domingo, junho 22, 2014

Robôs nas indústrias do Brasil

O Valor Online trouxe na semana que passou, uma matéria de página inteira sobre o avanço da automação e do uso de robôs na indústria brasileira, a começar pelas montadoras de automóveis.

O avanço é tão grande no Brasil que o aumento de produtividade permitiu que as montadoras reduzissem de 80 trabalhadores para cada mil veículos produzidos há vinte anos, para apenas 35 na atualidade.

O uso dos robôs nas montadoras que antes se davam apenas na área de pintura e solda já avançou para  fechamento de carrocerias e outras com uso de redes sem-fio (wi-fi) como na produção do March na fábrica recém inaugurada Nissan, em Resende que trouxe 88 robôs do Japão.

Foto Divulgação da Nissan de sua fábrica em Resende, RJ.
A indústria automobilística que é a pioneira no uso da robótica foi responsável pela aquisição de 70 mil robôs de um total de 179 mil comercializados ano passado no mundo. Depois vem a indústria eletrônica e a seguir, a de alimentos.

Resta saber se os ganhos de produtividade gerados por este processo serão, mesmo que em menor proporção, de alguma forma, dividido com a força de trabalho que restarão nas indústrias para a produção.

Um exemplo que nos chamou a atenção é da Nissan em Resende, onde a instalação da montadora exigiu investimentos de R$ 2,6 bilhões, numa planta com capacidade de produzir 200 mil carros por ano, com apenas 1,5 mil empregos.

Isto dá uma relação de R$ 1,3 milhão por emprego gerado. (Sobre o assunto veja postagem aqui do blog em 16 de abril de 2014). Agora sabemos que parte deste total de investimentos foram para importar 88 robôs do Japão.

Evidente que a qualidade do emprego se modifica. Exige-se maiores e melhores formações. O salário cresce por se tratar de mão de obra mais qualificada e com mais anos de estudo. Porém, o volume geral de recursos destinados à força de trabalho nunca é igual à despendida anteriormente, o que permite discutir as vantagens que tudo isto pode trazer para os trabalhadores e também para o país. Os carros serão mais baratos?

A não ser que invertamos o eixo das discussões pensando aumento da produtividade para também oferecer aos trabalhadores ganhos que possa ser, por exemplo, de redução das cargas horárias de trabalho per capita.

Esta possibilidade permitiria então a contratação de maior quantidade de trabalhadores, equilibrando assim a relação entre mão de obra empregada e demanda por novos produtos, sob pena de estrangulamento das demandas por desemprego.

Enfim, um debate antigo, apenas atualizado sob uma nova realidade de ampliação exponencial do processo de informatização não apenas das áreas de serviços e comunicação, mas, também da produção industrial.

sábado, junho 21, 2014

Falso moralismo & incoerências

Quer dizer que o “moralizador” Aécio fecha acordo com mensaleiro Roberto Jeferson do PTB preso em Niterói por conta de mais 1 minuto na TV e acha que o problema é o mensalão dos outros?

Quer dizer que é assim, não serve para apoiar o adversário, mas, serve para lhe apoiar? Jefferson assim se junta a Eduardo Cunha e Picciani no apoio a Aécio.

Desdenhando vai comprando apoios enganando os bobos com apoio da mídia.
Isto para a seletiva mídia comercial parece não ser problema e nem motivos de questionamentos em suas pautas, assim como o esquema do mensalão mineiro ou do trensalão tucano de São Paulo.

Só hipócritas podem acreditar que esta seja a diferença.

Moralistas udenistas, além de hipócritas da atualidade que lembram o lacerdistas contra Getúlio em 1954.

O resultado dito não parece ser ruim para a Dilma que vai se livrando de alguns pesos mortos de alguns destes aliados, que divergem da necessária pauta de mudanças que não pode ser feita com as resistências de dentro do governo. 

Verdade que eleição é voto, mas, se livrar destes pesos, mantendo ainda entre 13 e 14 minutos de rádio e televisão contra cerca de 5 minutos de Aécio (agora com os 1” min 15 seg do PTB) não parece problemas.

O PSDB deve mesmo comemorar as alianças com Roberto Jefferson, Eduardo Cunha e Picciani, porque assim fica claro que o moralismo é falso, como se disse e tem a única função de servir para olhar o quintal do vizinho.

Continuemos acompanhando o quadro político!

Os nossos Campos dos Goytacazes neste 1º dia de inverno

Porque hoje é sábado, mais um pouco dos nossos Campos dos Goytacazes, neste primeiro dia do inverno 2014. Bom final de semana para todos!




Maiores mercados de automóveis do mundo

Os números abaixo explicam porque o Brasil continua a ser atrativo para montadoras de diferentes partes do mundo. A estatística é referentes aos quatro primeiros meses de 2014.

Na liderança a China com 6,8 milhões de unidades vendidas. Em segundo, os EUA com 5,1 milhões. Em terceiro o Japão com 2,2 milhões. O Brasil é o quarto  com 1,054 milhão de unidades vendidas. A Alemanha em quinto com 1,050 milhão.

Lembramos que os números são apenas do primeiro quadrimestre. A grosso modo um terço da estimativa anual.

As vendas mundiais no primeiro quadrimestre de 2014 por marca teve a liderança da Toyota com 2,1 milhões de unidades, seguido da Volkswagem, com aproximadamente 2 milhões de carros vendidos.

Este quadro, se de um lado mostra o tamanho de nosso mercado e ampliação do poder de renda de uma parte importante da população, de outro preocupa pela viés da matriz rodoviarista no transporte público no país, mas de forma muito especial, nas grande metrópoles brasileiras.

Não é simples mexer nisto, tanto pelo peso que o setor automotivo tem sobre a industrialização brasileira, num momento delicado por conta das pressões em sentido contrário, quanto pelo questionamento de que o problema só surge agora quando as classes de renda mais abaixa alcança esta possibilidade de ter o seu carro.

Os fatos mostram a complexidade do problema que não pode ser negado, porque novas montadoras estão ainda vindo para o Brasil atrás deste imenso mercado, onde o automóvel é ainda muito caro. Alegam que a questão é do tamanho de nosso imposto.

Porém, já foi amplamente provado que o lucro das montadoras em nosso país é muito maior do que na imensa maioria dos demais países. Quem quiser saber sobre isto leia aqui boas matérias sobre o "Lucro Brasil" feito pelo jornalista Joel Silveira Leite em seu blog.

São três matérias amplas e esclarecedoras. (1, 2 e 3) Elas colocam no devido lugar esta discussão que no capitalismo é explicado pela reduzida concorrência. Assim, se vive um paradoxo: a vinda de mais montadoras pode reduzir estas margens de lucro, mas, também amplia o problema da alternativa rodoviarista.

Brasil é o 2º maior investidor direto estrangeiro na União Europeia

Confesso que ainda desconfio dos dados: 

"O Brasil é o segundo maior investidor estrangeiro direto na União Europeia (UE), com um aporte de € 21 bilhões em 2013, informou nesta sexta-feira a Eurostat, órgão de estatísticas do bloco europeu. O maior investidor direto estrangeiro são os Estados Unidos com um volume muito maior: € 313 bilhões."

A informação foi publicada aqui pelo Globo Online.

Ainda espantado eu concluo:
A nossa elite econômica branca queria ser mesmo europeia. Eles só acreditam nos europeus. Lá colocam o seu dinheirinho.

Assim, não é difícil entender que eles desejem que tudo aqui vá mal por aqui e melhor por lá, que consideram o centro do mundo. Desta forma, eu começo a entender os xingamentos da abertura da Copa.

