sexta-feira, setembro 21, 2007

Bessinha na Cacciola...

Do site A Charge On Line. Bateu pesado o nosso chargista. Tá certo o Bessinha. O Legislativo apanha. O executivo também, então por quê o Judiciário ficaria acima do bem e do mal?

quinta-feira, setembro 20, 2007

Netrópolis & e-topia

Ao buscar nos livros para atender um amigo, o assunto sobre o impacto das novas tecnologias sobre o urbanismo das cidades cheguei a um deles adquirido em 2002 que fora lido, ou melhor, folheado, superficialmente em 2002. Seu título? “O futuro das Cidades” do jornalista Júlio Moreno. Editado naquele mesmo ano pela Editora Senac, o livro faz um retrospecto do que estudiosos de diversas áreas falam sobre as mudanças que, especialmente a internet, “estariam provocando” sobre o modo das pessoas viverem, trabalharem, se deslocarem, divertirem, etc. Numa releitura, também rápida para ver se a publicação tinha o que meu amigo se interessava encontrei algumas coisas que podem interessar também ao leitor deste blog, na sua maioria, interneteiros. De início cito o conceito de e-topia criado por William Mitchell que por conta disso acabou sendo considerado um “tecnotriunfalista” ou o profeta do ciberespaço. Apesar disso, Mitchell reagia dizendo: “Nossa tarefa é desenhar o futuro que queremos, e não adivinhar seus caminhos predeterminados”. Mitchell também disse que “comunicação e comunidade são palavras nascidas da mesma raiz latina. Antes do mundo digital, a comunicação exigia sincronicidade e presença física. Num mundo assíncrono, como o chamado ciberespaço, tudo pode ser virtual. As pessoas conseguem reunir-se, comerciar, debater ou mesmo namorar em tempo real, sem necessariamente dividirem um mesmo território. Enfim, criamos cidadãos sem cidade. São habitantes de uma urbe invisível, “Netrópolis” que se contrapõe à cidade de pedra”. “Netrópolis é um conceito novo que não pode ser confundido com o de aldeia global, disseminado pelo canadense Marshall Mcluhan para demonstrar como os meios de comunicação – em especial a televisão – tinham equalizado o tempo e o conhecimento dos habitantes da cidade e do campo... Só que a televisão é unidirecional, enquanto o ciberespaço criado pelos computadores é interativo”.

Netrópolis & e-topia – II

O livro prossegue citando preocupações relacionadas a apartação e exclusão social de forma ainda mais ampla do que vemos nos dias atuais. Neste sentido, Jorge Wilheim em “Tênue esperança no vasto caos”(Paz e Terra, 2001) diz que “não haverá internet que substitua o prazer e o enriquecimento que se pode obter em espaços urbanos acolhedores. Por mais eficiente que seja a descentralização e a individualização de atividades propiciadas pela atual e futura conectividade global, o encontro físico continuará a exigir um cenário seu, um adequado espaço próprio. Continuará sendo necessário um leque de alternativas de espaços disponíveis para que cada pessoa adote aqueles a que emprestará sua afetividade, dando-lhe o nome de lugar. Uma cidade “boa” é aquela que permite aos cidadãos uma ampla escolha de lugares”.

Júlio Bueno o autor do livro “O futuro das cidades” lembra Manuel Castells in “La era de la información: economia, sociedad y cultura" (Madri: Alianza, 1997) para dizer que “para planejadores e políticos, um desafio: elaborar políticas que gerem um nível aceitável de equilíbrio social. Para arquitetos e urbanistas, a tarefa complementar de criar locais que produzam interação e não separação, entre grupos sociais diferentes”.

Voltando a Mitchell ele vaticina que: “as cidades do futuro irão refletir um equilíbrio e uma combinação de interações entre atividades virtuais e presenciais. Para cada pessoa vai valer o que funcionar melhor, num determinado tempo ou lugar, levando em conta suas necessidades e circunstâncias. Arranjos sociais de longa duração, como a maioria das nossas cidades, mostram-se naturalmente resistentes às pressões de mudanças... A natureza humana dificilmente altera tudo de vez".

Fechando, este blog considera, que embora o livro com suas 146 páginas traga muito mais atrativos, nos aspectos da revolução digital sobre a cidade é possível intuir que estamos no meio de uma mudança que embora, gradual é ainda, de proporções e conseqüências difíceis de serem mensuradas.

