasil.
Segundo nota divulgada nesta segunda-feira, 7, pelo Cade, após a análise de informações obtidas junto às partes, concorrentes e clientes, a Superintendência do Cade verificou que Halliburton e a Baker Hughes estão entre as três principais rivais no mercado de produtos e serviços para a indústria de óleo e gás, com participações de mercado significativas em diversos produtos e serviços ofertados a essa indústria, tanto nacional quanto internacionalmente.
"De acordo com o parecer, diversos fatores indicam que a operação poderá resultar em aumento de preços em diversos mercados de atuação da empresa, pois há elevadas barreiras à entrada no setor e baixa competição em um cenário pós-aquisição. Entre as dificuldades verificadas para a entrada de novos concorrentes destaca-se a retração da demanda esperada nos próximos anos, a necessidade de experiência na execução dos serviços e o acesso a determinadas tecnologias essenciais protegidas por patentes, que hoje são controladas pelas requerentes e por apenas mais uma empresa", afirma a nota do Cade.
O parecer, ainda segundo o Cade, concluiu que a "capacidade da Halliburton e da Baker Hughes de ofertar uma ampla gama de serviços e produtos de forma integrada (em pacotes), além da existência de apenas uma concorrente com porte e capacidade tecnológica competitiva, indica que a empresa resultante da operação deterá poder de mercado e poderá atuar de forma coordenada nos mercados analisados".
De acordo com a nota, em razão das potencialidades anticoncorrenciais, a Superintendência do Cade entendeu que a aprovação da operação, da forma como foi apresentada, poderia resultar em aumento dos preços em diversos mercados, além de redução dos incentivos à inovação, o que impactaria de forma direta o segmento de óleo e gás no Brasil.
"Desse modo, o órgão impugnou o ato de concentração perante o Tribunal do Cade, que será responsável pela decisão final sobre a aprovação, reprovação ou adoção de eventuais remédios que afastem os problemas identificados. As determinações do Tribunal podem ser aplicadas de forma unilateral ou mediante acordo com as partes", diz a nota do Cade."
Lítio, o mineral do século
Segundo a professora Monica Bruckmann da UFRJ, o lítio é um mineral que vai impactar profundamente o mercado global de energia neste século. Para Monica, já foi iniciada uma mudança no padrão de energia produzida a partir de combustíveis fósseis para energias renováveis e limpas.
O lítio é um metal raro na crosta terrestre. É o metal mais leve que se tem conhecimento e com quase a metade da densidade específica da água. Por possui o calor específico mais alto dentre as substâncias sólidas, assim, é bastante utilizado em transferências de calor. Apesar de ser um metal raro ele ainda não é comercialmente caro.
O lítio muito usado em baterias para acumular energia e por isto, já assume hoje, e ampliará em muito logo adiante, a sua importância estratégica que ainda está para ser melhor compreendida que para Bruckmann está a um novo ciclo de energia e tecnológico. Além disso também é usado na indústria farmacêutica para produção de medicamentos.
| Lepidolita, rocha da qual o lítio é extraído. Foto: Zbynek Burival / Shutterstock.com |
As maiores reservas de lítio estão na Bolívia que tem cerca de 82, 83% das reservas mundiais, seguido por Argentina e Chile. Ainda segundo a professora Bruckmann, mais recentemente se soube com dados do US Geological Survey de 2014, que Austrália começa a aparecer também como um grande produtor, mas em termos de participação no reservas mundiais não atinge 3 ou 4%.
Os fatos confirmam então que a América Latina continua a ser grande o concentrador de reservas de lítio no mundo, com um percentual entre 94 e 96% das reservas.
A professora Monica Bruckmann é autora do livro "Recursos naturais e a geopolítica da integração sul-americana" que pode ser acessado e lido no formato pdf aqui.
PS.: Atualizado às 12:35: para pequenos ajustes no texto.
Nesta linha a professora defende que a construção urgente de uma estratégia continental de desenvolvimento de recursos naturais, colocando em evidência a questão das soberanias nacionais e a formulação de projetos de desenvolvimento regional, sub-regional para um debate mais amplo, para além da academia, junto a gestores públicos e representantes de movimentos sociais.
PS.: Atualizado às 12:35: para pequenos ajustes no texto.
domingo, dezembro 06, 2015
"O dia da infâmia" por Fernando Morais
O texto do escritor e ex-deputado pelo PMDB de São Paulo Fernando Morais está espalhado pelas redes sociais. Mesmo assim, eu penso que vale a pena reproduzir o seu conteúdo em mais este conturbado momento da política brasileira:
"O dia da infâmia"
Por Fernando Morais
Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.
Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de "Canalha! Canalha!".
No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.
Jamais imaginei que pudéssemos chegar à lama em que o gangsterismo de uns e o oportunismo de outros mergulharam o país. O Brasil passou um ano emparedado entre a chantagem de Eduardo Cunha –que abusa do cargo para escapar ao julgamento de seus delitos– e a hipocrisia da oposição, que vem namorando o golpe desde que perdeu as eleições presidenciais para o PT, pela quarta vez consecutiva.
Pediram uma ridícula recontagem de votos; entraram com ações para anular a eleição; ocuparam os meios de comunicação para divulgar delações inexistentes; compraram pareceres no balcão de juristas de ocasião e, escondidos atrás de siglas desconhecidas, botaram seus exércitos nas ruas, sempre magnificados nas contas da imprensa.
Nada conseguiram, a não ser tumultuar a vida política e agravar irresponsavelmente a situação da economia, sabotando o país com suas pautas-bomba.
Nada conseguiram por duas singelas razões: Dilma é uma mulher honesta e o povo sabe que, mesmo com todos os problemas, a oposição foi incapaz de apresentar um projeto de país alternativo aos avanços dos governos Lula e Dilma.
Aos inconformados com as urnas restou o comparsa que eles plantaram na presidência da Câmara –como se sabe, o PSDB, o DEM e o PPS votaram em Eduardo Cunha contra o candidato do PT, Arlindo Chinaglia. Dono de "capivara" policial mais extensa que a biografia, Cunha disparou a arma colocada em suas mãos por Hélio Bicudo.
O triste de tudo isso é saber que o ódio de Bicudo ao PT não vem de divergências políticas e ideológicas, mas por ter-lhe escapado das mãos uma sinecura –ou, como ele declarou aos jornais, "um alto cargo, provavelmente fora do país".
Dilma não será processada por ter roubado, desviado, mentido, acobertado ou ameaçado. Será processada porque tomou decisões para manter em dia pagamentos de compromissos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
O TCU viu crimes nessas decisões, embora não os visse em atos semelhantes de outros governos. Mas é o relator das contas do governo, o ministro Augusto Nardes, e não Dilma, que é investigado na Operação Zelotes, junto com o sobrinho. E é o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e não Dilma, que é citado na Lava Jato, junto com o filho. Todos suspeitos de tráfico de influência. Provoca náusea, mas não surpreende.
"Claras las cosas, oscuro el chocolate", dizem os portenhos. Agora a linha divisória está clara. Vamos ver quem está do lado da lei, do Estado democrático de Direito, da democracia e do respeito ao voto do povo.
E veremos quem se alia ao oportunismo, ao gangsterismo, ao vale-tudo pelo poder. Não tenho dúvidas: a presidente Dilma sairá maior dessa guerra, mais uma entre tantas que enfrentou, sem jamais ter se ajoelhado diante de seus algozes.
"O dia da infâmia"
Por Fernando Morais
Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.
Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de "Canalha! Canalha!".
No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.
Jamais imaginei que pudéssemos chegar à lama em que o gangsterismo de uns e o oportunismo de outros mergulharam o país. O Brasil passou um ano emparedado entre a chantagem de Eduardo Cunha –que abusa do cargo para escapar ao julgamento de seus delitos– e a hipocrisia da oposição, que vem namorando o golpe desde que perdeu as eleições presidenciais para o PT, pela quarta vez consecutiva.
Pediram uma ridícula recontagem de votos; entraram com ações para anular a eleição; ocuparam os meios de comunicação para divulgar delações inexistentes; compraram pareceres no balcão de juristas de ocasião e, escondidos atrás de siglas desconhecidas, botaram seus exércitos nas ruas, sempre magnificados nas contas da imprensa.
Nada conseguiram, a não ser tumultuar a vida política e agravar irresponsavelmente a situação da economia, sabotando o país com suas pautas-bomba.
Nada conseguiram por duas singelas razões: Dilma é uma mulher honesta e o povo sabe que, mesmo com todos os problemas, a oposição foi incapaz de apresentar um projeto de país alternativo aos avanços dos governos Lula e Dilma.
Aos inconformados com as urnas restou o comparsa que eles plantaram na presidência da Câmara –como se sabe, o PSDB, o DEM e o PPS votaram em Eduardo Cunha contra o candidato do PT, Arlindo Chinaglia. Dono de "capivara" policial mais extensa que a biografia, Cunha disparou a arma colocada em suas mãos por Hélio Bicudo.
O triste de tudo isso é saber que o ódio de Bicudo ao PT não vem de divergências políticas e ideológicas, mas por ter-lhe escapado das mãos uma sinecura –ou, como ele declarou aos jornais, "um alto cargo, provavelmente fora do país".
Dilma não será processada por ter roubado, desviado, mentido, acobertado ou ameaçado. Será processada porque tomou decisões para manter em dia pagamentos de compromissos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
O TCU viu crimes nessas decisões, embora não os visse em atos semelhantes de outros governos. Mas é o relator das contas do governo, o ministro Augusto Nardes, e não Dilma, que é investigado na Operação Zelotes, junto com o sobrinho. E é o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e não Dilma, que é citado na Lava Jato, junto com o filho. Todos suspeitos de tráfico de influência. Provoca náusea, mas não surpreende.
"Claras las cosas, oscuro el chocolate", dizem os portenhos. Agora a linha divisória está clara. Vamos ver quem está do lado da lei, do Estado democrático de Direito, da democracia e do respeito ao voto do povo.
E veremos quem se alia ao oportunismo, ao gangsterismo, ao vale-tudo pelo poder. Não tenho dúvidas: a presidente Dilma sairá maior dessa guerra, mais uma entre tantas que enfrentou, sem jamais ter se ajoelhado diante de seus algozes.
sábado, dezembro 05, 2015
O que pode estar por trás das superbactérias?
Hoje lendo no caderno "Eu & Fim de Semana" do Valor, uma longa entrevista com o importante economista inglês, o mesmo que criou o acrônimo dos Brics, Jim O´Neill. Na entrevista vi uma questão que me intrigou e que divido com os amigos do blog.
O´Neill que agora está ocupando a Secretaria do Tesouro da Majestade inglesa, disse, lá pelo meio da entrevista, que atualmente se dedica sobre um tema a pedido do governo britânico: a elaboração de um relatório a respeito da resistência às superbactérias.
Jim chama o relatório de AMR, em inglês, ou Resistência AntiMicrobiana. Diz que o documento deve fazer recomendações até o 2º trimestre de 2016 apontando possíveis soluções para o problema que, segundo ele, pode matar 10 milhões de pessoas até 2050 e custar ao mundo mais de US$ 100 trilhões, se nada for feito até lá.
O´Neill está defendendo a constituição de um fundo de US$ 2 bilhões para, nos próximos anos, estimular a indústria farmacêutica a desenvolver novos antibióticos.
Tirando os interesses desta perversa indústria, eu achei interessante um economista tratar do assunto e ser responsável por este relatório, o que reforça minhas desconfianças, mas por outro lado O´Neill denunciou que o problema tende a ser mais grave nos países em desenvolvimento, onde, segundo ele, "os médicos obtêm parte importante de sua renda com prescrição de antibióticos".
Jim chama o relatório de AMR, em inglês, ou Resistência AntiMicrobiana. Diz que o documento deve fazer recomendações até o 2º trimestre de 2016 apontando possíveis soluções para o problema que, segundo ele, pode matar 10 milhões de pessoas até 2050 e custar ao mundo mais de US$ 100 trilhões, se nada for feito até lá.
O´Neill está defendendo a constituição de um fundo de US$ 2 bilhões para, nos próximos anos, estimular a indústria farmacêutica a desenvolver novos antibióticos.
Tirando os interesses desta perversa indústria, eu achei interessante um economista tratar do assunto e ser responsável por este relatório, o que reforça minhas desconfianças, mas por outro lado O´Neill denunciou que o problema tende a ser mais grave nos países em desenvolvimento, onde, segundo ele, "os médicos obtêm parte importante de sua renda com prescrição de antibióticos".
Assim, O´ Neill faz referência ao Brasil dizendo que no último documento sobre o assunto, o país foi citado por conta de política adotada recentemente, em dificultar a compra de antibióticos sem receita.
Pelo que entendi o economista estava no Brasil para conversar sobre o tema. Ele diz defender que os países reorganizem seus sistemas de saúde para conter prescrições desnecessárias.
Neste ponto critica também o uso indiscriminado de antibióticos nas nações mais endinheiradas. e que nos EUA, dos 40 milhões de pessoas medicadas com antibióticos para problemas respiratórios, apenas 13 milhões seriam indicações necessárias.
Além disso O ´Neill diz que vai também recomendar ao primeiro ministro britânico a introdução de uma lei que torne impossível os médicos prescreverem antibióticos sem um teste de diagnóstico confirmado.
Porém aí, observando pelo lado mais do economista e de mercado, do que por qualquer desejo ou sentimento humanitário, eu já fico imaginando os novos interesses comerciais por trás destas posições. Evidente que há disputa intercapitalista e de lobbies entre a indústria farmacêutica e a de equipamentos médico-hospitalares.
Mais uma vez se vê tudo é mercadoria e do ser humano, só não é um detalhe entre interesses comerciais e capitalista, porque até aqui (sic) é sobre ele que o sistema ainda se apoia.
Pelo que entendi o economista estava no Brasil para conversar sobre o tema. Ele diz defender que os países reorganizem seus sistemas de saúde para conter prescrições desnecessárias.
Neste ponto critica também o uso indiscriminado de antibióticos nas nações mais endinheiradas. e que nos EUA, dos 40 milhões de pessoas medicadas com antibióticos para problemas respiratórios, apenas 13 milhões seriam indicações necessárias.
Além disso O ´Neill diz que vai também recomendar ao primeiro ministro britânico a introdução de uma lei que torne impossível os médicos prescreverem antibióticos sem um teste de diagnóstico confirmado.
Porém aí, observando pelo lado mais do economista e de mercado, do que por qualquer desejo ou sentimento humanitário, eu já fico imaginando os novos interesses comerciais por trás destas posições. Evidente que há disputa intercapitalista e de lobbies entre a indústria farmacêutica e a de equipamentos médico-hospitalares.
