quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Grupo EBX atende entrevista ao blog

O blog em contato com o grupo empresarial EBX, apresentou o interesse em fazer uma entrevista, que pudesse trazer informações aos seus leitores e colaboradores.
O grupo EBX rapidamente se manifestou à disposição para responder às indagações e indicou o diretor de Sustentabilidade, e membro do Conselho de Administração, Paulo Monteiro, para dar aos leitores deste blog, a visão e as informações sobre a atuação do grupo na região Norte Fluminense, confirmando na prática, o interesse numa interlocução com a sociedade, no que diz respeito à instalação do Complexo Logístico Industrial do Porto do Açu (CLIPA). Paulo Monteiro Barbosa Filho é diretor de Sustentabilidade e Presidente do Conselho Ambiental e Social do Grupo EBX, além de diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente da MPX. Graduou-se em Engenharia Elétrica, pela Pontifícia Universidade Católica de Petrópolis, com MBA em Gestão e Planejamento Estratégico. Tem 27 anos de experiência no setor elétrico. Desde 2001 é responsável pelo planejamento estratégico de energia do Grupo EBX. Paulo Monteiro foi ainda diretor executivo da Enersul S.A., responsável pelo desenvolvimento de plano estratégico do parque de geração de energia elétrica, bem como de estudos e negociações para implantação da empresa de gás do Mato Grosso do Sul. Foi consultor da Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul e das indústrias de base. O blog inicialmente acertou uma entrevista com um rol de cerca de dez perguntas, mas ao elencar os temas importantes de serem esclarecidos sobre a atuação do grupo EBX para a região, acabou ampliado o universo para um total de 18 indagações, por identificar que há diversos pontos que ainda são pouco conhecidos e explicados para a comunidade regional. O grupo EBX atendeu ao que foi apresentado, respondendo a todas as perguntas, embora, tenha, digamos, se esquivado com delicadeza, de enfrentar alguns dos temas propostos. De toda a forma, a entrevista a seguir ajuda sobremaneira, a que nossa comunidade conheça e se aprofunde na proposta do empreendimento do Complexo do Açu que pode mudar radicalmente, para o bem ou para o mal, ou, um tanto para um como para outro a realidade da nossa região. O blog compreende que só a informação, o diálogo e as negociações e regulações entre empresa, comunidade e gestão pública pode reduzir os impactos negativos e potencializar as oportunidades que o CLIPA poderá trazer para todos. Assim, acompanhemos a entrevista ao grupo EBX:
"O Grupo EBX, tendo em vista o grande investimento em andamento na região, se sente responsável por comunicar-se diretamente com a sociedade de modo geral."
Blog: O grupo confirma a tese de que a localização do empreendimento no Açu deveu-se, basicamente, ao fato desta ter sido a única área disponível (e a preço barato) de todo o litoral na região Sudeste, para o empreendimento que exige extensa área? Grupo EBX: Devido à vocação portuária da região, a LLX deu início à construção do porto de minério de ferro que, posteriormente, veio a se transformar no Superporto do Açu. Por conta deste projeto inicial e da capacidade de atração de investimentos, a LLX adquiriu áreas na região.
"Empresas do século XXI não podem ter os vetores ambiental e social apenas como metas a serem atingidas. É preciso que seja uma vocação, que esteja no DNA da corporação" Blog: Pelo que consta, a definição de que a fazenda Caruara (de aproximadamente 5 mil hectares) - uma das duas inicialmente adquiridas pelo grupo - para ser área de preservação permanente se deveu a exigência do Inea e não a uma decisão do grupo. O que tem a falar sobre isto? Grupo EBX: Por decisão exclusivamente voluntária do grupo, será criada uma RPPN na área da Fazenda Caruara. O pedido formalizado ao INEA no último dia 18 de fevereiro. Quando formalizada, a Reserva Particular de Patrimônio Natural Fazenda Caruara será uma das maiores RPPNs de restinga, um dos principais ecossistemas da Mata Atlântica. O Grupo EBX identificou uma oportunidade de recuperar e manter esta área protegida e com manutenção das espécies nativas.
"A EBX iniciou um novo estudo que será apresentado ao INEA até o final de março que vai englobar toda a infraestrutura necessária para a instalação do Distrito Industrial, assim como a sinergia entre os impactos".
Blog: Como o grupo explica a falta de sinergia nos projetos do grupo que foram chegando ao conhecimento da população de forma avulsa e estanque? O que será ou está sendo feito para superar esta situação? Grupo EBX: Em 2008, o Grupo EBX realizou, de acordo com o cenário da época, uma primeira avaliação ambiental estratégica no território. Recentemente, ao analisar as possibilidades de instalação de outros tipos de indústrias e empreendimentos, a EBX iniciou um novo estudo que será apresentado ao INEA até o final de março. O estudo de impacto ambiental vai englobar toda a infraestrutura necessária para a instalação do Distrito Industrial, assim como a sinergia entre os impactos. Blog: Você tem dito por diversas vezes que os investidores capitaneados pelo grupo EBX, já têm incorporado no seu DNA, a concepção de que cerca de 15% dos investimentos devem ser reservados para a questão ambiental e social. Se o investimento for de US$ 5 bi, os 15% alcançariam a quantia de US$ 750 milhões, se for de US$ 30 bi, 15% daria US$ 4,5 bi. Como isto se dará na prática? Como serão feitas as escolhas, sem considerar as exigências já constantes da mitigação e compensação ambientais e sociais definidas e determinadas no processo de licenciamento? Grupo EBX: Todos os empreendimentos do Grupo EBX possuem em seu modelo econômico uma série de investimentos socioambientais