Diante das diversas notícias recentes de envolvimento de bombeiros militares em roubos e assaltos, não resisti em brincar com um amigo oficial sério da corporação: “saudade da época em que os bombeiros ficavam conhecidos apenas como o namorado da Luma ou pelas fotos dos calendários”. Fecha o pano!
66 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
quinta-feira, agosto 23, 2007
"Desenvolvimento do esporte em Campos com oportunidades para todos: como começar?"
O blog ganha um novo articulista a partir de hoje. É o profissional de Educação Física, jornalista, mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, Vitor Augusto Longo Braz.
Vitor foi também presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos entre 1996 e 2000, ex – membro do 1º Conselho Regional de Educação Física instituído no Brasil e recebeu o prêmio com o Discóbolo de bronze oferecido pelo ex- Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em 01/09/03, pelos relevantes serviços prestados a Educação Física no Estado do Rio de Janeiro. Vitor é um pessoa que por natureza é polêmico pela ênfase com que defende seus pontos de vista. Dedicado e reconhecido profissional da área de esportes e eventos tem feito críticas construtivas defendendo um planejamento sério para os esportes em nossa cidade. É exatamente este o tema de seus três primeiros artigos cujo primeiro segue publicado abaixo:
Desenvolvimento do esporte em Campos com oportunidades para todos: como começar?
Ao fazermos uma abordagem em relação ao tema em questão, nossa principal finalidade é tentar contribuir de alguma forma para o desenvolvimento do esporte campista num todo. Dessa forma, toda a ideologia apresentada neste texto configura-se em pensamento próprio.
Pensamos no esporte como uma vertente da educação, ou melhor, consideramos o esporte como uma das mais poderosas ferramentas da educação, que leva a reboque de sua prática a qualidade de vida, a saúde, o turismo, a cidadania, o desenvolvimento econômico e a promoção social, onde as oportunidades oferecidas através da Educação Física são capazes de transformar cidadãos, aumentando a auto-estima, a capacidade e os horizontes através do esporte e atividade física e de lazer.
Na verdade o esporte brasileiro ainda é feito de ilhas de excelência, na grande maioria dos casos. Não existe uma massificação do esporte, no sentido de estar próximo das pessoas, estar nas escolas, fazer parte do cotidiano das pessoas. Acreditamos que o esporte tem que deixar de ser restrito a um espetáculo de televisão e passar a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Isso é essencial para a inclusão social, a auto-estima e outros fatores de formação dos jovens.
Mas para tentarmos desenvolver este tema, de forma pragmática, é necessário que apontemos algumas políticas públicas que visem o desenvolvimento do esporte como um todo.
Para isso, necessário se faz, que levemos em conta a dimensão territorial e habitacional de nossa cidade. Somos uma cidade de quinhentos mil habitantes em média, e de uma extensão territorial imensa. Temos que pensar em proporcionar oportunidades para todos os cidadãos campistas. Desde os que moram em áreas centrais, até aqueles que moram na periferia e distritos distantes como: Baixada Campista (Donana, Baixa Grande, Farol de São Tomé, Tocos, etc.), na Região Norte (Morro do Coco, Cons. Josino, Vila Nova, Travessão, etc.) e na Região Sul (Tapera, Ururaí, etc.).
Imaginem a quantidade de jovens em idade de iniciação desportiva, oriundos dessas localidades, muitos com talentos natos, que, no entanto, se encontram sem oportunidades e, dessa forma, excluídos de desenvolverem-se através do esporte e da atividade física. Não é raro vermos um, ou outro, atleta dessas localidades periféricas despontarem no cenário esportivo nacional, após passar de forma anônima pelo esporte em nossa cidade.
Por sermos uma cidade que proporciona poucas oportunidades para esses jovens se desenvolverem nos diversos campos sociais, em particular no esporte, torna-se comum eles migrarem para a região central da cidade em busca de subsistência própria e o de sua família. Nessa esteira de injustiças sociais esses excluídos, via de regra, passam a ser os chamados “meninos de rua”, que são discriminados e passam a ser um peso para a sociedade.
Nossa cidade conta com um potencial financeiro (estima-se que sejamos a 25ª cidade em arrecadação entre aproximadamente 5.565 cidades do Brasil e a 10ª em PIB, segundo foi noticiado recentemente), conta, ainda, com um potencial técnico (duas Universidades com cursos de Educação Física). Porém, o que é mais importante, no nosso entender, é a completa falta de infra-estrutura básica para permitir o desenvolvimento do esporte com um todo.
