quinta-feira, dezembro 05, 2013

Realidade no Shopping Vitória

Abaixo publicação do portal Outras Palavras. Mais detalhes e vídeo sobre o episódio clique aqui.

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado

jovens-no-chão-presos-em-Vitória1
Fila indiana, mãos na cabeça, corpos sem roupa. Dezenas de brasileiros humilhados por ousarem comparecer a um território de gente branca…
Por Douglas Belchior, em seu blog
Sábado, 30 de novembro, fim de tarde. Várias viaturas da Polícia Militar, Rotam e Batalhão de Missões Especiais cercaram o Shopping Vitória, na Enseada do Suá, no Espírito Santo. Missão: proteger lojistas e consumidores ameaçados por uma gente preta, pobre e funkeira que, “soube-se depois”, não ocuparam o shopping para consumir ou saquear, mas para se proteger da violência da tropa da PM que acabara de encerrar a força o baile Funk que acontecia no Pier ao lado.
Amedrontados, lojistas e consumidores chamaram a polícia e o que se viu foram cenas clássicas de racismo: Nenhum registro de violência, depredação ou qualquer tipo de crime.  Absolutamente nada além da presença física. Nada além do corpo negro, em quantidade e forma inaceitável para aquele lugar, território de gente branca, de fala contida, de roupa adequada.
E a fila indiana; e as mãos na cabeça; e o corpo sem roupa, como que a explicitar cicatrizes nas costas ou marcas de ferro-em-brasa, para que assim não se questione a captura.

28 comentários:

Anônimo disse...

Roberto, em que país vc vive? Vc não possui nenhum tipo de segregação, por menor que seja?

Somos um país livre de preconceitos?

Já experimentou vestir-se mal e ir a um shopping e tentar comprar algo em uma loja de "renome" ?

Ja experimentou ficar barbudo e sair sem camisa, de bermuda aparecendo o "cofrinho" e havaianas no pé?

Tente entrar numa concessionária vestido de forma toda "fulustreca" e veja se não chegarão ao ponto de dar-lhe um "cai fora" rapidinho.

Concordo que há exageros, preconceitos, abuso de poder, mas somos sim, uma sociedade altamente segregadora, afinal, somos humanos, portadores das mazelas sociais que nas rodas dos altruístas, são tradas como tese de doutorado, mas que na realidade, transborda a falta de decência simplesmente, pelo uso de um boné, camisa de tipe, cordão no pescoço, forma de falar, gosto musical, etc e tal.

Aqui mesmo em nossa cidade, vemos isso a toda hora, até mesmo no maior teatro público de nossa cidade, que sempre está fechado ao povo, pois até hoje, não v~i a população, povão, se esbaldar com uma apresentação que seja aberta ao mesmo.

A elitização do "sabe com quem vc está falando" é assustadora e veos isso, livremente nos jornais, nas revistas, nas novelas, nos comerciais, enfim, somos uma sociedade doente, demente e deprimente, cheia de gente que em sua essência, está distante se ser humana.

p.s.: Se meu sobrinho crescer e trocar o Pink Floyd pelo funk, ficarei desapontado por tamanho assombro.

Anônimo disse...

Roberto, em que país vc vive? Vc não possui nenhum tipo de segregação, por menor que seja?

Somos um país livre de preconceitos?

Já experimentou vestir-se mal e ir a um shopping e tentar comprar algo em uma loja de "renome" ?

Ja experimentou ficar barbudo e sair sem camisa, de bermuda aparecendo o "cofrinho" e havaianas no pé?

Tente entrar numa concessionária vestido de forma toda "fulustreca" e veja se não chegarão ao ponto de dar-lhe um "cai fora" rapidinho.

Concordo que há exageros, preconceitos, abuso de poder, mas somos sim, uma sociedade altamente segregadora, afinal, somos humanos, portadores das mazelas sociais que nas rodas dos altruístas, são tradas como tese de doutorado, mas que na realidade, transborda a falta de decência simplesmente, pelo uso de um boné, camisa de tipe, cordão no pescoço, forma de falar, gosto musical, etc e tal.