Imagine o quão difícil é construir uma Nação com uma elite destas.

Pensando bem, melhor resultados vem dando os investimentos em nosso povo e nossa gente.

E sigamos em frente!

sexta-feira, junho 20, 2014

As alterações dos tempos de horário eleitoral nas eleições do RJ

Com a ampliação da aliança do candidato do PT, agora com PV, PCdoB e mais PSB, o senador Lindbergh deverá ter em torno de 5 minutos e meio no programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

O governador Pezão deverá ter entre 6 e meio a 7 minutos. Garotinho (PR e PTdoB), 1 munto e meio, quase o mesmo de César Maia. Maia se conseguir também no apagar das luzes das convenções convencer o PSDB a se coligar com ele terá cerca de 2 minutos e meio. Crivella, terá 1 minuto. Isto em números aproximados.

O fato mostra a importância que teve para o candidato do PT a aliança com o PSB. Interessante observar que os dois primeiros colocados hoje nas pesquisas Crivella e Garotinho são os que terão os menores tempos de rádio e televisão.

É bom observar, que numa eleição com a Copa do Mundo no Brasil, e a consequente redução do tempo de campanha, e ainda com índice de indecisos superior à um terço do eleitorado e com cinco candidatos bastante competitivos, o tempo de propaganda eleitoral para chegar a mensagem ao eleitor deverá ter uma importância bastante grande.

Ainda acontecerão outras convenções até o próximo dia 30, data limite e outras alterações poderão ocorrer neste tabuleiro da disputa estadual. A conferir!

Aliança Romário e Jandira com Lindbergh mexe com o quadro eleitoral no ERJ

O jornal O Dia traz a informação que pode mexer no complexo jogo da eleição no estado do Rio de Janeiro. Leiam a matéria replicada e, em seguida um breve comentário do blog:

Foto do Diretório Estadual do PT (PT-RJ)


"Lindberggh anuncia apoio do PT à candidatura de Romário ao Senado"
'Fizemos um gol de bicicleta nos últimos minutos', declarou o senador petista, anunciando a coligação entre os partidos"

Aurélio Gimenes

"O deputado federal Romário (PSB) será candidato ao Senado na chapa de seu partido com o PT. A coligação foi anunciada nesta sexta-feira, durante convenção do PT, realizada no Rio de Janeiro, e um dia após o deputado federal Miro teixeira (PROS) desistir de sua candidatura ao governo do Rio.

Miro articulava uma aliança com o PSB e anunciou sua renúncia, nesta quinta-feira, alegando a "falta de ambiente político" para a coligação entre os partidos. "Fizemos um gol de bicicleta nos últimos minutos", disse o senador, que irá com líderes petistas à sede do PSB, no Rio, integrar a convenção às 14h30. Romário também estará lá.

O apoio ao Romário dará um peso maior à campanha de Lindbergh no Rio, uma vez que o senador petista tem encontrado dificuldades para parcerias políticas no Estado. Lindberg virá candidato a governador na chapa, e Roberto Rocco (PV), como vice, conforme havia sido anunciado. Sobre a aliança partidária, o senador petista declarou que "é a recomposição das esquerdas no Estado".

Em rápida entrevista na sede do PT, nesta sexta-feira, Lindberg destacou a articulação feita entre os partidos, e acredita que a aliança terá efeitos políticos não só no Rio. "A aliança terá uma importância muito grande, até mesmo em outras partes do país. Nem Dilma e Lula participaram desse arranjo, com a desistência do Miro Teixeira à candidatura ao governo. Isso também vai mexer em outro lado, o PMDB no Rio", afirmou Lindbergh.

Apesar de defender o projeto das UPPs, Lindbergh voltou a criticar a política feita no Estado, afirmando ser um governo elitista: "Precisamos de mais distribuição social e uma distribuição social dos PMs na Baixada Fluminense. Não pode ter tantos PMs na Zona sul e quase nada na Baixada", disse o senador, que ex-prefeito de Nova Iguaçu."


Evidente que esta decisão mexe bastante com a eleição. Atrapalha bastante Pezão. Garotinho que tinha esperanças de se coligar com Romário também perde. 

A coligação abre espaço para Eduardo Campos no estado, mas, muito pouco. Na última pesquisa do Ibope no Rio os candidatos à Presidência tinham os seguintes números: Dilma 36%, Aécio 15%, Eduardo Campos 8%, Demais 7%. Nenhum 33%. Ou seja: Dilma 36% x 30% a soma dos demais candidatos somados.

Com um patamar destes e com a junção de Jandira com Romário este tem as eleições nas mãos. Isto potencializa a candidatura de Campos, mas, também ajuda a de Dilma e, de certa forma isola Aécio. 

O fato demonstra que embora faltem apenas dez dias para as convenções estaduais, outras mudanças podem acontecer. A conferir!

PS.: Atualizado às 18:44: Com a ampliação da aliança do candidato Lindbergh, agora entre PT, PV, PCdoB e PSB, deverá ter em torno de 5 minutos e meio no programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

O governador Pezão deverá ter entre 6 e meio a 7 minutos. Garotinho (PR e PTdoB), 1 munto e meio, quase o mesmo de César Maia. Maia se conseguir também no apagar das luzes das convenções convencer o PSDB a se coligar com ele terá cerca de 2 minutos e meio. Crivella, terá 1 minuto. Isto em números aproximados.

O fato mostra a importância que teve para o candidato do PT a aliança com o PSB. Interessante observar que os dois primeiros colocados hoje nas pesquisas Crivella e Garotinho são os que terão os menores tempos de rádio e televisão.

Indústria naval brasileira: custos, empregos e expansão ligada ao setor de petróleo

Hoje, os custos na indústria naval estão assim distribuídos: material, peças e equipamentos compõem 65% dos custos; 20% é mão de obra; e 15% seriam custos complementares. A informação é do Carlos Padovezi, diretor de Operações e Negócios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Há alguns dias metalúrgicos de Rio Grande e Angra dos Reis reivindicavam reajustes e acertaram um percentual de 9,5%, vale refeição mensal entre R$ 335 a R$ 400 e um piso básico da categoria que avançou de R$ 960 para R$ 1.060.

Em época de pleno emprego acaba sendo uma oportunidade para os trabalhadores terem aumento reais de salário, em função do aumento do seu poder de pressão na negociação. Hoje, o salário básico não é nenhuma maravilha, para um tipo de trabalho de grande desgaste físico, desempenhado, num setor em que a maior parte do trabalho é desenvolvido ao ar livre, exposto às intempéries, calor, frio, vento e chuva.

Os empregadores do setor naval nacional, assim como outros, alegam que precisam ampliar a produtividade para não perder a competitividade na disputa com os estaleiros internacionais.

É deste jogo e das negociações que se tenta avançar. Olhando o peso dos percentuais de custo da indústria naval, se observa que ao invés de impedir aumentos reais sobre 20% dos custos com mão de obra, parece, mais interessante atuar sobre os insumos, embora, eles também tenham embutido um peso da mão de obra.

Porém, o país não deve buscar ser competitivo só se mantiver baixos salários, porque é uma política de pernas curtas. Neste sentido, os últimos mandatos do governo federal, a União fez a sua parte, ao obrigar que uma parte de conteúdo nacional (65% no conjunto).

O fato criticado por empresas estrangeiras e pela Agência Internacional de Energia (AIE) que alega aumento dos custos de exploração do Brasil, tem sido determinante, na ampliação do número de empregos no setor,hoje, próximo de 100 mil empregos. Enquanto, em 2003 eram apenas 7 mil empregos em todo o país.

