O colaborador do blog, Eduardo Inácio, defensor intrasigente e com razão da sua terra natal, o belo distrito de Santo Eduardo, alegre com a lembrança da histórica estação ferroviária manda sua mensagem com algumas fotos para o tema de hoje, Cultura e Patrimônio da nossa Rede Blog. Diz Eduardo:67 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
sexta-feira, março 21, 2008
Cachoeira das Garças
O colaborador do blog, Eduardo Inácio, defensor intrasigente e com razão da sua terra natal, o belo distrito de Santo Eduardo, alegre com a lembrança da histórica estação ferroviária manda sua mensagem com algumas fotos para o tema de hoje, Cultura e Patrimônio da nossa Rede Blog. Diz Eduardo:Mais casario...
Palácio Nilo Peçanha
FCJOL 30 anos
Neste dia temático sobre Cultura e Patrimônio da Rede Blog em Campos, não há como não tratar do assunto. A imagem da instituição sai bastante arranhada deste episódio dos desvios de recursos na prefeitura de Campos, porém, é inegável o trabalho em favor da boa cultura em nosso município nestes seus 30 anos. Ao lado a logomarca comemorativa do evento feito pelo designer Sérgio Roberto Cardoso Moreira que está exposta aqui em seu blog. Lá ele explica assim a logo: “O conceito da logomarca 30 anos da Fundação Cultural jornalista Oswaldo Lima possui referências inspiradas no cubismo em homenagem a Naum Gabo e ao Construtivismo”.“É necessário que haja compreensão da sociedade para a importância de preservar e/ou restaurar os bens materiais, imateriais ou naturais”
Neste dia temático sobre Cultura e Patrimônio Histórico, da Rede Blog em Campos, fomos ouvir um dos maiores entusiastas do assunto em nossa planície, Leonardo de Vasconcelos Silva. Mais intimamente como chamamos, Leo, o Leonardo de Vasconcellos Silva, tem 52 anos, é natural de Campos dos Goytacazes e tem múltiplas formações e vocações: é designer, professor universitário, pesquisador e fotógrafo, tendo se formado em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela PUC-Rio.
Há 25 anos Leonardo lida com a questão patrimonial na sua cidade natal. De forma sistemática, vem realizando debates nos últimos 10 anos tendo como principal objetivo aumentar o nível de
conscientização e de participação da sociedade civil, alertando para a necessidade de preservar nossas referências culturais e afetivas. Fizemos a ele quatro perguntas gerais sobre nossa temática:
Blog: Você há muito tempo discute a preservação do patrimônio cultural e histórico do nosso município. Por que as coisas custam tanto a andar nesta área?
Leonardo Vasconcelos: Inicialmente é necessário que haja compreensão da sociedade para a importância de preservar e/ou restaurar os bens materiais, imateriais ou naturais que nos foram legados por nossos antepassados. A partir desse nível de conscientização é possível pressionar o poder público para que ele exerça seu papel estabelecendo as diretrizes do que precisa ser feito, fazendo uso do seu poder de polícia para que essas diretrizes sejam obedecidas. Enfim, é necessário criar uma política de preservação a ser seguida.
Blog: Se pedissem ao senhor, a sua opinião, para elaboração de uma lista, em ordem de prioridade, para as intervenções mais importantes e necessárias, quais apontariam?
Leonardo Vasconcelos: A cidade não precisa criar nenhum tipo de lei. Elas já existem e só precisam ser aplicadas. O Plano Diretor, recentemente aprovado, já prevê quais são as prioridade a serem obedecidas, É
inaceitável assistir a degradação pela qual a cidade vem passando, mesmo com toda a verba proveniente dos royalties do petróleo. Proporia uma ação de reabilitação do centro histórico, com ênfase no restauro e posterior implantação do museu da cidade. Também procuraria dar uma função objetiva para alguns imóveis em posição estratégica como é o caso do Solar dos Ayrises, do Hotel Amazonas, do Asilo do Carmo e do Solar da Baronesa.
Blog: Gente da área estava animada com a demorada, mas finalmente encaminhada, constituição do Conselho Municipal de Cultura em Campos. Como o bom vendaval que rondou a planície também pegou o setor, o que acha que acontecerá daqui para frente?
Leonardo Vasconcelos: O mesmo que já vem acontecendo: pessoas com competência técnica e bem intencionadas terão menos poder de voz e veto do que aquelas que se sentam à direta do poder. Qualquer pessoa que lide com a questão cultural sabe muito bem o que deve ser feito, basta ouvi-las e colocar em prática suas idéias sem que isso gere concessões ou barganhas.
Blog: O bom pessoal da fotografia parece agora bem organizado em favor desta arte. A que se deveu esta mobilização?