Não temos sequer uma pista de atletismo. Não temos sequer um ginásio público decente para atender as necessidades das poucas equipes de ponta de Campos.. Isto chega ser vergonhoso.
Mas olha só que paradoxo: A Prefeitura de Campos já teve um time milionário (atletas com grandes salários) de basquete masculino e um de vôlei feminino. Essas equipes treinavam em ginásios alugados, faziam a preparação física e técnica em ginásios alugados e jogavam em ginásios alugados. Pagamos caro por essas equipes durante alguns anos.
Mudou o governo e acabaram com as equipes. E aí a pergunta que fica: O que essas equipes deixaram para Campos, ou melhor, perguntando, qual foi o desenvolvimento que o esporte campista teve com essas equipes? Acabaram-se as equipes de ponta, não existe atletismo, falo em arremessos, lançamentos, saltos, corridas de pista, acabaram-se essas modalidades em Campos. Isso não é desenvolvimento, concordam? Mas gastou-se e gasta-se muito.
No nosso entender Campos precisava estar dotada de infra-estrutura capaz de atender a todos os cidadãos campistas, desde aqueles da área central até àqueles moradores das áreas periféricas mais distantes.
Falo em construção de complexos desportivos na baixada, em Guarus, na Região Norte, na Região Sul, além de uma Vila Olímpica nos moldes e padrões internacionais, que seja capaz de abrigar competições internacionais como algumas dos Jogos Pan Americanos.
Penso em um total de sete complexos: quatro na Baixada, dois na Região Norte, e um na Região Sul, além, como citei acima, uma Vila Olímpica nos padrões internacionais.
Vou mais a frente um pouco nessas minhas sugestões, para não dizer que sonho demais, ou sou utópico. Para se realizar um projeto decente e eficaz para o desenvolvimento do esporte em Campos, com a infra-estrutura necessária que citei, talvez não se gaste muito. As parcerias estão aí para serem consolidadas. Existe empresas que têm dívidas sociais com a cidade (Petrobrás, Águas do Paraíba, empreiteiras diversas, e outras que estão se instalando com incentivos do município).
Com um projeto sério e com vontade política tenho certeza que essas empresas gostariam de ajudar, até porque existe incentivo fiscal para empresas que investem no esporte.
Ta na hora da Fundação Municipal de Esporte parar de ser “cabide” de emprego e pensar grande. São décadas de atraso, basta olhar os municípios vizinhos e menores em extensão, população (quanto mais gente, mais possibilidade de talentos) e principalmente em arrecadação, como já se encontra Macaé, Quissamã e outros. E não adianta vir com essa que Campos é várias vezes campeã dos JAI, que isso é, para quem entende e quer ver a coisa de forma mais clara, uma tremenda hipocrisia. Comentário de fontes fidedignas afirmam que atletas profissionais de vários esportes, até com passagem em Olimpíadas, de outras cidades são contratadas para representarem Campos. Chega até ser uma covardia com as outras cidades. Aí se usa a mídia para fazer “estardalhaço” em cima da conquista, numa disputa desigual e covarde, ao meu entender.
Senhor presidente da FME, meu filho mais velho completou dezoito anos em junho. Sua geração passou sem ver esporte em Campos. Torço e faço votos que os meus (outros três) e os seus filhos não passem pelo mesmo. A responsabilidade é toda sua, enquanto gestor do esporte de Campos dos Goytacazes, uma da mais ricas cidades do país.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Garotinho reza por Crivella – buraco ou escopa?
Quem dá a notícia da articulação do ex-governador, que tenta levar o senador-bispo Marcelo Crivela para o PMDB para ser o candidato do partido a prefeito do Rio de Janeiro é o blog do Gadelha. Leia aqui. Ele é publicitário, já fez muitas campanhas políticas. É sempre bem informado sobre os bastidores da política no estado. Apesar de muitos dizerem que Lula tem conversado com Cabral na tentativa de achar um candidato comum para eles, Gadelha diz que o PT deve ir para a eleição com o candidato Alessandro Molon.
Por outro lado, o jornalista, Ancelmo Gois, informa aqui em seu blog que continua em andamento, a negociação entre Cabral e César Maia, na tentativa de encontrar um candidato comum, só não se sabe por qual partido.
