sábado, outubro 15, 2011

Manifestação de Wall Street se espalha pelo mundo

O movimento Occupy Wall Stree iniciado em Nova York, onde já dura quatro semanas, se espalhou hoje pelo mundo, especialmente nas capitais. As primeiras informações é que elas não foram maciças, mas, o fato de serem articuladas mundialmente, chama a atenção, apesar dos governos, a quem cabe decidir sobre alguma mudança de rumo, na economia globalizada, sejam nacionais.

O movimento não tem um objetivo comum, mas reclama, de forma difusa, da falta de atenção às pessoas e da limitação da chamada democracia representativa para dar conta dos problemas políticos complexos da sociedade contemporânea.

Parabéns aos professores pelo seu dia!

A todos e todas as mestras, os parabéns do blog, pela passagem do dia que homenageia tão bela e importante profissão!

Saudação a Lula na condecoração como Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris – Sciences Po

Leia abaixo a tradução dos discursos de Richard Descoing, diretor do Instituto Sciences Po, antes do ato de condecoração de doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula. Você pode concordar ou discordar dele, isto faz parte das ideias e do debate político, mas, não deveria deixar de conhecer. Não se trata de personalizar a questão, mas de analisar e avaliar o que está posto.

Aqui você pode ler o outro discurso (e também a fala de agradecimento de Lula), na mesma solenidade, proferido por Jean-Claude Casanova, presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas que falaram antes de Lula.

“Vossa Excelência, bem vindo à Sciences Po. É um prazer estar aqui com você.

Senhor presidente da República, senhor presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas, senhor primeiro-ministro, senhores ministros, senhoras e senhores embaixadores, professores da Sciences Po, senhoras e senhores alunos da Sciences Po.

Meu português, e particularmente meu português brasileiro, não é bom. Senhor presidente, me permita não continuar meu discurso em português. Creia que eu fico chateado, neste evento em que tantos jovens alunos hoje estão aqui, notadamente aqueles que se locomoveram do nosso campus em Poitiers, especialmente pelo senhor. Eles ensinam a “paixão”, o português, o espanhol, o francês, mesmo o inglês e algumas outras línguas do nosso mundo.

O senhor compreendeu, senhor presidente, pela recepção que lhe foi reservada no Grande Hall histórico de Sciences Po, além do anfiteatro que leva o nome do fundador da Sciences Po, o quanto nós somos entusiastas e imensamente honrados que você tenha aceitado receber do corpo docente da Sciences Po o título de Doutor Honoris Causa que lhe entregará nosso presidente, senhor Casanova, em breve, assim que ele pronunciar seu “Elogio”.

Acompanhem-me sobre algumas palavras a respeito do nome. Quero lhes dizer – eu espero, em nome da grande parte dos que estão aqui esta noite – como nos sentimos de compartilhar com os senhores e com o país ao qual pertencem, seus valores que não abrem mão de defender. Começo por um valor que é caro à Sciences Po, que é caro ao seu país e que eu devo crer que é caro igualmente a muitos países no mundo que compreendem este que vos recebe esta noite. Eu lhes falo de mestiçagem.

Cremos profundamente na Sciences Po no extraordinário enriquecimento que representa a mestiçagem de culturas, de educações, de nacionalidades, de paixões – das quais falei agora há pouco – mestiçagem e confrontação de ideias. Aqui, em uma instituição de ensino superior e de pesquisa, nós temos opiniões definitivas sobre tudo e todo assunto. Se não formos inspirados a todo momento pelos trabalhos científicos de outros membros, de outros corpos docentes, por todo o mundo, nosso pensamento será mais pobre. É a mestiçagem deste pensamento que nos enriquece, mas também a confrontação, nós estamos em um país, em uma universidade que crê no debate.

A Sciences Po foi criada por humanistas que estiveram confrontados a outros pensamentos, de homens e mulheres – na época mais por homens, é preciso dizer – que eram convencidos que todos os valores não são comparáveis, mas que o que faz a força de uma democracia liberal é a confrontação, é a disputa, é o debate, que não termina necessariamente em consenso, mas que ao menos dá a cada uma e a cada um a possibilidade de se exprimir e de defender as ideias que ela ou ele decidem se engajar, seja em empresas, na administração pública, nas instituições internacionais, organizações não-governamentais e, claro senhor presidente, na política.

Eu percebo aqui e no seu país a crítica aos políticos. Eu gostaria de dizer muito solenemente de minha imensa admiração pelos que se lançam sem grande esperança de fortuna, algumas vezes na expectativa de sucesso, na defesa de suas ideias, de seus valores, para fazer ganhar um espaço na história de sua sociedade, fazer ganhar sua convicção e receber de seu povo a honra de ter sucesso no governo.

A mestiçagem, das ideias, da cultura, de nação, assim como estamos fazendo na União Europeia, e ao mesmo tempo a confrontação intelectual, a disputa, e a aceitação de que certos valores devem se sobressair sobre outros. Esse é um primeiro ponto que pode explicar a decisão unânime de entregar ao senhor o título de Doutorado Honoris Causa.

Mas não é a única. A segunda razão – não irei além de três – é a luta que fez contra as desigualdades. Claro que quando lutamos contra as desigualdades, não temos sucesso totalmente, nem definitivamente. Aí, certos aproveitam pra dizer que tudo é impossível, nada é desejável, necessário, nem possível de começar. Nós cremos, na Sciences Po, que a luta contra as desigualdades, mesmo aquelas difíceis e perenes, é um valor que motiva nós todos da comunidade acadêmica. Eu creio que o senhor representa aqueles que pensam, não apenas no seu país, que não podemos nos satisfazer às desigualdades persistentes e acentuadas. E sabemos como é efetivamente difícil dar maior igualdade de oportunidade.