Aqui mesmo em nossa cidade, vemos isso a toda hora, até mesmo no maior teatro público de nossa cidade, que sempre está fechado ao povo, pois até hoje, não v~i a população, povão, se esbaldar com uma apresentação que seja aberta ao mesmo.

A elitização do "sabe com quem vc está falando" é assustadora e vemos isso, livremente nos jornais, nas revistas, nas novelas, nos comerciais, enfim, somos uma sociedade doente, demente e deprimente, cheia de gente que em sua essência, está distante de ser humana.

p.s.: Se meu sobrinho crescer e trocar o Pink Floyd pelo funk, ficarei desapontado por tamanho assombro.

evandro gomes disse...

do DCM, segue o artigo:
Extermínio da juventude negra brasileira equivale a mortes na guerra no Afeganistão
Postado em 3 de December de 2013 às 8:54 am

A cada três assassinatos cometidos no Brasil, dois são de jovens negros de 15 a 24 anos de idade, revela o Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano (Cebela).

No total, incluindo negros e não negros, foram mais de 660 mil jovens mortos em duas décadas, um aumento de 207% no período de 1980 até 2011.

O número de mortos nessa faixa etária é maior do que as vítimas de conflitos armados em outros países, como o Afeganistão, considerando apenas os dados de 2004 a 2007.

A discriminação e o preconceito racial são fortes componentes destas estatísticas. Há jovens vítimas da atuação de uma polícia repressora e mal preparada, outros que se envolvem na criminalidade por conta do tráfico de drogas e, sobretudo, há aqueles que permanecem socialmente excluídos, vivendo sob o ciclo de pobreza que ainda afeta a população negra brasileira.

Saiba Mais: Unisinos

Anônimo disse...

eu estava no shopping no momento, não era baile funk, como de costume todo final de tarde os jovens se reúnem no píer, para entre outras coisas fazer uso de entorpecentes, nesse dia a policia chegou e foi fazer uma averiguação pois era muito tumulto e algazarra, quando eles entraram correndo pelo shopping e alguém gritou que era arrastão.
a policia entrou no shopping pois o tumulto que já era grande devido as compras de natal se tornou um caos, gente correndo e se escondendo nas lojas, crianças chorando, enfim imagine você em um local fechado e considerado seguro, ver um bando de pessoas correndo em varias direções e ouvir a palavra arrastão, imagine o caos. E somente para lembrar não havia " uma gente preta, pobre e funkeira" , havia um grupo de pessoas que entraram correndo e se pensou que fosse um arrastão.

Roberto Moraes disse...

Não se trata apenas de preconceito. Infelizmente é mais que isto.

A sociedade apartada e higienizada é um delírio autoritário da elite desta civilização que fazemos parte.

Por mais que se negue o estranhamento é pela diferença, pelo desigual que pelo discurso da democracia liberal teria os mesmos direitos, porém, o caso evidencia que uns tem mais direitos que os outros. No caso o direito de se sentir seguro, mesmo que o(s) outros(s) não estejam fazendo ameaças, que no caso são subjetivas e fruto, esta sim da intolerância e da violência, que estão num nível superior ao do preconceito.

Se nada faziam e o caso como sempre era de "averiguação" a imagem da foto, mais que os dois vídeos da matéria trazem evidências que reforçam a opinião acima.

Precisamos refletir sobre que civilização estamos construindo.

Que nação se deseja e se está construindo.

Além disso, é preciso ir para além dos diagnósticos.

Anônimo disse...

Muito infeliz o texto desse tal de Douglas Belchior.
Pelo que a foto mostra, tem mais brancos no chão com as mãos na cabeça que negros bem vestidos do outro lado assistindo a cena de "racismo".
Não entendo como alguém publica um texto com uma imagem que desqualifica seu próprio pensamento.
Não se trata de negros, mas de funkeiros que escutam músicas que exaltam as drogas, armas, tráfico, promiscuidade... sejam negros ou brancos.

Anônimo disse...

Agiu muito bem a polícia do ES!

Se antecipou aos acontecimentos. Evitou um potencial arrastão.

Entra um bando de pessoas vindo de consumo de entorpecente e vai ficar quieta? E não venham com esse papo furado de discriminação racial. Não tinha somente pretos, haviam muitos brancos também.