A eleição do Rio parece um jogo de buraco onde as cartas, com canastras ou não,
ainda não foram colocados sobre a mesa. Diante disto, resta saber quem vai pegar o morto. Por favor, não façam interpretações apressadas e levianas sobre o buraco dos outros. Falo do jogo de cartas. Sem maldades. Nesta linha de jogo de cartas, este blog pensa que o jogo apropriado para comparar com a eleição de Campos, talvez fosse a escopa de quinze. O que você acha?
Por outro lado, o jornalista, Ancelmo Gois, informa aqui em seu blog que continua em andamento, a negociação entre Cabral e César Maia, na tentativa de encontrar um candidato comum, só não se sabe por qual partido.
A eleição do Rio parece um jogo de buraco onde as cartas, com canastras ou não,

Carretas paulistas de transporte cana infernizam ainda mais nossas estradas
O grupo José Pessoa que hoje é arrendatário da usina Santa Cruz trouxe para Campos, alguns caminhões-carretas que estão infernizando o tráfego nas rodovias da região. Com placas de São Paulo, os caminhões com quatro carretas e mais de 30 metros de comprimento que transportam cana, dos canaviais para a usina na localidade de Santa Cruz chegam a produzir filas de quilômetros de veículos que não conseguem ultrapassar estes veículos em nossas rodovias de mão única.
Devido, ao peso que puxam, ao número de carretas, os motoristas, mesmo nos poucos lugares onde têm terceira faixa, não têm como jogar o veículo pesado para a direita. Ele joga muito de um lado a outro e com isso torna-se mais um problema, para a já grave situação de nossas rodovias. Olha que o plantio este ano ainda foi pequeno diante do que se projeta para o futuro próximo a partir do crescimento do mercado do etanol. Tenho a impressão, de que em São Paulo, estas carretas não têm autorização para trafegar neste tipo de rodovia.
terça-feira, agosto 21, 2007
A estranheza dos números
Mesmo que a Antt (Agência Nacional de Transportes Terrestres) já tenha argüido, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) de que seu contrato de concessão junto ao governo federal, para transporte ferroviário na região de Campos, não possa ser rompido unilateralmente, este blog insiste que há algo além, nesta suspensão. Como já foi falado, até a suspensão, feita a cerca de quarenta dias, a maior parte do transporte feito pela FCA era de combustíveis.
Na semana passada, o Centro de Estudos em Logística da Coppead-UFRJ (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro) divulgou a pesquisa “Custos Logísticos 2006” que entre outros dados divulgou que o preço do frete com os trilhos “é seis vezes mais barato que o das rodovias”. O estudo informa que o custo de cada mil quilômetros de carga transportada pelas ferrovias, mesmo passando de R$ 36 em 2004, para R$ 40 em 2006, é bem mais vantajoso, que o meio de transportes por caminhões, cujo custo subiu de R$ 214 em 2004, para R$ 248 em 2006.
O aumento na circulação de caminhões que transportam o combustível para a região, que hoje já substituem os trilhos, pode também, estar por trás do significativo aumento do número de acidentes em nosso trecho da BR-101, mesmo que os veículos envolvidos não sejam diretamente os caminhões de combustíveis. Bom lembrar que o volume que era transportado nas ferrovias que agor veio para a BR-101 é de aproximadamente 30 milhões de toneladas por ano.
Talento campista
Nasceu na esquina das ruas Silva Pinto com Pedro Tavares perto da Dr. Beda. Menino franzino de mãe dedicada que era professora e orientadora das crianças que precisavam de aulas particulares naquela região. Cedo tomou gosto pela música. Antes manipulou outros instrumentos na Escola Técnica Federal. Por lá estudou mecânica e se transformou em técnico que dava apoio aos professores dos laboratórios de ensaios.
Depois se aprofundou noutros instrumentos formando-se no curso técnico de Instrumentação, cujos conhecimentos acabou levando-o à condição de professor. Outros instrumentos serviam mais ao lazer e ao deleite da alma que ao bolso que a docência lhe oferecia. Trabalhava com gosto enquanto se aprimorava também noutros instrumentos.
Em 1994, quando cheguei à condição de diretor da então Escola Técnica, provoquei o ambíguo instrumentista a misturar seus ofícios de trabalho. Aceitou iniciar um projeto de música às segundas-feiras, na hora do almoço. Tínhamos em mente o que se fazia nas universidades do Rio de Janeiro de onde eu vinha recentemente e para onde ele pretendia partir.