O terceiro valor é formidavelmente representado em frente a vocês esta noite. É a curiosidade intelectual infinita e a vontade infinita de conhecer o mundo em que estamos. Você lutou para que o Brasil acessasse um status internacional – nossos professores costumam dizer – como jamais sem dúvida alcançou, claro que com ajuda do seu predecessor e em seguida de sua sucessora, para que o Brasil tenha um impacto considerável nas questões do mundo.

Hoje não é mais possível tratar de um assunto sem que os brasileiros sejam consultados. Melhor ainda, você conquistou que as relações se multiplicassem entre os países do sul, de uma maneira que a Europa passa a compreender que a abertura, por exemplo, de suas fronteiras agrícolas não será danosa aos camponeses europeus. Não pensamos mais o mundo unicamente na oposição entre o mundo de industrialização antiga (espero que não seja de prosperidade antiga, espero estar errado em dizer isto) e o mundo emergente, que deve muito à Europa e à Àfrica. Por isso nós abrimos, depois de dezenas de anos, um campus fora de Paris com estudantes que vêm do mundo todo. Cremos, neste novo ano escolar, em um novo contato entre estudantes europeus e africanos, e optamos que os estudantes desta nova formação possam representar diversos estados africanos, e que possam vir da Europa e de outros países.

Gostaríamos profundamente e concretamente, através dos jovens que estão aqui hoje, de constituir esse mundo de cidadania e de regulação mundial, que sabemos ser complicada, conflituosa, mas que pode avançar mais rápido do que pensamos na Europa graças à imensa energia de jovens de várias gerações, e aos jovens que aqui estão hoje, para lhe dizer da nossa admiração, nosso respeito e a imensa felicidade de lhe incluir ao nosso corpo docente. Eu agradeço ao senhor.”

sexta-feira, outubro 14, 2011

EBX continua à caça de montadoras

A empresa do empresário Eike Batista, depois de não conseguir viabilizar a instalação da Nissan no Complexo do Açu, agora parte para uma fábrica de caminhões. A marca não foi divulgada, mas, a ideia é fechar o planejamento do empreendimento que prevê uma montadora para o Açu. Lá, a montadora usaria o aço da siderúrgica, a energia elétrica das usina termelétricas, o imposto reduzido de 2% de ICMS e a logística para escoamento de sua produção pelo terminal TX-2 do Porto do Açu.

Veja abaixo, no mais recente lay-out dos empreendimentos do Complexo Logístico-industrial do Açu, apresentado a investidores neste início de outubro, que o espaço para a montadora no Distrito Industrial de São João da Barra continua lá reservado.

A nova ideia para fabricação de caminhões, se por um lado, vai na linha de acreditar no crescimento da economia do país com mais consumo pela crescente classe “C”, por outro, desvaloriza a opção do porto como alternativa mais barata e viável de transporte de mercadorias pelo litoral, onde residem mais de 70% da população brasileira, e ainda numa visão menos rodoviarista que os discursos da sustentabilidade dizem caminhar.

Fonte: Fact Sheet - Bovespa - LLX. PS.: Clique sobre a imagem para ver em tamanho maior.

Morador do Parque Imperial reclama de construtora

O blog recebeu po r-email e publica a reclamação de Sr. Francisco: "Professor gostaria que o senhor postasse o acorrido no parque imperial onde os muros de minha casa e um vizinho foram derrubados por uma retro escavadeira da Empresa construtora Avenida, estes muros fazem divisa com um terreno baldio que segundo funcionarios que faziam a obra pertence ao proprietario da construtora. Pra mim não importa quem é o dono mas quem vai pagar nosso prejuizo pois o ocorrido foi ao meio dia e ate agora nenhum funcionario da empresa nos procurou para dar uma solução. Por pouco o muro de casa caiu sobre os cachorros que foram retirados a tempo por mim e minha familia, e ja imaginou se scontecesse um desastre maior pois o outro muro pertence a uma escola infantil no Parque Imperial. Este é o link que foi postado por minha filha diante da indignação pois um dos funcionarios disse que nosso muro estava velho e por isso caiu pois eles não tiveram nenhuma culpa, neste video se comprova a ação da maquina que mesmo apos derrubar o muro continuou a trabalhar como se nada tivesse acontecido. Grato Francisco. http://www.youtube.com/watch?v=5EbSzJlOJjk."

“Nossas cidades estão ficando inviáveis”

A afirmação é da arquiteta e urbanista Ermínia Maricato. Ela é professora titular aposentada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), foi Secretária Executiva do Ministério das Cidades, entre 2002 e 2005 e nesta função, a coordenadora técnica da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

É com esta autoridade que Maricato concedeu uma excelente entrevista à revista Desafios do Desenvolvimento do IPEA, indicada ao blogueiro pelo professor Luiz Pinedo, que merece ser lida e debatida. Aqui você pode acessar à integra do texto, assim como fazer o download do arquivo.

Abaixo o blog transcreve algumas afirmações e pequenos trechos como estímulo e provação para a leitura:

“Sem se tocar na propriedade da terra, nossas cidades se tornarão inviáveis”.

“Uma parte da população não cabe mais na cidade. E não é uma parte pequena. Tem a ver com uma trombada entre a população pobre e as áreas ambientalmente frágeis”.

“Ou construímos um espaço de debate e mobilização na sociedade civil independente do Estado, pois o Estado tem um poder de cooptação muito grande, ou o caos se tornará dominante”. “A falta de planejamento está ligada a uma questão estrutural que é a concentração fundiária.

