terça-feira, outubro 11, 2011

Era assim, ficou assim, com a mesma coleira!

Além dos blogs agora temos também uma revista de coleira. Os blogs comandados pelo ex-governador, que não gosta da independência deste blog, que um encoleirado chama de “franco atirador” agora tenta pressionar o blog e o blogueiro requentando uma matéria, já respondida em detalhes aqui em maio de 2009. Veja que na semana passada um blog de um inseto controlado pelo governador já tinha adiantado este fato.

Observe que a matéria que mistura alhos e bugalhos, não consegue disfarçar o objetivo de se requentar o assunto, sem sequer procurar o citado para se posicionar diz que “o professor Roberto Moraes, conhecido pelas suas pretensões de ser prefeito de Campos e pelo seu blog onde critica administrações e administradores”. Veja que um texto aberto desta forma deu o tom do seu objetivo e de que a verdade não interessa, e sim, a tentativa de agradar seu “novo patrocinador." Mais um adepto do verbo conforme a verba.

O mesmo argumento está no blog do inseto que está no grupo de coleira para dar sustentação ao grupo político do ex-governador, que diz “tem um professor blogueiro que é metido a dar opinião sobre os problemas da cidade e se acha o rei da cocada preta”.

Mais uma vez nossos leitores têm oportunidade em acompanhar como agem estes que querem se sustentar no poder a custo da sua força econômica que controla rádios, jornais e revistas e não se conformam com uma Rede Blog independente.

A revista era assim, ficou assim. Sob a onda da defesa dos royalties arrumou um motivo para se aliar ao poder, seja aqui ou em cidades vizinhas, o negócio é faturar.

Pensam que calam o blog. Estão enganados. Veja que a onda vem junto da ameaça de processar os blogs de Campos, os que não comungam com o governador, que aliás, já tinha reclamado disto, no seu próprio blog.

A cada ameaça e/ou provocação, sob qualquer pretexto, a Rede ganha mais adeptos e credibilidade para passar informações, abrir o debate e se necessário expor suas posições, sem precisar mendigar espaços de respostas, sempre negadas, a não ser via judicial, porque, hoje temos credibilidade e leitores em quantidade e, especialmente qualidade, com capacidade de discernimento e de análise.

Bom que seja assim, que leitores deste e de outros blogs, leiam e ouçam todos. Analisem todos. Desconfiem de todos. Analisem cada um deles, o que falam, seus argumentos, suas linhas de atuação e tirem suas conclusões. Este é o maior interesse da existência deste blog: ajudar nossa população a ter acesso a mais informações, ao debate de pontos de vista de diferentes e que possam fazer os seus julgamentos.

É nesta linha, que o blog expõe sua posição para apreciação de seus leitore(a)s e colaboradore(a)s, e da a população da mesma forma que já fez antes. O blogueiro se orgulha de ter participado de um projeto de desenvolvimento social em apoio aos voluntários, funcionários da Petrobras, que eram os verdadeiros idealizadores e responsáveis pelo projeto que aconteceu entre 2004 e 2005, na Comunidade do Matadouro em Campos.

O projeto produziu resultados que independem de sua continuação porque formou pessoas, ajudou a organizar a comunidade em sua luta por melhores condições de moradia, deu profissão a quem ao tinha, e até hoje pode ser identificado por aquela comunidade como uma boa experiência de formação e geração de trabalho e renda de forma coletiva.

Interessante, que ora, estes mesmos, dizem que o blogueiro só tem teoria e não tem experiência prática de nada, ora inventam, como neste projeto comunitário, como se ele não tivesse produzido os resultados que mostraremos novamente aqui. Desdenham até a passagem do blogueiro pela direção da ETFC, depois Cefet e agora IFF. Se tivesse do lado deles seria o inverso. Quem usou Ong para fazer esquemas e fez greve de fome para disfarçar o assunto é o mesmo que agora tenta também tutelar e/ou tumultuar o ambiente dos blogs locais.

Abaixo vou transcrever a postagem de 31 de maio de 2009 (veja aqui). Se desejar, além disso, você poderá ter acesso aqui ao relatório (na íntegra) entregue à Petrobras no final de dezembro de 2005 quando do encerramento do Convênio com a Ong Cidade 21. Vejam o que foi feito e os resultados produzidos. Isto é prova do que foi realizado.

Vou encerrar este preâmbulo da mesma forma que encerrei a postagem que respondeu ao Garotinho na semana passada, quando ele ficou indignado pela cobertura feita pelo blog no processo de afastamento de Rosinha da PMCG por determinação judicial:

“Por fim, lhe garanto que em nada me incomoda, ao inverso, me tranquiliza, ver a sua comparação sobre quem é o mentiroso: eu ou o senhor. Será que precisamos de tempo para isto?”

Abaixo o texto da nota do blog em maio de 2009 explicando o projeto da Cooperdouro:

"Pode vir mais... o blogueiro detalha o projeto da Cidade 21 no Matadouro"
"O blog está realmente incomodando. Quem ainda tinha dúvidas sobre o tiroteio a que está submetido o blogueiro, pode ver hoje mais um capítulo escrito, numa matéria de duas páginas na revista Somos Assim, que tenta envolver a ONG Cidade 21 com a CPI da Petrobras. Tentam jogar todos na vala-comum dos esquemas, acordos e vantagens pessoais, mas não vão conseguir. Este blogueiro foi um dos criadores e primeiro presidente da Cidade 21, entre sua criação em maio de 2001 e março de 2006, com um intervalo de licença entre maio e dezembro de 2002. Em janeiro de 2008, por uma série de motivos, a ONG, apesar de ainda existir legalmente resolveu suspender temporariamente suas ações. No período de seu funcionamento ela foi atuante e inovou na luta comunitária de uma série de ações, entre elas, a luta contra a privatização/concessão e pela melhoria e duplicação da BR-101, ainda em 2001, bem antes de outras entidades se juntarem a esta luta. Lançou o projeto Informática Cidadã com a estruturação de núcleos de alfabetização digital em comunidades de baixa renda, iniciada na comunidade da Aldeia que serviu de provocação à prefeitura de Campos que acabou criando o projeto Navegar é Preciso. Além de um programa de rádio e um portal na internet em 2001, onde debatia as notícias locais do dia e alternativas para o desenvolvimento social, econômico, cultural e esportivo de nossa região, a Cidade 21, foi quem, através de representação no Ministério Público Estadual (MPE), cobrou o cumprimento da obrigação da abertura do debate do orçamento municipal na Câmara Municipal. Ali a população começou a conhecer as filigranas e o absurdo de um orçamento que destinava até R$ 100 milhões para o gabinete do prefeito. Junto, ainda como MPE, questionou em Audiência Pública montada junto com outras entidades (ACIC, Famac, Anfea, etc.) a forma de concessão do serviço de saneamento entregue a empresa Águas do Paraíba sem que houvesse, um acompanhamento de um Conselho de Usuários para fiscalizar o cumprimento de metas, os reajustes de tarifas, etc. A cobrança pela realização de duas Conferências da Cidade, em 2003 e 2005, em Campos onde além de ajudar na coordenação, apresentou diversas propostas e produziu uma publicação com as resoluções e as sugestões como forma de aperfeiçoar as políticas públicas ligadas ao planejamento urbano, habitação, saneamento, acessibilidade, transporte público, etc. Nesta mesma linha, a Cidade 21 cumpriu um importante papel na condição de membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e como representantes da entidade da sociedade civil, assumiu a vice-presidência do conselho, onde questionou ações e falta dela, por parte do poder público na área de gestão urbana e nesta linha pressionou para que o Plano Diretor fosse estruturado a partir do Conselho e em auscultação à comunidade. Poderia elencar diversas outras atividades feitas de forma voluntária, especialmente aquelas, ligadas ao desenvolvimento da consciência cidadã, para cobrança e formulação de propostas de gestão compartilhada do poder público, mas vamos ao caso do Projeto Resgate-Cidadão desenvolvido por funcionários voluntários da Petrobras. No início de março de 2004, a Cidade 21 foi procurada por um grupo destes funcionários-voluntários da empresa querendo desenvolver dentro do Programa Voluntariado Petrobras Fome Zero, um projeto numa das comunidades de baixa renda no município de Campos. Eles já tinham feito um trabalho de prospecção em cinco comunidades Chatuba, Terra Prometida - Codin, Comunidade da Linha, Lagoa do Vigário e Matadouro. A partir daí tinham optado por uma intervenção no Matadouro. Quando nos procuraram solicitando auxílio na formulação do projeto e, principalmente na gestão do mesmo, nós alertamos para os riscos de um projeto que, só teria nosso apoio se tivesse uma perspectiva de auto-suficiência, auto-sustentabilidade e que isto, num município como o nosso com um fisiologismo e uma dependência crescente, era quase como pregar no deserto. Chamamos a atenção ainda para o ano eleitoral (2004) e para a movimentação que normalmente se dá nestas comunidades. Os voluntários insistiram, dizendo que seria uma oportunidade jogada fora, um recurso que assim seria destinado a outros projetos de outros municípios. Assim, foi feito o convênio com a empresa através dos voluntários. Combinamos que mais importante que os resultados propriamente ditos, entre eles uma cooperativa, que garantisse renda por um trabalho que ainda seria ensinado e uma estrutura que será montada, deveríamos focar no processo de desenvolvimento social onde, os moradores pudessem ter consciência da sua realidade, dos seus direitos e das possibilidades de avanço nas suas realidades. Pelo convênio o principal encargo da Cidade 21: “Repassar ao Grupo de Voluntários dos Voluntariado Petrobras Fome Zero, equipe executora das ações previstas no Anexo I, os recursos necessários à execução, na forma, modo e tempo previstos no cronograma financeiro que integra o Anexo I, o que fica condicionado ao prévio e regular desembolso pela Petrobras”. Assim parcerias foram sendo alinhavadas pelos voluntários com a ajuda da Cidade 21. Neste processo vieram o Sebrae, Acic, PMCG, Fundenor, Uenf, Cefet, Estácio de Sá e outras. Toda a primeira parte do processo com a comunidade foi de debates e discussões. A maioria ou quase totalidade sonhava com um emprego. Ao verem funcionários da estatal na comunidade imaginaram oportunidades de emprego ou bolsa, ou algo do tipo. Até fila com carteira de trabalho chegou a ser formada durante reuniões em diferentes espaços até em igrejas da comunidade. Mais adiante, os voluntários negociaram com a PMCG, a cessão de um espaço antes alugado para ocupação provisória da E. M. Francisco de Assis que estava sendo reformada próximo à Uenf onde as reuniões e o embrião do projeto ganhavam corpo. Não quero cansar os que não se interessam pelo assunto. Até por isso, vou sugerir aos que se interessam, em ler aqui todo o desenvolvimento do trabalho em suas diversas etapas. O que é importante ser dito e lembrado, é que se trata de um projeto de desenvolvimento social e como tal, não pode ser medido exclusivamente, por um de seus subprodutos que era a cooperativa, que é bom que se diga que funcionou por pelo menos dois anos. Produtos foram fabricados, vendidos, pessoas se formaram e se qualificaram na produção e comercialização de produtos artesanais e de alimentos. Alguns estão no mercado de trabalho, outros criaram novas expectativas, de vida, etc. Num processo, de desenvolvimento muitos aprenderam a lutar pelos seus direitos, desde cobrar a circulação de um ônibus na comunidade, a exigir a melhoria do bairro, etc. Nesta esteira de reivindicações nova urbanização chegou ao local, junto com a distribuição de água e coleta de esgoto e até um conjunto residencial acabou saindo para os moradores do bairro. Num belo trabalho que correu em paralelo ao projeto Resgate Cidadão alunos de Enfermagem da Estácio de Sá realizaram pesquisa nas casas dos moradores detectando problemas de saúde e ensinando formas simples de resolver, desde a alimentação até a higiene. Cursos de iniciação à informática foi realizado para os filhos dos participantes do projeto e para alunos da E. M. Fco. de Assis. Aliás, a escola através de sua diretora estabeleceu como tema do projeto pedagógico do ano naquela escola aquele projeto comunitário, o sentido de uma cooperativa, a fabricação do alimento e, por diversas vezes levou os alunos para visitar a escola numa integração bastante interessante. Algumas palestras foram feitas na Uenf, assim como a venda dos brindes fabricados na parte de artesanato. Integrantes do projeto participaram de feiras da Petrobras, para eles venderam brindes para seus congressos, participaram da Exposição Agropecuária de Campos, da Feira Mãos de Campos, etc. Na parte de alimentos venderam pão para festas, para eventos de empresas e até montaram um ponto de comércio que funcionou por cerca de um ano. A cooperativa foi legalizada e funcionou, mas gestão é sempre complexa para uma comunidade que vive pressionada para resolver seu problema mais urgente e ao mesmo tempo, é tentada a aceitar ofertas e cooptações imediatas. Ainda assim, o projeto levou resultados à comunidade. Os equipamentos e as instalações podem ser aproveitadas para atender novas pessoas em diferentes políticas públicas, desde formação profissional (padaria-escola) à produção para a rede de saúde e ensino da própria prefeitura. Não cabia à Cidade 21 a decisão sobre a destinação destes equipamentos. No convênio, a cláusula que tratava do encerramento das atividades, que se deu em dezembro de 2005, quando foi devolvido como sobra R$ 11 mil à Petrobras, à Cidade 21 estava previsto: “delegar ao coordenador (voluntário da Petrobras) designado na cláusula 2.2.poderes para que, de comum acordo com a Petrobras, sejam definidas as entidades, públicas ou privadas, que deverão ser beneficiadas pela doação dos bens já disponibilizados para a execução das ações previstas no Anexo I”. Mesmo já tendo informado que aqui neste endereço há informações detalhadas sobre todo o projeto, o blogueiro faz questão de abaixo transcrever alguns um tópico do item “8. Resultados comprovados (avaliação qualitativa e quantitativa)” e ainda todo o item “9. Sugestões para novos projetos” e do item “10. Riscos à manutenção do empreendimento pós-gerenciamento da implantação através dos voluntários da Petrobras e da Ong Cidade 21”. Antes, porém, como atenuante, dos problemas verificados pelos líderes comunitários para tocar o projeto há que destacar que a enchente de janeiro de 2007, acabou sendo um importante complicador, na medida que o espaço do projeto, situado à avenida São João da Barra, teve que servir de abrigo, por mais de um mês para os desabrigados da comunidade do Matadoruro. Abaixo alguns trechos do relatório entregue à Petrobras no final de dezembro de 2005 quando do encerramento do Convênio que pode ser lido na íntegra aqui: “Além destes resultados, que foram na essência o objeto do convênio cujas atividades vão aqui relatadas, não se pode desprezar os resultados não quantitativos e sim qualitativos e quase nunca possíveis de serem mensurados quando se trata da mudança de postura dos cooperados diante da realidade de suas vidas. Vivenciar e participar de um projeto que se pretende autônomo, coletivo e auto-sustentável representa para os cooperados a possibilidade de ver crescer sua auto-estima, de identificar que é possível trabalhar para ser independente e ascender socialmente. Mesmo para aqueles que passaram algum tempo pelo projeto e pelas mais diversas razões optaram pelo aproveitamento de outras possibilidades para suas vidas, com certeza o projeto deixou marcas da viabilidade de um projeto coletivo, marcas da independência destas comunidades em relação aos poderes constituídos, sejam eles políticos e/ou econômicos que na realidade têm dívidas para com estas parcelas marginalizadas da nossa população ao qual muito pouco se é oferecido em termos de inclusão e emancipação social. 9. Sugestões para novos projetos: Por tudo o que já foi relatado vê-se que a característica do projeto social é ser único e diverso. Por isso, há que se ter em conta que embora eles devam se pautar em princípios e objetivos claros, tanto para o patrocinador, quanto para o gestor, executor e mesmo o membro da comunidade participante, as metas e o processo devem ser negociados de forma participativa e transparente com a comunidade a ser atendida. Não houve e nem haverá de ter motivos, em qualquer projeto e empreendimento social, que justifique a omissão de informações acerca do investimento que está sendo realizado no mesmo. Outro ponto a ser destacado e sugerido é a identificação de formas e critérios que possa homogeneizar, pelo menos em parte, o grupo de voluntários que participarão do planejamento, gestão e execução do projeto. Indispensável como complemento a esta sugestão é a elaboração de uma capacitação mais consistente, ampla e continuada dos voluntários no planejamento, gestão, execução e avaliação de empreendimentos sociais. Os processos e os resultados a serem alcançados poderiam ser significativamente ampliados com esta ação. A identificação desta demanda gerou inclusive a apresentação pela Cidade 21 de um esboço de proposição de curso informalmente apresentado à empresa e que vai incluída em um dos anexos que seguem a este relatório. Desenvolver ainda na fase de planejamento do projeto, avaliação conjunta com a comunidade a ser atendida do mercado que a unidade produção pretende atingir. Ainda na fase de prospecção muito pode ser feito para que a própria comunidade se sinta gestora da decisão de enfrentar as dificuldades e procurar aproveitar as potencialidades do “nicho” de mercado, que a unidade de produção pretenderá atender tendo em vista a necessidade da sustentabilidade do projeto e ainda a importância de se agregar a isto, se possível e de preferência, a história pregressa do grupo comunitário com o tipo de produção ou serviços que se quer empreender. Também deverá ser observado no Plano de Ação a ser desenvolvido a possibilidade de se viabilizar mais rapidamente, o início da produção, mesmo que depois se adeqüe algumas questões, que não sejam as imprescindíveis de segurança e proteção aos participantes e ao meio ambiente, de forma a tornar os cursos sempre mais práticos e objetivos, que teóricos e subjetivos. Indispensável também e não deve ser relaxada, e isto é um dos pontos altos deste projeto, a montagem da rede de parceiros em diferentes segmentos que garanta apoios, sustentabilidade e também a independência do empreendimento em relação aos apoios individuais. 10. Riscos à manutenção do empreendimento pós-gerenciamento da implantação através dos voluntários da Petrobras e da Ong Cidade 21: Como já foi exaustivamente relatado este projeto tentou seguir o princípio que se tornou basilar, de trabalhar a independência e a emancipação dos participantes da comunidade do Matadouro de forma a fazê-lo autônomo, auto-sustentável e independente, sem que se veja neste objetivo, uma irresponsabilidade e/ou auto-suficiência que se possa levar ao isolamento com a qual qualquer empreendimento, não apenas os de natureza originalmente social, tenderá ao fracasso. Ainda que todo este cuidado e preocupação tenham sido mantidos durante a projetação e execução do projeto, não restam dúvidas, de que ainda assim, aí estará o risco que terá que superar na sua prática cotidiana de independência em relação aos gestores e executores da sua implantação. Também há que se superar as dificuldades oriundas do desenvolvimento do trabalho conjunto e coletivo em cooperativa. A preocupação com a transparência, informação e democracia na decisão é algo que poderá comprometer o avanço do empreendimento, especialmente quando do aumento da demanda de produção e do conseqüente crescimento de receita das unidades de produção. Cursos complementares de cooperativismo e gerenciamento de conflitos têm que ser vistos como etapas necessárias para a superação das dificuldades que terão que ser superadas. Outro risco e desafio a ser vencido é o do gerenciamento da produção e da venda. A quase totalidade dos participantes está vivenciando pela primeira vez a possibilidade de tomar conta de algo que não é exclusivamente seu e sim de um grupo. Mesmo que tenham sido orientados sobre a necessidade de escriturar todas as vendas, as aquisições de insumos, os gastos e os repasses de recursos aos cooperados que atuam na produção e/ou venda, na prática, ainda tendem a usar a informalidade dos registros, o que na prática poderá comprometer o futuro do empreendimento com o mascaramento de resultados que poderão inviabilizar o pagamento das despesas, a aquisição de novos insumos para a produção e a remuneração pelo trabalho dos participantes-cooperados. Mesmo com o encerramento do convênio, a Cidade 21 e o grupo de voluntários Gera-ação pretendem continuar de forma mais distante, a colaborar para que o empreendimento supere suas dificuldades e ganhe cada vez mais estrutura e confiança no enfretamento da dura realidade da disputa pelo mercado. 11. Conclusão: A Cidade 21 tem absoluta certeza que os recursos financeiros e humanos dispensados neste empreendimento já produziram resultados que vão além da geração de trabalho e renda das duas unidades de produção. A oportunidade de fazer com que o Programa Fome Zero pudesse, em nossa região, realizar na prática um dos seus mais nobres objetivos foi e continua sendo para a Cidade 21 motivo de orgulho e satisfação. Não pela vaidade, mas pelo desejo mais profundo de colaborar com a redução da exclusão com um projeto de construção da cidadania e emancipação social. Desta forma, a Cidade 21 cumpre o que estabeleceu como missão no seu planejamento estratégico realizado quando de sua fundação em maio de 2000, o de “construir caminhos para o desenvolvimento de nossa região”. Mais uma vez, o blog pede desculpas àqueles que considerarem exageradas as explicações e o tamanho deste texto sobre o assunto, mas o blog e o blogueiro, não poderão dispor de outros espaços generosos para aprofundar as explicações sobre o projeto que, a despeito de quaisquer problemas, honram todos aqueles que participaram de sua execução, das mais diferentes maneiras e circunstâncias e nada tem para ser escondido e nem pode se juntar a outros que servem de fachadas para esquemas políticos ou eleitorias. A despeito da interrupção das atividades da cooperativa Cooperdouro, o projeto tem muitos resultados mensuráveis. A comunidade reconhece o esforço da iniciativa e deseja que o poder público não abandone a possibilidade de continuar a insistir com políticas públicas que sejam emancipacionistas, por mais difícil que seja esta tarefa. O blogueiro e a Cidade 21 estão à disposição para complemantar, em qualquer fórum que seja, as prestações de contas deste projeto de desenvolvimento social e daquilo que foi necessário à sua execução. Sigamos em frente!
Outras imagens do Projeto Resgate Cidadão - Programa Voluntariado Petrobrás Fome Zero:
Fachada com a placa do programa e a cooperada Maria Helena na comercialização dos produtos de brindes e artesanatos em um dos eventos da Petrobras.
Faixa de agradecimento da comunidade e parte final do curso de panificação.
Voluntários da Petrobras ensinando aos alunos da E. M. Fco. de Assis os riscos de segurança do trabalho e a forma de preveni-los. Na foto à direita o curso sobre Mapa de Riscos para os cooperados.
Membros da comunidade retirando o pão do forno no curso de panificação. Na foto à direita outro momento de comercialização dos produtos da comunidade na Feira Agropecuária de Campos em 2004.
Imagem do público na abertura da cooperativa em dezembro de 2005. Ao lado a representante da Ouvidoria Geral da Petrobras nesta mesma solenidade toda preparada pela empresa.
PS.: Para ver as imagens (todas) em tamanho maior é só clicar sobre elas.

2 comentários:

Anônimo disse...

É professor o blog realmente está incomodando mesmo. Com tanta coisa para ser apurada na cidade esta revista do Arnaldo querendo misturar as coisas. Quem não deve não teme. Gostei de ver as informações completas. Querem mais o quê? Professor um projeto com esta perspectiva é quase impossível ter sucesso completo, em meio ao que esta turma faz na periferia com o fisiologismo eleitoral, empreguismo, a compra de voto, bolsa disso, daquilo. Ainda assim, a semente vai sendo plantada. Parabéns pela coragem. São poucos que se dispõem a trabalhar assim e colocar a cara na reta. Antônio Guimarães

Débora da Vitória de Jesus. disse...

Gente isto aqui me lembrou daquela frase que o "ex missionário resolvido ateu" Daniel Everett, falou numa entrevista: "Folha( Nâo é Falha da Manha)- Como a academia tem reagido às suas ideias? Everett - Você tem quatro tipos de reação. Há pessoas que não gostam de Chomsky e vão aceitar qualquer argumento contra Chomsky; você tem os chomskianos, que não vão aceitar de jeito nenhum um ataque à Gramática Universal; você tem pessoas que têm inveja, ou reagem mal, a toda a publicidade que eu venho recebendo; e tem pessoas que querem saber onde estão os dados. Esta é a reação mais saudável." Que bom, Roberto que você sabe onde estão "os dados" e pode nos trazer aqui. A Mentira está sendo desmascarada em Campos, e a inveja também! Hajam Taças! (Sim as orações quando sobem aos céus são colocadas em Taças...)

segunda-feira, outubro 10, 2011

Duplicação da BR-101

Há, atualmente, pelo menos cinco frentes de obra para duplicação do trecho entre Campos e Rio Bonito. Mais próximo a Campos o maior canteiro está logo depois do pedágio (sentido Campos-Rio), próximo à entrada de Quissamã. Uma frente estava sendo aberta, nesta segunda-feira, entre Caixeta e Serrinha.

Os problemas do licenciamento ambiental que foi dado pelo Ibama à concessionária Auto Pista Fluminense S.A. foram maiores no trecho entre Macaé e Rio Bonito, porque neste trecho a estrada corta três unidades de conservação ambiental, sendo duas reservas a da União e de Poço das Antas e a APA (Área de Proteção Ambiental) do Rio São João.

As medidas previstas para proteção da fauna serão a instalações de telas altas, nas laterais da rodovia, nos trechos em que corta estas unidades de conservação para impedir a passagem de animais, e ainda, a construção de dutos subterrâneos ligando os dois lados da rodovia.

Pelo que se pode vislumbrar ao passar pela rodovia, a obra caminha em ritmo acelerado. Certamente causará transtornos (já está causando) por conta da recomposição do asfalto, que exige o trânsito em apenas uma pista, e ainda, simultaneamente, a preparação da segunda pista de rolamento.

"SOS Penha"

O blog recebeu por e-mail a reclamação: "S.O.S PENHA
Gostaria que fosse divulgado no seu conceituado Blog o problema que o Bairro da Penha vem sofrendo já a algum tempo, sou morador do condomínio Solar Vivendas da Penha II, já era comum a alguns meses sofrermos com toda a pertubação que uma obra de infraestrutura pode causar a um bairro "Projeto BAIRRO LEGAL", quanto mais, quando essas obras nunca tem fim, estamos com um problema sério quanto a qualidade da água oferecida pela Águas do Paraíba e agora essa nos falta, por conta da falta de planejamento entre o poder público (Prefeitura) e o Privado (Ampla e Águas do Paraíba) que não investiram em melhoria da sua rede para a inauguração das Casas do Projeto "MORAR FELIZ". Não tem dois dias que os moradores começaram a residir nas casas e já tivemos duas interrupções de energias prolongadas por conta do aumento de uso da rede elétrica e agora a água não tem mais força pra subir nas caixas d'águas das residencias e muito menos na nossa do condomínio que precisa de um fluxo bom na rede.
Desde já agradeço a colaboração."

Curso de Marxismo

O Thales Bastos pede para divulgar:
"Você podia divulgar no seu blog o curso de marxismo que o meu centro acadêmico está organizando?
O cartaz segue em anexo..
Muito obrigado Roberto Moraes
-- Thales Bastos.
Coordenagor Geral Centro Acadêmico de História - UFF Campos

domingo, outubro 09, 2011

A dragagem do porto e do estaleiro no Açu

Imagens da draga entrando no continente para fazer o canal de 30o metros de largura e 18 de profundidade, onde ficará o Terminal TX-2 do porto da LLX e o estaleiro da OSX, dois dos empreendimentos do Complexo Logístico-industrial do Açu: PS.: Clique sobre as imagens para ver em tamanho maior.

Nem Dias Gomes imaginaria tanto!

O mais incrível no desentendimento verbal e político entre um deputado federal e um vereador e presidente da Câmara de Vereadores de uma cidade importante como Campos, não é a disputa pelo poder propriamente dita, intrínseca à questão e ao ambiente da política, mas, a falta de motivos, justificativas e propostas por uma luta do melhor para todos.

Desde que o deputado falou aos microfones de uma emissora de rádio, que, se ele fosse o Dr. Nelson ele não assumiria interinamente a prefeitura pela decisão judicial, ficou claro, a quem tivesse ouvido para ouvir, que ele não estava falando como irmão e sim como líder de um grupo ou partido político.

O impressionante no fato é o pouco caso com a relação de respeito desejada entre os poderes que representam o povo (um mero detalhe) numa cidade, onde, (e o próprio áudio do entrevero da manhã deste sábado mostra) a relação de parentesco misturou os canais da política e de família, confundindo as coisas num debate não entre prefeita (ou seu consorte) e vereador, mas numa questão familiar que envolve marido, mulher, filhos, irmão, primos, sobrinhos, etc.

Nem Dias Gomes poderia criar uma Sucupira tão confusa, descompromissada, promíscua e inimaginável como esta, aproximando ficção e realidade, em meio ao caos atual em que sobrevive os nossos Campos dos Goytacazes.

O martírio já passa de uma década. Juízes, Desembargadores e nem o Povo conseguiram ainda dar jeito nesta confusão a que fomos submetidos.

A esperança é que do fundo deste pântano renasçam as flores de uma nova governança em nossa querida Planície Goytacá!

sábado, outubro 08, 2011

Reclamações de Santo Eduardo

Enquanto ardem as intrigas no centro de Campos, nos distritos proliferam as reclamações. Por e-mail mais uma reclamação de Santo Eduardo chega com o pedido de que a fonte fosse preservada:

“Sto. Eduardo merece respeito!

Há um tempo, você publicou aqui mesmo em seu blog, um comentário que dizia que Sto Eduardo estava abandonado pela prefeitura de Campos, pois bem, desde então o que foi feito? NADA, e não foi por falta de tempo, porque já tem um bom tempo, houve até reportagem da InterTV sobre o caso....

Infelizmente peço seu espaço para mais uma vez para lhe mostrar que a Prefeitura continua agindo da mesma forma.

Santo Eduardo completará mais um aniversário no próximo dia 13 de Outubro, e nós teremos mais uma confraternização pífia, a prefeitura não disponibilizou recursos suficientes para que fosse feita pelo menos uma festa digna da tradição de Santo Eduardo, não bastassem os descasos com a praça principal que não foi reformada, pontes caindo, casas populares que não apareceram por aqui, ruas sem calçamento, a Prefeita não se preocupa com nada que esse povo sente, ela não está nem aí para nós de Santo Eduardo, será que tem algum político que se importa com agente? Estamos esperando...

Obs: Não estou reclamando só pela festa, mas principalmente pelo abandono na cidade, a festa foi apenas mais um dos MUITOS motivos que temos para reclamar...”

No blog do Lenilson Werneck antigo lutador daquele distrito da região norte do município, eu vejo a convocação para amanhã:

“Manifestação dos moradores de Santo Eduardo, neste Domingo, às 2 horas da tarde!”

"Bom, fui procurado por algumas pessoas que estão insatisfeitas com a situação que se encontra a nossa comunidade, tanto no aspecto da falta de obras, assim como também sobre o assunto relativo à programação da Festa deste ano para comunicar a todos que compareçam à Praça Nilo Peçanha, neste Domingo, às 14 horas, para mostrar a sua indignação com essas séries de acontecimentos que têm tanto incomodado a nossa população. Se você, morador, está com algum problema na sua rua ou deseja se manifestar em qualquer outra questão, é essa a oportunidade. A Imprensa da cidade já foi convocada. Repetindo: Neste Domingo, às 2 da tarde, na Praça Nilo Peçanha.”

Saudade da antiga Praça São Salvador

O leitor Diego Duarte manda para o blog sua indignação:
"Olá Roberto Moraes, é triste ver essa mudança horrível! na nossa praça, se pudesse o governo municipal reformar e transforma-la novamente em um lugar agradável, seria maravilhoso espetacular obrigado pelo espaço".

Reclamação do Flamboyant

O blog recebeu por e-mail a reclamação do Fernando Gomes: "Gostaria de expor a indignação dos moradores do bairro Flamboyant II, onde a prefeita inaugurou a auto pista ARTHUR BERNARDES, mas esqueceu de terminar a obra do lado do Flambouant, está insuportável, os moradores não aguentam mais tanto descaso .
Fernando Gomes."

Áudio do bate-boca: um modelo político esgotado!

Daqui a pouco o blog dispnibilizará para seus leitores o áudio com o bate-boca entre Garotinho e Nahim na manhã deste sábado, na Rádio O Diário, gravado por um colaborador do blog. Aguardem. É inacreditável! Concessão de rádio, forma de fazer política,tudo isto deveria ser avaliado num episódio como este. Aguardem! PS.: Atualizado às 16:32 e 20:10. Clique aqui e ouça o áudio.

Modelo de política esgotado!

O blog escreveu sobre isto aqui na última quinta-feira. Desde este mesmo dia, o blogueiro está fora de Campos e por isto recebeu por telefone a informação de que o tempo fechou na rádio oficial, O Diário, num debate pesado e de público. Os blogs já estão informando sobre o episódio. Um deles é o o blog de João do Microfone.

O programa chegou a ficar mais de 10 minutos em intervalo comercial para um providencial deixa prá lá e foi retomado há instantes num perceptível mal estar que está tentando ser escamoteado:

“Garotinho trancado no banheiro para não ouvir Nelson Nahim. A maior vergonha política pra Campos, Garotinho e seu irmão um chamando o outro de traidor e golpista, Garotinho e seus companheiros tentam encurralar nos estúdios da radio Diário o Vereador Nelson Nahin que num ato de coragem enfrenta Garotinho coisa que ninguém ousou em fazer. Corram e ligam o radinho. É barraco meu povo! Que tristeza pra Campos!

Calçadas da nossa cidade

O blog recebeu do Rogério Fabri M. Filho a reclamação que posta abaixo:
"Boa noite, Professor!
Passo diariamente pela Rua Alvarenga Filho, esquina com Av. Jose Alves de Azevedo (Beira Valão), em frente a rodoviária, e há bastante tempo me deparo com o estado lastimável da calçada desta esquina, em dias de chuva então, os pedestres disputam o asfalto com os veículos, pois esta fica um barreiro alagado. Faixa de pedestre e sinal também já não existem faz tempo.
Qual seria a desculpa para o poder público!
Segue fotos, caso possível postar, agradeço muito.
Forte abraço
Rogério Fabri M. Filho."

Debate na MultTV

O assunto foi a crise jurídico-política em Campos. Junto do professor Hamilton Garcia da Uenf e do advogado Rogerio Gomes este blogueiro atendeu o convite para participar da mesa-redonda, intermediada pelo Aurélio Lorenz e Sueli Petrucci, para analisar a situação que atravessa o município de Campos. Abaixo dois dos quatro blocos disponibilizados no YouTube, pela MultTV, no canal 8 da Via Cabo:

sexta-feira, outubro 07, 2011

PMCG não cumprirá notificação do TCE-RJ que declarou nulo contrato com Santander?

O blog recebeu de servidores da Prefeitura de Campos dos Goytacazes o questionamento que publica abaixo:

“Professor Roberto Moraes,

Gostaria que o senhor publicasse o seguinte questionamento no seu respeitado blog: a prefeitura também não cumprirá a notificação emitida pelo TCE que declarou nulo o contrato do Banco Santander pela exclusividade na folha de pagamento dos servidores municipais?

OBSERVAÇÃO: Conforme matéria publicada em 24/03/2011 no site da Prefeitura link: http://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=6708, o procurador do município e o secretário de administração afirmavam que seria feita uma nova licitação. Já se passaram quase sete meses e nenhuma nova informação foi divulgada, será que esqueceram? Ou estão pensando que nós servidores esquecemos?

Os servidores têm tido muitos problemas com este banco, cobranças e descontos de toda a sorte. A grande maioria que recebe por este banco está indignada com a forma truculenta com a instituição age, primeiro descontam e a gente que tem provar que não contratou nenhum serviço, existem várias ações na Justiça aqui em Campos contra o Santander e o Procon também recebe muitas reclamações.”

O blog abre espaço para outros servidores se manifestarem. O mesmo espaço está facultado à Procuradoria da PMCG e aos representantes do banco citado. Os nomes dos servidores, apesar de identificado para o blog, estão omitidos na nota a pedido dos mesmos, que temem represálias.”

Reclamações de Donana

O blog recebeu a reclamação através de um comentário em nota abaixo e decidiu trazê-la para este espaço:

“Caro Roberto. Assim como tantos, sou leitor assíduo deste BLOG, sério e imparcial. Fujo ao tema postado, para demonstrar minha indignação e de toda população do Bairro onde resido, Donana. Recentemente num verdadeiro show de pirotecnia, muita propaganda de todos os meios e regados a /show com o cantor Vando,com a participação exclusiva da cantora prefeita e outros, foi "inaugurado" as obras do nosso bairro, intitulado Bairro legal. Pois bem, ocorre que a prefeita considerou que as obras estavam concluídas. Entretanto se esqueceram de sinalizar os cruzamentos com placas indicativas de PARE, nos cruzamentos das ruas. Não colocaram tachões, ou quebra-molas, ao longo das ruas. Conclusão em razão da falta dessas sinalizações, já ocorreram inúmeros acidentes graves, envolvendo veículos automotores (automóveis, motos, caminhão). Enfim somente nos últimos dez dias foram computados três acidentes graves, sendo que um deles vitimou dois alunos de uma Escola Estadual do Bairro, que estavam indo para a escola. E um deles está em estado de coma, no Ferreira Machado. E caso a irresponsabilidade dos que tem o dever legal de sinalizar as ruas do nosso bairro, continue, vidas serão ceifadas(retiradas), ou pessoas ficarão mutiladas ou com deficiência permanente, por causa única e exclusiva da falta da sinalização, dos tachões ou das lombadas. Os moradores, esperam que através desse seu BLOG, as autoridade competentes (pessoal da prefeitura), tomem conhecimento e providenciem o mais urgente possível, as intervenções necessárias, para resolver tal problema. Assinado, Emilio Carlos.”

quinta-feira, outubro 06, 2011

Campos: hora de buscar novos caminhos e não atalhos!

Campos necessita de uma nova forma de governar. Não precisa de remendos. Este modelo implantado há 23 anos se esgotou.

Os exemplos do seu esgotamento surgem a cada dia. Há quem queira enxergar novidades onde há apenas defecções, por defesa de posições e não de intenções, propostas e modo de governar.

A disputa política não é o cerne do problema. Ela é parte da democracia. Os exageros, os excessos e o maniqueísmo, estes s sim, ser devem evitados, mas não a disputa de posições, opiniões e propostas.

E o que temos que lamentar é a falta de discernimento para busca deste novo caminho.

Carecemos do brado de uma forma nova de se fazer política, de governar com, e não para, de ouvir mais que falar, de juntar e unir, ao invés de dividir, de olhar o futuro para atuar no presente, de convocar todos que possam ajudar e não de jogar para longe os que não lhe são submissos.

Em toda a nossa história, nunca a nossa Campos teve tantas oportunidades de incluir socialmente os excluídos, de inseri-los na governança da cidade, participantes das escolhas de prioridades, de elaboração de um planejamento que tornasse nossa cidade um lugar agradável de se viver.

O que temos feitos com estas oportunidades? Invariavelmente, como raras exceções, o município tem desperdiçado numa luta esganiçada do poder pelo poder. Trocamos uma oligarquia rural, por uma nova oligarquia dependente dos recursos públicos dos royalties.

O debate essencial deveria outro. O quê, como e para quê mudar? Deixemos os atalhos de lado. Os que convivemos em passado recente entoaram mudanças que nada mudaram.

Aproveitemos os campos de nossa planície para olhar adiante. É hora de sair dos labirintos das brigas e intrigas que não trazem no seu cerne, o objetivo do poder que deveria ser a busca do bem comum em prol da comunidade.

Esta é apenas uma opinião do blogueiro. Podem tomá-la como desabafo, que não deixa de ser... e... sigamos pois, em frente!

Ternium obtém Licença Prévia (LP) para construção de siderúrgica no Açu

A Comissão Estadual de Controle Ambiental (“CECA”), concedeu Licença Prévia (“LP”) à Ternium Brasil S.A. (“Ternium”) para a construção de usina siderúrgica no Complexo Industrial do Superporto do Açu (“Complexo Industrial”). A LP autoriza a produção de até 8,4 milhões de toneladas de aço bruto por ano. O projeto aprovado contempla uma pelotizadora e uma planta siderúrgica integrada para produção de aço em placas e laminados.

Em 15 de setembro de 2010, a LLX Açu Operações Portuárias S.A., subsidiária da LLX, e a Ternium celebraram 2 (dois) contratos de longo prazo para serviços portuários, sendo um deles para embarque de produtos siderúrgicos e outro para desembarque de carvão.

O processo de licenciamento ambiental compreende três principais fases:

I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação;

II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante;

III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação.

Segundo a Secretaria Estadual de Ambiente, a LP condiciona que a Ternium invista R$ 110 milhões em compensações socioambientais na região de São João da Barra para serem usados em água, lixo, habitação e pesca”.

Ainda segundo a Secretaria Estadual de Ambiente, o licenciamento determina que os limites de emissão de benzeno para a siderúrgica obedeça aos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que a liberação de partículas não poderá ultrapassar um micrograma por metro cúbico, padrão que seria mais rigoroso que o vigente na União Europeia, de três microgramas por metro cúbico.

Em tempo!

Foto aérea da construção do Complexo do Açu

As áreas em branco são as do aterro hidráulico, com areia retirada do canal de entrada do porto, por dragagem, num volume de cerca de 20 milhões de m³, que estão sendo utilizadas para aterrar a retroárea do porto. PS.: Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.

Empresa de acesso a internet e telefonia planeja vir para em Campos

A Gigalink, empresa de Nova Friburgo que presta serviços de telefonia e acessos a internet, tem 15 mil clientes, sendo 40% pessoas jurídicas. Seu faturamento anual previsto para 2011 é de R$ 6,8 milhões. A empresa atua também em Niterói, onde também presta serviços de acesso fixo de internet em banda larga. Está também se instalando em Macaé e pretende vir para Campos e Rio das Ostras. A empresa atua em Wi-Fi e tem plano de oferecer planos para televisão.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Câmara dos Deputados aprova meia-passagem e meia entrada para a Juventude

A Câmara dos Deputados aprovou nesta tarde, em votação simbólica, a proposta que institui o Estatuto da Juventude, com princípios e diretrizes de políticas públicas para a faixa de idade que vai dos 15 aos 29 anos. A deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) foi a relatora do projeto que prevê meia-passagem para estudantes no transporte intermunicipal e interestadual e meia-entrada para eventos artísticos e culturais. Hoje não há legislação federal estabelecendo essas vantagens. O projeto vai agora para o Senado.

Chuva na região

A chuva que circunda a região já está caindo na estrada Campos-São Francisco do Itabapoana, RJ-224. Bom que ela chegue a Campos para reduzir a seca e as queimadas:

Extração de pedras no Itaóca para o Porto do Açu

Veja na foto da LLX, o estoque de pedras extraído do Morro do Itaóca, em Campos, para abastecer a construção do Complexo do Açu em São João da Barra. No alto e no fundo da imagem é possível ver, na posição contrária dos caminhões de transporte das pedras, a nossa Lagoa de Cima. PS.: Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.

Elevadores com novas tecnologias

Os fabricantes de elevadores estão sofisticando as tecnologias usadas nos equipamentos mais recentemente comercializados. A tecnologia usada nos elevadores mais modernos o faz prescindir das velhas e antigas engrenagens, o que diminui o consumo de energia, elimina a necessidade de casa de máquinas e acaba com o barulho que estas provocavam nos apartamentos localizados mais próximos da casa, normalmente, nos últimos andares. Hoje toda a instalação é localizada no próprio poço dos elevadores, aumentando a área útil dos prédios.

A próxima etapa é a produção de elevadores com os sistemas regenerativos, tecnologia que permite o reaproveitamento de energia, entre a energia do sobe-e-desce que proporciona economia de até 75% nas contas de luz. Outra inovação é o aumento da velocidade dos elevadores. Já há elevadores se locomovendo a uma velocidade de seis metros (ou dois andares) por segundo.

PS.: Em época de debate político intenso, é possível que alguém tente ler nas entrelinhas da nota, alguma relação com a política local, porém, o blog garante que ela é apenas uma informação de tecnologia e economia, mas que pode ser lida sim, de forma mais ampla.

Inscrições abertas para curso de mestrado profissional em Matemática na Uenf

Começa no dia 07 de outubro o período de inscrição no processo seletivo para admissão da turma 2012 do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT). A UENF integra a rede, oferecendo 20 vagas para 2012. As inscrições estarão abertas até o dia 26 de outubro no site www.profmat-sbm.org.br onde você poderá obter outras informações.

O PROFMAT é um programa de pós-graduação gratuito, reconhecido pelo MEC/Capes e que conduz ao grau de Mestre. A prioridade é para professores de escola pública, mas também são oferecidas vagas para os demais candidatos. Os alunos classificados que sejam professores de escola pública poderão solicitar bolsas de estudos da Capes no valor de R$ 1.200 por mês.

Mais um blog na área

A Rede Blog continua crescendo. Agora é o Ronildo Ribeiro dando o seu recado em: http://ronildoribeiro.blogspot.com/ Seja bem-vindo! PS.: Atualizado às 10:50: Corrigido o link.

terça-feira, outubro 04, 2011

Marabá tal qual Campos!

O Leniérverson antigo comentarista e colaborador do blog, traz a informação sobre a situação da cidade de Marabá no Pará, onde prefeito do PR foi cassado por juíza, que mandou vereador assumir a prefeitura hoje. Veja abaixo a informação da Folha de São Paulo com matéria de hoje e outra de ontem para melhor compreensão da situação:

“Juíza manda vereador assumir Prefeitura de Marabá

A juíza Cláudia Favacho determinou na tarde desta terça-feira (4) que o presidente da Câmara Municipal de Marabá (PA), Nagib Mutran (PMDB), assuma a prefeitura da cidade por cinco dias.

Ela cassou ontem o mandato do prefeito Maurino Magalhães de Lima (PR) e do vice dele, Nagilson Rodrigues Amoury (PRB), por considerar que houve caixa dois durante a campanha eleitoral de 2008. A defesa de ambos nega. Assessores de Mutran, vereador da base aliada do prefeito, disseram que ele já assumiu a cadeira.

Até o início da tarde, a defesa de Magalhães dizia que ele continuava prefeito, porque havia conseguido uma liminar na segunda instância do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que suspende o andamento do processo de cassação.

A dúvida sobre qual determinação seguir gerou "instabilidade administrativa" no município, segundo a vereadora Irismar Sampaio (PR), vice-presidente da Câmara. Ninguém sabia dizer quem era o prefeito de Marabá --cidade cotada para ser capital do Estado de Carajás, caso o Pará seja dividido no plebiscito que ocorre em dezembro.

Para a juíza, sua sentença foi publicada antes que a liminar chegasse, por isso a decisão da segunda instância não vale. O juiz José Rubens Barreiros de Leão, relator da liminar, disse à Folha que o juíza está descumprindo a hierarquia da Justiça. Mesmo que a sentença já tivesse sido publicada, segundo ele, Favacho não poderia notificar outras pessoas para assumir o cargo.

Ontem, a juíza convidou o segundo colocado nas urnas em 2008, o deputado estadual João Salame Neto (PPS), para assumir a prefeitura. Ele tinha 24 horas para responder, mas conseguiu hoje mais cinco dias para dar a resposta.”

“Justiça cassa mandato de prefeito de Marabá por 'caixa 2'”

“Cotada para ser capital do Estado de Carajás, caso o Pará seja dividido, a cidade de Marabá (região sudeste) está sem prefeito nesta segunda-feira (3) depois que a Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito e de seu vice.

Esse é o entendimento da juíza Cláudia Favacho, que determinou na manhã de hoje o imediato afastamento do prefeito Maurino Magalhães de Lima (PR) e do seu vice, Nagilson Rodrigues Amoury (PTB), pela prática de "caixa dois" durante a campanha eleitoral de 2008.

A assessoria de imprensa de Magalhães declarou que ele não foi notificado e continua no cargo, mas a juíza disse à Folha que qualquer ato assinado por ele a partir da sentença não tem validade.

A decisão judicial deu 24 horas para que o segundo colocado nas urnas em 2008, João Salame Neto (PPS), diga se aceita assumir a cadeira. Salame Neto, porém, que é deputado estadual, afirmou à reportagem que não pretende renunciar ao cargo atual.

Se aceitasse, ele teria de deixar também a presidência da frente que defende a criação de Carajás, no plebiscito marcado para 11 de dezembro.

A defesa de Magalhães alega que conseguiu uma liminar do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que suspende a tramitação do processo. Mas, segundo a juíza, a decisão chegou tarde, depois que a sentença havia sido publicada.

CAIXA DOIS

De acordo com a Justiça, o ex-prefeito e seu vice deixaram de declarar a doação de R$ 15 mil às vésperas da eleição de 2008. O dinheiro foi recebido em espécie pela irmã de Amoury, que era assessora jurídica da campanha.

O advogado de Magalhães, Fábio Sabino Rodrigues, disse que a liminar tem validade e, portanto, suspende a sentença da juíza."

UENF é 88ª entre as 200 melhores universidades da América Latina

Quem lembrou ao blog sobre este fato já que a lista foi divulgada hoje foi a Djamilla Olivério:

“Olá Roberto,

meu nome é Djamilla e acompanho a algum tempo o seu blog, e apesar de não ser campista, fiquei contente com o fato desta universidades estar na lista (88°). É uma boa notícia, que anda em falta pela planície.

Aqui vai o link do QS- world university Ranking:

http://www.topuniversities.com/university-rankings/latin-american-university-rankings/2011

Atenciosamente,

Djamilla Olivério.”

Como sempre repito: o blog vai sendo feito cada vez mais pelos seus colaboradores. Assim, eles ajudam a trazer a informação, o blog detalha, complementa, ou o inverso, o blog traz a informação seus colaboradores, detalham, complementam, contestam, comentam, debatem e seguimos em frente.

Sobre o bom resultado e colocação da nossa Uenf, a 88ª na AL e a 26ª colocada no Brasil, veja que a na lista das 200 melhores universidades listadas pelo QS de Universidades latino-americanas, 65 são brasileiras. A USP é primeira, Unicamp a 3ª e UFMG a 10ª são as melhores do país.

Para chegar a esses nomes, a britânica QS avaliou fatores como número de estudantes, profissionais com doutorado, número de artigos publicados, presença na internet, reputação perante a comunidade científica e o mercado de trabalho.

No ranking latino americano, a avaliação dos recrutadores teve o dobro de peso do que o aplicado na elaboração do ranking mundial. Por isso, algumas universidades tiveram melhor colocação na atual lista do que na divulgada no início do mês.

PS.: Atualizado às 18:56.