Leonardo Vasconcelos: Acredito que esse novo ânimo se deve à atual diretoria da Associação de Imprensa Campista. Desde que assumiu, ela tem estimulado o diálogo e impulsionado os fotógrafos locais dando-lhes maior visibilidade. O órgão criado de forma espontânea pelos fotógrafos, a Casa da Fotografia de Campos, vem participando e organizando eventos. Embora sua existência seja, até o momento, virtual todos estamos empenhados em conseguir um espaço físico real que possa abrigá-la. Isso facilitaria ainda mais a sua implantação.
Leonardo Vasconcelos: Inicialmente é necessário que haja compreensão da sociedade para a importância de preservar e/ou restaurar os bens materiais, imateriais ou naturais que nos foram legados por nossos antepassados. A partir desse nível de conscientização é possível pressionar o poder público para que ele exerça seu papel estabelecendo as diretrizes do que precisa ser feito, fazendo uso do seu poder de polícia para que essas diretrizes sejam obedecidas. Enfim, é necessário criar uma política de preservação a ser seguida.
Blog: Se pedissem ao senhor, a sua opinião, para elaboração de uma lista, em ordem de prioridade, para as intervenções mais importantes e necessárias, quais apontariam?
Leonardo Vasconcelos: A cidade não precisa criar nenhum tipo de lei. Elas já existem e só precisam ser aplicadas. O Plano Diretor, recentemente aprovado, já prevê quais são as prioridade a serem obedecidas, É
Blog: Gente da área estava animada com a demorada, mas finalmente encaminhada, constituição do Conselho Municipal de Cultura em Campos. Como o bom vendaval que rondou a planície também pegou o setor, o que acha que acontecerá daqui para frente?
Leonardo Vasconcelos: O mesmo que já vem acontecendo: pessoas com competência técnica e bem intencionadas terão menos poder de voz e veto do que aquelas que se sentam à direta do poder. Qualquer pessoa que lide com a questão cultural sabe muito bem o que deve ser feito, basta ouvi-las e colocar em prática suas idéias sem que isso gere concessões ou barganhas.
Blog: O bom pessoal da fotografia parece agora bem organizado em favor desta arte. A que se deveu esta mobilização?
Leonardo Vasconcelos: Acredito que esse novo ânimo se deve à atual diretoria da Associação de Imprensa Campista. Desde que assumiu, ela tem estimulado o diálogo e impulsionado os fotógrafos locais dando-lhes maior visibilidade. O órgão criado de forma espontânea pelos fotógrafos, a Casa da Fotografia de Campos, vem participando e organizando eventos. Embora sua existência seja, até o momento, virtual todos estamos empenhados em conseguir um espaço físico real que possa abrigá-la. Isso facilitaria ainda mais a sua implantação.
quinta-feira, março 20, 2008
A primeira propaganda do governo interino?
Uma inserção nas televisões locais mostra uma imagem fixa de Campos, enquanto uma voz diz: “Campos merece enxergar melhor as coisas com toda a transparência. Aguarde!”
“Retorno: cuidado com as tartarugas”
É grave. Muito grave a invasão de prédio da secretaria de educação de Campos. Quais os interesses moveriam os responsáveis por ela? Um crime comum? Difícil de acreditar. Como há circuito interno de TV as investigações e identificações das imagens estão sendo feitas. Veja uma parte do que informa a página da prefeitura na internet:
“Duas salas arrombadas na manhã desta quinta-feira, dia 20. Marcas de pés nas paredes, cadeiras empilhadas e armários remexidos. Segundo o secretário de Comunicação, Carlos Cunha, e a subsecretária de Educação, Aline Ferreira, a invasão foi registrada pela Guarda Municipal, às 7h20, em seu livro de ocorrência, e constatada por volta das 8h, com a chegada do primeiro funcionário. “A nossa expectativa é que a polícia técnica possa nos elucidar o que de fato aconteceu aqui. Estamos cautelosos, não faremos acusações levianas. Queremos apenas saber o que aconteceu aqui”, afirmou Cunha”.
Ainda do site:
“Invasão passo-a-passo - Depois de analisar detalhadamente as imagens do circuito interno de segurança
Palpite: Rosinha será a candidata do PMDB de Campos
Embora seja hora de governar e administrar as urgências, evitar o alastramento ainda maior da dengue, garantir o atendimento de saúde nos postos e hospitais, das aulas nas escolas, a vacinação dos bovinos na campanha nacional que se encerra em 31 de março, o recadastramento e o atendimento da Justiça do Trabalho que determinou a redução de 40% dos contratos de prestação de serviços, que ainda não se sabe se é em quantitativo de trabalhadores ou de valores gastos nestas contratações, atendimento das demandas da sociedade que está pedindo mais transparência nos atos legais das ordens de pagamento e no estabelecimento da metodologia dos pregões eletrônicos para compras e licitações, entre outras medidas, não há como deixar de lado, que as conversas sobre as composições para as eleições de outubro estão caminhando, lentamente, mas estão.
