quarta-feira, julho 05, 2017

A diferença entre parceria e entrega no setor de refino de petróleo no Brasil

O termo de compromisso da Petrobras com a petroleira chinesa CNPC, anunciado ontem, numa parceria para investimentos e conclusão das obras de implantação do Comperj, em Itaboraí,  tem natureza distinta daquela dos chamados "desinvestimentos" e venda de ativos que estão sendo feitos pela atual administração do Parente.

A acordo com a CNPC em que esta assumiria uma participação no negócio proporcional ao investimento vai numa linha contrária ao que vinha sendo feito pela atual direção.

A lógica tem mais a ver com a direção anterior que ampliou e integrou as atividades da estatal, do que o atual desmonte, com o fatiamento das diversas áreas tocadas por subsidiárias da Petrobras.

É importante que se compreendam estas diferenças.

Ainda na área de refino, observando o interesse no Comperj, o que continua a não fazer sentido é vender petróleo cru e deixar o país importar derivados, como aconteceu em junho na proporção de quase meio milhão de barris por dia.

O fato faz com que cerca de 25% da capacidade instalada de refino esteja ociosa.

Nesta linha, a conclusão do Comperj e de sua capacidade de refino, mantida esta atual realidade de importação de derivados, a conclusão do Comperj seria apenas para ampliar a capacidade ociosa de refino.

A não ser que a medida seguinte seja vender unidades de refino para a francesa Total como se comenta. A conferir!

Um comentário:

Braulison disse...

Só uma forma diferente do mercado apropriar-se de ativos nacionais. E urgente tarifar a remessa de lucros ao exterior.