Estamos entrando na fase derradeira da campanha presidencial. Toda movimentação a favor (digital e nas ruas) é útil para a arrancada final do presidente Lula, porém é preciso ter muita atenção para os riscos que possam impedir o acesso dos seus eleitores aos locais de votação para garantir a menor abstenção possível.
Nesse sentido, a equipe de campanha de inteligência de Lula precisa voltar suas atenções para prevenir boicotes ao deslocamento de seus eleitores no dia 25 de outubro, no 2⁰ turno.
Os institutos de pesquisas e analistas têm registrado, insistentemente e com muita ênfase, que o número de eleitores que não foram votar, ou se abstiveram no 1⁰ turno, votam em maioria expressiva em Lula, assim como o maior risco de abstenção na faixa de menor renda que já opta majoritariamente no presidente.
Desta forma, assegurar e garantir essa presença nas urnas é fundamental. Os números variam por região, mas de uma forma geral, os que escolhem Lula, são os que oferecem mais risco de não comparecerem às urnas.
Ou seja, a questão primeira é estimulá-los a tomar a decisão de ir votar. A segunda questão é assegurar e garantir que esses eleitores tenham condições, transporte e acesso para chegar até à sua urna eleitoral.
No 1º turno a troca de muitos locais de votação das seções eleitorais já trouxeram muitos problemas aos eleitores. Garantir a presença dos eleitores é função básica da Justiça Eleitoral, que aliás, deveria garantir transporte gratuito a todos os eleitores, em especial, nos locais de difícil acesso e acesso ao transporte regular.
Todos sabemos dos pesados esquemas da turma do Bolsonaro em 2022 que usou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para criar bloqueios em regiões de maior votação de Lula no 1⁰ turno, como foi o caso em especial do Nordeste.
Agora, em 2026, o filho, não dispõe da máquina federal para esses esquemas, mas sabemos das suas ligações com forças de segurança dos Estados, guardas civis municipais e mesmo com grupos de milícias espalhados pelo Brasil.
Sabemos ainda que a eleição tende a ser decidida por pequena margem de votos. Desta forma, é prudente que existam observadores e uma equipe de inteligência da campanha antenada para os riscos desses movimentos para assim acionar as autoridades eleitorais e à Polícia Federal,
É fato que a PF não pode agir à revelia do TSE, mas deve agir forma conjunta com a Justiça Eleitoral, o que já traz um complicador se as ações forem tomadas em cima da hora e só no dia da eleição. Também sabemos que a presidência e vice-presidência do TSE têm sido extremamente hostis à campanha de Lula e pode fazer vista grossa para essas ameaças.
Assim, é fundamental que que a campanha se organize junto com sua estrutura jurídica para monitorar e denunciar movimentos nesse sentido, inclusive criando mecanismos de denúncia sobre movimentações desde os estados e municípios. A virada eleitoral já está acontecendo. Agora é hora de garantir que essa maioria pró Lula se efetive nas urnas.
#BoraLula

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