Nesta linha, o blog vai formular um palpite, sem nenhuma indicação de cocheira ou com base em análises de possibilidades políticas, ou quaisquer outras pretensões. Apenas um palpite. Se o TRF-RJ negar o recurso com o qual o prefeito afastado, Mocaiber pretende voltar ao cargo, e até o início de abril, o quadro continuar do jeito que está hoje, o PMDB local lançará a ex-governadora Rosinha, como sua candidata à prefeitura de Campos. Uma indicação simples, talvez simbólica: no sábado, pela primeira vez ela veio participar do programa de Garotinho na rádio Diário FM e se envolveu em alguns debates provocados pelo marido.
Roberto Henriques poderá reclamar, mas não terá muito o quê fazer porque, na condição de ex-governadora e como candidata de maior potencial, o partido usará como argumento que ela une o partido e aumenta as chances deste grupo político retomar o poder na prefeitura de Campos.
Nesta hipótese, restaria saber, o que faria o prefeito interino, que não tem condições de mudar de partido e sair candidato nas eleições de outubro, devido ao prazo exigido de filiação partidária, de pelo menos um ano antes da eleição. Assim RH teria que escolher quem apoiar e como se conduzir neste processo.
Na verdade é um caso diferente, onde o detentor da caneta não ficaria com o controle absoluto da situação, embora com poder, especialmente se ganhar apoio social com as medidas administrativas que vier a tomar durante a interinidade que, hoje mais do que antes, a maioria já começa a crer, que chegará até a data das eleições de outubro podendo até encerrar o mandato, em dezembro.
O emaranhado complexo e de múltiplas possibilidades, interesses e conseqüências que se tornou a situação atual da política em Campos, certamente não tem precedentes em nenhum momento da sua história, seja pelos absurdos verificados na sua gestão, quanto pelos encaminhamentos possíveis diante de uma eleição que se avizinha. Neste cenário resta torcer para que os ideais de buscar o melhor para o município seja algo concreto e para além de uma simples retórica de palanque.
“Políticos desavisados e a mídia adoram o fumacê. Ele tem alta visibilidade, tem cheiro, faz barulho e aparece”
Em função do assunto da dengue continuar, mais ainda do que antes, na ordem do dia e também porque, ela quando publicada no dia 11 de março, acabou por ter sido espremida pelos acontecimentos da operação Telhado de Vidro, o blog resolveu republicá-la hoje.
Entrevista sobre a Dengue com o Dr. José Eduardo Marques
O entrevistado de hoje do blog, José Eduardo Marques faz questão de dizer que estudou no grupo de Goytacazes, que chama de “minha terra natal”. Fez ginásio no Isepam (antigo Iepam) na primeira turma mista da história daquele colégio, o científico no Liceu e graduou-se em medicina, na UFRJ, em 1975.
A partir daí, o Dr. José Eduardo virou “mineiro”. Lá se especializou em Saúde Pública, em 1980 e concluiu mestrado em 2002, ambas na UFMG. Antes de ir para Belo Horizonte, mas já em Minas Gerais, iniciou sua atividade em Saúde Pública, no Centro Regional de Saúde do Vale do Jequitinhonha, em Diamantina/MG em 1977. Em 1987 se transferiu para a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, onde exerceu entre 1991 e 1992, a Superintendência de Epidemiologia. Em 1992, Dr. Eduardo Marques assumiu a função de Gerente Técnico, do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, no Ministério da Saúde.
Atualmente é doutorando em Epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública na Medicina da UFMG, cujo trabalho de pesquisa e dissertação tem concentração em "Inquérito Soro-epidemiológico da Dengue". Profissionalmente está no presente cedido à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, além disso atuou como docente no Departamento de Medicina Preventiva na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, até iniciar o doutorado.
Mesmo em Minas Gerais, o Dr. José Eduardo Marques que é carinhosamente conhecido por aqui, como Pardal, assim sempre manteve os vôos de seus pensamentos em nossa região, onde faz questão de manter os vínculos, seja pelo contato com os parentes e amigos ou, pelo usufruto das férias e alguns finais de semana nas praias de São João da Barra. É desta forma que ele manifestou preocupação com a crescente manifestação da dengue em nossa população.
Leia abaixo a qualificada entrevista e tire você mesmo, suas conclusões, especialmente quando ele afirma que “o maior desafio da nossa responsabilidade como profissionais envolvidos no problema e do poder publico, é o de manter a população motivada para o combate ao Aedes aegypti”.
Blog: A epidemia de dengue era inevitável?