Distribuição de renda não basta para resolver o problema urbano. Aqui tem de distribuir ativo, que é cidade, é terra urbanizada. A questão da terra é central na política urbana, pois ela é dominada por esse mercado restrito, elitista e especulativo. O povo acaba tendo de se virar.” “A questão fundiária é muito séria. Se pegarmos o Censo de 2010, veremos que a área de São Paulo onde a ocupação mais aumentou é a de proteção dos mananciais. Temos aqui duas cidades. Uma é a cidade do mercado e a outra é aquela construída pela população pobre. Em 2010, o preço dos terrenos se elevou em 50% e o de imóveis usados em 30%. Depois do anúncio do programa Minha Casa Minha Vida, tivemos um impacto bárbaro sobre os preços da terra e dos imóveis. Por que? Porque houve a entrada de recursos financeiros sem mudança na base fundiária. Isso acarreta um ganho para o preço dos imóveis. A nossa questão central, a questão fundiária urbana e a função social da propriedade se esfumaram. Eu estou estudando a história da propriedade no Brasil. É impressionante. É fraude atrás de fraude.” “Trata-se de fazer uma regulação do uso e da ocupação do solo por parte do Estado. Para fazer isso, o Estado tem de regular também o mercado. Quer um exemplo? Existem quase dois milhões de pessoas na área dos mananciais na zona sul de São Paulo. Se não quisessem essas pessoas lá, teria de haver fiscalização. Quando se faz isso, para onde essas pessoas vão se não se permite que elas se instalem lá? Há um doutorado da professora Angela Maria Gordilho Souza, da Universidade Federal da Bahia, mostrando que em Salvador 33% das habitações são ilegais. Há um mestrado de Carlos Fernando Andrade, ex-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de Janeiro (IAB-RJ), mostrando que 50% dos domicílios da cidade são ilegais. Uma coisa é a questão jurídica. Outra é a fragilidade da construção. São casas em encostas, fundos de vale e em situação de risco. Uma parte considerável das cidades brasileiras continua a ser produzida dessa forma. Quando a gente vê as tragédias depois das chuvas, aparecem aqueles âncoras dos telejornais a repetir que falta planejamento e prevenção. Ora, o que falta é quebrar essa relação de poder que coloca as terras adequadas na mão de um mercado restrito.” “O problema da terra se manifesta no campo e na cidade. É algo que vem desde 1850, da Lei de Terras. A história da propriedade fundiária no Brasil está ligada às relações de poder. Não existe solução sem reforma fundiária. Com isso tudo, eu chego na reforma política. Se continuarmos tendo o financiamento de campanha como é hoje, com eleição sendo trocada por obra, teremos apenas projetos que caibam em quatro anos. As coisas mais importantes nas cidades não se resolvem nesse período.” “O que mais tem no Congresso é emenda parlamentar para asfaltar ruas. Verifiquei, num determinado ano, que metade das emendas eram de asfaltamentos. Imagine um deputado federal se preocupar com isso... Essa demanda não é feita apenas para se conseguir voto, para fazer um agradinho em um bairro, construir uma praça ou asfaltar uma via. Eu pensava assim, até um deputado federal me contar que não era nada disso. A lógica é o financiamento de campanha articulado com obras futuras e não o clientelismo.” “Não existe Câmara Municipal desvinculada dos interesses dos proprietários imobiliários em nenhum município do Brasil. Dá para contar nos dedos o número de Executivos municipais que contrariem interesses imobiliários e das empreiteiras.” “As grandes empreiteiras controlam praticamente os investimentos urbanos dentro da lógica do rodoviarismo. O automóvel reina soberano e as empreiteiras propõem aos prefeitos as obras possíveis de serem concluídas em quatro anos. Argumentam que elas irão atrás do financiamento – e isso está ligado ao financiamento de campanha. Aí você tem uma prioridade às obras viárias nos orçamentos municipais no Brasil todo. Nunca as cidades brasileiras foram assaltadas pelo automóvel como nos últimos anos. A indústria automobilística passou de 13% do Produto Interno Bruto, em 1999, para 19,8% em 2009. Eles são responsáveis por 83% dos acidentes e por 76% da poluição. E muita gente reclama dos ônibus. Para os urbanistas, o automóvel é o maior fator de desorganização do território. Ele induz a ocupação espraiada do solo e destrói a cidade.” Desenvolvimento - Que cidade brasileira tem um bom planejamento? Ermínia - Eu acompanhei o desenvolvimento de muitas e ainda tenho um certo respeito por Diadema. Por que? Diadema teria o destino da Baixada Fluminense. Seria uma cloaca. Ela chegou a ter indicadores de violência altíssimos e reverteu essa situação. Na última vez que estive lá, ouvi do prefeito a seguinte frase: “Nós não queremos a mudança do perfil da população”. Acho que é o único prefeito do Brasil que não quer substituir pobre por rico. Um prefeito não pode combater o automóvel, não está nas mãos dele. Mas ele pode incentivar o transporte público. Mesmo para o processo de expansão imobiliária, um prefeito tem restrições. Há uma ameaça constante por parte dos empresários da construção civil, que alegam que tal ou qual prefeito liberou o gabarito para a construção de todo tipo de obras. “Então nós vamos para lá”, dizem. E chantageiam os prefeitos.