Mais uma vez se vê tudo é mercadoria e do ser humano, só não é um detalhe entre interesses comerciais e capitalista, porque até aqui (sic) é sobre ele que o sistema ainda se apoia.
sexta-feira, dezembro 04, 2015
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) em nota chama atenção para riscos de perda das conquistas da nossa democracia desde 1988
O professor e pesquisador George Coutinho enviou ao blog o teor da nota da ABCP:
"A Associação Brasileira de Ciência Política vem a público expressar sua preocupação com o pedido de impeachment do mandato exercido pela presidente Dilma Rousseff, aceito ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A ABCP conclama os atores políticos do país a agirem com responsabilidade na defesa da estabilidade das instituições democráticas.
Embora o instrumento jurídico-político do impeachment faça parte da institucionalidade democrática existente no Brasil, causa perplexidade e preocupação a forma como ele foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados. Acuado por gravíssimas denúncias de corrupção e ocultação de recursos no exterior, o deputado Cunha utilizou-se do instrumento, talvez o mais importante na defesa da ordem democrática, como arma na tentativa de resguardar seus interesses privados. Por conta disso, a ABCP expressa a sua perplexidade diante da utilização ilegítima e sem fundamentação jurídica do instrumento do impeachment por uma das mais altas autoridades da república.
Independentemente das opiniões favoráveis ou contrárias ao governo de Dilma Rousseff, a ABCP chama a atenção da população brasileira para os riscos iminentes diante das grandes conquistas da nossa democracia desde 1988. Temos no Brasil instituições republicanas fortes, um judiciário independente e uma cidadania ativa. Acreditamos que o grave momento por que passa a democracia no país tem de ser resolvido no sentido do reforço da legalidade, da impessoalidade, do interesse público e do equilíbrio entre os poderes que têm inspirado nossa construção democrática desde 1988."
"A Associação Brasileira de Ciência Política vem a público expressar sua preocupação com o pedido de impeachment do mandato exercido pela presidente Dilma Rousseff, aceito ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A ABCP conclama os atores políticos do país a agirem com responsabilidade na defesa da estabilidade das instituições democráticas.
Embora o instrumento jurídico-político do impeachment faça parte da institucionalidade democrática existente no Brasil, causa perplexidade e preocupação a forma como ele foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados. Acuado por gravíssimas denúncias de corrupção e ocultação de recursos no exterior, o deputado Cunha utilizou-se do instrumento, talvez o mais importante na defesa da ordem democrática, como arma na tentativa de resguardar seus interesses privados. Por conta disso, a ABCP expressa a sua perplexidade diante da utilização ilegítima e sem fundamentação jurídica do instrumento do impeachment por uma das mais altas autoridades da república.
Independentemente das opiniões favoráveis ou contrárias ao governo de Dilma Rousseff, a ABCP chama a atenção da população brasileira para os riscos iminentes diante das grandes conquistas da nossa democracia desde 1988. Temos no Brasil instituições republicanas fortes, um judiciário independente e uma cidadania ativa. Acreditamos que o grave momento por que passa a democracia no país tem de ser resolvido no sentido do reforço da legalidade, da impessoalidade, do interesse público e do equilíbrio entre os poderes que têm inspirado nossa construção democrática desde 1988."
Volume transportado na ferrovia MRS cresceu 34% em 2015
| Mapa da linhas da MRS Logística. Fonte: ANTT. |
Duas cargas foram os principais motivos da ampliação: papel e celulose e indústria automotiva. Ainda, segundo a MRS, o transporte ferroviário por contêineres tem apresentado um custo entre 15% e 20% menor do que o da modal rodoviário.
O modal ferroviário é indispensável para o aumento da movimentação portuária. A MRS interliga hoje os portos do Rio, Itaguaí e Santos.
Além disso, vale observar que o contêiner facilita o transporte pela sua característica de intermodalidade podendo ser alocado em navio, trem ou caminhão com extrema facilidade. Desta forma, o fluxo de cargas ganha uma agilidade que reduz o tempo e os custos com a entapa da circulação que interessa a produtores e consumidores nas duas pontas do circuito produtivo.
Expectativa de que o minério de ferro chegue a US$ 30 a tonelada
Esta é a estimativa divulgada pela Bloomberg. Ontem a tonelada no porto de Qingdao na China caiu para US$ 40. A desvalorização das commodities minerais seguem abaixando com o excesso de produção e a economia mundial patinando. A produção na Austrália perto da China, maior consumidor, não para de crescer. O FMI até já lembrou que, em 1988, o minério chegou a ser vendido a US$ 10,51.
Como se vê a tragédia da Samarco com redução (mesmo que relativa em termos de mercado mundial) não reduziu a oferta do minério no mundo, embora se saiba que a produção da mineradora era de um produto especial em que o minério de ferro era pelotizado.
Se o preço cair a US$ 30 é difícil que a Anglo American (que exporta no Brasil pelo Porto do Açu) consiga manter suas vendas no mercado externo. Aliás, a Anglo anunciou ontem que vai reduzir a distribuição de dividendos aos seus acionistas diante destas dificuldades do setor de mineração. Neste processo, a empresa já demitiu 53 mil funcionários no mundo, nos últimos quatro meses, equivalente a um terço de sua força de trabalho.
Como se vê a tragédia da Samarco com redução (mesmo que relativa em termos de mercado mundial) não reduziu a oferta do minério no mundo, embora se saiba que a produção da mineradora era de um produto especial em que o minério de ferro era pelotizado.
Se o preço cair a US$ 30 é difícil que a Anglo American (que exporta no Brasil pelo Porto do Açu) consiga manter suas vendas no mercado externo. Aliás, a Anglo anunciou ontem que vai reduzir a distribuição de dividendos aos seus acionistas diante destas dificuldades do setor de mineração. Neste processo, a empresa já demitiu 53 mil funcionários no mundo, nos últimos quatro meses, equivalente a um terço de sua força de trabalho.
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Convocação de mais de 600 concursados da Petrobras, sendo 233 para Macaé
O blog comentou aqui a convocação que a Petrobras fez, na última segunda-feira, 30/11, dos concursados que foram aprovados no edital "PSP RH 2014.2", cuja prova foi realizada em dezembro do ano passado.
A validade deste concurso estava próximo de se esgotar, no dia 20 de janeiro de 2016, por conta de validade de seis meses, já prorrogado uma vez.
A quantidade de concursados chamados para prestar exames médicos ultrapassa a 600 em todo o Brasil, sendo cerca de 230, apenas em Macaé, RJ. A maioria é para cargos de técnicos de nível médio, mas também para cargos de nível superior entre engenheiros, administrador, contador, médico, enfermeiro, etc.
Clicando aqui você poderá baixar o arquivo para identificar os números de convocadas por cargo e local das bases para onde concorreu para trabalhar.
O diretor do Sindipetro-NF, Leonardo Ferreira disse ao blog que atribui a decisão do DRH da Petrobras, com a convocação dos concursados, a uma conquista da recente greve dos petroleiros com a inserção de uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. Na pauta da greve, dentro da chamada Pauta Brasil, houve a defesa da recomposição dos efetivos da Petrobras, que deveria se dar cm a convocação de todos os concursados aprovados, ao invés da crescente terceirização.
A volta das contratações na Petrobras cria a uma expectativa diversa da crise vivenciada com os baixos preços do petróleo no mercado internacional e aos problemas da Operação Lava Jato. As duas causas remeteram à seguidos cortes de despesas e suspensão de contratos.