A região teria no projeto original do grupo EBX no Açu, o estaleiro (UCN) da OSX, mas, o projeto está suspenso. Ainda assim, há em desenvolvimento numa área na entrada do canal do terminal 2 do Porto do Açu, a montagem modular de plataformas (veja aqui), pelo Consórcio Integra (Mendes Jr. e OSX) para serem integradas aos cascos de plataformas que serão estão sendo construídos no estaleiro Rio Grande, controlado pela Engevix Construções oceânicas (Ecovix), instalado no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, junho 19, 2014

Miro confirma desistência na disputa para o governo do Rio

Em carta ao presidente do Pros, seu atual partido, o deputado federal Miro Teixeira confirma a desistência para a disputa para o governo do Estado do Rio de Janeiro. Miro não culpa ninguém alega circunstâncias e "falta de ambiente" para coligação com o PSB no estado.

PS.: Atualizado às 17:14: Na pesquisa do Ibope divulgada há alguns dias Miro pontuou com apenas 1%. O fato deve ter pesado em sua decisão.

Nova pesquisa do Ibope mostra estabilidade do quadro eleitoral

Apesar da estratégia: vaia, xinga, pesquisa, os números divulgados há pouco pelo Ibope/Globo sobre a disputa presidencial indica que o quadro é o mesmo de antes: Dilma 39%; 21% Aécio; 10% Campos.

Nas simulações de 2º turno os números melhoraram um pouco para Dilma:
Dilma 43% x 30% Aécio; Dilma 43% x 27% Campos. Antes a diferença para Aécio era de 9% (42% x 33%) e agora é de 13%. E, em relação a Campos, a diferença era 11% (41% x 30%) e passou a ser de 16%. Aqui está, talvez, uma das maiores mudanças. No confronto direto já começa a haver sinalizações, mesmo com a queda da popularidade do governo. Ninguém vota assim nas urnas e sim nos candidatos.

Na pesquisa espontânea, Dilma fica com 25%; Aécio com 11% e Eduardo Campos, com 4%. E o ex-presidente Lula ainda aparece com 3% dos votos.

Em votos válidos que é como a apuração se dá sem os indecisos, brancos e nulos Dilma tem 49,3% x 50,7% de todos os demais candidatos somados, o que pela margem de erro é de 2,2%, que a eleição pode ser decidida no 1º turno.

Agora observem o que está só no final da matéria do Globo Online, quase um rodapé: "A pesquisa Ibope/CNI mostra um cenário estável para a presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral, apesar da queda de popularidade. Isso porque, em levantamento realizado pelo Ibope/Globo em 22 de maio, Dilma aparecia com 40% das intenções de voto; Aécio com 20%; Eduardo Campos com 11%."

Há ainda alguém que queira falar em imparcialidade? Observem que o horário eleitoral por enquanto é só da oposição nos telejornais diários. A de Dilma virá ainda. Agora veja o que é manchete em O Globo: "Popularidade do governo de Dilma cai de 36% para 31%".

Porém, a pesquisa sobre as escolhas eleitorais são as mesmas. A manchete poderia ser considerando os números: "Quadro estabilizado em nova pesquisa do Ibope" apesar da redução da popularidade do governo.

Enfim, continuamos acompanhando.

PS.: Atualizado às 13:23.
Atualizado às 17:20: Embora sejam pesquisas de institutos diferentes, os números do Ibope, desta pesquisa, entre 13 e 15/06, são praticamente iguais aos do Vox Populi entre 31/05 a 01/06. O fato pode reforçar a hipótese de que em duas semanas quase nada se alterou. Pelo Ibope Dilma tem 39%; Pelo Datafolha tinha 40%; Aécio 21% nos dois; já Campos teve 8% no Datafolha e o Ibope de hoje deu 10%.

Atualizado às 22:52: E a melhor veio agora à noite: o JN apresentou a pesquisa do Ibope apenas como de avaliação do governo e nem citou que existiam os números da intenções de voto, porque lá Dilma sobe de 38% para 39%. E a pesquisa foi encomendada pela Globo. Só mostraram as avaliações sobre o governo e ninguém vota nisto, embora seja mais um dos dados apurados. Muito menos apresentaram as diferenças nas simulações de 2º turno, onde Dilma ampliou a vantagem contra Aécio e contra Campos. Este é o jornalismo imparcial da mídia comercial!

"Governo do RJ adota prática antissindical"

O professor Fábio Siqueira enviou ao blog questionamento sobre decisão da Secretaria Estadual de Educação que o blog publica abaixo:

"Caro amigo,
Solicito divulgação do exposto a seguir no seu prestigiado blog:

O governo do Estado, de forma cínica e autoritária finge que não sabe das legítimas deliberações e do movimento de greve dos profissionais da educação da SEEDUC e instala processo administrativo para demitir servidores em greve.

Recebi ontem telegrama me convocando a "justificar faltas" junto à Regional da SEEDUC, quando é de conhecimento público, em especial da Direção da unidade administrativa onde estou lotado - LICEU - que estou em greve desde o dia 12 de junho, conforme deliberação da Assembleia Geral dos profissionais da educação da SEEDUC.

Os processos instalados visam converter a adesão à GREVE em faltas não justificadas, resultando em corte de ponto, suspensão do pagamento, dentre outros prejuízos á vida funcional dos servidores perseguidos por esta conduta antissindical.

Como militante do movimento sindical há mais de 15 anos, ex-dirigente do SEPE Campos e SEPE-RJ, Presidente do Sindicato dos Professores de Campos e São João da Barra, jamais poderia deixar de acatar as deliberações da maioria dos (as) companheiros (as) nas Assembleias da Rede Estadual. Simples questão ética e de coerência, para além do debate envolvendo as precaríssimas condições de trabalho nesta rede.

Fiz todas as Greves da rede estadual desde 1998 e JAMAIS outro governo promoveu tão grave ataque ao direito constitucional de fazer greve e aos profissionais da educação!

Na verdade, a tentativa de criminalizar trabalhadores em greve legítima - justamente no momento em que matéria do jornal O GLOBO na edição de hoje (18/06) anuncia um "pacote de bondades" com reajustes expressivos de até 30%, com toda justiça, para outros segmentos do serviço público estadual - revela o lugar da Educação na gestão e no projeto de governo de Pezão!

Certo de poder contar com esse espaço democrático de informação e opinião para denunciar essa perseguição política à livre organização dos trabalhadores (as), agradeço antecipadamente.

Um abraço,
Fábio Siqueira - Professor da Rede Estadual de Educação."

Maiores empresas exportadoras do Brasil e seus significados

O gráfico abaixo mostra os resultados do 1º quadrimestre de 2014 das maiores empresas nacionais em volumes exportados. Uma estimativa anual, a grosso modo, pode ser feita multiplicando-se por três os números do quadro abaixo.



Observem na relação das empresas a preponderância das chamadas commodities. No caso da Vale, minério de ferro, da Petrobras, evidentemente, petróleo. A Cargil, Bunge, ADM e Dreyfuss empresas do setor de agronegócios.

A JBS e BRF do setor de alimentação. Apenas, a Embraer, com fabricação de aviões e a Braskem na produção de petroquímicos comercializam produtos industrializados. A JBS e BRF tem no seu leque de produtos, alguns com um grau de beneficiamento, que pode ser considerado como semi-industrializado.

