terça-feira, fevereiro 07, 2012

“A iminência de um movimento nacional de greve de PMs”

Do blog do Luiz Nassif reproduzindo e interpretando informações de reportagem do jornal A Tarde de Salvador, BA: “Enviado por luisnassif, ter, 07/02/2012 - 10:19 Por Assis Ribeiro – Jornal A Tarde "Juíza manda bloquear as contas bancárias da Aspra" Samuel Lima, George Brito e Diana Gomes "A juíza Liz Resende, do Plantão Judiciário, deferiu nesta segunda, 06, o bloqueio da movimentação bancária da Associação dos Policiais, Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra). A magistrada atendeu ao requerimento feito por integrantes de uma força-tarefa designada pelo secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, para investigar os crimes cometidos durante o período de paralisação de parte da Polícia Militar e os delitos apurados pela força-tarefa, estão os ataques a ônibus e a depredação ao patrimônio público, como as viaturas danificadas em meio ao movimento grevista. À frente da força-tarefa, criada na semana passada, estão as delegadas Gabriela Macedo, da Superintendência de Inteligência, e Ana Carolina Rezende, da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil.

Movimento nacional - Dentro dos próximos nove dias, PMs de mais quatro estados ameaçam declarar greve. Com indicativo de paralisação, estão marcadas assembleias para o dia 9 em Alagoas e no Rio; dia 11 no Acre; e dia 15 no Espírito Santo. Juntos, os quatros estados somam mais de 19 mil homens. No ano passado, pararam as PMs dos estados de Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí. Em Minas Gerais não chegou a ter greve, mas houve manifestações nas ruas.

Apesar da sequência de paralisações, as lideranças da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra) negam que haja um movimento “orquestrado” de mobilização nacional. A avaliação é de que, diante do travamento da Proposta de Emenda à Constituição nº 300 na Câmara dos Deputados, os policiais militares foram espontaneamente buscando por seus direitos. “As mobilizações não são orquestradas. É a necessidade que tem forçado os PMs a lutar”, afirmo o vice-presidente da Anaspra, Jeoás Santos.

“São mobilizações isoladas em cada Estado. É tudo uma reação contra o massacre do governo federal que não quer pagar salários compatíveis à função policial”, endossou o presidente da entidade, Pedro Queiroz. Em tramitação no Congresso desde 2008, a PEC 300 chegou a entrar para votação no Plenário, mas não foi votada. O piso salarial nacional unificado em R$ 3,5 mil é a principal reivindicação da categoria com a Proposta.”

3 comentários:

CARLOS RIBEIRO disse...

Num país em que o governo federal se encontra numa situação privilegiada de "caixa", fica com 65% de todo imposto arrecadado no país, é muito natural que a presidente Dilma, cumpra a promessa de campanha, de aprovar o piso nacional para a classe policial brasileira, a chamada PEC-300.

A segurança pública, foi um dos chamados carro-chefe, da campanha presidencial e dos governadores. Agora o que não pode continuar acontecendo é o descaso com essa classe, que está ganhando uma miséria. Uma classe que no exercício de sua função, muitas vezes perde a vida e sua familia fica a míngua(miseria total), por causa dos baixos salários.

Como querer uma boa segurança, não prestigiando os laboriosos policiais, com salários dignos? Chega de demagogia, por parte dfos governantes e que eles resolvam esses problema.

Que reponham as perdas salariais ocorridas ao longo dos anos e instituam para todos os anos, a DATA-BASE, da categoria. Só assim as greves pararão de ocorrer.

Os policiais não querem fazer greve, querem ser respeitados e valorizados, pois tem familia e filhos para sustentar, como qualquer cidadão da nossa sociedade.

Anônimo disse...

É engraçado que este respeito que eles cobram; eles não usam quando a manifestação é civil,basta lembrar das manifestações de estudantes por preços melhores nas passagens por todo Brasil onde a policia de maneira generalizada baixou o cacete na rapaziada, isto é ate refresco diante do que eles fizeram na greve dos professores. Acho que todos publicos indistintamente merecem aumentos reais, mas e a lei de responsabilidade fiscal aonde fica? Por que se der aumento para eles tambem tera que dar para os outros funcionarios, e que esse aumento venha junto com o deles pois depois de receberem o seu, eles vão e baixar o cacete nas outras categorias e suas tropas de choque a esbravejar "greve é o car...."

Anônimo disse...

Chegamos ao limite.

Se o funcionalismo não lutar por melhorias, diante das perdas salariais ao longo dos anos, em breve nós funcionários públicos de todas as esferas(federal, estadual ou municipal), ficareamos depedente do asistencialismo desses governos populistas. Desaparecerá a classe média e existirá apenas duas classes, as dos milionários ligados aos políticos e as dos miseráveis, que dependem dos cheques cidadãos, dos sacolões e da passagem de 1,00.

Nada impede que uma lei, seja revogada(mudada). Toda lei, pode e deve ser mudada para o bem estar dos seus cidadãos e a Lei de responsabilidade fiscal pode ser mudada sim, para resolver esses problemas. O geoverno federal, há pouco tempo prorrogou a DRU e vai ter cera de 25% de toda arrecadação de impostos, em sua mãos, para gastar no quiser e isso foi aprovado rapidamente. Então com a Lei de Responsabilidade fiscal, não haveria grandes problemas, se tiver empenho e boa vontade dos políticos.