Dr. José Eduardo Marques: Não sei se inevitável é o termo correto, mas as condições para o surgimento de doenças emergentes ou reemergentes são notórias neste mundo globalizado. Praticamente todas as regiões tropicais foram atingidas pela dengue a partir do final do século passado. O desenvolvimento, com crescente aumento populacional das cidades, diminuição das distâncias pela evolução dos meios de transporte, aumento da produção industrial, criou novas condições para a dispersão vetorial e circulação do vírus da dengue.
Blog: Mesmo afastado, mas sempre acompanhando as coisas da nossa região, quais seriam os principais motivos da maior manifestação da dengue no estado do Rio de Janeiro?
Dr. José Eduardo Marques: O estado do Rio, especialmente o município do Rio de Janeiro, tem em caráter exponencial aquelas situações citadas anteriormente. Estas condições trazem como conseqüência várias mazelas, como a violência e o caos na área da saúde (não só dengue...). No caso da dengue, uma doença caracteristicamente urbana, some-se as condições climáticas, a situação geográfica de pólo econômico e o fato de ser uma das principais zonas portuárias do país.
“O Fumacê supervaloriza o poder dos produtos químicos e não ajuda na mudança de atitude da sociedade em relação aos fatores associados à transmissão da doença”.
Blog: Como especialista no assunto vivendo hoje em Belo Horizonte você identifica concepções de trabalho diferentes?
Dr. José Eduardo Marques: Sim. Principalmente relacionado ao uso de produto químico. O estado de São Paulo as cidades de Recife e Belo Horizonte são exemplos de locais onde existe um uso mais racional de inseticidas e larvicidas. A ênfase maior do controle se direciona às ações educativas e à remoção de criadouros do mosquito. No Rio de Janeiro (como exemplo) havia publicação sistemática de roteiro de uso do “Fumacê”, durante todo ano e inclusive nos períodos mais frios e secos, quando a população de mosquito está bastante reduzida. Estas práticas supervalorizam o poder dos produtos químicos e não ajudam na mudança de atitude da sociedade em relação aos fatores associados à transmissão da doença.
Blog: Pelo que comentou em e-mail com o blog, sobre suas preocupações com o nosso quadro regional, você deixou a entender que o combate químico ao mosquito tem limitações e complicações. Explique por quê?
Dr. José Eduardo Marques: A complexidade da dengue exige medidas mais abrangentes de controle. A tendência é de se procurar uma fórmula mágica para solucionar um determinado problema. A utilização dos produtos químicos além de limitada (desenvolvimento de resistência aos produtos, impacto ambiental efeitos colaterais na saúde humana) induz a uma falsa tranqüilidade. O serviço público, juntamente com a população, “lavam as mãos”, supondo que já fizeram o possível (“o moço da dengue vem sempre aqui em casa e põe aquele pozinho” ou “o fumacê passa sempre na minha rua”). O emprego desses produtos deve ser feito de maneira diferenciada e não como regra.
A abordagem química é agente da não modificação do nicho ecológico com a não retirada de criadouros, pois o produto colocado periodicamente fica sendo a solução, deslocando o procedimento correto de eliminação mecânica. A eliminação do criadouro por meio físico permite maior criatividade de soluções, o programa deve incentivar todo tipo de forma de eliminação do criadouro não nocivo à saúde e ao ambiente.
“A utilização dos produtos químicos além de limitada induz a uma falsa tranqüilidade”.
Blog: Por este mesmo motivo você seria contra o uso do fumacê?
Dr. José Eduardo Marques: O “fumacê” é ainda mais pernicioso. Além daquela falsa impressão de segurança, sua baixa eficácia já foi mais do que comprovada cientificamente. Esta técnica, utilizada em outras doenças transmitidas por vetores, foi adaptada para o controle da dengue, e não levou em consideração os hábitos do Aedes aegypti. A possibilidade das gotículas matarem o mosquito é bastante reduzida, pois sua ação se dá por contato, no momento em que o mosquito está voando e não tem efeito residual prático nos locais de abrigo dos vetores. O Aedes aegypti se refugia nos armários, embaixo dos móveis e atrás da cortina, não sendo atingido pelo inseticida. E os seus horários de vôo são no início da manhã e final da tarde, o que torna sem sentido uso fora destes horários. Outras dificuldades técnicas, como necessidade que as janelas das casas fiquem abertas, velocidade do veículo e ocorrência de ventos que mudam a direção da “fumaça” servem como coadjuvantes na inadequação deste método. Deve ser observado também o impacto ambiental, matando inclusive inimigos naturais do mosquito transmissor da dengue. Considere-se ainda que a cipermetrina é classificada como inseticida piretróide classe II (altamente tóxico - faixa amarela) conforme norma da Organização Panamericana de Saúde (OPS, 1997; MS, 1997) e apresenta longo efeito residual em materiais como madeira e argamassa (Augusto et al, 2000). Entretanto políticos desavisados e a mídia adoram, pela sua alta visibilidade: tem cheiro, faz barulho e aparece.