Há expectativas que o país possa aproveitar este ciclo da grande valorização das commodities no mercado internacional, para fazer um movimento semelhante, ao que fez e ainda faz o Canadá e a Austrália avançando sua economia para produtos de maior valor agregado.

No caso do minério de ferro, o fato é reforçado pela redução do seu preço no mercado internacional, por conta do aumento mundial da exploração e consequente exportação.

O uso do minério aqui para a produção de aço não é hoje uma questão simples. Porque a industrialização do minério significaria avançar na siderurgia que hoje já tem uma capacidade instalada superior a 40% à demanda de aço no mundo. Estando nove das dez maiores siderúrgicas do mundo instaladas na Ásia. Além disso, trata-se de uma atividade altamente poluente.

No caso do agronegócios o problema maior é o controle no plano local das maiores traders do mundo. Por aqui, eles possuem desde fazendas, fábricas de insumos, grandes armazéns e agora investem pesadamente em logística, incluindo terminais portuários, fechando a cadeia e o controle sobre suas comercializações.

As traders acabam pensando globalmente e mexendo e alterando preços conforme seus interesses, sem levar em conta os interesses do país. O avanço que este setor tem no país é considerável e faz com que ano após ano, a produção de grãos seja puxada pela soja e bata seguidos recordes.

A grande área de extensão territorial e o clima permitem este avanço. Além disso, preocupa, o que já postamos aqui chamando de água virtual. (veja aqui) Trata-se da exportação indireta de água necessária para produção do alimento que se dá aqui e sai enviada para o exterior junto do produto.

O caso das empresas de alimento a BRF é consequência da fusão da Sadia com a Perdigão e vai na linha da Ambev, onde a fusão de empresas nacionais buscaram um mercado maior no exterior onde montaram bases. A JBS reúne diversas empresas como a Friboi de comércio de carnes.

A BRF e JBS em função de problemas com condições de trabalho de seus funcionários, identificadas pelo Ministério Público do Trabalho em seus frigoríficos, estão assinando Termo de Ajustamento de Conduta com obrigações para correção das irregularidades.

A presença da Petrobras com exportação de US$ 3,5 bilhões, só no primeiro quadrimestre de 2014, quando se tem hoje, uma produção nacional, quase igual ao consumo, se dá por conta da exploração do petróleo pesado, ou parafinado. Como não temos refinaria para dar conta deste processamento, a Petrobras exporta para Passadena e outras refinarias que processam o petróleo pesado, ao mesmo tempo que importa petróleo leve, para ser processado aqui no país.

Quando as refinarias do Comperj e a Abreu Lima em Pernambuco estiverem concluídas, este processo tenderá a se reduzir, embora, em 2020, se projete uma produção de 4,2 milhões de barris, praticamente o dobro da produção atual. A Agência Internacional de Energia disse em relatórios divulgado esta semana que esta previsão não terá como ser cumprida devendo chegar a apenas 3 milhões, em 2019.

O aumento destas exportações (e também importações), mais a ampliação das demandas de bases de apoio offshore (esta na região Sudeste) para produção de petróleo no litoral, explica a "explosão" de projetos de sistemas portuários, especialmente no estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

PS.: Atualizado às 18:04: Para correções e breves ajustes do texto.

quarta-feira, junho 18, 2014

Jornal espanhol El País chama derrota de "pesadelo Brasil" e" desempenho terrível" iniciado em "catarse contra Holanda"

Manchete agora no site do El País:

"Espanha, do lado de fora da Copa do Mundo depois de perder para o Chile"

"A seleção desperdiçou a chance que ele tinha de permanecer vivo na Copa do Mundo depois de perder para o Chile, que sempre foi muito maior. Os gols de Vargas e Aranguiz chilenos foram suficientes para derrotar o campeão mundial, que assinou um desempenho terrível, agravando a catarse iniciada contra a Holanda. A Espanha precisa jogar com a Austrália para acabar com o pesadelo do Brasil".

PS.: Atualizado às 18:07

PS.: Atualizado às 22:10: O jornal El País atualizou a manchete em seu site, além de reduzir o espaço para o assunto Copa do Mundo falando sofre o fracasso da seleção espanhola: "Espanha foi o Titanic".  "A equipe de Del Bosque é vítima de seus lapsos defensivos". "O campeão rebentado pela bola". "Sem velocidade Roja é vulnerável".

Fundo dos Brics

Está praticamente fechado o acordo sobre os aportes, a constituição e regras para uso do Fundo dos Brics.

O acordo será o ponto alto do anúncio do encontro da cúpula do bloco, em julho (14 a 16) dos presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, formando o acrônimo criado pelo americano Jim O´Neil para estes países chamados de emergentes.

O fundo será no valor de US$ 100 bilhões com aportes de US$ 41 bilhões por parte da China, Brasil, Rússia e Índia, cada um com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul com US$ 5 bilhões.

Este fundo de reservas tem a função de dar apoio e alívio às contas de um destes países em caso de crise. É uma espécie de FMI sem a ingerência dos EUA e, de certa forma, para evitar ataques especulativos do mercado e de bancos centrais dos países centrais da economia mundial.

As regras para saque será de uso de uma vez e meia o aporte feito para Brasil, Rússia e Índia. Duas vezes para a África do Sul e só metade (R$ 20,5 bilhões) pela China. O acordo necessita ainda ser ratificado pelo Congresso Nacional.

O próximo passo do bloco é a constituição de um Banco de Investimentos, uma espécie de BNDES que poderá apoiar projetos de investimentos nestes, e em outros países, desde que seja do interesse destes, por conta de comércio, venda de equipamentos e/ou serviços.

Não há como negar a importância que este fato tem no sistema econômico mundial. Além disso, também formaliza o processo de integração entre o continente da América Latina, a África e a Ásia.

Além da alternativa aos esquemas até aqui vigentes em que os mercados controlam os governos nacionais, o fato representa a possibilidade de muitos outros desdobramentos comerciais, sem que seja necessário fechar relações com nenhum outro bloco. Ao contrário, até pode cacifar ainda mais estas cinco nações, em outras negociações, especialmente com a Europa e EUA.

PS.: Atualização às 16:38: Vejam como é importante um fundo como este. Hoje, o banco americano J.P. Morgan disse que "a eleição vai determinar destino da bolsa brasileira. Em relatório o banco estima um avanço de 19% no mercado acionário doméstico caso medidas favoráveis sejam adotadas pelo governo eleito, mas também prevê uma retração de 38% se o presidente vier a enfrentar uma crise de confiança".

Mais claro e interesse do poder econômico e do mercado influenciar a política brasileira é impossível. Também fica evidente a relação de como funciona esta estratégia de pressão com uso da mídia comercial que é bem remunerada para fazer o seu papel.

Atualização às 17:12: Outro exemplo. Aliás, é só ver a mídia comercial que se vê inúmeros exemplos de como ela atua como correia de transmissão deste processo. Confesso que sempre soube disto, mas nunca tive a dimensão de seu peso e da interferência na vida política nacional. Hoje, a AIE (Agência Internacional de Energia) em matéria no Valor Online faz críticas pesadas à política nacional da área de petróleo de conteúdo nacional. A AIE com os interesses que conhecemos criticam o endividamento da Petrobras como se fosse possível avançar e investir sem buscar créditos. Isto vale tanto para a exploração quanto para o refino e a distribuição. Assim, a AIE, como o J.P.Morgan faz projeções aterrorizadores para o país e a Petrobras se tocarem os projeto de refino como do Comperj, no ERJ,  Abreu e Lima em Pernambuco e Premium I e II no Maranhão e no Ceará. A AIE cita a distribuição geográfica da capacidade de refino e prevê para a América Latina um destino de dependência dos EUA.

