sábado, outubro 27, 2012

Campos apresenta projeto de Aeromóvel para financiamento do PAC de Mobilidade Urbana

O blog comentou aqui em 18 de julho e também aqui no dia 23 de julho deste ano, sobre o lançamento pela presidenta Dilma, do edital do Programa de Mobilidade Urbana e nestas postagens insistiu que o município de Campos se mobilizasse para apresentar um projeto.

O blog defendeu que Campos buscasse um "projeto consistente de mobilidade urbana que garantisse um transporte público eficiente, para além do rodoviário, subsidiado atualmente, de um plano de ampliação das ciclovias entre outras alternativas. É hora de um VLT, estações de integração, etc."

O PAC Mobilidade Urbana Médias Cidades do governo federal foi desenhado para atender projetos de cidades de porte médio, com população entre 250 mil a 700 mil habitantes, com a destinação de um total de R$ 7 bilhões, originários do FGTS.

Os recursos do PAC objetivam contemplar a implantação e a melhoria do transporte coletivo e a aquisição de equipamentos para a integração e modernização desses sistemas. A contrapartida exigida para participação dos municípios é de apenas 5% no valor dos empreendimentos propostos.

Pois bem, hoje, o blog foi informado pelo engenheiro campista, Renato Teixeira, que atua profissionalmente no DER-RJ e em entidades de engenharia da capital, que o projeto apresentado pelo município de Campos foi pré-selecionado numa avaliação feita entre os dias 16 de setembro e 19 de outubro. 

Todas as seis cidades com população entre 250 mil e 750 mil habitantes apresentaram projetos. Assim, além de Campos outras 5 cidades fluminenses de porte médio foram selecionadas: Niterói; Belford Roxo; São João de Meriti; Petrópolis e Volta Redonda.

O PAC-2 de Mobilidade Urbana em Cidade Médias do Ministério das Cidades preveem recursos de R$ 7,5 bilhões. Depois da pré-seleção reuniões de avaliação entre técnicos do ministério das cidades pré-aprovadas passarão por entrevistas e análises até o dia 29 de novembro de 2012. A divulgação das cidades selecionadas está prevista para o dia 30 de novembro.

O projeto de Campos foi coordenado pelo escritório do engenheiro e professor Fernando Mac Dowell. A proposta feita foi de um Aeromóvel. 

O Aeromóvel é um meio de transporte urbano automatizado em via elevada de concepção inteiramente brasileira e que utiliza um singular sistema de propulsão pneumática, inventado por Oskar H.W. Coester. O nome Aeromovel deriva de Aerodynamic Movement Elevated.

Os veículos se deslocam pela movimentação de ar, insuflado por dutos dispostos no interior das vigas que são parte do traçado do elevado. O ar injetado impulsiona aletas na parte inferior do aeromóvel, movimentando-o.

O pai do aeromóvel é Oskar Coester, empresário brasileiro que há quase meio século pesquisa soluções para o transporte urbano. O Aeromóvel foi projetado na década de 70. O projeto brasileiro foi utilizado na cidade de Jacarta onde opera com grande eficiência há 21 anos. Uma versão do veículo foi projetado para Porto Alegre. Veja no vídeo abaixo.

O projeto das estações em estrutura metálica foram desenvolvidas pelo Escritório de Arquitetura de Ado Azevedo e Obino Souza Pinto Arquitetura e Urbanismo de Porto Alegre, também responsável pela concepção arquitetônica da via elevada.

Proposta semelhante está sendo defendida pelo candidato do PT em Campinas, Marcio Porchmann. Em suma, o aeromóvel é na prática uma espécie de Veículos Leves sobre Trilhos.

O blog sem conhecer  como foi contratada a consultoria e sem ter detalhes do projeto considera, de uma forma geral, um avanço a proposta que defendeu, como disse ao abrir a nota aqui em julho deste ano.

É evidente que os custos destes projetos são altos e exigirão de alguns municípios a participação financeira no projeto de uma valor superior ao percentual de 5%, porque, o caixa para todo o país é de apenas R 7,5 bilhões.

Veja abaixo vídeos de apresentação do Aeromóvel de Porto Alegre e de uma projeto que foi licitado para Nova Iguaçu, também na região metropolitana do nosso estado:


11 comentários:

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkk
Me desculpe, mas só rindo.
Se Campos não dá conta de organizar e oferecer transporte público decente atualmente como fazê-lo com VLT se permanecer a mesma política tacanha?
Mais uma forma de ganharem dinheiro fácil sem contrapartida social de VERDADE?

Anônimo disse...

Professora é demitida após divulgar fotos de escola alagada em Imperatriz

Imagens mostram alunos realizando prova segurando guarda-chuvas.
Secretário municipal disse que professora procedeu de forma errada.

A divulgação em redes sociais de fotos que mostram alunos fazendo prova embaixo de guarda-chuvas causou a demissão de uma professora do ensino municipal de Imperatriz (MA). As imagens causaram impacto e o caso ganhou repercussão na cidade. O secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, disse que a medida foi tomada porque a professora procedeu de forma errada. A reportagem foi sugerida por um internauta através do VC no G1.

Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz encerrado nesta sexta-feira (26), após a publicação das fotos que mostravam uma sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado.

Nas imagens é possível ver os alunos se protegendo com guarda-chuvas, além do chão da sala de aula alagado e buracos no telhado da instituição. De acordo com a professora, a intenção ao publicar as imagens era chamar a atenção para os problemas da rede municipal. “Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim”, falou ao G1.

Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão.
Uiliene Araújo

Após a publicação das fotos, Uiliene conta que percebeu que os colegas a tratavam de forma diferente. “Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos.

Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores”, afirmou ela.
Na mesma semana em que as imagens foram divulgadas, a professora conta que a Secretaria de Educação providenciou reparos imediatos no telhado da escola. No dia 25 deste mês, no entanto, Uiliene foi afastada de seu cargo na unidade Guilherme Dourado e na sexta-feira (26), a professora recebeu um comunicado que anunciava o encerramento de seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz por atos de conduta incabível.

“Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é? Ela [a diretora] não está agindo como uma gestora. Está tratando a escola como propriedade privada, mas a escola é de propriedade pública, é do município. Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão. Cresci vendo meu pai e meus professores reivindicando os direitos de educação e aprendi a dar valor a ela, então não poderia ficar de braços cruzados frente a essa situação”, relatou a professora.

Após chuva, sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado ficou alagada e alunos tiveram que se proteger com guarda-chuvas (Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal)
Uiliene, que se formou no ano passado, começará a dar aulas no ensino superior, mas não pretende abandonar a luta pela valorização da educação fundamental. “Passarei a dar aula para o ensino superior, mas já dei aulas em várias escolas municipais desde a época da faculdade e sei o estado delas. Tenho um filho pequeno e fico pensando, será em um colégio como esse que ele terá que estudar?”, pergunta a jovem.

Repercussão
Publicadas em seu perfil pessoal no Facebook, as quatro fotos que mostram o estado da sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado já contam com quase 200 compartilhamentos e diversos comentários em apoio à professora e indignação diante da estrutura e atitude da unidade.

http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2012/10/professora-e-demitida-apos-divulgar-fotos-de-escola-alagada-em-imperatriz.html

Gustavo Alejandro disse...

Um projeto faraônico, caro e delirante.

Tem tudo para dar certo em Campos.

Os Simpsons já passaram por isso:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marge_vs._the_Monorail

Anônimo disse...

Professor, o ótimo inviabiliza o bom. Se ainda não somos capazes de fazer uma passarela em frente ao Isepam para acabar com aquele pare-siga em frente a escola, como sonharmos com o aeromóvel?
Outro problema de nossa mobilidade é de encontrarmos numa via expressa que é a 28 de março parada de ônibus distante 100 metros uma da outra. Isso é inconcebível. Adilson (o Pessanha).

Aluisio disse...

Campos dos Goytacazes, vem crescendo e o VLT, será bem vindo. Os governantes tem que olhar as redes de esgotos que estão sobrecarregadas com as novas construções dos edifícios e imóveis sócias (casinhas).A despoluição do canal Campos Macaé (Beira Valão) é ignorada pelas autoridades que fazem maquiagem para encher os olhos da maioria dos votantes.

Anônimo disse...

Campos tem dinheiro para comprar os VLTs mais caros da Siemens que são usados em Munique. O problema são os trilhos, vai ter que quebrar a cidade toda e isso leva tempo e talvez mais dinheiro do que comprar os VLTs.

Quem vai fazer isso? VLT é bonde e não metrô, ele passa no meio da cidade. Para construir VLT em Campos tem que ter um esforço de no mínimo 20 anos, na Alemanha com uma malha ferroviária urbana enorme isso é feito até hoje.

Duvido que alguém faça isso em campos. E se fizer, será feito em quatro anos com custo exorbitante e atrapalhando ainda mais o trânsito da cidade.

Anônimo disse...

Professor

Recentemente estive em Sorocaba, aproximadamente do tamanho de Campos( em população), tem várias estações de integração e a passagem custa R$3,00 aliás, passagem a R$1,60 só em Campos. Não quero defender empresários safados e inescrupulosos, mas precisamos de licitação para atrair empresas sérias, isso só é possível oferecendo lucro. O lucro do subsídio não fiscalizado não serve, acredito eu, para uma empresa séria, que deverá ser fiscalizada e auditada por algum órgão regulador, este subsídio é deste governo, não tem garantias.

Anônimo disse...

Concordo com os Simpsons, quero dizer, com o Gustavo.

Will disse...

Essa é uma realidade que com certeza virá para Campos. A cultura de transportes atual com certeza terá que mudar. A cultura de compra de votos velada com passagens subsidiadas vai ter que mudar também. Como atrair empresas sérias para nossa cidade para ficar nas mãos dos políticos que ficam se eternizando nos cargos com resultado da compra desses votos? Esses Juizes do TRE ou são NÉCIOS ou AGEM DE MÁ FÉ ao não perceberem isso As empresas já dão o vale transportes para manter baixos salários. Eu não quero para os meus filhos e netos uma Cidade onde a cultura do R$1,00 impere, eu quero mais é que eles possam pagar passagens à mais de R$2,00, que eles possam andar de carro, bicicletas VLT e não numa cidade que atrai mais pobreza com seu assistencialismo atraindo mais pobreza em vez de atrair igualdade de oportunidades.

Anônimo disse...

O problema está também no povo de Campos, que é mal educado e ignorante, verdadeiros bugres. Não sabem votar, não sabem cobrar dos políticos e só querem mamar na prefeitura, querem uma boquinha, uma "teta"... Tudo na cidade está errado, tudo é problemático.

Roberto Moraes disse...

Sobre comentário das 1:45 PM:

Ele é muito preconceituoso, porque mesmo que tudo isto que fala fosse verdadeiro, nada indica que seria sempre assim, se tivéssemos uma relação entre o público e o privado, e a construção de uma cidadania diferenciada, com instituições livres e independentes, negociando seus interesses, porque é assim que acontece numa sociedade democrática, mas, com regulação, articulação e não cooptação polítoco-eleitoral.

Há que se ter mudanças, mas, não se deve culpar o povo, quando as elites praticam relações mais indecorosas, do que aqueles que lutam pela sua sobrevivência.

Há que se lutar por mudanças, mesmo que elas possam vir gradualmente.

Sds.