Se a polícia do RJ fosse mais rápida e competente, não estariam ocorrendo os arratões na praias do Rio; e também no centro de Campos, como aconteceu há alguns dias, quando um bando assaltou uma mulher.

douglas da mata disse...

Roberto, defender a Democracia é atuar para que ela existe até para quem não acredita nela, como estes imbecis racistas aí de cima...

Mas ficar debatendo com estes beócios, aí já é auto-imolação...

Pare de jogar pérolas aos porcos,meu amigo...

Olhe só ou que eu li aqui:

Bem, jovens pretos "usando entorpecentes" nas ruas não pode, mas se encharcando de álcool, energéticos e outras bombas estimulantes nas praças de alimentação dos shoppings, aí tudo bem...

Daí a afirmar o que não sabe (porque pelo que sei o comentarista não apresentou nenhuma estatística ou dado oficial de apreensão de drogas ilícitas no local), e classificar o "outro" foi um pulo...

O outro idiota lá de cima, descreveu o racismo e a história humana de preconceito para "justificá-lo", do tipo: ah, Roberto, somos todos preconceituosos, então, mais um ou menos um caso não fará diferença...rsrsr...

Esta é uma modalidade sub-reptícia e cretina de racismo, mas muito eficaz, concordo...

O outro, questionou fotos e fatos narrados, tentando "misturar" a cor da pele para afastar o potencial racista da cena, chamou até alguns pretos bem vestidos (uau, que surpresa) para corroborar sua mensagem...

E por fim, o fascista aqui de baixo, o último...

Já concluiu e afirmou que o "bando" se propunha a "arrastar" e que "vinha de consumo de drogas" (embora a polícia tenha afirmado que não apreendeu nada irregular e que não houve prisões pro cometimento de NENHUM CRIME)

Provavelmente, eleitor do bolsonaro ou outro gorila do tipo...

Meu caro amigo, eu imagino que você publique tais comentários apenas para tenhamos a noção da doentia mentalidade que impera na classe mé(r)dia deste país, mas eu te peço que nos poupe dos tipos mais psicóticos...por favor...

Anônimo disse...

enquanto a policia dorme no ponto a bandidagem arrasta. Levam tudo

Anônimo disse...

Esse douglas da moita é um belo racista, assim como o douglas belchior.
Ora, se alguém não quer ser confundido com bandido, que não use tatuagem de bandido, não use gíria de bandido, não se vista nem se porte como marginal. Que não use corte de cabelo de traficante nem fique fazendo farra com funk em local público no horário que outros jovens, de bem, estão estudando, estagiando, trabalhando....

Anônimo disse...

A polícia tem motivos para ficar alerta.
No shopping Vitória, há cerca de três anos, um grupo armado, de forma surpreendente, assaltou uns vigilantes que faziam o transporte de valores saindo da agência do Banco do Brasil que existe dentro do shopping. Nesse episódio, um dos vigilantes foi morto a tiros pelos assaltantes; morreu dentro do shopping, na entrada da agência.

Anônimo disse...

Não entendi essa matéria. Na foto tem mais branco q negro, onde está o racismo? Se for preconceito social tudo bem, más racismo?

Comentarista das 12:14 AM disse...

Douglas da Mata:

Sou o comentarista das 12:14 AM e afirmo sentir um pesar com relação a tí, pois minha observação é de que seu comentário reflete apenas o tamanho de seu ego em sempre sempre e sempre achar que é e está acima de qualquer um que faça comentários no blog do Roberto.

Meu jovem, preste atenção: quando faço comentários querendo a opinião de outros comentaristas, faço dirigindo-me aos mesmos e meu comentário, foi feito ao Roberto Moraes, que pelo que sei, não é você.

Agora sim, pergunto a tí: você é um cidadão livre de preconceitos? Não possui nenhum de qualquer espécie, ou demonstra apenas ser preconceituoso com comentários aos quais afrontam o seu julgamento pessoal e "definitivo" sobre as coisas?

Você possui qualidades que estão acima de qualquer um que venha a postar comentários ao blog do Roberto?

Você é revisor gramatical ou revisor literário do blog do Roberto?