Enfim, trata-se de um jogo pesado e estes setores identificam que estas próximas eleições no Brasil são indispensáveis para estes setores interessados em ver o Brasil continuar a ser dependente.

Encontro da Participação Social ao vivo! #ocupagov #democraciaemrede

Bomba: revelado o segredo do goleiro do México ontem!


Avançam as obras do campus da UFF em Campos

O professor José Carlos Salomão mandou para o blog um registro sobre o andamento das obras dos prédios da UFF, no Polo de Campos dos Goytacazes, em área que foi da RFFSA, próximo à avenida XV de Novembro. Depois de problemas e troca da empresa que havia ganho a licitação, agora com nova construtora, as obras parecem seguir em ritmo acelerado. A previsão é de conclusão em fevereiro de 2015.


terça-feira, junho 17, 2014

Estimativa de exportação e preço do minério de ferro até 2017

A redução do preço do minério de ferro no mercado internacional continua espantando as corporações que atuam no setor. O preço na última semana chegou a US$ 90 a tonelada. Ontem, o valor caiu a US$ 89. A China maior importadora (quase 2/3 - 65%- das importações mundiais) tem estoques de 113 milhões de toneladas, 60% acima do que tinha nesta mesma época no ano passado.

A redução do preço global tira do mercado pequenos produtores globais desta commodity que possuem preço de exploração e logística próximo de US$ 85 a tonelada. Preço abaixo de US$ 100 também inviabiliza 50% das mineradoras chinesas.

No Brasil a Vale tem hoje um custo de produção de US$ 40 por tonelada e um novo projeto em Carajás no Pará, pode conseguir baixar ainda mais este custo para US$ 25.

Na semana passada índios da região de Carajás, invadiram uma destas áreas exigindo maiores indenizações por parte da Vale. Existe um contingente enorme de reclamações sobre os impactos sociais e ambientais gerados pela exploração destes projetos, hoje, quase todos instalados nos estados de Minas e do Pará.

Os quatro maiores exportadores de minério de ferro no mundo são chamados de "Big 4": Rio Tinto, Vale, BHP Billiton e Forcue Metals. O infográfico abaixo publicado pelo Valor Online em 27/05 mostra dados estimativos de um cenário até o ano de 2017 de preços médio por tonelada e exportações por país.

A previsão do Brasil que em 2013 exportou 330 milhões de toneladas é aumentar cerca de 50% o volume exportado chegando a 479 milhões de toneladas em 2017, para quando se projeta um preço médio para o minério de ferro de US$ 93.

Mais de um terço deste incremento de exportação de minério de ferro de 149 milhões de toneladas (479-330) deverá estar sendo feito pelo Porto do Açu e pelo Porto Sudeste que antes eram controlados pela LLX, empresa do empresário Eike Batista e agora comandados, respectivamente, pelo fundo americano EIG e pela trader suíça, Trafigura.

A alteração do quadro que já levou o preço do minério por tonelada ao valor de até US$ 180, ainda não alterou os projetos da Anglo American para exportação de minério através do Porto do Açu.


Rioprevidência capta US$ 3 bi para pagar dívidas

O Rioprevidência, Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro conseguiu captar no mercado com lançamento de títulos e outras estratégias, a quantia total de US$ 3 bilhões. Segundo o governo estadual, a captação terá como objetivo central "levantar recursos para pré-pagar dívidas com o BB e a CEF".

Entendeu? Eu também não. Disseram que a operação é complexa e estaria lastreada em recursos dos royalties do petróleo, que entre janeiro e novembro de 2013 chegou a US$ 4,7 bilhões.

O que parece estar claro é que estão arrumando dinheiro novo para pagar buracos nas contas, usando as "boas garantias" da receita dos royalties.

TST concede adicional de insalubridade por contato com fuligem da cana

Veja abaixo decisão que relaciona a um velho e conhecido problema na região:

"Adicional de insalubridade"
"A Justiça garantiu a um trabalhador rural adicional de insalubridade pelo contato com fuligem derivada da queima de cana-de-açúcar. A 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não conheceu de recurso de revista da usina paulista São Martinho contra a condenação. Para a turma, o adicional é devido em grau máximo, uma vez que o material queimado produz hidrocarboneto, agente nocivo à saúde e previsto no Anexo 13 da Norma Regulamentadora 15 do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE). Na ação, o trabalhador defendeu que tinha direito ao adicional, já que atuou por 13 anos no corte de cana, exposto a radiações solares e a agentes químicos da família dos hidrocarbonetos, a inalação de poeira e a sobrecargas térmicas. Acrescentou que a fuligem da cana contém, além do carbono, elevado número de substâncias químicas, entre eles hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), e que a inalação desses agentes é prejudicial à saúde. O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido, com base na Orientação Jurisprudencial (OJ) 173 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST. Mas o Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP) considerou que a sentença tratou apenas da exposição ao sol, desconsiderando o contato com a fuligem. Por meio de laudo pericial, o regional constatou o contato com hidrocarboneto e, assim, o direito ao adicional."Fonte: Valor Online.

Estaleiro (UCN) da OSX provoca prejuízo de R$ 2,4 bi só no 1º trimestre de 2014

A OSX anunciou nesta segunda-feira o resultado do 1º trimestre de 2014 com prejuízo de R$ 2,42 bilhões. A OSX que ainda é controlada pelo que restou do grupo EBX tem dois braços: um é de fretamento de embarcações (plataforma) que atua na OGPar (antiga OGX) e a outra é do estaleiro (Unidade de Construção Naval - UCN) que teve sua construção interrompida no Açu.

O prejuízo contabilizado pela OSX é principalmente fruto do registro de baixa do registro contábil do valor do ativo do projeto do estaleiro (UCN) de R$ 2,165 bilhões para R$ 702 milhões.

O grupo EBX continua tentando negociar as instalações interrompidas da UCN para alguma empresa do setor de construção naval no Brasil ou no exterior, para evitar a deterioração do que estava sendo construído para a construção de embarcações de apoio offshore.

É provável que a baixa contábil reduzindo o valor do estaleiro (UCN) para R$ 702 milhões tenha a intenção de reduzir os problemas da transferência deste ativo numa eventual negociação, em que pese, a opção por diversos outros projetos, como o que o blog comentou ontem aqui do estaleiro Enseada na Bahia. 

Considerando o que está lá construído (veja imagem abaixo) e já um pouco deteriorado, junto com o fato que o projeto não tem mais nenhuma encomenda em carteira, mesmo que possua licenciamento para o projeto de estaleiro e documentações de aluguel da área feito junto à Prumo Logística S.A. (ex-LLX), o valor estipulado de R$ 702 milhões parece super estimado. A conferir!




















PS.: Atualizado às 01:38: Nesta segunda-feira, o Valor e também O Estadão divulgaram informações sobre a possibilidade do fundo Mubadala, de Abu Dahbi, que em março de 2012 investiu US$ 2 bilhões numa fatia de 5,63% na EBX investir novas somas em projetos do Eike.

segunda-feira, junho 16, 2014

Hospitais públicos, privados e outras considerações sobre a área

Tenho ouvido seguidamente de alguns médicos, alguns amigos, outros apenas conhecidos, relatos sobre a conjuntura brasileira, que se não beira o ódio, está muito próximo disto.