que independem das obrigações legais. Estamos implementando no Açu o conceito de Gestão Integrada do Território – GIT – por que entendemos que uma empresa do século XXI não pode se preocupar apenas com o terreno onde será implantado o empreendimento, mas com todo o território ou região onde se localiza. Empresas do século XXI não podem ter os vetores ambiental e social apenas como metas a serem atingidas. É preciso que seja uma vocação, que esteja no DNA da corporação. É isso que trazemos no DNA do Grupo EBX. Blog: O EIA/Rima do Estaleiro da OSX traça dois cenários de crescimento populacional. Um prevê em 2015 uma população em SJB de 732 mil habitantes e em Campos 1,1 milhão de habitantes. O outro estima uma população de 299 mil habitantes em SJB e de 751 mil habitantes em Campos. Com qual delas o grupo efetivamente trabalha? Com explica as contradições dos números na sua relação com a PEA (População Economicamente Ativa). Grupo EBX: O EIA/RIMA da Unidade de Construção Naval da OSX considera dois cenários para diversos aspectos, o de operação plena do Complexo Industrial do Superporto do Açu (longo prazo) em 2025, e o de evolução da construção e operação do Complexo Industrial do Superporto do Açu (curto/médio prazo), isso explica a diferença entre os números expostos. Os dois cenários devem ser considerados como possíveis, levando em conta que estes são cenários estabelecidos em função do desenvolvimento das fases de implantação e operação do Complexo Industrial do Superporto do Açu. Essa estimativa leva em conta também a migração de mão-de-obra não qualificada atraída pela possibilidade de obtenção de emprego, daí a contradição dos números em relação à PEA. Blog: Nas audiências públicas do estaleiro da OSX você, representando o grupo EBX, citou a questão do alto número de homicídios em Campos (na faixa de 280 assassinatos por ano) maior, proporcionalmente, do que na região do Complexo do Alemão no Rio. Como julga que os empreendimentos do grupo podem melhorar este quadro, se pelas estimativas de emprego no EIA da OSX, a diferença entre o número da criação de novos empregos e a população em 2025 em Campos é possível identificar pela comparação com a PEA, uma desocupação ou desemprego, superior a 50 mil pessoas, número bem superior ao que existe hoje? Grupo EBX: Todos os empreendimentos do Grupo EBX que serão implantados no município de São João da Barra incrementarão significativamente a arrecadação municipal da região. Com este aumento, espera-se que o poder público invista não só em segurança pública, reduzindo o índice de criminalidade da região, mas também invista em outros serviços, oferecendo serviços de qualidade à população da região. Blog: O que pode dizer sobre a localização do condomínio “Cidade X”, seu processo de licenciamento e sua integração com a cidade de SJB? Grupo EBX: O condomínio que o Grupo EBX pretende construir no município de São João da Barra está em fase de concepção do projeto. A medida vai refletir no aumento da arrecadação e do efeito renda, armas do poder público de combate aos baixos índices de qualidade de vida. O Grupo EBX será mais um parceiro que se somará na união de esforços entre poder público, sociedade local e ONGs em prol da gestão integrada do território, cujo objetivo é construir soluções sustentáveis para o desenvolvimento de todo o território onde o Complexo Industrial do Superporto do Açu será sediado. Blog: Em reunião recente entre o governador Cabral, Eike Batista e a prefeita Carla Machado tratou-se da questão da área do Açu para a Codin, uma parte para o distrito industrial do município e ainda, uma estrada-parque ligando o CliPa ao balneário de Grussaí, por dentro da Reserva de Iquipari. O que está decidido sobre estas questões e ainda sobre as áreas a serem desapropriadas? Grupo EBX: O Distrito Industrial de São João da Barra foi criado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro visando o desenvolvimento econômico do estado e deste município. Desta forma, foi identificado que algumas áreas nesta região passariam por processo de desapropriação. Este processo está em andamento sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (CODIN). Quanto à “estrada-parque”, ainda não há definição sobre sua criação.
"A modalidade em que será implantado o Corredor Logístico (aberto ou fechado), bem como se este será objeto de concessão com a instalação de praças de pedágio ainda serão discutidas oportunamente pelo Governo do Estado"
Blog: O Porto do Açu terá também como objetivo atuar como “hub-port” para distribuir, por navegação de cabotagem, cargas para outros portos brasileiros? Grupo EBX: A LLX, foi criada com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Desta forma, seus projetos possuem localização estratégica e profundidade adequada aos maiores navios, utilizando a mais moderna tecnologia portuária. Isso resulta em operações eficientes e de baixo custo, inclusive, com diminuição de gargalo logístico nos portos do país.
Blog: Como vê o gargalo da incapacidade da BR-101 e as dificuldades com a ligação ferroviária para a montagem da modal com o corredor logístico? Este corredor seria para uso de toda a população ou apenas do grupo? Haverá pedágios? Grupo EBX: O Corredor Logístico é um conceito utilizado para concentrar a infraestrutura de transporte e energia num único eixo, simplificando seu processo de instalação, operação e manutenção. A modalidade em que será implantado (aberto ou fechado), bem como se este será objeto de concessão com a instalação de praças de pedágio ainda serão discutidas oportunamente pelo Governo do Estado. Quanto à dificuldade com a ligação ferroviária, este assunto é discutido atualmente com a proprietária do ramal de interligação com o Corredor Logístico.