A análise sobre o que já está sendo mudado em nosso “local” seria um interessante exercício. Como exemplo veja a mídia, os blogs, a relação ensino-aprendizagem, etc. O acesso à grande rede pode ajudar a entender este novo mundo, em que não se pode deixar de lado, ou mesmo, considerar como apêndice a preocupação com a inclusão digital.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Planta do porto do Açu

A Assessoria de Comunicação Social da prefeitura de São João da Barra divulgou hoje, junto com um release para a imprensa, a foto da planta do porto, cuja construção estaria se iniciando no balneário do Açu.

A implantação do porto será executada pelo consórcio ARG-Civilport, oriunda de Minas Gerais. O canteiro de obras terá aproximadamente 210.000 metros quadrados e terá a finalidade de dar suporte para a construção de um píer, ponte e quebra-mar de proteção da ponte com previsão de operação em 2009, segundo o release.
PS.: Fonte Ascom, PMSJB. Para ver em tamanho maior clique sobre a imagem.

Assim cresce a torcida do Goyta

Dá-lhe Goyta!

Uma vitória sofrida de um time, que pelo que vi hoje, parece ser limitado. Enfim, valeu pela vitória. Mais uma vez com gol de penalty do lateral Maricá. Para desejar melhores resultados nosso time precisa melhorar bastante. A torcida mais uma vez fez bonito no Arizão, mesmo sendo uma tarde de quarta-feira, conforme pode ser visto na foto ao lado.

Renovação nas últimas eleições para vereador em Campos

Em 2004 este índice foi de 41% com a reeleição de 10 vereadores com mandato no universo de dezessete cadeiras, número que considerou o vereador Aílton Tavares, como novo, por ser suplente de Mocaiber no mandato que foi de 2000 a 2004.

Este percentual é inferior aos 57% de renovação ocorrida na eleição de 2000. Por conta, dos recursos financeiros cada vez mais altos usadoss nos processos eleitorais no município e das dificuldades encontradas, por quem está fora dos “esquemas políticos”, é possível prever, que a tendência é da renovação ser ainda menor em 2008.

Isto poderá se dar, mesmo que haja, como parece, uma grande leva grande de ex-deputados (Paulo Feijó, Claudeci, Paulo Albernaz, Sérgio Diniz, Fernando Leite, Paulo Cesar Martins e dizem que até Rockfeller), que poderão ser candidatos a vereador em 2008. Acompanhemos e confirmemos, ou não, este quadro.

Despesas de pessoal na PMCG

Os parceiros do blog continam atentos. Agora eles querem explicações para o que pode ser, uma redução significativa nos gastos de pessoal na prefeitura de Campos. O problema da contratação no PSF (Programa de Saúde da Família) ou estariam escamoteando dados e informações, onde pessoal estaria sendo pago como serviços a terceiros? O TCE-RJ deve estar apurando. Nas duas publicações abaixo você poderá comparar que em 2006, os gastos com pessoal ficaram em torno de R$ 420 milhões e ao final do 1 Quadrimestre 2007, período de maio de 2006 até abril de 2007, o valor divulgado foi de R$ 316 milhões. R$ 100 milhões a menos? Notícia boa, omissão bem feita, ou inchaço eleitoral em 2006?

terça-feira, setembro 18, 2007

Rompimento e troca de lado

O jornalista Fernando Leite rompeu mesmo com o grupo do Garotinho. Estreou ontem na TV Litoral, o programa “Bazar Cultural” em que entrevistou e trocou figurinha com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Luciana Portinho. Hoje, inclusive, apresentou junto com João de Oliveira o programa das sete às nove na rádio Educativa. Depois de atuar desde 2003 na rádio Litoral, na época aliada do casal de ex-governadores, Fernando Leite foi ainda candidato a vereador no ano de 2004 pelo PMDB quando alcançou 1.548 votos. O rompimento que aconteceu, segundo dizem por desentendimentos no jornal acabou por provocar sua saída, não só do jornal, mas também da rádio O Diário. Atualmente Fernando Leite, que já foi deputado estadual com boa atuação, busca novos espaços e pelo que se fala, não apenas na mídia. Consta que está procurando um partido por onde poderá disputar novamente as eleições de vereador ano que vem. O PV seria uma destas possibilidades. Enquanto isso continua a crescer, a legião de ex-aliados do casal dos ex-governadores. Aliás, é a segunda vez que Fernando Leite rompe com seu compadre Garotinho.