Daí a se oferecer para atuar como docente de música nas oficinas de violão no Centro de Artes recém-inaugurado foi um pulo. Até que um dia bateu à porta do gabinete da direção. Estava circunspeto, tenso. Perguntei o que o amuava e ele respondeu: “quero uma licença da Escola. Vou tentar seguir a carreira que gosto no Rio”.
Nossa conversa prosseguiu amena e leve, porque mesmo com a responsabilidade de resolver os problemas de uma escola, senti um dos poucos e bom gosto do poder, que é o de dar o direito de apostar em pessoas e talentos.
Estávamos num período de transição de currículos, com certa folga nas cargas horárias dos professores. Lembro que ainda falei que imaginava vê-lo conciliar sua condição de professor com a de músico no próprio Cefet.
Há cerca de um ano encontramo-nos novamente nos corredores do Cefet. Convidou-me para um evento com o Roberto Menescal que seria a provocação para a instalação de um curso de formação em nível profissional, talvez superior em tecnologia da música ou algo parecido cuja idéia ainda estava sendo gestada, segundo ele, fruto da junção e do interesse que lhe falara em oportunidade pretérita.
Um dos autores da Bossa Nova tinha se encantado coma idéia e aceitara vir dar seu apoio. Estava mais feliz que nunca. Já era profissional respeitado como músico no Rio de Janeiro. Participava da gravação de diversos cantores famosos e, além disso, fazia carreira solo em eventos na capital cultural do país.
No evento do Cefet falou quase que de igual para igual com o Menescal. Fiquei duplamente feliz, com seu sucesso e com o interesse que ainda mantinha em juntar coisas quase tão irreconciliáveis, mesmo sendo hoje o Cefet Campos, um instituto de múltiplos cursos de variados níveis e interesses.
Pois bem, fim de semana passado, depois de uma sexta-feira de compromissos no Rio de Janeiro, passando os olhos no caderno de programas culturais do JB vejo que na casa de shows mais conhecida do Rio estava em cartaz, uma artista cujo show nunca assistira.
Depois de uma ginástica de última hora, eu e Ildinha estávamos assistindo Maria Betânia. Um belíssimo e poético show com casa lotada, prestigiado por artistas e gente importante. Para nós, o prazer de ver entre os sete membros da banda, Rômulo Gomes, o nosso Rominho que há mais de seis anos ocupa este espaço e que hoje, até pela sua posição no palco e pela sua
performance no baixo e na corda acústica (acho que este o seu novo instrumento – tipo um violoncelo pequeno de apenas quatro cordas e som grave) mostrou que o caminho se faz caminhando. Com isso, o blogueiro ganhou o final de semana e o direito de, mais uma vez recordar aqui em palavras, as situações e pessoas que valeram a pena.
PS.: Quando o YouTube voltar ao normal o blog postará um pequeno trecho do show Rominho in Bethânia.
Depois se aprofundou noutros instrumentos formando-se no curso técnico de Instrumentação, cujos conhecimentos acabou levando-o à condição de professor. Outros instrumentos serviam mais ao lazer e ao deleite da alma que ao bolso que a docência lhe oferecia. Trabalhava com gosto enquanto se aprimorava também noutros instrumentos.
Em 1994, quando cheguei à condição de diretor da então Escola Técnica, provoquei o ambíguo instrumentista a misturar seus ofícios de trabalho. Aceitou iniciar um projeto de música às segundas-feiras, na hora do almoço. Tínhamos em mente o que se fazia nas universidades do Rio de Janeiro de onde eu vinha recentemente e para onde ele pretendia partir.
Daí a se oferecer para atuar como docente de música nas oficinas de violão no Centro de Artes recém-inaugurado foi um pulo. Até que um dia bateu à porta do gabinete da direção. Estava circunspeto, tenso. Perguntei o que o amuava e ele respondeu: “quero uma licença da Escola. Vou tentar seguir a carreira que gosto no Rio”.
Nossa conversa prosseguiu amena e leve, porque mesmo com a responsabilidade de resolver os problemas de uma escola, senti um dos poucos e bom gosto do poder, que é o de dar o direito de apostar em pessoas e talentos.
Estávamos num período de transição de currículos, com certa folga nas cargas horárias dos professores. Lembro que ainda falei que imaginava vê-lo conciliar sua condição de professor com a de músico no próprio Cefet.
Há cerca de um ano encontramo-nos novamente nos corredores do Cefet. Convidou-me para um evento com o Roberto Menescal que seria a provocação para a instalação de um curso de formação em nível profissional, talvez superior em tecnologia da música ou algo parecido cuja idéia ainda estava sendo gestada, segundo ele, fruto da junção e do interesse que lhe falara em oportunidade pretérita.
Um dos autores da Bossa Nova tinha se encantado coma idéia e aceitara vir dar seu apoio. Estava mais feliz que nunca. Já era profissional respeitado como músico no Rio de Janeiro. Participava da gravação de diversos cantores famosos e, além disso, fazia carreira solo em eventos na capital cultural do país.
No evento do Cefet falou quase que de igual para igual com o Menescal. Fiquei duplamente feliz, com seu sucesso e com o interesse que ainda mantinha em juntar coisas quase tão irreconciliáveis, mesmo sendo hoje o Cefet Campos, um instituto de múltiplos cursos de variados níveis e interesses.
Depois de uma ginástica de última hora, eu e Ildinha estávamos assistindo Maria Betânia. Um belíssimo e poético show com casa lotada, prestigiado por artistas e gente importante. Para nós, o prazer de ver entre os sete membros da banda, Rômulo Gomes, o nosso Rominho que há mais de seis anos ocupa este espaço e que hoje, até pela sua posição no palco e pela sua
PS.: Quando o YouTube voltar ao normal o blog postará um pequeno trecho do show Rominho in Bethânia.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Boicote aos produtos Philips no Piauí
A declaração do presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo em entrevista ao Jornal Valor Econômico na quinta-feira passada, dia 16/08, de que no Piauí "tanto faz como tanto fez" está repercutindo cada vez mais tanto na grande rede, quanto em todo o Nordeste, especialmente no Piauí.
O professor Hélio Gomes enviou um e-mail para este blog informando que o Grupo Claudino, dono do Armazém Paraíba, que é considerado, o quinto maior cliente da marca "Philips" no país aderiu à campanha de boicote aos produtos da empresa holandesa. Por lá, a internet, que para espanto de outros tantos também existe e funciona, dá força:
“A repercussão do assunto, iniciada no site 180graus.com e depois levada para os outros meios de comunicação local e nacional, fez com que alguns leitores do Maior Portal do Piauí criassem a campanha "Não compre Philips". Fizeram comunidade no orkut, blogs e até sites especializados sobre o assunto”.
Desta forma, o Grupo Claudino decidiu retirar todos os produtos da marca 'Philips' das prateleiras do Paraíba. São aparelhos de televisão, DVD, câmeras filmadoras e fotográficas, enfim. O Paraíba não vende mais 'Philips' e lançou à imprensa o seguinte manifesto: "Respeito é bom e o Piauí gosta”.
O professor Hélio Gomes enviou um e-mail para este blog informando que o Grupo Claudino, dono do Armazém Paraíba, que é considerado, o quinto maior cliente da marca "Philips" no país aderiu à campanha de boicote aos produtos da empresa holandesa. Por lá, a internet, que para espanto de outros tantos também existe e funciona, dá força:
“A repercussão do assunto, iniciada no site 180graus.com e depois levada para os outros meios de comunicação local e nacional, fez com que alguns leitores do Maior Portal do Piauí criassem a campanha "Não compre Philips". Fizeram comunidade no orkut, blogs e até sites especializados sobre o assunto”.
Desta forma, o Grupo Claudino decidiu retirar todos os produtos da marca 'Philips' das prateleiras do Paraíba. São aparelhos de televisão, DVD, câmeras filmadoras e fotográficas, enfim. O Paraíba não vende mais 'Philips' e lançou à imprensa o seguinte manifesto: "Respeito é bom e o Piauí gosta”.
Veja na imagem abaixo a manchete do jornal O Dia de Teresina no Piauí:
PS.: Para ver a imagem em tamanho maior, clique sobre ela.
Bacana - II
Avenida Alberto Torres: mais casas para a prefeitura
Depois da desapropriação de uma casa para ser a sede da secretaria de Meio Ambiente de Campos, agora outra casa, entre o ex-Fórum (agora Câmara Municipal de Campos) e a rua Álvaro Tâmega, exatamente o número 372 da avenida Alberto Torres é também desapropriada, para ampliar a secretaria municipal de Saúde de Campos. O Ministério Público deveria acompanhar de perto o valor destas desapropriações que não são publicadas no Diário Oficial do município, no jornal Monitor Campista.
Prefeitura rica é a maior adquirente de imóveis da cidade. Tem imobiliária da idade que se especializou em negociar, aluguéis e vendas de casas e terrenos para a prefeitura da cidade. De outro lado, seria bom que a qualidade do atendimento de saúde para a população melhorasse, ao invés de cada vez se criar mais e mais programas, que já somam quase trinta, que acabam demandando mais espaços, servidores, instalações, telefones, computadores, etc. Veja abaixo o novo decreto de desapropriação, assim como a foto do imóvel que foram providenciadas pelos parceiros deste blog.
Prefeitura rica é a maior adquirente de imóveis da cidade. Tem imobiliária da idade que se especializou em negociar, aluguéis e vendas de casas e terrenos para a prefeitura da cidade. De outro lado, seria bom que a qualidade do atendimento de saúde para a população melhorasse, ao invés de cada vez se criar mais e mais programas, que já somam quase trinta, que acabam demandando mais espaços, servidores, instalações, telefones, computadores, etc. Veja abaixo o novo decreto de desapropriação, assim como a foto do imóvel que foram providenciadas pelos parceiros deste blog.



PS.: Para ver as imagens em tamanho maior clique sobre elas.
Plantando bom exemplo
Aimorés é uma cidade pequena, sem características especiais que acaba fazendo a gente pensar: como alguém pode gostar de morar naquele lugar? O nascimento das cidades não é algo programado. Algumas poucas são planejadas como Brasília, Goiânia e outras poucas que nascem ao redor de grandes empreendimentos. A maioria tem uma ou mais razões históricas e geográficas que determinam seu nascer e crescer. No caso específico Aimorés cresceu e foi mudada quando tiraram o curso do rio Doce de dentro da cidade para alimentar a barragem de uma hidrelétrica.
Este é um dos parágrafos do artigo com o mesmo nome da nota publicado na sexta-feira na Folha da Manhã. Acabei de postá-lo na seção ao lado “Meus últimos artigos”. Se desejar ler na íntegra clique aqui.
Goytacaz 95 anos

O primeiro título do Goytacaz veio dois anos, em 1914, depois do surgimento do clube e coincidentemente no ano da criação do seu maior rival, o Americano. Para comemorar a passagem, o vice-presidente eleito Josélio Rocha convida para missa que será realizada hoje, às 19hs na Igreja Santa Efigênia, na esquina das ruas Formosa com Ouvidor. Logo após, Josélio também avisa que haverá, a posse da nova diretoria, no prédio do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento (ex-Cedae) ao lado da igreja. Parabéns ao clube e sucesso para a nova diretoria é o desejo do blog e da imensa torcida do Azul da rua do Gás.
domingo, agosto 19, 2007
Fusca Carambola
Recado das ruas
Hoje, o tema dos cinco recados “postados” nos cartazes que detinham a atenção de um bom número de pessoas, era sobre a crise aérea. Dava conselhos ao Ministro Jobim, propunha que ele acerte algumas coisas e depois pule fora porque “cada macaco em seu galho”, etc.
Infelizmente o blogueiro estava sem uma das suas maquininhas para fazer o registro fotográfico. A foto ao lado foi feita há mais de dois anos atrás, quando este blog postou os comentários lá registrados, sobre a anulação da eleição de Campos. Está aí apenas, para ajudar o leitor a identificar, a forma da exposição das idéias do autor anônimo desta manifestação.
Hoje, um destes recados expostos havia um que este blogueiro guardou o sentido, podendo até trocar algumas palavras, mas sem mudar, o sentido da frase. Ele dizia: “Apurar as causas do acidente da TAM é necessário, porém, é cretino usar a dor dos parentes das vítimas para fazer política. Não cansei!”
Você sabe onde fica Quimbira?
Está aí outro exemplo do que falei abaixo. No mesmo dia, em outro e-mail recebi um pedido de uma pessoa cuja família é oriunda de Campos. O interlocutor disse que sua avó falava muito de Quimbira e isso fez nascer o interesse de conhecer mais detalhes das suas origens. Disse também que a família tem registro de Vila Nova, mas achava que Quimbira era próximo a Dores de Macabu. Ele (que não vou citar o nome porque preferiu o e-mail, ao invés do espaço de comentários no blog) disse que localizou o blog na internet tinha gostado dos artigos e aproveitou para fazer estas perguntas.
Para os curiosos explico que Quimbira é uma localidade que fica na divisa dos distritos de Ibitioca (10°) e o de Dores de Macabu (11°). Quimbira fica perto de outros povoados rurais como Elesbão, Sabiá, Laranjeiras, São Marcos, Monteiro Silva, Retombam, Timbira, Urubu, Sentinela e por aí vai...
Veja o que faz a rede
As pessoas que usam esta grande rede pegam uma ponta aqui emendam com outra ali e ...
Vez por outra este blog recebe comentários ou e-mails de gente que o acompanha dos mais diferentes lugares do Brasil e do mundo. Veja aqui um texto postado pelo Afonso Junior, de Porto Alegre. Afonso possui um interessante blog "Overmundo" onde comentou a nota abaixo sobre a repercussão da visita de Lula a Campos e fez um texto “Palhaços e planaltos – apenas um lado” que você pode ler clicando aqui.
sábado, agosto 18, 2007
O Goyta começa mal

Dá-lhe Goyta
Para reviver a empolgação da Seletiva passada, este blog posta ao lado, a foto que correu a internet e chegou a redações de diversos órgãos de imprensa fora de Campos. Ela foi feita de um ângulo inusitado, da arquibancada para o campo, no jogo contra o Bangu no dia 18de novembro de 2006 pelo returno da Seletiva do ano passado. Dá-lhe Goyta!
Bacana
Eu era ainda pequeno, mas já gostava de ouvir rádio. Nesta época recordo-me de que na Campos Difusora fazia sucesso um disk-jóquei, que hoje viraram DJ e fazem outra coisa, Carlos Galvêas. Apresentava um programa de entretenimento, no período da tarde que era um sucesso. Tinha distribuição de brindes e participação dos ouvintes por rádio, que era uma inovação para a época, quando houve uma significativa expansão de telefones na cidade.
Nesta época não se cobrava por pulsos o que permitia um uso excessivo. Participação em programas e trotes era moda entre adolescentes. Nesta época Galvêas criou um jargão que fez sucesso. Ele estivava a palavra usada para elogiar pessoas, situações dizendo: bacaaaaaana!
Acabei de lembrando disto tudo quando pensei, no título desta nota, que na verdade quer dizer da sensação de ver os atletas para-olímpicos competindo. O esforço de superação das deficiências de diversas ordens é um verdadeiro tônico, para quem vive reclamando da vida.
Este evento, mais do que propiciar atividades e estímulo a estas pessoas que só agora começam a ter acessos a direitos antes relevados, com a chamada acessibilidade, a competição é uma verdadeira injeção de ânimos para que todos se esforcem em superar as dificuldades. Relembrando Galvêas repito: o Para-Pan é bacaaaaana!
Voltando e encerrando o assunto da visita de Lula a Campos
1) Estranho o fato do protocolo presidencial não incluir a execução do hino nacional na cerimônia. Bom lembrar que todo o cerimonial é de responsabilidade da equipe da Presidência da República e não do Cefet Campos;
2) Vi, registrei e agora lembrei de trazer para os leitores do blog: do meu lado na assistência da cerimônia um rapaz, melhor um senhor, mais ou menos da minha idade (difícil admitir isso) que eu não conheço. Estava de terno. Antes da chegada do presidente à Uned Guarus ele falou com alguns dos membros da equipe de apoio presidencial. Não falou com mais ninguém. Quando terminou a cerimônia Lula fez sinal do palanque que iria descer até o espaço destinado às autoridades locais e a outros convidados da direção do Cefet e da Presidência da República. Descendo ele veio em nossa direção onde tive a oportunidade de apertar a mão do presidente, desejar-lhes sucesso neste segundo mandato. Logo depois, o presidente Lula falou com o senhor barbudo, de terno, que disse que estava ali indicado por uma pessoa que eu, não ouvi o nome. Não fez pedidos, apenas disse assim: “nós lá estamos orando muito por você, todos os dias, fique com Deus. Se abraçaram e Lula agradeceu e foi embora. Atrás do presidente estava o governador Sérgio Cabral que ouviu o que foi falado pelo senhor de terno. De rosto espantado, sorriu quando ouviu sobre a prece. Fez um sinal com o polegar e também cumprimentou o homem agradecendo e seguiram falando com outras pessoas.
PS.: Os incrédulos podem até querer ler nas entrelinhas das palavras do homem de terno, uma mensagem cifrada. Outros podem pensar, como é interessante, numa solenidade onde homem disputa espaço com outros, disputa cumprimentos e outras coisas para mostrar poder, um homem vir garantir ao presidente que está orando por ele. Haverá também os que dirão, o discurso do presidente está meio messiânico e ele, cada vez mais cativando este conjunto de pessoas. O blog apenas lembrou de trazer este registro para você que interpretará o que quiser dele.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Agências reguladoras
O debate sobre a necessidade e sobre o papel das agências reguladoras é interessante. No Brasil ela surgiu com o PSDB que as considerou necessárias, como instrumento de controle da prestação dos serviços públicos que eles entregaram para as empresas privadas.
Hoje, passado alguns anos, começa-se a ter uma visão mais ampla da necessidade de se organizar o estado. Se por um lado é impossível para o poder executivo prestar todos os serviços que o cidadão demanda, o que continua a abrir brechas para as parcerias público-privadas, não há como se abrir mão de órgãos reguladores para estabelecer regras, definir metas e fiscalizar a prestação destes serviços.
Verdade que as atuais agências reguladoras a nível nacional e mesmo dos estados, ainda carecem de uma atuação competente e ágil para o cumprimento desta sua obrigação. Sendo assim, o debate parece ser mais como regular a regulação do que acabar ou entregar novamente ao executivo o papel de fazer, regular, fiscalizar e punir.
Pulando do macro nacional para o micro municipal pode-se imaginar o que poderia ser feito por um órgão regulador dos serviços públicos que estão sendo executados por empresas privadas. Este é o caso do transporte público, da água e esgoto e também de alguns setores de infra-estrutura.
Não. Este blog não está propondo aumentar, a já enorme máquina, com a imensidão de servidores que tem. Apenas pensa alto sobre as necessidades de controle dos serviços públicos para um melhor atendimento ao cidadão. No nosso caso é difícil imaginar que a Câmara Municipal possa exercer o papel de fiscalização que lhe cabe sem que seja em reuniões a portas fechadas com os gestores.
Lula em Campos II - Nem meia dúzia, nem uma multidão
Nem os que vaiaram Sérgio Cabral seria exatamente, uma meia dúzia de alunos da Uenf que reivindicavam bandejão para a universidade junto, com mais alguns poucos do sindicato dos servidores públicos federais e nem uma centena e muito menos, uma multidão. A verdade é que foram muito poucos em relação à imensa maioria que foi aplaudir, ou apenas prestigiar a inauguração e ouvir o presidente Lula.
Este blog mostrou abaixo a reação de Lula aos apupos que considerou que foram enviados ao governador Sérgio Cabral. Quando o YouTube ficar disponível para baixar vídeos, este blog disponibilizará outro vídeo que mostra, por outro lado, a reação quando o presidente começou a discursar que pareceu espontânea e natural de gente que chegou cedo, ficou sob o sol e estava satisfeita por ver o presidente de perto.
O presidente gostou de vir a Campos. O ministro da secretaria geral da Presidência da República, Luiz Dulci que acompanha o presidente em quase todos os lugares, confessou a algumas pessoas, que o presidente estava alegre e solto em Campos, como só costuma ficar nos melhores momentos.
quinta-feira, agosto 16, 2007
A presença popular na visita de Lula
Havia um pequeno grupo com apitos e nariz de palhaço se manifestando democraticamente contra, mas a imensa maioria dos presentes era simpática à presença de Lula, com um grupo significativo cantando o refrão da sua última campanha presidencial. Lula também falou que agora está mais fácil trabalhar com o estado do Rio de Janeiro porque o governador não fica pensando na outra eleição: "ele quer o melhor para o seu estado". Lula disse ainda : "que com os governantes de antes eles só queriam brigar, era muito ódio".
O personagem da visita de Lula
Olha aí o Rogério Menezes com a filha. Ele tem 29 anos voltou a estudar no Curso Técnico do PROEJA, Programa de Formação de Jovens e Adultos implantado pelo atual governo na Unef de Guarus. Trabalha como eletricista e tem pretensões de chegar até a Engenharia no Cefet no que foi estimulado pelo presidente Lula.
Flashs da visita de Lula a Campos
Em seu discurso Lula fez questão de resumir a sua vida para aconselhar a Rogério para ele aproveitar as oportunidades que a vida está lhe dando. O presidente pediu ao governador Sérgio Cabral para levantar e durante boa parte do seu discurso os dois, presidente e governador escoltaram Rogério que assim virou a personagem maior da visita de Lula a Campos.
Assista aqui na internet a inauguração da Uned Guarus
O sistema de transmissão já está no ar. Você dá o seu nome, cadastra seu e-mail e tem acesso às imagens geradas diretamente da Uned de Guarus em Campos. Clique aqui e assista a todo o evento.
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