"Cláusula de confidencialidade em alguns contratos que não permitem a divulgação dos nomes da empresa em negociação".

Blog: Os projetos da OGX e da UTP (Unidade de Tratamento de Petróleo) podem gerar acordos e negócios com a Petrobrás? A visita de Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, às obras do CliPa teria esta expectativa? Grupo EBX: A LLX possui cerca de 70 memorandos de entendimentos com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. São empresas de diversos setores: petróleo, automobilístico, tecnológico, entre outros. No entanto, há uma cláusula de confidencialidade em alguns contratos que não permitem a divulgação dos nomes da empresa em negociação. Blog: Há ainda, aqui na região e também fora, grandes desconfianças sobre o grupo empresarial e seus investimentos no Açu. Muitos falam sobre o forte marketing do grupo que fariam suas ações subirem para a venda, saindo depois dos projetos. Nesta linha, diz-se que ao final, o grupo teria interesse mesmo, só na área de petróleo. Como responde a isto? Grupo EBX: O Grupo EBX desenvolve seus negócios de forma bastante transparente. Atualmente investimos nos setores de Mineração (MMX), Logística (LLX), Construção Naval (OSX), Energia (MPX) e Petróleo e Gás (OGX). Em operação, o grupo possui um empreendimento de mineração e em 2011 duas termelétricas iniciam suas atividades. Blog: O grupo EBX desde IIIª Conferência Local de Controle Social realizada, em dezembro, na Uenf, sobre o Complexo do Açu, impactos e oportunidades, passou a falar em Gestão Integrada do Território (GIT) e numa interlocução mais direta com a sociedade, instituições de ensino, a Rede Blog (objeto inclusive de um convite para visita especial ao porto). A razão disto seria a observação que a relação exclusiva com as gestões públicas locais é insuficiente? O grupo também observa a pouca, ou nenhuma integração, entre as prefeituras da região? Grupo EBX: O Grupo EBX, tendo em vista o grande investimento em andamento na região, se sente responsável por comunicar-se diretamente com a sociedade de modo geral. Os projetos são de grande visibilidade, desta forma, é fundamental a inclusão da sociedade representada por seus diversos setores na discussão sobre aspectos inerentes aos processos de licenciamento, implantação e operação destes empreendimentos e suas responsabilidades socioambientais. Blog: O grupo EBX vai efetivamente participar da viabilização do projeto de um hospital-escola na localidade do Cajueiro, no município de São João da Barra? Grupo EBX: O Grupo EBX avalia todas as possibilidades de investimentos e parcerias nas regiões em que atua. Blog: Como o grupo EBX vê a possível redução drástica do volume dos royalties para a região e o conseqüente aumento das demandas para as compensações sociais e de infraestrutura sobre o grupo EBX? Grupo EBX: As compensações sociais e ambientais já implantadas e as que são previstas para serem implementadas pelo Grupo EBX são, em sua grande parte, estruturantes para a região. A demanda por compensações existe e é incorporada aos projetos conforme seu desenvolvimento. Blog: Como vê a capacidade das instituições de ensino da região em dar conta das demandas de formação/qualificação e pesquisas para os projetos que o grupo desenvolve na região? Grupo EBX: As instituições de ensino da região já desenvolvem diálogo aberto com o Grupo EBX com a finalidade de compreender a demanda de cursos de formação/qualificação de profissionais para atender à demanda na região. Hoje, a empresa desenvolve parceria com diversas instituições, entre elas, Sesi, Senai, IFF, Uenf, Isecensa e outras universidades. Blog: Empreendimentos de grande porte trazem ônus e bônus em qualquer lugar. Será que este do Açu poderá ser diferente dos demais com ônus e bônus sendo repartidos entre a população e o investidores? Nesta linha, você acha que Eike e os demais investidores morariam na Cidade X? Grupo EBX: Atualmente o Grupo EBX realiza investimentos sociais e ambientais como, por exemplo, investimentos sociais na pesca, programas de qualificação profissional e criação da Casa do Diálogo em São João da Barra para receber as sugestões e críticas da população.
"O Grupo recebeu um voto de confiança da população por conta de seus investimentos estruturantes e de suas grandes possibilidades."
Blog: Todas as cidades ou regiões têm defeitos e virtudes. Após a convivência de mais de três anos em nossa região, na visão do grupo EBX, quais seriam nossos maiores defeitos e virtudes? O que mais surpreendeu o grupo? Grupo EBX: O Grupo recebeu um voto de confiança da população por conta de seus investimentos estruturantes e de suas grandes possibilidades. Procuramos responder a esta confiança com seriedade, parceria e responsabilidade socioambiental.