Golpe em supermercado local

O cliente fecha sua conta no caixa. A operadora do caixa quando recebe o cartão pergunta se é débito ou crédito. Se você diz que é crédito, ela pergunta se quer pagar em uma ou duas vezes. O cliente opta por duas vezes. A operadora de caixa fala baixinho que tem juros, enquanto você embala e coloca as bolsas no carrinho - trabalho que deveria ser do supermercado - ela diz algo também inaudível.

Resultado você assina a nota e só depois percebe que os juros que o supermercado colocou na segunda parcela são de módicos 19%. Isto mesmo 19%. Nem agiota de botequim teria coragem de cobrar juros tão escorchantes. Está curioso e quer saber qual é o estabelecimento? O blog responde: Supermercados Sendas do Turfe Clube. O que fazer? Denunciar e espalhar a notícia. Boicote é uma entre outras medidas que os consumidores podem tomar contra comerciantes “desleais” como este.

Escambo

A cena aconteceu em uma das movimentadas ruas centrais da cidade. O motorista de uma caminhonete estaciona e logo vem um senhor e pergunta se pode tomar conta do carro. O guardador não recebe resposta, mas coloca um papelão no pára-brisa.

Dez minutos depois, o motorista retorna, o guardador o aborda e como resultado o motorista pega um abacaxi na carroceria e entrega ao guardador que sai satisfeito segurando o fruto pela coroa como se fosse um rei.

O fruto deve ter custado alguns centavos para o produtor, mas impressionou mais do que se fosse algumas moedinhas do fundo do bolso do motorista. Apenas uma cena urbana que mostra que a prática do escambo ainda não findou em pleno século XXI.

Vereadores eleitos pela “sobra” nas eleições de 2004 em Campos

Complementando a nota anterior que faz uma análise sobre as coligações que concorreram em 2004, este blog traz agora a informação de que, dos dezessete vereadores eleitos em 2004, dez foram pela quantidade votos diretamente obtidos. Os outros sete chegaram ao cargo, pela chamada sobre de votos, que o TSE chama em seu site de “eleitos pela média”.

São eles: Dante Lucas (PDT) – 5.646 votos; Jorginho Pé no Chão (PT do B) – 3.994 votos; Edson Batista (PMDB)-3.237 votos; Ailton Tavares (Prona) – 3.755 votos; Otávio Cabral (PSDB) – 2.958 votos; Sadi (PMN) – 2.952 votos e Álvaro Faria (PSC) – 2.073 votos.

Apesar destes sete vereadores terem sido eleito pela chamada “sobra” de votos das suas coligações, eles foram bem votados individualmente, em torno de pelo menos, 3 mil votos, embora nos extremos tenha Dante que alcançou 5.646 votos e foi o último eleito pela sobra no PDT, mais do dobro da exceção que foi Álvaro Faria, que com apenas 2.073 votos no PSC acabou sendo, o vereador eleito com a menor votação individual no pleito de 2004.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Por quê os candidatos a vereador com maior potencial estão fugindo dos pequenos partidos?

Nas eleições de vereador em 2004 no município de Campos, 12 (doze) coligações/partidos apresentaram 345 candidatos a vereador. Destas, apenas sete elegeram vereadores. A coligação que conseguiu atingir o quocinete eleitoral que foi de 14.811 votos, com apenas um pouco mais de votos, chegou a dois como pode ser visto na relação abaixo. Isto ajuda a explicar, porque os candidatos com maior potencial de votos estão correndo para os partidos mais fortes, ao contrário do que se via em eleições anteriores.

Coligações que elegeram vereadores em 2004:
-PDT/PSL: Ederval, Alciones, Dante, Mocaiber (4); Geraldo Venâncio*
-PMDB/PP: Nélson Nahim, Abdu Neme, Edson Batista; (3)
-PSDB: Nildo Cardoso, Otávio Cabral; (2)

-PRONA/PRP: Kelinho, Aílton Tavares; (2)
-PCB/PTdo B: Marcos Bacelar, Jorginho Pé no Chão; (2)
-PMN/PTC: Sadi, Marcos Alexandre; (2)
-PCdo B/PSC: Da. Penha, Álvaro Faria; (2)

Coligações ou partidos que não conseguiram fazer nenhum vereador:
- PHS/PFL;
- PPS/PAN/PRTB/PSDC e PTC;
- PL/PSB;
- PTB/PTN e PV;
- PT.