Desenvolvimento - Que cidades do terceiro mundo, com condições semelhantes às do Brasil, tem uma situação aceitável no que toca ao planejamento? Ermínia - Bogotá, na Colômbia, é puro marketing. Mas o corredor de ônibus, o Transmilênio, é uma solução boa, mas limitada. É como Curitiba, que tem um planejamento ao mesmo tempo modernizante e excludente. Há aquela miséria em volta. O planejamento ali sempre foi ligado a uma elite ligada ao capital imobiliário. Eu não vi nada no terceiro mundo, nem na Ásia, na África e na América Latina... Nós tivemos um período de ouro, na década de 1980, com a emergência das chamadas prefeituras democrático-populares, com orçamento participativo, em uma época muito importante, de fim de ditadura. Nós desenvolvemos um conhecimento de urbanização de favelas. Aliás, nesse ponto, o PAC tem uma vantagem muito grande sobre o Minha Casa Minha Vida, que é a prioridade para a urbanização de favelas. Isso conseguiu resolver as deficiências de muitos bairros pelo Brasil, pois dá ótimas condições de vida. Se as cidades não crescessem de forma predatória, seria possível combinar a construção de moradias à urbanização de favelas. Ou seja, partir da cidade existente, que precisa ser recuperada, e melhorar a situação de infraestrutura, de saneamento, da água, do esgoto, do transporte, da iluminação e por aí vai. O PAC tem uma grande qualidade na área de habitação...”

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

As moscas & a revista de coleira

O blog já havia antecipado o que agora ficou evidenciado, o conluio e a articulação entre blogs e revista de coleira e seus "patrocinadores" e para tentar atacar este blogueiro com insinuações infundadas e injustas, no projeto que desenvolveu com orgulho e zelo na comunidade do Matadouro. Não há problema, o blogueiro tem o seu espaço que tanto incomoda e assim mantém sua direção neste trabalho, iniciado há mais de sete anos, com milhares de leitores e centenas de colaboradores, que diariamente aqui se informam, debatem problemas da comunidade, criticam, questionam e sugerem políticas públicas, etc. Se você não leu a nota anterior pode fazê-lo aqui. A revista Fomo$ A$$im, o blog do diretor do Diário (jornal que já me pagou na Justiça uma indenização de R$ 10 mil por ter publicado ipis literis um artigo de minha autoria como se fosse seu editorial) e o blog dos moscas que cumpre o que chefe manda, numa articulação, em que um cita o outro, e a$$im tentam desvirtuar as informações e embolar o que está claro, na vã tentativa de dizer que todos são iguais. A velha mídia junto com os blogs de coleira, de olho no dinheiro público (por isto o desespero pela possível perda dos royalties) tentam enfrentar a Rede Blog com seguidas desqualificações, que só colarão se forem verdadeiras. Observem que a Rede Blog é plural, diversa, com opiniões distintas. A única coisa que faz de forma unificada é não se curvar ao poder constituído daqueles que usam o dinheiro para estimular a criação dos blogs e matérias inverídicas na velha mídia na tentativa da desqualificação e da redução da crebilidade alcançada. Sobre o projeto da cooperativa na comunidade do Matadouro, desenvolvida há seis anos por funcionários-voluntários da Petrobras e apoiado por este blogueiro e pela ONG Cidade 21, o blogueiro já falou e repete quantas vezes forem necessárias, e no fórum que desejarem, que um dos motivos para as suas dificuldades foi a cooptação política de seus líderes para campanhas eleitorais, em esquemas já bastante conhecidos na cidade, especialmente, destes que tentam atacar o blogueiro. Somou-se a este fato, a terrível enchente de 2006, que gerou em diversos pontos da cidade e, em especial naquela comunidade, a necessidade de ocupação dos espaços da cooperativa de alimentos (Cooperdouro) para abrigar a família dos cooperados num momento emergencial. Os cursos de profissionalização e o trabalho desenvolvido por quase três anos por gente da comunidade sustentam de sobra os recursos e os esforços despendidos para o desenvolvimento social autônomo de pessoas daquela comunidade, de forma diferente do que se costuma fazer nos programas asssitencialistas que visam tutelar guetos eleitorais que hoje são objeto de apuração judicial. Ninguém nunca julgou que os empreendimentos de geração de trabalho e renda estimulados junto da formação profissional na confecção de artesanatos e alimentos deveriam perdurar para sempre, sob a forma de empreendimento coletivos, para além da formação profissional ali empreendida. As pessoas da comunidade que participaram dos projetos, mais de oitenta no pico, e cerca de cinquenta, na maior parte do tempo, são livres e não tuteladas para seguirem seus caminhos, após se aperfeiçoarem e crescerem enquanto pessoa e membro de uma comunidade. Assim, é que decidiram seus rumos. Quando do encerramento das atividades da cooperativa por decisão autônoma dos moradores que buscaram outros caminhos, a partir da formação e da experiência que lá obtiveram, buscou-se a doação dos equipamentos para que a gestão municipal pudesse ali instalar de forma permanente uma padaria-escola, mas, por duas vezes e dois diferentes governos a proposta foi rejeitada. A alternativa seguinte para dar serventia aos equipamentos, eles foram doados, e devidamente patrimoniados, no campus Bom Jesus do IFF, que funciona numa extensa fazenda de mais de 6 alqueires, onde funciona cursos de formação profissional da área, como por exemplo, o de nível técnico de Agro-indústria e também, desde 2010, um Curso Superior em Alimentos. O blogueiro não se incomoda em explicar o que seja necessário, o que não aceita é intimidações. Quem lutou contra a ditadura no movimento estudantil e vem de lutas mais antigas e importantes, nunca se deixará pressionar por pessoas que têm um único objetivo que é o de tentar igualar todos no mesmo saco. Minha satisfação como disse em resposta ao chefe deles, quando questionou postagens independentes deste blog, quando do acompanhamentos das informações do processo de cassação da Rosinha, é que, em meio a barafunda que tentam criar, eu balizo pela minha direção, em sentido contrário ao do que eles tomam. E, sigamos em frente, eu com o meu blog e minha consciência do dever de cidadão de enfrentar quem quer que seja, e da forma que quiserem, para que o cidadão da nossa região possa ser independente e livre na luta por uma vida digna e melhor. PS.: Atualizada às 12:10 e corrigido erros de concordância e também alteradas pequenas frases para melhor compreensão do texto.

