segunda-feira, abril 28, 2014

Nike, marca americana produz pelo mundo atrás de maiores lucros

A empresa americana criada em 1944 hoje é apenas uma marca dos EUA. Na época 96% dos calçados esportivos que consumia era importado. Hoje este percentual é de apenas 2%.

Para ampliar seus lucros a empresa passou a produzir em outras partes do mundo buscando mão de obra barata e fábricas que produzissem seus produtos, cuidando apenas da marca.

Para isto passou a patrocinar atletas de alta performance, ídolos dos principais esportes, para manter o prestígio da marca, enquanto explorava o trabalho em pontos distantes do planeta, os mais conhecidos foram Michael Jordan do basquete e Ronaldo no futebol, até hoje, mesmo não sendo mais atletas são patrocinados vitalícios da marca.

Com as seguidas denúncias contra esta exploração de condições indignas de trabalho, com risco à saúde, trabalho infantil, carga horária excessiva e o incêndio numa base em Bangladesh, a marca tenta evitar um colapso de vendas, por conta das pessoas começarem a vincular a marca a esta realidade.

Nesta linha, a empresa tenta ser transparente e pela primeira vez divulgou a localização e o número de funcionários de fábricas que trabalha para a marca por país. É a primeira varejista a fazer isto. Como se pode ver no quadro abaixo divulgado pelo jornal americano Wall Street Journal divulgou o mapa abaixo.



















A Nike tem hoje em mais de 1 milhão de funcionários trabalhando em 367 fábricas produzindo para sua marca, sendo que cerca de 80% estão concentrados no Vietnã (31%); China (25%) e Indonésia (17%). Segundo o infográfico, no Brasil seriam 55 fábricas e 22,5 mil funcionários.

Interessante observar que não há nenhuma fábrica produzindo para a Nike nos EUA.

Isto é a realidade pós-moderna, após a grande reestruturação produtiva mundial, onde o custo de mão de obra é um dos menores custo dos produtos comercializados no mundo. Enquanto isto há quem julgue que os produtos da marca gere algum símbolo ou status.

2 comentários:

Leonardo Cordeiro disse...

comprei uma jaqueta penalty, brasileira, quando vi a etiqueta, rs, made in china...

Felipe de Souza disse...

Excelente matéria Roberto. A busca pelo menor custo da produção envolve o trabalho infantil, a exploração do trabalhador, condições precárias de trabalho, busca por legislação ambiental frágil, matérias primas baratas, vantagens no terreno e em impostos, e, chamamos tudo isso de desenvolvimento.