Blog: Campos tem tido uma considerável verba destinada à saúde nos últimos anos, mas a população não tem percebido melhoria, pelo menos na proporção da elevação dos recursos. Poderia comentar algo sobre isso?
Dr. José Eduardo Marques: Não se limita a Campos esta dificuldade. Acho que a concepção hegemônica da sociedade privilegia o investimento nas ações curativas em detrimento de ações básicas de saúde. A concentração em práticas tecnológicas mais sofisticadas e de alto custo, associada à criação de falsas demandas que justifiquem altos investimentos tecnológicos aumentam ainda mais este grande ralo por onde escoam os recursos públicos.
“A concepção hegemônica da sociedade privilegia o investimento nas ações curativas em detrimento de ações básicas de saúde”.
Blog: A partidarização e o eleitoralismo do setor público de saúde que leva a ter a maior bancada de médicos da história do município (cerca de 30%), um deputado estadual, um federal, o atual prefeito e o ex-prefeito pode ajudar nesta explicação?
Dr. José Eduardo Marques: É um aspecto a ser considerado. A escolha de nossos representantes não se baseia no conhecimento das propostas que apresentam. A maior exposição na mídia e o “status” que os profissionais médicos ainda têm na nossa sociedade, favorecem a sua eleição, independente dos seus programas ou posições declaradas, ou de que interesses estão defendendo.
Blog: Voltando à questão da dengue para fechar a entrevista, a seu ver seria correta a posição de alguns gestores de culpar a população pela maior incidência da doença, mesmo com tanto dinheiro?
Dr. José Eduardo Marques: Claro que não. É como você colocar a culpa na vítima Sempre procuramos um vilão, e de preferência que nos exima de culpa. O maior desafio da nossa responsabilidade como profissionais envolvidos no problema e do poder publico, é o de manter a população motivada para o combate ao Aedes aegypti. E outro desafio é a participação dos profissionais de saúde de um modo geral quanto ao possível diagnóstico, com sua participação específica e efetiva como sentinelas da vigilância epidemiológica. Mas, a dengue não é um problema só da saúde. Cabe às autoridades sanitárias construir políticas e gestões intersetoriais entre as autoridades de educação e meio ambiente, melhorar o nível de conscientização da população e a contribuição importante da mídia como o instrumento auxiliar desse envolvimento de todos os grupos sociais.
Entrevista sobre a Dengue com o Dr. José Eduardo Marques
O entrevistado de hoje do blog, José Eduardo Marques faz questão de dizer que estudou no grupo de Goytacazes, que chama de “minha terra natal”. Fez ginásio no Isepam (antigo Iepam) na primeira turma mista da história daquele colégio, o científico no Liceu e graduou-se em medicina, na UFRJ, em 1975.A partir daí, o Dr. José Eduardo virou “mineiro”. Lá se especializou em Saúde Pública, em 1980 e concluiu mestrado em 2002, ambas na UFMG. Antes de ir para Belo Horizonte, mas já em Minas Gerais, iniciou sua atividade em Saúde Pública, no Centro Regional de Saúde do Vale do Jequitinhonha, em Diamantina/MG em 1977. Em 1987 se transferiu para a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, onde exerceu entre 1991 e 1992, a Superintendência de Epidemiologia. Em 1992, Dr. Eduardo Marques assumiu a função de Gerente Técnico, do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, no Ministério da Saúde.
Atualmente é doutorando em Epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública na Medicina da UFMG, cujo trabalho de pesquisa e dissertação tem concentração em "Inquérito Soro-epidemiológico da Dengue". Profissionalmente está no presente cedido à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, além disso atuou como docente no Departamento de Medicina Preventiva na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, até iniciar o doutorado.
Mesmo em Minas Gerais, o Dr. José Eduardo Marques que é carinhosamente conhecido por aqui, como Pardal, assim sempre manteve os vôos de seus pensamentos em nossa região, onde faz questão de manter os vínculos, seja pelo contato com os parentes e amigos ou, pelo usufruto das férias e alguns finais de semana nas praias de São João da Barra. É desta forma que ele manifestou preocupação com a crescente manifestação da dengue em nossa população.
Leia abaixo a qualificada entrevista e tire você mesmo, suas conclusões, especialmente quando ele afirma que “o maior desafio da nossa responsabilidade como profissionais envolvidos no problema e do poder publico, é o de manter a população motivada para o combate ao Aedes aegypti”.
Blog: A epidemia de dengue era inevitável?
Dr. José Eduardo Marques: Não sei se inevitável é o termo correto, mas as condições para o surgimento de doenças emergentes ou reemergentes são notórias neste mundo globalizado. Praticamente todas as regiões tropicais foram atingidas pela dengue a partir do final do século passado. O desenvolvimento, com crescente aumento populacional das cidades, diminuição das distâncias pela evolução dos meios de transporte, aumento da produção industrial, criou novas condições para a dispersão vetorial e circulação do vírus da dengue.