Agora veja, a lista dos vereadores eleitos, seus partidos e a profissão de cada um deles declaradas pelos próprios:

1 - Ederval (PDT) - Funcionário Público Municipal;
2 - Alciones (PSL) - Produtor Agropecuário;
3 - Mocaiber (PDT) - Médico;
4 - Dante (PDT) - Médico;
5 - Nildo (PSDB) - Comerciante;
6 - Nahim (PMDB) - Advogado;
7 - Kelinho (PRONA) - Político;
8 - Marcos Bacelar (PT do B) - Técnico de Eletricidade;
9 - Jorginho Pé no Chão (PT do B) - Comerciante;
10- Abdu Neme (PMDB) - Médico;
11- Aílton Tavares (PRONA) - Outros;
12- Marcos Alexandre (PMN) - Técnico em Contabilidade;
13- Édson Batista (PMDB) - Médico;
14- Otávio Cabral (PSDB) - Médico;
15- Sadi (PMN) - Comerciante;
16- Da. Penha (PSC)- Serv. Público Municipal;
17- Álvaro Faria (PSC) – Comerciante.

PS.: 1) Da lista original foi acrescida apenas. O nome do médico Geraldo Venâncio (PDT) que assumiu a cadeira de vereador no lugar, do também médico, Alexandre Mocaiber. Este, na condição de presidente da Câmara de Vereadores, inicialmente assumiu a prefeitura interinamente em maio de 2005 e depois, se elegeu prefeito na eleição extraordinária de março de 2006.

2) Quociente eleitoral é o número mínimo para um partido ou coligação fazer pelo menos um vereador. Ele é obtido dividindo o número de votos válidos (251.793 votos) pelo número de vagas na Câmara Municipal, que em Campos é de 17 cadeiras.

Comentários finais:
Para 2008, as contas devem partir do número de 15 mil. A coligação/partido tem que juntar candidatos com potencial para fazer 15 mil votos. Aquela que chegar a este patamar, ou um pouco mais tem chances de fazer até dois.

A eleição, o pedido de voto, a garantia dada pelo eleitor, tudo isso pode ser subjetivo, mas o número necessário para as reais chances, esse é implacável. Não tem jeitinho. Portanto, listem os candidatos, estimem seu potencial de votos e somem, se tiver difícil de chegar a 15 mil, arrumem mais candidatos.

Até 4 de outubro próximo, prazo máximo de definição da filiação, é melhor, o partido ou a coligação arrumar um candidato forte, que garanta boa parte dos 15 mil votos e dê a ele a primeira cadeira da coligação, do que ficar a lamber os dedos, mesmo com boa votação individual, mas insuficiente no somatório de todos da coligação, para fazer uma cadeira na Câmara. Pela eleição passada se viu que, quem fez um, fez dois, os demais ficaram sem chances.

População rejeitaria tese de Cabral largar governo para concorrer à prefeitura

A opinião foi passada através de enquête foi feita pelo jornal O Globo Online com 2.048 participantes. Não se pode de deixar de levar em consideração a diferença entre enquête e pesquisa de opinião pública. A primeira ouve quem quer falar, sem levar em conta critérios e perfil da população e/ou dos eleitores como idade, sexo, faixa de renda, etc., como é o caso da pesquisa de opinião. Ainda assim é possível intuir que maioria que respondeu “Não”, num total de 55%, não quer a renúncia do governador Sérgio Cabral. Com isso, o que poderia ser golpe vai ficando no blefe. A idéia é reforçada pela informação de que o governador já sinaliza para um apoio ao secretário de Esportes Eduardo Paes para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. Veja abaixo a pergunta da enquête e seus resultados: Cabral diz que pode desistir do governo e concorrer a prefeito do Rio em 2008 para enfrentar aliança Garotinho-Cesar. Você acha certo? - Não, o compromisso dele é com quem o elegeu e deve terminar o mandato - 42%; - Sim, ele tem direito de disputar o cargo que quiser quando quiser - 26%; - Nem certo nem errado, tanto faz: político é tudo igual mesmo - 19%; - Não, o cargo de governador está acima de rixas políticas e partidárias - 13%.

