terça-feira, agosto 05, 2008

Presidente Kennedy no ES, também terá porto e mineroduto

Foi assinado na última sexta-feira, no Palácio Anchieta, em Vitória, um protocolo de intenções entre o grupo Ferrous e o governo do estado do Espírito Santo para a construção de um porto, na cidade capixaba de Presidente Kennedy, no extremo sul daquele estado e vizinho ao município de São Francisco do Itabapoana, no extremo norte do estado do Rio de Janeiro num investimento projetado de US$ 2,7 bilhões. Há expectativas que o empreendimento gere 800 empregos diretos quando o porto estiver em funcionamento. Estima-se que durante a fase de construção, este número seja duas a três vezes maiores, devido à implantação de três usinas de pelotização na retroárea do porto com o objetivo de exportar minério de ferro sob a forma de pelotas. A previsão é a de que o mineroduto da Ferrous trará o minério do quadrilátero ferrífero, na região de Congonhas, mais especificamente das minas de Viga e Esperança, duas das que foram adquiridas pela Ferrous terá cerca de 400 km de extensão e 36 polegadas de diâmetro. A solução do mineroduto foi considerada mais barato, do que implantar uma ferrovia. Este mineroduto será responsável pelo transporte de 50 milhões de toneladas de minério por ano para serem exportados pelo porto de Presidente Kennedy.
A Ferrous foi criada a partir de fundos de investimentos com origem em recursos vindos da Austrália, Inglaterra e Estados Unidos. A Ferrous, na verdade um consórcio de investidores começou seus investimentos no Brasil com a aquisição de quatro minas no chamado quadrilátero do ferro em Minas Gerais. Além de já ter adquirido quatro minas, sendo duas com passivos ambientais muito grandes (Viga e Serrinha), a empresa utiliza 18 sondas de pesquisa em outras áreas.
O mineroduto da Ferrous será o terceiro que cortará vários municípios do Estado. A Samarco, instalada em Ubu, Anchieta, produz 21 milhões de toneladas de pelotas com o minério que chega às três usinas por meio de dois minerodutos. A construção de todo o complexo só começará, no entanto, depois que todo o processo de licenciamento ambiental estiver concluído, o que poderá levar algum tempo, tendo em vista que o procedimento envolve vários municípios capixabas e de Minas Gerais. A escolha do Espírito Santo para o investimento se deve, segundo um dos membros do conselho de administração da Ferrous, o diplomata e empresário Jório Dauster, às condições geográficas de instalação de um porto com cerca de 20 metros de calado, além de áreas propícias para novas pelotizadoras. Segundo o diretor financeiro da Ferrous, Robert Graham, até meados de 2009, a empresa pretende iniciar as obras do porto em Presidente Kennedy, que entrará em operação em 2013. Até lá, a empresa exportará o minério pelo Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Já as usinas de pelotização deverão começar a operar somente a partir de 2014.
Além do plano de exportar, pelo Porto de Presidente Kennedy, 50 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, a Ferrous tem pretensões de usar o porto para outras atividades logísticas, além da exportação de minério de ferro. Projeta-se também abrir o terminal para embarque de produtos diversos e para contêineres, além de operar ainda um desembarque de carvão mineral.
Qualquer semelhança com o projeto do grupo EBX, do Eike Batista não parece coincidência. O grupo Ferrous já adquiriu em Presidente Kennedy, próximo a praia das Neves, mais especificamente na localidade de Morobá, uma área de 11 milhões de metros quadrados para instalar o porto e sua retroárea, designando outra área, para a constituição de uma unidade de preservação ambiental. Um terceiro espaço seria reservado para um distrito industrial que poderia abrigar também uma siderúrgica. Há um certo frisson, em Presidente Kennedy, com o anúncio deste mega-investimento. Ainda na região sul do estado, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Lucas Izoton, há a previsão de execução de um projeto da Baosteel, em parceria com a Vale, na região de Ubu, em Anchieta, na área vizinha à Samarco, para a construção de uma siderúrgica com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de aço por ano com atração de outras empresas para um pólo industrial.
Fonte: A Gazeta-ES.
PS.: Para ver a imagem em tamanho maior clique sobre ela.

4 comentários:

margarete disse...

Que bom que as pessoas estão começando a acordar para esta notícia. Até a semana passada a população dos distritos de Presidente Kennedy estavam sozinhos numa situação bastante estranha. Investidores estavam abordando proprietários de terras com estratégias inescrupulosas para adquirirem terras a preço de banana.
Não é atoa que a distribuição de renda no Brasil continuará sempre injusta. Os grandes empresários acham que podem enganar as pessoas. Sou proprietária e até ameaças da nossa integridade estamos sofrendo.
Estamos lutando para que diante do valor do empreendimento aqueles a quem a terra sempre esquecida no meio do nada foi o próprio sustentos eja recompensado com justiça.

JOCRUZ disse...

AGORA É A HORA DE PESSOAS NASCIDAS E CRIADAS NESTE MUNICÍPIO MOSTRAREM SEUS VALORES,ESTAMOS FALANDO DE TERRAS QUE PASSAM DE PAIS PARA FILHOS NESTA LOCALIDADE,SÃO TERRAS DE PESSOAS QUE ESTAVAM DESACREDITADAS MEDIANTE A SITUAÇÃO FINANCEIRA QUE VIVIAM,DEPENDENDO DA AGRICULTURA E PESCA QUE HOJE JÁ NÃO GARANTEM UMA ESTABILIDADE BOA,ENTÃO SE O OS PRIOPRIETÁRIOS DE GRANDES LOTES NÃO SE VALORIZAREM,A HERANÇA QUE HOJE ESTÃO COM ELES VÃO CONTINUAR A VALER O QUE VALIA ANTES"NEM 1 REAL".

Luiz Braz disse...

E maravilhoso saber que uma cidade como Presidente Kennedy que a poucos tempos so era lembrada como uma cidade pacata, e vir a receber um investimento de tamanha proporção trazendo ao municipio uma cerie de valores, tanto financeiros em imoveis como morais, mas isso so teve tamanha repercução mediante à tal investimento.
Sou morador de Presidente Kennedy e fico muito feliz que a cidade tenha portas abertas, e ciencias que investimento só trara desenvouvimento ao municipio. Hoje o Municipio esta muito bem servido com o serviços de responçabilidade socio-economico e uma população com sentimentos favoraveis e com reconhecimento deste.

Felipe Online disse...

Muitos não sabem reconhecer o valor da sua terra, os recursos naturais de PK e região será afetado, assim como sua qualidade de vida. Vem o emprego, progresso, industrialização e vai-se a paz, natureza, saúde. A população precisa ficar de olhos abertos e não ficar calados vendo suas vidas se tranformarem em lixo.