Penso que o círculo restrito em que muitos labutam, árdua e diariamente, em meio a sofrimentos de toda a espécie, e a ânsia em resolver os problemas das pessoas, que sabemos são muitos e de variadas origens e responsabilidades, podem contribuir para este quadro.

Falo pela  média das opiniões que tenho ouvido, deixando de lado destemperos menos justificáveis.

É fato que a categoria (quase unanimemente) tomou como um desafio e quase que como um ataque "mortal" à classe médica, o programa Mais Médicos do governo federal, a origem da grande maioria dos reclamações que ouço, mesmo que se tente negá-las, algumas vezes.

A mim, os desabafos soam como respostas. De uma hora para outro, os problemas locais das secretarias, das prefeituras, dos governos estaduais, dos planos de saúde privados, se transformaram num problema do governo federal.

Tenho ouvido também relatos de vários pacientes (desculpe, não vejam como provocação, mas, eu prefiro este termo ao de cliente, que soa, apenas como uma relação de consumo) de estarem diariamente submetidos à mesma espécie de reclamos, tanto no setores públicos, quanto nos particulares (de novo, vou preferir o termo ao privado).

Como democrata e blogueiro avalio que este debate, mesmo que difícil é bom para a sociedade. Não vou aqui entrar novamente na discussão sobre o programa Mais Médicos.

Entre outras coisas, porque, além de tudo que já se falou, em diversas direções sobre o mesmo, eu já ouvi e li que todos os candidatos a presidente da República pretendem manter, ampliar e ajustar o programa.

Nenhum deles disse que vai suspendê-lo. Evidentemente, que isto não esgota o assunto, mas, pode remeter, a outras e mais produtivas análises, que também precisam considerar a opinião da população e pacientes.

Pensar o futuro da Nação apenas pelo programa e pela "cutucada" que o mesmo dá a toda a área de saúde, também me parece um equívoco.

Posso compreender a chateação, mas, nunca iria colocá-la, por exemplo, no mesmo patamar da provocação recebida pelos aposentados quando um presidente chamou à todos, em categoria como "vagabundos".

O programa se esforça no sentido (mesmo que discutível) de atacar um dos problemas (a falta de médicos) reclamada pela população. O outro, apenas agride àqueles que se dedicaram a trabalhar para si, para sua família e para o país.

As reclamações são bem-vindas. O ressentimento não. Até porque a melhor resposta é o avanço na qualidade de prestação de um serviço essencial e que tem responsabilidades tão compartilhadas como sabemos.

Enfim, esta é apenas uma conversa, por esta via indireta do blog, com àqueles a quem este texto mais se dirige e por quem nutro respeito, não apenas profissional, mas, sobretudo pela participação em lutas históricas de nosso povo, incluindo a conquista do SUS.

Evidentemente, num tema tão controverso e polêmico, eu sei que o debate é longo. Porém, ele só será frutífero se a raiva e o ódio não pautarem o debate, num setor que envolve, as pessoas, nós e a nossa saúde.

Na verdade, eu só resolvi trazer à tona este assunto, por conta de um dado que acabei de ler no Valor Online,  mais especificamente, em seu suplemento sobre hospitais. Apesar, de conviver com o tema há bastante tempo, por conta de muitas conversas com pessoas próximas e, em especial, com minha filha Nina, acadêmica de medicina e que presencia diariamente, em sala de aula e nos hospitais, parte do que aqui brevemente relato.

O suplemento a que me referi traz logo na capa, um dado interessante e atualizado (maio de 2014) sobre a rede de atendimento médico (hospitais, postos de saúde e clínicas) instaladas no país, cujas fontes são a OMS (Organização Mundial de Saúde), IBGE e o CNES (Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde) da conhecida e elogiada base de dados identificada como Datasus.

Abaixo eu reproduzo o infográfico do Valor Online. Certamente, estes principais dados são do conhecimento daqueles que estudam e conhecem o assunto.

O país tem uma rede com cerca de 270 mil pontos de atendimento, sendo 28% (75 mil públicos) e 72% privados (194 mil). Dos públicos 95% são municipais, 4,4% estaduais e menos de 1% federal. Este dado me parece relevante na discussão sobre gestão e qualidade de atendimento.

Porém, o que mais me chamou a atenção é na tabela que mostra o total de leitos disponíveis nas especialidades básicas cobertas ou não pelo SUS. Os números, aos olhos deste leigo, pareceram bem significativos, embora se saiba que a discussão sobre qualidade de atendimento seja uma outra coisa.

Sobre os investimentos em saúde, o infográfico mostra que em números relativos e comparativos ao PIB, em 2014 ele está em 8,5%, quando em 2002 era de 8,1%. Em números absolutos, trazendo os dados do orçamento federal e da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), ele foi de R$ 49 bilhões, em 2002, e é de R$ 98 bilhões, em 2014.

Enfim, dados e debates que interessam não apenas aos profissionais da área, mas a todos nós que desejamos saúde. Confiram abaixo o infográfico. Para ver a imagem em tamanho maior clique sobre ela:



Riqueza privada no Brasil, na América Latina, no mundo e seus significados

A riqueza privada (ou particular, termo que prefiro) foi de US$ 1,3 trilhão, equivalente a 60% do PIB. Um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior. Este percentual significaria deduzir que os demais 40% do PIB seria de base pública nos três diferentes níveis de governo.

A riqueza particular em toda a América Latina é de US$ 3,9 trilhões, o que significa que temos um terço do restante do continente. A riqueza particular (privada) do México é de US$ 1,1 trilhão.

Isto significa que Brasil e México juntos têm quase dois terços da riqueza privada da América Latina, ficando o terço restante com a soma dos demais países.

Em todo o mundo a riqueza privada é de R$ 152 trilhões e aumentou 14,6% em relação ao ano anterior. A lista da riqueza privada dos países é liderada pelos EUA com US$ 46 trilhões, depois a China com US$ 22 trilhões. O BCG diz que os chineses poupam muito e isto explica que de 2012 para 2013, a riqueza privada da China tenha crescido 49,5%.

O estudo do Boston Consulting Group (BCG) informa que em 2013, o Brasil tinha 70 mil famílias milionárias. A lista é liderada pelos EUA que tem 7,1 milhões de famílias com riqueza superior a US$ 1 milhão. Em segundo vem a China com 2,4 milhões de famílias milionárias.

Em outra lista, das famílias que possuem riqueza superior a US$ 100 milhões em 2013, o Brasil tinha 227 famílias nesta condição. Ficando em 15º lugar no mundo. Nesta lista, os EUA tem 4.754 famílias, seguido do Reino Unido com 1.044 famílias e da China com 983.

O BCG estima que entre 2013 e 2018 a riqueza privada no Brasil cresça 7,9% ao ano chegando a US$ 1,9 trilhão. Ao contrário, de muitas avaliações que fazem do Brasil, o BCG diz que há enorme perspectivas da expansão da riqueza do país. Isto se daria pelo seu potencial ligado à sua população ainda jovem, com as pessoas poupando para a aposentadoria. Para o BCG a taxa de retorno dos investimentos num país emergente como o Brasil  tende ser maior do que nos países desenvolvidos.

Um bom debate é saber identificar o que seria melhor para um país, o aumento do poder aquisitivo e a consequente poupança daqueles de baixa renda (e "riqueza") que são muitos, ou, os de alta renda (riqueza) que são poucos.

Os primeiros tenderiam a movimentar mais os seus recursos, em detrimento, daqueles com maior patrimônio (ou riqueza). Ou o inverso? A maior folga é que traria disposição em investir em atividades produtivas?

PS.: Atualizado às 16:22: Para acréscimo de informação e informar a fonte originária dos dados: Valor Online, caderno de Finanças.

Um relato sobre a dificuldade para obtenção de insulina na Prefeitura de Campos

No sábado publicamos aqui uma reclamação da Cláudia Oliveira sobre a dificuldade em obter insulina para sua irmão diabética, Ediane.Hoje, o blog recebe um relato completo da própria Ediane mostrando a sua via- crúcis. O blog expõe seu relato na íntegra na expectativa que o problema simples possa ser resolvido. A Ediane já percorreu todos os trâmites burocráticos como detalha. Por isto resolveu fazer um apelo. O blog espera que haja solução e não retaliação por quem luta por seu direito à vida:

“Bom dia!

Sou Ediane Viana de Oliveira Vieira, irmã da Claudia Oliveira. Não pude escrever antes, pois estava com problemas na internet.

Ela falou pra eu escrever, relatando ao senhor tudo que vem acontecendo comigo. Então, segue o relato:

Sou diabética há 21 anos e desde 2006 precisei entrar com processo judicial para receber minhas insulinas que são mais caras. As insulinas comuns não atendem mais às minhas necessidades.

Tive muitos problemas em receber as insulinas nos 2 primeiros anos de processo, mas depois do governo da rosinha este problema tinha sido resolvido e estava recebendo tudo sem problemas. Mas do ano passado para cá (não sei precisar bem o mês, mas deve ter 1 ano) as coisas foram piorando e passei a ter que ir à secretaria toda semana para pegar 1 refil de cada vez (uso 6 refis de levemir e 3 de humalog por mês) e isso pra mim é bem difícil, pois não moro na cidade e sim no 18º distrito (santa maria de campos - há 70 km da cidade), trabalho, meu marido também e não temos esta disponibilidade de horário (pois tinha dias de chegar às 10h da manhã e só conseguir sair da secretaria às 18h - isso várias vezes e todos os funcionários do setor daf viam isto), mas estava recebendo os medicamentos e era melhor ficar assim do que ficar sem, pois não tenho condição de manter meu tratamento (cada refil de levemir custa cerca de R$ 80,00 e de humalog R$ 40,00).

Outro detalhe: minhas receitas deveriam ser protocoladas (ter um carimbo de "recebido"); eu fui inocente e nunca pedi que fizessem esse protocolo, mas eles também (farmácia de processos judiciais - é onde sou atendida) que atendem somente a processos judiciais nunca falaram em fazer isso e pediam que eu entregasse uma receita a cada três meses. E assim sempre foi feito.

Enfim, no dia 19/05/2014, quando fui pegar mais uma insulina, a responsável pelo setor informou que não tinha (nenhuma das 2 insulinas) e que não tinha previsão do dia que poderia me atender. Me devolveu a receita original e escreveu atrás da mesma: "informamos que não dispomos dos medicamentos em nossos estoques.".

Fui para o fórum na defensoria pública e me pediram para providenciar vários papéis para dar entrada num pedido de "busca e apreensão do valor para comprar os medicamentos para 3 meses"(não sei se usei os termos corretos).

Fiz tudo e no dia 20/05/2014 dei entrada neste pedido.

Só no dia 30/05/2014 recebi mais insulina (2 refis de levemir e 1 de humalog - medicamento para 10 dias) 11 dias depois do dia 19/05 e a decisão do juiz ainda não havia saído.

No dia 02/06 a decisão do juiz foi publicada mandando que eu comprovasse os protocolo da receita, conforme sentença do meu processo. Como comprovar se não era protocolado?

Consegui uma declaração na secretaria de saúde dizendo que "protocolo" receitas a cada três meses e dei entrada novamente no fórum, mas o advogado acredita que isso será insuficiente. Estou aguardando a nova decisão do juiz.

No dia 09/06/2014 retornei à secretaria para ver se tinha medicamento, pois a que eu havia recebido acabava naquele dia e novamente não tem a Levemir que é a mais cara; consegui só a Humalog e não há previsão de chegada da Levemir e eles "não tem dinheiro para comprar".

Eu é que tenho que ter? Se quiser continuar viva, a resposta é: sim. Tenho que dar "meu jeito". Isto é justo?

Hoje, 16/05/2014, estou esperando dar 10h para ligar para a secretaria de saúde para saber se chegou a Levemir. Se não, tenho que sair daqui e ir aí a cidade comprar mais um refil e aguardar a boa vontade deles e a decisão do juiz que ainda não saiu depois do novo pedido.

Protocolei uma nova receita no dia 11/06/2014 e fui muito mal atendida no setor de protocolo, pois o funcionário não queria carimbar a receita, pois já tinha carimbado o papel que acompanhava a mesma. Dá pra ter ideia de tudo que tenho passado? É falta de respeito atrás de falta de respeito.

Com esse protocolo, segundo a sentença do processo eles tem 15 dias para me entregar o medicamento, mais 48 horas para me dar o dinheiro pra comprar e depois corre multa. Vamos ver no que vai dar agora, se o juiz indeferir esse pedido. Agora terei "protocolo". Mas haja dinheiro para me manter durante todo este tempo que está por vir.

Não sei se isso vai adiantar alguma coisa, mas a história verídica está aí. Se puder me orientar em algo que acredite que possa me ajudar. Já mandei mensagem para Rosinha, e-mai no "fale conosco" do site da prefeitura, mas resposta que é bom nada. Se tiver algum outro lugar confiável na mídia aceito, pois pelos meios da conversa e diplomacia não está adiantando. Estou "desesperada".

Se conseguir me ajudar será muito bom e agradeço, desde já, mesmo que seja somente a sua atenção.

Obrigada!
Att,".

domingo, junho 15, 2014

Estaleiro na Bahia, movimentação da indústria naval e possíveis conseqüências na região

A Bahia é estado brasileiro com a maior extensão de litoral com 932 quilômetros. Por conta disto é quase natural que se apresente para disputar a instalação de projetos portuários e base para a indústria naval. Assim, nasceu o projeto ainda em fase de licenciamento do Porto Sul em Ilhéus.

Além disso, está em fase adiantada de implantação um grande estaleiro: Estaleiro Enseada Paraguaçu (EEPSA) do consórcio Enseada Indústria Naval. O projeto formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki Heavy Industries do Japão. Está orçado em R$ 2,6 bilhões que tem financiamento do Fundo de Marinha Mercante (FMM) de R$ 1 bilhão e que aguarda uma parcela complementar de R$ 400 milhões.

O estaleiro está sendo instalado em uma área de 1,8 milhão de metros quadrados, sendo 400 mil destinado à unidade de conservação ambiental, na cidade baiana de Maragogipe, na enseada do Rio Paraguaçu, na Baía de Todos os Santos que fica a 140 quilômetros de Salvador.

Hoje, já há cerca de 4 mil trabalhadores atuando na construção do estaleiro. A expectativa é que comece a operar em março do ano que vem. A primeira encomenda, como não poderia deixar visa atender as demandas do setor de petróleo offshore, será a construção de seis navios sonda. Basicamente o cliente do Enseada é a Petrobras, diretamente ou através da Sete Brasil.

O consórcio do Enseada está também instalada na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Caju, às margens da Baía de Guanabara, onde o Enseada reformou as instalações que já foi, na década de 70, do estaleiro japonês Ihsikawagima.

