quarta-feira, abril 04, 2012

Autopista Fluminense responde ao blog sobre arrecadação, obras e prazos na concessão da BR-101

A Autopista Fluminense concessionária da BR-101 no estado do Rio de Janeiro (em seus 320 quilômetros da Ponte Rio-Niterói à divisa com o Espírito Santo), respondeu hoje ao blog, através da sua Assessoria de Comunicação, a uma postagem feita aqui no dia 27 de março de 2012, cujo título foi “BR-101: mais de meio bilhão de arrecadação!”. Nesta postagem este blog fez uma estimativa de receita através de pedágios, com a concessão desde seu início e fez ainda cobranças sobre melhorias previstas para a rodovia no contrato de concessão e ainda, da necessidade de transparência nesta prestação de serviço público e também da defesa da instituição de um Conselho de Usuários para acompanhar o andamento do contrato de concessão.

No longo texto enviado pela Autopista Fluminense S.A. que o blog publica na íntegra abaixo, a concessionária explica o que está sendo feito, mas, não disse abertamente qual foi a receita obtida neste período de concessão, apenas informa o valor até aqui investido na rodovia, num total de R$ 465 milhões (em que parte pode ser de manutenção e pagamento de salários de seus funcionários) e também o valor pago de ISS (Imposto Sobre Serviços) às prefeituras da região no valor de R$ 27 milhões.

A concessionária também informa, pela primeira vez, que o contorno de Campos, ainda não tem traçado definido e que só deverá ser feito entre o 9º e o 11º ano após a concessão, ou, seja, daqui a cinco ou sete anos.

Além disso, diversas outras informações e explicações são fornecidas e o blog coloca à disposição de seus leitore(a)s e colaboradore(a)s, entendendo que desta forma presta mais um serviço público, ao mesmo tempo, que amplia e qualifica o debate sobre o tema da interligação do Norte Fluminense à nossa capital, o Rio de Janeiro:

Ao Blog do Roberto Moraes,

Em resposta ao post “BR-101: mais de meio bilhão de arrecadação”, de 27 de março de 2012, a Autopista Fluminense esclarece os pontos abaixo:

Resultados financeiros

A Autopista Fluminense pertence ao Grupo OHL Brasil, uma empresa de capital aberto, cujos resultados financeiros estão disponíveis no site da Bovespa e em www.ohlbrasil.com.br. Ao longo dos 25 anos do contrato de concessão serão investidos R$ 3,2 bilhões em melhorias e na operação da rodovia. Desde o início da concessão, foram investidos mais de R$ 465 milhões em melhorias, serviços e operação da rodovia. As obras previstas para o trecho administrado pela Concessionária estão listadas no Programa de Exploração da Rodovia (PER), documento do contrato de concessão, disponibilizado no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Obras

Atualmente há mais de 45 frentes de obras, com cerca de 750 trabalhadores (entre engenheiros e operários) envolvidos em intervenções para a melhoria das condições de trafegabilidade da BR-101 entre Niterói e a divisa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Duplicação da BR-101/RJ Norte

Do Km 84 (Campos dos Goytacazes) ao Km 144 (Macaé): Prevista inicialmente para ser executada entre 2017 e 2021, no final de 2009 a ANTT aprovou a antecipação da obra. Além da duplicação, no trecho entre o km 85 e o km 102 haverá também a correção de traçado, que irá promover melhorias nas condições técnicas de traçado e greide. Com investimento de R$ 200 milhões, as obras foram iniciadas em agosto do ano passado, pelo trecho entre o Km 132 e o Km 144 (Macaé), e já foi realizada a implantação do sistema de drenagem e dos terraplenos. As obras não interferem no tráfego, pois são realizadas às margens da rodovia, além de não haver o cruzamento de máquinas na pista. A Concessionária já iniciou a mobilização para abrir mais uma frente de obras na região de Campos (entre o Km 102 e o Km 123).

Para as obras de duplicação entre Rio Bonito (Km 261) e Casimiro de Abreu (Km 190), e entre Casimiro de Abreu (Km 190) e Macaé (Km 144), está em andamento o licenciamento ambiental.