Rapaz, eu sinto que você é uma pessoa informada, uma pessoa que possui uma visão de mundo, uma visão ampla sobre política, uma visão contextualizada e pertinente, mas pessoalmente, não creio que caia bem tecer comentários e opiniões a respeito de comentários de terceiros e ainda defini-los como "imbecis", "racistas", "idiotas" e "fascistas":

"estes imbecis racistas aí de cima...";

"O outro idiota lá de cima";

"E por fim, o fascista aqui de baixo".

Creio que o espaço do blog do Roberto é democrático e tão democrático que o mesmo não censura certos comentários quando os mesmos venham a refletir a abertura de espaços para boas discussões, entretanto, penso que ao exprimir os seus pensamentos em seu comentário a respeito dos comentários alheios, você, Douglas da Mata, perde o sentido da discussão ao colocar-se num patamar crítico e altamente preconceituoso com relação ao posicionamento das opiniões diversas sobre a postagem do blog.

Todos nós, somos preconceituosos sim, em escalas maiores e diminutas, isso não pode ser negado, mas afirmar que os comentaristas sejam "imbecis", "racistas", "idiotas" e "fascistas" é algo a meu ver, digamos: "bola fora".

Douglas da Mata, me desculpe, mas você foi "bola fora".



Roberto Moraes disse...

O debate pessoal pouco ou nada me interessa.

O plano das ideias e do que os fenômenos representam para a esfera pública sim.

Por isto, não me importo, às vezes até prefiro, os comentários "anônimos". Eles podem refletir melhor o que as pessoas acham sem o filtro do "parecer ser".

Nesta linha, o Estado, na concepção "republicana" que imaginamos querer ser não pode ter o direito de tratar desigualmente as pessoas por "possíveis" e futuros "delitos" ou "desvios" como pode desejar determinados setores da sociedade.

Mesmo sabedor do caráter discriminatório de uma boa parte da população, não há como não me espantar com as manifestações expostas acima, a maioria considerando fato normal a ocorrência no estabelecimento comercial capixaba.

Naturalização de fatos como este evidenciam o caminho que parte da sociedade tem a pretensão que seja a realidade com a confirmação da captura do Estado para a consecução dos seus interesses, sem se importar com o tipo de civilização que estamos construindo.

Nesta linha, a barbárie é só uma questão temporal.

Não há mediação possível em pretensões tão exclusivistas e apartadas, próxima da servidão, quase feudal.

Vendo isto, olhando outras plagas, não me espanto que jovens espanhóis ressuscitem Franco como líder e referência de suas atuais concepções de mundo, como se estas pudessem lhes dar o que as conquistas, do Welfare, arrancado à força e sob muitas mortes, State pós-guerra, estão sendo lhe tiradas pela concepção liberal (com ou sem o prefixo neo) que em nome do indivíduo, pouco se importa com o outro, e muito menos pensa no coletivo e menos ainda em civilização e riscos da barbárie, que teríamos todos, a obrigação cívica de evitar.

Tempos estranhos.

Porém, enfrentáveis.

Sigamos em frente.

Comentarista das 12:14 AM disse...

Roberto: Bola dentro!

Abraços!

Bruno disse...

A de saber, que naquele local o que podemos ali verificar e apologia ao crime, pessoas armadas, tráfico e consumo de drogas, orgias e sexo explicito, consumo excessivo de bebidas alcoólicas entre outras... Vamos pensar!!! Será que você frequentaria esse local ou deixaria sua filha (o) participar dessas "festinhas" somente um simples baile funk como muitos acham. Eu vou além, será que você teria coragem de passar por perto deste local sem nenhum temor ou medo de ser assaltado ou sequestrado ou coisa parecida... Qual será sua resposta. eu acho que é NÃO... Então vamos pensar antes de escrever, vamos ver os dois lados da moeda... Mas vamos lá.
Queria vê se um deste corpos negros ou melhor, "pobres coitados", assim denominado neste blog fizesse sua família refém, tivesse abusado do seu filho, da sua esposa ou outro familiar seu... se um desses indivíduos entrasse em seu estabelecimento coloca-se a arma na sua cabeça e tivesse roubado tudo que você conquistou e/ou melhor e se no momento da fuga eles atirassem e vindo atingir a você ou alguém que tanto ama. Qual seria sua reação ou sua atitude? Pois bem , Victor Hugo já dizia "QUEM POUPA O LOBO, SACRIFICA A OVELHA". Poderia continuar mas vou parar por aqui...

