domingo, julho 06, 2014

Technip no terminal 2 e breve análise sobre o Porto no Açu

Enquanto no terminal 1 do Porto do Açu as obras são para concluir os píeres e quebra-mar para realizar embarques de minério de ferro para a Anglo American, previsto para o final do ano, no terminal 2, quatro empresas de apoio e produção de materiais para exploração offshore de petróleo se instalam: Technip, Nov, Intermoor e Wartsila.

A primeira a francesa Technip (que possui uma fábrica - Flexibras - no Espírito Santo) já começou lentamente a sua produção. Segundo fonte do blog, a empresa teria hoje, em torno, de 200 funcionários.

Hoje, a maior dificuldade da Technip, que inclusive deve estar adiando a inauguração oficial (que é do interesse da Prumo Logística S.A, ex-LLX) é a falta de energia elétrica que viria de uma subestação e de uma linha de transmissão de 58 quilômetros desde Campos, cujas obras estão em ritmo lento, com previsão de conclusão apenas no final do ano.
Vista aérea das instalações da Technip no Porto do Açu

A implantação da fábrica e alguns serviços estão sendo realizados através de fornecimento de energia elétrica proveniente de geradores contratados com empresas especializadas.

A Technip já possui licença da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) para operar o píer que está sediado junto ao canal do Terminal 2 do Porto do Açu.

Abaixo o blog posta algumas imagens desta semana que mostra a movimentação nas instalações da Technip junto ao Porto do Açu. A primeira foto mostra a chegada pelo mar de um veículo que transporta os grandes carreteis que a empresa usa. As duas outras fotos mostram os carreteis chegando também pelo mar, ao píer da empresa, no terminal 2 do Porto do Açu. Muito material para a empresa tem sido transportado até suas instalações pelo mar.

Os carreteis mostrados servem para enrolar e armazenar os tubos flexíveis produzidos pela Technip que são usados nas operações de exploração de petróleo junto às plataformas, sondas e FPSO em alto mar.

Análise atual sobre as possibilidades par ao Porto do Açu
O projeto do porto do Açu teve a sua pedra fundamental lançada em 27/12/2006. O início efetivo da construção se deu em outubro de 2007 e está portanto, a três meses de completar sete anos de implantação.

Hoje, o Porto do Açu, depois de desmontados os projetos das duas siderúrgicas e suspensa a licença de instalação (LI) da Usina Termelétrica (UTE) a carvão e adiado sine-dia, a da UTE à gás, da empresa alemã Eneva (ex-MPX), assim como outros projetos que dependiam deste, o Porto do Açu está, ancorado na exportação de minério e nas empresas de ligadas ao setor offshore de petróleo. Este é o caso também dos projetos das cimenteiras.

A possibilidade de atender cargas gerais e até a instalação de um terminal de contêineres (Tecon) depende da ligação ferroviária que crie fluidez de cargas com mais uma modal de transporte. Isto não tem como ser realizado num prazo inferior a cinco anos.

Outras possibilidades para o Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB) estariam no curto prazo ligado à indústria naval. Porém, com a suspensão do projeto da Unidade de Construção Naval (UCN) da OSX, hoje, o setor tem o Consórcio Integra com a montagem de módulos de plataformas para futura integração.

O Consórcio até hoje avança pouco por conta das dificuldades da OSX, uma das duas sócias no negócio, a outra é a empresa mineira Mendes Jr. Nesta última semana o consórcio acelerou contratações que dizem que deverá chegar a cerca de mil trabalhadores em até 30 dias. Há ainda, em curso, negociações para que a OSX passe as obras inacabadas do seu estaleiro para uma empresa experiente no setor.

Outra possibilidade que está em curso é a decisão de operadores de apoio offshore que estão participando de licitações de contratos junto à Petrobras, decidirem incluir o Porto do Açu, nesta atividade, a exemplo do que hoje é feito hoje pelo Terminal de Imbetiba, em Macaé, e pelo portos de Niterói e Rio de Janeiro que hoje atendem o extremo sul da Bacia de Campos e a Bacia de Santos.

Não se pode e não se deve deixar de considerar os problemas jurídicos, ambientais e sociais que redundaram em várias ações particulares, de associações e do Ministério Público (estadual e federal) questionando desde as desapropriações de terras de pequenos proprietários, quanto a salinização do solo e da água do entorno de toda a região do Açu, por conta de erros na drenagem da água salgada do aterro hidráulico, além de diversos outros problemas decorrentes, de uma regulação inadequada de autoridades públicas responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização do processo de implantação.





6 comentários:

Anônimo disse...

Ótimo post. Deu para se ter uma noção de como está o Porto do Açu. Com tanto espaço sobrando, é difícil imaginar a Petrobrás não se instalando por ali.

Anônimo disse...

A technip faz entrevistas na Firjan em Campos, mas não retorna aos candidatos. Uma péssima impressão deixada pela empresa.

Anônimo disse...

Quer dizer então que podemos continuar especulando com os preços do imóveis em Campos?

A bolha imobiliária poderá se sustentar por mais algum tempo?

Anônimo disse...

Alguém saberia informar sobre o novo traçado do corredor logístico entre Campos dos Goytacazes e o porto do Açú, ou algum mapa do traçado?

Anônimo disse...

Para quem não sabe, todos os processos de desapropriação dos pequenos produtores de São João da Barra, estão parados no forum de SJB, pois, não temos juiz atuante naquela comarca. Esta é uma das maiores provas de descaso do poder público com o povo daquela região.

Anônimo disse...

A technip é uma empresa safada, que faz processos seletivos de fachada e ainda conta com o apoio da Firjan.