segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Produção da Shell no Brasil deverá atingir 500 mil barris por dia ainda este ano

A petroleira anglo-holandesa Shell, lucrou no ano passado, a bagatela de US$ 12,977 bilhões, quase o triplo de 2016. No Brasil, a Shell depois que comprou a petroleira britânica BG já é a segunda maior produtora. Em dezembro passado a ANP registrou a produção da Shell em 402 mil barris por dia no Brasil.

Para 2018, a Shell estima a ampliação da produção no Brasil em cerca de 100 mil barris por dia de óleo e gás equivalente (boe). Este aumento se dará em função de três plataformas (P-67; 68 e 69) previstas para entrarem em operação este ano.

Assim, a produção de 500 mil barris por dia que antes era par ao ano de 2020, foi antecipada em dois anos. O Brasil é uma joia.

Não é por outro motivo que a direção mundial da Shell não deixa de conversar ao pé do ouvido com o presidente golpista e com a Dra. Carminha do STF.


4 comentários:

Gian Vascão disse...

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42907436

Roberto Moraes disse...

Caro Gian,

Esta matéria da BBC dialoga bastante com o outro artigo que publiquei no blog na última sexta-feira, 02 fev. 2018:

"O atual cenário de produção e preços do barril de petróleo: segue a disputa EUA (xisto) x Opep. Geopolítica do petróleo só migrará para a geopolítica dos renováveis daqui a 3/4 décadas":

http://www.robertomoraes.com.br/2018/02/o-atual-cenario-de-producao-e-precos-do.html

Felipe Carlos Goncalves disse...

Professor Roberto, se possível, gostaria de sua análise sobre o artigo publicado no IPEA que confronta muitos dados do petróleo ao ressaltar que a demanda global pela commodity está estagnada.

Será que as petrolíferas e os governos não estão especulando demais sobre a importância e valor do petróleo quando a mola mestra dessa equação, o consumidor, não tem mostrado a mesma tônica sob o prisma econômico?

Obg, veja link:

http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/boletim_internacional/171219_bepi_23_art01.pdf

Roberto Moraes disse...

Caro Felipe,

Eu vou ler o artigo do Ipea assim que puder.
Porém, numa rápida vista no mesmo, já vi que ele trabalha com dados da AIE do 3º trimestre de 2016 referente à demanda mundial de 96,8 milhões de barris que era pouco acima dos 96 milhões de barris do ano anterior de 2015.

Apesar de um crescimento de consumo ainda relativo, mas no final de 2016 e 2017, ele se ampliou e agora a AIE já tinha identificado este aumento da demanda.

Em janeiro deste ano a Agência Internacional de Energia (AIE) já previa um consumo de 100 mil barris por dia. E para 2019, um consumo de 101,76 milhões de bpd. Veja no link abaixo:
https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN1EY239-OBRBS

Ainda assim, é certo também que se trata de um mercado (da mercadoria mais negociada do mundo) que mexe com muitos interesses e negócios e portanto com especulação. Onde entram as informações e contrainformações. Sobre consumo, estoque, capacidade de produção, Opep x Xisto dos EUA, etc. Nesta disputa entra não apenas as petroleiras, mas as grandes traders que negociam o óleo cru e os derivados. Entre elas a Vitol, Trafigura e outras. As trades ganham com estas diferenças entre preços de compra e venda. É bom recordar que em 2015, no auge dos baixos preços do barril, ambas tiveram os seus maiores lucros históricos.

Há ainda nesta análise os interesses geopolíticos, não apenas do petróleo, mas agora também a geopolítica dos renováveis e uma entrará na outra, de forma especial daqui a 3/4 décadas, conforme escrevi numa postagem anterior aqui no blog no dia 2 de fevereiro:

http://www.robertomoraes.com.br/2018/02/o-atual-cenario-de-producao-e-precos-do.html

Sds.