Qualquer semelhança é mera coincidência...

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o ex-vereador e agora secretário municipal Renato Barbosa.

Confiram. O blog refere-se apenas à fisionomia:

domingo, setembro 16, 2007

Revista Rindo - capa

Revista "Rindo" edição de 1951 em Campos

O professor Joanes Corrêa da Silva, companheiro de trabalho no Cefet Campos, encaminhou a este blogueiro, um exemplar digitalizado da Revista “Rindo” cujo primeiro e ao que consta, único número, foi editada em junho de 1951 em Campos. Seu diretor-propietário foi Acyr Monteiro. A revista trazia além de matérias sobre a política local, diversas pequenas piadas, distribuídas entre as matérias e as propagandas.

O professor Joanes disse que tal preciosidade se deve ao zelo e o estímulo à leitura que seu pai Euclides Corrêa da Silva lhe fazia. Joanes comenta ainda que este guardado, na biblioteca particular a qual deu o nome do seu pai, lhe foi doada pelo seu primeiro patrão, Ilydio Rocha, comerciante da avenida 7 de Setembro. Joanes diz que a consulta à revista serve “para os que gostam de rir e de rever o nosso passado”.

Este blog separou duas imagens: uma propaganda e a maquete, do que na época seria, a nova sede do Clube de Regatas Saldanha da Gama, hoje, já demolido, na avenida XV de novembro. No local hoje foi construído o primeiro shopping de Campos, o Campos Shopping. Para fechar duas pequenas piadas entre as diversas publicadas há 56 anos atrás.

Humorismo da revista Rindo:
Nas barras do Tribunal
O juiz-presidente: - Sua profissão?
O réu: - Coveiro, para servi-lo, senhor presidente.

O
enterro do percevejo
- Desejo um quarto que não tenha percevejos.
- Pode dormir traquilo nêste, que lhe custa o dôbro do outros, mas não tem um único percevejo.
- Mas eu estou vendo aqui um morto.
- Vê, o único que encontra, está morto.
O hóspede aluga o quarto para dormir. No dia sguinte, o dono da casa pergunta-lhe:
- Suponho o tenha picado.?...
- O morto, não; mas o que vieram ao seu enterro deixaram-me o corpo nêgro.

Por que hoje é domingo

A igreja de São Francisco onde foi celebrada a 1ª missa do vilarejo no ano de 1652. 25 anos depois, em 1677, ali foi criada a Villa de San Salvador dos Campos dos Goytacazes que deu origem ao nosso município.
A igreja nesta época, homenageava o Santíssimo Salvador, até que fosse construida a Catedral, a Basílica do Santíssimo Salvador, próximo à margem do rio Paraíba do Sul. Daí em diante, a homenagem e a devoção da primeira igreja do antigo povoado passou a ser São Francisco.

A oficialização da vila ocoreeu em 1677 através do Visconde d'Asseca apenas. A atual igreja de São Francisco possui um grande acervo de arte sacra barroca e tem hoje, como endereço, a rua 13 de Maio, 182, no centro do município de Campos dos Goytacazes.