A validade deste concurso estava próximo de se esgotar, no dia 20 de janeiro de 2016, por conta de validade de seis meses, já prorrogado uma vez.
A quantidade de concursados chamados para prestar exames médicos ultrapassa a 600 em todo o Brasil, sendo cerca de 230, apenas em Macaé, RJ. A maioria é para cargos de técnicos de nível médio, mas também para cargos de nível superior entre engenheiros, administrador, contador, médico, enfermeiro, etc.
Clicando aqui você poderá baixar o arquivo para identificar os números de convocadas por cargo e local das bases para onde concorreu para trabalhar.
O diretor do Sindipetro-NF, Leonardo Ferreira disse ao blog que atribui a decisão do DRH da Petrobras, com a convocação dos concursados, a uma conquista da recente greve dos petroleiros com a inserção de uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. Na pauta da greve, dentro da chamada Pauta Brasil, houve a defesa da recomposição dos efetivos da Petrobras, que deveria se dar cm a convocação de todos os concursados aprovados, ao invés da crescente terceirização.
A volta das contratações na Petrobras cria a uma expectativa diversa da crise vivenciada com os baixos preços do petróleo no mercado internacional e aos problemas da Operação Lava Jato. As duas causas remeteram à seguidos cortes de despesas e suspensão de contratos.
O blog também teve informações que empresas terceirizadas voltaram paulatinamente a fazer contratações em Macaé. Em meio ao baixo astral no setor de óleo e gás na região, a reversão do quadro parece interessante.
Trabalhadores e empresários divulgam manifesto "Compromisso pelo Desenvolvimento"
Em evento realizado nesta amanhã, em São Paulo centrais sindicais e entidades empresariais afirmam que o Brasil "é muito maior que a crise", mas pedem medidas urgentes "por parte dos que estão preocupados com o emprego, a produção e o bem-estar de milhões de brasileiros".
O documento diz que é preciso "mobilizar a vontade coletiva" para viabilizar um modelo de desenvolvimento baseado na produção e no trabalho. "Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo", acrescentam.
Assinam o manifesto as entidades: CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e FUP (Federação Única dos Petroleiros). Pelos empresários, entidades como Abimaq, Abit (indústria têxtil), Abrinq (fabricantes de brinquedos), Anfavea (montadoras), Fenabrave (distribuidores de veículos), Sindipeças (autopeças) e Sinicon (indústria da construção pesada), Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Clube de Engenharia, CNI e Instituto Ethos.
O documento diz que é preciso "mobilizar a vontade coletiva" para viabilizar um modelo de desenvolvimento baseado na produção e no trabalho. "Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo", acrescentam.
Assinam o manifesto as entidades: CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e FUP (Federação Única dos Petroleiros). Pelos empresários, entidades como Abimaq, Abit (indústria têxtil), Abrinq (fabricantes de brinquedos), Anfavea (montadoras), Fenabrave (distribuidores de veículos), Sindipeças (autopeças) e Sinicon (indústria da construção pesada), Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Clube de Engenharia, CNI e Instituto Ethos.
COMPROMISSO PELO DESENVOLVIMENTO
O Brasil é muito maior que a crise, porém, diante do agravamento da situação econômica e dos impactos sociais decorrentes, são urgentes ações propositivas por parte dos que estão preocupados com o emprego, a produção e o bem-estar de milhões de brasileiros. Não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido, visto que 2015 já está na conta da recessão e do desemprego crescente.
As brasileiras e os brasileiros querem construir um país com desenvolvimento econômico, social e ambiental, soberano, republicano e democrático.
Afirmamos o compromisso com o Brasil e as gerações presentes e futuras para avançar no fortalecimento do nosso sistema econômico produtivo, das condições e das relações de trabalho. Por isso, reunimos forças para propor mudanças emergenciais que revertam as expectativas que ameaçam o presente e o futuro do país.
Superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos de qualidade, aumentar a renda média, garantir educação de qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal para o crescimento são alguns dos desafios estruturais do nosso desenvolvimento. O combate ininterrupto à pobreza, à desigualdade, à corrupção e à ineficiência deve ser institucionalmente fortalecido.
É imprescindível mobilizar a vontade coletiva para viabilizar um modelo de desenvolvimento com valorização da produção e do trabalho. Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo.
O Compromisso pelo Desenvolvimento é um esforço na direção de um entendimento propositivo entre trabalhadores e empregadores, que busca articular forças com o objetivo de construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social no médio e longo prazo, com sustentabilidade ambiental.
Para tanto, o Compromisso pelo Desenvolvimento demanda o encaminhamento imediato, em espaços de negociação tripartite, inclusive no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, da seguinte agenda:
O Brasil é muito maior que a crise, porém, diante do agravamento da situação econômica e dos impactos sociais decorrentes, são urgentes ações propositivas por parte dos que estão preocupados com o emprego, a produção e o bem-estar de milhões de brasileiros. Não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido, visto que 2015 já está na conta da recessão e do desemprego crescente.
As brasileiras e os brasileiros querem construir um país com desenvolvimento econômico, social e ambiental, soberano, republicano e democrático.
Afirmamos o compromisso com o Brasil e as gerações presentes e futuras para avançar no fortalecimento do nosso sistema econômico produtivo, das condições e das relações de trabalho. Por isso, reunimos forças para propor mudanças emergenciais que revertam as expectativas que ameaçam o presente e o futuro do país.
Superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos de qualidade, aumentar a renda média, garantir educação de qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal para o crescimento são alguns dos desafios estruturais do nosso desenvolvimento. O combate ininterrupto à pobreza, à desigualdade, à corrupção e à ineficiência deve ser institucionalmente fortalecido.
É imprescindível mobilizar a vontade coletiva para viabilizar um modelo de desenvolvimento com valorização da produção e do trabalho. Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo.
O Compromisso pelo Desenvolvimento é um esforço na direção de um entendimento propositivo entre trabalhadores e empregadores, que busca articular forças com o objetivo de construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social no médio e longo prazo, com sustentabilidade ambiental.
Para tanto, o Compromisso pelo Desenvolvimento demanda o encaminhamento imediato, em espaços de negociação tripartite, inclusive no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, da seguinte agenda:
• Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la, bem como criando ambiente regulatório que garanta segurança jurídica;
• Retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas, em especial na Petrobras;
• Destravar o setor de construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos;
• Criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação;
• Priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país;
• Ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas, com contrapartidas sociais e ambientais;
• Adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incremento dos níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais.
• Retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas, em especial na Petrobras;
• Destravar o setor de construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos;
• Criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação;
• Priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país;
• Ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas, com contrapartidas sociais e ambientais;
• Adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incremento dos níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais.
Petrobras volta a contratar concursados
A Petrobras voltou a contratar concursados. Ex-alunos do IFF concursados e aprovados foram chamados ontem para se apresentarem. A estatal se organiza para a produção.
O blog ouviu o diretor do Sindipetro-NF, Leonardo Ferreira que confirmou a informação e disse não ter condições de precisar o número de chamadas.
Ferreira disse ainda que o chamado para concursados se dá por conta de uma das cláusulas da nossa Pauta Brasil, objeto de luta na nossa campanha do ACT 2015/2017, de recomposição de efetivo.; "a empresa aumentou suas operações até 2014, mas nesse ano executou um plano de demissões, o que contribuiu para diminuição do efetivo".
Leonardo disse que o Sindipetro-NF e a FUP cobraram estas chamadas dos concursados porque os concursos sempre caducam e nem sempre são chamados: "aliás, o sindicato entrou com uma ação na justiça para que os concursados fossem chamados".