Unidade Inhaúma, Caju, Rio do Consórcio Enseada
Identifica-se o mesmo do lado direito do final da Ponte Rio-Niterói (na direção do Rio). Lá o Enseada opera o Estaleiro Inhaúma, na área arrendada pela Petrobras. Além de revitalizar as suas instalações, o Enseada faz a conversão de quatro navios petroleiros nos cascos das futuras plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, para a Petrobras.

A instalação de mais um estaleiro em outro estado serve para mostrar a disputa entre as regiões brasileiras para a instalação de projetos portuários e de construção naval. Os primeiros têm no ERJ e ES a disputa pela hegemonia. Já a construção naval que antes tinha como base o ERJ como hegemônico, agora já tem Pernambuco (SUAPE) e Rio Grande do Sul, junto ao Porto Rio Grande projetos de construção naval como concorrentes.

Percebe-se em todas estas extensões a participação de estaleiros com experiência adquirida no ERJ. O caso da Bahia é o UTC que tem base em Niterói. O mesmo acontece com o projeto do Estaleiro EISA no estado de Alagoas (veja nota aqui do blog em 20 de maio de 2014). Em Suape é o Estaleiro Atlântico Sul e o Promar.

A busca por outras áreas leva em conta as vantagens oferecidas por outros governos estaduais. Além disso, os empresários do setor levam a expertise de construção, mas, também, a experiência sobre a obtenção de financiamentos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), já que se sabe que os projetos de construção naval sempre tiveram a sua maior parte financiados por fundos públicos. Aliás, como acontece em quase todo o mundo.

Nesta linha é bom observar a movimentação do setor. Esta semana, veio à tona as negociações em que o dono do Eisa , empresário German Efromovich que tem acordo para vir para Barra do Furado, estaria negociando seus projetos de construção naval com um grupo norueguês.

Por estas e outras que já comentamos aqui no blog, se percebe que o projeto em Barra do Furado pode estar sendo deixado de lado, por empresários antes interessados. No Açu, o projeto do estaleiro da OSX está com as obras paralisadas e sem notícia de acordos.

Sobre construção naval, o que se tem hoje na região é o Consórcio Integra (OSX e Mendes Jr.) que inicia com cerca de trezentos trabalhadores, montagens de módulos para serem depois integrados em plataformas.
PS.: Atualizado às 19:37.

PIB logístico brasileiro

O Produto Interno Bruto (PIB) Logístico brasileiro fica hoje entre R$ 500 e R$ 650 bilhões. Volume equivalente a todo o PIB do Chile, Portugal ou Grécia.

Em 2012, os custos de logística no Brasil equivaliam a 11,5% do PIB, segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). No mundo o custo com logística é estimado em 15% do PIB mundial.

Os dados foram apresentados no Fórum de Logística e Infraestrutura da Fiesp no mês passado.

PS.: Atualizado às 23:14: Se de um lado a redução do custo em logística e transportes reduz o custo final dos produtos, porque ela é cada vez mais entendida como parte "estendida" do processo de produção, de outro, ela cria mais condições para alterações destes "lugares escolhidos" para a produção, num processo chamado de integração espacial.

Revivendo em época de Copa

O João Pimentel em seu Campos dos Goytacazes em Fotos (agora também no Facebook), em época de Copa do Mundo no Brasil, traz duas fotos que mostram que há 73 anos a nossa planície já possuía times femininos de futebol. Abaixo as equipes do Goytacaz e do Rio Branco com os nomes das atletas:



sábado, junho 14, 2014

Pesquisa do Ibope para o Rio

O Ibope registrou pesquisa que seria para ser divulgada só no dia 17/06 (terça-feira) para o governo do estado do Rio de Janeiro. Porém, o jornalista Lauro Jardim adiantou no início da noite, em seu blog, os números que mostram o que já se anunciava, uma eleição embolada, em que ninguém desiste porque, imagina que tem chances.

Veja os números de intenção de votos: Garotinho, 18%; Crivella, 16%, Pezão, 13%, Lindbergh, 11%; Cesar Maia, 8% e Miro 1%. 

Para o Senado: Cabral, 26%, Romário, 22%; Jandira, 20%.

Pela soma da intenção de votos dos candidatos se tem 67%, assim, pode-se falar de um índice de indecisos e brancos e nulos superior aos 30%, ou quase um terço dos votantes. Como os dois melhores colocados Garotinho e Crivella somados igualam a este percentual, se pode observar que há muito chão pela frente.

É oportuno conferir se os percentuais divulgados serão estes mesmos. Além disso, as pesquisas nacionais estão indicando fortemente, uma movimentação muito grande (merecedora de desconfiança) da relação de intenções de votos de alguns candidatos e os indecisos. A conferir!

Do limão uma limonada. Da Nação o sonho para uma nova e solidária civilização!

Do limão se faz uma limonada. Dos ovos um bom omelete. Das vaias aprendemos a necessidade da humildade e a importância da democracia. Dos xingamentos arrancamos a força e a disposição para enfrentar a intolerância e a certeza de que vale a luta pela democracia que permite aos descontentes se manifestarem.

O que não se abre mão é da necessidade de se transformar nosso país numa Nação e sonhar com uma nova civilização. Para desespero de muitos, mesmo com o questionamentos de custos e de algumas poucas obras inacabadas diante de muitos problemas, os verdadeiros brasileiros, estão vendo com a bela Copa que se desenha, a alegria do congraçamento de diversos povos.

Desde que o ronaldo falou de sua vergonha que passou a ser a nossa vergonha, só que por ele, eu deixei meu fastio de lado com o futebol-corporação e confesso me ver em em alguns momentos, como este em que escrevo, emocionado.

Emocionado com a pureza dos brasileiros com jogadores de todas as nacionalidades e seleções. Aplaudem, enfrentam filas para ver treino, dão carinho, como não me lembro ter visto em nenhuma das outras Copas.

Diante destes fatos, reforço a compreensão de que a saída para a humanidade não está na exclusão, nas desigualdades e nem no individualismo, mas, no entrelaçamento dos povos.

Difícil haver no mundo lugar (ou espaço) mais apropriado para este fenômeno que merece seguir adiante de um grande evento. Sigamos em frente tomando sim, estas lições de cidadania e congraçamento! Dá-lhe Brasil!

"Prefeitura nega insulina aos diabéticos"

Este é o título do email que recebi da Claudia Oliveira com reclamação sobre o setor da Secretaria de Saúde, na Prefeitura de Campos, que trata dos portadores de diabetes e de fornecimento de insulina. Abaixo o conteúdo do email. O blog aguarda que o grave problema seja resolvido:

"Sr Roberto,
Tendo em vista que seu blog é bastante acessado, gostaria se possível que publicasse a vergonha municipal que temos vivido, total descaso com os Diabéticos do nosso município. Minha irmã é diabética e depende diretamente da ajuda da Prefeitura na aquisição de insulinas. De um tempo para cá as coisas só vem piorando ao ponto dela receber essas insulinas mediante processo judicial. Acontece que mesmo com processo ela está desde o dia 19/05 sem receber insulinas, sendo que em um mês ela precisa de 8 canetas de insulinas, esse mês ela não conseguiu nenhuma, o preço dessa insulina que dá somete para 5 doses custa em média R$ 80,00. Está muito difícil para ela adquirir esse medicamento, minha família não tem muitos recursos financeiros, dessa forma estamos apelando por todos os meios válidos possíveis. A justiça é lenta e temo muito não ter dinheiro para ajudar minha irmã. Sem insulina ela não poderá ficar, caso contrário seu organismo não resistirá. Por favor ajude-nos.
Grata pela atenção,
Claudia."