terça-feira, julho 01, 2014

Odebrecht fará gasoduto de 1 mil quilômetros no Peru

A Odebrecht ganhou junto da empresa espanhola Enagas a licitação para construção de um gasoduto para gás natural que terá um extensão de 1 mil quilômetros  com origem nos campos de gás de Camisea no sul do Peru até a costa do Pacífico.

No destino do gasoduto alimentará  usinas de eletricidade e outras indústrias, provavelmente do setor petroquímico, considerando o casto mais barato para a produção deste a partir do gás do que do óleo.

As duas empresas dividirão os investimentos totais de US$ 7,33 bilhões e assim terão o direito de construir e operar o duto por 34 anos. O percurso previsto é complexo porque passa pela selva e atravessa o Andes.

A capacidade do gasoduto é que ele tenha vazão para 500 milhões de pés cúbicos por dia. A previsão é que o gás transportado pelo gasoduto, 70% dele seja usado par ageração de energia elétrica em usinas termelétricas a gás (duas UTEs de 500MW); 20% seja para petroquímicas e 10% para outros indústrias e distribuição residencial.

A Braskem, petroquímica brasileira controlada pela mesma Odebrecht tem interesse no projeto da planta petroquímica para a produção de etileno e polietileno.

O projeto vai na linha de ampliar a participação de empresas brasileiras em projetos e cadeias produtivas fora do país, porque isto gera encomendas de equipamentos brasileiras, usa parte de mão de obra de projeto e supervisão de implantação e ainda a contratação de serviços nacionais.

Além disso, abre outras frentes na cadeia produtiva e em outras obras de infraestrutura como se vê no caso da planta petroquímica. Não se sabe ainda a origem destes investimentos de US$ 3,6 bilhões.

Parte pode sair da empresa, outra de outros investidores, mas é possível que saia também do BNDES, dentro da lógica de ampliar demandas para ampliar atuação de nosso setor de engenharia e indústria com fornecimento de serviços e equipamentos.

Assim, aconteceu o caso do porto de águas profundas de Rocha no Uruguai (US$ 400 milhões) e no porto Mariel em Cuba (com investimentos de US$ 682 milhões). Os projetos também possuem grande relação com o processo de integração econômica com os países do continente, onde os retornos são indiretos pela natural capacidade de liderança do Brasil.
PS.: Fonte da informação original Valor Online com comentários do blog.

Um comentário:

Romulo Junior disse...

Sou inspetor de dutos, por acaso o senhor não teria nenhum email que poderia passar pra enviarmos o nosso curriculo para trabalharmos nesta obra. Obrigado.