Ainda o caso Renan

Noblat e Nassif no blog do último: Por Ricardo Noblat Caro Nassif: permita-me discordar de sua análise. Renan não foi absolvido porque os senadores ou a maioria deles quis reagir contra o poder desmedido da mídia. Pouquíssimos senadores que assumiram a defesa de Renan citaram o poder desmedido da mídia como uma das razões do seu voto. Razões muito mais fortes pesaram para explicar a absolvição de Renan. Uma delas: o corporativismo do Senado. Outra: as relações sempre amigáveis cultivadas por Renan com seus colegas. Outra ainda: a convicção de que não havia provas suficientes para cassá-lo. E outra mais: o receio do governo de perder um forte aliado na presidência do Senado - e com isso votos para aprovar a prorrogação da CPMF. Discordo da opinião de que o PT foi o principal responsável pela absolvição de Renan. O PT ajudou a salvar o mandato dele, sim, mas Renan teve votos (ou abstenções) dentro de partidos da oposição. Dos 17 senadores do DEM, por exemplo, pelo menos meia dúzia votou para salvar Renan. No escurinho dos gabinetes, são os próprios líderes do DEM que admitem isso. Resposta Prezado Noblat, 1. Quem tem receio do poder desmedido da mídia não explicita, justamente porque tem receio do poder desmedido da mídia: defende-se no voto secreto. 2. Quanto à falta de provas, para a absolvição você sabe bem – por ter enfrentado valentemente o governo Collor – que os processos de cassação são fundamentalmente políticos, não necessitando necessariamente de provas cabais. Apesar de tudo o que se sabia sobre Collor, o motivo da cassação foi o tal do Fiat Elba. Collor foi inocentado pelo STF (devido à insuficiência do relatório do MP), mas não recuperou o mandato. Mas chama a atenção sua informação de que não havia provas suficientes para a cassação. 3. Que eu me lembre, jamais Senado ou Câmara enfrentaram uma campanha tão continuada da mídia, e se recusaram a entregar a cabeça de um de seus pares. Você chama de corporativismo, eu chamo de auto-defesa. No fundo o sentido é o mesmo. Mas esse tipo de corporativismo, de enfrentar uma campanha tão sistemãtica da mídia, sem ceder, que eu saiba é inédito. Se é inédito, o que explica? 4. Boa essa informação sobre os senadores do DEM. Enviada por Luis Nassif

Isso é Bienal

Ariano Susssuna:
"Sou romancista, não sou historiador, quando preciso minto".
PS.: Foto do blog Prosa & Verso.

sábado, setembro 15, 2007

Dá-lhe Goyta!

O Goytacaz surpreendeu conseguindo 2 x 1 sobre o Guanabara, até então o líder do grupo, no campo do adversário. Uma boa surpresa. Dá-lhe Goyta! Sigamos em frente!
PS.: Foto do site Na Rede mostra o gol de penalty de Maricá.

"E se"

Muito interessante a crônica publicada pelo Luiz Fernando Veríssimo em O Globo da última quinta-feira. Ele toca no interessante assunto da importância do sujeito, um simples sujeito, na História. "E se Hitler tivesse sido levado por seus pais a Freud como teriam sido aconselhados?" Aproveite o sábado leia abaixo o artigo na íntegra imaginando entre outras coisas: e se você não tivesse nascido? Ou, e se Garotinho tivesse seguido a carreira teatral?... E se Não sei se é verdade, mas dizem que Adolph Hitler quase foi se tratar com Sigmund Freud. Seus pais teriam sido aconselhados a levá-lo para uma consulta com o doutor. Presumivelmente decidiram que o que ele fazia com insetos era normal para a idade e que sua compulsão de dominar o bairro passaria. Os Hitler não procuraram o doutor e o resultado foi o que se viu. O quase encontro toca na questão da importância do sujeito na História. Até que ponto decisões pessoais, personalidades e neuroses determinam o que acontece, ou líderes, heróis, hereges e tiranos são apenas instrumentos de uma lógica impessoal? A História teria sido diferente sem Hitler, ou se Hitler tivesse se tratado com Freud — ou sido um sucesso como pintor? O nazismo como uma anomalia patológica, coisa de loucos, é uma ficção conveniente que absolve boa parte do pensamento cristão europeu de direita da sua cumplicidade ou é a idéia correta? A conclusão de que nossas vidas dependem da sanidade alheia horroriza, mas a idéia de um determinismo neutro, independente de qualquer escolha moral, também é assustadora. Precisamos de vilões mais do que de heróis, de culpados muito mais do que de inocentes. Nem que seja para preservar o auto-respeito da espécie. Karl Kraus escreveu que a Viena do começo do século era o campo de provas da destruição do mundo. A derrocada do Império Austro-Húngaro foi o fim de um certo mundo, mas acho que Kraus quis dizer mais do que isso. Para ele, as revoluções do pensamento postas em movimento na Viena da sua época trariam o fim do longo dia do humanismo europeu que durara desde a Renascença, e o século que começava restauraria a idade das trevas. O encontro que não houve entre o intelectual judeu que radicalizou o estudo da consciência e o homem que quis eliminar as duas coisas, o judeu e a consciência, da História simboliza este prenúncio, ou esta intuição de Kraus, sobre o século. Seria fatalmente o século dos desencontros. Principalmente o de duas formas de modernidade, a que liberava o pensamento pela ciência e a que o aprisionava pelo mito do estado científico. O materialismo histórico rejeita a idéia de sujeitos regendo a História e a noção de que as idéias justas vêm de um discernimento moral inato, ou religioso. Os liberais nos dizem que o mercado não é moral nem imoral, é apenas inevitável. Assim, o relato de heróis providenciais contra bandidos doentes sobra para a literatura, ou para essa categoria de narrativa sentimental que é a História convencional. Porque gostamos de pensar que é a iniciativa humana que move a História e que seu objetivo é moral e justo. Ou que ela pelo menos tem uma cara e uma biografia. A História feita por indivíduos tem o atrativo adicional da conjectura criativa, de infindáveis variações sobre o “se”. O que teria acontecido se Napoleão tivesse se contentado em ser instrutor de tiro, se os pais do Stalin nunca tivessem se encontrado? E se Jânio Quadros tivesse ficado?