Viaduto de acesso a Macaé

Em novembro de 2011 foram iniciadas as obras do trevo em desnível (viaduto) do Km 169,5 da BR-101/RJ Norte, no entroncamento da rodovia com a RJ-168, no acesso à cidade de Macaé. A obra tem investimento de cerca de R$ 16 milhões e previsão de término para o segundo semestre de 2012. O trevo em desnível substituirá a interseção em nível existente no local, possibilitando todos os deslocamentos para acessar e sair da BR-101, nos dois sentidos da rodovia, além de permitir manobras de retorno com mais segurança e conforto. Atualmente são realizadas a implantação do sistema de drenagem e a fundação da estrutura da passagem inferior do viaduto. O processo de liberação das áreas necessárias para as obras segue em conformidade com as leis vigentes.

Passarelas

Atualmente existem 36 passarelas no trecho sob concessão da Autopista Fluminense. Destas, 23 foram reformadas e 13 são novas e foram instaladas pela Concessionária. Outras quatro passarelas aguardam aprovação de estudo pela agência reguladora para ser implantadas. As passarelas são iluminadas e os dispositivos instalados no trecho sobre pista dupla dispõem de elementos de proteção e segurança, para evitar a travessia irregular pela pista e minimizar o risco de acidentes. A implantação das novas passarelas segue os prazos do cronograma de obras do contrato de concessão.

Sistema de Comunicação com o Usuário – ITS

Está em fase final de implantação o Sistema de Comunicação com o Usuário, cujo investimento é de R$ 27 milhões. Noventa e oito por cento (98%) das 107 câmeras de monitoramento em circuito fechado de TV (CFTV) já foram instaladas. Suas localizações foram definidas após análise das ocorrências e atendimentos, do traçado da rodovia, do relevo e dos principais acessos e entroncamentos ao longo da BR-101. Fazem parte do Sistema de Comunicação com o Usuário duas estações meteorológicas, seis painéis de mensagens variáveis fixos, contadores de tráfego e a modernização do Centro de Controle Operacional. Essa infraestrutura possibilitará mais precisão e agilidade no acionamento de recursos para o atendimento às ocorrências no trecho concedido. O início da operação está previsto para o primeiro semestre de 2012.

Os painéis de mensagens variáveis móveis já são utilizados pela Concessionária ao longo da rodovia.

Construção de 3,8 quilômetros de rua lateral, em Itaboraí

A Autopista Fluminense realiza a construção de 3,8 quilômetros de rua lateral, além de vias de acesso, no trecho compreendido entre Varandinha (km 293) e o Trevo de Manilha (km 297), com investimento de cerca de R$ 7 milhões. A obra vai possibilitar mais fluidez ao tráfego de longa distância que utiliza a pista central da rodovia, além de melhorar a ordenação do tráfego urbano na região, tornando os acessos à BR-101 e aos estabelecimentos às margens da rodovia mais seguros, e beneficiando os milhares de veículos que transitam pelo local diariamente. O projeto prevê duas faixas de rolamento, a implantação do sistema de drenagem e de obras de arte corrente (bueiros), além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Aldeia, no km 295,6, com 50 metros de comprimento, na pista sentido Niterói. As obras são realizadas às margens da rodovia e, atualmente, não causam interferência no tráfego.

Balanças

O projeto executivo para a implantação de balanças na BR-101 RJ/Norte encontra-se em análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). De acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER), as balanças deverão ser instaladas até o sexto ano da concessão (fevereiro de 2014) - uma será implantada na região de Rio Bonito (km 272) e uma será implantada na região de Campos dos Goytacazes (km 97), onde será realizada a duplicação e a correção do traçado da rodovia. A operação das balanças será feita pelas equipes da Concessionária, enquanto a fiscalização será realizada por agentes da ANTT. O investimento é de cerca de R$ 15 milhões.

Ampliação de capacidade da Avenida do Contorno – Niterói (trecho compreendido entre o km 319,8 e o km 322 da BR-101/RJ Norte)

Por solicitação da agência reguladora, para minimizar o impacto da ampliação da capacidade da Avenida do Contorno na área mais próxima à Ponte, a Concessionária desenvolveu um novo projeto funcional que já foi aprovado pela ANTT. A Autopista Fluminense agora trabalha no detalhamento do projeto executivo para esta região, que também será analisado e aprovado pela ANTT. O Ibama poderá retificar a Licença de Instalação (LI) deste novo traçado após análise dos novos estudos ambientais desta região, que estão sendo finalizados. O processo de liberação das áreas necessárias para as obras segue em conformidade com as leis vigentes. Tão logo o Ibama emita a LI do novo traçado e as áreas necessárias para as obras sejam disponibilizadas, a Concessionária iniciará a ampliação da capacidade da Avenida do Contorno.