Anônimo disse...

O preconceito, a segregação, é com relação a brancos pobres também.

Dificilmente, ou nunca, um cidadão branco,mal vestido, mal trapilho, sem camisa, irá adentrar num ambiente, em que a sociedade elitista, exige padrões diferentes dos citados.

Vá vi cidadão branco, totalmente desleixado, ser preterido, por um cidadão negro, cujos trajes eram considerados ideal, pela nossa sociedade, discriminadora. Então não só somente a cor a raça, mas as vestimentas, que o cidadão ostenta.

Anônimo disse...

Boa, anônimo das 4:10PM.
Professor, sou seu fã, mas não concordo com a visão do Belchior, da qual corroboras. Nesse caso especificamente não se trata de racismo, mas preconceito e discriminação.

douglas da mata disse...

Roberto, meu filho, o débil mental das 12:14 não entendeu absolutamente nada do que você disse...Mas desprezemos este tipo, e me dirijo a você:

Concordo plenamente que o debate ad hominem é pouco produtivo, mas veja só:

Como se tratam de "anônimos", podemos chutar-lhes o rabo sem pena, porque afinal de contas, não há uma pessoalidade expressa ali, mas apenas uma posição, neste caso, fascista e racista, que deve ser combatida com todo vigor e força...

Veja que a medida que os comentários se somam, o nível só vai piorando e revelando um viés assustador de ódio, que às vezes se expressa diretamente, outras, vai de contrabando em teses da inexistência do racismo, ou de que há tanta discriminação contra brancos como em relação a negros, ou enfim, que o racismo é inevitável...

Tenebroso...pedagogicamente tenebroso...

Alguns comentários beiram ao crime de injúria racial...

Abraços...

Anônimo disse...

Não se iludam.

O Douglas pode falar o que quiser neste blog que o Roberto publica. Pose insultar todos, que e ele publica.

Mas muitas respostas dadas ao Douglas o Roberto não publica. O Roberto censura respostas. Protege o Douglas.

Não sei se é porque ambos são petistas. O fato é que o Roberto censura respostas dadas ao Douglas. Ontem mesmo, ao menos uma resposta dada ao Douglas neste post não foi publicada.

Anônimo disse...

Agiu muito bem a Polícia do ES.

Se antecipou aos fatos. Não houve crime? Ora, porque a polícia se antecipou.

A polícia do RJ deveria ser mais competente e agir como agiu a polícia do ES.

Anônimo disse...

Douglas: "Bola fora".

Prof. Isaac Esqueff disse...

Professor Roberto Moraes, saudações... Eu li esta postagem e também os vários comentários pertinentes a mesma e sinceramente, não compreendo a intempestividade nesta discussão.

É até complicado dizer se houve exagero ou não no fato do shopping Vitória, pois corro o risco de ser mal interpretado, visto os posicionamentos aqui.

Aqui no Brasil, há um "entendimento" de que quando a polícia age preventivamente, ela é exagerada; quando não age é omissa e pergunto: Agir de forma preventiva a um possível incidente com proporções impensadas para salvaguardar a segurança da coletividade é algo que fere os direitos humanos?

Daqui há pouco, ser parado em blitz policial ou da "lei seca" vai ser encarado como abuso de poder, simplesmente pelo fato de ser parado.

E os moldes da polícia americana, sua forma de agir é exagerada, ou pode ser classificada como "abusiva"? Por exemplo: um meliante em fuga nos EUA ao acidentar-se, antes de ser levado ao atendimento médico, ele é preso e algemado. Existe abusividade nisso? Não estaríamos aqui, mais condizentes com o excesso de "direitos humanos", principalmente para aqueles que não respeitam os limites da vida em sociedade?

Aqui as Leis deveriam ser mais duras ou deveriam ser aplicadas?



douglas da mata disse...