Utilidade pública: fim das cópias autenticadas!

Corre pela internet a notícia que foi a enviada ao blog pelo parceiro Eduardo Inácio. Bom que mais gente saiba e cobre o cumprimento no estado do Rio de Janeiro, da lei aprovada na Alerj. Veja aqui. O texto abaixo é parte da matéria feita pelo jornalista Marcelo Gomes do jornal Extra:

“O governador Sergio Cabral sancionou a Lei nº 5069, que põe fim à obrigatoriedade de apresentação das cópias autenticadas nos órgãos públicos do Estado do Rio. A lei, de autoria da então deputada estadual Andréia Zito, foi publicada no Diário Oficial do estado”.

“A partir de agora a população fluminense não irá mais gastar cerca de R$ 4,44 por cada documento que precise ser autenticado para apresentação nos órgãos estaduais. O próprio servidor do estado poderá, mediante comprovação com o documento original, declarar que a cópia confere com o original”.

“Uma pessoa que precisa apresentar documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e histórico escolar, gastaria cerca de R$ 17,76 com autenticação das cópias em cartório. Com a nova lei, o custo será apenas de cópia comum, cerca de R$ 0,10 por cada”.

Como as quadrilhas chegaram ao futebol

Sócrates bate um bolão também nas suas análises. Veja o que escreveu na edição da revista CartaCapital que chegou ontem às bancas:

"Há algumas décadas, os dirigentes esportivos eram, em sua maioria, verdadeiros mecenas dos clubes que dirigiam. A paixão provocava atitudes muitas vezes irracionais, para que as entidades a que serviam pudessem sobreviver. Colocavam recursos a fundo perdido nos cofres e só os retiravam se a situação financeira melhorasse".

"Talvez já houvesse malandros em algumas instituições, mas o negócio era pequeno e não interessava a muitos. Já se percebia em alguns clubes que seus presidentes tudo faziam para se manter no poder e conseguiam lá permanecer por décadas. Mas o interesse em se perpetuar estava relacionado a vaidades pessoais ou pretextos de uma futura carreira política... O que está acontecendo no Corinthians é regra no esporte nacional e não exceção."

Se desejar ler o artigo "A moral das quadrilhas" na íntegra clique aqui. E, se desejar saber mais como a quadrilha do russo Boris Berezovsky operou com o o Corinthians o clique deve ser aqui.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Irregularidades - II

O blog viu que os parceiros dele gostaram da idéia de postar aqui, algumas das mais variadas irrregularidades que temos visto em nosso município. O colega blogueiro Ricardo André do "Eu penso que..." tem razão. Ele comentou na nota abaixo:

"Irregularidades como essa estão em toda a cidade. Na esquinas das ruas João Pessoa e Lacerda Sobrinho ocorre a mesma usurpação do espaço público. Privatizam parte da calçada para atender a interesses particulares. Isso nada mais é que o reflexo do que fizeram na gestão da prefeitura e o exemplo vai crescendo como bola de neve e vivemos numa cidade onde a lei que vale é a do mais esperto. Até quando a reação vai continuar iminente?"

Junto da pergunta, este blog traz outra contribuição do parceiro e professor, José Carlos Salomão, que sofisticou sua denúncia com montagem da legislação, foto e mapa a irregularidade identificada. Fica assim aberta a temporada de mostra das irregularidades. O blog aguarda a sua colaboração, que não precisa ser apenas de Campos. Veja na imagem abaixo a mais recente.

