segunda-feira, agosto 20, 2012

Ferrovia do Açu para o Rio e Centro Oeste e o centro regional de logística

O blog informou diversas vezes aqui, aqui e aqui neste espaço (em maio e julho deste ano, entre outras postagens mais antigas) sobre os estudos para esta malha de logística. Por último, o governo federal estava decidindo se iria prorrogar algumas concessões em troca de investimentos ou se faria licitações para novas concessões e junto, a inclusão de outros trechos de ferrovias e rodovias.

No caso específico que envolve nossa região dois trechos foram contemplados. O ramal Vitória-Rio com passagem em Campos e interligação com o Açu, em São João da Barra e outro que vai em direção ao Centro-oeste ligando a região à ferrovia Norte-Sul. trechos 5 e 6 do mapa ao lado.

Aqui na região, a FCA que ganhou a concessão durante o governo FHC nunca fez nada além de aproveitar o que estava instalado. Sequer fez ampliações ou melhorias. Ao contrário foi cada vez foi menos ativa, desativando até o transporte de combustíveis na direção do Rio.

Assim, seria um prêmio sem merecimento, agora conceder a esta empresa, o direito de continuar com a concessão em troca de investimentos. Melhor mesmo que o leilão analise as condições que podem ser ofertadas por outros grupos, embora, nada impede que ela mesma possa concorrer e até ser a vencedora em um ou mesmo nos dois trechos.

Um outro comentário a ser feito sobre o assunto desta malha regional é que com este grande projeto de logística, o governo dota o país e oferece ao setor produtivo, condições de crescer usando a infraestrutura a ser criada e/ou ampliada, numa perspectiva de inserção competitiva no cenário internacional.

É evidente que o empresário ganha com estas chamadas condições gerais de produção, mas, o projeto é mais amplo e há que se exigir contrapartidas e estabelecer condições e regulações.

Neste caso o papel mais importante é do governo estadual e dos governos locais que são os gestores diretos do território, onde este capital fixo está sendo instalado.

Os governos locais deveriam se preparar melhor tecnicamente, para uma gestão mais eficiente das políticas públicas de interesse do cidadão, junto aos empreendedores e seus projetos que já estão sendo implantados e outros que virão a seguir. O blog comenta este assunto aqui desdee o ano de 2005.

Fato é que com este anúncio a região se transforma num centro de logística integrada com rodovias integrando importantes pontos da região sudeste, a de maior dinamismo econômico do país, e também em direção a Minas e ao centro-oeste, grande produtor de alimentos e grãos e, assim um grande demandante de estruturas de transportes ligando a portos que permitam a exportação a custos competitivos.  

Com, isto os investimentos do Complexo do Açu ganham outro grande impulso e tendem a entrar numa nova fase, desde que os empreendimentos sejam concluídos e entrem em operação entre 2013 e 2015, após as seguidas alterações nos cronogramas iniciais.

Os municípios da região com estes investimentos e com as infraestruturas que aos poucos serão montadas, ganharão as chamadas vantagens competitivas, extremamente significativas, em negociações sobre a implantação de novos empreendimentos por aqui por nossas bandas.

Dever-se-ia buscar um processo, em que ao invés de atuar passivamente como balcão de análise de propostas, os municípios da região agissem pró-ativamente, apontando e buscando, o almejado desenvolvimento socioeconômico, com inclusão social e a menor desigualdade possível.

É dever das autoridades regionais, governo estadual, prefeituras, órgãos de licenciamento, e Ministério Público (estadual e federal) garantir que todas as condicionantes estabelecidas nos processos de licenciamentos sejam efetivadas, as melhorias no território que já sofre grandes mudanças e sofrerá um grande adensamento populacional, sejam realizadas.

Entre elas, passou da hora, da região, aproveitar e garantir, entre outras coisas que o uso destas ferrovias não sejam apenas para ao transporte de cargas e sim, que sejam aproveitadas para o transporte de pessoas cujo fluxo deve ser também fortemente ampliado como suporte aos negócios e à nova dinâmica econômica que surgirá na região integrando ao sul, a microrregião de Macaé e Rio das Ostras e região dos Lagos a Quissamã-Campos-SJB-SFI e, ao norte, Campos-SJB-SFI, Presidente Kennedy e Marataízes no Espírito Santo.

Desta forma, as viagens para Macaé, para Itaboraí, junto ao Comperj e Rio de Janeiro, e, em direção à Vitória, poderiam prescindir da terrível BR-101, com o uso de trens para passageiros, a serem usados entre o tráfego de cargas as mais diversas.

O problema é que antes de pensar o futuro, nossa comunidade é mercê dos gestores preocupados apenas nas eleições que se sucedem. Resta então à comunidade pressionar os eleitos a abrirem o diálogo em busca de parcerias e sugestões da comunidade em direção aos interesses coletivos. A conferir!

5 comentários:

Anônimo disse...

Acho engraçado uma coisa, agente ouve falar do Açu isso, Porto do Açu aqui, Estaleiro do Açu aquilo outro, e eu estive no Açu no final de semana e fiquei impressionado com o descaso da prefeitura e da Sra. Carla Maria Machado em deixar aquela comunidade abandonada, estive lá a 2 anos atrás e voltei agora e nada foi feito, uma escola que estava em reforma ainda se encontra, nenhuma obra concluída, que prefeita é essa que ta dormindo no ponto gente, era para a comunidade está um brinco, principalmente porque está colocando o nome da cidade no mapa e si quer tem um caixa eletrônico ou loteria. Um absurdo, nota ZERO para a prefeitura e nota 6 para a LLX por está fazendo 35 km de asfalto, dou 6 porque não é dever da empresa assumir responsabilidade por essa obra, e sim da prefeitura e estado, e também pelo tempo que demoraram para começar, só no ano eleitoral começaram. Antes tarde do que nunca, mas o pessoal do Açu tem que acordar, do jeito que tá não dá pra ficar! Prefeita carta, onde andas? Vê-se que não anda por lá faz tempo.

Daniel Santos/RJ

Anônimo disse...

Boa Noite,Professor, são grandes empreendimentos sensacionais que avançarão nos próximos anos, estão unidos governo federal,estadual e o municipal? O municipal está se preocupando muito mais no momento com as eleições, não estão nem aí para o crescimento e o desenvolvimento. Se esperarmos pelo governo municipal estamos ferrados...

Anônimo disse...

Caro Roberto

Saudações e parabéns pelo Blog

Uma informação que gostaria de obter :

A ferrovia, a linha que ligará Campos ao centro oeste, objeto de concessão, passará por Itaperuna?

Sabes o trajeto completo?

Obrigado

Luís Adriano P. Da Silva
Diretor de operações da Faculdade Redentor

Roberto Moraes disse...

Caro Adriano,

Os editais e estudos não foram liberados, por isto, eu não temos como informar com certeza sobre este longo trajeto.

Porém, posso estimar, por tudo que conheço quenão deve passar pelo município de Itaperuna, mas, próximo, no amonho para Minas em direção ao Centro-Oeste.

Até onde sei o conceito principal desta via de transportes, basicamente de cargas, prevê poucos pontos de paradas, para ganhar em velocidade de transporte, entre os principais pontos de transferência destas cargas.

O estudo de cargas que certamente já existe é que apontará intereses neste modal.

A nível regional e de estado seria interessante que esta conexão pudesse ser feita.

Isto demandaria uma articulação política-institucional para apontar possbilidades. Porém, o sucesso desta intervenção dependerá da apresentação de propostas de cargas que pudessem usar este ramal como modal de transporte.

Sds.

Guilherme Gomes disse...

Na pagina http://www.brasil.gov.br/infograficos/mapa-ferroviario-do-brasil
Vera como ficara o novo trajeto. "Ferrovias planejadas" la também tem os trajetos já existentes.