Professor Isaac Esqueff,

Com todo o respeito a sua enorme contribuição ao ensino, principalmente, no quesito educação física, sendo a natação sua predileção e especialidade.

Como ex-aluno, rendo-lhe minhas homenagens...

Sobre polícia e policiamento, racismo, o senhor não entende absolutamente nada, e isto não é uma ofensa, é antes uma constatação, porque a sociedade brasileira (onde o senhor está confortavelmente inserido), desde as elites até a população mais pobre, passando pela classe mé(r)dia foi "treinada" a não enxergar o racismo e suas manifestações...

Cada classe, por óbvio, o faz por um motivo distinto, e expressa o racismo de forma distinta...

Os ricos, e os médios, para manter seu status, os pobres, para manter sua sobrevivência...

Se não fosse assim, não temos como explicar que mesmo depois de quase 150 anos da abolição, 2 em cada 3 jovens (19 a 24 anos) mortos (são 50 mil/ano) sejam negros, e 60% dos presos sejam negros, semi-analfabetos e com renda até 3 salários...

A não ser que o senhor acredite em alguma maldição divina ou genética, só o racismo explica estes números...

A sua denominada ação "preventiva" acontece "todos os dias" em cada periferia deste país, e muito me dói admitir que parte do extermínio de jovens pretos neste país, tem como resultado o trabalho de "limpeza extra-judicial" da polícia...São os chamados "autos-de-resistência".

É um misto de "treinamento ideológico" e medo, o que nos faz rejeitar enxergar a realidade como ela é...
E assim buscamos, como se fez aqui neste blog neste tema, uns por cinismo, outros por sadismo, e alguns como o senhor (acredito que por suposta ingenuidade)disfarçar o racismo por vários nomes, menos o seu verdadeiro...

Com todo respeito, ao senhor, porque os demais aos quais o senhor se irmanou conceitualmente, são uns idiotas...

Douglas Barreto da Mata.
Inspetor de Polícia Civil, 5ª classe.

Outros dados:
Polícia Civil, instituição fundada em 1808, como Intendência Geral de Polícia por D.João VI, para "acalmar" a corte portuguesa branca recém-chegada com a presença de tantos "negros" nas ruas do Rio de Janeiro.

Em 1809, criou-se a Intendência Geral de Polícia Fardada, o que hoje é a PMERJ.

Em 1854, de acordo com o Almanaque Mercantil de Campos dos Goytacazes, disponível na Hemeroteca da Biblioteca Nacional, a nossa cidade tinha 37.000 escravos para um população de 55.000 homens livres...A maior proporção do país.

Talvez aí, a razão de tanto ódio, inclusive o escamoteado...

Prof. Isaac Esqueff disse...

Inspetor Douglas da Mata, apenas uma correção importantíssima e pertinente pelo amor de Deus:

Você trocou as pessoas, houve uma confusão, um equívoco.

Eu nunca lecionei tendo você como meu aluno, uma vez que eu me recordo de todos. Sou Isaac Esqueff, professor de educação física e minha especialidade é Educação de Jovens e Adultos e fora isso, sou guitarrista de blues nas horas vagas.

O amigo professor ao qual você saudou como seu antigo professor é outra pessoa, possivelmente, o Prof. Isac Ventapani da Ora, que sempre atuou na área da natação em nossa cidade, ao qual eu mando lembranças por também ter sido seu aluno há mais de 30 anos.

Como diz o Prof. Roberto Moraes: sigamos em frente!


Anônimo disse...

Ihhhh, o bola fora é polícia?

É por essas e outras que no RJ tem arrastões ao montes e no ES não tem.

Acho que vou me mudar para o ES. Lá me sentiria mais seguro.

Anônimo disse...

Não é só arrastões não.

os assassinatos e tentativas estão correndo solto por Campos também.

Ontem à noite uma mulher foi atingida a tiros em plena Praça São Salvador.

Estão passando dos limites. Os vagabundos fazem o que querem, não se intimidam com mais nada!!!

Acorda Polícia!! Façam alguma coisa!!!

Anônimo disse...

Caracas... O Da Mata se superou: confundiu os professores! Totalmente bola fora!!!!!!!