segunda-feira, setembro 10, 2007

Disputa de atribuições e competências na PMCG

É indiscutível que há, mais uma, disputa por espaços e atribuições dentro da gigantesca equipe do prefeito Mocaiber. É visível que o ex-prefeito e secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Rockfeller de Lima invade cada vez mais, a área de promoção de competições esportivas, com a justificativa de tratar-se de eventos que têm potencial de atração turística.

O presidente da Fundação Municipal de Esportes, Ivanildo Cordeiro, indicado pelo PSDB e por Feijó, está na berlinda com os seguidos fatos e eventos, muito deles organizados, pelo antigo aliado, de Feijó e do PSDB, o professor Vitor Longo Braz.

Vamos ver até onde a corda estica. O caso não é único. Há estremecimentos entre outras secretarias e gerências. Dizem que a escola deste processo origina-se no modo de governar de Garotinho. O ex-governador sempre foi chegado a estimular disputas e ciúmes entre seus assessores, de forma a tentar tirar o máximo de rendimento deles.

A prática pode até ter algum resultado no curto prazo, mas costuma, no médio e longo prazo produzir estragos irreversíveis. Acompanhem os rounds. Este blog promete citar outras disputas entre os mais de 60 cargos de segundo escalão.

PS.: Na foto ao lado oriunda do blog do secretário, um exemplo do que foi dito na nota: no sábado apoio a um campeonato de Luta Olímpica no Cefet.

Programação e circuitos neurais

Enquanto a Rede Globo apresentava, um tal de Brazilian Day, a Rede Bandeirantes acabava de reproduzir, um belíssimo espetáculo musical de Luciano Pavarotti junto com Gal Costa e Bethânia. De lambuja, neste momento, a Band está mostrando uma entrevista com o cientista Miguel Nicolelis, uma das maiores autoridades mundiais em neurociência no programa Canal Livre. Um outro programa sensacional. A diferença situa-se, para além daquilo que se chama de circuitos neurais.

domingo, setembro 09, 2007

Justiça pedinte


O nosso informante, junto com a imagem do Diário Oficial abaixo, perguntou ao blog, se ele julga que com o pregão aí mostrado, a prefeitura de Campos estaria fazendo inclusão digital com a rica Justiça estadual. É difçil acreditar que com a alta arrecadação das taxas judiciárias, a justiça dependa de favores. Como o blog ficou impressionado com o “agrado” do executivo municipal não soube responder e deixou esta tarefa para ser feita pelos nossos leitores.

PS.: Se desejar ver a imagem em tamanho maior clique sobre ela.

Sangue bom


Não é o mais antigo de Campos que foi o da praça Prudente de Morais no centro da cidade, também chamada de Chá-chá-chá. Porém, mesmo com muitos concorrentes pelas esquinas da cidade, o churrasquinho do Sangue-bom continua em evidência na avenida Pelinca. A economia informal se formalizando, sem perder as tradições.

Gonzaguinha... sangrando...

sábado, setembro 08, 2007

O nosso inconfundível poeta Artur

Cada vez mais multimídia!

Goyta cede o empate no final

Contra o time que tem um nome que é quase um palavrão: Profute, o Goyta deixou escapar uma importante vitória contra o adversário que até aqui não havia feito gols.

Pelas informações das transmissões, o Goytacaz não resistiu à pressão, após ter se recolhido depois ter feito o seu primeiro e único gol. O Goytacaz cai do terceiro para quarto lugar no seu grupo atrás do Guanabara, São Cristóvão e Portuguesa. Nas duas últimas classificações fica o Estácio e o próprio Profute. A luta continua. Parabéns, mais uma vez, ao Leandro Nunes e Álvaro Marcos pela cobertura on-line do jornal Na Rede, inclusive com fotos.
Veja o gol perdido pelo Felipe China do Goytacaz ainda no primeiro tempo. O atacante alvi-anil foi substituído por contusão no início do segundo tempo. O placar continua Profute 0 x 1 Goytacaz, aos 30 minutos do segundo tempo. Acompanhe aqui pelo site do jornal Na Rede.
PS.: Foto do jornal Na Rede.

Goyta 1 x 0 em Itaboraí

O site Na Rede dos craques Leandro Nunes e Álvaro Marcos está dando um show de cobertura do jogo do Goytacaz contra o Profute, minuto a minuto, inclusive com fotos. Assista, ou melhor acompanhe aqui.
O Goytacaz acaba de fazer o seu primeiro gol com Salvino: Goytacaz 1 x 0 Profute
PS.: Foto da cobertura do site Na Rede..

Dissertação de mestrado na Fiocruz também analisa gastos dos municípios fluminenses com os royalties

Com o título “A influência dos royalties de petróleo no gasto social: o caso dos municípios do Estado do Rio de Janeiro” Rosana Gomes, que é dentista da Prefeitura de Campos defendeu, em agosto, na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz sua dissertação de mestrado. “Rosana focou sua análise nos municípios com menos de 50 mil habitantes. Eles foram divididos em dois grupos: os de baixa receita de royalties do petróleo (até 15% do montante da arrecadação municipal) e os de alta receita (acima de 15%). No grupo de baixa receita, o gasto anual per capita com saúde foi de R$ 259,80, contra R$ 520,40 no grupo de alta receita. As diferenças em educação e urbanismo também chamaram a atenção: respectivamente, R$ 263,00 e R$ 112,20 nos municípios de baixa receita e R$ 456,60 e R$ 458,30 nos de alta receita”. Este blog julga interessante analisar estes valores de forma per capita, o que parece que foi feito pela pesquisadora e também, em termos percentuais, em relação ao orçamento total do município. Aqui no site da Fiocruz você pode ver matéria sobre a dissertação.

População e problemas de mais e de menos na região

O IBGE divulgou no início desta semana, os resultados preliminares da Contagem Populacional realizada este ano, junto com o Censo Agropecuário. Esta contagem difere do Censo porque não foi feita em todas as cidades, apenas naquelas de população inferior a 170 mil habitantes, segundo o censo de 2000. No norte fluminense, só Campos ficou de fora. Alguns dados confirmaram estimativas já conhecidas. Os municípios pequenos que não recebem royalties como produtores tiveram suas populações estabilizadas com ligeiro crescimento ou declínio. Dois deles perderam população. O êxodo nestas e noutras cidades da região é facilmente explicado, pela absorção de gente nas cidades litorâneas que têm gordas fatias de royalties. É possível até afirmar, a existência de fluxo populacional entre elas, devido à atração gerada, pelo emprego e melhores condições de vida. O assunto dos três parágrafos acima, já foi objeto de nota aqui no blog e acabou se transformando também, em um artigo que foi publicado ontem na Folha da Manhã. Acabei de postá-lo na seção ao lado “Meus últimos artigos”. Se desejar ler na íntegra clique aqui.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Mais do 7 de setembro

O informante deste blog, Carlos Ferreira é ouvinte assíduo de rádio. Prefere AM às rádios FM. Acompanhando a parada de hoje ouviu o repórter da Difusora, Eduardo Tavares, perguntar a um ex-combatente sobre a emoção de desfilar em 7 de setembro: - O senhor que “deu a sua vida” pelo Brasil, qual é a sensação de abrir o desfile de 7 de setembro? O ex-combatente respondeu: - É uma emoção muito grande. Vai ficar guardada do “lado esquerdo do meu coração”. Podemos classificar esta como sendo uma pérola nacionalista!

"Independência ou morte de um povo"

O parceiro e leitor habitual deste blog, Félix Manhães, postou um comentário-desabafo, em nota abaixo, sobre a data, que vale a pena ser lido. Por isto este blogueiro trouxe o texto para este espaço: Independência ou morte de um povo 7 de Setembro. Já se passaram 185 anos que alguém montado em um cavalo disse: Independência ou Morte! Aí, indagamos, de quem, cara pálida, se até hoje estamos alimentando essa mesma Corte com nossas vidas? Nada mudou. Quem proclamou a independência também já havia tomado gosto em ter alguém para o servir, mesmo que fosse para selar o seu cavalo. E as outras coisas, quem as faria? A elite é a mesma, em nada mudou. Apenas as formas. No Império, era necessário alguém para manter acesas as luzes e a luxo dos palácios, enquanto nas sombras apenas a dor, a fome e a humilhação eram o ombro amigo, a consolar o povo na espera das sobras que cairiam de suas mesas. Depois, a República. Agora sim! Nós poderíamos "escolher" quem iria mandar em nossas vidas. Muitos prometeram, se elegeram e passaram, mas pouca coisa cumpriram, porque alguém teria que continuar a manter a festa. E esse alguém era o Povo. Essa mesma elite inventou que o Comunismo matava e comia criancinhas e com as suas sobras, fazia sabão. Como as Forças estavam com ela, pois só seus filhos chegavam ao estrelato, promoveram o silêncio de chumbo. Foram quase 25 anos. Ficamos impedidos até de pensar, pois a tortura e até a morte eram o castigo para quem ousasse. Mas, cansados, devolveram aos civis a Pátria Mãe Gentil. Nos enchemos de esperança. Viva a Democracia. Finalmente nós iríamos tomar conta desse Brasil varonil, mas p... nada mudou. Até o trabalhador chegou ao poder, mas para isso teve que se aliar a essa mesma elite, se não lá não chegava. Mas mesmo assim pouca coisa mudou. A economia, que maravilha. Está sob controle. Dos banqueiros. Você coloca seu dinheiro no banco para ele ganhar mais dinheiro e eles te pagam menos de meio por cento de remuneração. Mas quando você vai pedir o mesmo dinheiro emprestado eles cobram quase 15 por cento. Criaram as Agências Reguladoras, que só regulam para o lado das empresas, enquanto o consumidor pago cada vez mais caro a conta. As leis, também em nada mudaram. Os parlamentares parecem que só criam leis para se protegerem. Esse tal foro privilegiado é uma aberração legal, considerando que todos nós somos iguais perante a Lei. Mas não é assim. O lascado rouba uma galinha, entra na porrada e confessa até que participou do Mensalão. Já os privilegiados têm o seu foro próprio para absolvê-los, através dos recursos nas leis que eles criaram para si mesmos, e do dinheiro fácil que oferece bons advogados. Na Reforma Política, o Poder é tão fascinante que inventaram a tal da reeleição. Porque 4 anos eram pouco. Mas também não resolveu. O governante passa o primeiro mandato pouco fazendo só pensando no segundo. E o segundo justificando o que não fez no primeiro.

O velho, mas pretigiado desfile de 7 de setembro

Entra ano, sai ano e o desfile de 7 de setembro mantém o seu prestígio, especialmente, junto ao segmento mais popular. No jargão atual, nosso informante-fotográfico diz que na avenida Alberto Torres, o desfile bombou!

João de Barro na região de Morro do Côco


Mais precisamente em Chave do Paraíso.

Há lugar com nome mais lindo?

João foi lá fazer a sua casa.

Belezas do nosso interior!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Choque de caminhão na avenida XV de novembro

O registro foi feito pelo parceiro, o professor José Carlos Salomão: o choque de um caminhão carregado de geladeiras na ponte do trem na noite de ontem às 23:30. Segundo nosso informante, voou cacos de "frost-free" conforme o detalhe da montagem, também de sua autoria.

"A paranóia do celular!"

"O mundo contemporâneo assistiu nas últimas décadas ao avanço extraordinário das tecnologias, mais precisamente da microeletrônica, campo que criou os mais sofisticados aparelhos. Diante desta nova realidade, a área de comunicação ampliou suas possibilidades, através da mídia eletrônica que, com seu poder de penetração, tem não somente influenciado mentalidades, como também formado novos valores e relações sociais". "O setor de comunicação, ao incorporar as novas tecnologias, mais especificamente há cerca de três décadas, tornou-se um setor que revolucionou, em todo o planeta, praticamente todas as áreas de atividades, envolvendo economia, política, cultura, a própria organização do tecido social e das relações, além de uma mudança radical de como utilizamos o principal recurso não-renovável, o curto tempo da nossa vida". Os dois parágrafos acima fazem parte do interessante artigo do professor e articulista deste blog Vitor Augusto Longo Braz. Acabo de postá- lo na seção ao lado destinado aos articulistas. Se desejar ler na íntegra clique aqui.

quarta-feira, setembro 05, 2007

“O maior desafio para um programa de inclusão digital é não ser assistencialista”

Esta é opinião do diretor executivo do maior programa de inclusão digital do Brasil, com reconhecimento em todo o mundo, Rodrigo Baggio. A observação serve como reflexão para projetos como o "Navegar é Preciso" implantado pela prefeitura de Campos. Por falar nele, depois das notas postadas aqui, a prefeitura começou a providenciar a conexão à internet que estava com problemas há vários meses em alguns núcleos.

Veja as considerações do Rodrigo Baggio para que os projetos de inclusão digital não sejam assistencialistas e pouco eficientes:
“Focar em distribuição de computadores não garante a sustentabilidade do projeto. É preciso acompanhar, ter indicadores e metas. Tem que ter a presença de pessoas que complementem a troca virtual de informações. É o que cria o upgrade do modelo assistencialista para o modelo sustentável. Outro detalhe importante, no caso dos projetos de inclusão digital em escolas públicas, é garantir que a comunidade possa interagir no modelo de gestão. É um desafio, mas é preciso abrir a escola pública para que as pessoas possam interferir”.

terça-feira, setembro 04, 2007

Contagem populacional do IBGE – II

Outras observações da tabela da nota abaixo:
1) Os municípios que não recebem royalties como produtores, apenas como municípios limítrofes, de valores muito menores, estão praticamente estagnados em termos de população, com ligeiro crescimento ou declínio;

2) Entre os municípios produtores de petróleo de nossa região, o que teve o menor crescimento populacional, foi São João da Barra. Aproveito para lembrar que em Campos, por ter população maior que 170 mil habitantes no Censo de 2000, junto com outros 150 municípios brasileiros, os números divulgados são de estimativas feitas a partir do Censo de 2000.

3) Bom também destacar que não há nada de positivo a ser comemorado pelos municípios que apresentam maior número de habitantes. Na verdade, o atendimento de algumas demandas tenderão neste caso a ser maior porque como este blog já comentou, quanto mais gente, mais necessidade de leitos hospitalares, escolas, casas, saneamento, etc;

4) A contagem populacional não pode ser vista, como às vezes aparece na mídia, como um campeonato. Apesar, disto, também é natural diagnosticar que o crescimento da população tem relação direta como desenvolvimento econômico, porque onde há emprego há fluxos de pessoas. Sendo assim, é possível diagnosticar que a cadeia produtiva do petróleo continua a ser a mola mestra do desenvolvimento econômico regional. Isto reforça a idéia repetida, e, talvez ainda não praticada, da necessidade de planejar o desenvolvimento da era pós-petróleo;

5) Dos municípios listados abaixo, aqueles que talvez estejam em melhores condições são Cabo Frio e Búzios por terem suas vocações econômicas, naturalmente formatas para a área do turismo. Talvez, Rio das Ostras possa também se safar por aí, embora tenha ainda grande dependência de Macaé, onde está hoje, a base das atividades do petróleo. Os municípios com maiores populações tenderão a sofrer mais, se não conseguirem trilhar alternativas econômicas ao petróleo. Este é o caso de Macaé e Campos.

Enfim, nada a comemorar e muito a se preocupar!

Não está nos jornais

Goyta obtém patrocínio Aliás, o resultado da Contagem Populacional do IBGE postada abaixo também não. Porén, corre solto na comunidade do Goytacaz no Orkut que o clube conseguiu um patrocínio com o banco Santander, em bases não reveladas, para todo o período da Segundona, ou seja, até o final do ano. Se confirmado o patrocínio é ponto para a diretoria que com mais o apoio da prefeitura pode melhorar as condições de jogadores e infra-estrutura e alcançar, uma das cinco vagas para disputar o Campeonato Estadual de Futebol do ano que vem na primeira divisão.

Rio das Ostras quase dobra população em apenas sete anos

Na contagem populacional realizada agora em 2007, em 5.414 municípios que tinham no ano 2000, até 170 mil habitantes, Rio das Ostras provavelmente tenha tido, um dos maiores - senão o maior - crescimento populacional entre todos os municípios brasileiros. O número é extraordinário 90,6%. A cidade que já foi distrito de Casimiro de Abreu, no litoral da Costa do Sol, saiu de 36.769 habitantes em 2000, para 70.095 habitantes em 2007.

Embora o número seja extraordinário, para os moradores e os gestores da cidade, com certeza este recorde significará preocupação, porque quanto mais gente, maiores serão as despesas em, pelo menos dois tipos de serviços básicos para a população: saúde e educação e num grau menor, mas também relacionado a estes, a habitação e o saneamento que por sua vez acabam também puxando demandas de infra-estrutura, controle ambiental, etc.

Tabela da Contagem populacional das cidades da região



PS.: * Campos foi o único dos municípios da lista acima, onde não foi feito a contagem populacional divulgada pelo IBGE. No caso de Campos, a população divulgada como sendo de 2007 foi feita, a partir da estimativa de crescimento da população calculada pelas séries históricas do IBGE.

**Para ver a tebela em tamanho maior clique sobre a imagem.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Duas cidades do Norte Fluminense perdem população

Na contagem populacional realizada este ano em 5.414 municípios que tinham no ano 2000, até 170 mil habitantes, dois municípios do norte fluminense apresentaram números menores do que os que haviam sido contados em 2000: - Cardoso Moreira com menos 422 habitantes (saindo de 12.579 habitantes em 2000 para 12.157 habitantes agora em 2007); - São Fidélis com menos 305 habitantes (saindo de 36.774 habitantes em 2000 para 36.469 habitantes agora em 2007). Outro dado que chama a atenção entre os municípios do interior e próximo à nossa região é o de Rio das Ostras. O município que é vizinho de Macaé e ex-distrito de Casimiro de Abreu teve um extraordinário aumento de população de 90% nestes últimos sete anos, saindo de 36.769 habitantes no ano 2000 para 70.095 agora no ano de 2007. O segundo maior aumento % de população entre os municípios da Costa do Sol e do Norte Fluminense foi Armação de Búzios que subiu de 18.179 habitantes em 2000, para 23.208 agora em 2007. O êxodo de população nas cidades da região norte fluminense que não recebem grandes fatias de royalties é facilmente explicado pelo aumento vertiginoso da população nas cidades litorâneas que possuem gordas fatias de royalties. É possível até afirmar a existência de fluxos populacionais entre estas cidades na busca de oportunidades, emprego e melhor condição de vida.

O ofício de barbeiro no interior

Duas originalidades do Açu

Revirando fotos de expedições deste blogueiro ao seu próprio município e a outros da nossa região, acompanhado de bons e leais amigos, encontrei mais dois dois flagrantes da originalidade do Açu registradas também em 18 de agosto de 2006:


O carro e o banco açuense:

domingo, setembro 02, 2007

Açu

Aqui acaba a atual ligação entre o Açu e o balneário de Grussaí. Saindo do Açu, esta estrada de terra acaba (va) - foto feita em 18 de agosto de 2006 - no nada, assim como você pode ver na foto. Constava à época, que a sede do projeto do porto e da unidade de pelotização da MMX ficaria num raio de não mais que três quilômetros deste ponto.

Os expedicionários da foto são visto de costas para o Açu e de frente para a lagoa de Iquipari e Grussaí. Um pouco antes de seguir nesta direção de jipe, os expedicionários puderam identificar diversas marcações feitas no chão em chapas de aço cravadas que o leitor do blog pode ver na outra foto, a identificação: Torre-12. Alguém mais informado poderia decifrar este enigma para nós. Falou-se em marcações do projeto Tamar, marcações (piquetes) da estrada interrompida, marcações do porto e outras que não valem a pena reproduzir pelas bobagens que podem induzir. Fala-se, que no projeto da MMX, esta estrada seria viabilizada ainda na fase de estruturação do porto e da unidade de beneficiamento de ferro, objetivando facilitar o fluxo de pessoas e materiais durante as obras até a sede do município de São joão da Barra.

Acreditar. E vencer.

O professor Hélio Gomes Filho mandou para este blogueiro um texto de desabafo da Miruna Genoino, filha do deputado José Genoino. Alguns vão concordar, outros discordar, isto faz parte da democracia, porém a leitura deste texto deve levar a que cada um pense, sobre as opiniões e juízos de valor que emitem: Há muitos anos atrás, quando eu ainda era aluna do Logos e nem sonhava em tomar os caminhos que depois surgiram na minha vida, minha mãe veio me contar que meu pai tinha sido convidado para ir à Ilha de Caras com todos nós. E que tinha dito não. Eu fiquei um pouco desapontada, não porque seja fã de tal revista, mas porque imaginava a mordomia e os brindes que poderia conseguir com uns dias naquele paraíso. Quando meu pai chegou de Brasília e eu perguntei o porquê da recusa ele foi taxativo: jamais iria participar de tal ambiente, jamais iria conseguir relaxar no meio de tanto esbanjamento de luxo e dinheiro e não ia deixar que ficassem fotografando a hora dele nadar, comer, ir ao banheiro. Pouco tempo depois encontramos aqui em casa uma caixa, pro meu pai, com um tubinho todo chique, com um convite dentro: era para a festa de lançamento da novela "O Clone", que já tinha acontecido há alguns dias. Novamente indaguei ao meu pai para saber porquê ele não tinha ido (e me levado junto) e a resposta foi bem parecida: não quero estar no meio de uma festa que não significa nada para mim. E ponto. Durante todos estes anos em que esteve na política, nos altos e baixos, meu pai nunca mostrou qualquer mínimo sentimento de ambição e de ilusão com o poder. Nunca se deixou maravilhar por este mundo das revistas sociais e das ocasiões de luxo e glamour. Nunca teve nem aquela ambição do tipo Odette Roitman, nem aquela pequena, ínfima, que todo mundo tem, de querer ter algumas coisinhas nas nossas vidas. Ele nunca teve isso porque para ele não era o que o movia, não era o que dava sentido à sua vida, à sua história, à sua luta. O que sempre moveu meu pai foi um sentimento amplo, único, de trabalhar para um bem maior, para algo que pudesse de verdade "melhorar a vida das pessoas", esta era a frase que a gente mais ouvia. Ele sempre me dizia que, desde a época da ditadura, o que sempre deu força para seguir lutando, seguir vivendo, seguir sonhando, era esta certeza de que com a sua luta, seus ideais, as coisas poderiam melhorar, poderiam ser diferentes. E que certamente um dia seriam. Muito tempo se passou e recebemos esta semana a dura notícia de que meu pai, meu Genoino pai, vai ser processado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Durante todo este processo, ele nunca teve muita dúvida de que iria ser condenado pelo STF; ele me dizia: "a mídia não vai deixar eu não ser indiciado...". E assim foi. Tivemos que ler barbaridades, tivemos que agüentar monstruosidades, tivemos que ouvir frases sem lógica como, "é, não tem mesmo provas contundentes para ser condenado, mas vou indiciar...". Que mundo é esse em que mesmo sem provas, uma pessoa é processada por um crime que jamais cometeu? Desde então temos recebido alguns importantes telefonemas de apoio, de solidariedade, mas também temos recebido telefonemas da nossa velha amiga imprensa. Aquela mesma imprensa que condenou meu pai pelos "dólares na cueca" e depois, quando meu tio foi absolvido, colocou apenas uma nota de rodapé. A mesma imprensa que depois do meu pai ter sido sempre o interlocutor mais fiel, escrevia absurdos nos jornais sem nem ao mesmo realizar um telefonema para checar antes... Esta mesma imprensa que nos fez passar por tudo, desde mobilizar uma multidão na porta da nossa casa para nos xingar, até escrever que meus pais tinham ido ao meu casamento na Espanha com dinheiro do Marcos Valério – não foram capazes de perguntar antes na companhia aérea sobre as 10 parcelas que minha mãe pagou para que eles pudessem estar comigo naquele momento. Eu nunca serei contra a liberdade de imprensa. Nem eu, nem meus pais, que lutaram, sofreram, foram presos e torturados por defender a liberdade que a ditadura esmagou. Mas não posso ser a favor de ir de um extremo ao outro... Saímos das notícias falsas do regime militar e a omissão sobre os fatos, ao vale tudo da imprensa, que hoje em dia parece conversa de vizinha: ouviram um rumor, já está lá publicado. Sofro com tudo isso porque é a mesma injustiça que, na volta da minha lua-de-mel, fez com que eu fosse deportada: não importam os fatos, não vou checar nada porque eu mesma já decidi que o que você está dizendo é mentira. E o mais triste não é nem isso, alguém ser assim de injusto; o pior é ver um monte de outras pessoas acreditando e se deixando levar pelo movimento. O que percebo é que as pessoas não são mais inocentes até que se prove o contrário. Estão tratando a todos como se fossem culpados até que se prove o contrário. Tudo isso me fez lembrar uma passagem do livro "O nome da morte", de Kléster Cavalcanti, que conta a história de um matador de aluguel que por acaso foi quem deu um tiro no meu pai e o prendeu no Araguaia. Quando tudo aconteceu, ele era apenas um jovem de 17 anos que não queria fazer mal a ninguém. E lá foram dizer a ele, para convencê-lo a realizar o tal serviço, de que ele estava ajudando a combater os comunistas terroristas e assim ajudando ao progresso do Brasil. E o tal matador acreditou. Tanto tempo se passou desde esta história, mas parece que muita coisa continua igual... "Eles são corruptos e formaram uma quadrilha!" e um monte de gente vai lá, acredita, se revolta e ainda reclama da demora da justiça, porquê vai demorar tanto tempo para eles serem condenados???? Já existiram tempos em que tudo era mais rápido não é mesmo? Tudo isso parece um inferno, parece um calvário, mas se querem saber algo, nós não vamos desistir. Acho que a história da minha família é essa, derrubar para dar a volta por cima e vencer, vencer todos os desafios. Nós vamos vencer mais este desafio, vamos lutar até o fim para provar a inocência do meu pai, vamos lutar até o fim para que todos possam perceber que meu pai pode até ter cometido alguns erros políticos, mas que nunca, jamais, cometeu qualquer ação criminal. Jamais. São muitos os sentimentos que me invadem neste momento porque estou já me despedindo do meu país para voltar para minha casa, que é Sevilha. E o que mais dói dentro de mim é que vou magoada com este meu Brasil, decepcionada com as pessoas, descrente com o que estamos criando por aqui... Espero algum dia conseguir perdoar ou ao menos entender tudo isso... São tantas contradições! Hoje recebi um e-mail amigo com uma defesa ao meu pai feita por um deputado de um partido da oposição, enquanto muitos do próprio PT, muitos amigos de esquerda, parecem hoje ter vergonha de conhecer meu pai, nossa família, de apóia-lo e defendê-lo. De defender a sua história, a sua luta, a sua verdade. Eu não me preocupo porque sei que pra todo mundo chega o momento de pensar, de avaliar, de prestar contas dos seus atos perante uma força maior, seja a força que for, interna, humana, coletiva, divina. Não vamos desistir. Não vamos desistir, não vamos nos envergonhar e não vamos fraquejar. Nossa união sempre se mostrou imbatível e é ela que vai nos ajudar a vencer tudo isso e a provar que sim, os anos passaram, mas meu pai nunca deixou de ser aquele ser humano determinado, verdadeiro e íntegro, que nos momentos "em alta" não se deixou iludir pelas ilhas de caras da vida e por isso não vai ser agora, um pouco em baixa, que vai se deixar levar pelo mar de injustiça e desrespeito. Ele é maior que tudo isso, eu sei. E nós também, algum dia, seremos. Miruna Kayano Genoino – agosto de 2007.

sábado, setembro 01, 2007

Ufa, saiu a primeira vitória do Goyta!

Este blogueiro, por razões alheias à sua vontade, ainda não conseguiu ver nenhum jogo do Azul nesta segundona, mas vibrou com a notícia da vitória de 2x0 hoje sobre a Portuguesa. Pelas informações de quem foi ao Arizão e do jornal NA REDE, que transmitiu on-line os principais lances do jogo, o Goytacaz sofreu para ganhar com um dos gols sendo contra, aos 48 minutos do segundo tempo e muita pressão do time adversário. No final o que vale é a vitória e a entrada na zona de classificação entre os quatro primeiros do grupo. O próximo jogo é sábado que vem contra o Profute (isso lá é nome de time?) no município de Itaboraí.
PS.: A foto ao lado é do jornal Na Rede que mostra a torcida do Azul comemorando a vitória ainda nas arquibancadas.

Hoje é dia de Goyta no Arizão!

Tanto os mais incrédulos, quanto os mais fanáticos garantem que hoje começa a reviravolta do Goytão rumo a uma das cinco vagas no Campeonato Estadual de Futebol do ano que vem. Esta primeira fase com seis times é necessário apenas, estar entre os quatro primeiros.

A foto ao lado é do jogo contra a mesma Portuguesa, no dia 21 de outubro em Campos, pelo primeiro turno do octogonal final da Seletiva invalidada do ano passado. Naquela época o jogo foi 1 x 1. Hoje espera-se um melhor resultado. Vamos lá Goytão!

sexta-feira, agosto 31, 2007

Cultura como ferramenta de promoção social

O texto com o título acima é mais um artigo deste blogueiro publicado hoje no jornal Folha da Manhã: Cultura como ferramenta de promoção social Sou mais consumidor de cultura do que um conhecedor das suas diversas formas de manifestação. Não pretendo, até pela falta de base para isso, fazer uma análise das formas de produção e/ou conteúdo da cultura. Este espaço articulista quer apenas defender o uso e o incentivo da formação cultural, como elemento agregador, incentivador e de resgate de valores e auto-estima nos projetos desenvolvidos por instituições públicas e/ou organizações sociais de todos os tipos. Não falo de apêndices culturais a projetos maiores, sejam eles de gênese autêntica para geração autônoma de renda, ou, os paternalistas e assistencialistas. Aliás, estes últimos até pela compreensão que têm do mundo, ou pela visão utilitarista que normalmente fazem dele, não conseguem enxergar a cultura para além do lazer e do divertimento, embora, estes resultados não sejam problemas, mas partes das vivências que o exercício e o convívio cultural possibilitam. Nos dias atuais, este articulista passou a ter uma visão melhor desta questão depois de ter participado diretamente de pelo menos, três projetos sociais/educacionais/geração de renda em Campos: a incubadora de cooperativas de trabalho no Cefet; o Informática Cidadã na comunidade da Aldeia e as Cooperativas de Alimentos e Brindes – Cooperdouro - na comunidade do Matadouro. Num diagnóstico sobre o desenvolvimento das três experiências evidenciam-se resultados positivos e outros nem tanto. A existência deles, por si só, já poderia ser considerado um ganho pelos resultados produzidos, para além, das metas imediatas de produção, pelos empregos gerados, pessoas treinadas, inserção no mundo do trabalho, ascensão social, contatos, etc. Porém, nada disso permanecerá de forma mais ampla e significativa, se não forem articulados com uma visão de mundo que só a cultura pode oferecer. Não falo de cartilhas, formação política ou catequese. Falo de autonomia, de emancipação, no conceito que o sociólogo português Boaventura Santos chama de Emancipação em suas diversas e única nuance. Em tempos em que o reformismo pragmático tornou-se real, contra os sonhos utópicos das revoluções e seguindo a idéia de que a melhoria gradual é a tônica e o caminho, este articulista enxerga na cultura, o elemento chave de transformações sociais que embora, lenta e algumas vezes cíclicas, pode produzir, a favor daqueles que necessitam de apoio dos governos e da sociedade. Apresento assim, a sugestão aos gestores de que incorporem a idéia da exigência de uma atividade cultural permanente como necessidade básica para apoio aos projetos sociais e de geração de renda. Os resultados da ampliação da cultura através da música, teatro, literatura, artes plásticas, dança, cinema, fotografia, etc. darão, densidade e qualidade, que a sociedade também espera dos projetos sociais.