terça-feira, setembro 22, 2015

As sonegações e os esquemas das corporações globais

Interessante observar que as corporações transnacionais aparecem cada vez mais em esquemas de desvios, sonegações e corrupção.

Muitas até já instalaram suas sedes em paraísos fiscais para fugir de tributos e até de questionamentos judiciais.

O caso da Siemens e agora da Volkswagem na Alemanha e da GE e Chevron os EUA são apenas exemplos de como funciona o esquema.

No Brasil se estima que 80% das sonegações fiscais são feitas nas chamadas "manobras comerciais" estudadas e sugeridas pelos grandes escritórios de advocacia que ultrapassariam a US$ 30 bilhões, em favor as grandes empresas, especialmente, as multinacionais que se aproveitam desta arquitetura global que facilitam as evasões, sinônimo de sonegação.

Evidente que é mais fácil, no Brasil e nos demais países, e sempre, atribuir as culpas ao poder político que elas mesmas controlam, com seus generosos financiamentos eleitorais e com pressões feitas com o uso da mídia comercial, quando seus interesses são contrariados.

Assim, a lógica do poder na democracia ocidental capitalista vai seguindo com esta "combinação tóxica", em meio ao desconhecimento da maioria da população sobre estes complexos processos distantes da sua compreensão e que se situam numa escala global e ampliada.

A maioria não tem interesse em acompanhar e nem entender este processo. Isto não significa que estes problemas não existam e tenham influência sobre o nosso cotidiano, no locus em que vivemos (cidade ou estado), onde as disputas são mais concretas, mas, sobre questões que pouco alteram o rumo das coisas.
PS.: Atualizado às 16:36 para pequena ampliação do texto.

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