Blog: Mesmo afastado, mas sempre acompanhando as coisas da nossa região, quais seriam os principais motivos da maior manifestação da dengue no estado do Rio de Janeiro?
Dr. José Eduardo Marques: O estado do Rio, especialmente o município do Rio de Janeiro, tem em caráter exponencial aquelas situações citadas anteriormente. Estas condições trazem como conseqüência várias mazelas, como a violência e o caos na área da saúde (não só dengue...). No caso da dengue, uma doença caracteristicamente urbana, some-se as condições climáticas, a situação geográfica de pólo econômico e o fato de ser uma das principais zonas portuárias do país.
“O Fumacê supervaloriza o poder dos produtos químicos e não ajuda na mudança de atitude da sociedade em relação aos fatores associados à transmissão da doença”.
Blog: Como especialista no assunto vivendo hoje em Belo Horizonte você identifica concepções de trabalho diferentes?
Dr. José Eduardo Marques: Sim. Principalmente relacionado ao uso de produto químico. O estado de São Paulo as cidades de Recife e Belo Horizonte são exemplos de locais onde existe um uso mais racional de inseticidas e larvicidas. A ênfase maior do controle se direciona às ações educativas e à remoção de criadouros do mosquito. No Rio de Janeiro (como exemplo) havia publicação sistemática de roteiro de uso do “Fumacê”, durante todo ano e inclusive nos períodos mais frios e secos, quando a população de mosquito está bastante reduzida. Estas práticas supervalorizam o poder dos produtos químicos e não ajudam na mudança de atitude da sociedade em relação aos fatores associados à transmissão da doença.
Blog: Pelo que comentou em e-mail com o blog, sobre suas preocupações com o nosso quadro regional, você deixou a entender que o combate químico ao mosquito tem limitações e complicações. Explique por quê?
Dr. José Eduardo Marques: A complexidade da dengue exige medidas mais abrangentes de controle. A tendência é de se procurar uma fórmula mágica para solucionar um determinado problema. A utilização dos produtos químicos além de limitada (desenvolvimento de resistência aos produtos, impacto ambiental efeitos colaterais na saúde humana) induz a uma falsa tranqüilidade. O serviço público, juntamente com a população, “lavam as mãos”, supondo que já fizeram o possível (“o moço da dengue vem sempre aqui em casa e põe aquele pozinho” ou “o fumacê passa sempre na minha rua”). O emprego desses produtos deve ser feito de maneira diferenciada e não como regra.
A abordagem química é agente da não modificação do nicho ecológico com a não retirada de criadouros, pois o produto colocado periodicamente fica sendo a solução, deslocando o procedimento correto de eliminação mecânica. A eliminação do criadouro por meio físico permite maior criatividade de soluções, o programa deve incentivar todo tipo de forma de eliminação do criadouro não nocivo à saúde e ao ambiente.
“A utilização dos produtos químicos além de limitada induz a uma falsa tranqüilidade”.
Blog: Por este mesmo motivo você seria contra o uso do fumacê?
Dr. José Eduardo Marques: O “fumacê” é ainda mais pernicioso. Além daquela falsa impressão de segurança, sua baixa eficácia já foi mais do que comprovada cientificamente. Esta técnica, utilizada em outras doenças transmitidas por vetores, foi adaptada para o controle da dengue, e não levou em consideração os hábitos do Aedes aegypti. A possibilidade das gotículas matarem o mosquito é bastante reduzida, pois sua ação se dá por contato, no momento em que o mosquito está voando e não tem efeito residual prático nos locais de abrigo dos vetores. O Aedes aegypti se refugia nos armários, embaixo dos móveis e atrás da cortina, não sendo atingido pelo inseticida. E os seus horários de vôo são no início da manhã e final da tarde, o que torna sem sentido uso fora destes horários. Outras dificuldades técnicas, como necessidade que as janelas das casas fiquem abertas, velocidade do veículo e ocorrência de ventos que mudam a direção da “fumaça” servem como coadjuvantes na inadequação deste método. Deve ser observado também o impacto ambiental, matando inclusive inimigos naturais do mosquito transmissor da dengue. Considere-se ainda que a cipermetrina é classificada como inseticida piretróide classe II (altamente tóxico - faixa amarela) conforme norma da Organização Panamericana de Saúde (OPS, 1997; MS, 1997) e apresenta longo efeito residual em materiais como madeira e argamassa (Augusto et al, 2000). Entretanto políticos desavisados e a mídia adoram, pela sua alta visibilidade: tem cheiro, faz barulho e aparece.