Contorno de Campos

O PER prevê a execução de um contorno rodoviário no lado oeste do atual traçado da BR-101/RJ, entre o km 55 e o km 84,5, na região de Campos dos Goytacazes, do 9º (2017) ao 11º ano (2019) da concessão. A ANTT autorizou a Concessionária a estudar alternativas de traçado pelo lado leste do atual traçado da rodovia, o que está em andamento.

Atendimento ao usuário

A Autopista Fluminense informa que existem 7 bases operacionais ao longo da BR-101/RJ Norte. Essa infraestrutura dispõe de instalações para atendimento aos usuários, como estacionamento, banheiros, fraldário, e também são pontos de baseamento de viaturas da Concessionária para socorro médico e mecânico. Cerca de 120 profissionais da área da Saúde, incluindo 28 médicos, se revezam em 12 ambulâncias (7 unidades de resgate e 4 UTIs) para atender aos usuários. As viaturas de inspeção de tráfego e os guinchos trabalham durante 24 horas no atendimento das ocorrências. Pelo telefone 0800 2820 101, o usuário pode solicitar atendimento de emergência na rodovia, tirar dúvidas sobre a concessão ou fazer reclamações e sugestões para a Concessionária. O telefone 0800 717 1000 também está disponível para o atendimento exclusivo aos usuários com deficiência auditiva e da fala. Em 2011, o serviço aos usuários realizou cerca de 110 mil atendimentos, com cerca de 90 mil socorros mecânicos e 13 mil atendimentos pré-hospitalares, entre outros.

ISS – Imposto Sobre Serviços

Os 14 municípios que margeiam os 320 quilômetros da BR-101, entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo, recebem o repasse do ISS (Imposto Sobre Serviços) da Concessionária. O valor é calculado sobre a alíquota de até 5% da receita de arrecadação das cinco praças de pedágios e das obras realizadas, proporcional à extensão do município ao longo da rodovia. De 2008 a dezembro de 2011, a Concessionária repassou cerca de R$ 27 milhões às prefeituras da região.

Assessoria de Comunicação

Autopista Fluminense.”

Canal de drenagem na obra do estaleiro da OSX no Açu

Percebam como a água do lençol aflora com pouca escavação.
PS.: Se desejar ver em tamanho maior clique sobre as imagens.

Dá-lhe Goyta!

"Vídeo motivacional" usado no jogo Goyta 2 x 0 Portuguesa.
Hoje tem Goytacaz x Juventus às 20 horas no Arizão.

terça-feira, abril 03, 2012

MPF em Campos pediu hoje indenização de R$ 20 bi à Chevron pelo 2º vazamento na Bacia de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) moveu mais uma ação civil pública contra a petroleira norte-americana Chevron Brasil e a empresa contratada Transocean pelo novo vazamento de óleo cru, ocorrido em 4 março de 2012, no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

Na ação, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira pede nova indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo segundo derramamento de óleo. A ação foi movida na 2ª Vara Federal de Campos pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira. (0000558-742012.4.02.51.03)

O MPF pede, em liminar, a paralisação imediata das atividades no Campo de Frade, a proibição de remessa de lucros ao exterior, tanto pelas empresas como por parte de seus diretores e agentes, e a reavaliação do Plano de Emergência Individual, já que o primeiro vazamento, ocorrido em novembro de 2011, deveria ter ocasionado alterações no procedimento.

Mais detalhes pode ser obtido aqui no portal da Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

Reclamação de árvore caída há 15 dias

Parece que o pessoal da PMCG espera o clipping dos blogs para fazer o que deveria ser feito antes das reclamações. Veja mais uma reclamação feita por leitore(a)s-colaboradore(a)s do blog. Esta veio da Ellenice de Souza por e-mail:
"Olá nobre professor Roberto, sou Ellenice, e sou moradora na Rua Alvaro Tâmga nº 15, Centro. Próximo a minha casa caiu parte de uma árvore e está interditando parte da rua. Essa árvore caiu há mais de 15 dias e até hoje ninguém tomou providencias. Liguei para a secretaria de meio ambiente e fui informado que uma equipe iria ao local no mesmo dia, sendo que já faz mais de 15 dias e até agora a árvore se encontra do mesmo jeito. Pagamos nossos impostos em dia, mas na hora de cobrarmos os serviços, somos mal atendidos. Gostaria de pedir providências através deste blog conceituado.

Agradeço a atenção desde já.

Ass.: Ellenice de Souza

Em anexo foto da árvore."

Aeroporto do Farol de São Tomé: que fim levou?

A Petrobras reconhece que o aeroporto de Macaé, Cabo Frio e o heliporto do Farol de São Tomé estão saturados. O aeroporto de Campos, que a PMCG está brigando, desde o início deste governo para ser municipalizado e daí conceder à iniciativa privada, já está servindo de apoio complemetar às atividades de embraque e desembarque das plataformas da Bacia de Campos.
Então, mais que nunca cabe a pergunta: que fim levou o projeto do aeroporto do Farol de São Tomé? Seu projeto previa pistas para pousos e decolagens de grandes aviões, hangares, comércio amplo, hospedagem, estacionamento, etc.
Há especialistas da área de logística quem defendem o uso mais amplo e ampliação do Aeroporto Bartolomeu Lysandro em Campos. Porém, diante de todas as questões acima, é possível suspeitar, que há na questão, desejos acima do interesse público. Ou não?

Cursos de Qualificação para atuação no Complexo do Açu

Há uma justa preocupação de que as pessoas do Açu e de São João da Barra sejam contempladas com estes cursos de qualificação, planejado para oito diferentes áreas, cujas inscrições estarão abertas entre 9 e 20 de abril próximos. As condições mínimas é o curso fundamental completo e idade de 18 anos. Mais detaljes veja na imagem abaixo que poder ser melhor visualizada clicando sobre a mesma:

O mapa de sua rua na tela

Acesse o site Showmystreet e veja na hora o mapa de localização com as ruas e as construções. É mais rápido do que o conhecido Google Earth e mais interessante que o Google Maps. Experimente digitando endereço que conhece ou precisa saber para se deslocar. A dica do localizador de endereço foi do Eduardo Inácio.

O traço de avaliação do chargista

Do Ivan do A Charge On Line.

segunda-feira, abril 02, 2012

3º Congresso Fluminense de Municípios

Inscrições e programação aqui.

Carro autodirigido da Google-Toyota

O vídeo do teste mostrando Steve Mahan, um homem cego, dirigindo pelas ruas da Califórnia, EUA, foi postado na semana passada (27/03) e já foi visto por de um milhão de vezes:

A greve dos rodoviários em Niterói e o transporte na metrópole

A greve dos rodoviários nos transportes de Niterói e São Gonçalo está mostrando, de forma clara, o crescente peso da participação dos moradores de Niterói, São Gonçalo, Tanguá e Itaboraí na economia da capital.

Muitos setores estão impactados desde a semana passada com os problemas gerados pela greve. É possível, mas pouco provável, que a instalação do Comperj em Itaboraí, mude esta realidade.

A distância entre as moradias e os locais de trabalho que geram fluxos crescentes de pessoas diariamente, é consequência de um modelo de uso do solo, que empurra para a periferia os que têm menos recursos.

Aparentemente, as obras da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 (esta de forma especial) e a crescente pressão dos setores imobiliário do Rio tendem a radicalizar este problema. Sua solução é o transporte público de qualidade.

A lógica do BRT (Bus Rapid Transit) não dá conta desta demanda. Só o transporte ferroviário e/ou metroviário poderiam amenizar o problema, mas, a lógica vigente parece continuar sendo baseado nos ônibus com o poderio da Fetranspor e nas perimetrais para o transporte individual de carros com a Transcarioca e a Transoeste.

É leviano se continuar a pensar em soluções para o Rio (capital) deslocado do problema da região metropolitana cada vez mais ampla e complexa.

Dentro de alguns anos teremos uma nova região metropolitana em nosso estado, já chamada de Região Metropolitana do Petróleo entre Cabo Frio e SFI, tendo no seu centro Macaé, Campos e SJB, que deverá ser ligada pelo, também já chamado Arco Rodoviário do Norte Fluminense.

É pois hora, de alterar esta lógica, apenas do fluxo de pessoas e mercadorias, pelas estradas com o uso de ônibus e carros, elaborando e retomando a ideia do planejamento da via ferroviária.

Aninha da UFF fala em entrevista sobre os “equívocos da desapropriação de terras” para a construção do Porto do Açu

A professora Ana Maria Costa, professora e coordenadora de Extensão do Polo da UFF em Campos explica, em entrevista ao Instituto Humanitas da Unisinos, os questionamentos em relação ao processo de desapropriação dos pequenos proprietários do Açu, o quinto distrito de São João da Barra, e também sobre a implantação do Complexo Logístico-industrial. Para ler a entrevista completa clique aqui.

