O blog recebeu, há cerca de dez dias, uma série de fotos (um total de 42 imagens) feitas nas imediações da área em que está sendo implantado o Complexo do Açu.
Durante este tempo, o blog apurou a veracidade e a autoria das mesmas. A área objeto das imagens é onde era a antiga Fazenda Caroara (fica entre o Balneário de Grussaí e o Açu), antes da área do porto, mais especificamente na área que acompanha a Lagoa de Iquipari.
Esta área é a que está destinada para ser uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) como uma das contrapartidas ambientais, pelos impactos da implantação do empreendimento logístico-industrial.
Por esta exigência, nesta fase de ocupação, se esperava um esmero na maior neste trabalho, que pelo visto não está existindo, conforme previa o EIA e o Rima (Estudo e relatório de Impacto Ambiental) entregue pelos empreendedores e aprovado pelo Inea.
A autora das fotos é a designer gráfica e fotógrafa, Ana Vasconcellos, que atua profissionalmente na Revista Visão Socioambiental.
Pelo que se vê nas fotos, há uma grande distância entre o que se se discursa e escreve, e o que se tem praticado, em termos de cuidados com a preservação ambiental e a ocupação do solo naquela região. As reclamações dos impactos sociais com as desocupações já são conhecidas de todos.
O blog tem acompanhando com dedicação todo este processo, visitando a região, analisando documentos, ouvindo gestores, técnicos/pesquisdores, enfim, as diversas partes.
É com esta mesma atenção que traz estes fatos aqui para este espaço, na certeza de estar contribuindo com a nossa região, como debate e com medidas que necessitam ser tomadas por quem de direito.
Desde já, o blog abre espaço para a manifestação das pessoas diretamente envolvidas no empreendimento e pelos que têm o dever de ofício de fiscalizar e regular esta ocupação.
Veja abaixo algumas fotos com as legendas enviadas pela própria autora das fotos. Analisem e tirem as suas conclusões:

Árvores cortadas e empilhadas em área destinada à preservação.

Queimadas na Fazenda Caroara destinada á preservação.

Lagoa de Iquipari sendo atingida pelo aterro hidráulico, sem respeito ao seu entorno, como determina a lei.

As margens da Lagoa de Iquipari, sua delimitação com cerca, o avanço do aterro hidrúlicofeito pela LLX, com a areia retirada do fundo do mar pela dragaque prepara o canal de aproximação do terminal do porto.

Máquinas trabalhando na área do entorno da Lagoa de Iquipari espalhando a areia do aterro hidráulico.

Espelho d´água da Lagoa de Iquipari, seu entorno e a a proximidade do aterro hidráulico.

Esqueleto de um tamanduá que, segundo o relato da fotógrafao era um guia, antigo morador da região.

Identificação do buraco de um tatu, na área da restinga e localizado, junto à onde está o aterro hidráulico. Na outra foto, penas de uma garça, também na área de restinga da futura RPPN.

Uma garça, parte da fauna da região do entorno da Lagoa de Iquipari.

Outra imagem do entorno da Lagoa de Iquipari.

Cancela e guarita de segurança no local em que a RJ-196 foi interditada para a construção do canal de 300 metros de extensão e 18 de profundidade para instalação do estaleiro da OSX e do terminal TX-2 do Porto do Açu.