Blog: Campos tem tido uma considerável verba destinada à saúde nos últimos anos, mas a população não tem percebido melhoria, pelo menos na proporção da elevação dos recursos. Poderia comentar algo sobre isso?
Dr. José Eduardo Marques: Não se limita a Campos esta dificuldade. Acho que a concepção hegemônica da sociedade privilegia o investimento nas ações curativas em detrimento de ações básicas de saúde. A concentração em práticas tecnológicas mais sofisticadas e de alto custo, associada à criação de falsas demandas que justifiquem altos investimentos tecnológicos aumentam ainda mais este grande ralo por onde escoam os recursos públicos.
“A concepção hegemônica da sociedade privilegia o investimento nas ações curativas em detrimento de ações básicas de saúde”.
Blog: A partidarização e o eleitoralismo do setor público de saúde que leva a ter a maior bancada de médicos da história do município (cerca de 30%), um deputado estadual, um federal, o atual prefeito e o ex-prefeito pode ajudar nesta explicação?
Dr. José Eduardo Marques: É um aspecto a ser considerado. A escolha de nossos representantes não se baseia no conhecimento das propostas que apresentam. A maior exposição na mídia e o “status” que os profissionais médicos ainda têm na nossa sociedade, favorecem a sua eleição, independente dos seus programas ou posições declaradas, ou de que interesses estão defendendo.
Blog: Voltando à questão da dengue para fechar a entrevista, a seu ver seria correta a posição de alguns gestores de culpar a população pela maior incidência da doença, mesmo com tanto dinheiro?
Dr. José Eduardo Marques: Claro que não. É como você colocar a culpa na vítima Sempre procuramos um vilão, e de preferência que nos exima de culpa. O maior desafio da nossa responsabilidade como profissionais envolvidos no problema e do poder publico, é o de manter a população motivada para o combate ao Aedes aegypti. E outro desafio é a participação dos profissionais de saúde de um modo geral quanto ao possível diagnóstico, com sua participação específica e efetiva como sentinelas da vigilância epidemiológica. Mas, a dengue não é um problema só da saúde. Cabe às autoridades sanitárias construir políticas e gestões intersetoriais entre as autoridades de educação e meio ambiente, melhorar o nível de conscientização da população e a contribuição importante da mídia como o instrumento auxiliar desse envolvimento de todos os grupos sociais.
Voltando ao humor e aos comentários
O nosso articulista Bruno Lindolfo trouxe contribuições para a série “Entreouvi por aí” que dos comentários pula também para este espaço:
“Hoje, final de tarde, calçadão do centro, nas proximidades do prédio da Lira de Apolo, populares reunidos em uma roda de 7 ou 8; ao passar, do burburinho sobressaíram duas palavras: ladrão e roubar, a temática da conversa já parecia certa, quando veio a frase em tom de sentença: “Esse avião tem que dar mais umas 20 viagens”!
“Da série “malvadezas do povo”.
"Dizem as más línguas – talvez não tão levianas e com alguma razão, que o arauto matutino deixou de apresentar o programa oficial do ex-governo por receio e precaução, quer evitar, assim, qualquer surpresa advinda de possíveis visitas desagradáveis, ao vivo, no ar. “Afinal, os homens de preto gostam de cumprir seus mandados pela manhã, cedinho, cedinho”.
quarta-feira, março 19, 2008
Uma carta a Mocaiber
O blog recebeu esta carta, como comentário do Sr. Pedro F. Mendes e resolveu dar mais visibilidade ao seu conteúdo:
"Uma carta a Mocaiber"
"Prezado Alexandre MocaiberPosso me recordar, como se fosse hoje, o Senhor, na sua campanha eleitoral, freqüentando uma igreja - não que eu seja ingênuo, pois satanás também freqüenta - mas sim pelas palavras que proferiu: "você não vai se arrepender de ter votado em mim." Então resolvi votar, até mesmo porque queria votar era contra Garotinho e não anular o meu voto.
Mas hoje, não só pelos acontecimentos recentes, digo que já havia me arrependido, há muito tempo, por ter votado na sua pessoa.
A população campista está órfã de uma política decente. Sou morador do Novo Jóquei, lugar este que, certamente, o Senhor não conhece, apenas já ouviu falar. Não temos esgoto, água de qualidade; calçamento; praça pública; transporte coletivo, enfim, quando chove... nem é bom falar.
Não consigo entender também como o Senhor jamais moveu uma palha para oferecer um transporte coletivo de qualidade à população campista. Talvez, pela sua torpeza, queira imputar a culpa somente aos empresários do setor, mas, já leu o artigo 30, e incisos da Constituição Federal? Caso retorne aos "cofres públicos", dê uma lida, por favor.
A gota d'água foi o Senhor ter lançado o Projeto Cara Nova. Perdeu o senso de ridículo? Para tapar uns buracos nas ruas (mal tapados, por sinal); limpar uns bueiros, capinar uns canteiros, pintar uns meio-fios, combater o mosquito da dengue, tem que lançar projeto? Gastar com publicidade?