Mudando a paisagem no Açu

Aos poucos a paisagem na Vila da Barra do Açu vai se modificando. Seus moradores mais atentos temem problemas de cheias com os inúmeros aterros que estão sendo lá realizados com a areia retirada do fundo do mar e da lagoa do Veiga, para a construção do estaleiro e para a implantação do Distrito Industrial, mesmo com as obras de dragagem dos canais da Baixada. Porém, um dos indícios das muitas mudanças é a presença de contêineres que já estão sendo lá colocados para serem alugados.

Estes contêineres que foram pensados para transportes nos portos, hoje, pela sua mobilidade e agilidade para acelerar a implantação de projetos e canteiros, passaram a ser muito utilizados em obras. Na região o blog não sabe, mas, aí fora, o valor de venda de um em bom estado é perto de R$ 10 mil e para locação entre R$ 400 e R$ 500. No Açu Da. Denanci e que tem um pequeno restaurante na Barra do Açu e fornece alimentação para trabalhadores das obras do Complexo e que já entrou no circuito para faturar um “extra”.

Base de apoio só, e apenas, da mídia?

“O mais impressionante das prévias do PSDB em São Paulo, não foi a vitória apertada de José Serra, embora os 52,1% tenham causado muxoxos de analistas políticos que apostavam em um desempenho deslumbrante de quem foi presidenciável duas vezes, governador, prefeito e “o melhor ministro da Saúde” da história do Brasil, mas, realmente doloroso para os fundadores da legenda, foi constatar mais uma vez que sua verdadeira (ou talvez a única) base de apoio social se resuma aos meios de comunicação”.

O parágrafo acima foi tirado da matéria “José Serra, a âncora” de Sergio Lirio na revista Carta Capital desta semana. A interpretação é sua.

domingo, abril 01, 2012

“Mídia tradicional tenta censurar novas mídias; reformar leis é urgente”

Como já se sabe o debate é mais amplo do que se poderia supor em nossa planície, onde a Rede Blog cresceu, se ampliou e tenta demarcar o terreno diverso daqueles que pretendem aprisionar e manter o controle da intermediação da informação local/regional, para continuar a se apropriar dos recursos públicos dos royalties que é da nossa população e para ela deveria ser utilizado.

O texto da Najla Passos mostra o debate que se trava na Câmara dos Deputados sobre liberdade de expressão. “Militantes de novas mídias criticam autoritarismo de veículos tradicionais de imprensa, que reagiriam apelando para censura de que se sentem ameaçados. Aprovação de marco civil da internet e de novo marco regulatório para radiodifusão é considerada fundamental para garantir pluralidade”:

“No Brasil, a exemplo do que ocorre na economia e no social, o cenário é desigual também no campo das comunicações. De um lado, os veículos tradicionais da imprensa, comandados por uma meia dúzia de famílias, se armam de todos os meios possíveis para manter o controle exclusivo e absoluto da agenda pública. E, para isso, cometem os mais variados excessos, incluindo aí alguns crimes, como destruir a reputação de pessoas sem provas ou sequer indícios.

De outro, cidadãos comuns que só recentemente, com a popularização das novas mídias, alçaram o status de produtores de conteúdo, lutam para consolidarem o legítimo direito à manifestação de opinião e pensamento, a despeito das investidas conservadoras que impõem multas milionárias a blogueiros, tuiteiros e demais internautas produtores de conteúdo mais progressista e irreverente.

“Há uma luta política em andamento entre as velhas mídias e as novas mídias. As velhas mídias, que também se utilizam das novas e estabelecem a propriedade cruzada em tudo, estão profundamente incomodadas com essas últimas”, disse o membro da coordenação da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação, o jornalista e deputado Emiliano José (PT-BA).

Ele foi um dos participantes, nesta quarta (9), da audiência pública convocada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para debater as decisões e disputas judiciais que afetam a liberdade de expressão, especialmente dos comunicadores que atuam nas novas mídias. As velhas mídias são os meios tradicionais, como os jornais, revistas, TVs e rádios. As novas são as que nasceram no bojo da internet: sites, blogs e microblogs, dentre outras.

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais Túlio Vianna, iniciou a discussão lembrando aos presentes que não existe direito absoluto. “O modelo brasileiro tende a tolerar opiniões divergentes, mas impõe limites. Não há liberdade plena de informação”, explicou.

Entretanto, segundo ele, o que a prática vem demonstrando é a utilização de leis criadas para outros fins para penalizar cidadãos comuns que estão apenas exercendo seu legítimo direito à opinião. Exemplo é o processo contra os dois jornalistas que criaram o site de sátira ao jornal Folha de S. Paulo, chamado “Falha de S. Paulo”.

Leia mais sobre o assunto aqui no portal do Carta Maior.

Esquecem as manchetes e os editoriais do 1º de abril

A data é oportuna para você fazer uma leitura histórica e reflexiva sobre o texto do sociólogo Emir Sader:

“O golpe, a ditadura e a direita brasileira”

“O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas. A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).

Com esse arsenal, se diabolizava todo o campo popular: as políticas de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda (centradas nos aumentos do salário mínimo), de reforma agrária, de limitação do envio dos lucros das grandes empresas transnacionais para o exterior, como políticas “comunizantes”, que atentavam contra “ a liberdade”, juntando liberdades individuais com as liberdades das empresas para fazer circular seus capitais como bem entendessem. A direita brasileira nunca – até hoje – se refez da derrota sofrida com a vitória de Getúlio em 1930, com a construção do Estado nacional, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o fortalecimento do movimento sindical e da ideologia nacional e popular que acompanhou essas iniciativas. Foi uma direita sempre anti-getulista, anti-estatal, anti-sindical, anti-nacional e anti-popular. Getúlio era o seu diabo – assim como agora Lula ocupa esse papel -, quem representava a derrota da burguesia paulista, da economia exportadora, das oligarquias que haviam governado o país excluindo o povo durante décadas. A direita foi golpista desde 1930, começando pelo movimento – chamado por Lula de golpista, de contrarrevolução – de 1932, que até hoje norteia a direita paulista, com seu racismo, seu separatismo, seu sentimento profundamente antipopular.

A direita caracterizou-se pelo chamado aos quarteis quando perdiam eleições -e perderam sempre, em 1945, em 1950, em 1955, ganharam e perderam com o Jânio em 1960 – pedindo para “salvar a democracia”, intervindo militarmente com golpes. Seu ídolo era o golpista Carlos Lacerda. Esse era o tom da mídia –Globo, Folha, Estadão, etc., etc.

Era normal então que a direita apoiasse, de forma totalmente unificada, o golpe militar. Vale a pena dar uma olhada no tom dos editoriais e da cobertura desses órgãos no período prévio ao golpe a forma como saudaram a vitória dos militares. Cantavam tudo como um “movimento democrático”, que resgatava a liberdade contra as ameaças do “comunismo” e da “subversão”.

Aplaudiram as intervenções nos sindicatos, nas entidades estudantis, no Parlamento, no Judiciário, foram coniventes com as versões mentirosas da ditadura e seus órgãos repressivos sobre como se davam as mortes dos militantes da resistência democrática.

Por isso a cada primeiro de abril a mídia não tem coragem de recordar suas manchetes, seus editoriais, sua participação na campanha que desembocou no golpe. Porque esse mesmo espírito segue orientando a direita brasileira – e seus órgãos da mídia -, quando veem que a massa do povo apoia o governo (O desespero da UDN chegou a levar que ela propusesse o voto qualitativo, em que o voto de um engenheiro valesse muito mais do que o voto de um operário.). Desenvolvem a tese de que os direitos sociais reconhecidos pelo governo são formas de “comprar” a consciência do povo com “migalhas”.

Prega a ruptura democrática, quando se dá conta que as forças progressistas têm maioria no país. Não elegem presidentes do Brasil desde 1998, isto é, há 14 anos e tem pouca esperança de que possam vir a eleger seus candidatos no futuro. Por isso buscam enfraquecer o Estado, o governo, as forças do campo popular, a ideologia nacional, democrática e popular.

É uma direita herdeira e viúva de Washington Luis (e do seu continuador FHC, ambos cariocas de nascimento adotados pela burguesia paulista) e inimiga feroz do Getúlio e do Lula. (Como recordou Lula em São Paulo não ha nenhum espaço público importante com o nome do maior estadista brasileiro do século passado, o Getúlio, e tantos lugares importantes com o nome do Washington Luis e do 9 de julho).

É uma direita golpista, elitista, racista, que assume a continuidade da velha república, de 1932, do golpe de 1964 e do neoliberalismo de FHC.”