Saiba mais sobre a concessionária Águas do Paraíba que atua em Campos

A empresa concessionária Águas do Paraíba que opera no município de Campos dos Goytacazes, faz parte da holding Águas do Brasil. Esta holding é uma associação das empresas Developer do grupo Carioca Engenharia (45%), Queiroz Galvão (24%); Trana (17%) e Cowan (14%).

A primeira outorga obtida pela Águas do Brasil foi no município de Petrópolis, RJ, em 1998, onde criou a Águas do Imperador. Atualmente a holding opera dez concessionárias em doze municípios fluminenses, sendo que apenas uma foi adquirida (no município de Nova Friburgo), as demais repassadas pelas prefeituras locais.

Agora, em 2011, a Águas do Brasil tem previsão de faturamento de R$ 600 milhões, e uma dívida por empréstimo, do BNDES de R$ 80 milhões.

Atualmente, a holding está interessada na licitação para explorar uma rede de esgoto na Zona Oeste da capital fluminense, num projeto que prevê investimentos de R$ 1,67 bilhão, num prazo de 30 anos e construção de 19 ETE´s (Estação de Tratamento de Esgoto) e 221 elevatórias. A região que hoje possui apenas 4% de esgoto tratado, tem 48% da área do município do Rio e 1,8 milhão de habitantes, equivalente a 30% da população carioca. A meta é alcançar 36% de tratamento e 65% de coleta em 2016, ano dos Jogos Olímpicos. Segundo a prefeitura 38 empresas retiraram material da licitação e podem concorrer na disputa pela concessão.

Além disso, a Águas do Brasil está se preparando para disputar a concessão nos municípios de Santa Cruz o Sul, RS, que tem 130 mil habitantes e Votorantim,SP com 120 mil habitantes.

Fonte: Valor.

Rock in Rio lucro de R$ 65 milhões

Os empresários da família Medina estão atribuindo aos bons ventos da economia brasileira, a rentabilidade com a bilheteria de R$ 100 milhões que, sozinha já bancava com sobras, os custos de R$ 90 milhões de todo o evento. Ao contrário de 1991, quando a verba de patrocínio respondia por 80% do orçamento total, agora, este foi responsável pela arrecadação de R$ 55 milhões, pouco mais da metade do que foi arrecadado com os ingressos. Bom que o setor público veja estes números para deixar de ajudar um evento que enche os bolsos particulares.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Estacionamento do Parque Alberto Sampaio aumenta valor em R$ 128 mil

O advogado e blogueiro Cleber Tinoco informa ao blog, que o caro estacionamento do Parque Alberto Sampaio comentado aqui em nota, enviada por colaborador do blog na última terça-feira, cresceu em R$ 128 mil, com aditivo, que levou o contrato a totalizar agora, a quantia de R$ 645.469,11 (seiscentos e quarenta e cinco mil, quatrocentos e sessenta e nove reais e onze centavos):

Vídeo da CET Rio com imagens da explosão na Praça Tiradentes

O desafio das cidades

"Em 1930 o economista John Keynes previu que a humanidade, dali a 100 anos, iria enfrentar seu problema permanente: como usar a liberdade de preocupações econômicas prementes, como ocupar o lazer que a ciência e os ganhos econômicos lhe trariam para viver bem, sábia e agradavelmente?

Agora que faltam apenas 20 anos para o cenário proposto por Keynes, talvez seja oportuno nos debruçarmos sobre a grande questão do século: o planeta urbano. Afinal, se o século 19 foi dos impérios e o 20 das nações, este é o das cidades. E as imensas inovações que ora se anunciam ocorrerão no território urbano."

O texto acima é do arquiteto e urbanista Carlos Leite e vale como reflexão. A apresentação abaixo é do mesmo professor e aponta alguns desafios das cidades no momento presente e serve como reflexão sobre o planejamento urbano que está se fazendo nas cidades de nossa região:

Pauta do TRE-RJ desta 5ª com vários casos da região

Além do julgamento de Rosinha, no caso da mudança de partido, há casos de vereadores da região, de São joão da Barra e de São Francisco do Itabapoana. Veja abaixo o documento que lista a pauta para julgamento do colegiado nesta quinta-feira: TRE- Pauta 13-10-2011 PS.: Atualizado às 14:44 e corrigido a digitação da palavra "pauta".

Convite da ACL

O blog recebeu da Heloísa Crespo e publica abaixo o convite da Academia Campista de Letras:

Campos do Uitacas

Em dezembro de 2008, Genilson Soares da Inter-G mandou ao blog (aqui) a raridade que republicamos abaixo: um dos mais antigos mapas da nossa região. Interessante de ser relembrado em épocas de grandes transformações do território como estamos vivendo nos tempos atuais:

Concorrência para construção dos 4,5 mil aptos em SJB

O blog foi informado que três empresas participaram da concorrência, na semana passada, para a construção dos 4,5 mil apartamentos da REX (grupo EBX), na entrada do município de São João da Barra, pela rodovia BR-356, conforme foi informado aqui pelo blog em 26 de setembro. Odebrecht, RJZ Cirella e uma terceira que é um grupo de Campos. Segundo informações obtidas pelo blog, a apresentação da proposta feita pelo grupo local teria surpreendido os representantes da EBX, num patamar muito superior às demais, que pareciam acreditar mais nos contatos com o grupo EBX do que na formulação de uma boa proposta. Nem a REX e nem grupo EBX ainda se pronunciaram sobre a proposta vencedora. A conferir as chances do segmento produtivo da região em participar de algumas etapas do empreendimento do Complexo do Açu, que até agora tem feito a quase totalidade dos seus contratos com empresas de fora da nossa região. Como se sabe, na área privada, nem o preço e nem a qualidade das propostas e projetos, são definidores da escolha para a contratação. No setor público, na PMCG, a partir de 2009, a solução encontrada foi abrir espaços para as grandes empresas de fora e "estimulá-las" a "terceirizar" com quem e da forma que o gestor quis, a execução para uma ou mais empresas locais. Será que esta moda pode pegar também lá no Complexo do Açu?

quarta-feira, outubro 12, 2011

Comissão da Alerj que acompanhará a construção do Porto do Açu começará amanhã seus trabalhos

A Comissão Especial para acompanhar as obras, os investimentos e os impactos do Porto do Açu e do Corredor Logístico foi instalada na última semana na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A primeira atividade prevista será na quinta-feira (13/10), quando a Comissão receberá em audiência, o secretário estadual de Fazenda, Renato Villela, que deverá apresentar um histórico dos incentivos fiscais do Estado para o empreendimento do Porto do Açu.

25 de outubro. Dia de Mobilização dos Médicos do SUS

Atendendo a pedidos o blog divulga a informação sobre a mobilização da classe médica:

“25 de outubro. Dia de Mobilização dos Médicos do SUS” “A Comissão Nacional Pró-SUS (AMB, CFM e FENAM) convoca as entidades e lideranças para a mobilização dos médicos do sistema público de saúde, no próximo dia 25 de outubro. Após a grande repercussão do movimento por melhores honorários na saúde suplementar, em 7 de abril e 21 de setembro, chegou a hora de também expor para a sociedade a situação dos médicos do SUS. Na última reunião ampliada da Pró-SUS, em Brasília, dia 27 de setembro, foram definidos os seguintes eixos norteadores da mobilização de 25 de outubro: 1. Os pontos balizadores nacionais do dia 25 de outubro são: Mais recursos para saúde; Melhor remuneração no SUS. Melhor assistência à população. Alem disso, os desdobramentos como PCCV, concurso público, carreira de estado e tabela SUS (BHPM no SUS) . 2. Caberá aos Estados e municípios definir as ações locais para a mobilização do dia 25 de outubro, considerando inclusive que a realidade dos médicos do SUS é heterogênea. 3. A Comissão Nacional Pró-SUS recomenda a reunião de Comissões Estaduais de mobilização e organização das atividades do dia 25 de outubro, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades de Especialidades Médicas; 4. Divulgação, desde já, para os médicos e população, em todos os veículos disponíveis (jornais, revistas, portais, newsletter, redes sociais e outros), da mobilização do dia 25 de outubro. 5. Organização, no dia 25 de outubro, a critério das entidades médicas locais e estaduais, de paralisações, atos públicos, passeatas, fiscalizações em serviços caóticos, coletivas de imprensa, audiências em Comissões de Saúde de Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas, e plenárias de médicos que atuam no SUS. Nessas atividades, podem ser envolvidos o Ministério Público, Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde, parlamentares, movimentos de usuários e pacientes, dentre outros parceiros do movimento médico. 6. Articulação com entidades representativas, diretores clínicos e diretores técnicos de hospitais e Santas Casas, visando a adesão e participação dos estabelecimentos na mobilização dos médicos do dia 25 de outubro, tendo em vista as reivindicações comuns dos prestadores. 7. Comunicação aos gestores locais do SUS das atividades previstas pelo movimento médico no dia 25 de outubro. 8. Envio à Pró-SUS de informações sobre a situação de remuneração e condições de trabalho dos médicos, problemas da gestão e da assistência oferecida à população na rede pública. Solicitamos que sejam definidos pelas entidades médicas os piores serviços ou hospitais públicos de cada Estado, com descrição das principais mazelas. Tais dados são fundamentais para a produção de “dossiê” de divulgação nacional. 9. Envio à Comissão Nacional Pró-SUS, até o dia 11 de outubro, de informes sobre as ações e atividades de mobilização previstas. Em breve a Pró-Sus enviará às entidades novos informes, conteúdos e materiais de divulgação sobre o dia 25 de outubro. O sucesso da mobilização no dia 25 de outubro é fundamental para dar visibilidade à precariedade da situação dos médicos do SUS e demonstrar para a sociedade o compromisso da classe médica com a construção de um sistema público de qualidade e acessível a todos. Pedimos, portanto, o máximo envolvimento e colaboração de sua entidade. Atenciosamente, Associação Médica Brasileira - AMB; Conselho Federal de Medicina - CFM; Federação Nacional dos Médicos."

Entrevista de Eike Batista na Band

Ele é o dono do maior empreendimento que está sendo implantado em nossa região. Há muitas controvérsias sobre a forma como o Complexo Logístico-industrial do Açu está sendo construído. Há preocupações com os impactos ambientais e sociais decorrentes desta implantação, assim como há uma euforia, e especulação imobiliária e política sobre o que sucederá com São João da Barra e Campos, durante e após este processo. Por tudo isto, suas entrevistas sempre trazem expectativas sobre as informações do andamento e das novas possibilidades que estão sendo pensadas pelo seu grupo EBX. Assim é que este blog trouxe para este espaço a entrevista feita pelo João Dória, para a Rede Bandeirantes e que foi veiculada no sábado, e depois no domingo, dias 8 e 9 de outubro. No YouTube a Bandeirantes dividiu a entrevista em 5 partes que tem uma média de 8 minutos e um total de menos de 40 minutos. Na primeira parte ele fala, mais uma vez com seu forte estilo marqueteiro sobre investimento em educação e saúde a fundo perdido. No segundo ele realça o Complexo do Açu, e aí, mais uma vez, é possível perceber que o petróleo é o seu grande foco. Bom, o resto você poderá assistir diretamente. Tanto quem admira, quanto quem repudia, ou apenas aqueles que por enquanto apenas observam, o empresário e/ou seus negócios, o blog garante que a entrevista deve ser vista para melhor compreender o que pode estar vindo por aí:

I Encontro de Pais e Cuidadores de Bebês Prematuros de Campos

O Dr.Luiz Tavares encaminhou ao blog para divulgação. Uma iniciativa interessante e humanitária:
"O I Encontro de Pais e Cuidadores de Bebês Prematuros de Campos é uma iniciativa nossa para marcar o lançamento do projeto Casa de Apoio à Mãe de UTI em Campos dos Goytacazes. No dia 19 de outubro, quarta, grupos de acadêmicos da área de saúde da UNIVERSO desenvolverão atividades nas UBSs do municipio relacionadas à doação de leite humano (eles receberão um mini curso dia 17 sobre controle e qualidade do LH e AM em pretermos). Dia 20, no Auditório da Santa Casa de Misericórdia de Campos, a partir das 9 horas da manhã, daremos um Curso de Vivencias do Bebe Prematuro, abordando aspectos do cuidado individualizado e respeitoso para com esses bebes. Dia 20 a partir das 20:30 também no Auditório da Santa Casa de Misericórdia de Campos, receberemos Dra. Luciana Herrero, pediatra paulista, para apresentar o tema Aleitamento Materno em prematuros e exibição do video "Em nossas mãos" da Dra Paula Meier. Dia 21 as 9 da manhã no Teatro de Bolso de Campos lançaremos o livro "Uma Declaração Universal de Direitos para o bebê Prematuro - Edição Comentada" que tem a participação de quase meia centena de colaboradores do Brasil e de fora daqui. Será lançada também uma serie de postais comemorativos alusivos aos Direitos de um Bebê Prematuro. Assistiremos a apresentação da dramatização "Os dias de UTI" baseada nos relatos do livro apresentada pelo Grupo de Teatro da Fundação Cultural Jornalista Osvaldo Lima e faremos homenagens às mães prematuras de nossa cidade, a seus filhos e seus cuidadores oferecendo rosas e poemas. E lançaremos o Projeto Casa de Apoio à Mãe de UTI que pretende servir de acolhida para mães que tem seus bebês internados nas Unidades Neonatais e passam por momentos de dor inominada. A entrada é franca para estes eventos. Qualquer duvida entre em contato: (22)99488801 (Dr. Luis Tavares) ou pelo mail lamtavares@uol.com.br."

terça-feira, outubro 11, 2011

A dica!

A internet é mesmo pródiga em permitir o acesso a informações que seriam difíceis de serem descobertas. Ganha um doce quem descobrir o intermediário da mudança de rumo da Fomos Assim.

Estacionamento no Parque Alberto Sampaio

Cada vez mais o blog passa a ser feito junto dos seus colaboradores. Assim, um deles mandou informações e fotos da licitação para a viabilização de um estacionamento, que segundo ele, dará para no máximo 60 vagas junto ao Parque Alberto Sampaio no centro de Campos. Veja no infográfico mandado pelo colaborador as informações. Se deseja ver a imagem em tamanho maior clique sobre ela:

LLX informa sobre construção bloco de concreto para quebra-mar do terminal TX 2 e estaleiro

A LLL enviou ao blog o release: "LLX conclui primeiro bloco de concreto para quebra-mar" "A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, concluiu hoje (7) a produção do primeiro bloco de concreto flutuante que será utilizado na construção do quebra-mar do Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ). Com mais de 13 mil toneladas, 66 metros de comprimento, 24 metros de largura e 18 metros de altura, a peça de concreto foi produzida em Arraial do Cabo (RJ). Ela será utilizada na construção do quebra-mar do TX2, terminal onshore do Superporto do Açu.

Do total de 43 peças necessárias, 7 estão sendo produzidas em Arraial do Cabo e serão rebocadas até o Superporto do Açu, onde as outras 36 serão produzidas. No total serão utilizados 13,5 mil m³ de concreto e 1,3 milhão de quilos de aço na produção dos blocos.

Os blocos estão sendo produzidos pelo Kugira, que é o maior dique flutuante da Europa e está na América Latina pela primeira vez. Com 74 metros de comprimento, 49 metros de largura e 58 de altura, incluídas as torres metálicas, o equipamento pode fabricar peças de até 33,5 mil toneladas. Cerca de 300 pessoas atuam na operação e produção dos blocos de concreto."

PS.: Atualizado às 16: 20: Corrigido digitação em palavra do título da nota.

Royalties: um acordo?

Está sendo informada sobre a nova proposta sobre royalties adaptada do projeto original do Executivo. O jornal Valor trouxe agora pouco a informação que segue abaixo:

Já se tem notícia que o relator da proposta do Senado, Vital de Rego (PMDB-PB) está decido a incluir artigo no projeto pelo qual governadores e prefeitos serão obrigados a investir 40% das receitas em Educação; 30% em Saúde, Segurança, Erradicação da Pobreza, Cultura, Esporte, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia; e 30% em obras para o desenvolvimento. Estados e municípios também terão que apresentar e aprovar nas Assembleias e Câmaras de Vereadores um plano de aplicação da renda do petróleo. O objetivo seria o de evitar o desperdício. Resta saber sobre como será a participação popular nesta questão, haja visto que hoje, na discussão do PPA e da LOA a questão corre frouxa.

“Nova proposta sobre royalties adapta projeto original do Executivo”

Por Daniela Martins e Ana Paula Grabois | Valor

“BRASÍLIA E SÃO PAULO – O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) vai protocolar no Senado, na próxima quinta-feira, nova proposta de divisão dos royalties do petróleo. O senador está reunido nesta terça-feira na Câmara dos Deputados com o grupo de trabalho de parlamentares que tenta fechar um texto de consenso para atender Estados e municípios produtores e não produtores de petróleo.