Projeto cara nova poderia ser saneamento básico; conclusão da ligação da Artur Bernardes à BR 101; construção de passarelas na Beira Valão e na Vinte e Oito de Março; Construção de Terminal Urbano; combate efetivo, com apreensão de vans que fazem transporte clandestino, ao arrepio da lei; instalação de radares eletrônicos para punir motoristas mal-educados, etc.
Portanto o Senhor não cumpriu sua palavra, não fez nada de inovador para quem lhe deu o voto. Perdeu uma feliz oportunidade. Deu azo à mesmice, deu continuidade aos atropelos iniciados em 1989, com Garotinho e perpetuados pelos seus sucessores.
Me arrependi sim, amargamente.
Que Deus te ilumine!
Pedro F. Mendes".
Os blogs continuam se espalhando...
No domingo este blog recebeu e-mail do José Souto Tostes informando sobre o seu blog Miracema. Diz ele: “sou advogado da cidade de Miracema, RJ e tenho um blog com o nome de minha cidade. Iniciei há 1 ano e tenho conseguido muita coisa com ele, inclusive a cidade está mais limpa. Acabei de conhecer seu blog, realmente ele é muito bom. Parabéns. Já está entre os meus favoritos. Grande abraço, José Souto Tostes.
Clique aqui e visite o blog Miracema.
O outro blog é recém-saído do forno é do jornalista Gustavo Rangel. Diz ele:
“Olá amigos,
Gostaria de dizer que criei um blog que irá tratar de temas diversos, com a intenção de contribuir para a informação dos amigos. Assuntos leves ou de relevância para nossa cidade e região, bem como assuntos pitorescos e do dia-a-dia. Conto com a ajuda de vcs para dicas, idéias etc e tal. Se tiver sem nada pra fazer, acesse o www.fotosfatoseafins.blogspot.com
Abraços e um excelente feriado”.
Vamos em frente, assim a rede vai crescendo!
Depois de amanhã, o tema é cultura na Rede Blog
O jornalista Vitor Menezes, o nosso coordenador da Rede Blog, tabulou as repostas da democrática enquête e informa que o tema, para o dia 21 deste mês será “cultura e patrimônio histórico”. Será no feriado, da sexta-feira santa, mas o tema estará nos blogs da região que participam da rede.“A sugestão é a de que todos publiquem textos, áudios ou imagens que façam referência à cultura e ao patrimônio histórico de Campos, assunto escolhido por 39% dos votantes”. Sigamos em frente, para o próximo dia 28 de março nos aniversários dos 173 anos da nossa Campos está prometido, o Dia do Faxinão! Vamos em frente!
PS.: A imagem do resultado da enquête é do blog Urgente, que mais uma vez coordenará os trabalhos.
Programa nostalgia e alternativo
O excelente fotógrafo e agora também promotor cultural, Wellington Cordeiro, manda avisar nova programação:
"Brega em Vinil"
"Acontecerá hoje, quarta-feira dia 19, a terceira edição da Noite doVinil. Depois de estrear com o samba, passar pelo rock, chegou a vezdo brega. Amado Batista, Odair José, Jane e Herondir fazem parte dorepertório que vai garantir, no mínimo muita diversão aos presentes aoencontro. Vale lembrar que o evento acontece na Taberna Dom Tutti, naantiga rua das Palmeiras a partir das 22h."
Com os quinze
Gente bem informada cochichou para o blog que na segunda-feira, quinze vereadores, ou seja, todos, menos os seguidores de Garotinho, Edson Batista e Nelson Nahim, reuniram-se, em ambiente não oficial e decidiram dar apoio e sustentação política, ao prefeito interino, Roberto Henriques. As causas e conseqüências deste gesto, o blog deixa para a inteligente interpretação dos seus leitores.
"Tornar sem efeito"
O diário oficial do município de Campos, hoje no Monitor Campista está repleto de portarias de destituição de gente nos diversos cargos, das diversas secretarias. Para quem gosta de acompanhar, de conhecer o tamanho da máquina é um prato cheio, ou melhor, folhas cheias... Há também designações, em menor número, mas há. Entre estas, a de um novo secretário, o de Transportes, Robson da Silva Barbosa e o sub da mesma pasta, Elbo Batista.
terça-feira, março 18, 2008
Inscrições da Educação prorrogadas até 4 de abril
O diário oficial de hoje publicou, uma ementa de retificação do edital do concurso público da secretaria de Educação, do município de Campos prorrogando as inscrições que se encerrariam hoje, às 23:59, para o mesmo horário, do dia 4 de abril pela FUNRIO, a organizadora do concurso. As inscrições podem ser feitas aqui na internet.
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