Ferreira disse ainda que o chamado para concursados se dá por conta de uma das cláusulas da nossa Pauta Brasil, objeto de luta na nossa campanha do ACT 2015/2017, de recomposição de efetivo.; "a empresa aumentou suas operações até 2014, mas nesse ano executou um plano de demissões, o que contribuiu para diminuição do efetivo".
Leonardo disse que o Sindipetro-NF e a FUP cobraram estas chamadas dos concursados porque os concursos sempre caducam e nem sempre são chamados: "aliás, o sindicato entrou com uma ação na justiça para que os concursados fossem chamados".
O Sindipetro-NF ficou de apurar quantitativos e retornar ao blog.
PS.: Atualizado às 17:02: O diretor do Sindipetro-NF Leonardo Ferreira retornou ao blog dizendo que "nas negociações do nosso ACT a empresa se comprometeu a chamar 600 no Brasil todo. Aqui em Macaé, até onde conforme, foram chamados 15 só essa semana." O blog apurou que para uma das especialidades de técnico foram chamados 40 aprovados.
PS.: Atualizado às 17:02: O diretor do Sindipetro-NF Leonardo Ferreira retornou ao blog dizendo que "nas negociações do nosso ACT a empresa se comprometeu a chamar 600 no Brasil todo. Aqui em Macaé, até onde conforme, foram chamados 15 só essa semana." O blog apurou que para uma das especialidades de técnico foram chamados 40 aprovados.
Sonda de perfuração no T2 do Porto do Açu
Acaba de chegar ao terminal 2 do Porto do Açu uma plataforma "ODN TAY IV". Ela foi aportada junto ao TMult na entrada do canal do Terminal 2 do Porto do Açu.
A primeira informação obtida pelo blog é que se tratava de uma plataforma que teria sido desativada do campo de Martelo, da petroleira OGX. Porém, pelas imagens parece uma sonda de perfuração.
Daqui a pouco daremos mais detalhes. Abaixo uma foto e um breve vídeo da chegada no Porto do Açu.
PS.: Atualizado às 13:14: Trata-se da sonda de perfuração ODN TAY IV contratada pela Odebrecht. Em setembro passado, a Petrobras informou ter rescindido contrato de afretamento da unidade de sondas ODN TAY IV que prestava serviços para a a Odebrecht Óleo e Gás. Na ocasião a estatal disse que a rescisão foi feita com base no contrato. A sonda foi convertida em 1999 no estaleiro Keppel Fells da Singapura. Ela tem 835 m².
PS.: Atualizado às 14:30: Outros dois leitores-colaboradores:
"Caro Professor, esta plataforma é uma sonda de perfuração chamada ODN TAY IV SS-85, pertence a Odebrech Petroleo e Gas, é uma das 7 sondas de perfuração da Odebrech, trabalhei nesta sonda no inicio do ano ela está sem contrato com a Petrobras, por n motivos mais creio que o principal é que ela tem muitos problemas, quando trabalhei nela ela estava no estaleiro na baía de Guanabara, voltou a perfurar e depois foi para o estaleiro novamente até a Petrobras anunciar o fim ou não renovação do contrato não tenho a informação certa o correto é que esta sem contrato e com isto muitos funcionários foram demitidos."
"RIO - Dentro de seu programa de reduzir os gastos ao máximo, desmobilizando todos equipamentos que forem possíveis, a Petrobras rescindiu com a Odebrecht Óleo e Gás um contrato de afretamento da sonda de perfuração ODN Tay IV, que só venceria em 2019.
A Odebrecht Óleo e Gás confirmou ter recebido uma Notificação de Rescisão Contratual da Petrobras, referente aos contratos de afretamento e operação da unidade de perfuração offshore ODN Tay IV. A companhia informou que está analisando os termos para decidir seu posicionamento.
- Estamos considerando alternativas, e ainda temos 90 dias para decidir - disse à Reuters a vice-presidente financeira da Odebrecht S.A., Marcela Drehmer.
“Os demais contratos de afretamento e operação de sondas junto à Petrobras seguem inalterados, garantindo altos índices de performance, atestados pelo próprio cliente.” Atualmente tem seis outras sondas em operação afretadas à Petrobras."
http://oglobo.globo.com/ economia/petrobras-cancela- aluguel-de-sonda-com- odebrecht-oleo-gas-17594617
Daqui a pouco daremos mais detalhes. Abaixo uma foto e um breve vídeo da chegada no Porto do Açu.
PS.: Atualizado às 13:14: Trata-se da sonda de perfuração ODN TAY IV contratada pela Odebrecht. Em setembro passado, a Petrobras informou ter rescindido contrato de afretamento da unidade de sondas ODN TAY IV que prestava serviços para a a Odebrecht Óleo e Gás. Na ocasião a estatal disse que a rescisão foi feita com base no contrato. A sonda foi convertida em 1999 no estaleiro Keppel Fells da Singapura. Ela tem 835 m².
PS.: Atualizado às 14:30: Outros dois leitores-colaboradores:
"Caro Professor, esta plataforma é uma sonda de perfuração chamada ODN TAY IV SS-85, pertence a Odebrech Petroleo e Gas, é uma das 7 sondas de perfuração da Odebrech, trabalhei nesta sonda no inicio do ano ela está sem contrato com a Petrobras, por n motivos mais creio que o principal é que ela tem muitos problemas, quando trabalhei nela ela estava no estaleiro na baía de Guanabara, voltou a perfurar e depois foi para o estaleiro novamente até a Petrobras anunciar o fim ou não renovação do contrato não tenho a informação certa o correto é que esta sem contrato e com isto muitos funcionários foram demitidos."
"RIO - Dentro de seu programa de reduzir os gastos ao máximo, desmobilizando todos equipamentos que forem possíveis, a Petrobras rescindiu com a Odebrecht Óleo e Gás um contrato de afretamento da sonda de perfuração ODN Tay IV, que só venceria em 2019.
A Odebrecht Óleo e Gás confirmou ter recebido uma Notificação de Rescisão Contratual da Petrobras, referente aos contratos de afretamento e operação da unidade de perfuração offshore ODN Tay IV. A companhia informou que está analisando os termos para decidir seu posicionamento.
- Estamos considerando alternativas, e ainda temos 90 dias para decidir - disse à Reuters a vice-presidente financeira da Odebrecht S.A., Marcela Drehmer.
“Os demais contratos de afretamento e operação de sondas junto à Petrobras seguem inalterados, garantindo altos índices de performance, atestados pelo próprio cliente.” Atualmente tem seis outras sondas em operação afretadas à Petrobras."
http://oglobo.globo.com/
Petróleo a US$ 12 o barril
Em 1976. A informação é histórica, da segunda metade da década de 70, quando se iniciou a produção na Bacia de Campos. Naquela ocasião, o custo da produção do preço do petróleo, na Bacia de Campos, era de apenas US$ 12.
Nesta época, após um dos chamados choques do petróleo, o país buscava reduzir a dependência da importação do petróleo com a produção nacional ainda incipiente.
Na ocasião houve muita resistência contra a insistência com a produção nacional, porque o preço do petróleo importado chegou custar 80% a 85%, do valor daquele que era produzido em nosso litoral.
Nesta época, após um dos chamados choques do petróleo, o país buscava reduzir a dependência da importação do petróleo com a produção nacional ainda incipiente.
Na ocasião houve muita resistência contra a insistência com a produção nacional, porque o preço do petróleo importado chegou custar 80% a 85%, do valor daquele que era produzido em nosso litoral.
quarta-feira, dezembro 02, 2015
A quem serve Cunha? Uma tentativa de golpe de quem não tem votos!
Cunha mostra a quem serve e com que sempre esteve alinhado. Do do alto de sua honestidade, caráter e práticas, Cunha tentar impedir a presidente eleita. A tentativa de GOLPE sai das mãos imaculadas do Cunha.
Um momento peculiar na história do país. Um bandido reconhecido como tal e com espaço dado pela Procuradoria da República para chantagear e achacar tudo e todos é o baluarte da oposição com seu falso moralismo, de quem não tem moral.
Na falta de votos e das baionetas, o judiciário e o golpismo legislativo tentam apear do governo, uma presidenta legitimamente eleita, mesmo que em meio acertos e erros, mas absolutamente isenta e sempre disposta a ajudar a melhorar o processo político nacional.
PS.: Atualizado às 21:12: Abaixo alguns comentários postados no perfil do FB:
1 - O jogo entrou num outro patamar desde que o setor financeiro foi pego na tarrafada que levou Delcídio. Suas relações com Cunha são apenas breves linhas de uma grande corda.
2 - Como dissemos aqui ontem, o vice Temer ontem costeou o alambrado e tramou pelo golpe, ao anunciou através de matéria do Valor ontem, que não era candidato à reeleição no caso assumisse o cargo de presidente da República e através de fala de seus aliados que após os três anos no cargo, poderia ser candidato ao governo do estado em aliança com o PSDB. Golpistas escorados no bandido Cunha que assim se tornam iguais e em achaques, golpes e retaliações contra a vontade popular.
3 - Um dos porta-voz do golpe Lauro Jardim, agora do Globo informa que Cunha e Temer tricotaram antes do anúncio do primeiro: "Eduardo Cunha não ligou para o Palácio do Planalto para avisar que deflagraria o processo de impeachment. Mas telefonou para Michel Temer, comunicando o vice da decisão, minutos antes de anunciar publicamente o fato em entrevista coletiva."
4 - Diante dos moralistas que comemoram o achaque de Cunha há moralismo de quem não tem moral. Flertam com riscos desconhecidos. Haverá reações!
5 - Em seu breve pronunciamento Dilma foi incisiva e mostra disposição ao dizer: "Não possuo conta no exterior nem ocultei bens pessoais", disse a presidente. "Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas."
6 - O golpe segue na Câmara: A oposição acaba de forjar a abertura de uma sessão dizendo ter pelo menos 258 presentes, depois que um dos vice-presidentes Beto Mansur ameaçou dar falta aos parlamentares que não registrassem presença em plenário, com corte dos salários.Agora pretendem ler o parecer do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a favor da abertura do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Tudo articulado pelos que não tiveram votos para ganhar a eleição.
7 - Valor: "Ministro do STF Marco Aurélio Mello classificou de "inimaginável" que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenha deflagrado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff após deputados do PT decidirem votar pelo prosseguimento do processo de cassação do mandato do peemedebista. "Não se pode atuar dessa forma. A atuação deve ser independente", afirmou o ministro. Marco Aurélio, que já defendeu a renúncia de Cunha do comando da Câmara por causa das investigações do esquema de corrupção da Petrobras, no entanto, minimizou a influência de Cunha no processo."
8 - Em novo trecho da fala de Dilma, se vê que a presidenta se mostra tranquila, mostrando segurança para enfrentar mais um capítulo da sanha golpista dos sem votos.
9 - Interessante que já divulgaram a avaliação da conjuntura feita por uma consultoria que atende ao andar de cima e as corporações, a Eurásia que diz: A presidente Dilma Rousseff vai sobreviver ao processo de impeachment. Para os analistas da empresa de risco político, Dilma pode se beneficiar indiretamente ao enfrentar esse cenário".
PS.: Atualizado às 21:25:
10 - Candidato derrotado Aecio defende impedimento da Dilma e tenta em vão dizer que não é golpe e elogiou a decisão de Cunha.
1 - O jogo entrou num outro patamar desde que o setor financeiro foi pego na tarrafada que levou Delcídio. Suas relações com Cunha são apenas breves linhas de uma grande corda.
2 - Como dissemos aqui ontem, o vice Temer ontem costeou o alambrado e tramou pelo golpe, ao anunciou através de matéria do Valor ontem, que não era candidato à reeleição no caso assumisse o cargo de presidente da República e através de fala de seus aliados que após os três anos no cargo, poderia ser candidato ao governo do estado em aliança com o PSDB. Golpistas escorados no bandido Cunha que assim se tornam iguais e em achaques, golpes e retaliações contra a vontade popular.
3 - Um dos porta-voz do golpe Lauro Jardim, agora do Globo informa que Cunha e Temer tricotaram antes do anúncio do primeiro: "Eduardo Cunha não ligou para o Palácio do Planalto para avisar que deflagraria o processo de impeachment. Mas telefonou para Michel Temer, comunicando o vice da decisão, minutos antes de anunciar publicamente o fato em entrevista coletiva."
4 - Diante dos moralistas que comemoram o achaque de Cunha há moralismo de quem não tem moral. Flertam com riscos desconhecidos. Haverá reações!
5 - Em seu breve pronunciamento Dilma foi incisiva e mostra disposição ao dizer: "Não possuo conta no exterior nem ocultei bens pessoais", disse a presidente. "Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas."
6 - O golpe segue na Câmara: A oposição acaba de forjar a abertura de uma sessão dizendo ter pelo menos 258 presentes, depois que um dos vice-presidentes Beto Mansur ameaçou dar falta aos parlamentares que não registrassem presença em plenário, com corte dos salários.Agora pretendem ler o parecer do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a favor da abertura do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Tudo articulado pelos que não tiveram votos para ganhar a eleição.
7 - Valor: "Ministro do STF Marco Aurélio Mello classificou de "inimaginável" que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenha deflagrado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff após deputados do PT decidirem votar pelo prosseguimento do processo de cassação do mandato do peemedebista. "Não se pode atuar dessa forma. A atuação deve ser independente", afirmou o ministro. Marco Aurélio, que já defendeu a renúncia de Cunha do comando da Câmara por causa das investigações do esquema de corrupção da Petrobras, no entanto, minimizou a influência de Cunha no processo."
8 - Em novo trecho da fala de Dilma, se vê que a presidenta se mostra tranquila, mostrando segurança para enfrentar mais um capítulo da sanha golpista dos sem votos.
9 - Interessante que já divulgaram a avaliação da conjuntura feita por uma consultoria que atende ao andar de cima e as corporações, a Eurásia que diz: A presidente Dilma Rousseff vai sobreviver ao processo de impeachment. Para os analistas da empresa de risco político, Dilma pode se beneficiar indiretamente ao enfrentar esse cenário".
PS.: Atualizado às 21:25:
10 - Candidato derrotado Aecio defende impedimento da Dilma e tenta em vão dizer que não é golpe e elogiou a decisão de Cunha.
Petrolíferas apostam cada vez mais no Gás Natural (GN)
Na segunda-feira o blog postou aqui uma nota sobre inovações e pesquisas em acelerado desenvolvimento para usos mais nobres para o gás natural.
Hoje, o The Wall Street Journal (WSJ) traz a informação de que algumas importantes petroleiras do mundo se juntaram aos ecologistas em defesa de punição e maior tributação contra as usinas movidas a carvão que é a mais poluente do planeta.
Não. O caso não se trata de de altruísmo. Apenas negócios. A maior tributação destas empresas ampliariam as demandas por gás natural.
Hoje, a Shell diz que já produz mais gás que petróleo no mundo. A petroleira inglesa BP também stima que 60% de sua produção atinja 60% com gás natural em 2020. Além das duas, a americana Esso, em 2014, também já possuía quase 50% da sua produção com gás natural.
A guerra que eles abriram é contra o uso do carvão usado para gerar energia, porque consideram que ele é menos taxado que o combustíveis (petróleo) para automóveis. O discurso é de combate às mudanças climáticas, mas a realidade trata-se apenas de uma nova oportunidade de negócios.
Assim, dizem que a troca de 1% da produção de energia com uso do carvão para gás geraria uma redução nas emissões equivalentes a um aumento de 11% na geração de energia renovável.
Neste caso, parece que necessitaria se reavaliar o que é ou não renovável. Há quem considere um exagero ou mesmo equívoco no longo prazo este posicionamento do carvão como vilão e o gás como solução.
Apesar disto, poucos acreditam que a conferência climática da ONU realmente precifique o carbono criando um imposto global sobre seu uso.
Por parte do Brasil, é interessante lembrar que as reservas do pré-sal têm mostrado uma produção mais pujante em gás, até do que de petróleo, o que está levando às pesquisas sobre o seu uso, mais nobre do que a queima para uso em turbinas de usinas termelétricas, ou em uso industrial ou residencial.

Além disso, a possibilidade do transporte do gás, a partir de sua liquefação tornou o uso do combustível, mais próximo do que ocorre com o petróleo. A própria Petrobras já dispõe de 3 terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito) em funcionamento no país. Veja na imagem ao lado o esquema de uma embarcação para transporte de GNL.
Por onde se avança se percebe a pujança que o país pode ter na produção de energia tanto renovável (eólica, solar e biocombustível) quanto a partir do uso da produção de gás natural (GN) em nosso litoral, em especial o pré-sal.
O fato explica e mais que justifica a implantação do Centro de Pesquisa para a Inovação em Gás Natural (CPIG) que começou a funcionar em agosto na USP, com apoio da Fapesp e da perolífera inglesa BG Brasil.
Hoje, o The Wall Street Journal (WSJ) traz a informação de que algumas importantes petroleiras do mundo se juntaram aos ecologistas em defesa de punição e maior tributação contra as usinas movidas a carvão que é a mais poluente do planeta.
Não. O caso não se trata de de altruísmo. Apenas negócios. A maior tributação destas empresas ampliariam as demandas por gás natural.
Hoje, a Shell diz que já produz mais gás que petróleo no mundo. A petroleira inglesa BP também stima que 60% de sua produção atinja 60% com gás natural em 2020. Além das duas, a americana Esso, em 2014, também já possuía quase 50% da sua produção com gás natural.
A guerra que eles abriram é contra o uso do carvão usado para gerar energia, porque consideram que ele é menos taxado que o combustíveis (petróleo) para automóveis. O discurso é de combate às mudanças climáticas, mas a realidade trata-se apenas de uma nova oportunidade de negócios.
Assim, dizem que a troca de 1% da produção de energia com uso do carvão para gás geraria uma redução nas emissões equivalentes a um aumento de 11% na geração de energia renovável.
Neste caso, parece que necessitaria se reavaliar o que é ou não renovável. Há quem considere um exagero ou mesmo equívoco no longo prazo este posicionamento do carvão como vilão e o gás como solução.
Apesar disto, poucos acreditam que a conferência climática da ONU realmente precifique o carbono criando um imposto global sobre seu uso.
Por parte do Brasil, é interessante lembrar que as reservas do pré-sal têm mostrado uma produção mais pujante em gás, até do que de petróleo, o que está levando às pesquisas sobre o seu uso, mais nobre do que a queima para uso em turbinas de usinas termelétricas, ou em uso industrial ou residencial.
Além disso, a possibilidade do transporte do gás, a partir de sua liquefação tornou o uso do combustível, mais próximo do que ocorre com o petróleo. A própria Petrobras já dispõe de 3 terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito) em funcionamento no país. Veja na imagem ao lado o esquema de uma embarcação para transporte de GNL.
Por onde se avança se percebe a pujança que o país pode ter na produção de energia tanto renovável (eólica, solar e biocombustível) quanto a partir do uso da produção de gás natural (GN) em nosso litoral, em especial o pré-sal.
O fato explica e mais que justifica a implantação do Centro de Pesquisa para a Inovação em Gás Natural (CPIG) que começou a funcionar em agosto na USP, com apoio da Fapesp e da perolífera inglesa BG Brasil.
Calendário de IPVA 2016 liberado com aumento feito pelo governo estadual
O IPVA em 2016 no ERJ ficou mais caro para os donos de veículos. A alíquota para carros flex aumentou de 3% para 4%. Veículos movidos a GNV passou de 1% para 1,5%.
O aumento foi proposto pelo governador e aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na tentativa de ampliar a arrecadação e reduzir o déficit do caixa estadual. A Secretaria de Fazenda espera elevar a arrecadação do governo estadual em R$ 550 milhões.
O calendário começará no dia 19 janeiro, vencimento das placas de final 0. As guias para pagamento do IPVA 2016 estarão disponíveis no site do Bradesco a partir de 13 de janeiro. Veja abaixo o calendário:

O aumento foi proposto pelo governador e aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na tentativa de ampliar a arrecadação e reduzir o déficit do caixa estadual. A Secretaria de Fazenda espera elevar a arrecadação do governo estadual em R$ 550 milhões.
O calendário começará no dia 19 janeiro, vencimento das placas de final 0. As guias para pagamento do IPVA 2016 estarão disponíveis no site do Bradesco a partir de 13 de janeiro. Veja abaixo o calendário:

terça-feira, dezembro 01, 2015
Redução de royalties de SJB em 2015 ficará em R$ 71 milhões em relação a 2014
O blog informou aqui sobre a redução estimada das receitas de royalties e participações especiais (PE) que o município de Campos terá em 2015, quando comprado à 2014: R$ 600 milhões.
Agora fizemos as contas para o município de São João da Barra. Até novembro, comparado com novembro do ano passado a arrecadação de SJB, nas quotas mensais, em número redondos foi de R$ 85 milhões, mais 81,8 milhões de Participações Especiais, totalizando R$ 166,8 milhões.
Em relação aos valores recebidos até novembro do ano passado equivalente a R$ 236,3 milhões, a queda de receita foi de R$ 69,8 milhões. Se acrescentarmos a ela a diferença da quota de dezembro, a perda total de receita chegará em torno de R$ 71 milhões em 2015, quando comparado a 2014.
Em termos percentuais, para um orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA 2015) de R$ 524 milhões, esta perda de receita significa 13,7%.
Percentualmente, a perda de receita de Campos com 28% em relação ao orçamento proposto foi maior do que a que se vê no município de são João da Barra.
Agora fizemos as contas para o município de São João da Barra. Até novembro, comparado com novembro do ano passado a arrecadação de SJB, nas quotas mensais, em número redondos foi de R$ 85 milhões, mais 81,8 milhões de Participações Especiais, totalizando R$ 166,8 milhões.
Em relação aos valores recebidos até novembro do ano passado equivalente a R$ 236,3 milhões, a queda de receita foi de R$ 69,8 milhões. Se acrescentarmos a ela a diferença da quota de dezembro, a perda total de receita chegará em torno de R$ 71 milhões em 2015, quando comparado a 2014.
Em termos percentuais, para um orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA 2015) de R$ 524 milhões, esta perda de receita significa 13,7%.
Percentualmente, a perda de receita de Campos com 28% em relação ao orçamento proposto foi maior do que a que se vê no município de são João da Barra.
As traders no agronegócio brasileiro. Quem é a Cargil?
Eu tenho comentado aqui no blog a necessidade de conhecer a forma a economia global para compreendermos os desdobramentos das relações que ela desdobra com o poder e a política no Brasil.
Na campo das exportações, o Brasil tem três principais linhas: agronegócio, recursos minerais sólido e líquido (petróleo). Há exportações de outras mercadorias, mas as commodities são o foco, faz tempo.
Na área do agronegócio, a soja, o milho e agora a retomada e ampliação da carne são destaques.
Neste campo dos alimentos a presença das traders estrangeiras é amplamente majoritária. Elas atuam desde o financiamento de produtores, oferta de insumos e agrotóxicos, áreas para armazenagem, logística de transporte e mercado futuro é extremamente significativo e asfixiante.
É fácil identificar que as mesmas agem articuladas com o capital financeiro através de fundos que financiam as atividades listadas acima, cobram resultados e empurram as sedes das traders para paraísos fiscais, onde o pagamento de impostos é mínimo.
Já não se tratam de multinacionais ou empresas transnacionais. Elas são corporações globais que olham o mundo sem as fronteiras e identificam as regiões apenas como partes de suas cadeias globais de valor.
Na visão do mundo por regiões, o fato do Brasil possuir grande território, vastos recursos hídricos e insolação adequada para alta produtividade, nos tornaram partes iniciais deste processo de formação de valor na área de alimentos.
Porém, mais importante que tudo isto é que estas traders cada vez mais controlam fluxos e preços pelo mundo e limitam as possibilidades de beneficiamento do produto agrícola, em farelo, óleo ou algo mais rentável que acaba sendo feito junto ao consumidor final nos grandes mercados de alimentos.
Assim, hoje, mais que o governo, as grandes traders do setor controlam estes fluxos do agronegócio (soja, milho e carne). No Brasil elas investem cada vez mais nas instalações logísticas (especialmente portuárias) como garantia de redução de custos e ampliação dos lucros.
A lista desta traders que atuam no setor de agronegócio e alimentos no Brasil é puxada pela: Cargil, ADM, Bungue e Louis Dreiffus.
A americana Cargil é a maior do mundo afirma ter sede em Mineápolis, EUA, embora atue de forma cada vez mais espalhada em 68 países, embora com controle altamente centralizado.
Trata-se de uma empresa de capital fechado e de controle familiar (embora isto seja questionado pela financiamento dos fundos) com 150 anos de instalação no mundo e 50 anos de Brasil. No país, informa estar em 1991 municípios de 17 estados e tem escritório central em São Paulo, 19 fábricas, 182 armazéns e 5 terminais portuários.
Para ampliar capacidade de gestão a Cargil está centralizando sua gestão principal em 10 executivos para constituir o que estão chamando de equipe de direção estratégica geral.
A estratégia é integrar a equipe de forma a ampliar ganhos cuidando de forma complementar os desempenhos globais dos setores comerciais. Até então eles eram repartidos em 5 divisões que bem explicam sua atuação do campo ao consumo: cadeia de suprimentos, nutrição animal, proteína animal, ingredientes alimentícios e energia, transporte e metais.
Por fim, interessante observar como estas corporações acabam também influindo na ocupação espacial do país, conforme seus interesses e negócios.
Assim, estas trades já avançam a produção mais para o Norte, por conta da saída logística via os portos do Maranhão e Pará, que aos poucos tendem a reduzir a dependência dos portos de Paranaguá no Paraná e Santos em São Paulo.
Compreender este processo é fundamental para relacioná-los a outros fenômenos que são consequência deste, especialmente, no campo do poder e da política decidindo sobre a economia locais e regionais.
Na campo das exportações, o Brasil tem três principais linhas: agronegócio, recursos minerais sólido e líquido (petróleo). Há exportações de outras mercadorias, mas as commodities são o foco, faz tempo.
Na área do agronegócio, a soja, o milho e agora a retomada e ampliação da carne são destaques.
Neste campo dos alimentos a presença das traders estrangeiras é amplamente majoritária. Elas atuam desde o financiamento de produtores, oferta de insumos e agrotóxicos, áreas para armazenagem, logística de transporte e mercado futuro é extremamente significativo e asfixiante.
É fácil identificar que as mesmas agem articuladas com o capital financeiro através de fundos que financiam as atividades listadas acima, cobram resultados e empurram as sedes das traders para paraísos fiscais, onde o pagamento de impostos é mínimo.
Já não se tratam de multinacionais ou empresas transnacionais. Elas são corporações globais que olham o mundo sem as fronteiras e identificam as regiões apenas como partes de suas cadeias globais de valor.
Na visão do mundo por regiões, o fato do Brasil possuir grande território, vastos recursos hídricos e insolação adequada para alta produtividade, nos tornaram partes iniciais deste processo de formação de valor na área de alimentos.
Porém, mais importante que tudo isto é que estas traders cada vez mais controlam fluxos e preços pelo mundo e limitam as possibilidades de beneficiamento do produto agrícola, em farelo, óleo ou algo mais rentável que acaba sendo feito junto ao consumidor final nos grandes mercados de alimentos.
Assim, hoje, mais que o governo, as grandes traders do setor controlam estes fluxos do agronegócio (soja, milho e carne). No Brasil elas investem cada vez mais nas instalações logísticas (especialmente portuárias) como garantia de redução de custos e ampliação dos lucros.
A lista desta traders que atuam no setor de agronegócio e alimentos no Brasil é puxada pela: Cargil, ADM, Bungue e Louis Dreiffus.
A americana Cargil é a maior do mundo afirma ter sede em Mineápolis, EUA, embora atue de forma cada vez mais espalhada em 68 países, embora com controle altamente centralizado.
Trata-se de uma empresa de capital fechado e de controle familiar (embora isto seja questionado pela financiamento dos fundos) com 150 anos de instalação no mundo e 50 anos de Brasil. No país, informa estar em 1991 municípios de 17 estados e tem escritório central em São Paulo, 19 fábricas, 182 armazéns e 5 terminais portuários.
Para ampliar capacidade de gestão a Cargil está centralizando sua gestão principal em 10 executivos para constituir o que estão chamando de equipe de direção estratégica geral.
A estratégia é integrar a equipe de forma a ampliar ganhos cuidando de forma complementar os desempenhos globais dos setores comerciais. Até então eles eram repartidos em 5 divisões que bem explicam sua atuação do campo ao consumo: cadeia de suprimentos, nutrição animal, proteína animal, ingredientes alimentícios e energia, transporte e metais.
Por fim, interessante observar como estas corporações acabam também influindo na ocupação espacial do país, conforme seus interesses e negócios.
Assim, estas trades já avançam a produção mais para o Norte, por conta da saída logística via os portos do Maranhão e Pará, que aos poucos tendem a reduzir a dependência dos portos de Paranaguá no Paraná e Santos em São Paulo.
Compreender este processo é fundamental para relacioná-los a outros fenômenos que são consequência deste, especialmente, no campo do poder e da política decidindo sobre a economia locais e regionais.
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