10 comentários:

Mendel disse...

Críticas a parte, bem ou mal o Grupo EBX está fazendo sua parte, investindo na região, fazendo com que sejam gerados empregos diretos, indiretos e principlamente renda.

E o poder público, está fazendo a sua?

Anônimo disse...

O Sr. Diretor entrevistado não respondeu a pergunta: "Como vê o gargalo da incapacidade da BR-101... "

Saiu pela tangente. Maus presságios. Ao que parece a duplicação da BR 101 está muito difícil de se concretizar.

Mas está em tempo ainda de responder, se quiser. Basta mandar uma mensagem, complementando a sua resposta.

Mas e aí? Como é que vai ficar? A BR 101 não suporta nem o volume atual do tráfego...

Sem a duplicação da BR 101 grande parte do complexo previsto para o Superporto do Açu vai ficar só no papel.

Aliá, fiquei curioso. Como faz o Sr. entrevistado para acompanahar as obras do Açu? Ele vem pela BR 101? Ou vem por via aérea?

Mendel disse...

O Sr. Diretor vem de avião, claro.

Semanalmente o jatinho Gulfstream de Eike é visto pousando e decolando do aeroporto de Campos.

O que aliás, é muito bom, porque até mesmo a TEAM Linhas Aéreas deixou a população a mercê a "1001 Linhas Terrestres".

Anônimo disse...

Roberto parabéns pela iniciativa, mas esse diretor é um "vaselina"

Anônimo disse...

So falta agora depois de muitos proprietarios terem suas terras desapropriadas terem ainda que pagar pedágio...melhorias não esta sendo feita para a população ,mas sim em benefício do grupo Ebx.
VERGONHA A PREFEITURA APOIAR ESSA POSTURA DO GRUPO.

Herval Junior disse...

Parabéns pela excelente entrevista, Roberto.
Embora o diretor de sustentabilidade do Grupo EBX tenha saído pela tangente em diversas indagações, ficou claro , apesar dos esforços da empresa e de nossas instituições educacionais, o grande impacto de exclusão socio-econômica de nossos despreparados trabalhadores que durante um século ficaram à mercê das pobres indústrias de transformação sucro-alcooleira, do extrativismo mineral (calcário), da pesca artesanal , das indústrias ceramistas e por último , nas duas últimas décadas , da péssima educação pública municipal e estadual.
Educação municipal essa que ,produziu em larga escala, verdadeiros analfabetos funcionais , por conta da famigerada promoção automática e investimentos questionáveis.
Não podemos esquecer também do assistencialismo e do fisiologismo político que se infiltrou em todas as camadas de nossa sociedade, não dando privilégio à meritocracia.
Ah,Roberto! Quanta falta fazem os concursos públicos em todos os níveis do nosso funcionalismo público, não ?
Teremos que recomeçar tudo outra vez, do zero.
A violência vai explodir em nossas periferias e atingirá a todos.
O poder público de cada um desses dois municípios tem que agir rápido, antes que seja tarde demais, por que do contrário,a nossa "elite socio-econômica" exigirá segurança pública do Estado para baixar a porrada nessas vítimas do sistema. Sistema que ela própria criou e ajudou a manter.
Uma pena !