A intenção de Rêgo é fazer adaptações ao Projeto de Lei (PL) nº 8.051/2010, de autoria do Executivo, negociado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Alteramos um pouco”, disse.

Na semana que vem, está prevista a votação no Senado do veto presidencial à Emenda Ibsen, projeto aprovado no Congresso que prevê a distribuição igualitária dos royalties do petróleo entre Estados e municípios produtores e não produtores. A emenda foi vetada no fim de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prevista para a semana passada, a votação foi adiada sob pressão do Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a postergação da votação depois que o governo tentou, sem sucesso, fechar um acordo com Estados e municípios produtores e não produtores sobre o tema.”

PS.: Atualizado às 16:58:

"Relator do projeto dos royalties do pré-sal reduz para 40% participação especial da União"

Da Agência Brasil

"Brasília - O relator do projeto que trata da distribuição dos royalties do pré-sal, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), reduziu ainda mais a participação especial a que a União tem direito, passando de 46% para 40%. Hoje, esse percentual 50% e o governo já havia aceitado reduzir em 4 pontos percentuais.

“Houve ajuste nos valores da União. O Congresso Nacional concorda com esse ajuste”, disse Vital do Rêgo, depois de reunião com os parlamentares que fazem parte da comissão especial criada para definir o texto do projeto.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), representante dos estados produtores de petróleo, disse que o problema “estará resolvido”, caso o governo aceite a proposta de reduzir para 40% o percentual da participação especial do governo. Segundo ele, essa medida permite equacionar a conta para chegar aos R$ 8,5 bilhões reivindicados pelos estados não produtores.

Na segunda-feira, Vital do Rego deverá receber as últimas sugestões ao projeto antes da apresentação final do texto. O senador disse que conseguiu distribuir percentualmente as partes correspondentes aos estados produtores e não produtores e à União. O problema agora, assinalou, é quanto à evolução da receita.

“Serão R$ 12 bilhões para estados e municípios produtores, R$ 8,5 bilhões para estados e municípios não produtores e R$ 8 bilhões para a União”, disse Vital do Rego. “A evolução da receita é que está trazendo o principal núcleo da discórdia.”

Constará no relatório os royalties e a participação especial relativa às áreas não licitadas e às áreas já licitadas. Esse ponto causa divergência entre parlamentares de estados produtores de petróleo. “Não aceitamos discutir o que já foi licitado. Semana que vem vamos apresentar uma proposta nesse sentido”, disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

A votação do projeto está inicialmente marcada para quarta-feira (19) no Senado. Se for aprovado, o texto seguirá para a Câmara."

Santo Eduardo na luta!

O vídeo do blogueiro Lenilson Werneck, mesmo já tendo sido postado por outros blogs, merece ser novamente postado para ampliar o conhecimento das pessoas sobre os problemas do distrito da região norte do município de Campos dos Goytacazes. L.Werneck News e toda a comunidade estão de parabéns pela cidadania na busca pelos seus direitos. Isto é jornalismo comunitário que não usa o verbo como a verba:

O sub, a ameaça e a incoerência!

O blog soube que o jornalista Carlos Cunha ameaçou processá-lo, por conta da publicação sobre acumulação de seu cargo de sub-secretário e diretor da rádio e jornal O Diário. Este blogueiro desconhece ter tratado do tema. É possível que a nota de um dos blogs da nossa Rede Blog tenha passado em algum comentário de nota sobre assunto diferente deste. Sem problemas. Este assunto da relação entre gestores da PMCG e da empresa de comunicação e a tentativa de identificar seus reais comentários, a que o blog saiba, já é objeto de questionamento policial e judicicial, e assim, talvez, fosse mesmo interessante esclarecer de uma vez por todas estas questões. O blog não tratou deste assunto, por julgar que há informações e debates mais importantes sobre o nosso município e a nossa região para serem aqui trazidos e debatidos. Porém, na medida que o assunto tenha vindo à tona pelo blog do ex-secretário, citando e ameaçando, inclusive este blog, não há como continuar a ignorar o assunto. Ameaças e denúncias vazias não metem medo a este blogueiro. Quem o acompanha há mais de sete anos já sabe disto. Sendo assim, o blogueiro foi conferir e não é que ainda, no dia de hoje, 11 de outubro de 2011, o nome do diretor da empresa O Diário, está aqui, na lista de servidores do Portal da PMCG, matrícula, 21.641, setor Comunicação Social, cargo, sub-secretário. Engraçado, o jornalista, questiona a nota do blog que teve a dúvida sobre esta dupla e incongruente acumulação de funções, e foi incapaz de reclamar e solicitar que a gestão da PMCG que defende, que retirasse o seu nome com a função de sub-secretário de Comunicação do site oficial? Cunha, você é uma pessoa com quem tive prazer me relacionar em diversas lutas, por tudo isto, respeitando a nossa atual diferença de posições e opiniões (aliás, algo que sempre fiz com todos de quem discordo), mas, não poderia imaginar que, em tão pouco tempo, você tivesse a capacidade de absorver tantas características deste grupo político a que passou a pertencer. Eu lamento por isto, mas, não tenho como deixar de desejar que você reflita mais profundamente sobre suas novas práticas. No mais, a vida ensina. PS.: Veja abaixo a cópia da tela da lista dos servidores da PMCG. Não adianta, agora, retirarem do ar. Ela já foi devidamente copiada e arquivada com o registro da data de hoje: PS.: Clique sobre a imagem apra ver em tamanho maior.