quarta-feira, outubro 07, 2009

Grupo EBX em Barra do Furado

Este blog já havia comentado em nota aqui de 16 de maio de 2008 e aqui em nota de 27 de março de 2009 sobre a possibilidade do grupo EBX do Eike investir no estaleiro de Barra do Furado. A última tentativa descartada pelo receio de ter problemas com o licenciamento ambiental, que passaria ser mais complexo e de difícil obtenção pela já ampla intervenção no Complexo do Açu, que assim, definitivamente se ligariam. O grupo decidiu na ocasião em montar o estaleiro, numa área de 1,3 milhão m² no município de Biguaçu, a 28 quilômetros de Florianópolis. O investimento anunciado foi de US$ 600 milhões com o objetivo de construir entre 8 e 10 plataformas, em atendimento à demanda de equipamentos para perfuração e produção de petróleo nos campos adquiridos em leilão da ANP na Bacia de Campos e de Santos, até o ano 2018. O retorno do interesse em Barra do Furado certamente está ligado à concretização do acordo comercial fechado pelo grupo EBX com a siderúrgica chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco) no Complexo do Açu. (Relembre o anúncion na China clicando aqui). Acompanhemos

3 comentários:

Gustavo Carvalho disse...

Oi Roberto, nesse caso específico de investimento da EBX em Barra do Furado (noticiado no O Globo de hoje na coluna da Flávia Oliveira) parece ser de fundamental importância a resolução da drenagem com recursos públicos da ordem de R$ 50 milhões. Os prefeitos de Quissamã e Campos irão inclusive se encontrar com a Dilma para viabilizar isso. O pano de fundo do dilema sócio-ambiental parace ser sempre: como superar a estagnação econômica regional sem degradar irreversivelmente o meio-ambiente e as condições de existência das populações. Em recente tese de mestrado defendida no IFF, sobre o caso dos impactos sócio-ambientais da instalação do complexo siderúrgico portuário do Açu, ficou claro que as projeções feitas com base nas precárias condições atuais são assustadoramente insustentáveis e quase inexoráveis. A sociedade envolvida e o poder público em questão tem que se organizar muito para no máximo conseguir uma relativa "redução de danos". Saravá misifio

CONSTRUÇÕES RURAIS - UENF disse...

Caro Roberto,
Barra do Furado, ou melhor, os moles de pedra para a estabilização da foz do canal Flecha é um grande passivo ambiental, herdado do governo militar, do DNOS e com participação do Ex-Deputado Alair Ferreira. Aquele projeto, apesar de bem intencionado, foi concebido de forma errada, construído de forma errada e não terminado. Serviu por menos de um ano e até hoje só gerou problemas. Quem frequenta e conhece a área sabe que o lado sul (Quissamã)cresceu, enquanto o lado norte (Campos) regrediu. A erosão causada pelos moles já causou danos irreparáveis. Quem lembra do portal da Gaivotas? Hoje, Campos já está no 3 desvio de transito. Em breve, o Viegas não existirá mais. O problema é da interferência antrôpica nas correntes marinhas. A solução: Remover os moles e redimensionar o projeto. Insitir no que está é perda de tempo e de dinheiro. Por que será que até hoje aquela obra não se viabilizou? Ela é errada, está errada e insistir no erro é burrice! Além de cara esse caminho não é sustentável!
Desde o início da UENF (há 16 anos),que, por solicitação do então Reitor, fomos buscar entender o caso e concluímos que a solução seria a remossão e, se for consenso, refaze-lo. Falar assim é fácil, mas quando se chega nos setores organizados da sociedade, percebemos o tamanho da recusa e da não compreensão dos fatos. Todos acham que há engenharia possível de solção. Enquanto isso vemos o problema a se agravar e em curto espaço de tempo, veremos a Baixada Campista ser inundada pelo mar, o que segundo nossas pesquisas, atingirá Santo Amaro e localidades vizinhas, uma vez que o colmado do Viegas será erodido e o mar adentrará a Baixada Campista. Já reportei, a muitos anos essas informações aos órgãos competentes, que até o momento, insistem em tentar manter a situação atual. O que resta é tentar manter a calma e vendo que as autoridades estão optando pelo caminho, a meu ver errado, lamentar o prejuízo que sofreremos. Vejam os fatos e "contra fatos não há argumentos"
José Carlos Mendonça
Laboratório de Meteorologia - UENF

José Carlos Mendonça disse...

Caro Roberto,
Barra do Furado, ou melhor, os moles de pedra para a estabilização da foz do canal Flecha é um grande passivo ambiental, herdado do governo militar, do DNOS e com participação do Ex-Deputado Alair Ferreira. Aquele projeto, apesar de bem intencionado, foi concebido de forma errada, construído de forma errada e não terminado. Serviu por menos de um ano e até hoje só gerou problemas. Quem frequenta e conhece a área sabe que o lado sul (Quissamã)cresceu, enquanto o lado norte (Campos) regrediu. A erosão causada pelos moles já causou danos irreparáveis. Quem lembra do portal da Gaivotas? Hoje, Campos já está no 3 desvio de transito. Em breve, o Viegas não existirá mais. O problema é da interferência antrôpica nas correntes marinhas. A solução: Remover os moles e redimensionar o projeto. Insitir no que está é perda de tempo e de dinheiro. Por que será que até hoje aquela obra não se viabilizou? Ela é errada, está errada e insistir no erro é burrice! Além de cara esse caminho não é sustentável!
Desde o início da UENF (há 16 anos),que, por solicitação do então Reitor, fomos buscar entender o caso e concluímos que a solução seria a remossão e, se for consenso, refaze-lo. Falar assim é fácil, mas quando se chega nos setores organizados da sociedade, percebemos o tamanho da recusa e da não compreensão dos fatos. Todos acham que há engenharia possível de solção. Enquanto isso vemos o problema a se agravar e em curto espaço de tempo, veremos a Baixada Campista ser inundada pelo mar, o que segundo nossas pesquisas, atingirá Santo Amaro e localidades vizinhas, uma vez que o colmado do Viegas será erodido e o mar adentrará a Baixada Campista. Já reportei, a muitos anos essas informações aos órgãos competentes, que até o momento, insistem em tentar manter a situação atual. O que resta é tentar manter a calma e vendo que as autoridades estão optando pelo caminho, a meu ver errado, lamentar o prejuízo que sofreremos. Vejam os fatos e "contra fatos não há argumentos"
José Carlos Mendonça
Laboratório de Meteorologia - UENF