Anônimo disse...

Interessante o comentário do grupo OSXina e do Dietor da EBXina que diz que a região tem vocação portuária. É NO MÍNIMO DE MIJAR DE RIR!!!!! SÓ IDIOTAS VENDIDOS OU MEDÍOCRES PODEM ACEITAR ISSO COMO ALGO SÉRIO.
Vejamos: A região corresponde a uma planície arenosa e de 30km de extensão. Pergunto: Onde em tal planície existe embate de ondas para se pensar em porto ou estaleiro??
Se a região tivesse vocação portuária não acham que os antigos teriam desenvolivdos portos aqui? comparem com Rio, Niterói e Vitória. Lá sim existe vocação portuária.
Maldade absoluta desses sennhores que somente se interessaram na região por ser plana, extensa, pouco povoada e a preço barato. Somente isso importou nessa escolha.
É preciso observar a tentativa que foi feita em Barra do Furado e o desastre que ocorreu. Ninguém até hoje conseguiu estabilizar aquela barra. E olha que é do lado da Lagoa Feia e existia um rio por ali, o que deveria ajudar.
Agora esses grupos Xineses querem abrir uma barra em Iquipari, e todo mundo aplaudindo essa idiotice. Como vão estabilizar a barra? Sangrando mais o Paraíba? E Atafona sumirá de vez? Dizem que farão reserva ambiental. Onde? do lado dos absurdos? Isso inviabilizaria as obras deles, pois não se pode construir em area de amortecimento dessas reservas. Como resolverão isso?
As pessoas precisam perceber que não existe estaleiro nem plataforma nem nada disso. Esses caras são licenciadores profissionais e especuladores de bolsa de valores. Tão logo licenciam vendem o negócio e salve-se quem puder por que Xinês não tá nem aí pra nós.
O grupo OGXina diz ser dono de 29 blocos de petróleo. E daí? Isso não quer dizer nada. Não sabem se tem petróleo suficiente e viável, não tem estrutura operacional nem pra sondar muito menos pra produzir, é simplesmente uma jogada, onde venderão o negócio assim que possível. Assemelham-se em atitude às empresas que exploram pedágios e só começam a fazer alguma obra depois que ganham dinheiro do povo. Assim, qualquer um faz.
Deixe a petrobras fazer, pois é nossa e é quem sabe e tem estrutura pra isso. OGXina é só marketing.
Precisamos parar esses caras antes que a região vire uma Arraial do Cabo que bastou a Alcalis ser privatizada para ser sucateada e a cidade se tornar uma imensa favela. A diferença, é que Arraial ainda tem atrativos turísticos, e o que vai virar São João da Barra depois que os OG,OS,EB,LL,MMXina forem embora?
A propósito parece que o Xeique quer mudar o nome do Instituto para XINEA.

Anônimo disse...

Piada dizer que a região tem vocação portuária KKKKK

Anônimo disse...

Quero ver como esse diretor de sustentabilidade se sustentará e ao grupo que representa quando vierem à tona os absurdos ambientais que eles estão cometendo. Quando os investidores ecologicamente corretos do mundo descobrirem o que tá ocorrendo aqui as ações dessas empresas representadas por ele cairão vertiginosamente e veremos um espetáculo de horror na região.

denis disse...

Bem, como sempre eles tem respostas para quase tudo, mas essas respostas, não respondem praticamente nada! Eles ficam saindo pela tangente e nenhuma autoridade é competente suficiente para fazer alguns questionamentos. Nas audiências ocorre da mesma forma, e é lamentável não vermos a presença de nenhum representante do Ministério Público Estadual ou Federal... Já formulei várias perguntas e nenhuma foi respondida, são totalmente evasivos e dizem que vão pegar nosso telefone, e-mail para responder e nunca fazem isso! Lamentável vermos que o poder do dinheiro e o interesse financeiro de uma empresa passa por cima de todos os princípios mínimos de ética e responsabilidade!