quarta-feira, junho 17, 2015

Antaq e alfandegamento do Porto do Açu

Na última segunda-feira (15/06), o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Mário Povia, mais outros dois diretores, Adalberto Tokarski e Fernando Fonseca, visitaram o Porto do Açu. 

Na ocasião, os diretores visitaram as obras de construção do quebra-mar do Terminal 2 (T2), as obras do TMULT (Terminal Multicargas), a unidade da NFX, que irá comercializar combustível marítimo sob a marca BP Marine e o CCOTM (Centro de Controle Operacional de Tráfego Marítimo), que realiza todo o monitoramento e controle das embarcações que transitam pelo Porto do Açu.

O Porto do Açu já opera, realiza exportações e recebe equipamentos desde outubro do ano passado, mas até agora não possui alfandegamento. O governador Pezão informou ontem em entrevista que tratou deste tema ao ser recebido pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Parece estranho este procedimento diante do porte dos navios que tem saído carregado do terminal 1 do Açu.

Frota de veículos em Campos tem crescimento de 12 mil veículos por ano: e aí?

Na virada do século, esta razão de crescimento era na faixa de 5 mil veículos por ano, já causava espanto e acabou redundando na crise de mobilidade que vive hoje a área urbana de Campos.

De lá para cá, entre 2012 e 2015, a frota cresceu de 176 mil para 212 mil veículos emplacados em Campos dos Goytacazes, agora, em maio de 2015. Assim, em 2012, se tinha um veículo para 2,6 habitantes, enquanto agora, em 2015, esta relação é de um veículo para cada 2,2 habitantes.

Bom lembrar que neste número não estão incluídos os "capixabas", ou os proprietários de veículos que buscam emplacamento no estado vizinho, por conta do IPVA mais barato. Eles reduziram em relação ao que já foram, depois de algumas apreensões, mas, ainda são grandes.

De outro lado, estão incluídos nos 212.014 veículos licenciados no município de Campos dos Goytacazes, a extraordinária frota de 47.415 motos e motonetas. Um total de 128.844 automóveis chamados de passeio, 17.758 caminhonetes e caminhonetas; 2.691 ônibus e micro-ônibus e 7.404 caminhões.

Este crescimento da frota na razão de 6% ao ano é muito significativa. Considerando que o transporte público a despeito de algumas tentativas, continua muito ruim, em meio ao chamado transporte alternativo, estes números apontam que o problema da mobilidade urbana, na área mais central de ruas estreitas e sem muitas opções de alargamento, tenderá a piorar ainda mais nos próximos anos.

Este fato é conhecido e ao mesmo tempo ignorado pelos diversos gestores que passam à frente do município de Campos nos últimos mandatos. Na última década foram mais de R$ 16 bilhões de receita e no orçamento municipal e muito pouco foi feito.

O quadro nos municípios de médio porte de toda a nossa região não é muito diferente da realidade de Campos.

Neste período, a população mais pobre foi estimulada, como nas maiores cidades brasileiras, a se mudarem para locais mais distante das áreas centrais.

Sem transporte público em quantidade e periodicidade regulares, mais a feliz e boa melhoria de suas condições de renda familiar, o uso do automóvel passou a ser cada vez mais, não condição de passeio, mas de alternativa para o deslocamento entre a residência e o trabalho e/ou estudo.

Enquanto isso, a população continua clamando por projetos públicos que possa atendê-la. O debate pela busca do poder político é compreensível, porém, mais que isso, se deseja que os atuais gestores e outros pretendentes, conheçam os dados e a realidade de seu município e se disponha a dialogar para buscar soluções para os problemas.

A solução passa pela prioridade ao transporte coletivo em detrimento do individual. Pela definição de espaços exclusivos nas vias públicas para o transporte coletivo de passageiros. Mais incentivo ao uso de bicicletas e à instalação de ciclovias protegidas. Controle, restrição e/ou planejamento da circulação de veículos e cargas no espaço urbano.

Todos sabemos que as maiores demandas por transporte de massa ocorrem pela manhã e ao final da tarde (início da noite), apesar de já ser possível identificar problemas em alguns pontos e horários diversos destes. O fato mostra o estrangulamento que há quinze anos era previsível e que foi solenemente ignorado sob o ponto de vista do planejamento de medidas atenuantes.

Enfim, não se trata de reclamar pela ampliação da frota de carros, mas da necessidade da adoção de medidas que façam com que todos nós possamos prescindir paulatinamente do uso dos carros e do transporte individual, em detrimento do transporte coletivo.

terça-feira, junho 16, 2015

Ompetro ao apoiar projeto que acaba com regime de partilha escolhe o pior caminho

Em termos do histórico de atuação da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) nada é tão ruim que não possa piorar.

Assim, a Ompetro, depois de levar mais de uma década, desde que foi criada em 2001, praticamente só se reunindo para tentar impedir mudanças na legislação, que pudesse mexer e reduzir a receita dos royalties do petróleo (participações governamentais), faz uma péssima opção.

Em convescotes mensais, a entidade em períodos diversos, dirigida por diferentes prefeitos das cidades petrorrentistas, nunca foi capaz de estruturar políticas públicas supramunicipais que pudesse fazer a região dar um salto a partir das gordas rendas que caíam mensalmente em seus orçamentos. A política foi sempre o cada um para si e ninguém por todos.

Desta forma, gastaram as fortunas e os bilhões dos royalties como se não houvesse amanhã.

Agora, desesperados, com menos recursos em caixa e com as demandas dos munícipes crescentes, tentam respostas aos problemas do presente comprometendo também o futuro. Assim, partiram para aprovar legislações que permitissem endividamento com recursos duvidosos a receber no futuro.

Pior que isto é que o desespero agora está fazendo com que a organização possa dar apoio à mudança na legislação que estabelece o regime de partilha para as reservas do pré-sal e que também estabelece a Petrobras como operada única, com um mínimo de 30%. Ou seja, caminham para um apoio ao projeto entreguista do senador paulista José Serra.

Desta forma, os gestores atuais ou seu antecessores, depois de torrarem todo o dinheiro, voltam-se para soluções nacionais diante de desmandos locais, sem levar em conta a nação e os interesses de todo o povo brasileiro.

Diante deste lamentável quadro, não é difícil imaginar que a emenda seja pior que o soneto. Os demais municípios brasileiros que questionam a desproporção de receitas e usos destes recursos vão poder agora também compreender como agem os desesperados gastadores dos royalties.

Diante da atual crise, seria momento e mais uma oportunidade para estes municípios se articularem em projetos e câmaras temáticas para debaterem o desenvolvimento regional de forma supramunicipal e não mais de maneira isolada e concorrencial.

Hora de cobrar do governo do estado ajuda para esta articulação e não mais em ajudas pontuais e eleitoreiras em projetos isolados com o Padem (Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios). ´

Porém o que se vê é sempre pior do que aquilo que já se via antes. Enfim, é importante que a população saiba de perto o que pensam seus governantes locais. Assim, o blog por não ter tido conhecimento desta posição a nível de nosso estado republica abaixo matéria da jornalista Luciana Leal do Estadão que informa sobre posição do prefeito de Macaé e presidente da Ompetro Aluizio dos Santos.

"Municípios produtores de petróleo do RJ defendem mudanças nas regras do Pré-sal"

"Com apoio do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), prefeitos dos municípios produtores de petróleo do Estado do Rio se mobilizam em defesa de mudanças nas regras do pré-sal em discussão no Senado. No último sábado, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), se aliou ao senador José Serra (PSDB-SP) para levar a plenário projeto do tucano que, entre outras mudanças, acaba com a obrigatoriedade de que a Petrobras seja responsável por ao menos 30% do investimento em exploração de todas as áreas do pré-sal.

Na terça-feira, 23, após a abertura da feira Brasil Offshore, em Macaé (cidade no litoral norte fluminense), Serra e Pezão estarão com os prefeitos em debate sobre o futuro do setor petroleiro e em defesa de mudanças nas regras em vigor. O prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior (PV), o Dr. Aluízio, preside a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro).

Em fevereiro, sete dos 11 municípios do Ompetro fundaram o Núcleo de Desenvolvimento Regional e lançaram documento com propostas para reduzir o impacto negativo da crise do petróleo. Entre as reivindicações está o fim da Petrobras como operadora única do pré-sal.

"Essa mudança é fundamental. O pré-sal é o único fato novo em décadas. A exploração é urgente. A Petrobras precisa se reerguer, se estruturar e essas duas ações têm de ser paralelas. A empresa não pode ser operadora única. Nós corroboramos a proposta do senador José Serra. Pode não ser um consenso do ponto de vista ideológico, mas é do ponto de vista de mercado. Existem momentos em que recuar é avançar", disse Dr. Aluízio, que pede urgência na votação do projeto do senador tucano.

O governo federal resiste em votar mudanças no pré-sal e teme o enfraquecimento da Petrobras no momento em que a estatal tenta se recuperar da crise do petróleo e do impacto causado pelo escândalo do esquema de corrupção que envolveu ex-diretores, políticos e empreiteiros. Em sentido contrário, o PMDB-RJ também se mobiliza por mudanças no sistema de partilha, em que a produção é dividida entre o consórcio vencedor e a União.

"O fim da obrigatoriedade de a Petrobras participar de pelo menos 30% da exploração do pré-sal é um bom passo, mas tem que ir mais longe, acabar com o regime de partilha e retomar a concessão (em que o setor privado detém o direito de exploração). A presidente Dilma Rousseff teima em não querer modificar, hoje virou uma questão ideológica", disse o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, pai do líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani".

Royalties recebidos pelos governos estaduais ontem

A informação é da ANP e a compilação dos dados é do Wellington Abreu da Silva, superintendente de Petróleo, Gás, Biocombustíveis e Tecnologia da Prefeitura de São João da Barra. Os repasses aos estados foram feitos ontem, 15/06/2015. 

O ERJ recebeu ontem em sua conta o total de R$ 195 milhões, uma quantia inferior em R$ 4 milhões (-2,1%) à quota recebida no mês de maio. No ano a perda percentual das receitas com as quotas mensais dos royalties chega a 22% em relação à 2014. A perda do ES é maior e chega a 38%. 

Pela infográfico abaixo se pode ver que a quota mensal do ERJ é superior em cerca de 50% à soma das quotas recebidas pelos demais estados, também chamados de produtores de petróleo.


Petrobras nomeia novo gerente geral da Bacia de Campos

A Petrobrás anunciou o engenheiro naval Marcelo Ferreira Batalha como novo gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção na Bacia de Campos (UO-BC). Ele assume o cargo antes ocupado por Joelson Falcão Mendes, que passou para a Gerência Executiva de Exploração e Produção – Sul-Sudeste.

Marcelo Batalha trabalha na Bacia de Campos desde 2003, onde foi gerente do Ativo de Produção de Albacora e gerente de Instalações e Processos de Produção e por último era gerente de Operação e Manutenção na UO-BC.

Segundo a Petrobras a UO-BC é responsável pelo gerenciamento dos campos maduros e das concessões localizadas no extremo sul da Bacia de Campos. A produção diária média da UO-BC é de cerca de 380 mil barris, tem 34 plataformas conectadas a 332 poços produtores de petróleo e dois poços produtores de gás. A unidade opera ainda 87 poços injetores de água, dois poços injetores de gás e três poços captadores de água.

segunda-feira, junho 15, 2015

Arrecadação de ICMS no ERJ no 1º Quadrimestre de 2015

Observando a arrecadação de ICMS pelo ERJ nos quatro primeiros meses do ano (janeiro a abril de 2015) se identifica ainda o enorme peso da capital. A base só da capital é responsável por aproximadamente 60% desta receita em todo o estado.

Outro dado interessante é que Macaé com R$ 447 milhões de arrecadação no 1º Quadrimestre de 2015, é responsável pela quarta maior receita do estado, ficando atrás somente da capital (R$ 5,2 bilhões), Duque de Caxias com R$ 749 milhões e Niterói com R$ 545 milhões.

Assim como na receita com o imposto municipal o ISS, no caso do ICMS, o município de Macaé com a sua Economia do Petróleo proporciona receita ao estado equivalente à soma dos demais municípios do Norte Fluminense (incluindo Campos com R$ 60,4 milhões), mais todo o Noroeste Fluminense; mais a região Serrana; a Baixada Litorânea e a região Centro-Sul juntas.

Por estes números, se identifica ainda a fragilidade econômica das regiões fluminenses. Só o município de Macaé tem ainda maior arrecadação que todo o Médio Paraíba com R$ 387 milhões; ou o litoral Sul, onde está Angra dos Reis que arrecadou R$ 342 milhões também entre janeiro e abril.

De outro lado, observando os números se vê o peso da Economia do Petróleo, que puxa receitas portuárias, e de serviços ligados à cadeia produtiva, entre eles, a indústria naval e de serviços de reparos e manutenção.

domingo, junho 14, 2015

Portos na América Latina e Caribe: ranking por movimentação de contêineres

Abaixo uma lista resumida com os portos brasileiros por movimentação de contêineres em 2014. O blog manteve na lista o Porto de Balboa no Panamá que é o líder, embora, o Porto de Santos, junto da Embraport, terminal também localizado no mesmo sistema portuário, ele ultrapasse a liderança do Porto de Balboa no Panamá.

Na lista (coluna do ranking) o primeiro número é a colocação entre todos os portos da América Latina e do Caribe. O segundo número é o ranking entre os portos brasileiros. Exemplo: Santos (3-1), significa terceiro no ranking da AL e Caribe e primeiro no Brasil.

É bom relembrar que se trata da movimentação de contêineres e não de carga total, porque neste caso, o Brasil tem os cincos portos com maior movimentação em toneladas (Tubarão, ES e Ponta da Madeira, MA) da AL e Caribe e sete, entre os dez maiores. O caso de Tubarão e Ponta da Madeira neste caso tem a liderança, por conta da exportação de minério de ferro.

Confira abaixo o total de movimentação por contêineres que indica um total de 28 portos brasileiros fazendo movimentação de contêineres. Nesta lista pode se observar que o Porto de Santos ainda exerce enorme liderança em relação aos demais terminais de contêineres (Tecon).

O Porto do Rio é apenas o nono colocado no Brasil, enquanto o Porto de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, é o décimo-segundo. Com a recente ampliação e modernização do Tecon, no Porto do Rio de Janeiro, sua movimentação deve ascender, enquanto o do Porto de Itaguaí vem perdendo espaço.

É possível perceber que em termos de movimentação de contêineres, eles competem entre si. Na lista abaixo chama a atenção a presença de cinco portos do estado de Santa Catarina. A fonte da tabela é a Cepal.

PS.: Atualizado às 14:38 e 24/06/2015: O movimento de carga conteinêrizada nos portos da América Latina y el Caribe cresceu 1,3 % em 2014, em relação ao ano anterior. O crescimento nos anos anteriores foi de: 1,7% em 2013, 5,8% em 2012 e 13,8% em 2011. O volume total de movimentação em 2014 foi de aproximadamente 47 milhões de TEUs.

As maiores movimentações de contêineres em portos da AL e Caribe, mostra que as 40 maiores movimentações de portos atenderam a 89% das operações para este tipo de carga, com 41,8 milhões de TEUs. Enquanto isto, 80 portos de menor dimensão distribuíram 11% restante, equivalente a 5,2 milhões de TEUs. O fato demonstra a grande heterogeneidade do movimento portuário no continente, demonstrando uma tendência de hierarquização ou verticalização deste sistema de logística.

A estatística da Cepal indica também um alta heterogeneidade em relação ao ano anterior. Sobem a movimentação na oeste da América do Sul, com saída pelo Oceano Pacífico (5,3%), México (4,0%) y América Central (3,4%), enquanto reduz na costa Leste da América do Sul, como saída pelo Oceano Atlântico (-2,2%) e Caribe (-8,2%). (Dados da Cepal - aqui)
Confira também abaixo a representação no mapa América Latina a movimentação portuária por nação:



Ranking
Puerto/Port
País/Country
2012 (TEU)
2013 (TEU)
2014 (TEU)
Variación/change %  2014/2013
1
Balboa
Panamá
3,304,499
3,187,387
3,468,283
9%
3 – 1
Santos (SP)
Brasil
2,961,426
3,221,348
3,040,231
-6%
21 - 2
Paranaguá (PR)
Brasil
743,830
730,723
757,319
4%
22 – 3
Portonave (Navegantes,SC)
Brasil
618,434
673,139
676,675
1%
23 – 4
Rio Grande (RS)
Brasil
611,133
626,095
678,882
8%
26 – 5
Embraport (Santos)
Brasil

229,775
529,639
131%
31 – 6
Itapoa (SC)
Brasil
270,415
465,323
465,665
0%
32 – 7
Chibatao (Manaus, AM)
Brasil
273,559
362,710
463,423
28%
33 – 8
Suape (PE)
Brasil
393,452
395,636
418,043
6%
34 – 9
Rio de Janeiro
Brasil
437,205
357,350
411,762
15%
37 – 10
Itajai (SC)
Brasil
385,193
402,264
371,358
-8%
40 – 11
Salvador
Brasil
251,566
273,334
280,518
3%
42 – 12
Itaguai /Sepetiba (RJ)
Brasil
332,195
354,952
242,771
-32%
44 – 13
Vitória
Brasil
270,408
187,576
235,026
25%
48 – 14
Pecem (Fortaleza)
Brasil
149,103
149,572
195,352
31%
53 – 15
Super Terminais (Manaus)
Brasil
187,423
196,342
176,074
-10%
64 – 16
São Francisco do Sul (SC)
Brasil
115,868
72,801
93,139
28%
75 – 17
Imbituba (SC)
Brasil
20,984
13,887
41,909
202%
79 – 18
Vila do Conde (PA)
Brasil
37,308
40,912
34,959
-15%
82 – 19
Natal (RN)
Brasil
27,837
35,519
30,652
-14%
91 – 20  
Itaqui (MA)
Brasil
8,498
10,731
18,565
73%
92 – 21
Belém (PA)
Brasil
23,121
25,632
15,438
-40%
97 – 22
Porto Velho (RO)
Brasil
180
767
9,298
1112%
98 – 23
Fortaleza (CE)
Brasil
58,928
78,256
8,923
-89%
110– 24
Macapá (AP)
Brasil
72
2,364
1,264
-47%
111– 25
Recife
Brasil
3,768
16,858
1,041
-94%
112-26
Santarém (PA)
Brasil
4,218
3,150
733
-77%
118-27
Sâo Sebastião (SP)
Brasil
747
93
170
83%
119-28
Cabedelo (PB)
Brasil
0
0
113