segunda-feira, novembro 21, 2011

Siderúrgica Ternium pode adiar projeto no Açu

O empreendimento é do braço siderúrgico do grupo ítalo-argentinoTechint e recebeu em outubro passado, a Licença Previa (LP) e aguarda a Licença de Instalação (LI) que cuja previsão da empresa é de que esta sairia no final deste ano, início de 2012.

A informação sobre a possibilidade do adiamento do investimento no Açu veio à tona na última sexta-feira, quando os investidores da Ternium anunciaram o interesse em pagar R$ 5,2 bilhões para entrar na sociedade da siderúrgica mineira Usiminas, que é controlada pela Nippon Steel, nas ações que hoje pertencem à Camargo Corrêa e Votorantim.

Estes R$ 5,2 bilhões é exatamente o preço do investimento inicial para a construção da siderúrgica no Açu, sobre a qual os investidores dizem que “ainda não bateu o martelo”.

A Tecnint tem três siderúrgicas na América do Sul, duas no México e uma na Argentina, mais outra nos EUA. A oferta para aquisição de parte da Usiminas feita pela família Rocca, dona do grupo Tecnhint, foi considerada muita elevada.

A siderúrgica da Ternium no Açu foi projetada para as instalações no Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB). A LP autorizou a produção de até 8,4 milhões de toneladas de aço bruto por ano. O projeto aprovado contemplou uma pelotizadora e uma planta siderúrgica integrada para produção de aço em placas e laminados.

Para a liberação destas licenças, a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) coordenou duas audiências pública nos dias 7 e 8 de junho de 2011 em que foram apresentados e discutidos o EIA/Rima Estudo/Relatório de Impacto Ambiental da siderúrgica.

Todas estas negociações apontam para um interesse imediato do grupo Tecnint, em suprir mais rapidamente, os laminadores de sua usina mexicana, que atualmente está parcialmente ociosa.

A entrada na sociedade da Usiminas, ainda não fechada, poderá adiar a decisão da construção da siderúrgica no Complexo do Açu, que o grupo EBX, já dava como certa, através dos relatórios de prestação de contas, da sua empresa de logística, LLX.

Comentário do blog: Este e outros fatos apontam que dos empreendimentos planejados em memorandos de entendimento para o Complexo do Açu, os que estão andando mais celeremente, são aqueles relacionados à exploração de petróleo. Este são os casos do estaleiro da OSX do próprio grupo EBX que prevê a construção de cerca de 40 plataformas para a sua empresa de exploração de petróleo OGX , dos contratos recém assinados com a dinamarquesa NKT, fabricante de tubos flexíveis e com a francesa Technip também do mesmo setor, ambas previstas para se localizar na área próxima ao Terminal TX2, destinado às empresas de apoio às atividades off-shore. É também possível identificar que o término da construção do porto do Açu e sua retroárea, já foram adiados para 2011, 2012 e agora 2013.

Acompanhemos os desdobramentos que, como se pode ver, por se referir a investimentos globais e de grande massas de capitais, com interesses e pernas em diversos países e continentes, o mesmo pode ser alterado conforme as ondas e marolas do “mercado”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto a BR 101 não for duplicada, dificilmente os empreendimentos previstos para o Porto do Açu vão deslanchar
O ritmo das obras de duplicação da BR 102 estão demorando muito.

A BR 101 é um gargalo. As viagens estão demorando cada vez mais. os acidentes interrompendo a estradas são quase que diários. E as próprias operações de manutenção estão causando congestionamentos, pois a estrada fica no "SIGA" e "PARE".

Os dirigentes, os executivos que decidem os investimentos sabem disso. Inclusive só visitam a região vindo de avião.

Jornalista_Duplicado disse...

Vir de avião pra chegar tremilicando com o teco teco disponivel é dose tambem, anonimo das 2:29h.

Fato é que, fora os que circulam de helicoptero, uma hora vc vai acabar numa procissao de Sao Cristovao, quer queira, quer não, afinal, a estrada q vai para o Açu parece a Formula Truck, que passa nas tardes de domingo, na Band.

Juro que nao torço contra, mas, nao sei porquê, eu sempre fico com uma pontada no coração de receio de que isso tudo ainda vai acabar num imenso elefante branco - e , como estamos no Brasil, nós, contribuintes, é que pagaremos a conta.

Anônimo disse...

Ahahah!

Realmente, parece a Fórmula Truck.