PS.: Desejando ver com mais detalhes clique sobre a imagem.

Boa notícia para os tecnólogos

A revista do Crea-Rj traz também uma matéria que defende e identifica como extremamente salutar para o desenvolvimento brasileiro, a profissão de tecnólogo. A matéria fala de empresas que estão incluindo os tecnólogos em seus processos de seleção e também reconhecendo-os em seus novos Planos de Cargos e Salários.

Há expectativas de que a Petrobras deva também rever sua posição, inclusive com a declaração de "nada contra" do atual presidente da influente Associação de Engenheiros da Petrobras. O Cefet Campos tem papel importante neste reconhecimento. Leia mais aqui.
Crédito: Ilustração da revista do Crea-RJ.

Quissamã na revista do Crea

O último número da revista do Crea que circula, por mais de 100 mil profissionais traz uma matéria, sobre o destaque que o vizinho município de Quissamã deu, à valorização do patrimônio cultural e ao meio ambiente em seu novo diretor. Se desejar você poderá ler a revista aqui em arquivo "pdf".

Foto da revista do Crea-RJ - Parque Jurubatiba.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Outra irregularidade

Aproveitando a nota abaixo, lá vai outra sobre irregularidades pela área urbana de Campos. Na esquinas das ruas Conselheiro José Fernandes com avenida Pelinca, a construtora que executa as obras do Banco Real, estendeu o canteiro de obras por sobre a calçada jogando o espaço de circulação do pedestre para a rua.

Para completar, o suplício dos pedestres, o veículo ocupa outra parte da calçada. Alô, Emut, Guarda Municipal ou quem de direito, vamos tomar conta da cidade. Quem gosta, cuida!

Cruzamento perigoso e estacionamento irregular

O parceiro deste blog, o professor Rodrigo Serra, manda um registro fotográfico, feito ontem à noite, por volta da 20:00 horas, no cruzamento das ruas Dr. Siqueira com Barão da Lagoa Dourada, junto ao Cefet, onde o Peugeot 307, placa MRL 8562 de Mimoso do Sul, ES, que segundo ele "pode ser de visitante ou de sonegador" comete duas infrações ao mesmo tempo: estaciona na rua Barão da Lagoa Dourada, sobre a faixa de pedestre e também a uma distância inferior ao permitido da esquina, com a rua Dr. Siqueira.


Quem vem da Dr. Siqueira, no sentido do Cefet para a Beira-valão tem grande dificuldades, pela baixa visibilidade, ao atravessar a rua Barão da Lagoa Dourada. Por estas e outras irregularidades, esta esquina tem sido, constantemente local de atropelamentos, choques de automóveis e muito outros "quase acidentes". Bom que a Guarda Municipal e a Emut possam agir, antes de outras ocorrências mais graves e com vítimas.

PS.: Para ver as imagens em tamanho maior clique sobre elas.

Viva: mais din-din dos royalties!

Três boas notícias simultâneas:
1) O aumento do valor do barril do petróleo no mercado internacional, próximo dos US$ 80,00;
2) Descoberta do novo poço de Xerelete na Bacia de Campos;
3) O julgamento da ANP negando recurso da Petrobras determinando que a empresa deverá pagar royalties sobre parcelas de produção não consideradas antes. Nesta historinha, Campos poderá ficar com um troco entre R$ 150 a R$ 200 milhões.

PS.: Com as novas descobertas daqui a pouco faltará peixe para denominar os novos poços da nossa Bacia. Para curiosidade Xerelete é um peixe também chamado de Xarelete ou Guarajuba. Ele tem o corpo alongado, relativamente alto e comprimido lateralmente, com o focinho levemente arredondado. O Xerelete tem coloração amarelada, mais escura no dorso, clareando ao ventre. Tem caudal amarelada e alcançam até 80 cm, com peso de até 8 Kg. Em média, medem de 25 a 50cm de comprimento, pesando de 1 a 4 Kg. Seu habitat é em regiões rochosas e/ou coralinas, ao redor das ilhas e ao longo das praias. O Xerelete pode frequentar ambientes salobros e, eventualmente, penetrar em água doce. Vivem em pequenos a grandes cardumes. Alimentam-se de pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados.